sexta-feira, 30 de maio de 2008

Conheça as carótidas

Entre os inúmeros vasos que distribuem o sangue pelo corpo estão as carótidas, artérias que têm a importante função de conduzir o sangue até o cérebro. Cada indivíduo tem duas carótidas, uma de cada lado do pescoço, chegando à cabeça.

Ateroma, o inimigo nº 1 das carótidas

O problema mais grave que pode ocorrer nas carótidas é a dificuldade da passagem do sangue. É o sangue que "alimenta" todas as células do nosso corpo. Se uma artéria é obstruída e o sangue não atinge uma determinada parte do organismo sérias complicações podem surgir.

Para entender melhor como isso acontece compare as carótidas com uma grande ponte engarrafada. De um lado está você, dentro do carro ou de um ônibus, querendo chegar logo ao seu destino. Do outro lado da ponte está o seu chefe, cheio de trabalho e muito nervoso com o seu atraso. Se esta situação se repetir você poderá perder o emprego.

O mesmo ocorre com o cérebro. Se uma das carótidas estiver entupida (como um engarrafamento) o sangue não chegará na quantidade e no momento certos, prejudicando seu funcionamento.

A obstrução das artérias ocorre pelo acúmulo de gordura no sangue e é chamada de aterosclerose. Com o tempo, as placas de gordura, conhecidas como ateromas, vão impedindo a passagem do sangue. Em nosso exemplo, os ateromas são os carros, caminhões e ônibus que estão a nossa frente impedindo a passagem. A gordura dos alimentos, o cigarro e a falta de exercícios são alguns dos fatores que geram o entupimento das carótidas.

Os problemas causados por esse "entupimento" variam de acordo com a artéria em que isso acontece. Por exemplo, quando a artéria obstruída é a que leva o sangue ao coração ocorre o infarto; se o sangue não chegar aos rins surge a insuficiência renal; a obstrução de artérias nas pernas gera gangrena e se as placas de gordura se alojarem nas carótidas acontece o Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame.

Fatores de risco para aterosclerose

Por motivos diversos, algumas pessoas têm mais chances de serem acometidas pela aterosclerose. Os principais fatores de risco são:

  • tabagismo
  • hipertensão arterial
  • diabetes
  • colesterol
  • obesidade
  • ausência de atividade física regular
  • estresse

terça-feira, 27 de maio de 2008

O nervo ciático e a ciatalgia


nervo ciático e a ciatalgia


27.Mai.2008 | Laís Bittencourt de Moraes*

Um nervo é composto por um feixe ou um grupo de feixes de fibras nervosas. São situados fora do sistema nervoso central e fazem ligações entre o cérebro, a medula espinhal e diversas outras partes do corpo.
O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano e o principal nervo dos membros inferiores, ou seja, das pernas. Seu trajeto vai desde a região lombar (parte baixa das costas) até o dedo do pé. Só para ter uma idéia, as musculaturas da região do quadril, do joelho, do tornozelo e os músculos posteriores da perna e do pé, são controlados por esse nervo.
O termo ciatalgia indica dor em regiões percorridas pelo no nervo ciático. Essa condição clínica pode causar muito desconforto em várias áreas do corpo, inclusive, na ponta do pé. Além da dor, a ciatalgia pode implicar, também, provocando diversos outros problemas, tais como alteração dos reflexos, dificuldade de movimentação e até perda dos movimentos da perna.
Diversos fatores podem causar um quadro de ciatalgia. Dentre os principais, contam-se determinados casos de hérnia de disco, obesidade, fraturas de vértebras, tensão muscular, compressão vertebral, mau alinhamento da coluna (como nos casos de escolioses e das hiperlordoses) e alterações posturais que podem ocorrer durante a gestação.
Além disso, hábitos incorretos como o de dormir em posições inadequadas, ficar muito tempo sentado ou em pé, o sedentarismo, a falta de cuidado com a postura durante o trabalho e o lazer, além de exercícios físicos inapropriados, poder causar essa condição clínica desagradável.
Os cuidados indicados para um paciente com ciatalgia dependerão das particularidades de cada caso. Não obstante, serão sempre desejáveis avaliação e acompanhamento realizados por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, como por exemplo, Médicos, Fisioterapeutas e Enfermeiros.
O tratamento da ciatalgia pode ser realizado de variadas formas, sendo normalmente indicados a Fisioterapia, o repouso, o auxílio medicamentoso e até mesmo, a depender do caso, intervenções cirúrgicas.
O Fisioterapeuta dispõe de diferentes métodos de tratamento a serem empregados em conformidade com as exigências de cada situação concreta. Pode, por exemplo, dentre muitos outros procedimentos, utilizar aparelhos para combater a dor e a inflamação local, aplicar terapias com calor e frio (termoterapia e crioterapia), realizar trações, prescrever exercícios terapêuticos de alongamento musculatura implicada, elaborar programas de conscientização postural e utilizar técnicas como a acupuntura e a massoterapia.
Bem assim, para um melhor resultado, é primordial que o paciente assuma e cumpra com rigor o compromisso de seguir corretamente o tratamento prescrito e as orientações recebidas pelos profissionais habilitados.
Informe-se e cuide-se.  

