quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Vias aferentes - Entenda!!!

Vias Aferentes

 

Generalidades :

 

Receptor – Terminação nervosa sensível ao estímulo que caracteriza a via. A conexão deste receptor, por meio de fibras específicas, com uma área específica do córtex, permite o reconhecimento das diferentes formas de sensibilidade.

 

Trajeto Periférico – Compreende um nervo espinal ou craniano e um gânglio sensitivo anexo a este nervo.

 

Trajeto Central – No seu Trajeto pelo sistema nervoso central, as fibras que constituem as vias aferentes se agrupam em feixes(tratos, fascículos, lemniscos) de acordo com suas funções.

 

Áreas de projeção cortica – está no córtex cerebral ou no córtex cerebelar; no primeiro caso, a via nos permite distinguir os diversos tipos de sensibilidade – é consciente; no segundo caso, o impulso não determina qualquer manifestação sensorial, a via é inconsciente.

 

As grandes vias aferentes podem, pois, ser consideradas como cadeias neuronais, unindo os receptores ao córtex. No caso das vias inconscientes, esta cadeia é constituída apenas por dois neurônios (I, II). Já nas vias conscientes, estes neurônios são geralmente três, sobre os quais podem ser estabelecido os seguintes princípios gerais:

 

a)      Neurônio I – Localiza-se geralmente fora do sistema nervoso central em um gânglio sensitivo( ou na retina e mucosa olfatória). É um neurônio sensitivo, em geral pseudo-unipolar, cujo dendraxônio se bifurca em "T", dando um prolongamento periférico e outro central. O prolongamento periférico liga-se ao receptor, enquanto o prolongamento central penetra no sistema nervoso central pela raiz dorsal dos nervos espinais ou por um nervo craniano.

b)      Neurônio II – Localiza-se na coluna posterior da medula ou em nícleso de nervos cranianos do tronco encefálico(exceto as vias óptica e olfatória). Origina axônios que geralmente cruzam o plano mediano após sua origem e entram na formação de um tracto ou lemnisco.

c)      Neurônio III – Localiza-se no tálamo e orgina um axônio que chega ao córtex por uma radiação talâmica(exceto a via olfatória)

 

Vias Aferentes que penetram no sistema nervoso central por nervos espinais

 

*Vias de Dor e Temperatura

 

È dividida em 2 vias, a neoespino-talâmica, constituída pelo tracto espino-talâmico lateral e a paleoespino-talâmica constituída pelo tracto espino-reticular, e as fibras retículo-talâmicas.

 

*Via Neoespino-Talâmica

 

Neurônios I – Localizam-se nos gânglios espinais situados nas raízes dorsais. O prolongamento periférico de cada um destes neurônios liga-se aos receptores através dos nervos espinais. O prolongamento central penetra na medula pela divisão latetral da raíz dorsal, bifurcando-se em um ramo descendente curto e um ramo ascendente longo, terminando ambos na coluna posterior, onde fazem sinapse com os neurônios II.

Neurônios II – Estão localizados na coluna posterior. Seus axônios cruzam o plano mediano, pela comissura branca, ganham um funículo lateral do lado oposto, inflectem-se cranialmente para constituir o tracto espino-talâmico lateral. Ao nível da ponte, as fibras desse tracto se unem com as do espino-talâmica anterior para constituír o lemnisco espinal, que termina no tálamo fazendo sinapse com os neurônios III

Neurônios III – Localizam-se no tálamo, principalmente no núcleo ventral póstero-lateral. Seus axônios formam radiações talâmicas que, pela cápsula interna e coroa radiada, chegam à área somestésica do córtex cerebral situada no giro pós-central

 

*Via Paleoespino- Talâmica

 

Neurônios I – Localizam-se nos gânglios espinais, pentram na medula do mesmo modo que os da via neoespino-talâmica.

Neurônios II – Situam-se na coluna posterior. Seus axônios dirigem-se ao funículo lateral do mesmo lado e do lado oposto, inglectem-se cranialmente para constituir o tracto espino-reticular. Este sobe na medula junto ao tract espino-talâmico lateral e termina fazendo sinapse com os neurônios III em vários níveis da formação reticular.

Neurônios III – Situam-se na formação reticular e dão origem as fibras retículo-talâmicas que terminam nos núcleos intralaminares do tálamo. Entretanto, o mais provável é que o número de neurônios reticulares envolvidos nessa via seja maior e que os impulsos nervoso cheguem aos núcleos intralaminares do tálamao após várias sinapses na formação reticular. Os núcleos, intralaminares, projetam-se para territórios muito amplos do córtex cerebral. É provável, entretanto, que essas projeções estejam mais relacionadas com a ativação cortical do que com a sensação de dor, uma vez que estas se tornam conscientes já em nível talâmico.

 

*Via de Pressão e Tato Protopático

 

Neurônio I – localizam-se nos gânglios espinais situados nas raízes dorsais. O prolongamento perifério destes neurônios liga-se ao receptor, enquanto o central penetra na medula pela difvisão medial da raiz dorsal e devidi-se em um ramo ascendente muito longo e um ramo descendente curto, terminando ambos na coluna posterior em sinapse com os neurônios II

Neurônios II – Localizam-se na coluna posterior da medula. Seus axônios cruzam o plano mediano na comissura branca, atingem o funículo anterior do lado oposto onde se inflectem cranialmente para constituir o tracto espino-talâmico anterior. Este, ao nível da ponte, une-se ao espino-talâmico lateral para formar o lemnisco espinal, cujas fibras terminam no tálamo fazendo sinapse com os neurônios III

 

Neurônios III – Localizam-se no núcleo ventral póstero-lateral do tálamo. Originam axônios que formam radiações talâmicas que, passando pela cápsula interna e coroa radiada, atingem a área somestésica do córtex cerebral.

 

*Via de Propriocepcção Consciente, Tato epicrítico e sensibilidade vibratória

 

Neurônios I – Localizam-se nos gânglios espinais. O prolongamento periférico destes neurônios liga-se ao receptor, o prolongamento central penetra na medula pela divisão medial da raiz posterior e divide-se em um ramo descendente curto e um ramo ascendente longo, ambos situados nos fascículos grácil e cuneiforme, os ramos ascendentes terminam no bulbo fazendo sinapse com os neurônios II.

Neurônios II – Localizam-se nos núcleso grácil e cuneiforme do bulbo. Os axônios destes neurônios mergulham ventralmente, constituindo as fibras arqueadas internas, cruzam o plano mediano e a seguir inflectem-se cranialmente parar formar o lemnisco medial. Este termina no tálamo fazendo sinapse com os neurônios III

Neurônios III – Estão situados no núcleo ventral póstero-lateral do tálamo, originando axônios que constituem radiações talâmicas que chegam à áerea somestésica passando pela cápsula interna e coroa radiada.

 

Trajeto das Fibras nas Vias Ópticas

 

Os nervos ópticos dos dois lados convergem para formar o quiasma óptico, do qual se destacam posteriormente os dois tractos ópticos, que terminam nos respectivos corpos geniculados laterais.Ao nível do quiasma óptico as fibras dos dois nervos ópticos sofrem uma decussação.

Denomina-se retina nasal a metade medial da retina de cada olho, ou seja, a que está voltada para o nariz. Retina temporal é a metade lateral da retina de cada olho, ou seja, a que está voltada para a região temporal. Denomina-se campo visual de um olho a porção do espaço que pode ser vista por este olho estando ele fixo. No campo visual de cada olho, distingue-se como na retina, uma porção lateral, o campo temporal; e uma porção medianl, o campo nasal.

No quiasma óptico, as fibras nasais, ou seja, as fibras oriundas da retina nasal, cruzam para o outro lado, enquanto as fibras temporais seguem do mesmo lado, sem cruzamento. Assim cada tracto óptico contém fibras temporais da retina do lado oposto. Como consequência, os impulsos nervosos originados em metades homônimas das retinas dos dois olhos, serão conduzidos aos corpos geniculados e ao córtex desse mesmo lado.

Entende-se assim que como consequência da decussação parcial das fibras visuais no quiasma óptico, o córtex visual direito percebe os objetos situados à esquerda de uma linha verical mediana que divide os campos visuais. Assim também na via óptica é válido o princípio de que o hemisfério cerebral de um lado relaciona-se com as atividades sensitivas de lado oposto.

Conforme seu desitono pode-se distinguir quatro tipos de fibras nas vias ópticas:

a)      Fibras retino-hipotalâmicas – destacam-se do quiasma óptico e ganham o núcleo supraquiasmático do hipotálamo. São importantes para a regulação dos ritmos biológicos.

b)      Fibras retino-tectais – ganham o colículo superior através do braço do colículo superior e estão relacionadas com certos reflexos de movimentos dos olhos ou das pálpebras desencadeadas por impulsos visuais

c)      Fibras retino-pré-tectais – ganham a área pré tectal atra´ves do braço do colículo superior e estão relacionadas com os reflexos foromotor direto e consensual.

d)      Fibras retino-geniculadas – sãp as mais importantes, pois somente elas se relacionam com a visão. Terminam fazendo sinapse com os neurônios IV da via óptica localizados no corpo geniculado lateral.

Os axônios dos neurônios do corpo geniculado lateral costituem a radiação óptica e terminam na área visua, situada nos lábios do sulco calcarino. Nem todas as fibras da radiação óptica atingem o córtex pelo mesmo trajeto. As fibras dorsais seguem um curso quase retilíneo para trás, em direção ao lobo occipital. Já as fibras ventrais dirigem-se inicialmente para diante, em direção ao polo temporal, encurvam-se a seguir e voltam em direção ao lobo occipital, onde terminam.

 

Bibliografia – Machado, Ângelo, Neuroanatomia Funcional, Ed. Atheneu, 1992

 

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Stress envelhece

Todos já ouviram histórias como "Fulano envelheceu depois da morte do filho" ou "Sicrano ficou de cabelo branco quando cuidou do pai no hospital". Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, acaba de demonstrar que há verdade por trás desses clichês. O estudo comprova pela primeira vez que o stress acelera o envelhecimento. Além disso, a pesquisa indica a influência direta do estado psicológico sobre a longevidade das células do organismo. Pessoas que têm uma percepção elevada do próprio stress envelhecem mais rapidamente. "Existem certas formas de pensar que contribuem para o stress – a idéia, por exemplo, de que os problemas com que lidamos são insolúveis", diz a psicóloga Elissa Epel, uma das coordenadoras do estudo.

