quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A IMPORTÂNCIA DE TER UM ABDOMÊN BEM TRABALHADO

A IMPORTÂNCIA DE TER UM ABDOMÊN BEM TRABALHADO
 
 
O desenvolvimento da parede abdominal constitui um dos objetivos básicos da maioria dos programas de exercícios de condição física geral. No entanto, muitos indivíduos têm como único objetivo ter uma "barriga de tanquinho", e não sabem o porque da importância de ter uma musculatura abdominal bem desenvolvida. Na mulher, o trabalho abdominal assume particular destaque, nomeadamente após algumas condições específicas da mulher, tais como a gravidez e parto, devendo, no entanto, ser encarado com certo cuidado, dado ao fato de estar associado ao aumento da pressão intra-abdominal e ao possível desencadeamento da condição clínica de incontinência urinária de esforço.
 
 
ANATOMIA DA MUSCULATURA ABDOMINAL
 
O abdômen humano é a parte do tronco entre o tórax e a pelve (quadril). É a maior cavidade que temos no nosso corpo. Ele "guarda" a grande maioria dos órgãos, como o estômago, intestino delgado, fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, bexiga, útero, óvarios; além da arteria aorta abdominal e da veia cava inferior. O abdomên não apresenta arcabouço ósseo, tendo suas estrutura composta por paredes musculares. Apenas a parte posterior é formada pelas vértebras, de T12 até a última sacral, pois há uma continuidade entre o abdomên e a pelve.
 
O abdômen se subdivide em reto abdominal, os oblíquos interno e externo do abdômen e o transverso do abdômen.
 
O reto abdominal segue pelas quinta, sexta e sétima costelas e o processo xifóide do esterno à sínfise púbica. Ele flexiona as colunas lombar e torácica. Ou seja, ele realiza a flexão do tronco e do quadril.
 
O obliquo externo do abdômen segue entre os ângulos inferiores das últimas oito costelas ao ângulo externo da metade média da crista ilíaca. Ele flexiona contralateralmente (para o lado oposto) e faz a rotação das colunas lombar e torácica. O oblíquo interno do abdômen segue entre o ângulo exterior do meio dos dois terços da crista ilíaca e as sétima, oitava e nona costelas. Ele flexiona e, ipsilateralmente (para o mesmo lado), faz a rotação das colunas lombar e torácica.
 
O transverso do abdômen segue entre as seis costelas inferiores e a metade média do ângulo interno da crista ilíaca, a linha Alba (formada pela face sobreposta dos músculos abdominais) e o púbis. Sua principal função, envolvendo a coluna vertebral, é a de auxiliar a rotação lateral ipsilateral das colunas torácica e lombar. Além de promover a contenção dos órgãos e vísceras e auxiliar o diafragma no movimento respiratório.
 
A musculatura abdominal é responsável pela manutenção de nossa postura, associada à ação dos músculos eretores da coluna e dos membros inferiores. Alterações no padrão de força dessa musculatura podem prejudicar a postura, facilitando o aparecimento de eventuais problemas posturais e dores associadas.
 
 
Importância do Diafragma
 
O diafragma é um músculo estriado esquelético em forma de cúpula e é o principal responsável pela respiração humana (também é auxiliado pelos músculos intercostais e outros músculos acessórios); serve de fronteira entre a cavidade torácica e a abdominal; está coberto pelo peritônio em sua face inferior, e é adjacente à pleura parietal em sua face superior.
 
O diafragma possui tendões periféricos que se ligam anteriormente ao osso esterno ou ao processo xifóide do esterno; lateralmente às seis costelas inferiores (7ª, 8ª, 9ª e 10ª costelas, e ápices das 11ª e 12ª que são as costelas flutuantes) e às cartilagens costais correspondentes; e posteriormente às três vértebras lombares superiores.
 
Dos ligamentos periféricos saem feixes musculares que correm radialmente para unir-se no centro tendíneo. Os feixes musculares formam uma lâmina contínua, mas mesmo assim a musculatura do diafragma é dividida em três partes:
 
- a parte esternal, fixada na parte posterior do processo xifóide do esterno.
- a parte costal, cujos feixes se ligam às cartilagens costais inferiores e às costelas correspondentes. A lâmina muscular da parte costal se arruma de modo a formar um desenho "semi-esférico" como uma concha, que será as cúpulas diafragmáticas direita e esquerda.
- a parte lombar, que se liga às três vértebras lombares superiores, e forma os pilares diafragmáticos direito e esquerdo, que sobem para o centro tendíneo.
 
Superiormente ao diafragma, há os ligamentos frenicopericárdicos, que ligam a base do pericárdio à face superior do diafragma.

Aberturas no diafragma

 
Caso não houvesse aberturas no corpo do diafragma, o tórax seria totalmente isolado do abdómen. Contudo, existem algumas aberturas necessárias para permitir a passagem de certas estruturas, são elas:
o forame da veia cava, que se localiza no centro tendíneo do diafragma.
 
o hiato aórtico, estrutura que passa posteriormente ao ligamento arqueado mediano. Este hiato não chega a perfurar a musculatura do diafragma, e passa entre as vértebras torácicas inferiores e o diafragma.
 
 
Movimento do diafragma
 
Durante a inspiração, a cúpula diafragmática se contrai e desce, reduzindo a pressão intratorácica e comprimindo as vísceras abdominais. Esta manobra auxilia a entrada do ar nos pulmões e também a circulação sanguínea na veia cava inferior (que passa pelo forame da veia cava no diafragma). A descida do diafragma resulta também no aumento do diâmetro vertical do tórax.
 
Na expiração ocorre o processo inverso, o diafragma relaxa e sobe, aumentando a pressão intratorácica e expulsando o ar dos pulmões.
Seus movimentos são importantes para a tosse, espirros, parto e defecação.
 
 
ENTENDENDO A EFICIÊNCIA DOS EXERCÍCIOS ABDOMINAIS
 
Para melhor entendermos como trabalhar o músculo abdominal é preciso primeiramente saber como ele é constituído em relação as suas fibras musculares e qual tipo de contração é mais eficaz para essa musculatura.
 
As fibras musculares esqueléticas diferem-se quanto ao tempo que levam para se contrair, podendo haver uma diferença de até cinco vezes mais tempo no estímulo e resposta de contração, se compararmos as fibras de contração lenta com as rápidas.
 
As fibras musculares lentas estão adaptadas à realização de trabalho contínuo, possuem maior quantidade de mitocôndrias (organelas responsáveis pela produção de energia), maior irrigação sanguínea e grande quantidade de mioglobina, capaz de estocar bastante oxigênio. As fibras rápidas, por sua vez, são pobres em mioglobina, estão presentes em músculos adaptados à contrações rápidas e fortes.
 
O abdomên por ter grande função de sustentação do corpo humano, mantendo o tronco ereto contra a gravidade, tem sua em sua composição uma maior quantidade de fibras lentas, porém é sabido que também tem muitas fibras rápidas, responsáveis pelos movimentos dinâmicos e velozes realizados pelo tronco e quadril, principalmente quando nos referimos aos desportos e atividades físicas.
 
No que se refere à contração muscular, devemos saber que existem dois tipos de contrações musculares: contração isotônica e contração isométrica.
 
A contração isotônica refere-se a uma contração em que um músculo encurta enquanto exerce uma força constante que corresponde à carga que está sendo erguida pelo músculo. Divide-se em concêntrica e excêntrica. Na concêntrica a contração vence a resistência e há o encurtamento muscular e na excêntrica a resistência vence a contração havendo o alongamento muscular.
 
A contração isométrica refere-se a uma contração em que o comprimento externo do músculo não se altera, pois a força gerada pelo músculo é insuficiente para mover a carga à qual está fixado. No corpo, a maioria das contrações é uma combinação de ambas contrações.
 
Ambos os estímulos são utilizados pela musculatura abdominal em nosso dia-a-dia. Então devemos trabalhar este grupamento muscular em sua especificidade, ou seja, devemos realizar exercícios dinâmicos e estáticos, para trabalhar todos os tipos de fibras musculares e nos prepararmos para as condições mais diversificadas do nosso cotidiano.
 
 

Como Obter um Abdômen Definido

 

Primeiramente, é preciso avaliar a quantidade de gordura sobre os músculos abdominais (ou, em termos mais simples, o tamanho da "barriguinha"), pois como sabemos, é possível definir o abdômen com a prática de exercícios abdominais, porém a definição ficará escondida pela camada de gordura.
 
Se for o caso, deve-se avaliar a possibilidade de um programa de emagrecimento, associado a exercícios aeróbios, além de outros exercícios para promover a perda de peso. A prática de exercícios físicos ajudará na queima de calorias de maneira global, permitindo assim a diminuição do percentual de gordura na região abdominal, tornando a definição abdominal bem visível.
 
Na hora de escolher qual tipo de abdominal realizar, devemos ter em mente que o abdômen é um músculo como outro qualquer do nosso corpo, ele precisa do estímulo mais adequado, seguido de repouso e supercompensação para então desenvolver. Com isso, deve-se trabalhar esta musculatura como um todo, trabalhando todas as partes do abdômen, realizando os movimentos naturais de cada segmento muscular (flexão do tronco, flexão do quadril, flexão associada à rotação do tronco, flexão lateral do tronco), Uma outra área do abdômen de grande importância, que a maioria das pessoas freqüentemente se esquecem é o abdômen transverso. Esta parte do abdômen tem grande importância na respiração, na contenção de vísceras e órgãos, e no aumento da pressão intra-abdominal, que é uma força resultante da pressão do abdômen e do diafragma, que protegem a coluna lombar contra a pressão intra-discal, efeito nocivo exercido sobre a coluna pela força da gravidade.
 
