segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Manobras de higiene Bronquica

São manobras usadas especificamente em casos onde o individuo apresenta dificuldade de auto-eliminação de secreções pulmonares.

São manobras usadas especificamente em casos onde o individuo apresenta dificuldade de auto-eliminação de secreções pulmonares.
O objetivo das manobras é permitir o deslocamento da secreção pulmonar, conduzindo-as para os brônquios de maior calibre e traquéia, e daí para fora do sistema respiratório.


Drenagem Postural


É o posicionamento do paciente em diversas posições para facilitar a drenagem das secreções pulmonares em direção à traquéia pela força da gravidade.

É o posicionamento do paciente em diversas posições para facilitar a drenagem das secreções pulmonares em direção à traquéia pela força da gravidade.
A secreção, uma vez na traquéia, poderá ser expectorada ou aspirada.

As posições de drenagem postural e o grau de inclinação variam de acordo com a posição da área pulmonar a ser drenada. Há uma maior tendência de acúmulo de secreções nas VAs mais inferiores. É por isso que nos procedimentos de drenagem o paciente é posicionado na forma trendelemburg.

De acordo com a maioria das referências bibliográficas, adotam-se as inclinações:

-Lobo médio e Língula -> 10º à 15º

-Bases Pulmonares -> 20º à 30º

-Ápices -> Semi-sentado

Indicação: Hipersecreção; pcte em VM; tabagistas; afecções neuromusculares.

Hipersecreção; pcte em VM; tabagistas; afecções neuromusculares.
Contra Indicação: Hipertensão intracraniana; instabilidade hemodinâmica; distensão abdominal; cirurgia diafragmática; hipertensão; disfagia; pcte inconsciente; antes de 2h após alimentação.

Hipertensão intracraniana; instabilidade hemodinâmica; distensão abdominal; cirurgia diafragmática; hipertensão; disfagia; pcte inconsciente; antes de 2h após alimentação.

Tapotagem


É um tipo de percussão pulmonar feito com as mãos em forma de concha, de maneira alternada e rítmica sobre a área do pulmão afetada. O efeito provoca ondas mecânicas que levam o muco até vias aéreas de maior diâmetro. A técnica deve ser associada, sempre que possível, à drenagem postural. Sugere-se que no fim de cada percussão, realizar uma curta e rápida vibração c/ a mão em concha.

É um tipo de percussão pulmonar feito com as mãos em forma de concha, de maneira alternada e rítmica sobre a área do pulmão afetada. O efeito provoca ondas mecânicas que levam o muco até vias aéreas de maior diâmetro. A técnica deve ser associada, sempre que possível, à drenagem postural. Sugere-se que no fim de cada percussão, realizar uma curta e rápida vibração c/ a mão em concha.
Pcte em DD: braços ao longo do corpo

Pcte em DL: braço inferior sob a cabeça; braço superior acima da cabeça.

Recomendações:

-AP antes e durante aplicação

-Nenhum movimento de cotovelo e ombro

-Não deve ser feito com muita força

-Não deve ser aplicado diretamente à pele

-Orientar o pcte a inspirar suave e profundamente pelo nariz e expirar pela boca

Indicação: Hipersecreção; atelectasias; dçs neuromusculares;pneumopatias crônicas e c/ grande dificuldade de expectoração, secreção espessa.

Hipersecreção; atelectasias; dçs neuromusculares;pneumopatias crônicas e c/ grande dificuldade de expectoração, secreção espessa.
Contra Indicação: Instabilidade torácica; osteoporose; coagulopatia significativa.

Instabilidade torácica; osteoporose; coagulopatia significativa.

Percussão Cubital


Tem os mesmos objetivos da tapotagem. Consiste em percurtir o tórax mediante o movimento de desvio radioulnar com uma das mãos semifechada sobre a outra mão em forma de concha acoplada ao tórax do paciente. Nesse caso indiretamente, podendo também ser realizada diretamente sobre o tórax só que essa última é menos empregada por ser menor confortável ao pcte. A principal diferença entre a percussão cubital e a tapotagem é que o movimento é menos vibrátil, podendo ser melhor empregado nos casos em que a tapotagem causa dor (ex. incisuras cirúrgicas).Embora menos vibrátil, por se tratar de um movimento brusco, proporciona maior estímulo à tosse.

Tem os mesmos objetivos da tapotagem. Consiste em percurtir o tórax mediante o movimento de desvio radioulnar com uma das mãos semifechada sobre a outra mão em forma de concha acoplada ao tórax do paciente. Nesse caso indiretamente, podendo também ser realizada diretamente sobre o tórax só que essa última é menos empregada por ser menor confortável ao pcte. A principal diferença entre a percussão cubital e a tapotagem é que o movimento é menos vibrátil, podendo ser melhor empregado nos casos em que a tapotagem causa dor (ex. incisuras cirúrgicas).Embora menos vibrátil, por se tratar de um movimento brusco, proporciona maior estímulo à tosse.
As indicações e contra indicações seguem as da tapotagem.


Vibração


Geralmente associada à compressão (denominado vibrocompressão). É aplicada durante a expiração com o pcte respirando profundamente. É usada em conjunção com a drenagem postural. Colocam-se as mãos diretamente sobre a pele na parede torácica (ou uma sobre a outra), e comprimindo levemente ao mesmo tempo que vibrando a parede torácica na mesma direção em que o tórax está se movendo. A ação de vibração é conseguida pela contração isométrica dos MMSS do terapeuta.

Indicação: pcte com dificuldade de mobilizar a secreção e expectorar ou naqueles com processos obstrutivos.

pcte com dificuldade de mobilizar a secreção e expectorar ou naqueles com processos obstrutivos.
Contra Indicação: enfisema subcutâneo (em caso de dor);osteoporose; fratura de costela; não é eficaz em indivíduos obesos.

enfisema subcutâneo (em caso de dor);osteoporose; fratura de costela; não é eficaz em indivíduos obesos.

Tosse


É uma manobra de expiração forçada, voluntária ou não, que visa a eliminação das secreções pulmonares. A tosse é mais eficaz quanto maior o volume de ar inspirado e a força dos músculos abdominais. Aconselha-se que o pcte promova uma extensão de tronco na inspiração e uma flexão do tronco no ato tussígeno. Pelo fato da tosse ser considerada a forma mais eficaz de higienização brônquica, deve-se orientar os pacientes para que realizem freqüentemente como modo de eliminação de secreções.

Em caso de tosse ineficaz, o fisioterapeuta poderá estimulá-la:

-Manualmente, comprimindo a fúrcula para cima com o polegar;

-Tosse manualmente assistida, em que se comprime o tórax fortemente logo no início da expiração espontânea, ou na fase expiratória da ventilação mecânica, visando acelerar o fluxo expiratório. Está indicada em pctes com afecções neuromusculares em que a contração abdominal se encontra prejudicada.

-Huffing: após uma inspiração profunda o pcte realiza uma expiração forçada em que a glote permanece aberta. Durante esse alto fluxo expiratório, o pcte emite um som parecido com um "huh".

É interessante que pacientes em pós-operatório sejam orientados a comprimir firmemente um travesseiro sobre a incisão cirúrgica de modo a minimizar a dor causada pelo impacto da tosse.

Pacientes intubados ou traqueostomizados também deverão ser estimulados a tossir, porém, para que a secreção seja expelida, o fisioterapeuta deverá realizar a aspiração traqueal.

Exceções ao estímulo de tosse como forma constante de higiene brônquica devem ser reservadas aos pctes com cirurgias traqueais, esofágicas, cranianas (em pós-operatório imediato ou com monitorização da PIC).


Bibliografia:

-Condutas no Paciente Grave. V.2

-C., Dirceu.Fisioterapia Respiratória Básica. São Paulo: Atheneu,1999.

sábado, 22 de setembro de 2007

Reumatismo em partes moles

extremidades e do tronco. A eficiência de sua função depende da integridade de seus componentes estruturais, biomêcanica adequada, e alinhamento corporal e postural corretos, resultando em movimentos livres e indolores. Quando há quebra desse conjunto harmônico ocorrem os fenômenos dolorosos e perda da função.

Muitos estados traumáticos são acompanhados de incapacidade temporária ou permanente. O traumatismo pode ocorrer como um acidente único e violento com imediato aparecimento da lesão ou ser o resultado de traumas crônicos resultantes de hábitos posturais ou ocupacionais que origiram fádiga muscular persistente, desequilíbrio músculo-fáscio-tendíneo e tensão.

Assim, utiliza-se o termo "Reumatismos de partes moles" ou "Reumatismo extra articulares", para definir o estado doloroso agudo, subagudo ou crônico, das estruturas periarticulares, quais sejam: musculos, ligamentos, bursas, fáscias, aponeurosas e tendões.

As entidades que se reunem sob o rótulo de reumatismo de partes moles apresentam como denominador comum dor e rigidez músculo-esquelética. Constituem as principais causas de morbidade e falta ao trabalho, causando pesado ônus às empresas e à sociedade. Estima-se que a cada ano, sete entre 100 pessoas procurem auxílio dos serviços de saúde com quadro tipico de "reumatismo de partes moles".

Não existe uma classificação universalmente aceita para essa entidade clinica. Entretanto para fins didáticos podemos dividi-la em três categorias: localizado, regional e generalizado. Tal tentativa de classificado não implica qualquer relação etiológica entre as condições assim individualizadas, mas apenas aborda o assunto sob o ponto de vista clínico. Provavelmente, existem tantas classificação quanto o número de estudiosos do assunto.

REUMATISMO PARTES MOLES LOCALIZADO

Nessa categoria incluímos as bursites, tendinites e tenossinovites, e as entesopatias.

Bursites, tendinites e tenossinovites - Do ponto de vista histologico, as "bursas" e as baínhas tendinosas são muito semelhantes. Como tecido adventício, não possuem membrana basal e são compostas por um aglomerado de células fibroblásticas, que assim como as células sinoviais, apresentam funçoes macrofágicas e secretorias. As "bursas" geralmente formam uma cavidade achatada, enquanto que os leitos tendinosos são estruturas longas e tubulares. Secretam colágeno, proteoglicanos, enzimas como a colagenase e outras substâncias.

As "bursas" têm como função proteger os tecidos moles das proeminéncias ósseas adjacentes, auxiliando na lubrificação das estruturas articulares. As bursites representam manifestações clínicas em locais diversos, que tem como características comum, dor localizada e disfunção. As causas mais frequentes de bursites são as traumáticas e designada segundo a estrutura anatomica que compromete. A sede mais comum dessas lesões são as bursas do olécrano, as pré-patelares, subacromial e trocanteriana. Além do trauma, as bursites podem estar associadas a outras condições clínicas, como doenças metabolicas do tipo da gôta e pseudogota, doenças inflamatórias do tecido conectivo, como a artrite reumatóide, e processos infecciosos localizados.

Os processos infecciososa das "bursas" geralmente ocorrem nas "bursas" subcutâneas superficiais, sendo mais frequentes as bursites pré-patelares e olecranianas.

Os tendões são compostos por fibras colágenas densas, paralelas, e por fibroblastos. Sua principal função é ligar o músculo ao osso tornando-se mais eficiente, pois concentra a sua ação sobre uma pequena área.

As inflamações agudas ou crônicas dos tendões e de suas baínhas (tenossinovite), tal como as bursites, frequentemente sãodesencadeadas pelos traumatísmos, geralmente associados aos movimentos repetitívos, realizados em posições posturais inadequadas, ou que requeiram o uso de força. Ao exame clínico, podemos detectar discreto edema e calor local, com crepitação, diminuição de força e espessamento ao longo do curso da unidade músculo-tendinea comprometida. Algumas tenossinovites podem se associar a processo estenosante da bainha tendinosa, como na tenossinovite dos flexões dos dedos das mãos (dedos em gatilho), dos tendões do longo abdutor do polegar e extensor curto do polegar (síndrome de De Quervain), ou ainda nos processos inflamatórios da goteira intertubercular da cabeça do úmero (tendinite do cabo longo do biceps).

O acometimento séptico de tendões e baínhas e frequente na doença gonococica disseminada e, mais raramente, pode ocorrer na tuberculose, esporotricose, toxoplasmose e micobacterioses atipicas.