sábado, 24 de maio de 2008

O que é Artrite Reacional?


A Artrite Reativa é uma doença inflamatória das articulações que se desenvolve como resposta à infecção em outra parte do corpo. Em alguns casos, as manifestações da Artrite Reacional podem simular uma Artrite Reumatóide.

Quais as manifestações da Artrite Reacional?

Os principais sinais e sintomas associados à Artrite Reacional incluem:

  • Artrite, mais comum nos tornozelos, joelhos, pés e quadris
  • Inflamação nas vias urinárias (uretrite): a pessoa tem necessidade de urinar a todo o momento, quase sempre com uma sensação de queimação no canal urinário ou presença de secreções anormais.
  • Inflamação dos olhos (conjuntivite)
  • Aftas na boca
  • Vermelhidão na pele
  • Inflamações nos tendões (tendinite)
  • Dores na região lombar
  • Inflamação das vértebras (espondilite)
  • Febre
  • Perda de peso
  • Inflamação da próstata (prostatite) ou colo do útero (cervicite)

Os sinais e sintomas da Artrite Reacional em geral se iniciam alguns dias ou semanas após a exposição a uma infecção. As manifestações podem aumentar e diminuir durante várias semanas ou meses e não é raro ver pessoas que sofrem de Artrite Reacional levarem um tempo considerável até descobrirem o que as está afetando.

A Síndrome de Reiter é um tipo de Artrite Reacional, caracterizada por artrite, conjuntivite e inflamação do canal urinário.

O que causa a Artrite Reacional?

Esta forma de artrite se desenvolve como uma resposta à infecção em outras partes do corpo, em geral no aparelho digestivo ou geniturinário. Muitas pessoas não percebem a infecção inicial, e nem sempre a intensidade da infecção está relacionada à gravidade da artrite reacional – e vice-versa.

A Artrite Reacional não é contagiosa. Contudo, a bactéria responsável pela infecção inicial pode ser transmitida de uma pessoa para outra (p.ex.: a clamídia, responsável por infecções geniturinárias e associada a muitos casos de artrite reacional, pode ser transmitida através do contato sexual). Felizmente, apenas um pequeno número de pessoas expostas a estas bactérias termina desenvolvendo artrite reacional.

Quais os fatores de risco?

Dois fatores principais podem aumentar seu risco para artrite reacional: atividade sexual e características hereditárias.

A artrite reacional é mais comum em homens entre os 20 e 40 anos de idade. Os especialistas acreditam que isto ocorre pelo fato dos homens desenvolverem artrite reacional com maior freqüência que as mulheres quando acometidos por doenças sexualmente transmissíveis.

Muitas pessoas que desenvolvem artrite reacional possuem certos marcadores moleculares na superfície de suas células, sugerindo um componente hereditário para a doença. O principal marcador genético é chamado HLA-B27. Contudo, nem toda pessoa portadora deste marcador irá desenvolver artrite reacional – possuir o HLA-B27 significa apenas que você possui um risco maior para este tipo de artrite caso se infecte por certas bactérias.

Quando procurar um médico?

Sempre que você perceber sinais e sintomas sugestivos de artrite.

Como é feito o diagnóstico?