Elissa e sua equipe examinaram 58 mães de 20 a 50 anos, 39 das quais cuidavam de filhos com autismo, paralisia cerebral ou outras deficiências. Os cientistas analisaram o grau de envelhecimento de células do sistema imunológico dessas mulheres. O principal indicador do envelhecimento celular é uma seção na ponta do cromossomo – as fitas de DNA que guardam nosso material genético – chamada telômero. Trata-se de uma espécie de tampa bioquímica, que tem a função de manter a integridade do DNA, impedindo que a molécula se desfaça. Cada vez que uma célula se divide, o telômero fica um pouco menor, até atingir um ponto crítico. A partir daí, a célula não se reproduz mais e acaba morrendo. O telômero, portanto, é um indicador de idade celular. Ao mostrar que o stress encurta prematuramente os telômeros, a pesquisa indicou uma relação entre ele e o envelhecimento.

A pesquisa comprovou que o desgaste de prestar cuidados intensivos a um filho cobra seu preço. A diminuição dos telômeros foi mais acelerada nas mulheres que cuidavam de filhos deficientes. Testes psicológicos revelaram que o modo como essas mulheres encaravam seus problemas também desempenhava um papel. A idade celular daquelas que se percebiam como tendo altos níveis de stress chegou a ser até dez anos superior à das mulheres da mesma idade com baixos níveis de stress. Além do comprimento do telômero, a pesquisa mediu níveis de telomerase – uma enzima que tem a função de restaurar as perdas do telômero – e de radicais livres, substâncias que danificam tecidos celulares, intensificando o envelhecimento. Os resultados foram consistentes: mulheres mais estressadas apresentaram níveis mais baixos de telomerase e mais altos de radicais livres. A pesquisa deixa uma lição básica: paz de espírito ajuda a retardar a velhice. "Muitos gostariam de ter uma pílula mágica, mas o modo mais efetivo de reduzir o stress está em mudanças no estilo de vida", diz Elissa Epel. A pesquisadora recomenda relaxamento e alimentação equilibrada para combater o stress. E uma atitude mais serena diante de aspectos da vida sobre os quais não se tem controle.

Diretrizes da saude do trabalhador - Fisioterapia no Trabalho

As diretrizes desse programa do Ministério da Saúde buscam reduzir os acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, estimulando ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde.

Uma das metas é estruturar a chamada Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), composta por 150 Centros Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do Trabalhador, que recebem mensalmente recursos repassados pelo Fundo Nacional de Saúde.

O Minsitério da Saúde desenvolve uma política de ação integrada com os ministéros do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, objetivando:

I - Ampliação das ações, visando a inclusão de todas os trabalhadores brasileiros no sistema de promoção e proteção da saúde;

II - Harmonização das normas e articulação das ações de promoção, proteção e reparação da saúde do trabalhador;

III - Precedência das ações de prevenção sobre as de reparação;

IV - Estruturação de Rede Integrada de Informações em Saúde do Trabalhador;

V - Reestruturação da Formação em Saúde do Trabalhador e em Segurança no Trabalho e incentivo a capacitação e educação continuada dos trabalhadores responsáveis pela operacionalização da política;

VI - Promoção de Agenda Integrada de Estudos e Pesquisas em  Segurança e saúde do Trabalhador.

Exercício e controle do peso reduzem risco de câncer após menopausa

Para reduzir os riscos de câncer de mama, mulheres que já passaram da menopausa devem fazer exercícios físicos regularmente e manter o peso compatível com a altura. A conclusão é do grupo de pesquisadores Iniciativa de Saúde da Mulher, coordenados por Anne McTiernan, do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson. O estudo será publicado na revista científica Obesity.

Os estudiosos observaram que mulheres com índices de massa corporal (IMC) mais baixos e níveis de atividade física mais altos apresentam menos estrogênio no sangue. Os hormônios sexuais, quando em excesso, podem estimular a formação de câncer de mama. "Mulheres com alto nível de estrogênio têm de duas a quatro vezes mais risco de câncer de mama", disse McTiernan.

Em mulheres com hábitos saudáveis, observou-se uma significativa diminuição das duas formas mais comuns de estrogênio biologicamente ativo: estrona e estradiol. Já em casos de alto IMC e pouca atividade física, a concentração de estrogênio é de 50% a 100% mais alta.

O estudo, pioneiro, examina o duplo impacto do peso e da atividade física nos níveis de vários hormônios sexuais e o conseqüente efeito no risco de câncer. "Isso dá um novo entendimento de que controle de peso e atividades físicas são necessários para manter o nível saudável de hormônios, depois da menopausa", afirma McTiernan.

A coordenadora da pesquisa recomenda de 30 a 60 minutos diários de exercícios, no mínimo cinco dias por semana. Foram pesquisados casos de 267 americanas em fase pós-menopausa. Elas foram selecionadas pelo Teste de Modificação de Dieta da Iniciativa de Saúde da Mulher.

Fonte: Estadão

Caminhe mais!!!

 

Fortalecer a musculatura com exercícios específicos e alongamento deixa o corpo mais preparado para longas caminhadas. Essa foi a conclusão de um estudo feito pela fisioterapeuta Priscila Valverde Vitorino, da Universidade de Brasília. Durante seis meses ela acompanhou 30 pessoas, digamos, maduras que andavam diariamente. Uma parte delas fez duas sessões semanais de fisioterapia, enquanto a outra limitou-se aos passeios de todo dia. A partir do terceiro mês, os pacientes que passaram pelo tratamento já mostravam resultados superiores aos demais. "Eles conseguiram aumentar a distância percorrida e melhoraram o desempenho no teste ergométrico", revela Priscila.

ALONGAR É PRECISO

Estes exercícios ajudam a espantar as dores que atrapalham a caminhada

COSTAS E OMBROS - Com os braços esticados para trás, apóie as mãos no batente de uma porta e fique nessa posição por 20 segundos.

REGIÃO LOMBAR - Sentado, dobre uma perna e apóie o calcanhar na virilha. Estique a outra e mantenha-a assim com a ajuda de uma toalha. Aproxime a cabeça do joelho estendido e permaneça na posição por 30 segundos. Repita do outro lado.

PERNAS - Sentado no chão, dobre os joelhos, juntando os pés e procurando aproximá-los da virilha. Dobre o corpo sobre eles e alongue por no mínimo 30 segundos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Dor de Cabeça e ATM

 

Dor de Cabeça e as Disfunções da ATM - Articulação Temporomandibular?

A dor de cabeça tem diversas origens e entre uma das causas, a disfunção da ATM, por isso é importante investigar a origem da sua dor de cabeça.

A dor de cabeça na região temporal, com determinadas características podem ter origem de disfunções da ATM, por isso é importante o correto diagnóstico da dor de cabeça e tratamento, pois assim estaremos tratando a causa, pois não adianta tomar medicamentos paliativos que mascaram a dor por anos e continuar com a sua dor.

Muitas pessoas sofrem de dor de cabeça há muitos anos, classificam a sua dor de cabeça como uma enxaqueca tomando medicação e desconhecem real causa da sua dor, pois uma enxaqueca não tem uma freqüência diária, por exemplo.

A causa das Desordens da ATM é multifatorial, onde é importante salientar que os hábitos parafuncionais (apertamento dos dentes, roer unhas, morder os lábios) e o bruxismo cêntrico e excêntrico (ranger os dentes e apertar os dentes durante a noite) contribuem muito no aparecimento e manutenção dos sintomas das disfunções da ATM.

A etiologia, ou seja, a causa das Disfunções Temporomandibulares é multifatorial, assim, vários fatores podem contribuir para o aparecimento e manutenção das disfunções temporomandibulares:

• os fatores predisponentes
• os fatores precipitantes
• os fatores perpetuantes

Existem sinais e sintomas que indicam que paciente apresenta uma disfunção da ATM assim como dor de cabeça ao acordar, sensação de rosto cansado ao acordar, limitação de abertura bucal, dor ao mastigar, estalos na ATM, zumbido entre outros.

A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão tecidual real ou virtual e representa um alerta do nosso organismo de que algo está errado conosco e que devemos procurar ajuda.

É importante lembrarmos de que a dor de cabeça não é normal e não devemos nos acostumar com ela!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Doenças cardiovasculares - identificação mais fácil

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes em todo o mundo, sendo responsáveis por um terço dos óbitos registrados. Em 2005, estima-se que 11,8 milhões de pessoas faleceram, em decorrência de ataques cardíacos, bem como outras 5,7 milhões morreram devido a derrame cerebral. Acredita-se que em 2015 cerca de 20 milhões de indivíduos morrerão, devido a complicações cardiovasculares, sobretudo infarto do coração e derrame.

Um novo livro de bolso auxiliará sobremaneira os profissionais de saúde, na identificação de pessoas sob risco elevado de ataque cardíaco, conforme revela uma publicação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de Setembro de 2007. Além disso, permitirá a adoção de terapia eficaz, diante de pacientes vitimados por infarto ou derrame.

O manual recebeu a denominação de "Pocket Guidelines for Assessment and Management of Cardiovascular Risk", sendo suas informações adaptadas para qualquer situação, em qualquer país e com qualquer tipo de paciente. O livro também informa os fatores de risco mais comumente implicados na ocorrência de doenças cardiovasculares. Os pesquisadores da OMS afirmam que este é o sistema pioneiro, de predição de risco para ataques cardíacos e derrame e que poderá ser utilizado mundialmente.


Fonte: UOL SAÚDE

Fisioterapia para musculos faciais

Fisioterapia para músculos faciais

Dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, além de ruídos ou estalos, são sintomas de que pode haver problemas na delicada região mandibular. Técnicas de relaxamento podem ser a melhor solução para manter o sorriso aberto.
Você sabia que a articulação da boca funciona como a do joelho? Sim, além de também ser sinovial, o que significa que possui uma maior mobilidade, comporta um menisco: o disco articular, que acompanha a mandíbula quando a boca faz o movimento de abertura.
Deu então para perceber que é uma região delicada como a do joelho, onde podem ocorrer com freqüência problemas na musculatura e na articulação. E quando há algum desequilíbrio musculoesquelético na região, que pode provocar espasmos na mandíbula ou deslocamento do disco, as dores podem se estender à coluna cervical, e atingir até mesmo os ombros e a cabeça.

A novidade é que agora os dentistas estão diagnosticando o problema muito mais rapidamente — não é para menos: se há 15 anos apenas 20% da população tinha problemas como o bruxismo, que leva ao ranger dos dentes e conseqüentemente à má oclusão (encaixe das arcadas dentárias) e ao desequilíbrio da articulação, hoje, por causa do estresse da vida moderna, 80% sofrem desses distúrbios. E devido à freqüência das queixas, os dentistas também estão buscando a solução em tratamentos integrados.