Entesopatias: A êntese, local de inserção de um ligamento ou músculo no osso, está comprometida numa grande variedade de patologias. Esses pontos apresentam terminações nervosas especiais e o osso onde se inserem fibras dos ligamentos, tendões ou musculos não são reconhecidos por periósteo. As fibras tendinosas passam diretamente para dentro das fibras de Sharpey do osso: nota-se que o tendão se alarga e se prende diretamente em leque na zona de inserção com cartilagem hialina interposta.

Durante o movimento as ênteses são expostas a grandes sobrecargas mecânicas. Freqüentemente esses pontos são agredidos em atividades desportivas e programas de condicionamento físico inadequados. Os locais mais acometidos pelos traumas diários e movimentos repetidos que levam a quadros de entesites são o epicôndilo lateral do úmero ("tennis elbow"), o epicôndilo medial ("golf elbow"), a entesopatia da pata de ganso, entesopatia retrocalcãnea e subcalcânea, entre outras.

REUMATISMOS DE PARTES MOLES REGIONAIS

Utilizamos a expressão "reumatísmos regionais" para enquadrar as queixas clínicas de dores referidas e irradiadas a um limitado número de esclerotomos. Envolvem o comprometimento de raízes e terminações nervosas e, geralmente, estão associados a vícios posturais ou dinâmicos ou a alterações anatômicas estruturais. Assim, incluímos nessa categoria, os quadros miofasciais e as neuropatias por compressão.

1 Quadros miofasciais:

Caracterizam-se pelas dores irradiadas e mal definidas, não acompanhando trajeto nervoso típico. Em geral, existe um "ponto gatilho", que simula o quadro ágico quando estimulado.

Entre esses quadros destacam-se a síndrome escápulo-costal ou síndrome do ângulo da escápula, onde o paciente refere dor na região dorsal, principalmente na face posterior da cintura escapular, que irradia-se para a região cervical, ombro e parede torácica. A palpação revela o ponto "gatilho" na porção medial e sob a escápula. Esse quadro geralmente está associado às posturas viviosas, ombros caídos, escoliose e traumatismo por movimentos repetitivos. As fasciítes da região pré-sacral, glútea e do tensor da fascia lata, por outro lado, são outros exemplos de quadros álgicos com dor irradiada para os membros inferiores, simulando ciatalgia. Essas condiçoes são de diagnóstico clínico e de exclusão, e as alterações histológicas dos pontos gatilhos são geralmente pouco significativos ou mesmo ausentes. Acredita-se que a etiologia seja traumática, mas na patogênese da dor miofascial também podem ser incluídos, além dos fatores traumáticos, as alterações bioquímicas, metabólicas, neurogênicas e isquêmicas, ou seja, locais e o sistema nervoso atuariam juntos criando um ciclo de dor-espamo-dor.

2 Neuropatias por compressão:

Essas neuropatias são caracterizadas pelos quadros de dores segmentares dependentes do comprometimento do respectivo feixe vásculo-nervoso. Tais compressões podem resultar de compressão externa direta sobre o nervo (como, por exemplo, o uso de relogio apertado) ou contusões durante atividades ocupacionais (túnel do carpo em digitadores), alguns passatempos e atividades desportivas. Anormalidades estruturais como costela cervical, hipertrofia da apófise transversa de C7, espasmos de feixes musculares, estenose do canal medular cervical ou lombar também podem resultar em comprometimento neurológico e vascular regionalizados.

Como exemplos de neuropatias por compressão podemos citar a síndrome do tunel do carpo e do canal de Guyon, meralgia parestésica, síndrome do piriforme, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome cervical, e outras.

A síndrome do túnel do carpo é a neuropatia por compressão mais comum. A compressão pode resultar de traumatísmos externos ou de fatores próprios do canal, tais como tenossinovites, hipertrofia muscular, doenças inflamatórias e infiltrativas do canal (mixedema, amiloidose, artrite reumatóide).

A síndrome do piriforme caracteriza-se por dor lombar com irradiação ciática e está relacionada ao encarceramento do nervo ciático quando ele emerge sob o músculo pirifome. Sua frequência é mais alta em mulheres (6:1) e não se reconhece o fator causal. Ao exame físico, a coluna lombar tem movimentos de amplitude normal e a dor pode ser reproduzida quando se provoca uma resistência a abdução e rotação externa da perna estendida com o paciente em posição supina.

3 Meralgia parestesia:

A queixa principal dos pacientes com alterações do nervo femuro cutâneo é de alterações parestésicas na face anterolateral da coxa. A ausência de fraqueza de quadriceps e preservação do reflexo patelar, diferencia este quadro da neuropatia do nervo femural, evitando-se submeter o paciente a procedimentos diagnósticos e até mesmo cirúrgicos desnecessários.

4 Síndrome do desfiladeiro torácico

É o nome genérico dado às diversas manifestações clínicas caracterizadas pela compressão anormal do plexo braquial, artéria e veia subclávia quando as estruturas passam pelo desfiladeiro torácico, formado pela clavicula, primeira costela torácica músculos escalenos anterior e médio, além das fáscias fibrosas ao longo do desfiladeiro torácico. Os fatores desencadeantes mais frequentemente observados são as posturas viciosas dos membros superiores, mamas volumosas, musculatura laxa, associadas ou não a anomalias anatômicas como costelas cervicais ou hipertrofia de apófise transversa de C7 e a realização de movimentos repetitivos, principalmente as atividades que exijam longos períodos de movimentação com os braços elevados acima dos ombros abduzidos e empregando força muscular. As queixas referidas geralmente são de "sensação" de edema unilateral ou bilateral do braço e da mão, fraqueza distal e "sensação" de mãos frias. Os sintomas representam a compressão do feixe neurovascular quando esse atravessa o desfiladeiro torácico.

5 Síndrome tensional do pescoço:

Também de síndrome cervical é uma desordem orgânica e funcional provocada pelo trabalho da carga estática principalmente associada a posição inadequada da cabeça e membro superior. As queixas são de dor cervical e ombro, cefaleia occipitoparietal, com duração de dias, parestesias e tonturas. Ao exame clínico podemos detectar hipersensibilidade muscular, com aumento do tono muscular, principalmente a nível do trapézio, retificação da lordose cervical e queda com anteriorização dos ombros. Esse quadro pode estar associado a alterações radiológicas degenerativas do segmento cervical, que pode agir como fator causal inicial, mas geralmente a perpetuação dos sintomas está relacionado as alterações de tônus muscular, principalmente de trapezio esternocleidomastoideo, que por sua vez, limitam a movimentação muscular, causando a diminuição de força e sensibilidade de membros superiores, favorecendo as alterações posturais viciosas e fecnando o ciclo dor - espasmo muscular - dor.

REUMATISMO DE PARTES MOLES GENERALIZADO

Nessa categoria incluimos as algias generalizadas e difusas como as encontradas na fibromialgia, na fase prodrômica das doenças difusas do tecido conectivo, na polimialgia reumatica, algumasendocrinopatias, nas entesopatias inflamatórias primárias e metabolicas.

1 Fibromialgia:

É o protótipo aos reumatismos de partes moles e se caracteriza pela presença de dores músculoesqueléticas generalizadas acompanhadas por rigidez matinal, distúrbios do sono (sono não repousante) e fatigabilidade ou cansaço fácil. Tais sintomas estão presentes praticamente em 100% dos pacientes, porém as queixas iniciais podem bastante variadas, como dores articulares mal definidas, dor nas costas, alterações subjetivas de edema e formigamentos de extremidades, ou até quadros de fraqueza muscular debilitante.

A maior frequência dessa entidade é encontrada entre os individuos do sexo feminino (85%), predominantemente na faixa etária dos 30 aos 45 anos de idade.

A característica mais marcante nesses pacientes é a discrepãncia entre a quantidade e intensidade de sintomas com os exames laboratoriais e radiológicos dentro dos limites da normalidade. O achado de maior valor diagnóstico é a presença de pontos de "dolorimento" ("tender points"), facilmente identificáveis ao exame físico, em localizações perfeitamente previsíveis pelo médico, mastotalmente desconhecidos pelo paciente.

Existem evidências de que os enfermos que se apresentam com a síndrome fibromiálgica reagem de forma inadequada aos estresses da vida diária e que por mecanismos ainda pouco esclarecidos levariam ao aparecimento dos sintomas músculoesqueléticos e efeitos indesejáveis sobre o sono.

A patogênese da doença não é conhecida, porém, estudos poligráficos do sono de fibromiálgicos demonstram alterações do estágio 3 a 4 do sono Não-Rem caracterizados por uma diminuição da duração dessa fase e a intromissão de ondas de atividade alfa (características da vigília), sobrepostas às ondas lentas do tipo delta, características da fase 4 ou de sono profundo.

Individuos normais de vida sedentária e atletas, sob condições experimentais, foram submetidos a estimulos auditivos durante a fase 4 do sono não-REM. Ambos desenvolveram o padrão alfa-delta de sono. Após tres dias de experimento, os individuos de vida sedentária apresentaram queixas somáticas semelhantes ao da fibromialgia, sendo que tal sintomatologia não foi observada no grupo de atletas, mesmo após o 10º dia de experimento, sugerindo que o condicionamento fisico pode exercer importante papel na fisiopatologia da dor crônica.

Na fase 4 do sono não-REM observam-se as funçoes restaurativas dos tecidos, ocorrendo diversas funções anabólicas com maior intensidade. A serotonina a nível de 3NC parece ser o neurotransmissor mais importante na regulação das ondas delta do estágio 4 do sono. Apresenta também outras funçoes centrais como a modulção da sensibilidade a dor e regulação do estado de afetividade.

O triptofano, aminoácido essencial, é precursor da serotonina, ocorrendo essa transfromação após reação de oxidação a nível de SNC. A dosagem do triptofano livre no plasma de pacientes fibromialgicos e inversamente proporcional à intensidade dos sintomas, assim como a dosagem de serotonina no liquor desses pacientes demonstram níveis rebaixos. Estudos experimentais mostram que a administração de uma substância inibidora da fase de oxidação do triptofano (paraclorofenilalanina), em individuos normais, provoca uma diminuição de ondas delta lentas na fase 4 do sono não-REM com o aparecimento de sintoms somáticos semelhantes aos encontrados na fibromialgia. Entretanto, a administração de triptofano aos pacientes fibromiálgicos não altera o quadro clínico.

Estima-se que a fibromialgia seja a terceira maior causa, em termos de frequência, que levaria um indivíduo a procurar um reumatologista. Entretanto, embora seja entidade clínica frequente o dia gnóstico de fibromialgia é SEMPRE de exclusão.

Diversas são as doenças sistêmicas que podem se associar a quadros de fraqueza muscular e dores generalizadas, dos quais podemos lembrar: as fases prodrômicas das doenças difusas do tecido conectivo como a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico, a polimiosite, a espondilite anquilosante que, ao contrário da fibromialgia, geralmente elevam as provas de atividade inflamatória, ou alteram os níveis de CPK/DHL.

Doenças de origem endócrina também podem apresentar queixas inespecíficas como na fibromialgia, devemos afastar principalmente os quadros de hipotiroidismo, hiperparatiroidismo e osteomalácia, o que pode ser feito através das dosagens dos hormônios tiroidianos (T3, T4, TSH) assim como a dosagem de cálcio, fosfatase alcalina e fósforo séricos e urinários.

A polimialgia reumática é outro que deve ser lembrado ecaracteriza-se pela presença de dores músculo-esqueléticas de cinturas pélvicas e escapular. Incide em indivíduo s de ambos os sexos, com mais de 55 anos de idade, com maior prevalência nos climas temporados. Apresenta-se de forma abrupta com rigidez matinal proeminente. A caracteristica laboratorial é a grande elevação da hemosedimentação sanguínea. Apresenta resposta dramática ea pequenas doses de corticoesteróides.

Cerca de 30% dos pacientes com quadro de polimialgia reumática podem apresentar uma ssociação com a arterite de células gigantes ou arterite temporal, cujo retardo no diagnóstico clinico pode levar a consequência deleterias ao paciente como, por exemplo, a cegueira e sintomas cerebrais.

A frequencia da polimialgia reumatica vem se tornando cada vez mais elevada, talvez pela maior expectativa de vida atual, porém e subdiagnostica e geralmente confundida com a espodilose cervical ou ombro doloroso.