O abdômen transverso é desenvolvido através de exercícios respiratórios e posturais, realizados de forma voluntária e consciente, através de atividades como yoga, tai chi chuan, pilates, rpg, entre outros.
 
O restante da musculatura abdominal deve ser trabalhada em dias alternados, ou separar a fase de treinamento intercalando as áreas do abdômen a serem trabalhadas. Numa fase do treinamento é aconselhável utilizar um volume grande com pouca intensidade, ou seja, muita repetição e praticamente nada, ou muito pouca sobrecarga. E numa outra fase do treinamento, deve-se diminuir o volume e aumentar a intensidade, invertendo todo o processo. Em relação à velocidade de execução do movimento, deve-se trabalhar com baixas velocidades no intuito de gerar um estímulo tênsil, para hipertrofiar o abdômen – neste caso, a fase excêntrica deve ser bem mais lenta que a fase concêntrica, numa escala de 2:1 ou 3:1 – e usar velocidade média a alta, no intuito de gerar um estímulo metabólico e de resistência da musculatura. Também é aconselhável desenvolver a força estática da musculatura, através de sustentação em flexão do tronco e quadril, assim como através de exercícios posturais.
 
Realizando os exercícios regularmente e conseguindo diminuir o percentual de gordura abdominal, você terá um abdômen definido e bem desenhado, promovendo uma boa postura, uma boa capacidade respiratória, um bom equilíbrio na relação postural no que diz respeito à região anterior e posterior do tronco, assim como também terá um melhor controle urinário, por ter bem desenvolvido a musculatura do assoalho pélvico.
 
 
RISCOS DA GORDURA LOCALIZADA NA REGIÃO ABDOMINAL
 
Um estudo cientifico constatou que pacientes ignoram que gordura abdominal aumenta risco de enfarte – A maioria dos pacientes, e até mesmo alguns médicos, não sabe que a circunferência da cintura é um importante fator de risco para doenças cardíacas, que matam 17 milhões de pessoas todos os anos no mundo. Uma pesquisa internacional divulgou que apenas uma minoria dos pacientes e que cerca de 60% dos médicos sabem que, quanto maior a cintura, maior o risco de ter um enfarte.
 
Uma cintura de mais de 88 cm para mulheres e 102 cm para homens, considerando a América do Norte, representa um risco maior de doença cardíaca. Os números são ligeiramente menores para as Américas Latina e Central, para o Oriente Médio, para a Índia e para a Ásia, com 80 cm para mulheres e 90 cm para os homens.
 
O sobrepeso e a obesidade são calculados pelo índice de massa corporal (IMC), obtido pela divisão do peso em quilos pela altura em metros ao quadrado. Um IMC acima de 25 representa sobrepeso, e acima de 30, obesidade. Mas a circunferência da cintura tem se mostrado um indicador mais preciso, porque também está ligada a outros fatores de risco como o colesterol alto, a diabete tipo 2 e a hipertensão.
 
Mais de metade dos pacientes sob risco de doenças cardíacas disseram que nunca foram informados por seu médico sobre a ligação entre a gordura abdominal e o risco elevado de problemas cardíacos.
 
Os cardiologistas estão vivamente interessados no problema da obesidade. Não que antes eles não estivessem preocupados, mas é que os últimos achados científicos mostram claramente que o excesso de gordura no abdômen (e em particular dentro do abdômen) é um dos fatores mais importantes para o infarto do miocárdio e o derrame cerebral.
 
De acordo com esses estudos, se no Brasil hipoteticamente ninguém tivesse excesso de gordura no abdômen, haveria uma redução de 45% no número de infartos.
 
E por que esse tipo de gordura causa problemas cardiovasculares? De uma maneira didática, porque, em excesso, as células de gordura abdominal produzem substâncias que podem causar hipertensão arterial, diminuição do colesterol bom, aumento os triglicérides e diabetes, entre outras alterações que são grandes fatores de risco cardiovascular.

DOR MUSCULAR

 
DOR MUSCULAR
 
 
Após ficarmos por bastante tempo sem praticar exercícios e voltamos a praticá-los, ou quando começamos uma nova rotina de exercícios, a maioria de nós experimenta dor e rigidez nas articulações e nos músculos exercitados. Atividades físicas incomuns ou atividades que não estamos acostumados causam dor surda no músculo, mas o que seria esta dor e como ela é gerada?
 
O que é a dor?
 
A dor é um mecanismo de proteção ativado diante da possibilidade de ocorrência, ou após o aparecimento, de lesões, e faz com que o indivíduo reaja para remover o estímulo álgico (de dor). Os receptores da dor são terminações nervosas livres suscetíveis a estímulos mecânicos, térmicos e químicos.
 
Uma dor temporária (dor aguda) pode persistir por várias horas imediatamente após um exercício extraordinário, enquanto uma dor residual (dor crônica), ou dor muscular de início tardio (DMIT), pode aparecer a seguir e durar por 2 a 4 dias.
 
 
Possíveis causas da dor
 
A causa exata da dor muscular é de início desconhecida. No entanto, segundo Foss (2000), foram levantadas três teorias diferentes:
 
- Teoria da Ruptura (laceração) Tecidual. Essa teoria propõe que o dano tecidual, como ruptura (lacerações minúsculas) de fibras musculares, ou dano de seus componentes contráteis, pode explicar a mialgia (dor muscular);
 
- Teoria do Espasmo. Nesta teoria, são sugeridos três estágios de ação: (a) o exercício produz isquemia dentro dos músculos ativos; (b) a isquemia resulta acúmulo de uma "substância dolorosa" desconhecida que estimula as terminações nervosas do músculo responsáveis pela percepção da dor; e (c) a dor desencadeia um espasmo muscular reflexo que causa mais isquemia, e o ciclo todo se repete;
 
- Teoria do Tecido Conjuntivo. Essa teoria sugere que os tecidos conjuntivos, incluindo os tendões, são lesados durante a contração, causando assim dor muscular. Convém lembrar que, durante as contrações excêntricas, o músculo alonga-se sob tensão, distendendo assim os elementos do tecido conjuntivo associados tanto aos tendões quanto às fibras musculares;
 
Já McArdle (1998), cita as três teorias de Foss e complementa com mais três:
 
- Alterações na pressão osmótica que causam retenção de líquidos nos tecidos circundantes;
 
- Alteração no mecanismo celular para a regulação do cálcio; ou seja, as alterações no pH, nos níveis dos fosfatos de alta energia, no equilíbrio iônico ou na temperatura observadas com um exercício incomum podem produzir grandes alterações na estrutura e função do retículo sarcoplasmático. Isso resulta em uma depressão no ritmo de captação de Ca 2+ assim como em sua velocidade de liberação, produzindo um aumento na concentração de Ca2+ livre quando penetra rapidamente no citosol das fibras lesadas. Essa sobrecarga de Ca2+ intracelular pode contribuir para o processo autolítico, que degrada as estruturas com e sem potencial contrátil dentro do músculo lesado. Isso é responsável por uma redução na capacidade de produzir força e por uma eventual dor muscular;
 
- Uma combinação dos fatores acima citados.
 
A causa exata da dor muscular é desconhecida, porém o grau de desconforto depende em grande parte da intensidade e duração do esforço e do tipo de exercício realizado. Não é a força muscular absoluta propriamente dita, mas sim a magnitude da sobrecarga ativa imposta a uma fibra muscular que desencadeia o dano muscular e a dor resultante (MCARDLE et al., 1998).
 
 
Dor durante os exercícios (Dor Aguda)
 
Este tipo de dor muscular aguda que, como o nome indica, ocorre durante e imediatamente após o período de exercício, é considerado como associado à falta de um fluxo sanguíneo suficiente (isquemia) para os músculos ativos.
 
Segundo Foss (2000), com base em estudos, chegou-se às seguintes conclusões acerca da dor muscular aguda:
- A dor muscular durante as contrações ocorre quando a tensão gerada é suficientemente intensa para gerar oclusão do fluxo sanguíneo para os músculos ativos (isquemia).   
- Por causa da isquemia, os produtos da atividade metabólica, tipo ácido lático e potássio, não podem ser removidos e, dessa forma, acumulam-se até o ponto de estimularem os receptores dolorosos localizados nos músculos.
- A dor persiste até que seja reduzida a intensidade da contração ou que esta cesse totalmente - restaurando o fluxo sanguíneo e fazendo com que os produtos metabólicos de desgaste possam ser removidos.
 
A queimação percebida durante a execução do exercício, principalmente com repetições elevadas, é relacionada à falta de oxigênio e conseqüente queda de pH, pois o acúmulo de íons de hidrogênio provoca acidose e estimula os receptores de dor, os quais sinalizam para a interrupção do exercício antes que ocorram lesões no tecido muscular. Mas este mecanismo é transitório e não responde pela dor muscular tardia, pois a acidose é rapidamente revertida por um sistema de tamponamento que trabalha para manter o pH dentro dos limites fisiológicos.
 
A dor aguda, embora possa importunar, não constitui um grande problema, pois é de curta duração e desaparece quando se suspende o exercício. O problema mais sério é a dor muscular de início tardio (DMIT), que é a dor e mialgia que ocorrem num período de 24 a 48 horas após o término das sessões de exercícios, podendo ser estender por ainda mais tempo.
 