A fisioterapeuta Liriana Carneiro especializou-se em tratar de problemas causados por desordens temporomandibulares e dor orofacial. “É comum que a pessoa antes de chegar ao especialista certo já tenha passado por vários médicos. Uma cliente minha, por exemplo, chegou a arrancar três dentes porque seu dentista não identificava que o problema era muscular. Era um ponto gatilho do músculo masseter usado durante a mastigação que gerava dor irradiada para os dentes”, conta ela.

Segundo a especialista, os principais sintomas de que pode haver problemas nos músculos ou na articulação da região mandibular são uma dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, uma dor localizada na mandíbula ou que se estende a pescoço, face e cabeça, uma limitação de abertura da mandíbula, um travamento que pode ou não voltar para o lugar, além de ruídos ou estalos.

“Uma das formas de tratar é auxiliando fisioterapia, tratamento dentário e até medicamentos. O dentista pode receitar, por exemplo, uma placa para ser usada à noite que modificar os estímulos da região e reprogramar o cérebro. A fisioterapia poderá tratar da rigidez capsular, dos espasmos, das contraturas e das desordens dos músculos”, diz Liriana.

Para o odontologista Marcelo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética e Reparadora, as disfunções da região mandibular podem ser confundidas com otite. “É preciso estar atento à oclusão dos dentes, é o encaixe ideal que leva ao bom funcionamento dos músculos, que devem trabalhar de forma coordenada. Quando o encaixe é descentralizado é um início de um comprometimento da articulação”, afirma.

Segundo ele, é preciso verificar se houve algum problema nos trabalhos de reabilitação oral. “Não basta fazer uma ponte ou pôr uma prótese, mas acompanhar de que forma está sendo feito o trabalho. Muitas vezes, em vez de se resolver um problema, cria-se outro”, explica. Isso ocorre porque os dentes passam a encaixar mal e os músculos trabalham de forma desarmônica.

“A dor pode se manifestar em diferentes graus. Mas normalmente a dor se irradia para a região temporal”, diz Fonseca. “Mas gente que sente dor na cervical pode estar com problemas na região mandibular”, completa o especialista.

De acordo com ele, o dentista precisa avaliar que tratamento fará com o paciente, podendo até fazer novas restaurações para quem já tem prótese. “Oferecemos ainda um trabalho chamado Reset que trabalha com a desprogramação da musculatura em espasmo.”

Esta técnica, utilizada pela terapeuta Lílian Knapp, relaxa 90% dos músculos do corpo e da face; acessa e energiza os meridianos de acupuntura; e oferece uma poderosa combinação de hidratação e relaxamento muscular.


Diário de São Paulo


LESÕES ESPORTIVAS EM VOLEIBOL

Introdução

Peterson & Renstron (1995) afirmam que mais de 50% das lesões nos atletas acontecem por má elaboração na prescrição do treinamento (ACHOUR JÚNIOR, 1997). A prescrição inadequada das sessões vem reduzindo a longevidade competitiva dos desportistas (FILIN & VOLKOV, 1998). O procedimento denominado "saltos" das cargas, é comum nos desportos da atualidade, ocasionando uma redução na carreira atlética do competidor porque o organismo não tem mais reservas de adaptação para assimilar as novas cargas de treino e os resultados nas competições pioram ou estabilizam, resultando no sucesso desportivo por 1 a 2 anos com essa maneira de prescrever o treino (ZAKHAROV, 1992). NOGUEIRA (2002) informa que o treino exagerado prejudica a saúde dos atletas, física e emocionalmente, predispondo estes desportistas à lesões.

SIMPLÍCIO (1996) escreve que muitas das contusões no voleibol acontecem por esforços repetitivos. Observamos este fato no ombro do sacador ou do cortador (HALL, 1993)., nos membros inferiores provenientes dos sucessivos saltos dos voleibolistas nas sessões ou nos jogos (RODACKI et al., 1997) e em outras situações. VÍVOLO et al. (1994) observaram no 7º Jogos Regionais do Litoral, em São Paulo, 1976. As lesões nos voleibolistas se localizaram 50% nos membros inferiores (VÍVOLO et al, 1994). Isto acontece porque os saltos proporcionam um elevado estresse nos membros inferiores na fase de impulsão e na etapa de queda (HOLTHE et al., 1998). Para BRINER JUNIOR & KACMAR (1997) os saltos do voleibol correspondem a 63% das lesões. Ocorrendo também nas ações defensivas, no levantamento, na recepção e no saque em suspensão (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999). Entretanto, existem poucos estudos sobre lesões no atleta de voleibol (GHIROTOCC & GONÇALVES, 1997), mas esta revisão vai identificar as principais contusões dos voleibolistas e conseguirá indicar exercícios que podem reduzir algumas dessas lesões.

A NATIONAL ATHLETIC TRAINERS` ASSOCIATION (2002) indica exercícios de flexibilidade e de força para minimizar lesões no atleta de voleibol. As sessões de força para os membros superiores previnem o ombro de lesões, principalmente na cortada (SMITH et al., 1992) e no saque Viagem. MARCELO FREITAS (comunicação pessoal, julho de 1995) informa que a passagem sobre a barreira no atletismo, expõe o desportista a um certo risco de lesão nos membros inferiores por causa do esforço do impulso para a passagem sobre a barreira e no impacto da queda após a passagem da barreira. No voleibol, o perigo de contusão também é grande na fase de impulsão do salto e na queda do salto. MARCELO FREITAS (comunicação pessoal, julho de 1995) prescreve um treino alternado para seus barreiristas terem menos chance de lesão, um dia eles treinam passagem sobre barreiras e outro dia não, conseguindo bons resultados na performance e na redução das contusões. Os pesquisadores do voleibol deveriam investigar se a prescrição alternada de saltos nas sessões, um dia sim e o outro não, é eficaz para os atletas do voleibol, na performance e na redução das lesões.

A proposta do estudo é identificar as principais lesões no atleta de voleibol e recomendar exercícios que minimizem este acontecimento.


Lesões no tornozelo dos atletas de voleibol

As lesões no tornozelo ocorrem em 15 a 60% nos voleibolistas, principalmente quando tocam no solo após um salto (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). As contusões mais comuns após o bloqueio acontecem por supinação e no ataque por inversão (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999). Segundo CHIAPPA (2001) as lesões mais comuns no tornozelo acontecem por entorse (entorse: distensão articular que ocasiona lesão no tornozelo). Podendo ser por um simples estiramento - espessamento do tendão até uma ruptura do ligamento (CHIAPPA, 2001). GHIROTOCC & GONÇALVES (1997) informam que a entorse de tornozelo acontece uma vez por ano em voleibolistas.

As lesões no tornozelo nos atletas de voleibol também ocorrem por causa de instabilidade, ruptura de ligamento, dor o tornozelo e outras (CHIAPPA, 2001). As contusões no tornozelo dos atletas de voleibol acontecem com mais freqüência no sexo feminino, dos 15 a 19 anos, no masculino, dos 30 a 39 anos (GERBERICH et at., 1987). Sendo que muitas das lesões no tornozelo estão associadas com interrupção da prática do voleibol (GHIROTOCC & GONÇALVES, 1997).

GROSS & MARTINI (1999) informam que a instabilidade do tornozelo e a entorse são comuns em voleibolistas porque esta modalidade é muito intensa e possui longa duração, colaborando com essas contusões. Um dos motivos da instabilidade do tornozelo são as várias entorses ocorridas nos desportistas do voleibol proveniente do impacto da queda do salto principalmente (GROSS & MARTINI, 1999). AAGAARD et al. (1997) escreveram que as lesões no tornozelo dos jogadores de quadra tem uma freqüência de 22%, enquanto nos desportistas do vôlei na areia competido em dupla, acontece 2%. Para AAGARD et al. (1997) o principal motivo de todas as contusões dos voleibolistas no tornozelo, é o uso excessivo (overuse) desses componentes anatômicos durante sessões e jogos.

Para prevenirmos as lesões no tornozelo de qualquer modalidade, recomenda-se o uso de um suporte (tornozeleira) no tornozelo para dar mais estabilidade nesta região anatômica quando usamos o tênis (THACKER et al., 1999). O tênis deve ser de solado baixo para a tornozeleira ter mais eficácia (SITLER & HORODYSKI, 1996). Tênis de solado alto possibilita maiores chances de lesão no tornozelo. Para THACKER et al. (1999), sessões de agilidade e flexibilidade reduzem as lesões no tornozelo. A AMERICAN VOLLEYBAL COACHES ASSOCIATION (AVCA) (1997) indica exercícios específicos para o fortalecimento do tornozelo com o intuito de amenizar a possibilidade de lesão, mas não nos fornece exemplos de atividades.

CHIAPPA (2001) recomenda sessões de dorsiflexão e flexão plantar para a fortificação do tornozelo, com o objetivo de diminuir as contusões ou recuperar o atleta da lesão.


Lesões no joelho dos voleibolistas

Os saltos são os maiores causadores nas lesões do joelho nos voleibolistas (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). A fase de impulsão é a que mais esforço da musculatura do atleta de voleibol (COUTTS, 1982). Neste momento é que ocorrem a maioria das lesões das jogadoras, principalmente na cortada (LIAN et al., 1996). Para NYLAND et al. (1994) os atletas de voleibol se contundem na passagem da corrida horizontal para a elevação vertical. As lesões no joelho estão associados com a fadiga e com o impacto no momento da impulsão (NYLAND et al., 1994). A fadiga dificulta o amortecimento do impacto, gerando maior sobrecarga nos membros inferiores (UGRINOWITSCH & BARBANTI, 1998). GERBERICH et al. (1987) também chama atenção que as lesões no joelho também são freqüentes após a queda do salto, proveniente do impacto e ocasionadas por torção do joelho. As principais lesões no joelho são as tendinites e as ligamentares (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999). A síndrome do joelho do saltador caracteriza-se por uma tendinite patelar ou no tendão do quadríceps (GHIROTOCC & GONÇALVES, 1997). A maioria das contusões no joelho acontece em jogadores com 20 a 25 anos ou com 2 a 5 anos de prática no voleibol ou com mais de um turno de treinamento (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). Segundo GERBERICH et al. (1987) os homens se lesionam mais a partir dos 30 a 39 anos e as mulheres dos 15 a 24 anos, correspondendo a 61% das contusões, a segunda contusão mais freqüente. "Perdendo" apenas para as lesões no tornozelo, 92% (GERBERICH et al., 1987).