Enfim, as queixas subjetivas de dor, espasmo e "incapacidade" quase sempre não permitem medidas objetivas. O número de pacientes portadores de "reumatismo de partes moles" é muito grande, e de proporções crescentes. Sob essa denominação, um tanto quanto arbritária, e talvez até controvertida, agrupam-se enfermos com os mais diversos diagnósticos e que necessitam igualmente de diferentes abordagens terapêuticas. Todavia, a aplicação meticulosa de dados de anamnese associados a exame físico cuidadoso e detalhado, na maioria das vezes leva a um diagnóstico imediato e a provável etiologia, sem a necessidade de exames invasivos e dispendiosos.

O tratamento desses quadros deve sempre observar três aspectos fundamentais:

Identificação dos agentes causais pesquisando-se hábitos posturais, profissionais e de lazer, o desempenho das atividades da vida diária e da vida prática que podem estar contribuindo para o desencadeamento e/ou agravamento do quadro.

2 Alívio da dor:

2.1 Terapêutica Medicamentosa: para alivio dos fenômenos algicos podemos lançar mão de analgésicos comuns (salicilatos, paracetamol, propoxifeno, etc..) ou mesmo anti inflamatórios não hormonais (propiônicos, oxicans, indolacéticos, entre outros). Relaxantes musculares na presença de contraturas ou espasmos musculares (carisoprodol, tizanidina, benzodiazepinicos). Nas dores miofasciais e fibromialgia os antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina e imipramina têm se mostrado útil no controle da dor e das alterações psico-afetivas frequentemente presentes nesses quadros.

2.2 Terapêutica não-medicamentosa: há uma vasta gama de meios físicos que podem e devem ser utilizados nesses quadros. Nas fases mais agudas, a crioterapia (imersão em água fria, compressas de gelo e sprays e recurso de importância no controle da dor. Podemos ainda utilizar iontoforese com histamina, eletroterapia e iniciar cinesioterapia o mais precocemente possível, visando manter a amplitude articular.

Nas fases sub-agudas e crônicas, o calor superficial (compressas quentes, banhos de parafinas, raios infra-vermelhos) ou profundo (ultra-som, ondas curtas e micro-ondas), dependendo das estruturas acometidas, será a terapêutica de eleição. Enfatizamos que a cinesioterapia é de extrema importância e visa a restauração da função motora comprometida. Os exercícios devem seguir um roteiro pré-estabelecido de acordo com o grau de lesão, o acometimento anatômico e a evolução da doença. A fisiologia muscular e a biomec`nica articular devem ser respeitadas.

2.3 Prevenção de novos surtos: Orientação quanto a prevenção de novos surtos deverá ser estabelecidas a partir da identificação de nexo etiológico da lesão e dos fatores predisponentes e desencadeantes do processo álgico. A adequação nas artividades profissionais, a manutenção osteo-mioarticulares, são fatores fundamentais para se atingir uma adequada prevenção de novas lesões. A abordagem terapêutica deve buscar o restabelecimento do equilibrio fisiológico e biomecânico, pois somente a normalização funcional e igual a cura.

Fonte: http://www.fm.usp.br/

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Hidroterapia em gstantes

Através de nossa História, toda a literatura que recomenda "exercícios" durante a gestação é sempre baseada no "senso comum" .

Pesquisas, quando realizadas, nunca concluem exatamente o que ocorre durante o período gestacional, pois nem médicos, nem pesquisadores, nem as próprias gestantes querem correr qualquer tipo de risco.

Infelizmente, nenhum padrão de exercícios foi propriamente desenvolvido para gestantes, e alguns trabalhos domésticos são extremamente mais árduos do que uma atividades físicas bem orientadas.

Se, por um lado, a comunidade médica falha em pesquisas concretas e estabelece programas pré-natais com base puramente científicas, por outro lado os defensores ferrenhos do esporte promovem programas específicos desprovidos de bases científicas, de avaliações clínicas e supervisão médica.

Há varias discussões, em torno da conveniência, ou não, da prática de atividades físicas durante a gravidez e várias restrições.

A única certeza é a de que nós profissionais, devemos proporcionar a elas uma atividade física agradável e segura, respeitando a individualidade de cada gestante e, principalmente, obedecendo a regras básicas de bom senso.

Temos que ter em mente todo o processo que acontece durante a gestação e que provoca profundas alterações metabólicas e hormonais, modificando respostas às atividades físicas.


Mudanças no Organismo


São várias as modificações anatômicas que ocorrem durante o período gestacional, modificações estas que devemos levar em conta para efetuarmos qualquer atividade física na gestante.

A parede abdominal é a primeira a sentir as modificações : o útero tem seu eixo vertical e exige dela uma sustentação total, deslocando o centro de gravidade da mulher, o que resulta em uma rotação pélvica e uma progressiva lordose lombar. A estabilidade acontece através de um trabalho maior da musculatura e ligamentos da coluna vertebral. À medida que o volume da barriga aumenta, mais a postura da gestante se modifica. Com a barriga aumentada, para não cair para a frente, ela força o glúteo para trás – "arrebitando o bumbum" - , o que ocasiona dores e desconfortos nas costas e na região lombar. Em algumas gestantes, existe uma separação nos músculos do abdômen, indo metade para cada lado, formando um "vergão" ou linha no meio do abdômen. Esses "vergões" podem ter coloração que varia do vermelho ao azulado, dependendo de cada tipo de pele.

A cintura pélvica (o quadril) tem sua mobilidade articular aumentada em aproximadamente 60%, pois seus ossos, unidos por fibrocartilagens, sofrem diretamente a ação da relaxina (hormônio produzido para afrouxar os ligamentos pélvicos). O quadril aumenta seu tamanho para ampliar o espaço e abrigar o bebê e a gestante para andar tem que voltar os pés para fora – Marcha Anserina (andar de pata).

O diafragma (músculo responsável pela atividade respiratória) fica pressionado pelo aumento uterino, dificultando a respiração da gestante. O aumento da barriga dificulta a respiração e a própria Natureza se encarrega de acertar isso, passando a gestante a respirar mais no peito do que no abdômen, no final da gestação. A respiração abdominal deve ser treinada para se ter os músculos do abdômen fortalecidos, oxigenando também o bebê e realizando o trabalho de relaxamento.

O estômago tem eixo alterado de vertical para horizontal, tornando o processo digestivo alterado e mantendo por mais tempo a presença de enzimas digestivas. Durante a gravidez, o estômago desloca-se para cima e para trás, para poder dar espaço para o bebê; isso ocasiona bastante mal-estar às gestantes, e para que sintam algum alívio devem comer pouco e várias vezes ao dia, além de evitar alimentos ácidos, fortes e condimentados, que possam dificultar ou tornar a digestão mais demorada.

As glândulas mamárias têm seu volume aumentado, ocasionando uma maior solicitação dos músculos dorsais e peitorais, além de uma flexão anterior da coluna cervical aumentada. Com os seios aumentados pela presença do leite, além de mudanças na postura, existe um desconforto em manter posições por muito tempo. Por exemplo, ficar muito tempo em pé ou sentada causa grande desconforto algumas vezes. Para que isso seja aliviado, deve-se alternar posturas e sempre que possível alongar-se ou simplesmente espreguiçar-se.





Alterações metabólicas mais apresentadas no período gestacional


Aumento no metabolismo basal (uma pessoa não grávida te em repouso, descansada, seus batimentos cardíacos estabelecidos entre 70 e 80 por minuto; já a gestante, os tem, em repouso, por volta de 80 e 90 em média. Isso já mostra que ela está em freqüente estado de "exercício", tendo todo o seu metabolismo alterado. Por isso, o cuidado deve ser intenso com relação à freqüência cardíaca durante a atividade física, seja ela qual for, não deixando exceder nunca os 140 bpm).


Aquisição de gorduras (o ganho de gordura é um fator diferenciado para cada mulher, dependendo da tendência anterior, da dieta seguida, dos alimentos ingeridos, mas sempre vai existir. O ideal, segundo os médicos, é adquirir no máximo 10 quilos durante os nove meses, se possível, menos de um quilo por mês.


Retenção hídrica e de sais minerai (os rins, devido a sua localização próximo ao diafragma, curvam-se para a frente durante a inspiração – pegar o ar – e voltam ao normal durante a expiração – soltar o ar. Esses movimentos estimulam a eliminação da urina. Esses órgãos sofrem profundas modificações, de modo que essa eliminação fica alterada. Se a urina não for totalmente eliminada, podem ocorrer os edemas – inchaços – que tanto incomodam a mulher).


Aumento do consumo de oxigênio (com a gravidez, o consumo de ar é aumentado em função de ele estar sendo também absorvido pelo bebê, por isso e também pela respiração, a gestante está sempre muito cansada).


Aumento do débito cardíaco, pois uma parte está dirigida a tecidos não musculares. Com isso, as taquicardias e a mudança nos batimentos cardíacos são uma constante.


Declínio da atividade do trato gastrointestinal (é muito comum nas gestantes as queixas sobre dificuldade no evacuar, presença de gases e regurgitamento após as refeições; isso acontece pela alteração na posição dos intestinos, que ficam muito "apertados" com o aumento do volume da barriga).


Resistência periférica diminuída (a circulação também é profundamente alterada pelo aumento do volume uterino, além da circulação estar sendo mais solicitada para alimentação e necessidades básicas do bebê).


Taquicardia acima de 100 bpm, exatamente em função do aumento do débito cardíaco.


Alterações no sistema endócrino (aumento na produção de resíduos, intolerância ao calor, instabilidade emocional). A disfunção nos hormônios faz com que a gestante seja uma "bomba" de mudanças hormonais, alterando não só sai emoções, como também a maioria dos seus hábitos anteriores.


Aumento da capacidade inspiratória e queda na reserva expiratória, cerca de 15%. Por isso, durante os exercícios respiratórios, deve-se sempre pedir para que a gestante solte o ar por mais tempo do que respire, para eliminar incômodos como tonturas e dores de cabeça.


Aumento do volume sangüíneo (em torno de 30%) e do volume plasmático (cerca de 40%). As gestantes costumam ter as mãos e rosto com coloração modificada em função dessa mudança circulatória.


A temperatura corporal materna está relacionada diretamente com a temperatura de feto e pode ser alterada durante as atividades físicas. Em função disso, o trabalho do profissional deve ser cuidados não só com a temperatura da água, do ambiente, mas também com o tipo de atividade executada nos dias mais quentes.



Modificações Gerais no Organismo Feminino Durante a Gravidez


No período gestacional, o aumento de cada célula acontece em função do acúmulo de líquidos, sais minerais e muitas outras substâncias.

Aumento líquido ocorre no tecido e os vasos sangüíneos e linfáticos também tem uma considerável alteração de volume (inchaços constantes).

Os tecido cutâneo e subcutâneo (a pele) distendem-se alterando consideravelmente a silhueta feminina.

A musculatura, impregnada de líquido, tem seus ligamentos e tendões afrouxados, os quais se tornam incapazes de funcionar como sustentadores. Todos os movimentos devem ser cuidadosos, pois existe um risco maior de lesões nas articulações.

Os tecidos cartilaginosos e ósseos sofrem também modificações, mais acentuadas, na cartilagem da sínfise púbica, nas articulações sacro-ilíacas e nos discos intervertebrais, que recebem carga aumentada durante todo o processo gravídico. Os ossos estão bem mais frágeis e com seus ligamentos mais frouxos, por isso, não se deve trabalhar com carga exagerada nos exercícios, para não aumentar os riscos de lesões.

O aparelho locomotor apresenta dificuldades devido à diminuição da rigidez do aparelho ligamentoso, o andar da gestante é modificado – passa a andar com os pés para fora, marcha anserina – e ao ficar parada passa a empurrar a barriga para a frente ( "arrebitando o bumbum" ), alterando assim sua postura e fazendo com que sinta dores e desconfortos.



Recomendações do American College of Obstetrician and Ginecologist para exercícios no período gestacional



Prescrição médica. Para qualquer atividade física com gestantes são necessárias sempre as prescrições e avaliações médicas, sem isso o profissional estará sujeito a correr risco desnecessários. O médico deverá especificar as atividades que a gestante não deve executar e a intensidade ideal para o trabalho.


Não objetivar o condicionamento físico, não aumentar a atividade física de antes da gravidez. Não se deve ter como objetivo o aumento do condicionamento físico, pois com a gestante ocorre exatamente o inverso: sua resistência inicial tende a diminuir. O ideal é não aumentar a atividade física ou mantê-la desenvolvida como antes de engravidar (não deixar para começar a fazer exercícios somente ao ficar grávida).