 
Dor muscular tardia (Dor Crônica)
 
As experiências destinadas a induzir a dor muscular tardia constataram que o grau de DMIT (dor muscular de início tardio) está relacionado ao tipo de contração muscular realizada. Em estudo utilizando contrações isotônicas, concêntricas e excêntricas, e isométricas, constatou-se que a dor muscular (mialgia) era mais pronunciada após as contrações excêntricas e menos intensa após as contrações isotônicas. A dor observada após as contrações isométricas era apenas ligeiramente maior que após as contrações isotônicas, porém, ainda eram consideravelmente menor àquela observada após as contrações excêntricas. Além disso, em todos os casos, a dor era demorada, podendo atingir um período de 24 a 48 horas após o exercício.
 
O treinamento com pesos pode induzir lesões nos tecidos musculares e conjuntivos. Diante uma lesão tecidual, inicia-se o processo inflamatório caracterizado pela vasodilatação local com aumento do fluxo sangüíneo na região, e aumento da permeabilidade capilar com vazamento de líquido para o espaço intersticial. Diversos fatores envolvidos no processo inflamatório, como a bradicinina e prostaglandinas, estimulam os receptores de dor, provocando o incômodo verificado em decorrência das lesões, o que ainda poderá ser visto nos dias seguintes a uma sessão de treinamento intensa. Deste modo vemos que a dor pode ser iniciada pela lesão, mas sua causa são os mecanismos inflamatórios; desta forma não há relação temporal entre a sensação de dor e os danos teciduais (CLARKSON et al., 1992).
 
Lembrando que a dor (aguda ou crônica) não é necessariamente o sinal de um trabalho eficiente.
 
 
Acido Lático causa dor muscular?
 
Muito já se falou sobre as causas das dores musculares, e muitas pessoas dizem que o vilão da história é a ácido láctico, mas já foi comprovado cientificamente que o lactato não é o causador da dor muscular.
 
Segundo Cailliet (1979), o acúmulo de metabolitos irritantes é ainda considerado a causa da dor muscular, mas o metabolito especifico ainda não foi identificado. A idéia previamente considerada, de que o ácido láctico e a ácido pirúvico eram o fator, já foi refutada porque exercícios isquêmicos em pacientes com ausência hereditária de fosforilase muscular (síndrome de McArdle) desenvolvem dor grave, mais do que a média, e o ácido lático não pode ser produzido nestes indivíduos.
 
Segundo McArdle et al. (1998), alguns estudos revelaram que a dor muscular era considerada maior quando o exercício envolvia uma solicitação alta e repetida durante o alongamento ativo nas contrações excêntricas que quando envolvia contrações concêntricas e isométricas. Esse efeito não se correlacionava com o acúmulo de lactato, pois a corrida de alta intensidade num plano horizontal (contrações concêntricas) não produzia qualquer dor residual, apesar das elevações significativas no lactato sanguíneo. A corrida num plano em declive (contrações excêntricas), por outro lado, causava um grau de moderado a intenso de dor muscular de inicio tardio, sem qualquer elevação de lactato durante o exercício. A corrida em declive produzia aumentos correspondentes nos níveis séricos das enzimas musculares específicas, creatina-cinase (CK) e mioglobina (Mb), que são ambas marcadores usados comumente para lesão muscular - (existe também uma maior mobilização de leucócitos e neutrófilos, os quais estão associados com o processo de inflamação aguda).
 
 
Dor na cabeça, no pescoço e fibras superiores do trapézio.
 
Muitos indivíduos apresentam no dia-a-dia sintomas de dor na cabeça, no pescoço e nas fibras superiores do trapézio. Sejam quais forem os motivos destas dores, uma coisa é certa, a dor é muito incômoda, pois trava o pescoço, deixa a região toda dolorida, gera dor de cabeça e nos dá a impressão que estamos carregando alguém sentado nos nossos ombros.  Mas qual é o motivo desta dor?
 
Cefaléia resultante de espasmo muscular: a tensão emocional causa muitas vezes o espasmo de vários músculos da cabeça, incluindo, principalmente, os músculos fixados ao couro cabeludo e os músculos do pescoço, com pontos de inserção occiptal (base do crânio), e acredita-se que essa seja uma das causas mais comuns de cefaléia. A dor do espasmo dos músculos da cabeça é supostamente referida às áreas sobrejacentes da cabeça e produz o mesmo tipo de cefaléia que as lesões intracranianas (GUYTON, 1993).
 
Em 1843 Froriep, rotulou os músculos que desenvolviam faixas ou cordas dentro de sua estrutura como reumatismo. Ele acreditava que as alterações palpáveis no músculo eram um depósito de tecido conjuntivo. A maioria destes depósitos era dolorosa a pressão. Grauhan, logo depois, descreveu os nódulos duros histologicamente como tecido conjuntivo fibroso, circundando esparsas fibras musculares com infiltração de linfócitos. Desde então, a literatura tem sido inundada com discussões semelhantes, com rótulos como fibrose, miofibrosite intertisial, reumatismo muscular, reumatismo não articular, síndrome miofascial, mialgia e miofascite. Estas condições também foram classificadas como agudas, subagudas e crônicas, com as agudas sendo classificadas como aquelas tendo dor grave e sensibilidade à pressão, com espasmo reflexo, edema, mobilidade prejudicada das articulações e uma temperatura aumentada da área. Mas freqüentemente envolvida foram a área lombar, coxa, os músculos esternocleidomastóideo, trapézio, e elevador da escápula (músculos ligados à região cervical); A fase sub-aguda é a condição na qual a dor e a rigidez diminuíram, mas ainda estão presentes; a fase crônica é uma na qual o nódulo está presente, sem qualquer sintomatologia (Cailleit, 1979).
 
 
Como podemos prevenir a dor
 
Para prevenir a dor muscular, propõe-se:
 
- Alongar, pois o alongamento (estiramento) parece ajudar não apenas na prevenção da dor, mas permite também o seu alívio, quando presente. Entretanto, os exercícios de alongamento devem ser realizados sem violência ou solavancos, pois isso poderia lesar ainda mais os tecidos conjuntivos.
 
- Uma progressão gradual na intensidade do exercício em geral ajuda a reduzir a possibilidade de dor muscular excessiva. Essa progressão, em um programa de treinamento com pesos, implica a utilização de pesos relativamente leves no início do programa, aumentando gradativamente as cargas à medida que se conseguem aumentos na força.
 
- Segundo Foss (2000), foi sugerido que a ingestão de 100 mg diários de vitamina C (cerca do dobro da dose) por um período de 30 dias prevenirá ou pelo menos reduzirá a dor muscular subseqüente. Entretanto, a eficácia do consumo de vitamina C ainda não foi comprovada por meio da experimentação científica.
 
Segundo McArdle et al. (1998), ainda mais importante, uma única sessão de exercício exerce um efeito profilático significativo sobre o surgimento da dor muscular no exercício subseqüente, e esse efeito parece durar por até seis semanas.
 
Em caso de dor do dia seguinte, a principal medida a ser tomada durante o treinamento é reduzir a
carga ou a intensidade do exercício nas próximas sessões de treino, entretanto, se a dor for muito incômoda e limitante, a interrupção dos treinos se faz necessária para permitir ao organismo uma recuperação ótima da região lesionada. Caso a dor seja insuportável, o mais indicado é consultar um médico para realizar exames a cerca da dor, e se necessário indicar a utilização de um antiinflamatório, ou outro medicamento.
 
Conclusão
 
Esses resultados confirmam a conveniência de iniciar um programa de treinamento com um exercício ligeiro (leve e com uma única sessão), para se proteger contra a dor muscular que, quase certamente, acompanhará uma sessão inicial de exercícios pesados que contenha um componente excêntrico. Entretanto, até mesmo um exercício anterior de menor intensidade dos músculos específicos não proporciona proteção completa contra a dor subseqüente observada com um exercício mais intenso (MCARDLE, 1998).
 
O estudo da dor que se origina no sistema neuro-músculo-esquelético não está ainda esclarecido. Nenhuma teoria é universalmente aceita e nenhum conceito confirma qualquer entidade patológica dolorosa específica. A síndrome dolorosa músculo-esquelética, embora prevalente, não está mias explicada em todas as suas ramificações do que a dor e a incapacidade de qualquer outro sistema de órgãos.
 
 
Referências Bibliográficas:
 
CAILLIET, René. Tecidos Moles: Dor e Incapacidade. São Paulo. Manole, 1979.
 
CLARKSON P.M., NOSAKA K., BRAUM B. Muscle function after exercise-induced muscle damage and rapid adaptation, Medicine and Science in Sports and Exercise. Vol.24, nº5, p:512-520, 1992.
 
FOSS, M.L.; KETEYIAN, S.J. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. 6ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2000.
 
GENTIL, Paulo. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. Rio de Janeiro: Sprint, 2005.
 
GUYTON, Arthur C. Neurociência Básica: Anatomia e Fisiologia. 2. ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1993.
 
MCARDLE, William D.; KATCH, Frank I. e KATCH, Victor I. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1998.
 
 
 
Por
Raphael Lorete
CREF 9576-G/RJ
Graduado em Educação Física
Pós-Graduado em Musculação e Personal Trainner

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Hipertensão arterial e atividade física

Hipertensão arterial e atividade física

A hipertensão ou pressão alta é uma doença muito comum, que atinge uma em cada cinco pessoas. Entre os idosos, chega a atacar uma em cada duas pessoas.
 
A hipertensão arterial é considerada uma doença democrática, podendo se manifestar entre homens e mulheres, ricos e pobres, idosos e crianças, gordos e magros, pessoas calmas e nervosas. Pode ser considerada uma síndrome multifatorial cuja prevalência, no Brasil, atinge de 22% a 44% da população urbana adulta. Ocorre com maior incidência em pessoas obesas, sedentárias e consumidoras de sal e álcool. Sendo considerada um dos principais fatores de risco para a doença cardiovascular.
 