A lesão do ligamento cruzado anterior no voleibol é comum no agachamento profundo do contramovimento do bloqueio ou da cortada (CHIAPPA, 2001). Ocorrendo com mais freqüência na zona de ataque (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). O desequilíbrio muscular dos membros inferiores podem gerar alto índice de lesões no joelho (CHIAPPA, 2001) porque o quadríceps é muito exigido no voleibol e os isquiotibiais geralmente praticam um trabalho compensatório insuficiente nas técnicas desportivas do voleibol (MAGALHÃES et al., 2001). Esta instabilidade muscular predispõe ao voleibolista de ter contusões no ligamento cruzado anterior (MAGALHÃES et al., 2001). Segundo GHIROTOCC & GONÇALVES (1997) as lesões no joelho podem ser crônicas ou ocasionam o fim da vida atlética do jogador.

CHIAPPA (2001) informa que as lesões no joelho também estão associadas pela má coordenação, principalmente no salto das jogadoras, segundo BRINER JUNIOR & KACMAR (1997). Superfícies suaves diminuem as contusões no joelho, observamos que os jogadores do voleibol na areia possuem menos lesões no joelho do que os atletas da quadra (CHIAPPA, 2001). Mas no estudo de AAGAARD et al. (1997) as contusões no joelho nos desportistas voleibol na quadra e na areia não diferiram muito, sendo superior para os primeiros. A maioria das lesões do voleibol na quadra acontecem nos membros inferiores, principalmente na cortada e no bloqueio (AAGAARD et al., 1997).

A prevenção das lesões no joelho consiste na redução do número de saltos nas sessões dos voleibolistas, em terrenos suaves devem ser praticados os treinamentos e os jogadores que flexionam o joelho a 45 a 60º e cometem um estalo, indica-se um tratamento adequado por causa da instabilidade fêmur-patelar, não sendo recomendado saltos para esse atleta (CHIAPPA, 2001). As centenas de saltos dos voleibolistas deixa o quadríceps mais forte do que os isquiotibiais, proporcionando risco de lesão no joelho (ACHOUR JUNIOR & GARCIA, 1996). Para reverter este fato recomenda-se um trabalho de compensação através de exercícios de alongamento para o quadríceps e de força para os isquiotibiais (ACHOUR JUNIOR & GARCIA, 1996). A tendinite patelar melhora mais rápido se o atleta praticar sessões de alongamento para os músculos anteriores e posteriores da coxa (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999).


Lesões no ombro dos desportistas do voleibol

As lesões mais freqüentes dos membros superiores acontecem no ombro dos jogadores de voleibol (CHIAPPA, 2001). Cerca de 8 a 20% em voleibolistas (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). Sendo mais comuns em jogadores do voleibol de duplas, cerca de 42%, para atletas do voleibol na quadra a porcentagem está em torno de 15%%(AAGAARD et al., 1997). Os jogadores de duplas se machucam mais nos membros superiores, embora a defesa é a que ocasiona a mais contusões, 32% (AAGAARD et al., 1997).

As contusões nos jogadores geralmente são por overuse, resultando em tendinites nos rotadores do ombro ou manguito rotador e no tendão do bíceps braquial (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). MATOS (2002) escreve que os músculos pertencentes aos rotadores mediais (internos) do ombro são compostos pelo redondo maior e o subescapular. O redondo menor, o supraespinhal e o infra-espinhal pertecem aos rotadores laterais (externos) (MATOS, 2002). Para RASCH & COLABORADORES (1991) os músculos do manguito rotador são compostos pelo redondo menor, infra-espinhal, supra-espinhal e subescapular. Os mesmos músculos determinados por BLEVIN (2000).

O manguito rotador tem a função de fixar a articulação glenoumeral, contribuindo para a estabilização articular (HALL, 1993; RASCH & COLABORADORES, 1991). WANG et al. (2000) informam que os voleibolistas são predispostos para se machucarem nos rotadores do ombro. O motivo é que os atletas realizam uma rotação externa e interna do ombro no saque e na cortada por muitas vezes (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997).

A maneira eficaz de prevenirmos as contusões nos músculos rotadores consistem de sessões de força e de flexibilidade (WANG et al., 2000; WANG & COCHRANE, 2001). Para CHIAPPA (2001) os jogadores de ponta atacam mais, merecendo mais atenção no trabalho de força para os ombros. CIBRARIO (1997) indica os seguintes movimentos articulares no trabalho de força para prevenir as lesões no manguito rotador: rotação externa do ombro acompanhado da rotação externa da cintura escapular (CE) , rotação interna do ombro acompanhado da rotação interna da CE , elevação do ombro acompanhado da rotação externa da CE em seguida acontece elevação da mesma (hiperelevação do ombro), abdução do ombro acompanhado e rotação externa da CE, adução do ombro acompanhado rotação interna da CE, extensão do ombro acompanhado da rotação interna da CE e abdução horizontal do ombro acompanhado da adução da CE.

BRINER JUNIOR & BENJAMIN (1999) recomendam exercícios de força e de flexibilidade para o manguito rotador, e são: no treino de musculação devemos praticar rotação externa do ombro acompanhado da adução da CE, rotação interna do ombro acompanhado da abdução da CE. No trabalho de flexibilidade, uma ação para cima e para baixo segurando uma toalha com o intuito de alongar os músculos da rotação interna e externa (similar ao enxugar as costas com uma toalha) (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999).


Contusões na mão dos jogadores de voleibol

As contusões nas mãos representam pequena porcentagem nos jogadores de voleibol (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). Os jogadores recreacionais machucam mais as mãos no bloqueio e no levantamento por causa da hiperextensão dos dedos, geralmente a mão esquerda é a mais lesionada em todos os fundamentos (BHAIRO et al., 1992).

Enquanto que os profissionais contundem-se mais as mãos no bloqueio e no levantamento em virtude de uma inadequada técnica das mãos na execução do fundamento (BHAIRO et al., 1992). Nos atletas, a mão direita é a lesionada com mais freqüência em qualquer fundamento (BHAIRO et al., 1992).

Segundo BHAIRO et al. (1992), os jogadores recreacionais e competitivos contundem-se as mãos nos respectivos fundamentos: 37% no levantamento, 36% nas bolas batidas no bloqueio, 18% na defesa de peixinho e 8% na cortada. Enquanto que os jogadores de dupla machucam os dedos cerca de 4% e os da quadra, em torno de 18% (AAGAARD et al., 1997). Os tipos de lesão nas mãos são constituídas por deslocamentos e luxações (39%), fraturas (25%), machucados (16%), deslocamentos (12%) e outros (BHAIRO et al., 1992). Sendo que 44% das lesões envolvem os dedos (BHAIRO et al., 1992). As principais regiões anatômicas lesionadas são: metacarpofalângica (38%), a articulação interfalângica proximal (17%), a articulação radiocárpica (8%) e outras (BHAIRO et al., 1992).

A prevenção da lesão nas mãos infelizmente não existe.


Contusões na coluna vertebral dos voleibolistas

Nos atletas de voleibol acontecem 14% das lesões na coluna vertebral (BRINER & BENJAMIN, 1999). As contusões na coluna vertebral podem ser crônicas ou ocasionam o fim da carreira do jogador (GHIROTOCC & GONÇALVES, 1997). A lesão mais comum é a hérnia de disco (BRINER & KACMAR, 1997). Embora observamos poucos estudos sobre as lesões na coluna vertebral.

A prevenção das dores nas costas é através do aumento da força dos músculos posteriores do tronco (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999). A AVCA (1997) indica todos os exercícios de musculação que movimente os ombros porque conseqüentemente acontece ação da cintura escapular, fortalecendo a musculatura das costas e possibilitando que o jogador de voleibol tenha menos chance de ter problemas na coluna. Outros exercícios imprescindíveis para a coluna vertebral são os abdominais (AVCA, 1997) porque eles nos beneficiam no equilíbrio postural e atenua a pressão intradiscal, decorrente de uma pressão intraabdominal aumentada (COSTA, 1996). Para atletas com dores na coluna vertebral, ZATSIORSKY (1999) prescreve exercícios abdominais com isometria.

A AVCA (1997) considera fundamental atividade de alongamento para prevenir ou amenizar as dores nas costas dos voleibolistas. Greve (1995) acrescenta sessões de natação e caminhada para pessoas com algias na coluna, com cargas leves para proporcionar resistência muscular para o paciente.

As dores na coluna vertebral também podem reduzir com a diminuição dos saltos do jogador e na queda do atleta em superfícies macias (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997).


Conclusão

As principais lesões no voleibol localizam-se no tornozelo, joelho, ombro, nas mãos e na coluna vertebral. Para prevenirmos ou amenizarmos a literatura indica redução da carga de treino, prescrever sessões de força e de flexibilidade. Entretanto, este artigo teve uma limitação, foram encontradas poucas referências e as lesões não estão relacionadas conforme a função tática (meio de rede, levantador) e específica (meio de rede que atua em todos os fundamentos, exceto no ataque dos 3 metros e na recepção do saque), e não são apresentadas de acordo com a categoria do atleta (mirim, infantil, profissional). Para futuras pesquisas, recomenda-se que as limitações dessa revisão sejam investigadas.

COMPRE UM CD CHEIO DE ARTIGOS E MATERIAS OSBRE FISIOTERAPIA DESPORTIVA











sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Ritmo de vida da mulher moderna influenciaria incidência de endometriose

vida da mulher mudou radicalmente depois que ela "saiu de casa" e passou a assumir outras responsabilidades que não a de cuidar da prole. A virada de mesa feminina teve, é claro, inúmeras vantagens, mas também parece ter aumentado a incidência de um problema sério de saúde. Trata-se da endometriose, caracterizada pela presença de células do endométrio (mucosa que reveste o útero) fora do lugar, podendo ocasionar dores fortes e até infertilidade.



A constatação é da Secretaria de Saúde de São Paulo, a qual, neste mês de outubro, divulgou um crescimento acentuado da incidência da doença no Estado. De acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a quantidade de diagnósticos de endometriose aumentou cerca de 65% nos últimos sete anos. Em 2000, foram registrados 1205 casos da doença e, em 2007, esse número pulou para 3429.



A patologia atinge entre 10% e 15% da população feminina em idade fértil, mas os números podem não representar a verdadeira incidência de casos, já que é uma doença difícil de ser diagnosticada.



"As causas da endometriose não são muito bem estabelecidas e ainda não existe 100% de cura para todos os casos", disse ao G1 o ginecologista Roney Cesar Signorini Filho, chefe da equipe cirúrgica de ginecologia do Hospital Pérola Byington, referência em saúde da mulher.



Segundo o médico, o diagnóstico definitivo de endometriose só pode ser estabelecido através de procedimento cirúrgico (videolaparoscopia ou laparotomia) e o tratamento abrange a administração de anticoncepcionais orais, injetáveis, cauterização ou, em casos extremos, a retirada do ovário.



