domingo, 6 de maio de 2007

Incontinência Urinária: tipos, dignóstico e tratamentos








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A incontinência urinária é mais comum do que a gente imagina, infelizmente. Estima-se que cerca de 57% das mulheres entre 45 a 65 anos tenham algum tipo de incontinência urinária. Embora a prevalência seja alta, muita gente ainda tem vergonha de falar sobre o problema ate como médico, o que acaba prejudicando no tratamento. Além da vergonha, tem o achismo de achar que isso faz parte do envelhecimento e  que não há nada que se possa fazer. Porém, mesmo a gente sabendo que a tendência é a incontinência urinária aumentar com a idade, não é parte inevitável do envelhecimento. Há sempre uma condição médica subjacente que deve ser identificada e corrigida independente da idade, seja por fisioterapia, medicamentos, cirurgia ou uma combinação desses. Mas vamos saber mais sobre o incontinência?

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina e  varia de um pequeno escape ocasional até a completa incapacidade de conter a urina. Pode ser precedida de alerta ou não e pode ser consciente ou inconsciente, como durante o sono.

É importante saber que o  processo de eliminação da urina envolve reflexos inconscientes e comandos voluntários. Quando nossa bexiga se enche, receptores da sua parede mandam a mensagem para o cérebro de que a urina precisa ser eliminada, sentimos então o desejo de urinar. Mas se não estivermos em local ou hora adequados iremos inibir esse reflexo até termos condições adequadas para a eliminação da urina, o que aprendemos desde crianças.

Para que esse processo ocorra de maneira efetiva são necessários vários elementos, como os nervos que levam a mensagem dos receptores da parede da bexiga até o cérebro, a função cerebral para inibir o reflexo, os nervos que irão enviar a mensagem de inibição e os músculos envolvidos no processo de reter e eliminar a urina, como os do assoalho pélvico e o esfíncter uretral. Quando ocorre a falha de algum desses elementos, a capacidade de reter a urina até um momento propício para a sua eliminação pode ficar comprometida.

Na infância, as meninas geralmente desenvolvem o controle da bexiga mais cedo do que os meninos, e a perda de urina durante o sono é menos comum nas meninas do que nos meninos.

Entretanto, as mulheres adultas têm mais chance de desenvolver incontinência urinária do que os homens adultos devido à anatomia do trato urinário feminino e do estresse causado pela gravidez, parto e menopausa. Apesar disso, os homens podem apresentar incontinência urinária como resultado de problemas de próstata, e ambos, homens e mulheres podem se tornar incontinentes devido a lesões neurológicas, defeitos congênitos, derrame, esclerose múltipla, e problemas físicos associados com a idade.

Existem dois tipos principais de incontinência urinária: a incontinência de esforço e a incontinência de urgência.

A incontinência de esforço é a perda involuntária de urina que ocorre durante os momentos de atividade física, tais como tosse, risadas, espirros, carregar peso, subir escadas, exercícios etc, e ocorre sem aviso prévio. Mudanças físicas resultantes da gravidez, parto, e menopausa frequentemente causam a incontinência de esforço. Esta é a forma mais comum de incontinência nas mulheres.

A incontinência de esforço pode ocorre quando os músculos pélvicos que suportam a bexiga e a uretra se tornam fracos ou devido a disfunções no esfíncter uretral, importante estrutura para contenção da urina e sua eliminação voluntária. Traumas na área da uretra , lesões neurológicas, e alguns medicamentos podem tornar a uretra fraca, assim como inflamação e infecção urinária.

A incontinência pode piorar durante a semana anterior ao período menstrual. Durante esse período, os menores níveis de estrógeno podem levar a uma menor pressão muscular em torno da uretra, aumentando as chances de vazamento. A incidência de incontinência de esforço aumenta após a menopausa.

A incontinência de urgência envolve um súbito e forte desejo de urinar seguido imediatamente de uma contração involuntária da bexiga, resultando em perda de urina. A incontinência de urgência pode ocorrer durante o sono, após beber pequena quantidade de água, ou quando a pessoa ouve o barulho de água.

Ações involuntárias dos músculos da bexiga podem ocorrer devido a danos nos nervos da bexiga, no sistema nervoso, ou nos próprios músculos. Esclerose múltipla, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, derrame, traumas e cirurgias podem lesar os nervos ou músculos da bexiga.

Outros tipos de incontinência urinária incluem a incontinência de super enchimento, incontinência transitória, perda contínua da urina e incontinência mista.

Na incontinência de super enchimento a mensagem de que a bexiga está cheia não chega ao cérebro, até que ela fique tão repleta que não seja mais capaz de suportar a urina e ocorre perda de urina em grande quantidade. A bexiga está sempre tão cheia que é frequente os vazamentos de urina. Músculos da bexiga fracos ou uma uretra bloqueada também podem causar esse tipo de incontinência. Lesão de nervos devido ao diabetes ou outras doenças podem levar a uma fraqueza dos músculos da bexiga; tumores e pedras nos rins podem bloquear a uretra. A incontinência de super enchimento é rara nas mulheres.

A incontinência transitória é uma versão temporária de incontinência. Pode ser deflagrada por medicamentos, infecções do trato urinário, doença mental, restrição de mobilidade e impactação por pedras.

A perda contínua de urina ocorre quando a bexiga está muito flácida, em fístulas (comunicações patológicas da uretra com outra cavidade, como por exemplo com a vagina) e em malformações. Ocorre o gotejamento contínuo e perdas de grande quantidade de urina.

As incontinências de esforço e urgência frequentemente ocorrem juntas nas mulheres. Combinações de incontinência são referidas como incontinência mista.


O diagnóstico de incontinência será feito pelo médico através do relato do paciente e alguns exames serão úteis para se identificar as possíveis causas. O médico irá procurar por infecção, impactação por pedras, reflexos e pelo funcionamento da bexiga.

Para a avaliação do funcionamento da bexiga poderão ser feitos testes específicos, como a cistometria de canal único, cistometria eletrônica e eletromiografia, que irão medir a capacidade total da bexiga e o volume residual ou o próprio funcionamento da musculatura da bexiga.

Outra fonte de informação importante é a realização de um diário miccional, que pode ser feito por uma semana. O diário deve incluir a quantidade de líquido ingerido, o tempo de micção, a quantidade de urina produzida, e qualquer episódio de vazamento.


A incontinência urinária pode ser tratada através do uso de medicamento, fisioterapia, cirurgia ou uma combinação entre essas modalidades.

Dentre os medicamentos que podem ser utilizados encontram-se os antiespasmódicos (oxibutina), anticolinérgicos (propantelina) e antidepressivos triciclícos (imipramina). Para as mulheres que já tem indicação de terapia de reposição hormonal devido a outras condições, o seu uso pode trazer benefícios também para a incontinência urinária.

A fisioterapia tem se mostrado um excelente tratamento para a incontinência, fortalecendo os músculos que sustentam a bexiga e a uretra.

O tratamento cirúrgico será útil no caso de fístulas, malformações, disfunção do esfíncter e alterações na posição da bexiga. Esta última comum nas mulheres com incontinência urinária devido a múltiplas gestações e partos.

O tratamento mais adequado para cada caso irá depender do tipo de incontinência urinária e da condição médica subjacente.

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