Inicialmente, seu médico deverá realizar um exame físico completo, checando cuidadosamente as articulações e examinando a pele e os olhos em busca de sinais de inflamação.

Não existem testes laboratoriais específicos para determinar a presença da Artrite Reacional. Ao invés disso, após o exame físico, seu médico poderá solicitar alguns testes para excluir doenças que podem simular um episódio de artrite reacional (p.ex: culturas e sorologias para detectar a presença de certas bactérias, provas de atividade reumática, radiografias e testes genéticos).

Quais são as complicações?

Os sinais e sintomas da artrite reumatóide podem durar 3 a 12 meses. Contudo, muitas pessoas podem controlar as manifestações da doença com o tratamento adequado, retomando suas atividades habituais poucas semanas após o início da crise.

Metade das pessoas com artrite reacional desenvolve recorrência dos sintomas após a resolução da primeira crise. Provavelmente, isto se deve a reinfecção pela mesma bactéria responsável pelo desenvolvimento da artrite reacional. Durante as recorrências, além da artrite, muitas pessoas podem se queixar de dores na região lombar, inflamação nos olhos ou no canal urinário.

Aproximadamente 1 de cada 5 pessoas afetadas pela artrite reacional desenvolve artrite crônica leve. A gravidade da primeira crise de artrite reacional não possui relação com o risco de desenvolver a forma crônica da doença

Outras possíveis complicações da artrite reacional incluem Uveíte (inflamação da camada intermediária dos olhos, pode resultar em cegueira permanente), arritmias cardíacas e problemas nas válvulas do coração.

Como é feito o tratamento?

O objetivo do tratamento é reduzir os sintomas e tratar as infecções bacterianas que podem estar presentes.

O tratamento dos sintomas é feito principalmente com medicamentos antiinflamatórios e corticóides, mas algumas pessoas com inflamações mais severas podem necessitar medicamentos de maior potência, como os inibidores do Fator de Necrose Tumoral (FNT).

Os inibidores do FNT já são empregados no tratamento da artrite reumatóide, com excelentes resultados, e podem ser indicados para os casos refratários ou graves de artrite reacional.

A fisioterapia é útil para manter a estabilidade e preservar o funcionamento das articulações.

Atuação da fisioterapia respiratória em um paciente pediátrico com Atelectasia.

Alethéia Eskel Auriema*
aletheiavilela@yahoo.com.br

* Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Cardio-respiratória pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), Pós-graduada em Fisioterapia Cardio-respiratória pela UNICID, Mestranda em Fisioterapia Intensiva pela SOBRATI e Supervisora do Curso de Aprimoramento em Fisioterapia Respiratória, pela ISCMSP – Unidade Hospital São Luiz Gonzaga (HSLG).

Resumo

A atelectasia resulta da oclusão de brônquio segmentar, lobar ou de brônquio principal, levando ao colapso ou perda de volume pulmonar (1,7). Este estudo  relata o caso de um paciente pediátrico de 05 anos de idade, do gênero masculino, admitido na enfermaria da pediatria da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) na unidade do Hospital São Luiz Gonzaga (HSLG), com hipótese diagnóstica (HD) de Pneumonia lobar à Direita, que evoluiu para  Atelectasia em hemitórax Direito (HTD) e que foi acompanhado pela fisioterapia respiratória desde sua admissão até sua alta hospitalar.

Descritores

Atelectasia , colapso pulmonar, fisioterapia respiratória.

Objetivo

O objetivo do presente estudo é demonstrar o beneficio e a evolução obtida pelo paciente pediátrico, acompanhado pela fisioterapia respiratória, mostrar a importância da ação do fisioterapeuta na reabilitação pulmonar, a qual atenuou as desordens ventilatórias existentes.