O Pérola Byington atende pelo SUS uma média de 300 pacientes por mês com sintomas de endometriose (diagnóstico presuntivo) e realiza em torno de 32 cirurgias de videolaparoscopia no mesmo período. Dessas, cerca de 20 recebem o diagnóstico definitivo da doença, o que representaria a confirmação de 60% das suspeitas.



Menos filhos, mais estresse



Carla Ferenshitz/G1
O médico Roney Signorini, do Hospital Pérola Byington (Foto: Carla Ferenshitz/G1)Apesar de não se saber exatamente os motivos que levam ao aparecimento da doença, alguns médicos suspeitam que o estilo de vida da mulher moderna tenha influência nas causas.



A necessidade de trabalhar fez com que a maternidade fosse adiada ou, até mesmo, descartada por muitas mulheres. Esse fato, associado a outros como o estresse, aumentaria a possibilidade da ocorrência do fluxo retrógrado -- quando a menstruação, ao invés de sair, volta para a cavidade abdominal.



Esse "deslocamento" do fluxo menstrual provoca, na maioria dos casos, fortes dores pélvicas, intervindo na qualidade de vida da mulher.



Outros sintomas associados a endometriose incluem dor durante a relação sexual e incapacidade de engravidar. A extensão da doença, entretanto, nem sempre é proporcional à intensidade dos sintomas. "Os sintomas não são necessariamente mais fortes em pacientes com grau avançado da doença", disse Signorini, que acrescentou: "Existem pacientes que não sentem nada".



A teoria de que a vida moderna teria influência na incidência da doença tem algumas explicações. O estresse entraria como agente ao provocar alterações no sistema de defesa do organismo, deixando as pacientes mais suscetíveis à doença. E o fato da mulher ter menos filhos vem do fato de que, durante a gravidez, ela não teria a influência dos hormônios responsáveis pelo desequilíbrio, já que durante os nove meses de gestação ela não menstruaria.



Menstruação interrompida



Carla Ferenshitz/G1
A equipe do Hospital Pérola Byington realiza uma cirurgia de retirada de ovário (Foto: Carla Ferenshitz/G1)Interromper a menstruação ainda é a melhor maneira de driblar a doença, a qual, embora não ofereça risco de morte (excluindo os riscos presentes em qualquer cirurgia), causa grande desgaste físico e psicológico às pacientes.



A dona de casa Silvana Real dos Santos, de 38 anos, diz que sempre sofreu de fortes cólicas menstruais e que, há sete anos, após passar por vários médicos que não identificavam a causa das dores, descobriu que tinha endometriose severa a partir de uma videolaparoscopia realizada pelo Hospital Pérola Byington. "Foi o que me salvou", disse a paciente, mãe de uma menina de 17 anos.



"Ficava estressada, nervosa e irritada por não saber o que era. Costumava ficar sete dias dolorida e não levantava nem para fazer café para as visitas. A dor não passava mesmo quando tomava Buscopan na veia", relatou.



Depois que o diagnóstico foi dado, Silvana começou um tratamento que interrompe a menstruação de forma contínua e se viu livre das dores crônicas de 12 anos.



Fisioterapia no alívio da dor
Em casos em que a dor persiste mesmo com tratamento médico, ou se a paciente deseja interromper a medicação para engravidar, a fisioterapia pode ser uma alternativa no alívio da dor, a qual, se não controlada, constitui um potente agente causador de estresse.



Através de exercícios físicos como alongamento, eletroterapia, técnicas específicas de massagem, exercícios respiratórios e relaxamento, a qualidade de vida da paciente pode ser restabelecida de forma saudável e sem contra-indicação, segundo a fisioterapeuta Karina Friggi Sebe Petrelluzzi, que abordou o assunto em sua tese de mestrado, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



A Unicamp realiza esse tipo de atendimento a pacientes de endometriose há alguns anos pelo serviço de fisioterapia do CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), de forma bem-sucedida.



Nos mesmos moldes da Unicamp, a clínica de fisioterapia da Universidade São Marcos iniciou, neste semestre, um atendimento gratuito a pacientes de endometriose em São Paulo. "A intenção do programa é basicamente melhorar a qualidade de vida dessas mulheres", explicou Petrelluzzi. Em conjunto com a fisioterapia, as pacientes também recebem auxílio psicológico de profissionais voluntários.



"Muitas vezes a dor não some totalmente, mas [o tratamento] muda a forma da paciente enfrentá-la. Ela passa a enxergar a doença de outra maneira", disse a fisioterapeuta, que acompanhou os atendimentos em Campinas e agora integra a equipe de São Paulo.



Serviço

Hospital Pérola Byington

Rua Brigadeiro Luís Antônio, 683

Telefones: 11 3112-1181 ou 11 3242-3433



Clínica de Fisioterapia da Universidade São Marcos

Rua Clóvis Bueno de Azevedo, 145 - Ipiranga

Telefones: 11 6846-5310 ou 11 3491-0500

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Fisioterapia Pneumofuncional nas Complicações Pulmonares do Pós – Operatório de Gastrectomia

A gastrectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada parcial ou total do estômago, refazendo o trânsito gastrointestinal através da anastomose com o duodeno (Billroth I - BI) ou jejuno (Billroth II - BII). 1 A gastrectomia e o controle loco regional através da linfadenectomia para os tumores gástricos permanece como a melhor possibilidade de cura para o câncer gástrico.

Há basicamente duas classificações para a gastrectomia: Billroth I, e Billroth II. A cirurgia ainda é o único procedimento quando o tratamento médico para complicações de úlcera péptica (perfurações, estenoses, hemorragias não controladas) ou para o carcinoma gástrico não foi bem sucedido, e atualmente tem sido utilizada como terapia para a obesidade do tipo mórbida. 2,3


O câncer gástrico é o tumor mais freqüente em muitas partes do mundo como Japão, China, Leste da Ásia e Rússia. Em outras partes, como na Europa e na América Latina, embora não seja a localização mais freqüente, apresenta, ainda assim, taxa de incidência elevada. 9


No Brasil, em Belém (1989) e Fortaleza (1985), o câncer gástrico é a primeira causa de incidência de câncer em homens; é a segunda em Campinas (1992) e a terceira em Porto Alegre (1991) e Goiânia (1991). Entre as mulheres, o câncer gástrico está entre os cinco cânceres mais freqüentes em todas as regiões do País (Ministério da Saúde, 1995).10

A maioria dos pacientes no período pós-operatório de cirurgia abdominal alta, como: gastrectomia total queixam-se de dor, levando o paciente a adquirir uma respiração superficial, conseqüentemente diminuição da capacidade vital, capacidade residual funcional, retenção de secreção e atelectasia5. Estas alterações precisam ser minimizadas o mais precocemente possível, tanto pela conduta analgésica adequada, quanto pela intervenção da fisioterapia pneumofuncional.

As complicações pulmonares estão entre as maiores causas de mortalidade e morbidade após cirurgia abdominal alta. 11,12,15 A taxa de incidência destas complicações depende da presença de fatores de risco do local da cirurgia e do critério usado para definir as complicações pulmonares pós-operatórias (CPP). 13,14

As complicações pulmonares são freqüentes no pós-operatório de qualquer cirurgia, porém sua incidência é maior em cirurgias torácicas e abdominais. As cirurgias abdominais, realizadas por incisão acima da cicatriz umbilical, têm uma incidência de complicações pulmonares maior que as que envolvem incisão abaixo desta. Essas complicações, ocorrem devido atingir a integridade da musculatura abdominal, levando a alterações nos os volumes e forças pulmonares, devido a diminuição da contração muscular, alteração do acoplamento entre o tórax e o abdome, dor, ou inibição reflexa, propiciando o aparecimento de complicações pulmonares.16 Os comprometimentos estão relacionados a alterações da função pulmonar, com redução da Capacidade Residual Funcional (CRF), Capacidade Vital Forçada (CVF) e Pressão parcial de oxigênio (PaO2). Estas alterações são conseqüentes à insuflação pulmonar inadequada decorrente do aumento da freqüência respiratória e do monótono padrão respiratório com respiração superficial sem suspiros durante o ato anestésico e período pós-operatório imediato. 12,13. A disfunção diafragmática temporária, com longos períodos em decúbito dorsal horizontal, a dor na ferida operatória e os efeitos residuais dos anestésicos também contribuem para diminuição da CRF. 12 A diminuição dos volumes expiratórios está associada à diminuição da complacência pulmonar, o que aumenta o trabalho elástico do pulmão. Para minimizar este trabalho os pacientes apresentam respiração superficial e aumento da freqüência respiratória, podendo assim diminuir o volume pulmonar. 12,17,18

As principais complicações pulmonares encontradas no pós-operatório são: diminuição da clearance mucociliar, diminuição da efetividade da tosse levando ao aumento de secreções pulmonares, atelectasia, infecção traqueobrônquica, pneumonia, insuficiência respiratória aguda, ventilação mecânica e/ou intubação orotraqueal prolongadas e broncoespasmo. 12,13,16,19

A ocorrência destas complicações está intimamente ligada à existência de fatores de risco pré-operatórios que são amplamente estudados na literatura. Entre eles, destacam-se: idade avançada, presença de doença pulmonar prévia ou outras doenças clínicas, tabagismo intenso, obesidade, desnutrição, tipo de anestesia, tempo de cirurgia e técnica cirúrgica empregada, valores espirométricos anormais, capacidade diminuída ao exercício e tempo de internação pré-operatório prolongado. 1,9

As escalas de risco cirúrgico aglutinam fatores que predispõem a ocorrência de complicações no pós-operatório e permitem calcular a chance ou a probabilidade que um paciente tem de desenvolvê-las. Elas vêm sendo formuladas há várias décadas, de modo que, identificando pacientes de alto risco, pode-se prepará-los da melhor maneira possível, tentando evitar, assim, que desenvolvam tais complicações.10,13 Não há dúvidas que a incidência de complicação pulmonar no período pós-operatório está estreitamente relacionada com a presença de fatores de risco relacionados com a anestesia instituída, com o ato operatório e com características inerentes a cada paciente e que na maioria das vezes já são reconhecidas no período pré-operatório. 22,23

A fisioterapia pnemofuncional é muito ampla na prática profissional, e pode atuar tanto na prevenção quanto no tratamento de pacientes de todas as idades com distúrbios pulmonares agudos ou crônicos, cirurgias abdominais e torácicas entre outros, utilizando-se de diversas técnicas e procedimentos terapêuticos, com objetivo de estabelecer ou restabelecer um padrão respiratório funcional, no intuito de reduzir os gastos energéticos durante a respiração, capacitando o indivíduo a realizar as mais diferentes atividades de vida diária sem promover grandes transtornos e repercussões negativas em seu organismo. 26

Vários estudos relatam o uso de incentivador respiratório (IR), ventilação não invasiva (VNI), como CPAP E RPPI, e respiração profunda com tosse assistida para prevenir complicações pulmonares pós-operatório em cirurgia abdominal alta. 1,2,13,15Além de trabalho de desobstrução brônquica se houver necessidade.24

Manobras de incremento a expansão pulmonar são realizadas, em geral, em pacientes cirúrgicos com o objetivo de minimizar a redução dos volumes e capacidades respiratórias, garantindo a adequada troca gasosa. No conjunto dessas manobras temos: os exercícios respiratórios realizados de maneira voluntária e controlada, dentre os quais destacam-se os do tipo diafragmático, de expansão torácica, suspiros inspiratórios, inspiração máxima e expiração abreviada.