À medida que a pressão arterial aumenta e os vasos arteriais se enfraquecem, perdendo a elasticidade, maior será a probabilidade de uma hemorragia. Os alvos da pressão alta, além dos próprios vasos sanguíneos, são o coração, os rins e o cérebro.
 
O tratamento da hipertensão deve ser feito com remédios e com hábitos de vida saudáveis, tais como: diminuir a ingestão de sal e bebidas alcoólicas, controlar o peso corporal, evitar o fumo, controlar o stress e através da atividade física.
 
Nos últimos anos houve uma mudança profunda nos objetivos da Educação Física. Estas mudanças vieram com os princípios básicos e avançados das ciências do esporte. As mudanças ampliaram o campo de ação dos profissionais da Educação Física no sentido de reabilitar capacidades funcionais de indivíduos portadores de doenças crônicas, utilizando o exercício físico como parte da terapia destes pacientes.
 
Atividade física regular ajuda a baixar a pressão arterial. Em muitos casos, pacientes hipertensos após iniciarem um programa de treinamento físico, diminuem as doses dos medicamentos ou mesmo eliminam o uso dos mesmos. A prática regular de um programa de treinamento físico acarreta em benefícios aos pacientes portadores de hipertensão, tais como: perda de peso corporal, diminuição das taxas de açúcar e gordura, promove o aumento do HDL (bom colesterol), redução de LDL (mau colesterol), diminui os níveis de ansiedade.
 
Os programas de exercícios físicos, destinados a pacientes hipertensos devem contar, predominantemente, de atividades aeróbias dinâmicas, como: caminhadas aceleradas, corridas, ciclismo, natação. A recomendação quanto à freqüência é de no mínimo 3 vezes por semana, com duração entre 30 e 60 minutos a uma intensidade de 60% a 80% da freqüência cardíaca máxima.
 
Mais recentemente, tem aumentado o interesse científico sobre os efeitos cardiovasculares ocasionados por exercícios resistivos, mais conhecidos como musculação. A técnica utilizada é o treinamento através da RML resistência muscular localizada.
 
Deste modo, os exercícios resistivos de baixa intensidade associados aos aeróbios, são indicados aos pacientes hipertensos, enquanto o treinamento de alta intensidade (força/hipertrofia) deve ser evitado.
 
O ideal para pacientes hipertensos, é a elaboração de um programa específico de treinamento físico, monitorado por profissional de Educação Física capacitado e habilitado, o qual irá controlar os batimentos cardíacos, assim como a pressão arterial antes, durante e após a atividade física.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

SINOVITE DE JOELHO

Uma das funções do liquido sinovial é auxiliar na lubrificação das articulações e prover a nutrição de aproximadamente dois terços da cartilagem articular avascular margeando o espaço articular.

O liquido sinovial normal é claro e de cor amarelo pálida. Ele não se coagula, visto a ausência de fíbrinogênio, bem como protombina. O liquido sinovial e bem esparso nas articulações normais, aproximadamente 5,0 a 4ml podem ser aspiradas de grandes articulações, como o joelho. E uma substância viscosa é normalmente o liquido sinovial contêm somente poucas células brancas, totalizando menos de 200ml. Esses contêm principalmente células mononucleares que se acredita serem derivadas do tecido de revestimento, portanto inflamação, trauma e outros processos patológicos que afetam o sistema podem alterar a composição, o conteúdo celular e as características físicas do liquido sinovial.

Na sinovite existe um aumento na contagem de glóbulos brancos de 600 a 2000 mm3 e dura por muito tempo, mais e mais neutrófilos são visto no exsudato, podendo alcançar 20% de total de células e os glóbulos brancos, na maioria macrófagos mononucleados, somam 80% a 90% do total de células, portanto, o liquido sinovial reflete a reação inflamatória que ocorre na membrana sinovial, desse modo, o aumento de proteína é provavelmente derivado das células do revestimento sinovial ao trauma é um aumento em células do tipo B, que sintetizam proteína, é também a entrada de pequenas moléculas para dnetro do liquido sinovial pode ser explicada pela difusão entre as células de revestimento sinovial, ao passo que o fator limitante da entrada de proteínas é provavelmente causado pelo tamanho de fenestrações nos capilares - subsinoviais.

Com a inflamação e o aumento na circulação de sangue sinovial, a entrada de proteína pode com freqüência aumentar fora da proporção de entrada de moléculas pequenas. Portanto, todas as moléculas protéicas encontradas no plasma entram na articulação com o aumento da inflamação sua concentração em liquido sinovial se aproxima da concentração do plasma. Existe um aumento no volume do liquido sinovial (freqüentemente de 10 a 20 vezes do normal), resultante do acréscimo de glóbulos brancos é um resultado dos processos inflamatórios e o aumento de contagem total das células.

O traumatismo dirigido para uma articulação (como, por exemplo, golpe, distensão, torcedura), qualquer movimento forçado além da amplitude normal de movimento, ou o uso excessivo de uma articulação anormal pode resultar em sinovite, se o traumatismo for suficientemente grave para produzir uma lesão da membrana sinovial.

Os sinais característicos incluem a presença de liquido na articulação, espasmo e dor muscular e limitação do movimento.
Tal distúrbio mecânico ocorre sem muito sangramento, à membrana sinovial não se perturba no nível microscópico, mas pode ter uma grave reação vasomotora. Os capilares da membrana sinovial se dilatam e a infiltração aumenta. A proteína extravascular escoa para dentro do interstício. Como a concentração de proteína, extravascular sob em direção do nível do plasma, há uma progressiva diminuição no gradiente de pressão osmótico coloidal entre os dois espaços.

Uma vez que é esse gradiente de pressão que normalmente dirige a reabsorção venular de água, a permeabilidade vascular aumentada leva ao edema dos tecidos e a um exsudato traumático na articulação.

A primeira medida no tratamento da sinovite aguda é o repouso. A parte afetada deve ser mantida numa posição que permita o maior relaxamento dos músculos adjacentes, evitando, assim, qualquer espasmo e dor muscular adicional. Com o traumatismo pode causar muitas vezes uma sinovite hemorrágica, a aspiração do líquido pelo médio, seguida de aplicação de calor, com envoltórios quentes, compressas úmidas ou calor infravermelho ou radiante, costuma ser suficiente para reduzir a dor e o espasmo muscular. A diatermia pode ser utilizada mais tarde; todavia, deve ser suspensa se ela produzir um agravamento do processo.

Se houver uma grande perda do tono muscular ou relaxamento dos ligamentos, a estimulação galvânica e farádica dos músculos afetados, bem como a massagem leve, ajudará a restaurar a integridade da articulação.

O movimento deve ser recomendado desde o inicio. A principio, deve ser passivo e muito leve e, mais tarde, ativo com aumento da amplitude.

No caso de sinovite do joelho ou tornozelo, o tratamento inclui a aplicação de corrente farádica, que acelera a absorção dos líquidos acumulados à medida que passa através da articulação. Produz rápidos resultados no alivio da dos e na redução do edema.


font size="2">III- SINOVITE TRAUMÁTICA DO JOELHO
A sinovite traumática do joelho com efusão é freqüentemente observada nos departamentos modernos de fisioterapia, onde os traumatismos industriais são tratados. O tratamento desta patologia consiste em:

1 - aplicação de compressas frias sobre a articulação durante 24 a 48 horas, se houver muita efusão.

2 - calor leve aplicado à porção superior da coxa. No inicio, a termoterapia não deve ser muito prolongada, sendo seguida, no 
segundo ou terceiro dia, de massagem suave do terço superior da coxa.

3 - exercícios de fortalecimento do quadríceps, a fim de evitar a atrofia deste músculo.

4 - Aplicação de alguma forma de calor ao joelho quando a tumefação desaparecer. No inicio, o calor deve ser leve. Além disso, a aplicação não deve ser muito prolongada.

5 - Movimentos ativos assistidos (que não causam dor). Os movimentos laterais e de rotação devem ser evitados. Entre estes tratamentos, o joelho é imobilizado por uma atadura e protegido com almofadas de feltro colocadas lateralmente.

6 - Restauração precoce do movimento com auxilio de correias e muletas a fim de evitar o desenvolvimento de atrofia dos músculos da coxa.

7 - Exercícios contra-resistência após aplicação de massagem mais vigorosa e a redução da dor. Estes exercícios podem ser executados pelo paciente.


O paciente senta-se na borda de uma mesa e aplica uma resistência contra a extensão do joelho afetado ao cruzar o outro pé na frente. Alternativamente, pode utilizar pesos para produzir uma resistência contra o movimento dói quadríceps.



IV - MATERIAIS E MÉTODOS
Este estudo foi realizado através de caso clinico de um paciente com sinovite de joelho, com 19 anos de idade do sexo masculino.

O paciente foi avaliado em 23/08/2001 com historia de edema e dor há 3 meses, sem realizar nenhum tipo de tratamento.

O paciente relata que ficou de repouso de suas atividades (futebol, ginástica) por causa da dor, havendo melhoras e retomando as suas atividades.

Há 20 dias que o quadro de dor e edema voltaram e, portanto o paciente procurou auxilio médico, que assim solicitou o tratamento medicamentoso e fisioterápico (antes permaneceu imobilizado durante 15 dias).