Realizar exercícios que não levem à fadiga, com duração de no máximo 30 minutos de atividade vigorosa, sempre entre 50% e 70% da capacidade máxima da gestante. Durante a atividade física com as gestantes, o cuidado para não cansá-las é essencial e deve ser uma preocupação constante do profissional; a parte mais "forte" da aula (parte aeróbia) deve ser de no máximo meia hora e a freqüência cardíaca não deve exceder a capacidade média individual de cada aluna.


Manter a freqüência cardíaca até no máximo 140 bpm; cada gestante tem seu limite de batimentos cardíacos prescritos pelo médico, de acordo com seu histórico médico. Algumas devem trabalhar até máximo110 a 120 bpm (as que têm gravidez consideradas de risco: hipertensas, idade avançada, placenta prévia.)


Evitar o aumento na temperatura corporal (evitando lugares muito quentes e água no máximo a 32 graus no inverno). Durante a atividade física, a temperatura do corpo tende a subir; se o ambiente ou a água estiverem muito quentes poderá ocorrer na gestante uma hipertermia (excesso de calor). Além disso, deve-se evitar roupas muito pesadas ou quentes. Ressalta-se que as diferenças ambientais e climáticas também devem ser levadas em consideração, bem como a época do ano: inverno ou verão. Em São Paulo, por exemplo, a temperatura da água pode ser mais elevada, por volta dos 31 graus no inverno e 29 no verão; já no Nordeste, deve ser mantida em no máximo 28 graus no inverno e 26 no verão.


Evitar a perda hídrica durante a atividade física (bebendo água antes, durante e após as atividades).


Realizar as atividades de 2 a 3 vezes por semana, no mínimo, com duração de no máximo 90 minutos.


Evitar exercícios em gestante que tenham riscos comprovados pelo obstetra responsável. Por isso, a necessidade da prescrição médica já mencionada.


Parar as atividades assim que a gestante apresentar algum sintoma fora do comum. A gestante deve ser orientada a respeitar seu próprio corpo e acatar a posição do médico com relação às atividades liberadas. Qualquer sintoma incomum ou fora dos padrões normais deve ser imediatamente comunicado pela gestante ao profissional que, se possível, comunicará ao médico dela, senão deve aconselhá-la a fazer essa comunicação imediatamente.


Manter o ritmo cardíaco monitorado, ou seja, estar sempre controlando a freqüência da gestante, através de equipamentos específicos para isso, como o Polar (uma cinta colocada na gestante e que mostrará automaticamente num relógio de pulso os batimentos da mesma durante a atividade física). Caso não possa contar com essa tecnologia, o profissional deve controlar as gestantes pela tomada constante da freqüência, pela própria aluna ou pelo Percept Test (observação do rosto da aluna, vendo se está com expressão cansada ou assustada). Temos ainda o Talking Test : por meio de uma ou duas perguntas, o profissional avaliará pela forma da resposta se a gestante está ofegante ou não.



Recomendações importantes no trabalho com gestantes



Evitar alto impacto, mudanças bruscas de direção e exercícios de duração muito longa.


Trabalhar o alongamento sem chegar ao limite máximo da resistência.


Trabalhar o equilíbrio na água de forma lenta e gradativa.


Evitar elevações da perna à frente e ao lado muito repetitivamente (em função do encurtamento da musculatura do quadríceps).


Evitar flexões e extensões articulares (frouxidão ligamentar).


Checar o pulso da gestante a cada 5 minutos, durante atividade cardiovascular.


Ensinar a forma correta de entrar e sair da água (sempre utilizando a escada).


Evitar exercícios com muita amplitude articular (respeitar o limite individual).


Evitar alto impacto, mudanças bruscas de direção e exercícios de duração muito longa.


Trabalhar o alongamento sem chegar ao limite máximo da resistência.


Trabalhar o equilíbrio na água de forma lenta e gradativa.


Evitar elevações da perna à frente e ao lado muito repetitivamente (em função do encurtamento da musculatura do quadríceps).


Evitar flexões e extensões articulares (frouxidão ligamentar).


Checar o pulso da gestante a cada 5 minutos, durante atividade cardiovascular.


Ensinar a forma correta de entrar e sair da água (sempre utilizando a escada).


Evitar exercícios com muita amplitude articular (respeitar o limite individual).



Síndromes mais comuns



Síndrome do ligamento redondo (sensação de peso e repuxamento nas laterais da pélvis, aparecendo por alguns dias até que os ligamentos se adaptem ao aumento do volume uterino).


Síndrome do túnel do carpo (edema que ocasiona o inchaço nos pulsos, provocando formigamento e adormecimento nos membros superiores quando flexionados).


Diástase do reto abdominal (relaxamento do tecido fibroso que une os dois retos abdominais no centro do abdômen).


Síndrome de hipotensão na posição supina (compressão da veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso, causando náuseas, tonturas e dores de cabeça).


Hipercifolordose (causada pelo deslocamento do centro de gravidade para a frente e pelo aumento do volume mamário).


Cãimbras (causadas pela diminuição de sais minerais, potássio e cálcio, além de vitaminas A e E, absorvidas pelo bebê).


Náuseas e refluxo (causados pelo aumento da pressão gastroesofágica e diminuição da resistência do esfíncter).


Síndrome do plexo braquial (compressão da veia cava, diminuindo o retorno venoso, alterando a frequencia cardíaca e ocasionando formigamento dos membros superiores).


Dor no quadril (a necrose avascular pode ser relacionada com a contração da coluna lombar e consequente irradiação ciática, ou com a própria necrose avascular da cabeça do fêmur).


Dor nas costas (ocasionadas por diversos fatores, tais como gestações precedentes, peso excessivo, idade, altura e outros vícios posturais).


Dor nos joelhos (dor na fase anterior do joelho, aumentada pela flexoextensão ou quando fica muito tempo na posição sentada).


Síndrome do ligamento redondo (sensação de peso e repuxamento nas laterais da pélvis, aparecendo por alguns dias até que os ligamentos se adaptem ao aumento do volume uterino).


Síndrome do túnel do carpo (edema que ocasiona o inchaço nos pulsos, provocando formigamento e adormecimento nos membros superiores quando flexionados).


Diástase do reto abdominal (relaxamento do tecido fibroso que une os dois retos abdominais no centro do abdômen).


Síndrome de hipotensão na posição supina (compressão da veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso, causando náuseas, tonturas e dores de cabeça).


Hipercifolordose (causada pelo deslocamento do centro de gravidade para a frente e pelo aumento do volume mamário).


Cãimbras (causadas pela diminuição de sais minerais, potássio e cálcio, além de vitaminas A e E, absorvidas pelo bebê).


Náuseas e refluxo (causados pelo aumento da pressão gastroesofágica e diminuição da resistência do esfíncter).


Síndrome do plexo braquial (compressão da veia cava, diminuindo o retorno venoso, alterando a frequencia cardíaca e ocasionando formigamento dos membros superiores).


Dor no quadril (a necrose avascular pode ser relacionada com a contração da coluna lombar e consequente irradiação ciática, ou com a própria necrose avascular da cabeça do fêmur).


Dor nas costas (ocasionadas por diversos fatores, tais como gestações precedentes, peso excessivo, idade, altura e outros vícios posturais).


Dor nos joelhos (dor na fase anterior do joelho, aumentada pela flexoextensão ou quando fica muito tempo na posição sentada).



Contra-indicações segundo o A.C.O.G


Relativas

Gestantes que, apesar de apresentarem algum sintoma diferenciado, têm a permissão médica para a prática da atividade física, sempre sobre controle médico e cuidados es


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peciais do profissional:


Hipertensão arterial


Anemia ou outros distúrbios sanguíneos


Disfunção tireoidial


Disritmia cardíaca


Diabetes


Obesidade excessiva


Histórico anterior de vida excessivamente sedentária


Falta de peso excessiva


Apresentação pélvica durante o terceiro trimestre


Placenta prévia


Infecções generalizadas (garganta, ouvido, gastrointestinais)



Absolutas


Gestantes que não podem realizar atividades físicas de forma alguma, necessitando em alguns casos de repouso total:



Diagnósticos de placenta prévia sem acompanhamento médico


Doenças cardíacas graves e em evidência


Trabalho de parto prematuro


Histórico de três ou mais abortos espontâneos


Tromboflebite


Hipertensão séria


Ruptura de bolsa e/ou sangramentos


Falta de controle pré-natal


Alguns sinais e sintomas que indicam a interrupção da atividade física:



qualquer tipo de dor no peito


contrações uterinas com intervalo pequeno (20 min.)


perda de líquido (intenso ou leve)


vertigens e/ou fraquezas


dificuldade em respirar


palpitações e/ou taquicardias contínuas


inchaços que não diminuem


dor nos quadris ou no púbis


dificuldade excessiva em caminhar


dor nas costas intermitentes ou que não aliviam na água ou em posições confortáveis


falta ou diminuição nos movimentos do bebê.


qualquer tipo de dor no peito


contrações uterinas com intervalo pequeno (20 min.)


perda de líquido (intenso ou leve)


vertigens e/ou fraquezas


dificuldade em respirar


palpitações e/ou taquicardias contínuas


inchaços que não diminuem


dor nos quadris ou no púbis


dificuldade excessiva em caminhar


dor nas costas intermitentes ou que não aliviam na água ou em posições confortáveis


falta ou diminuição nos movimentos do bebê.


O profissional deve orientar a gestante a reconhecer e estar semore atenta ao aparecimento de qualquer sintoma diferenciado no seu dia-a-dia, sempre comunicando a ocorrência ao médico imediatamente.


Vantagens do trabalho aquático na gestação


Durante a gestação a queixa mais comum é a do "corpo pesado", o que na água é reduzido, fazendo com que as alunas se sintam realizadas durante a execução dos exercícios aquáticos, reforçando o lado psicológico de cada uma.

A flutuação fornece suporte completo a elas, resultando em efeitos que me terra seriam praticamente impossíveis, ou pelo menos desconfortáveis.

A liberdade durante a flutuação ajuda a aumentar a amplitude dos movimentos sem a resistência do atrito, auxiliando a movimentação.

Além disso, com o corpo submerso, o estresse articular também é diminuído, o que deve ser levado em consideração na execução dos exercícios de alongamento.

O trabalho aquático produz ainda uma menor incidência de varizes, um controle maior sobre a frequencia cardíaca materna e fetal, um aumento na diurese diminuindo a formação de edemas, um controle sobre o aumento de peso, o aumento da resistência muscular, um controle postural acentuado e a melhoria na sociabilização e auto-imagem.


Desvantagens do trabalho aquático


Os benefícios superam em muito as devantagens, porém devem ser citados para que os profissionais tenham uma maior noção do gruo especial que têm em suas mãos.

Deve citar:


A dificuldade na fixação e no isolamento dos movimentos.


A ansiedade causada em pessoas com medo da água.


As repetidas saídas da piscina em função do aumento da diurese.


Efeitos terapêuticos da água


Quanto à dor e aos edemas

A água relativamente aquecida reduz a sensibilidade das terminações nervosas sensitivas, proporcionando a diminuição da dor e, pela ação da pressão hidrostática a diminuição de edemas.


Quanto à musculatura

A partir do aquecimento muscular, ocorre a dminuição do tônus muscular, favorecendo o relaxamento e a diminuição dos espasmos musculares, além do alongamento muscular, fortalecendo e aumentando a resistência muscular.


Quanto à articulação

Facilita a mobilidade e a manutenção da amplitude articular com menor esforço.


Quanto ao equilíbrio e esquema corporal

Utilizando-se as propriedades físicas da água, é favorecido o equilíbrio, a recuperação e a conscientização corporal.


Quanto à reeducação da marcha

A relação entre profundidade e descarga de peso corporal favorece a etapa de suporte de peso na reeducação da marcha (alterada pela modificação pélvica). Quanto mais profunda a água, menor a descarga do peso corporal sobre os membros inferiores.


Os trimestres gestacionais


Primeiro trimestre – "ajustamento"


Confirmada a gravidez, aparecem outros sentimentos como: aceitação ou rejeição do bebê; capacidade ou não de levar a gravidez à frente; dúvidas; aumento da necessidade de atenção e carinho: repressão e identificação com o feto; oscilações de humor como esforço de adaptação à nova realidade; desejos e vontades; acentuada languidez e fadiga; intumescimento dos mamilos e micção mais frequente; além do aumento do apetite.