Introdução

O termo atelectasia é originado da palavra grega teles e ektasis, que significam expansão incompleta (4). A atelectasia é definida como um volume diminuído que afeta todo ou parte do pulmão (3,7). Atelectasia é o colapso de um segmento, lobo ou todo o pulmão, alterando a relação ventilação/perfusão, provocando um shunt pulmonar, e pode ser classificada como obstrutiva (secreção pulmonar, tumores, corpo estranho) ou não obstrutiva (relaxamento, adesividade e cicatrização). A atelectasia é uma das anormalidades pulmonares mais freqüentemente encontradas em exames radiológicos do tórax (2). O diagnóstico de atelectasia deve iniciar-se com uma história clínica completa, seguida de uma exploração minuciosa do paciente, buscando encontrar sinais e sintomas que variam com o tamanho da área pulmonar que esta envolvida, com o estado prévio da saúde do paciente e a duração da patologia (9). Os exames radiográficos devem também ser analisados, onde em uma radiografia simples de tórax, os achados mais importantes são o aumento da densidade pulmonar, deslocamento das fissuras pulmonares, desvio do mediastino para o lado acometido, deslocamento hilar, elevação do diafragma para o lado afetado, diminuição dos espaços intercostais e hiperinsuflação compensatória do pulmão oposto( 6,7).

A Fisioterapia Respiratória (FR) tem importante papel no tratamento de pneumopatias,  através das manobras de higiene brônquica (MHB) que já são utilizadas há muitas décadas, com algumas técnicas denominadas convencionais e outras novas (8,10).Todas objetivam prevenir ou reduzir as conseqüências mecânicas da obstrução, má distribuição da ventilação pulmonar, entre outras, aumentando a clearance mucociliar da via aérea (5).

Relato de Caso

Paciente pediátrico H.N.S., 05 anos, registro 252.569, foi admitido na enfermaria pediátrica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) na unidade do Hospital São Luiz Gonzaga -  em 22/02/2006 às 23:00 horas. Com história de apresentar há dois dias febre (não medida) e tosse produtiva e chiado no peito, associado a obstrução nasal e rinorréia. Manteve-se ativo e sem alteração de apetite. Criança com Antecedentes de Bronquite alérgica e uma  internação prévia por Pneumonia. Com HD nesta interação de  Pneumonia lobar à direita e atelectasia à direita .

Ausculta Pulmonar abolido em HTD . A radiografia (RX) de tórax do dia da internação evidenciou a presença de atelectasia em HTD. Figura A.

Figura A


 
RX: 22/02/06 Atelectasia em HTD.
Antes da Fisioterapia.

No dia 23/02/2006 a fisioterapia avaliou a criança, que encontrava-se eupneico, respirando em ar ambiente, não colaborativo e nem participativo a terapia. A conduta fisioterapêutica realizada foram as MHB, drenagem postural (DP), ventilação por pressão positiva através do ambú para reexpansão pulmonar (VPP) e aspiração de vias aéreas superiores (VAS) com saída de grande quantidade de secreção amarela espessa. Após o primeiro atendimento fisioterápico a criança realizou outro  RX, que evidenciou a  melhora  da  condensação e da atelectasia no pulmão D. Figura B.

Figura B


 
RX: 23/02/06  Após o primeiro atendimento da fisioterapia.
Imagem mostra a  melhora  da  condensação e da atelectasia no pulmão D.

No dia 24/02/2006  a fisioterapia realizou o segundo atendimento fisioterápico e o paciente teve alta hospitalar.

Conclusão

Durante o período de internação do paciente (três dias), a fisioterapia respiratória  mostrou-se atuante e eficaz, através das manobras e recursos que auxiliaram na melhora clínica do mesmo.

Quanto à duração das sessões da fisioterapia, optou-se por um tempo que pudesse trazer benefício ao paciente e que fosse viável  à rotina de atendimento da instituição.

Concluí-se que as manobras respiratórias, são de extrema importância  para a melhora do paciente e concomitantemente reduz o tempo de internação e os custos hospitalares.

ATELECTASIA PULMONAR

Sinônimos:

Colapso pulmonar.

O que é?

É o colapso de parte ou de todo pulmão. Ou seja, o pulmão "murcha" numa parte ou na sua totalidade por um bloqueio na passagem do ar pelos brônquios de maior ou menor calibre (brônquio ou bronquíolo, respectivamente). Os brônquios são tubos que dão passagem ao ar, espalhando-o por todo o pulmão.

Como se desenvolve?

A atelectasia pode surgir por mecanismos diferentes.