No exame físico, apresentou edema generalizado, dor ao movimento de extensão do joelho e flexão de joelho 30° (sem dor). 
Também há hipotonia da massa muscular gastrocnêmico, reto femoral e vasto.


TRATAMENTO:
Crioterapia, ultra-som, laser e cinesioterapia. Depois de dez sessões, o paciente retomou a clinica para fazer uma reavaliação incluindo bicicleta ergométrica e alongamento.


OBJETIVOS TERAPÊUTICOS:
- Crioterapia: no tempo de 20 minutos, ocorrera redução de dor, redução do espasmo muscular, redução do processo inflamatório.

- Ultra-som, cicatrização e reparação dos tecidos antiinflamatórios analgésicos. Cinesioterapia: paciente faz inversão e eversão com a bola;

- Paciente faz flexão extensão alongando ísquios tíbias com tela bande;

- Paciente coloca caneleira na parede colocando o pé em cima fazendo flexão extensão;

- Paciente deitado pernas esticadas com uso da caneleira fazendo flexão extensão do joelho;

- Paciente faz bicicleta ergométrica 30 minutos.

- Laser: cicatrização de todos os tecidos analgésico antiinflamatório Mostrar tratamento proposto

- Outro tratamento imposto também; no inicio poderia usar o tens 15 minutos no lugar do laser agora paciente sem dor usaria massagem;

- Criticas no caso deste o paciente não existe critica o tratamento proposto esta sendo bem sucedido nesta patologia surtindo efeito a cada sessão.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Corrente faradica e a Fisioterapia


A corrente farádica, seja em sua forma de faradismo geral ou localizado, vem sendo usado desde o fim do século XIX. O pulso da corrente farádica é bifásico e assimétrico. Do início dos anos 40 ate os anos 60, a corrente farádica foi considerada mais confortável do que a corrente direta. A maioria dos fisioterapeutas erroneamente considerou que o conforto relativo do pulso farádico ocorria por ser uma forma de corrente alternada. Os conhecimentos atuais indicam que a verdadeira razão para esse conforto é que o pulso farádico é simplesmente mais curto que a corrente direta.

A onda bifásica e assimétrica da corrente farádica torna-a menos que uma corrente bifásica simétrica, mesmo com pulsos menores. Apesar de a farádica ser originalmente bifásica assimétrica, equipamentos modernos são capazes de fornecer tanto pulsos bifásicos simétricos quanto pulsos monofásicos (neofarádica). A corrente farádica é uma corrente de excitação de baixa freqüência, 50 a 100 Hz, com largura de pulso de 0,1 a 1 ms e com intervalo de 20 ms, que tem fins terapêuticos e diagnósticos.

A corrente farádica original era uma corrente alternada de freqüência muito irregular. Esta irregularidade foi a causa da rápida modificação da forma descrita por Faraday anteriormente. Assim nasceu a corrente neofarádica, uma variação da corrente farádica produzida pro alguns aparelhos atualmente que é uma corrente estimulante que consiste em pulsos triangulares com duração de 1 ms e um intervalo de 19 ms com uma freqüência de 50 Hz. A corrente farádica original é uma corrente alternada, já a neofarádica tornou-se uma corrente contínua interrompida com um impulso de duração de 1 ms e intervalo de 19 ms. Diferentemente da corrente galvânica, a corrente farádica original não é polarizada, isto é, não apresenta pólos positivo e negativo.
 
Efeitos Fisiológicos
  • Estimula nervos motores e sensitivos;
  • Ocasiona contração dos músculos;
  • Favorece o retorno venoso;
  • Aumenta o aporte sanguíneo;
  • Provoca ação metabólica.


Efeitos Terapêuticos

  • Aumento do tônus muscular;
  • Manutenção da integridade da placa motora;
  • Recuperação da capacidade de contração muscular;
  • Descongestionante.


Indicações

  • Estimulação de nervos e músculos;
  • Paresias;
  • Estética;
  • Hipotrofia por desuso;
  • Fraturas;
  • Edemas;
  • Lesão tendínea.


Contra-indicações

  • Áreas cardíacas;
  • Neuromas
  • Espasticodade;
  • Varizes trombosadas;
  • Marcapasso;
  • Útero gravítico;
  • Genitália;
  • Tumor maligno.


Técnicas de Aplicação

Utiliza-se também para o eletrodiagnóstico. Os eletrodos devem estar protegidos com esponjas algodão embebidos em água. A aplicação pode ser:

  • posição transversalou longitudinal dos eletrodos;
  • aplicação subaquática;
  • bomba farádica;
  • caneta estimuladora.

Ginastica laboral e a sua atuação

 

A ginástica laboral é a prática de atividades físicas orientada, realizada pelos trabalhadores coletivamente. Esta é feita no próprio local de trabalho, durante a sua jornada diária, visando melhorar a condição física do trabalhador, diminuindo assim os impactos negativos na saúde do trabalhador.

 

Há alguns tipos de exercicios que fisioterapeutas / educadores físicos realizam em um programa de ginástica laboral. Os exercícios devem estar em sintonia com a respiração, são realizados todos os dias e se dividem em preparatórios, compensatórios ou de pausa e de relaxamento.

Exercícios Preparatórios

Realizados antes do início da jornada de trabalho, com o objetivo de preparar o indivíduo para o início do trabalho, aquecendo os grupos musculares que serão solicitados nas suas tarefas e despertando os funcionários para que se sintam mais dispostos, além de promover a melhoria da saúde e do bem estar do trabalhador, esta etapa faz parte das medidas preventivas contra os acidentes de trabalho.

Exercícios Compensatórios ou de Pausa

São realizados durante o período de trabalho, interrompendo a monotonia operacional, aproveitando pausa para executar exercícios específicos de compensação aos esforços repetitivos e as posturas inadequadas solicitadas nas tarefas executadas.

Tem pôr objetivo, aprimorar a saúde do trabalhador, compensar os efeitos negativos da organização do trabalho, como fadiga geral ou localizada, atmosfera social comprometida, sedentarismo, contribuir para a preparação e adaptação aos postos de trabalho, despertar o interesse pôr um estilo de vida mais sadio e ativo fora da jornada de trabalho exercendo assim um efeito benéfico sobre a saúde e sobre o nível de incidência de acidentes de trabalho.

Exercícios de Relaxamento

Com base nos exercícios de alongamento, realizados após o expediente, tem pôr objetivo oxigenar as estruturas musculares envolvidas na tarefa diária, evitando o acúmulo de ácido lático e prevenindo as possíveis instalações de lesões.
 
É notória os beneficios oferecidos pela ginástica laboral para colaboradores de uma empresa. A satisfação e a motivação do colaborador só tende a aumentar.

Como evitar lesões esportivas


Como evitar lesões esportivas

A grande maioria das lesões esportivas pode ser tratada com eficácia; após uma lesão, a maioria das pessoas pode recobrar um nível satisfatório de atividades físicas. Muitas lesões esportivas podem ser evitadas se os atletas tomarem algumas precauções.

Algumas orientações para evitar lesões esportivas:

  • Executar exercícios de aquecimento antes de praticar um esporte.
  • Sempre alongar os músculos antes de uma partida ou de um exercício.
  • Ao alongar, não flexionar os joelhos. Manter as solas dos pés bem apoiadas no chão.
  • Utilizar calçados adequados que sejam estáveis e absorvam impacto.
  • Fazer exercícios sobre superfícies macias e planas. Evitar asfalto e concreto.
  • Ao dobrar os joelhos, não inclinar mais que 90 graus.
  • Ao saltar, cair com os joelhos dobrados.
  • Desaquecer após um jogo intenso ou sessão de treinamento. Desta forma, a pulsação irá diminuir de forma gradual.  
  • Não exercer esforço excessivo.

Qualquer pessoa que pratica exercício está em risco potencial de sofrer uma lesão esportiva. Mas, alguns grupos têm risco maior e devem tomar algumas precauções adicionais.   

Adultos:

  • Evitar tornar-se um "guerreiro de final de semana". Distribuir exercícios durante toda a semana.
  • Aprender a praticar todos os esportes de forma correta, reduzindo o risco de lesões "resultantes de excesso".
  • Utilizar equipamentos e acessórios de proteção.
  • Conhecer os limites do corpo.
  • Aumentar o nível de exercício de forma gradual.
  • Executar trabalho de flexibilidade, força e cardíaco

Pais e treinadores:

  • Agrupar as crianças por seu nível de destreza e compleição física e não por idade, principalmente nos esportes de contato.
  • Treinar a criança em um esporte que ele/ela goste e que lhe seja adequado.
  • Certificar-se de que a criança passe por uma avaliação física antes de começar um esporte.
  • Não permitir que uma criança lesionada jogue.
  • Levar a criança ao médico, se necessário.
  • Garantir um ambiente seguro para a prática de esportes

Crianças:

  • Ter as capacitações físicas adequadas, antes de praticar um determinado esporte.
  • Passar por uma avaliação física antes de iniciar qualquer tipo de prática.
  • Seguir as regras do jogo.
  • Utilizar corretamente os equipamentos de proteção.
  • Não jogar quando estiver cansado ou com dor.
  • Sempre se aquecer antes de jogar.
  • Sempre desaquecer após jogar.

Mulheres:

Além de tomar as precauções acima, as mulheres devem focar a força muscular e preparo físico. Também é importante manter peso corporal normal e evitar exercícios extenuantes pois isto pode afetar seu ciclo menstrual.