Devido à influência dos hormônios, é comum no início da gravidez a eliminação das enxaquecas em gestantes que apresentavam, antes de engravidar, esse tipo de problema.

As náuseas e os vômitos apresentados nesse período não têm uma causa específica, embora sua origem possa ser psicológica e/ou física.





Segundo trimestre – "bons momentos"


Geralmente é o período mais estável no que diz respeito ao lado emocional, principalmente por haver uma participação mais ativa do marido (em função de serem percebidos os primeiros movimentos fetais, pois o bebê pesa aproximadamente 35 gramas e mede mais ou menos 10 cm).

Nesse período, podem aparecer alterações na sexualidade, com diminuição da libido (alterações morfológicas, rejeição ao marido, proteção ao feto e fatores culturais) ou aumento da libido (congestão pélvica, necessidade de maior proximidade do parceiro e necessidade de firmar-se sexualmente como a mesma mulher de antes). O medo da irreversibilidade (volta à antiga forma) é constante, além da introversão e passividade.

Como sintomas físicos, apresentam-se as náuseas e vômitos, de forma mais espaçada, e os sintomas de pressão no baixo ventre, além de azia e ventosidade mais frequente: hemorróidas e varizes também aparecem habitualmente.


Terceiro trimestre – "expectativa"


Neste período, a proximidade do parto e mudanças na rotina provocam na mulher os sentimentos de ambivalência, tais como ter o filho logo ou prolongar a gravidez, medo da própria morte ou a do bebê, ter leite em pouca quantidade ou não tê-lo, alterações no tamanho da vagina, tê-lo mal formado ou doente; fantasias e sonhos completados por informações alarmistas e a falta de apoio psicológico atuam no processo emocional da dor.

Aparecem os sentimentos de ciúme ou rivalidade na relação com o marido, preferência pelo sexo feminino ou masculino.

Nesse período, ocorre o "encaixe" do bebê e as contrações uterinas apresentam-se de forma mais constante.

A ansiedade é aliviada com o planejamento e preparação para o parto e a participação do marido tem um papel importantíssimo, bem como a participação em cursos de preparação para o parto.

Algumas dores na região inferior das costas (lombar) e, às vezes, próxima ao glúteo, com reflexo nas pernas (ciática), são comuns nesse último período, pelo aumento excessivo do peso, alterações posturais e, às vezes, psicologicamente falando, pela ansiedade final.


Respirações mais importantes a serem trabalhadas


Repiração torácica: É utilizada somente para conscientização corporal e dos padrões respiratórios das alunas. Deve ser praticada com pouca intensidade, se possível, intercalada com outro tipo de respiração


Repiração torácica: É utilizada somente para conscientização corporal e dos padrões respiratórios das alunas. Deve ser praticada com pouca intensidade, se possível, intercalada com outro tipo de respiração

Técnica respiratória – inspirar pelo nariz lentamente, procurando expandir o tórax, e expirar lentamente pela boca, como se estivesse assoprando uma vela.


Respiração abdominal diafragmática: Deve ser realizada constantemente, pois favorece a descida do diafragma, aliviando prisões de ventre, melhorando a oxigenação sanguínea e, principalmente, proporcionando um relaxamento total.

Técnica respiratória – inspirar pelo nariz de forma gradual e profunda, dilatando o abdômen, como se fosso uma grande bexiga; espirara pela boca, sentindo o abdômen esvaziar


Respiração de bloqueio: Só deve ser praticada a partir do início do quarto mês até o início do nono mês, interrompendo caso ocorram possíveis dilatações de colo ou contrações esporádicas.

Técnica respiratória – inspirar profundamente pelo nariz, realizando a respiração diafragmática; flexionar o pescoço, trazendo o queixo próximo à região peitoral, e expandir e contrair o abdômen como ser o ar fosse sair pela vagina. Lembrar sempre de forçar o diafragma a descer.


Nadar Durante A Gravidez


Os bebês, mesmo ainda no útero materno, ouvem os diálogos dos pais e aprendem muitas coisas. Por isso, se os pais vivem sempre em harmonia, trocando palavras de afeto, esperança e amor com certeza nascerá uma criança sadia e de boa índole conforme o desejo deles. Num lar de ambiente harmonioso e estimulado, crescem bons filhos.

Durante os nove meses de gravidez, a mulher passa por uma série de modificações físicas, orgânicas e psicológicas. Que a torna diferente em todos os sentidos com necessidades e interesses voltados a esta importante fase de sua vida.

A Natação e a Hidrogestante (ginástica na água para gestante), são as atividades mais indicadas para atendê-las. Por serem realizadas no meio liquido, o corpo receberá inúmeros benefícios advindos das propriedades da água, o que muitas vezes amenizará alguns incômodos comuns na gravidez (dores lombares, prisão de ventre, inchaço e outros).

Essas atividades são indicadas apenas para as gestantes que tenham uma gestação ocorrendo dentro das normalidades, podendo ser realizadas até nos dias bem próximos do parto. É de suma importância o médico (Obstetra), liberá-la para as atividades.

Exercitando-se na água a gestante se sentirá bastante segura, uma vez que estará evitando o risco de queda e de impactos acentuados. O corpo poderá ser trabalhado por inteiro com uma variedade enorme de exercícios e praticamente sem perigo de lesões.

Os benefícios trazidos pela prática da Natação ou a Hidrogestante, durante a gestação são muitos. Podendo destacar os mais importantes:


Alívio de dores nas costas (tensão);


Redução do edema de membros;


Melhora a auto-estima;


Relaxamento e massagem do corpo;


Mantém e condicionamento físico durante a gestação, com diminuição da dor;


Fortalece a musculatura postural, fazendo com que o peso corporal seja aliviado e melhor suportado. Dessa forma tornando a Cifolordose compensatoria menos acentuada, melhorando a postura e enorme sensação de bem-estar;

Um aspecto importante para a gestante e a preparação das mamas para a amamentação que deve começar antes do bebê nascer. Aconselhando-se com o médico, e o melhor caminho. Uma pequena exposição das mamas ao sol, até as 9:00h., por no máximo 10 minutos, ajuda a preparar os mamilos para as mamadas, prevenindo contra fissuras.

Caso a gestante saiba nadar o professor deverá após o aquecimento, adotar o estilo Crawl e Costas, com exceção do Borboleta. O Clássico só na posição de Costas. Evitar mergulho da borda da piscina, pois são contra-indicados. Um dos aspectos mais positivos desta modalidade é permitir a participação do companheiro na aula, incentivando e estimulando a realização dos movimentos, que devera durara no máximo 45 minutos. Dele depende também o bem nascer da criança, fruto do bem estar da mãe. Podemos chamar então nosso trabalho de exercício para a vida que virá. Sofre transformação no corpo e na mente de um modo geral. Foi-se o tempo em que a gravidez era vista como uma doença, proibindo e marginalizando a mulher. Atualmente, ela não só continua com sua rotina diária, como também se prepara para receber o seu bebê. A estética já não é mais esquecida, daí uma força de vontade muito grande para mantê-la.

Com benefícios já comprovados a atividade física passa a ter grande valor para a saúde de gestante e do bebê.

Para a gestante, ser ativa é sinônimo de saúde. Os exercícios diminuem os efeitos de alguns transtornos e beneficiam também o bebê com melhor nutrição e oxigenação. Movimentar-se ajuda ainda na preparação para o parto. O simples fato de estar dentro d’água, permite que a ação da gravidade atue de forma bem intensa.




Através de nossa História, toda a literatura que recomenda "exercícios" durante a gestação é sempre baseada no "senso comum" .

Pesquisas, quando realizadas, nunca concluem exatamente o que ocorre durante o período gestacional, pois nem médicos, nem pesquisadores, nem as próprias gestantes querem correr qualquer tipo de risco.

Infelizmente, nenhum padrão de exercícios foi propriamente desenvolvido para gestantes, e alguns trabalhos domésticos são extremamente mais árduos do que uma atividades físicas bem orientadas.

Se, por um lado, a comunidade médica falha em pesquisas concretas e estabelece programas pré-natais com base puramente científicas, por outro lado os defensores ferrenhos do esporte promovem programas específicos desprovidos de bases científicas, de avaliações clínicas e supervisão médica.

Há varias discussões, em torno da conveniência, ou não, da prática de atividades físicas durante a gravidez e várias restrições.

A única certeza é a de que nós profissionais, devemos proporcionar a elas uma atividade física agradável e segura, respeitando a individualidade de cada gestante e, principalmente, obedecendo a regras básicas de bom senso.

Temos que ter em mente todo o processo que acontece durante a gestação e que provoca profundas alterações metabólicas e hormonais, modificando respostas às atividades físicas.


Mudanças no Organismo


São várias as modificações anatômicas que ocorrem durante o período gestacional, modificações estas que devemos levar em conta para efetuarmos qualquer atividade física na gestante.

A parede abdominal é a primeira a sentir as modificações : o útero tem seu eixo vertical e exige dela uma sustentação total, deslocando o centro de gravidade da mulher, o que resulta em uma rotação pélvica e uma progressiva lordose lombar. A estabilidade acontece através de um trabalho maior da musculatura e ligamentos da coluna vertebral. À medida que o volume da barriga aumenta, mais a postura da gestante se modifica. Com a barriga aumentada, para não cair para a frente, ela força o glúteo para trás – "arrebitando o bumbum" - , o que ocasiona dores e desconfortos nas costas e na região lombar. Em algumas gestantes, existe uma separação nos músculos do abdômen, indo metade para cada lado, formando um "vergão" ou linha no meio do abdômen. Esses "vergões" podem ter coloração que varia do vermelho ao azulado, dependendo de cada tipo de pele.

A cintura pélvica (o quadril) tem sua mobilidade articular aumentada em aproximadamente 60%, pois seus ossos, unidos por fibrocartilagens, sofrem diretamente a ação da relaxina (hormônio produzido para afrouxar os ligamentos pélvicos). O quadril aumenta seu tamanho para ampliar o espaço e abrigar o bebê e a gestante para andar tem que voltar os pés para fora – Marcha Anserina (andar de pata).

O diafragma (músculo responsável pela atividade respiratória) fica pressionado pelo aumento uterino, dificultando a respiração da gestante. O aumento da barriga dificulta a respiração e a própria Natureza se encarrega de acertar isso, passando a gestante a respirar mais no peito do que no abdômen, no final da gestação. A respiração abdominal deve ser treinada para se ter os músculos do abdômen fortalecidos, oxigenando também o bebê e realizando o trabalho de relaxamento.

O estômago tem eixo alterado de vertical para horizontal, tornando o processo digestivo alterado e mantendo por mais tempo a presença de enzimas digestivas. Durante a gravidez, o estômago desloca-se para cima e para trás, para poder dar espaço para o bebê; isso ocasiona bastante mal-estar às gestantes, e para que sintam algum alívio devem comer pouco e várias vezes ao dia, além de evitar alimentos ácidos, fortes e condimentados, que possam dificultar ou tornar a digestão mais demorada.

As glândulas mamárias têm seu volume aumentado, ocasionando uma maior solicitação dos músculos dorsais e peitorais, além de uma flexão anterior da coluna cervical aumentada. Com os seios aumentados pela presença do leite, além de mudanças na postura, existe um desconforto em manter posições por muito tempo. Por exemplo, ficar muito tempo em pé ou sentada causa grande desconforto algumas vezes. Para que isso seja aliviado, deve-se alternar posturas e sempre que possível alongar-se ou simplesmente espreguiçar-se.





Alterações metabólicas mais apresentadas no período gestacional


Aumento no metabolismo basal (uma pessoa não grávida te em repouso, descansada, seus batimentos cardíacos estabelecidos entre 70 e 80 por minuto; já a gestante, os tem, em repouso, por volta de 80 e 90 em média. Isso já mostra que ela está em freqüente estado de "exercício", tendo todo o seu metabolismo alterado. Por isso, o cuidado deve ser intenso com relação à freqüência cardíaca durante a atividade física, seja ela qual for, não deixando exceder nunca os 140 bpm).


Aquisição de gorduras (o ganho de gordura é um fator diferenciado para cada mulher, dependendo da tendência anterior, da dieta seguida, dos alimentos ingeridos, mas sempre vai existir. O ideal, segundo os médicos, é adquirir no máximo 10 quilos durante os nove meses, se possível, menos de um quilo por mês.


