“DOENÇA DO PRESIDENTE”, A BURSITE DEVE SER TRATADA EM FASE INICIAL






 

Um certo incomodo no ombro, dor nas juntas, inchaço e restrição dos movimentos são sintomas que já atormentaram Luiz Inácio Lula da Silva e promoveram a fama instantânea da bursite, que de desconhecida passou a ser chamada de 'doença do presidente'. "Trata-se do inchaço da bursa, bolsa que contém os líquidos que envolvem as articulações e funciona como amortecedor dos ossos, tendões e tecidos musculares", explica Dr. Antonio Borja, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

 Com pouca informação disponível, a população desconhece os sintomas e o tratamento da patologia que, na maioria dos casos, pode ser resolvida com a administração de medicamentos prescritos por um ortopedista e algumas sessões de fisioterapia. "Quanto mais cedo é detectada, melhor. Isso porque se trata de um processo degenerativo", ressalta o especialista. O diagnóstico é realizado a partir de criteriosa avaliação clínica seguida de exames complementares. 

A doença, que se manifesta principalmente nos ombros pela grande quantidade de bursas contidas na região, também pode acometer cotovelos, quadris e joelhos. "Pessoas com sobrepeso, acima dos 60 anos de idade e diabéticos correm mais risco, mas isso não é regra", comenta Dr. Borja.

 Tratamento - A fisioterapia pode ser a solução, com exercícios que consistem no alinhamento da coluna, no fortalecimento muscular e no relaxamento da área atingida. "Além dos exercícios, avaliar a causa da bursite, que pode não estar exatamente na região da dor, e ensinar o paciente a não sobrecarregar a área lesionada são medidas importantes", explica Fabíola Andrade, fisioterapeuta do Instituto Patrícia Lacombe, com sede em São Paulo.  A cirurgia só é recomendada nos casos em que a dor permanece ou existe dificuldade nos movimentos, mesmo após o tratamento e acompanhamento com o especialista. O tempo médio para avaliar a melhora do paciente é de aproximadamente três meses. "Quando o tendão é rompido por conta da doença, a intervenção cirúrgica age na retirada do tecido que não é viável e regulariza a borda do tendão, através de sutura e reposicionamento dessa estrutura tendinosa, na perspectiva de diminuir a compressão", esclarece Dr. Borja.  Célia Yoko, 50 anos, apresentava boa saúde e praticava atividade física quando sentiu dores no ombro. Como procurou assistência médica no estágio inicial, a bursite foi detectada e tratada com sucesso. "Em menos de dois meses não sinto mais nada", afirma. O ortopedista é enfático: "o que devolveu à paciente a condição de levar uma vida normal foi a agilidade no diagnóstico. Deve-se desconfiar de dores que não passam".  
 

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