A importância do aquecimento e alongamento

Aquecer antes de iniciar exercícios intensos ajuda a evitar lesões. Fazer exercícios a um ritmo leve durante 3 a 10 minutos aquece os músculos e torna-os mais flexíveis e resistentes a lesões. Este método de aquecimento ativo prepara os músculos para este tipo de exercícios de forma mais eficaz do que os métodos passivos (água morna, adesivos de aquecimento, ultrasom ou luz infra-vermelha). Esses últimos não aumentam a circulação sanguínea de forma significativa.

Os exercícios de aquecimento também são benéficos nos esportes menos exigentes, tais como o golfe.

Também é importante desaquecer durante cinco minutos após praticar esportes intensos (tais como corrida, caminhada ou marcha). Dessa forma, a pulsação irá diminuir gradativamente.Desaquecer consiste em reduzir a velocidade gradativamente antes de parar o exercício, para evitar tontura, mantendo o fluxo sanguíneo. Se um exercício intenso for interrompido de forma súbita, o sangue pode se acumular nas veias das pernas, reduzindo momentaneamente o fluxo de sangue para o cérebro. Isto pode causar tontura ou até mesmo desmaio. Desaquecer também ajuda a eliminar resíduos, tais como ácido lático, dos músculos; entretanto, não parece evitar a dor muscular no dia seguinte.

Alongar estica os músculos de forma que podem se contrair com mais eficiência e trabalhar melhor. Para evitar dano muscular durante o alongamento, ele deve ser feito após o aquecimento ou exercício. Cada alongamento deverá ser suficientemente confortável de forma a possibilitar a contagem até 10. Aconselha-se alongar o tendão de Aquiles, outros tendões e o quadríceps em uma posição estável (sem forçar).

sábado, 17 de novembro de 2007

Pilates

Pilates

Método de condicionamento físico e mental que trabalha o corpo de forma global. Desenvolvido em 1920 pelo Alemão Joseph H. Pilates. O sistema tem diversas influências como o Hatha Yoga, exercícios gregos e romanos, postural e respiração corretos. Os seis princípios do método são : concentração, respiração, alinhamento, controle do centro de força (Power House), eficiência e fluência do movimento. Ele elaborou exercícios que fortalecem músculos fracos, alonga músculos encurtados e aumenta a mobilidade das articulações.
O método é focado na melhoria da flexibilidade e força total do corpo sem hipertrofia muscular.
Os movimentos devem ser realizados sem pressa e com muito controle e é necessário o alinhamento postural em cada exercício.
O trabalho é indicado para todas as pessoas a partir de 12 anos de idade.

As sessões de Pilates apresentam exercícios:
Suaves;
Poucas repetições em cada movimento;
Grande quantidade de exercícios para evitar a monotonia;
Uso de aparelhos e acessórios criados para a realização dos exercícios;
Resultados são rápidos;
Construção de uma postura correta e natural.

Benefícios :
Aumento da resistência física e mental;
Alongamento e maior conscientização corporal;
Correção postural;
Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
Alívio de tensões, estresse e dores crônicas;
Melhora da coordenação motora;
Maior mobilidade das articulações;
Estimulação do sistema circulatório;
Fortalecimento de órgãos internos;
Aumenta a concentração;
Trabalha a respiração e promove o relaxamento.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Espondilose Lombar

Os raios-X das costas muitas vezes revelam sinais de alterações por envelhecimentos nos discos intervertebrais e articulações facetarias. Na verdade, elas estão presentes em quase todas as pessoas mais velhas. Embora os indivíduos com estas alterações tenham dor nas costas com mais freqüência, não há uma correlação clara entre o desgaste e os sintomas da dor nas costas. Um indivíduo pode apresentar evidências importantes de desgaste e, mesmo assim, não ter nenhum sintoma. Por esta razão, os sinais de desgaste na coluna devem ser tratados com cautela. O simples fato de você ter estes sinais e também ter dor nas costas não significa que as alterações sejam a causa do sintoma. Também não significa que as alterações, mas não tem dor nas costas, está destinado a ter problemas e a se tornar incapacitado no futuro.

Na espondilose lombar, a dor é sentida de um lado da região lombar e, às vezes, é pior de um lado que de outro. A dor piora com exercício físico e quando o indivíduo se curva, é amenizada com o repouso. Contudo alguns pessoas tendem a se enrijecer quando permanecem em uma única posição. Isso pode ser mais perceptível logo que se acorda de manhã ou quando se permanece sentado em uma poltrona por um período prolongado. A dor pode se irradiar para as nádegas e, às vezes, para a parte posterior da coxa. Ao exame, os movimentos das costas estão geralmente limitados. De um modo geral, só acontece em relação em relação a certos movimentos específicos, enquanto os outros permanecem relativamente livres.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Procure um fisioterapeuta para dores na coluna



A atuação do fisioterapeuta para melhoria da qualidade de vida de pessoas que sofrem de dor na cluna é fundamental.

Procure no caso de dor extrema um fisioterapeuta que ele pode te ajudar. E muito

sábado, 10 de novembro de 2007

Alongamento com a toalha

Mais uma vez falamos da importância de fazer alongamentos e da facilidade de executar esta atividade, já que eles podem ser feitos em casa ou em qualquer outro lugar.
Mais uma vez falamos da importância de fazer alongamentos e da facilidade de executar esta atividade, já que eles podem ser feitos em casa ou em qualquer outro lugar.
 

Devemos fazer os alongamentos regularmente, de manhã, antes de começar o dia, no final do dia, para aliviar as tensões acumuladas e principalmente antes e depois de fazer qualquer exercício.

A flexibilidade pode ser trabalhada e desenvolvida em qualquer idade, seguindo um treinamento adequado. Contudo, os resultados não são iguais para todas as pessoas, dependendo do histórico esportivo, idade, sexo etc.

A flexibilidade pode ser trabalhada e desenvolvida em qualquer idade, seguindo um treinamento adequado. Contudo, os resultados não são iguais para todas as

 
pessoas, dependendo do histórico esportivo, idade, sexo etc

As crianças são bastante flexíveis. Esta flexibilidade diminui até a puberdade e aumenta durante a adolescência. Depois da adolescência, a flexibilidade volta a diminuir e assim permanece diminuindo até o final da vida (isto se você não trabalhá-la). Embora ela diminua com a idade, esta perda é bem menor em pessoas ativas.

Quem faz alongamentos regularmente adquiri muitos benefícios, entre eles:

-Redução de tensões musculares;
-Relaxamento;
-Melhora da coordenação, do ritmo e do equilíbrio, pois os
movimentos se tornam mais soltos e fáceis de serem
realizados;
-Aumento do arco de maleabilidade;
-Prevenção de lesões;
-Desenvolve a consciência corporal;
-Ativa a circulação;
-Melhora a postura;
-Pode diminuir a perda da altura (devido ao achatamento
das vértebras);

Assim sendo, diante da necessidade que temos de nos alongar, montamos para vocês, uma aula curta, fácil e gostosa de fazer.

Você irá precisar de:

-Uma toalha pequena;
-Um colchonete. Se não tiver colchonete, poderá fazer os exercícios em cima de um tapete.

Descrição dos exercícios do alongamento com toalha >>

A utilização do TENS na ATM

A Tens é a abreviatura usual, em inglês, da neuroestimulação elétrica transcutânea que baseia-se na aplicação de estímulos elétricos de baixa freqüência, de baixa intensidade, de corrente elétrica específica, obtida por aparelho portátil que, através do Sistema Nervoso Central são capazes de liberar substâncias analgésicas endógenas que vão garantir um quadro de alívio da dor.

Outro mecanismo que pode explicar a diminuição da dor com a aplicação do Tens, é o cansaço das fibras que transmitem a dor como admite a chamada Teoria da Comporta da Dor descrita por Melzak e Wall. Todos os autores afirmam que em se tratando de dores, em aproximadamente 20% das experiências com humanos, estes melhoram devido ao efeito placebo. A ATM, articulação temporomandibular, tem muitos tratamentos e muitos insucessos, por isso que foi admitida a aplicação do Tens em alguns casos.

A ATM é uma das mais complexas articulações do corpo humano, elas são ligadas pela mandíbula, de forma que não podem trabalhar independentemente, assim, em muitas desordens as duas ATMs são afetadas mesmo quando em apenas uma, algo não funciona bem. Um dos tratamentos de distúrbios da ATM, por bruxismo, é a colocação de uma placa para impedir a oclusão.

A técnica utilizada para a aplicação da Tens é a transcranial onde dois eletrôdos transcutâneos serão fixados na região do mastóide, de cada lado do crânio. A aplicação da Tens, é de 30 minutos da corrente A.
Alvarez Arenal e colaboradores, dentistas, da Universidade de Oviedo, Espanha, usaram as duas técnicas associadas, em 24 pacientes.

Desses 24 pacientes, com problemas na ATM, 62,5% também tinham bruxismo; a gravidade do problema da ATM foi determinada pelo índice pantographic reproducibility index (PRI) e era média (dando um escore médio de 20,71 pontos). Além dos ruídos a dor no músculo pterigóide lateral era a queixa mais freqüente.

Os autores concluem, ao final, que a placa e o Tens em conjunto não trouxeram nenhuma melhora para esses pacientes, com problemas de ATM e bruxismo.


fonte: http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=196
 

sábado, 3 de novembro de 2007

Saiba como a RPG pode previnir lesões durante seus treinos

Nos últimos anos, o treinamento de um atleta de alto rendimento ganhou mais um aliado para a melhora de sua performance.

A fisioterapia iniciou dentro do esporte com o objetivo de tratar lesões adquiridas pelos atletas durante os treinamentos e competições. Porém, com o desenvolvimento de novas técnicas e protocolos, a fisioterapia passou a ter um papel fundamental na prevenção dessas lesões.