Retenção hídrica e de sais minerai (os rins, devido a sua localização próximo ao diafragma, curvam-se para a frente durante a inspiração – pegar o ar – e voltam ao normal durante a expiração – soltar o ar. Esses movimentos estimulam a eliminação da urina. Esses órgãos sofrem profundas modificações, de modo que essa eliminação fica alterada. Se a urina não for totalmente eliminada, podem ocorrer os edemas – inchaços – que tanto incomodam a mulher).


Aumento do consumo de oxigênio (com a gravidez, o consumo de ar é aumentado em função de ele estar sendo também absorvido pelo bebê, por isso e também pela respiração, a gestante está sempre muito cansada).


Aumento do débito cardíaco, pois uma parte está dirigida a tecidos não musculares. Com isso, as taquicardias e a mudança nos batimentos cardíacos são uma constante.


Declínio da atividade do trato gastrointestinal (é muito comum nas gestantes as queixas sobre dificuldade no evacuar, presença de gases e regurgitamento após as refeições; isso acontece pela alteração na posição dos intestinos, que ficam muito "apertados" com o aumento do volume da barriga).


Resistência periférica diminuída (a circulação também é profundamente alterada pelo aumento do volume uterino, além da circulação estar sendo mais solicitada para alimentação e necessidades básicas do bebê).



Assine E-mail SAC Canais


Taquicardia acima de 100 bpm, exatamente em função do aumento do débito cardíaco.


Alterações no sistema endócrino (aumento na produção de resíduos, intolerância ao calor, instabilidade emocional). A disfunção nos hormônios faz com que a gestante seja uma "bomba" de mudanças hormonais, alterando não só sai emoções, como também a maioria dos seus hábitos anteriores.


Aumento da capacidade inspiratória e queda na reserva expiratória, cerca de 15%. Por isso, durante os exercícios respiratórios, deve-se sempre pedir para que a gestante solte o ar por mais tempo do que respire, para eliminar incômodos como tonturas e dores de cabeça.


Aumento do volume sangüíneo (em torno de 30%) e do volume plasmático (cerca de 40%). As gestantes costumam ter as mãos e rosto com coloração modificada em função dessa mudança circulatória.


A temperatura corporal materna está relacionada diretamente com a temperatura de feto e pode ser alterada durante as atividades físicas. Em função disso, o trabalho do profissional deve ser cuidados não só com a temperatura da água, do ambiente, mas também com o tipo de atividade executada nos dias mais quentes.



Modificações Gerais no Organismo Feminino Durante a Gravidez


No período gestacional, o aumento de cada célula acontece em função do acúmulo de líquidos, sais minerais e muitas outras substâncias.

Aumento líquido ocorre no tecido e os vasos sangüíneos e linfáticos também tem uma considerável alteração de volume (inchaços constantes).

Os tecido cutâneo e subcutâneo (a pele) distendem-se alterando consideravelmente a silhueta feminina.

A musculatura, impregnada de líquido, tem seus ligamentos e tendões afrouxados, os quais se tornam incapazes de funcionar como sustentadores. Todos os movimentos devem ser cuidadosos, pois existe um risco maior de lesões nas articulações.

Os tecidos cartilaginosos e ósseos sofrem também modificações, mais acentuadas, na cartilagem da sínfise púbica, nas articulações sacro-ilíacas e nos discos intervertebrais, que recebem carga aumentada durante todo o processo gravídico. Os ossos estão bem mais frágeis e com seus ligamentos mais frouxos, por isso, não se deve trabalhar com carga exagerada nos exercícios, para não aumentar os riscos de lesões.

O aparelho locomotor apresenta dificuldades devido à diminuição da rigidez do aparelho ligamentoso, o andar da gestante é modificado – passa a andar com os pés para fora, marcha anserina – e ao ficar parada passa a empurrar a barriga para a frente ( "arrebitando o bumbum" ), alterando assim sua postura e fazendo com que sinta dores e desconfortos.



Recomendações do American College of Obstetrician and Ginecologist para exercícios no período gestacional



Prescrição médica. Para qualquer atividade física com gestantes são necessárias sempre as prescrições e avaliações médicas, sem isso o profissional estará sujeito a correr risco desnecessários. O médico deverá especificar as atividades que a gestante não deve executar e a intensidade ideal para o trabalho.


Não objetivar o condicionamento físico, não aumentar a atividade física de antes da gravidez. Não se deve ter como objetivo o aumento do condicionamento físico, pois com a gestante ocorre exatamente o inverso: sua resistência inicial tende a diminuir. O ideal é não aumentar a atividade física ou mantê-la desenvolvida como antes de engravidar (não deixar para começar a fazer exercícios somente ao ficar grávida).


Realizar exercícios que não levem à fadiga, com duração de no máximo 30 minutos de atividade vigorosa, sempre entre 50% e 70% da capacidade máxima da gestante. Durante a atividade física com as gestantes, o cuidado para não cansá-las é essencial e deve ser uma preocupação constante do profissional; a parte mais "forte" da aula (parte aeróbia) deve ser de no máximo meia hora e a freqüência cardíaca não deve exceder a capacidade média individual de cada aluna.


Manter a freqüência cardíaca até no máximo 140 bpm; cada gestante tem seu limite de batimentos cardíacos prescritos pelo médico, de acordo com seu histórico médico. Algumas devem trabalhar até máximo110 a 120 bpm (as que têm gravidez consideradas de risco: hipertensas, idade avançada, placenta prévia.)


Evitar o aumento na temperatura corporal (evitando lugares muito quentes e água no máximo a 32 graus no inverno). Durante a atividade física, a temperatura do corpo tende a subir; se o ambiente ou a água estiverem muito quentes poderá ocorrer na gestante uma hipertermia (excesso de calor). Além disso, deve-se evitar roupas muito pesadas ou quentes. Ressalta-se que as diferenças ambientais e climáticas também devem ser levadas em consideração, bem como a época do ano: inverno ou verão. Em São Paulo, por exemplo, a temperatura da água pode ser mais elevada, por volta dos 31 graus no inverno e 29 no verão; já no Nordeste, deve ser mantida em no máximo 28 graus no inverno e 26 no verão.


Evitar a perda hídrica durante a atividade física (bebendo água antes, durante e após as atividades).


Realizar as atividades de 2 a 3 vezes por semana, no mínimo, com duração de no máximo 90 minutos.


Evitar exercícios em gestante que tenham riscos comprovados pelo obstetra responsável. Por isso, a necessidade da prescrição médica já mencionada.


Parar as atividades assim que a gestante apresentar algum sintoma fora do comum. A gestante deve ser orientada a respeitar seu próprio corpo e acatar a posição do médico com relação às atividades liberadas. Qualquer sintoma incomum ou fora dos padrões normais deve ser imediatamente comunicado pela gestante ao profissional que, se possível, comunicará ao médico dela, senão deve aconselhá-la a fazer essa comunicação imediatamente.


Manter o ritmo cardíaco monitorado, ou seja, estar sempre controlando a freqüência da gestante, através de equipamentos específicos para isso, como o Polar (uma cinta colocada na gestante e que mostrará automaticamente num relógio de pulso os batimentos da mesma durante a atividade física). Caso não possa contar com essa tecnologia, o profissional deve controlar as gestantes pela tomada constante da freqüência, pela própria aluna ou pelo Percept Test (observação do rosto da aluna, vendo se está com expressão cansada ou assustada). Temos ainda o Talking Test : por meio de uma ou duas perguntas, o profissional avaliará pela forma da resposta se a gestante está ofegante ou não.



Recomendações importantes no trabalho com gestantes



Evitar alto impacto, mudanças bruscas de direção e exercícios de duração muito longa.


Trabalhar o alongamento sem chegar ao limite máximo da resistência.


Trabalhar o equilíbrio na água de forma lenta e gradativa.


Evitar elevações da perna à frente e ao lado muito repetitivamente (em função do encurtamento da musculatura do quadríceps).


Evitar flexões e extensões articulares (frouxidão ligamentar).


Checar o pulso da gestante a cada 5 minutos, durante atividade cardiovascular.


Ensinar a forma correta de entrar e sair da água (sempre utilizando a escada).


Evitar exercícios com muita amplitude articular (respeitar o limite individual).


Evitar alto impacto, mudanças bruscas de direção e exercícios de duração muito longa.


Trabalhar o alongamento sem chegar ao limite máximo da resistência.


Trabalhar o equilíbrio na água de forma lenta e gradativa.


Evitar elevações da perna à frente e ao lado muito repetitivamente (em função do encurtamento da musculatura do quadríceps).


Evitar flexões e extensões articulares (frouxidão ligamentar).


Checar o pulso da gestante a cada 5 minutos, durante atividade cardiovascular.


Ensinar a forma correta de entrar e sair da água (sempre utilizando a escada).


Evitar exercícios com muita amplitude articular (respeitar o limite individual).



Síndromes mais comuns



Síndrome do ligamento redondo (sensação de peso e repuxamento nas laterais da pélvis, aparecendo por alguns dias até que os ligamentos se adaptem ao aumento do volume uterino).


Síndrome do túnel do carpo (edema que ocasiona o inchaço nos pulsos, provocando formigamento e adormecimento nos membros superiores quando flexionados).


Diástase do reto abdominal (relaxamento do tecido fibroso que une os dois retos abdominais no centro do abdômen).


Síndrome de hipotensão na posição supina (compressão da veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso, causando náuseas, tonturas e dores de cabeça).


Hipercifolordose (causada pelo deslocamento do centro de gravidade para a frente e pelo aumento do volume mamário).


Cãimbras (causadas pela diminuição de sais minerais, potássio e cálcio, além de vitaminas A e E, absorvidas pelo bebê).


Náuseas e refluxo (causados pelo aumento da pressão gastroesofágica e diminuição da resistência do esfíncter).


Síndrome do plexo braquial (compressão da veia cava, diminuindo o retorno venoso, alterando a frequencia cardíaca e ocasionando formigamento dos membros superiores).


Dor no quadril (a necrose avascular pode ser relacionada com a contração da coluna lombar e consequente irradiação ciática, ou com a própria necrose avascular da cabeça do fêmur).


Dor nas costas (ocasionadas por diversos fatores, tais como gestações precedentes, peso excessivo, idade, altura e outros vícios posturais).


Dor nos joelhos (dor na fase anterior do joelho, aumentada pela flexoextensão ou quando fica muito tempo na posição sentada).


Síndrome do ligamento redondo (sensação de peso e repuxamento nas laterais da pélvis, aparecendo por alguns dias até que os ligamentos se adaptem ao aumento do volume uterino).


Síndrome do túnel do carpo (edema que ocasiona o inchaço nos pulsos, provocando formigamento e adormecimento nos membros superiores quando flexionados).


Diástase do reto abdominal (relaxamento do tecido fibroso que une os dois retos abdominais no centro do abdômen).


Síndrome de hipotensão na posição supina (compressão da veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso, causando náuseas, tonturas e dores de cabeça).


Hipercifolordose (causada pelo deslocamento do centro de gravidade para a frente e pelo aumento do volume mamário).


Cãimbras (causadas pela diminuição de sais minerais, potássio e cálcio, além de vitaminas A e E, absorvidas pelo bebê).


Náuseas e refluxo (causados pelo aumento da pressão gastroesofágica e diminuição da resistência do esfíncter).


Síndrome do plexo braquial (compressão da veia cava, diminuindo o retorno venoso, alterando a frequencia cardíaca e ocasionando formigamento dos membros superiores).


Dor no quadril (a necrose avascular pode ser relacionada com a contração da coluna lombar e consequente irradiação ciática, ou com a própria necrose avascular da cabeça do fêmur).


Dor nas costas (ocasionadas por diversos fatores, tais como gestações precedentes, peso excessivo, idade, altura e outros vícios posturais).


Dor nos joelhos (dor na fase anterior do joelho, aumentada pela flexoextensão ou quando fica muito tempo na posição sentada).