Dentro das técnicas e manobras respiratórias utilizadas no tratamento, podemos citar: espirometria de incentivo, realizada de maneira ativa para ganho de volumes pulmonares; terapia com pressão positiva no final da expiração – EPAP, pressão positiva intermitente – RPPI, pressão positiva contínua nas vias aéreas - CPAP e pressão com dois níveis – inspiratória e expiratória; vibração, percussão torácica -deslocamento de secreção-; drenagem postural -mobilização da secreção-, pressão expiratória -desinsuflação dos pulmões e melhora da ventilação-; aceleração do fluxo expiratório - AFE - aumento da velocidade de expiração e higienização brônquica; aerossolterapia. 25

As orientações fisioterapêuticas incluem, exercícios respiratórios, entre eles estão os exercícios diafragmáticos, respiração fracionada, respiração passiva, inspiração contra resistência, exercícios de membros superiores e inferiores, consciência postural; ensinar ao paciente consciência da respiração e da relação entre movimentos torácicos, abdominais e do ar; orientar quanto ao uso do Respiron para melhorar a capacidade de ventilação dos pulmões; garantir bons movimentos das costelas e se há movimentos torácicos e abdominais sincronizados; orientar a importância da tosse para remoção da secreção e convencer o paciente que esta não causa lesões pós-operatórias; expandir o tecido do pulmão e estimular esforços máximos inspiratórios; prevenir o colapso pulmonar e ajudar o paciente a realizar os exercícios respiratórios e eliminar o excesso de secreção pulmonar; manter mobilidade suficiente para prevenir complicações circulatórias e movimentos restritos do tórax, cintura escapular e de membros superiores; ajudar para que o paciente volte a uma boa postura, livres de dor e a ter uma vida tão plena e independente possível.


Objetivo

Revisar na literatura a atuação fisioterapeuta nas complicações respiratórias do pós- operatório de gastrectomia.



Metodologia

Foi realizado uma revisão de literatura nos acervos da biblioteca central da Universidade da Amazônia - UNAMA e biblioteca virtual, no período de 20 de maio a 6 de junho de 2006. Tendo suas referências obtidas através de pesquisa por meio de sites de busca, artigos científicos, revistas científicas e livros. As palavras chaves utilizadas foram: gastrectomia, fisioterapia na gastrectomia e complicações do pós-operatório de gastrectomia. Não havendo critérios para exclusão quanto ao ano de publicação e os idiomas dos artigos.



Discussão

Ao serem submetidos à gastrectomia, pacientes obesos são mais suscetíveis às repercussões pulmonares ocasionadas pela anestesia e pelo próprio procedimento cirúrgico.4,5No obeso, a anestesia acentua a redução da capacidade residual funcional, promovendo o fechamento precoce das pequenas vias aéreas, o que acarreta maior grau de hipoxemia que no doente não obeso e maior incidência de atelectasias.4,5 No pós-operatório de gastrectomia em doentes não obesos ocorrem alterações da mecânica respiratória, padrão respiratório, trocas gasosas e mecanismos de defesa pulmonar, propiciando o aparecimento de complicações pulmonares pós-operatórias (CPP) 17-18. Havendo variabilidade das medidas de CV, PImáx e PEmáx pré-operatórias, sendo que a CV declina exponencialmente com o aumento do IMC. 31

Poucos são os estudos que abordam as alterações pulmonares no pós-operatório de gastrectomia. 27,28,29 Ebeo, em 2002, comparou a função pulmonar nos períodos pré e pós-operatório observou redução de até 55% na capacidade vital forçada e no volume expiratório forçado

O índice diafragmático pode refletir esta alteração do padrão respiratório, pois apesar de não ser ainda um índice validado na literatura, Chiavegato, em 2000, demonstrou através de estudos com a alteração do padrão respiratório e o predomínio da respiração costal no pós-operatório.30

Com relação à idade, pacientes com idade era superior a 56 anos têm maior incidência de complicação pulmonar no pós-operatório. Porém a coexistência de outras doenças clínicas é que determina maior incidência de complicações pulmonares pós-operatórias. 20,21

Para Wu et al., o sexo, a ressecção associada de múltiplos órgãos, as doenças do sistema respiratório e a localização do tumor gástrico foram os fatores de maior relevância na morbidade operatória. 34Apesar dos avanços técnicos da cirurgia gástrica, a morbidade cirúrgica no tratamento do câncer gástrico em grandes centros permanece alta, sendo descritas taxas que variam entre 19% e 63%, e uma mortalidade relacionada à cirurgia variando entre 1,7% e 11,4%.A ressecção completa do tumor gástrico permanece como a única chance de cura para os pacientes com câncer gástrico. 32,33



Conclusão

A fisioterapia pré e pós-operatória é de suma importância para a prevenção e diminuição possíveis de complicações, devendo ser instituída o quanto antes, melhorando assim a capacidade inspiratória, mecânica respiratória, prevenção e solução de atelectasias por hipoventilação, evolução e supervisão. Entretanto, mais estudos tornam-se necessários para avaliar o real papel da fisioterapia na recuperação precoce da função pulmonar


Referências Bibliográficas

1- PAPINI-BERTO S.J, et al1. Arq. Gastroenterol. v.39 n.1 São Paulo jan./mar. 2002

2- Disponível em: http://www.atlanticaeditora.com.br/pagina.asp?cop=94. Acesso em: 22 de maio de 2006

3- Disponível em: http://www.hospitalsamaritano.com.br/boletimcentroestudos/3/respiratoria.htm Acesso em: 22 de maio de 2006

4- Babatunde O, Jones SB, Jones DB, Provost D, Whitten C. Anesthetic considerations for bariatric surgery. Anesth Analg 2002, 95:1793-805.

5- Eichenberger AS, Proietti S, Wicky S, Frascarolo P, Suter M, Spahn D et al. Morbid obesity and postoperative pulmonary atelectasis: an underestimated problem. Anesth Analg 2002, 95:1788-92.

6-Craven JL, Evans GA, Daventport PJ. Williams RHP. The evaluation of incentive spirometry in the management of postoperative pulmonary complications. Br J Surg 1974;61:793-797.

7-. Iverson LIG, Ecker RR, fox HE, May IA. A comparative study of IPPB, The incentive spirometer, and blow bottles: the prevention of atelectasis following cardiac surgery. Ann Thorac Surg 1978;35:197-200.

8-. Celli Br, Rodriguez KS, Snider GL. A controlled trial of intermitent positive pressure breathing, incentive spirometry and deep breathing excercises in preventing pulmonary complication after abdominal surgery Am. Rev Respir Dis 1984; 130:12-15.

9- Muñoz et al., 1968; Mirvish, 1983; Parkin et al., 1988

10- Andréia R.A, et al. Cad. Saúde Pública v.13 supl.1 Rio de Janeiro 1997

11- Ford GT, Rosenal TW, Clergue F, Whitelaw W. Respiratory physiology in upper abdominal surgery. Clin Chest Med 1993; 14:237-51.

12- Stock MC, Downs JB, Gauer PK, Alster JM, Imrey PB. Prevention of postoperative pulmonary complications with epap, incentive spirometry and conservative therapy. Chest 1985; 87:151-7.

13- Overend TJ, Anderson CM, Lucy SD, Bhatia C, Jonsson BI, Timmermans C. The Effect of incentive spirometry on postoperative pulmonary complications. Chest 2001; 120:971-8.

14- Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-86502005000700012. Acesso em: 22 de maio de 2006

15- Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-69912006000100011&lng=en&nrm=&tlng=pt. Acesso em: 22 de maio de 2006
16- Disponível em http://www.hospitalsamaritano.com.br/boletimcentroestudos/3/respiratoria.htm. Acesso em: 22 de maio de 2006

17- Jung R, Winght J, Nusser R, Rossof L. Comparasion of three methods of respiratory care following upper abdominal surgery. Chest 1980; 78:31-5.

18-Bach J. Brougher P, Hess DR. et al. Consensus conference: noninvasive postive pressure ventilation. Respir Care 1997; 42:364-69.

19- Ricksten SE, Bengtsson A, Soderberg C, Thorden M, Kvist H. Effects of periodic positive airway pressure by mask on postoperative pulmonary function. Chest 1986; 89:774-81.

20- Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302002000300032&lng=es&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 22 de maio de 2006

21- Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-69912006000100011&lng=en&nrm=&tlng=pt Acesso em: 22 de maio de 2006

22- Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302002000300032&lng=es&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 22 de maio de 2006

23- Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-69912006000100011&lng=en&nrm=&tlng=pt. Acesso em: 22 de maio de 2006

24- Disponível em: http://www.hcanc.org.br/acta/acta02_19.html. Acesso em: 22 de maio de 2006

25- Disponível em http://www.fisiorespiratoria.com.br/bd/INTEGRA.asp?AUTO=18: Acesso em: 22 de maio de 2006

26- Dra. Monique Sanches e Mendonça

27. Dumont L, Mattys M, Mardirosoff C, Picard V, Allé JL, Massaut J. Changes in pulmonary mechanics during laparoscopic gastroplasty in morbdly obese patients. Acta Anaesth Scan 1997, 41:408-13.

28. Sprung J, Whalley DG, Falcone T, Wilks W, Navratil JE, Bourke DL. The effects of tidal volume and respiratory rate on oxigenation and respiratory mechanics during laparoscopy in morbdly obese patients. Anesth Analg 2003, 97:268-74.

29. Ebeo CT, Benotti PN, Byrd RA. The effect of bi-level positive airway pressure on postoperative pulmonary function following gastric surgery for obesity. Respir Med 2002, 96:672-6.