De acordo com a minha experiência na clínica Dr. Fisio com atletas de diferentes modalidades, a RPG (Reeducação Postural Global) é muito utilizada como uma forma de prevenção de lesões e conscientização corporal de atletas, que apresentam em comum uma carga de treinamento acentuada. Entre eles temos, nadadores, triatletas e maratonistas principalmente.

A maioria dos atletas que procuram os serviços de um fisioterapeuta, relata alguma dor que limita o treinamento. Geralmente a dor pode ser tratada e o atleta volta ao treinamento. Porém em um curto espaço de tempo esse mesmo atleta retornava ao consultório com a mesma queixa.

Dessa forma, a RPG possibilita um trabalho onde ao mesmo tempo que a dor é tratada, o corpo também ganha um cuidado especial.

A RPG é uma ferramenta importante na prevenção das dores e lesões musculoesqueléticas, pois a maioria dessas lesões ocorrem por uma biomecânica irregular.

As principais alterações posturais são: anteriorização de cabeça, protusão de ombros, hiperlordose lombar, rotação interna ou externa de membros inferiores, encurtamento de musculatura posterior de membros inferiores e tornozelo valgo ou varo.

Essas alterações são analisadas durante avaliação no consultório e treinamento de cada atleta. Depois de coletados os dados, é traçado um perfil de cada atleta e iniciado um trabalho com segurança.

O atleta aprende a utilizar toda a sua capacidade pulmonar e manter uma postura mais próxima do ideal, para que durante seus treinos, diferentes grupos musculares trabalhem em harmonia evitando assim desvios posturais e desgastes articulares.

O tratamento leva em média 6 meses dependendo da capacidade de aprendizado de cada atleta e tem como objetivo proporcionar uma melhora na qualidade de treinamento e vida.


O que é pubalgia?

Você sabe o que é pubalgia?
por David Homsi

Você sente uma dorzinha na região da bacia ou até mesmo nas coxas por causa da corrida? Isso pode ser sinal de pubalgia. Saiba o que é a lesão e como tratar.

São Paulo - A pubalgia consiste em dor inguinal crônica e dor púbica unilateral ou bilateral. A incidência desta lesão é mais freqüente em homens, devido às atividades físicas intensas, principalmente ao futebol, tênis e corrida.

Os sintomas da pubalgia são:

  • Dor na região púbica, principalmente ao levantar, sentar e ao tossir
  • Aumento da dor com apoio unipodal e exercícios de alta intensidade (corrida)
  • Sensação de ardor na região da virilha
  • Crepitação na sínfise púbica
  • Espasmos de adutor
  • Diminuição da amplitude de movimento do quadril
  • Possível dor lombar
  • Marcha Anserina (marcha com rotação lateral dos membros inferiores)
  • No futebol, dor no primeiro passe ou chute

    O diagnóstico diferencial deve ser feito para descartar doenças como: prostatite, infecção urinária, fratura por stress, dor irradiada da coluna e principalmente hérnia inguinal, a qual é confundida em 50% das vezes. Os exames de imagem podem estar normais. No raio-x pode haver deslocamento púbico para cima, e nos demais exames sinais de inflamação local.

    Os sintomas da pubalgia são na maioria das vezes causados pelo desequilíbrio muscular entre os músculos abdominais e adutores. A ação dos abdominais leva a uma elevação pélvica e os adutores acabam por tracionar, afastando a sínfise púbica, levando então a um stress ligamentar e inflamação local.

    Outro grupo muscular que interfere neste desequilíbrio biomecânico são os posteriores da coxa (isquiotibiais). Quando estes estão encurtados ocorre uma tração lombar, potencializando o desequilíbrio de abdominais de adutores, principalmente no movimento de chute do futebol.

    Tratamento - O tratamento inicial é sempre conservador. Repouso completo, administração de antiinflamatórios e aplicação de compressa de gelo por quinze minutos no local, para aliviar a dor. Pode-se alongar levemente os músculos abdominais, adutores e isquiotibiais (nos casos de término da dor, alongar normalmente).

    A fisioterapia tem papel fundamental no re-equilíbrio muscular e no retorno as atividades desportivas. O tratamento cirúrgico só é utilizado caso o tratamento conservador falhe.
  • Por quê é preciso fazer avaliação médica antes de iniciar uma atividade física?

    Por quê é preciso fazer avaliação médica antes de iniciar uma atividade física?

    Hoje em dia, não temos nenhuma dúvida de que a atividade física regular deve fazer parte do dia-a-dia de qualquer pessoa que deseja ter uma vida saudável, afinal, ela funciona como preventiva e até mesmo como parte do tratamento de algumas doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e dislipidemias (alterações do colesterol e triglicérides), além de promover benefícios para a saúde mental, como o controle do stress. No entanto, devemos saber também que em algumas pessoas, mesmo sem nenhum sintoma mas com algum fator predisponente, a atividade física pode funcionar como um gatilho para sérios problemas cardíacos, incluindo a parada cardíaca e a morte súbita. Por esse motivo, é importante uma avaliação médica prévia ao início das atividades e depois, periodicamente, conforme orientação do seu médico.

     Além disso, a atividade física regular mais intensa, no caso de atletas (profissionais, amadores ou aqueles que praticam o esporte por simples lazer), leva a adaptações normais do sistema cardiovascular como, por exemplo, o aumento do tamanho do coração, que podem ser confundidas com doenças cardíacas, sendo importante nesses casos a avaliação de um médico com experiência na avaliação de atletas.

    Por último, vale lembrar que a avaliação pode fornecer alguns dados, como faixas de freqüência cardíaca de treino, que são úteis para um melhor aproveitamento dos benefícios da atividade física, assim como para a melhora da performance.

     

     

    Dr. Alex Maia

    Cardiologia geral e do esporte

    Consultório: (11) 3285-3053 / 32532695

    email: dr.alexmaia@yahoo.com.br

    sexta-feira, 2 de novembro de 2007

    Quiropraxia a favor do movimento

     técnica que melhora a comunicação entre o sistema nervoso central e o resto do corpo com o toque nas mãos pode ser uma aliada na performance da corrida

     

    Por Odara Gallo

     

    Quando uma pessoa sofre um acidente e lesiona a coluna vertebral, as chances de ter seqüelas nos movimentos de outras partes do corpo são grandes. Esse é apenas um exemplo popular da importância da coluna para o movimento do corpo humano. E oferecer um cuidado especial para essa região pode fazer a diferença na hora de prevenir, diagnosticar ou tratar disfunções que atrapalhem o desempenho na corrida e também a saúde.

     

    De volta à corrida

    Uma hérnia de disco quase fez com que Fernando Freire Dias, 62, advogado, abandonasse o esporte para pilotar uma cadeira de rodas. "Os médicos diziam que eu teria que fazer uma operação para resolver o problema, mas depois passaria a andar de cadeira de rodas", contou.

     

    Já com a perna esquerda sem movimentos e na busca por métodos alternativos de tratamento, Fernando se tratou com a quiropraxia e, hoje, recuperado, não abre mão das sessões depois das provas de corrida que participa. Entre elas, estão as maratonas de Nova York, Blumenau, Brasília e Curitiba, além do Campeonato Mundial Máster de Atletismo. "A quiropraxia me acompanha até hoje. Costumo fazer o tratamento sempre depois das provas para colocar os ossos e a musculatura no lugar no período de recuperação", contou.

     

    Os segredos da técnica

    A quiropraxia é uma técnica que faz um estudo da comunicação entre o sistema nervoso e o restante do corpo por meio da coluna vertebral. Na verdade, o tratamento não é feito apenas para problemas nas costas, mas sim sobre a influência que essas disfunções podem ter na saúde de todo o organismo. "O atleta tende a exagerar no exercício e o corpo sente as conseqüências disso. O tratamento permite uma melhora na amplitude do movimento e faz com que o corpo responda melhor aos estímulos do cérebro", explicou Evergisto Souto Maior, bacharel em quiropraxia e especialista em terapias complementares para coluna vertebral em Pequim, na China.

     

    De acordo com o dr. José Roberto Oliveira, fisioterapeuta e quiropraxista, é arriscado dizer que a técnica melhora o desempenho na corrida. O que acontece é que o atleta pode não estar conseguindo dar o seu máximo nos treinos e provas por causa da algum bloqueio articular e a técnica vai ajudá-lo a corrigir o problema e voltar a render como antes. "Um bloqueio na articulação em um determinado nível da coluna vertebral pode comprometer o fluxo do impulso nervoso alterando a função do órgão enervado por aquele ramo comprometido. Quando liberamos esse bloqueio o atleta pode voltar a ter o mesmo desempenho de antes", explicou.

     

    Com o toque das mãos

    Uma das vantagens da quiropraxia é que a técnica não envolve processo cirúrgico e a principal característica é que o tratamento é feito com as mãos. A movimentação corporal é estimulada pelo profissional por meio das articulações. O quiropaxista manipula as articulações com movimentos precisos que estalam a região e o resultado é o relaxamento muscular, o aumento da mobilidade e a diminuição da dor.

     

    "É muito comum as pessoas confundirem a quiropraxia com técnicas de massagem. Isso acontece porque muitos massagistas promovem 'estalos' articulares em seus procedimentos. Apesar da semelhança de técnicas, a quiropraxia é muito mais do que simplesmente 'estalar' a coluna, ela é uma ciência que estuda as estruturas neuro-músculo-esqueléticas, suas funções, a biomecânica e as patologias envolvidas nesse processo", afirmou o dr. José Roberto.