Contra-indicações segundo o A.C.O.G


Relativas

Gestantes que, apesar de apresentarem algum sintoma diferenciado, têm a permissão médica para a prática da atividade física, sempre sobre controle médico e cuidados especiais do profissional:


Hipertensão arterial


Anemia ou outros distúrbios sanguíneos


Disfunção tireoidial


Disritmia cardíaca


Diabetes


Obesidade excessiva


Histórico anterior de vida excessivamente sedentária


Falta de peso excessiva


Apresentação pélvica durante o terceiro trimestre


Placenta prévia


Infecções generalizadas (garganta, ouvido, gastrointestinais)



Absolutas


Gestantes que não podem realizar atividades físicas de forma alguma, necessitando em alguns casos de repouso total:



Diagnósticos de placenta prévia sem acompanhamento médico


Doenças cardíacas graves e em evidência


Trabalho de parto prematuro


Histórico de três ou mais abortos espontâneos


Tromboflebite


Hipertensão séria


Ruptura de bolsa e/ou sangramentos


Falta de controle pré-natal


Alguns sinais e sintomas que indicam a interrupção da atividade física:



qualquer tipo de dor no peito


contrações uterinas com intervalo pequeno (20 min.)


perda de líquido (intenso ou leve)


vertigens e/ou fraquezas


dificuldade em respirar


palpitações e/ou taquicardias contínuas


inchaços que não diminuem


dor nos quadris ou no púbis


dificuldade excessiva em caminhar


dor nas costas intermitentes ou que não aliviam na água ou em posições confortáveis


falta ou diminuição nos movimentos do bebê.


qualquer tipo de dor no peito


contrações uterinas com intervalo pequeno (20 min.)


perda de líquido (intenso ou leve)


vertigens e/ou fraquezas


dificuldade em respirar


palpitações e/ou taquicardias contínuas


inchaços que não diminuem


dor nos quadris ou no púbis


dificuldade excessiva em caminhar


dor nas costas intermitentes ou que não aliviam na água ou em posições confortáveis


falta ou diminuição nos movimentos do bebê.


O profissional deve orientar a gestante a reconhecer e estar semore atenta ao aparecimento de qualquer sintoma diferenciado no seu dia-a-dia, sempre comunicando a ocorrência ao médico imediatamente.


Vantagens do trabalho aquático na gestação


Durante a gestação a queixa mais comum é a do "corpo pesado", o que na água é reduzido, fazendo com que as alunas se sintam realizadas durante a execução dos exercícios aquáticos, reforçando o lado psicológico de cada uma.

A flutuação fornece suporte completo a elas, resultando em efeitos que me terra seriam praticamente impossíveis, ou pelo menos desconfortáveis.

A liberdade durante a flutuação ajuda a aumentar a amplitude dos movimentos sem a resistência do atrito, auxiliando a movimentação.

Além disso, com o corpo submerso, o estresse articular também é diminuído, o que deve ser levado em consideração na execução dos exercícios de alongamento.

O trabalho aquático produz ainda uma menor incidência de varizes, um controle maior sobre a frequencia cardíaca materna e fetal, um aumento na diurese diminuindo a formação de edemas, um controle sobre o aumento de peso, o aumento da resistência muscular, um controle postural acentuado e a melhoria na sociabilização e auto-imagem.


Desvantagens do trabalho aquático


Os benefícios superam em muito as devantagens, porém devem ser citados para que os profissionais tenham uma maior noção do gruo especial que têm em suas mãos.

Deve citar:


A dificuldade na fixação e no isolamento dos movimentos.


A ansiedade causada em pessoas com medo da água.


As repetidas saídas da piscina em função do aumento da diurese.


Efeitos terapêuticos da água


Quanto à dor e aos edemas

A água relativamente aquecida reduz a sensibilidade das terminações nervosas sensitivas, proporcionando a diminuição da dor e, pela ação da pressão hidrostática a diminuição de edemas.


Quanto à musculatura

A partir do aquecimento muscular, ocorre a dminuição do tônus muscular, favorecendo o relaxamento e a diminuição dos espasmos musculares, além do alongamento muscular, fortalecendo e aumentando a resistência muscular.


Quanto à articulação

Facilita a mobilidade e a manutenção da amplitude articular com menor esforço.


Quanto ao equilíbrio e esquema corporal

Utilizando-se as propriedades físicas da água, é favorecido o equilíbrio, a recuperação e a conscientização corporal.


Quanto à reeducação da marcha

A relação entre profundidade e descarga de peso corporal favorece a etapa de suporte de peso na reeducação da marcha (alterada pela modificação pélvica). Quanto mais profunda a água, menor a descarga do peso corporal sobre os membros inferiores.


Os trimestres gestacionais


Primeiro trimestre – "ajustamento"


Confirmada a gravidez, aparecem outros sentimentos como: aceitação ou rejeição do bebê; capacidade ou não de levar a gravidez à frente; dúvidas; aumento da necessidade de atenção e carinho: repressão e identificação com o feto; oscilações de humor como esforço de adaptação à nova realidade; desejos e vontades; acentuada languidez e fadiga; intumescimento dos mamilos e micção mais frequente; além do aumento do apetite.

Devido à influência dos hormônios, é comum no início da gravidez a eliminação das enxaquecas em gestantes que apresentavam, antes de engravidar, esse tipo de problema.

As náuseas e os vômitos apresentados nesse período não têm uma causa específica, embora sua origem possa ser psicológica e/ou física.





Segundo trimestre – "bons momentos"


Geralmente é o período mais estável no que diz respeito ao lado emocional, principalmente por haver uma participação mais a


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tiva do marido (em função de serem percebidos os primeiros movimentos fetais, pois o bebê pesa aproximadamente 35 gramas e mede mais ou menos 10 cm).

Nesse período, podem aparecer alterações na sexualidade, com diminuição da libido (alterações morfológicas, rejeição ao marido, proteção ao feto e fatores culturais) ou aumento da libido (congestão pélvica, necessidade de maior proximidade do parceiro e necessidade de firmar-se sexualmente como a mesma mulher de antes). O medo da irreversibilidade (volta à antiga forma) é constante, além da introversão e passividade.

Como sintomas físicos, apresentam-se as náuseas e vômitos, de forma mais espaçada, e os sintomas de pressão no baixo ventre, além de azia e ventosidade mais frequente: hemorróidas e varizes também aparecem habitualmente.


Terceiro trimestre – "expectativa"


Neste período, a proximidade do parto e mudanças na rotina provocam na mulher os sentimentos de ambivalência, tais como ter o filho logo ou prolongar a gravidez, medo da própria morte ou a do bebê, ter leite em pouca quantidade ou não tê-lo, alterações no tamanho da vagina, tê-lo mal formado ou doente; fantasias e sonhos completados por informações alarmistas e a falta de apoio psicológico atuam no processo emocional da dor.

Aparecem os sentimentos de ciúme ou rivalidade na relação com o marido, preferência pelo sexo feminino ou masculino.

Nesse período, ocorre o "encaixe" do bebê e as contrações uterinas apresentam-se de forma mais constante.

A ansiedade é aliviada com o planejamento e preparação para o parto e a participação do marido tem um papel importantíssimo, bem como a participação em cursos de preparação para o parto.

Algumas dores na região inferior das costas (lombar) e, às vezes, próxima ao glúteo, com reflexo nas pernas (ciática), são comuns nesse último período, pelo aumento excessivo do peso, alterações posturais e, às vezes, psicologicamente falando, pela ansiedade final.


Respirações mais importantes a serem trabalhadas


Repiração torácica: É utilizada somente para conscientização corporal e dos padrões respiratórios das alunas. Deve ser praticada com pouca intensidade, se possível, intercalada com outro tipo de respiração


Repiração torácica: É utilizada somente para conscientização corporal e dos padrões respiratórios das alunas. Deve ser praticada com pouca intensidade, se possível, intercalada com outro tipo de respiração

Técnica respiratória – inspirar pelo nariz lentamente, procurando expandir o tórax, e expirar lentamente pela boca, como se estivesse assoprando uma vela.


Respiração abdominal diafragmática: Deve ser realizada constantemente, pois favorece a descida do diafragma, aliviando prisões de ventre, melhorando a oxigenação sanguínea e, principalmente, proporcionando um relaxamento total.

Técnica respiratória – inspirar pelo nariz de forma gradual e profunda, dilatando o abdômen, como se fosso uma grande bexiga; espirara pela boca, sentindo o abdômen esvaziar


Respiração de bloqueio: Só deve ser praticada a partir do início do quarto mês até o início do nono mês, interrompendo caso ocorram possíveis dilatações de colo ou contrações esporádicas.

Técnica respiratória – inspirar profundamente pelo nariz, realizando a respiração diafragmática; flexionar o pescoço, trazendo o queixo próximo à região peitoral, e expandir e contrair o abdômen como ser o ar fosse sair pela vagina. Lembrar sempre de forçar o diafragma a descer.


Nadar Durante A Gravidez


Os bebês, mesmo ainda no útero materno, ouvem os diálogos dos pais e aprendem muitas coisas. Por isso, se os pais vivem sempre em harmonia, trocando palavras de afeto, esperança e amor com certeza nascerá uma criança sadia e de boa índole conforme o desejo deles. Num lar de ambiente harmonioso e estimulado, crescem bons filhos.

Durante os nove meses de gravidez, a mulher passa por uma série de modificações físicas, orgânicas e psicológicas. Que a torna diferente em todos os sentidos com necessidades e interesses voltados a esta importante fase de sua vida.

A Natação e a Hidrogestante (ginástica na água para gestante), são as atividades mais indicadas para atendê-las. Por serem realizadas no meio liquido, o corpo receberá inúmeros benefícios advindos das propriedades da água, o que muitas vezes amenizará alguns incômodos comuns na gravidez (dores lombares, prisão de ventre, inchaço e outros).

Essas atividades são indicadas apenas para as gestantes que tenham uma gestação ocorrendo dentro das normalidades, podendo ser realizadas até nos dias bem próximos do parto. É de suma importância o médico (Obstetra), liberá-la para as atividades.

Exercitando-se na água a gestante se sentirá bastante segura, uma vez que estará evitando o risco de queda e de impactos acentuados. O corpo poderá ser trabalhado por inteiro com uma variedade enorme de exercícios e praticamente sem perigo de lesões.

Os benefícios trazidos pela prática da Natação ou a Hidrogestante, durante a gestação são muitos. Podendo destacar os mais importantes:


Alívio de dores nas costas (tensão);


Redução do edema de membros;


Melhora a auto-estima;


Relaxamento e massagem do corpo;


Mantém e condicionamento físico durante a gestação, com diminuição da dor;


Fortalece a musculatura postural, fazendo com que o peso corporal seja aliviado e melhor suportado. Dessa forma tornando a Cifolordose compensatoria menos acentuada, melhorando a postura e enorme sensação de bem-estar;

Um aspecto importante para a gestante e a preparação das mamas para a amamentação que deve começar antes do bebê nascer. Aconselhando-se com o médico, e o melhor caminho. Uma pequena exposição das mamas ao sol, até as 9:00h., por no máximo 10 minutos, ajuda a preparar os mamilos para as mamadas, prevenindo contra fissuras.

Caso a gestante saiba nadar o professor deverá após o aquecimento, adotar o estilo Crawl e Costas, com exceção do Borboleta. O Clássico só na posição de Costas. Evitar mergulho da borda da piscina, pois são contra-indicados. Um dos aspectos mais positivos desta modalidade é permitir a participação do companheiro na aula, incentivando e estimulando a realização dos movimentos, que devera durara no máximo 45 minutos. Dele depende também o bem nascer da criança, fruto do bem estar da mãe. Podemos chamar então nosso trabalho de exercício para a vida que virá. Sofre transformação no corpo e na mente de um modo geral. Foi-se o tempo em que a gravidez era vista como uma doença, proibindo e marginalizando a mulher. Atualmente, ela não só continua com sua rotina diária, como também se prepara para receber o seu bebê. A estética já não é mais esquecida, daí uma força de vontade muito grande para mantê-la.

Com benefícios já comprovados a atividade física passa a ter grande valor para a saúde de gestante e do bebê.

Para a gestante, ser ativa é sinônimo de saúde. Os exercícios diminuem os efeitos de alguns transtornos e beneficiam também o bebê com melhor nutrição e oxigenação. Movimentar-se ajuda ainda na preparação para o parto. O simples fato de estar dentro d’água, permite que a ação da gravidade atue de forma bem intensa.

sábado, 15 de setembro de 2007

Ombro limitado? O que pode ser?