30- . Chiavegato LD, Jardim JR, Faresin SM, Juliano Y. Alterações funcionais.1998

31- 10-Denise de Moraes Paisani; Luciana Dias Chiavegato; Sonia Maria Faresin. Volumes, capacidades pulmonares e força muscular respiratória no pós-operatório de gastroplastia J. bras. pneumol. vol.31 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2005

32. Ocaña LFO, Cárdenas SAC, Crocifoglio VA, et al. Preoperative multivariate prediction of morbidity after gastrectomy for adenocarcinoma. Ann Surg Oncol 2000;7:281-8.

33. Maruyama K, Sasako M, Kinoshita T, et al. Should systematic lymph node dissection be recommended for gastric cancer? Eur J Cancer 1998;34:1480-9.

34- Degiuli M, Sasako M, Ponti A, et al. Morbidity and mortality after D2 gastrectomy for gastric cancer: results of the Italian Gastric Cancer Study Group Prospective Multicenter Surgical Study. J Clin Oncol 1998;16:1490-3.

sábado, 13 de outubro de 2007

Fisioterapia em Geriatria - Aprenda!!!

Definição

Diferencia-se a idade entre cronológica, biológica além de psicológica, social e funcional (Singer, 1981).

Portanto é empírico afirmar com quantos anos se atinge a chamada "terceira idade". O que se pode afirmar é que a prática de atividade física regular através do tempo, tende a retardar a chegada dessa "terceira idade" por prolongar as capacidades funcionais normais do indivíduo devido à manutenção sadia das estruturas do organismo (qualidade de vida).

Segundo Nicola (1986), existem quatro etapas de envelhecimento, diferenciadas da seguinte forma:

-Idade do meio ou crítica - dos 45 aos 60 anos, aproximadamente - Encontram-se os primeiros sinais de envelhecimento, que representam freqüentemente uma tendência ou predisposição ao aparecimento de doenças;

-Senescência gradual - dos 60 aos 70 anos, aproximadamente - É caracterizada pelo aparecimento de alterações fisiológicas e funcionais instaladas, típicas da idade avançada;

-Velhice - Nesta idade, que se inicia por volta dos 70 anos, está-se frente ao velho ou ancião no sentido estrito;

-Longevo - ou grande velho - Aquele com mais de 90 anos.

De maneira geral, os estudiosos em gerontologia são unânimes em salientar que a idade cronológica não corresponde à idade biológica, e essa classificação é utilizada como uma orientação para o profissional quanto a maneira de se abordar a problemática apresentada pelo indivíduo: se preventiva, reabilitativa ou paliativa.



Dentre os vários conceitos sobre envelhecimento, destaca-se o seguinte:

-Envelhecimento é a conseqüência de alterações, que os indivíduos demonstram, de forma característica, com progresso do tempo, da idade adulta até o fim da vida (Singer, 1981).

Várias são as teorias que tentam explicar cientificamente o fenômeno do envelhecimento, entre elas estão:

-Teoria dos distúrbios no mecanismo de reparação do DNA (Strehler, 1976);

-Teoria de erros nas funções celulares fundamentais (Hahn, 1979);

-Teoria dos radicais livres, que surgem na presença do Oxigênio e atacam as membranas celulares causando envelhecimento;

-Teoria do stress (fase de alarme, fase de resistência, fase de esgotamento). A fase de esgotamento consistiria no envelhecimento, caracterizado por uma diminuição da resistência (Selye em Plat 1976, Selye em Rotzsch 1982).



Objetivos e benefícios

Várias pesquisas comprovam que a atividade física, seja ela qual for, desde que bem orientada, promove benefícios a saúde.

Recentemente documentou-se a importância da força para a manutenção da homeostase e hemodinâmica na vida diária. Ou seja, idosos com pouca força muscular apresentaram aumento acentuado na freqüência cardíaca e pressão arterial. Isso devido à falta de força fazer com que atividades comuns no cotidiano tornem-se esforços de alta intensidade (Chwalbinska, Moneta, et. ali, 1989 apud Santerém).



Os principais objetivos e benefícios da ginástica na terceira idade são:

-Manutenção da massa magra (músculos) torna o idoso apto a realizar tarefas diárias que exigem maior intensidade de força, tais como: subir escadas, carregar objetos, sentar e levantar de alturas relativamente baixas, dar pequenos piques etc. Todas essas tarefas são muito mais comuns para o idoso, do que correr ou nadar longas distâncias;

-Manutenção de um alto metabolismo basal, devido à massa magra, evitando assim obesidade e suas conseqüências;

-Prevenção de doenças crônico-degenerativas, tais como: osteoporose, por influenciar positivamente na mineralização e na matriz óssea;

-Fator psicológico: desenvolve a alta estima aumentando a vaidade e a vontade de viver;



A ginástica na terceira idade também previne e combate doenças como:

-Diabetes: é uma patologia que tende a afetar as pessoas com o passar do tempo. Principalmente a diabete do tipo 2, que é aquela onde o pâncreas produz quantidade insuficiente de insulina. A atividade física estimula a produção e secreção de insulina pelo pâncreas, diminuindo a necessidade de administração exógena. Deve haver um perfeito equilíbrio entre dieta, exercício e insulina.

-Varizes: doença de grande influência genética que atinge tanto jovens quanto idosos. Porém com o passar dos anos, esta passa a incomodar mais. A prática de exercícios (principalmente com pesos) produz dilatação das veias periféricas normais, beneficiando a circulação sangüínea, diminuindo a sensação dolorosa e de peso nas pernas.

A atividade física interage para uma melhor função do organismo idoso, levantando-se as seguintes considerações: o tempo altera o desempenho físico, mas a prática regular de atividades físicas restringe tal alteração e, mesmo que não assegure o prolongamento do tempo de vida, garante o aumento do tempo da juventude, oferecendo proteção à saúde nas fases subseqüentes da vida, contribuindo para a recuperação de determinadas funções orgânicas, levando consequentemente a uma organização fisiológica, sendo um dos melhores remédios para combater as doenças hipocinéticas, geradas pela inatividade da vida moderna.



Fatores a serem trabalhados

-Reeducação postural;

-Força muscular;

-Mobilidade articular;

-Equilíbrio;

-Coordenação;

-Capacidade aeróbia;

-Respiração;

-Relaxamento.



Movimentos prejudiciais

-Flexão total dos joelhos;

-Tocar os dedos do pé com as pernas estendidas e os joelhos travados;

-Flexões da cabeça para trás;

-Movimentos rápidos ou abruptos;

-Qualquer movimento de alongamento ou balanço envolvendo duas pessoas;

-Estender exageradamente os joelhos para frente;

-Atividades de alto impacto;

-Sentar-se com as pernas estendidas;

-Prender a respiração durante o exercício;

-Abaixar o tronco e a cabeça abaixo da linha da cintura;

-Sentar-se ou levantar-se imediatamente após o exercício.



Estrutura da aula

Segundo Edna Otto (1987), o tipo ideal para uma sessão de ginástica para terceira idade é de 30 a 40 minutos:

Parte Inicial (Aquecimento): 5 a 10 minutos;

Parte Principal: 20 minutos;

Parte final: 5 a 10 minutos.



Referências

Rarechbach, R. (1990) Atividade Física para Terceira Idade

1ª Edição. São Paulo: Editora Louise.

Wagon, Y.; Théberges, S.; Orban W. A. R. Manual de Ginástica e Bem

Estar para a Terceira Idade. São Paulo: Editora Marco Zero

Guedes Jr, D. P. (1997) Personal Training na Musculação. Rio de Janeiro: Editora Ney Pereira.

Homenagem aos grandes profissionais, Fisioterapeutas!!!



Uma homenagem do BLOG FACA FISIOTERAPIA para esses profissionais sensacionais que melhoram a qualidade de vida de milhoes de pessoas em todo o mundo!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Atuação do fisioterapeuta no hospital

Os principais objetivos da atuação do fisioterapeuta em um hospital são os de minimizar os efeitos da imobilidade no leito, prevenir e/ou tratar as complicações respiratórias e motoras. Bem como promover integração sensória motora e cognitiva.
O paciente seja ele clínico ou cirúrgico pode apresentar-se em diversas condições de saúde, com isso, conforme as necessidades apresentadas pela criança prioriza-se determinadas técnicas, visando maior efetividade nas condutas e na utilização dos recursos disponíveis. Dessa maneira participa-se ativamente na recuperação do paciente, e conseqüente redução no seu período de permanência de internação hospitalar.
Como conseqüência da imobilização, o paciente torna-se descondicionado, o que reduz sua capacidade de executar exercício aeróbico diminui sua tolerância aos esforços e pode comprometer o desmame de pacientes submetidos a períodos prolongados de ventilação mecânica. A imobilização mais a incapacidade de deslocar secreção pulmonar adequadamente favorece complicações respiratórias como atelectasias, pneumonias, às vezes necessitando de intubações e traqueostomias. A fisioterapia está indicada objetivando higiene brônquica, melhora da oxigenação, além da melhora da mecânica respiratória.
O prolongado tempo de internação, posicionamento inadequado com falta de mobilização predispõe a modificações morfológicas dos músculos e tecidos conjuntivos. Em alguns casos encontramos: alterações no alinhamento biomecânico, comprometimento de resistência cardiovascular, que ocorrem em exigências funcionais para realização de movimentos coordenados. Evoluindo com contraturas articulares, diminuição do trofismo e força muscular, e aparecimento de úlceras de pressão. O fisioterapeuta atuando sobre os efeitos deletérios da hipo ou inatividade do paciente acamado no âmbito hospitalar contribui na redução da taxa de mortalidade, taxa de infecção, tempo de permanência na UTI e no hospital, índice de complicações no pós-operatório.
Um outro fator essencial à criança é a estimulação adequada, pois o seu desenvolvimento está diretamente relacionado ao conhecimento adquirido através da vivência e experiência cotidiana, assim os diversos problemas vivenciados pela criança influem diretamente em seu bem estar presente e futuro.
É fundamental que o fisioterapeuta além da preocupação quanto a melhora da capacidade respiratória e motora, estimule os sistemas vestibular, auditivo, visual, táctil e proprioceptivo. Também orientar os pais em observar melhor seus filhos, chamando atenção nos gestos destas crianças, procurando resgatar: movimentos adequados com maior eficiência, favorecendo maior movimentação e promovendo o desenvolvimento da percepção espacial, consciência corporal, exploração do ambiente e interação social. Objetivando a incorporação destas combinações a vida cotidiana, antes que os modelos anormais se fixem.
Isso mostra a importância da intervenção precoce, orientando pais e a equipe multiprofissional, promovendo assim, um intercâmbio de informações dentro das unidades hospitalares com o intuito de sensibilizar a equipe em fazer a prevenção, cada qual em sua área, criando agentes mediadores, multiplicadores de informações, conceitos e metas em diversas especialidades, aumentando a abrangência dos programas de saúde, educando e informando os grupos de atendimento.
Interagir respeitando as características individuais através de um atendimento globalizado, sabendo-se que cada ser reage à mesma situação de maneira diferenciada, reconfortando o paciente e a família.