     

    Esses estímulos facilitam a aferência e a eferência, que são o impulso do cérebro para o corpo e do corpo para o cérebro. "Por causa disso, a técnica reorganiza a questão neurofuncional e a capacidade de cura do corpo fica mais efetiva", afirmou Evergisto Souto Maior.

    Joelho de corredor

    Corredores de média e longa distância estão sujeitos à síndrome da banda iliotibial. Saiba como se prevenir e tratá-la

     

    Por Glauber Alvarenga*

     

    Para os praticantes de corrida de média e longa distância, uma série de lesões é bastante conhecida. Dentro desses acometimentos, a síndrome da banda ou trato iliotibial certamente poderá ser citada como uma das principais, pois é um problema tão comum entre os corredores que por muitos autores é descrita como "Joelho de Corredor".

     

    A síndrome da banda iliotibial também é encontrada em esportes como o ciclismo ou esportes que exigem movimentos repetitivos de flexão e extensão do joelho.

     

    Esta síndrome é caracterizada por dor na região lateral do joelho, e pode acontecer durante ou após a prática de esportes como a corrida. Isso acontece pelo atrito que existe entre o trato iliotibial (fascia localizada na região lateral do joelho) com a região lateral do fêmur. Esse atrito gera um processo infamatório e, conseqüentemente, dor na região. Cada passo dado durante a corrida leva a uma pequena flexão e extensão do joelho. Portanto, a cada movimento a banda iliotibial "raspa" na região lateral do fêmur.

     

    A dor começa a se manifestar durante o treino e torna-se presente, ao longo do tempo, nas atividades diárias, como subir e descer escadas. Se não for tratada, pode levar os atletas a parar a atividade esportiva.

     

    A síndrome da banda iliotibial pode se manifestar após a mudança do treinamento, com o uso de um calçado inadequado e ou simplesmente com o fato de correr em solos irregulares. Esses fatores quando associados ao encurtamento da banda iliotibial, desalinhamento do joelho, rotação da tíbia (osso da perna) ou alterações no tipo de pisada podem levar a processos inflamatórios e conseqüente afastamento do esporte.

     

    Como prevenir

    Essas lesões podem ser prevenidas com alongamentos da região lateral da coxa e dos glúteos. Para isso, é necessário fazer esse tipo de alongamento.

     

    O tratamento dessas lesões consiste em fisioterapia. Na fase aguda, terá a função de promover a analgesia e a diminuição da inflamação, podendo ou não ser associada ao uso de medicamentos de acordo com a prescrição do ortopedista. Quando diminuir a dor, ocorre a diminuição do atrito na banda ilitibial por meio de alongamento e estabilização da articulação.

     

    Algumas atitudes devem ser tomadas para diminuir o tempo de tratamento, por exemplo: diminuir intensidade dos treinos, utilizar tênis apropriado para o tipo de pisada, não treinar em solos irregulares, alongar o trato iliotibial antes e depois da corrida.

     

    A procura precoce por um profissional pode impedir o afastamento do esporte.  

     

    * Glauber Alvarenga é fisioterapeuta esportivo do Instituto Vita e especialista em reabilitação músculo-esquelética da Santa Casa de São Paulo

    Fisioterapia: Fator de Prevenção e Tratamento em Pacientes Hospitalizados

    Em pacientes hospitalizados é comum o aparecimento de alterações decorrentes da imobilidade prolongada a que são submetidos. Normalmente os sistemas respiratórios, cardiovascular e neurológico dos pacientes são afetados podendo, inclusive, acarretar problemas mais graves, como pneumonias, tromboses, etc.

    A fisioterapia realizada nesses pacientes visa a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias e alterações que acompanham as doenças neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares e clínicas em geral.

    No sistema respiratório a imobilização continuada promove uma diminuição da força de seus músculos. Em decorrência disso, a capacidade e o volume pulmonar são alterados e a difusão alvéolo capilar sofre modificação, prejudicando o bom desenvolvimento do sistema.

    Entre as principais alterações cardiovasculares estão as diminuições da eficiência da bombas musculares. Isso significa uma diminuição do retorno venoso, aumentando o risco de trombose venosa profunda. A hipotensão postural é outra conseqüência dessas alterações que se destacam no sistema cardiovascular.

    Para cada semana de imobilização há uma queda de 20% da força muscular. A atrofia muscular pode resultar em falta de coordenação motora e osteoporose quando o paciente é submetido a um grande período de imobilidade. Para pacientes neurológicos pode ocorrer ainda um déficit motor, acarretando problemas como ineficácia do reflexo de deglutição, o que significa maior risco de aspiração pulmonar, alerta a fisioterapeuta.

    Idosos

    O cuidado com o paciente independe da idade, contudo pacientes idosos necessitam de atenção especial. A idade aumenta o risco de morbidade e mortalidade, em decorrência da natural deterioração das funções pulmonares e cardiovasculares. É comum que pacientes idosos apresentem rigidez na caixa torácica com alterações da mecânica respiratória, deficiência do reflexo de tosse o que leva a um maior risco de infecções respiratórias.

    Cirurgias

    Pacientes submetidos a cirurgias torácica, abdominal superior, portadores de doenças pulmonares, obesos, maiores de 70 anos e aqueles com histórico de fumo são candidatos à avaliação e acompanhamento no pré e pós-operatório. No pós-operatório o objetivo da fisioterapia, "é prevenir atelectasias, ou seja, falta de dilatação dos pulmões (principal causa de febre nas primeiras 48 horas após a cirurgia) e infecções respiratórias". Essa prevenção é feita através do aumento da capacidade residual funcional do paciente.

    Numa cirurgia abdominal importante pode haver perda de 60 a 75% da capacidade vital e a capacidade residual pode cair a valores até 20% do normal. No caso de pessoas obesas a mecânica respiratória é agravada em função do achatamento do diafragma, diminuição da expansibilidade da caixa torácica e complacência pulmonar. Além disso, os obesos podem apresentar alterações circulatórias e metabólicas.

    Um trabalho de fisioterapia bem feito, tanto no pré como no pós operatório, poderá significar a diferença entre um resultado de tratamento mal sucedido para um bem sucedido.

    O que é Osteoartrose


    O que é?

    Osteoartrose(OA), ou doença degenerativa da articulação, é a forma mais comum de artrite. Afeta freqüentemente as pessoas a partir da meia-idade e, envolve o pescoço, coluna lombar, joelhos, quadris, e articulações dos dedos, principalmente das mãos. Quase 70% das pessoas acima de 70 anos, tem evidência radiográfica desta doença, mas só a metade destas desenvolvem sintomas. Também pode acontecer em articulações traumatizadas previamente de modo prolongado e excessivo, por infecções, ou mesmo por processos inflamatórios crônicos.

    Causa

    A OA é o resultado da degeneração da cartilagem articular, sendo atualmente considerada como tendo uma causa multifatorial Alguns tipos de AO são reconhecidamente hereditários, sendo inclusive a forma mais comum (NODAL - aquela que apresenta alargamento/aumento das articulações dos dedos), aí incluída. Esta anormalidade genética encontrada, causa um distúrbio na formação das proteínas (aminoácidos), provocando uma degeneração precoce na cartilagem. As pesquisas atuais estão enfocando muito este lado da AO e, associado aos estudos celulares, químicos e funcionais das cartilagens, estão criando um novo entendimento desta patologia.

    Impacto na Saúde

    O A afeta mais de 16 milhões de americanos
    É considerado o tipo mais comum de artrite.
    Virtualmente todo mundo acima de 75 anos é afetado em pelo menos uma articulação.
    As mulheres geralmente são afetadas mais precocemente que os homens.

    Diagnóstico

    OA deve ser suspeitada quando há sintomas de dor nas articulações normalmente acometidas, em pacientes acima de 60 anos (na média). Pode ser confirmada por um exame físico e radiografias. Devem ser afastadas outras causas de artrite, assim como também pode estar coexistindo com outras patologias articulares.

    Tratamento

    A terapia para OA inclui tanto tratamentos farmacológicos, como não medicamentosos, que visam não somente aliviar a dor, mas sobretudo preservar a função daquela articulação acometida. Analgésicos simples (acetaminophen), drogas anti-inflamatórias (piroxican, diclofenacos, ibuprofeno, etc.,), podem ser utilizados sempre que necessários. O uso de corticosteroides em cursos intermitentes, pode ajudar nos casos mais rebeldes. Terapias não farmacológicas incluem a educação paciente, buscando uma melhor compreensão da doença em si. Exercícios de amplitude articular, alongamentos e reforço muscular posteriormente, são fundamentais dentro da visão preventiva da sintomatologia dolorosa. A redução de peso é necessária quando existe acometimento das articulações de carga (coxofemurais, joelhos e tornozelos). Procedimentos fisioterápicos (compressas, quentes , frias, eletroterapia, etc.) no alívio do processo inflamatório e analgesia são importantes na fase aguda. A cirurgia pode ser indicada nos casos de colocação de próteses de substituição, correção de defeitos incapacitantes, ou mesmo para dores refratárias, mas sempre buscando a melhoria da função do paciente.

    O papel do Reumatologista no Tratamento de AO

    O reumatologista é o médico principal no tratamento e pesquisa da OA. Seu conhecimento nas causas e, principalmente na estrutura/função da cartilagem, fazem dele o mais indicado para planejar a melhor terapia destes pacientes, assim como coordenar toda a equipe participante no trabalho.

    Autor: Dr. Marcelo Cruz Rezende - reumatologista / MS
    Baseado em texto da "Arthritis Foundation"
    Fonte: http://www.reumatologia.com.br

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