Fisioterapia para o ombro limitado: avaliação e tratamento

A limitação da articulação do ombro é um problema comum e pode ser causada por uma variedade de circunstâncias. Os diagnósticos são freqüentemente vagos e insuficientes para permitir o tratamento preciso e orientado. Os fisioterapeutas são regularmente pedidos para aplicar o tratamento, mas nem todos os tipos de limitação são apropriados para a fisioterapia. Será conseqüentemente necessário avaliar o paciente para "um diagnóstico trabalhável" antes que a terapia possa ser começada corretamente, a menos que uma aproximação puramente sintomática estiver escolhida.

Avaliação

Não há nenhum acordo total em como examinar o ombro. Os testes diferentes foram descritos, mas há uma falta do consenso em como reconhecer e classificar desordens da articulação do ombro. Investigações adicionais são necessárias.
A aproximação de Cyriax oferece um procedimento relativamente simples de exame que, por seu sistema, permite o reconhecimento de testes padrões e de retratos clínicos, típico para cada desordem. Uma história apropriada pode dar a informação importante, mas é principalmente pelo exame funcional que a condição real estará reconhecida. A avaliação inclui 3 testes da elevação para o complexo do manguito rotador do ombro, 3 testes passivos para a junção glenoumeral e 6 testes isométricos para os grupos musculares diferentes. A avaliação é baseada no princípio da tensão seletiva que mostrou ser valiosa.

A dor está no braço

A maioria das condições que afetam as estruturas do ombro causará a dor no braço. A dor é projetada no dermátomo de C5 - que é o aspecto lateral superior do braço e a parte radial do antebraço, da área do deltóide até a base do polegar - porque a maioria dos tecidos no ombro têm uma origem embriogenética de C5. Dependendo da severidade da desordem a dor pode ser experimentada somente no braço ou na extremidade inteira. Porque a área em que a dor é sentida é a mesma na maioria das desordens do ombro, a localização da dor não necessitará de muita ajuda para diferenciar as patologias.

A limitação do movimento do ombro

O movimento do ombro pode tornar-se limitado como resultado das circunstâncias que afetam a coluna cervical, o manguito do ombro ou o ombro próprio. Se a limitação se mostra no movimento ativo somente sua causa deverem se encontrar fora do ombro. A diminuição do movimento passivo, entretanto, tem na maior parte uma origem articular embora os tipos extra-articulares de limitação existam também.
A finalidade deste artigo é discutir os tipos diferentes de limitação no próprio ombro que mostram em um ou mais dos seguintes movimentos do ombro:
- abdução-elevação passiva
- rotação externa passiva
- abdução glenoumeral passiva (com fixação da escapula)
- rotação interna passiva.

As condições capsulares

As condições que afetam a cápsula de toda a articulação, qualquer que seja sua natureza, vão causar a limitação de acordo com "o teste padrão capsular". Isto se apresenta com um grau de limitação em proporções fixas dos três movimentos fisiológicos passivos da junção glenoumeral. Cada junção do corpo tem seu próprio padrão capsular, que é invariável para uma junção dada, mas pode variar de articulação para articulação.
No padrão capsular da junção do ombro o seguinte tipo de limitação é encontrado: rotação externa > abdução > rotação interna.
Quando a etiologia indica uma doença geral (artrite reumatóide) ou um local de afeição, tal como infecção, gota, hemartrose ou tumor, a fisioterapia não será o tratamento escolhido. Somente aquelas circunstâncias onde nenhuma etiologia intrínseca é encontrada serão aproximadas por fisioterapeutas: as capsulites pós-traumáticas, pós-imobilização ou primárias. Estas desordens são classificadas freqüentemente sob o título "ombro congelado". Quando a capsulite é causado pela irritação da articulação, da membrana sinovial, a limitação é causada por uma defesa muscular. Em casos de encolhimento da cápsula fibrosa por estiramento prolongado pode ocorrer como resultado da formação das adesões, principalmente na parte anterior da cápsula e no rebaixo axilar, estes ombros "são congelados realmente".

Os estágios da capsulite

Antes que qualquer tratamento possa ser empreendido, uma plataforma dos estágios da capsulite deve ser feita. Três estágios diferentes são reconhecidos e requerem um tratamento diferente. Uma cápsula comum pode estar muito irritada para suportar o alongamento da capsular ou mobilização e, por outro lado, às vezes um alongamento intenso será necessário a fim de quebrar as adesões que causam a limitação.
Os critérios, necessários para estagiar a capsulite do ombro, são obtidos parcialmente da história e em parte do exame funcional. Três perguntas devem ser feitas:
-Você consegue deitar-se nesse lado à noite? (sim ou não)
-Até onde vai a dor do braço? (abaixo do cotovelo ou não)
-Existe dor ao repouso? (sim ou não).
O end-feel dos movimentos passivos deve ser acessados (espasmo muscular ou elástico) e também o relacionamento entre a dor e o end-feel(o que vem primeiro?).
No estágio 1 o paciente oferece uma resposta negativa às três perguntas ("sim, eu posso se encontrar nesse lado na noite." - "a dor não espalha abaixo do cotovelo." - "não há nenhuma dor no descanso.") e a dor é provocada esticando a extremidade na amplitude possível. O end-feel é ainda elástico e a dor ocorre quando o examinador insiste no movimento. O componente inflamatório é obviamente menor.
Em um estágio 3 a resposta às perguntas é positiva ("No., eu não posso se encontrar nesse lado na noite." - "a dor espalha no braço inteiro". - "a dor é constante.") e no exame a contração muscular involuntária é sentida para parar o movimento. O end-feel é muscular em vez de capsular. A articulação é claramente irritada e inflamada.
O estágio 2 é um estágio transitório: algumas perguntas são positivas. Em um substagio 2a há mais respostas negativas do que positivas, e em um substagio 2b o reverso acontece. O end-feel será o elemento diferencial: o end-feel normal no estágio 2a e no estágio 2b é sentido como um espasmo.

Os tipos de capsulite tratáveis por fisioterapia

Os três tipos os mais comuns de capsulite, que no caso a fisioterapia pode ter uma entrada positiva, são as pós-traumáticas, as pós-imobilização e a capsulite idiopática.

Capsulite pós-traumática

Uma capsulite pós-traumática ocorre em uma população sobre 40 anos de idade e é o resultado de um trauma direto, uma luxação da articulação ou cirurgia recente. Sua evolução normal realiza-se em três períodos de 3-4 meses: primeiramente, o aumento da dor e a limitação ("fase dolorosa"), então a dor diminui, mas a limitação continua ("fase progressiva rígida"). Na última fase a limitação desaparece ("fase definição").
O estágio da capsulite determinará que técnica de tratamento será apropriada. Nos estágios 1 e 2 a distensão da cápsula, combinado com exercícios terapêuticos para manter a mobilidade pode ser aplicado. O alongamento se toma no end-feel do movimento de flexão e é doloroso "pela definição". A intensidade e a duração do alongamento capsular dependem da reação que segue o tratamento. Um critério de 2-3 horas após a dor é um guia bom. O estágio 2b e 3 da capsulite não suportam o alongamento capsular, nem exercícios. Estas medidas irritam a articulação mesmo mais e fariam o tratamento de fisioterapia impossível. A inflamação pode ser inibida por uma série de injeções intra-articular com solução esteróide, mas uma alternativa boa é a técnica articular de decoaptação. É uma técnica extremamente delicada por meio de que a cabeça umeral é separada da superfície glenóidea até que ' o jogo articular' se recupere. Se esta aproximação também irrita, as oscilações manuais com de alta freqüência (vibração) podem inibir os nocisensores estimulando os mecanoreceptores.
A capsulite pós-traumática pode freqüentemente ser prevenida recomendando aos pacientes de meia idade que tiveram um trauma no ombro para manter a articulação mais móvel possível nas semanas seguidas do acidente.

Capsulite pós-imobilização

Todos os pacientes acima de 60 anos que, por alguma razão, tem que manter o ombro imobilizado por um certo período deveria se mobilizado ou ao menos ensinado como manter a articulação em movimento. Esta aproximação ajudará impedir a condição muito dolorosa que pode ocorrer, isto é em pacientes hemiplégicos.
Caso a capsulite já tenha se desenvolvido seguirá a mesma evolução que a capsulite pós-traumática. Conseqüentemente os estágios e a terapia são exatamente as mesmas.

A capsulite monoarticular idiopática

Essa condição freqüente e muito dolorosa afeta na maior parte o paciente de meia idade. Não está ainda claro o que a etiologia exata é, mas diversos investigadores focalizam nas mudanças celulares inflamatórias e na resposta imunológica na cápsula. A evolução natural pode levar muito tempo: evolui em 4 períodos de 3-4 meses cada. Primeiramente, a dor e a limitação se desenvolvem e alcançam um máximo, a seguir a circunstância remanesce sem mudanças por diversos meses depois do qual, nos meses seguintes, a dor gradualmente diminui. Finalmente, após mais do que um ano também a escala do movimento normalizará outra vez.
Porque a circunstância é tão dolorosa o paciente procurará logo a terapia. É importante encontrar em que estágio a capsulite está e somente no estágio 1 o tratamento fisioterapêutico é eficaz. Os outros estágios requerem esteroides. O alongamento capsular e a mobilização não são possíveis, mas somente a decoaptação articular, executado o mais gentilmente possível.

Padrões não capsulares

Quando a limitação do movimento passivo é encontrada nas proporções que não correspondem com ' o teste padrão capsular ' uma condição, com exceção da capsulite, deve ser responsável. O problema pode ser parcialmente capsular, intra-articular ou extra-articular. Um problema capsular parcial ocorre quando as adesões se desenvolvem em uma cápsula que seja danificada previamente. A limitação intra-articular é o resultado do desarranjo interno na articulação. A limitação extra-articular pode se encontrar no manguito do ombro ou na axila.

As adesões na cápsula anterior

Esse pode ser o resultado de um local ou de um trauma mais difuso à parte anterior do ombro. Tende também a desenvolver algum tempo após uma ruptura total do tendão infraespinhoso. Em algumas semanas ou meses à limitação da rotação externa serão encontradas. O grau de limitação é pequeno e em um sentido somente. A avaliação do end-feel mostra perda da elasticidade e do alongamento mais adicionais na dor anterior localizada.
O retrato é que as aderências capsulo-ligamentares e o tratamento incluem o alongamento repetido que na extremidade alongará as fibras encurtadas. O alongamento capsular é executado melhor na rotação externa e feito ao longo dos mesmos princípios que ajustados anteriormente (veja: capsulite do ombro).

Bursite aguda subdeltoídea

Essa é uma condição extremamente dolorosa e não muito freqüente. Sua historia típica - evolução rápida em três dias a um nível máximo - e um teste padrão não-capsular pronunciado (limitação bruta da abdução-elevação e da abdução glenoumeral) faz o diagnóstico relativamente fácil. Esse é o quadro clínico de uma bursite aguda subdeltoídea. A bursite não é a condição mais fácil a ser tratada por fisioterapeutas e neste caso a condição pode ser tão dolorosa que não seria ' ético ' não mandar o paciente para a terapia da injeção. No começo da evolução (primeiros dias) ou próximo ao fim (após 10 dias) quando a dor é suportável e um arco doloroso é reconhecido pelo fisioterapeuta, medidas poderiam ser tomadas e feito a eletroterapia analgésica.

A limitação acromioclavicular ou esternoclavicular

A limitação da articulação acromioclavicular, conduzindo possivelmente a anquilose, ocorre na maior parte quando se torna afetado pela espondilite anquilosante, a osteodistrofia ou um processo reumatoide. Nestes casos a junção esternoclavicular pode estar envolvida também. A limitação dos movimentos da clavícula tem conseqüências imediatas para a amplitude de movimento do ombro. Quando a clavícula perdeu sua capacidade de girar, a elevação do braço tornar se brutalmente limitada, em casos severos até 90°. O tratamento aplicado ao ombro não terá ou terá pouco efeito, mas a mobilização da articulação AC ou EC pode ganhar mobilidade. Os resultados não são espetaculares.
Os fisioterapeutas podem contribuir na melhorar da amplitude de movimento do ombro. As técnicas devem ser adaptadas a situações clínicas presente, que pode somente ser detectada avaliando o paciente corretamente. Infelizmente não há nenhum consenso em como detectar o problema e como conseqüência os resultados do tratamento do paciente remanesce freqüentemente vago e sintomático.

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