Bibliografia
AZEREDO, Carlos Alberto Caetano. Fisioterapia respiratória moderna. São Paulo: Manole, 2002.
BÈZIERS, Maria-Madeleine; HUNSINGER, Yva. O Bebê e a Coordenação Motora. 2º ed. São Paulo: Summus, 1994.
BIENFAIT, Marcel. Fisiologia da Terapia Manual. São Paulo: Summus, 2000.
CAMPIGNION, Philippe. Respirações - a respiração para uma vida saudável. São Paulo: Summus, 1998.
KNOBEL, Elias. Condutas nos pacientes graves. São Paulo: Atheneu,1998.
POSTIAUX, Guy. Fisioterapia respiratória pediátrica. 2º ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
PRYOR, Jennifer A.; WEBBER, Barbara A.. Fisioterapia para problemas respiratórios e cardíacos. 2º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
SANTOS, Ângela. A Biomecânica da Coordenação Motora. São Paulo: Summus.
SCANLAN, C.; WILKINS, R. L.; STOLLER, J. K.. Fundamentos da Terapia Respiratória de Egan. São Paulo: Manole, 2000.
TECKLIN, Jan Stephen. Fisioterapia Pediátrica. 3º ed. São Paulo: Artmed, 2003.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Exercícios trabalham força e alongamento e beneficiam a respiração e a postura

Quem nunca experimentou uma aula de ginástica terapêutica e assiste a uma sessão pode até mesmo pensar que a técnica não passa de um relaxamento. A realidade, no entanto, é bem diferente, e quem pratica o exercício tem na ponta da língua uma lista de benefícios proporcionados.

Há seis meses, cerca de 60 pessoas vão ao Parque do Sabiá duas vezes por semana para participar gratuitamente da atividade, promovida pela Prefeitura, cujo principal objetivo é integrar corpo e mente. Uma delas, a dona de casa Lourdes Maria de Freitas e Silva, há dois meses trocou a caminhada habitual pela ginástica terapêutica e não se arrepende. "É maravilhoso. Em pouco tempo já percebi que minha coordenação motora melhorou, além de estar mais bem disposta", destaca.

A professora de Educação Física da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) Caroline Alves explicou que os exercícios são leves, mas trabalham a força e alongamento. "O principal foco são a respiração e a postura. Em duas aulas de 40 minutos cada, os benefícios já começam a fazer diferença, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio e concentração. Pode até ser que a pessoa não sinta, mas nós percebemos", esclarece.

Para outra professora de Educação Física da Futel Luciana Delibo, além do lado físico, o projeto também tem um aspecto social. "Muitos vêm pelo convívio com os colegas. Isso é importante porque promove qualidade de vida", avalia. É este o motivo para a dona de casa Fátima Maria Parreira não faltar nenhuma aula. "O companheirismo e a amizade entre nós me deixam mais feliz", opina.

Métodos

A ginástica chinesa Lian Gong, que trabalha a consciência corporal, é a base das aulas, mas outras técnicas são incorporadas. "Utilizamos outros métodos que seguem o mesmo princípio, como o Pilates de solo e a Eutonia", conta Caroline Alves. O primeiro melhora a flexibilidade, sem gerar a hipertrofia muscular, ou seja, o ganho de músculos, e a Eutonia amplia a percepção corporal com a utilização de pequenos objetos. "Também mesclamos um pouco de ginástica localizada", explica a professora, ressaltando que, embora a função da atividade não seja promover a perda de peso, ela auxilia no ganho de massa magra.

A turma de segunda e quarta-feira, às 7h, está cheia e tem uma lista de espera de aproximadamente 10 pessoas. Devido à grande procura, porém, a Prefeitura abriu outra uma, na terça e quinta-feira, às 8h. Qualquer pessoa pode participar da ginástica terapêutica e quem se interessar deve procurar as professoras de Educação Física no próprio parque. "A intenção é aumentar ainda mais as turmas, à medida que a procura crescer e mais materiais forem disponibilizados", enfatizou Caroline Alves.

Não existem restrições na prática da atividade, mas os interessados são submetidos a uma avaliação física antes de iniciar as aulas. "Em caso de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, pedimos a apresentação de um atestado médico", complementou Luciana Delibo.

Lian Gong

O Lian Gong é uma prática corporal chinesa, elaborada na década de 70 pelo médico ortopedista Zhuang Yuan Ming. O método é composto por 18 exercícios, divididos em duas partes. A primeira trata e previne desequilíbrios e dores no corpo; a segunda trata as tenossinovites e disfunções dos órgãos internos e previne dores nas extremidades das articulações.

Pilates

O método Pilates é um sistema de exercícios elaborado pelo alemão Joseph H. Pilates no início do século 20. É indicado para reabilitação física, condicionamento físico geral e bem-estar, além de proporcionar a melhoria da concentração, coordenação motora e consciência corporal.

Eutonia

A Eutonia (do grego eu: bom, harmonioso; e do latim tônus: tensão), é um método desenvolvido por Gerda Alexander na Alemanha. O princípio principal é tomar consciência do corpo para aprender a economizar energia e equilibrar as tensões, reconhecendo as necessidades de atividade, de descanso e incorporando hábitos saudáveis.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Tratamento da Sindrome do Panico

É importante ter em mente que o paciente deve ser sempre muito bem orientado sobre os passos, o tipo e a natureza do tratamento a que está sendo submetido. Ele deve conhecer as características dos medicamentos utilizados, suas ações e efeitos adversos, bem como o tempo previsto para sua ação terapêutica e a previsão de tempo de uso.

Os sintomas ansiosos e físicos desaparecerão com o tratamento. A base da terapia consiste no uso de antidepressivos, com ou sem o auxílio de ansiolíticos. Primeiro porque alguns antidepressivos já têm um excelente efeito ansiolítico, e em segundo lugar porque nem sempre a freqüência das crises de pânico exige o uso de ansiolíticos.

Caso sejam necessários, os ansiolíticos serão empregados para alívio mais rápido de sintomas físicos e ansiosos, os quais normalmente se constituem na principal queixa que motiva a consulta, por um período mais curto. O medicamento de uso mais prolongado e continuado será sempre o antidepressivo.

Atualmente, existem três classes de medicamentos disponíveis para o tratamento da síndrome do pânico: antidepressivos, ansiolíticos e betabloqueadores. O tratamento não-medicamentoso também é de extrema importância, como por exemplo, a terapia cognitiva e comportamental. Precisam ser considerados os riscos e benefícios, os custos e a eficácia de cada um desses tratamentos. A taxa de resposta ao tratamento varia entre 50% e 80%.

1. Antidepressivos Tricíclicos

Os objetivos principais do tratamento da síndrome do pânico com antidepressivos tricíclicos também objetivam reduzir a intensidade e a freqüência dos ataques de pânico, a ansiedade antecipatória e a depressão associada. Geralmente, esses agentes também devem levar à redução da agorafobia. Trata-se do grupo de medicações com maior experiência acumulada (mais de 30 anos) no tratamento dessa síndrome, sendo possivelmente o tratamento de maior eficácia.

Atualmente são considerados medicações de segunda escolha, porém isso se deve basicamente à maior incidência de efeitos colaterais (boca seca, constipação intestinal, arritmias cardíacas, entre outros) e, principalmente, ao ganho de peso e disfunções sexuais associados. Dessa forma, muitos pacientes interrompem o tratamento e acabam apresentando retorno dos sintomas.

Os estudos mostram uma resposta definida como remissão completa das crises de pânico ou redução de até 80% no número de crises. Os tricíclicos imipramina e clomipramina são eficazes no tratamento das crises de pânico sem ou com agorafobia. A clomipramina parece ser a mais eficaz.

Esses antidepressivos apresentam como vantagens: dose única ao dia; baixo risco de dependência; baixo custo; e eficácia comprovada. É importante o conhecimento do período de latência para a obtenção dos resultados terapêuticos. Normalmente estes resultados são obtidos após um período de 15 dias de utilização da droga e, não raro, podendo chegar até 30 dias.


2. Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina

Os objetivos e resultados do tratamento com medicamentos desse grupo são os mesmos apontados com relação aos tricíclicos. Eles não apresentam a maioria dos efeitos colaterais encontrados nos antidepressivos tricíclicos e, embora alguns deles tornem o ato sexual mais prolongado, decididamente não influem tanto na libido. Esses antidepressivos não apresentam interações com o álcool, portanto, limitam menos o nível de interação social dos pacientes.

Estudos realizados por períodos de até um ano demonstram que a maioria desses medicamentos não causa ganho de peso, ao contrário do que ocorre em muitos pacientes em uso de antidepressivos tricíclicos.

Os efeitos antipânico dos ISRS começam a ser observados de 2 a 4 semanas após o início do tratamento, normalmente após a segunda semana. O efeito máximo ocorre após 5-6 semanas de uso.

Os benzodiazepínicos (ansiolíticos) apresentam rápido início de ação, podendo ser usados para tratar as crises de pânico. Para a maioria dos psiquiatras, os ansiolíticos podem ser ótimos ajudantes no tratamento, principalmente enquanto os antidepressivos ainda não fizeram seu efeito esperado. No entanto, esses medicamentos apresentam efeito em nível dos sintomas, sem ação curativa.

Por causa disso, muitos pacientes confundem o uso dos ansiolíticos prescritos pelo médico como se fossem indicados na modalidade "se necessário", o que é errado. Quando prescritos, eles podem ser imprescindíveis, devendo ser tomados em doses diárias regulares, conforme a prescrição. Na maioria das vezes, devem ser suspensos tão logo sejam desnecessários.

O risco mais grave com esses medicamentos é o da dependência. Sintomas de abstinência ou recorrência dos sintomas de pânico, durante a diminuição abrupta da droga, são um risco do tratamento em longo prazo.

As propriedades sedativas dos benzodiazepínicos são facilmente reconhecidas, incluindo a inibição da resposta emocional excessiva a estímulos normais, bem como a redução da resposta emocional apropriada a estímulos excessivos. Vários trabalhos vêm mostrando que os benzodiazepínicos são drogas bastante eficazes no tratamento de diversos quadros de ansiedade, destacando-se a síndrome do pânico.

Pesquisar este blog

Carregando...
 

Shopping