O acúmulo de secreções nos brônquios pode bloquear a passagem do ar, levando ao colapso parcial ou total do pulmão afetado.
Quando algum objeto, inadvertidamente, entra na via aérea e chega ao brônquio, a atelectasia poderá ocorrer. Isto costuma acontecer mais com as crianças, quando engolem algum brinquedo ou outro objeto pequeno.
Os tumores pulmonares podem crescer dentro de um brônquio ou pressioná-lo externamente, causando, em alguns casos, a atelectasia parcial ou total do pulmão.
Pacientes que sofrem uma anestesia geral, que tem alguma doença pulmonar crônica ou que ficam muito tempo acamados podem, eventualmente, apresentar uma atelectasia.

Num adulto, a atelectasia geralmente não é uma situação ameaçadora à vida, já que as partes do pulmão que não foram comprometidas fazem uma compensação da perda de função da área afetada. Por outro lado, a mesma situação num bebê ou numa criança pequena pode representar uma ameaça à vida.

O que se sente?

Os sintomas associados a essa situação podem estar presentes ou não. Dependerá, principalmente, do tamanho da área afetada do pulmão e da presença ou não de doenças concorrentes. A atelectasia pulmonar poderá estar acompanhada de dor torácica, tosse ou dificuldade para respirar.

Como o médico faz o diagnóstico?

Através de exames de imagem, como a radiografia ou tomografia computadorizada do tórax, o médico poderá fazer o diagnóstico. A atelectasia, ao exame físico do paciente, poderá ser suspeitada na minoria dos casos. Isto porque terá de haver um colapso pulmonar de uma área extensa do pulmão para que surjam alterações no exame físico.

A broncoscopia - exame que observa a parte interna dos pulmões através de um aparelho flexível dotado de fibras ópticas e lentes - é capaz de detectar o bloqueio da passagem de ar (do brônquio) e sua causa.

Como se trata?

O tratamento deverá ser escolhido de acordo com a causa da atelectasia, com o objetivo de expandir novamente ("inflar") o pulmão.

Nos casos de acúmulo de secreções, a fisioterapia pulmonar para a mobilização das secreções e a broncoscopia para a aspiração dessas será o tratamento mais indicado.

A fisioterapia poderá utilizar-se de exercícios respiratórios, tapotagem (pequenos golpes com os punhos nos pulmões), drenagem postural (colocando o indivíduo numa posição que favoreça a saída das secreções) e vibradores.

Quando houver alguma infecção bacteriana (por bactérias) associada ao excesso de secreções, os antibióticos deverão ser indicados. Além desses, os mucolíticos (medicamentos que facilitam a expectoração das secreções) poderão ser utilizados nas infecções respiratórias, sejam elas virais ou bacterianas.

Nos casos de corpo estranho na via aérea (objetos), a broncoscopia deverá ser realizada para fazer a remoção. Se não for exitosa, a cirurgia deverá ser realizada.

Quando a causa da atelectasia for um tumor, o tratamento dele deverá solucionar a atelectasia.

Como se previne?

Manter os pequenos objetos longe do alcance das crianças é uma maneira de prevenir as atelectasias causadas por corpo estranho. Da mesma forma, os pais deverão ter cautela na escolha dos brinquedos que devem ser adequados à idade da criança.

Evitar longos períodos deitado na cama também é importante para prevenção das atelectasias, principalmente após cirurgias. Neste mesmo sentido, a fisioterapia também poderá ser necessária.

Complicações

A pneumonia é uma complicação que pode se desenvolver poucos dias após o surgimento de uma atelectasia. Portanto, é importante a resolução do problema.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

A broncoscopia deve ser utilizada unicamente nos casos de atelectasia pulmonar por corpo estranho?

É possível resolver uma atelectasia pulmonar somente com o uso de fisioterapia respiratória?

Uma atelectasia pode causar febre?

Depois de resolvida uma atelectasia, esta poderá voltar a ocorrer pouco tempo depois?

O joelho do corredor

O joelho do corredor (síndrome de tensão patelofemoral) é um distúrbio no qual a patela (rótula) atrita contra a extremidade do fêmur quando o joelho se move. A patela é um osso circular preso a ligamentos e tendões em torno do joelho. Durante a corrida, a patela move-se discretamente para cima e para baixo sem tocar o fêmur. O joelho do corredor pode ser causado por um defeito estrutural, como a patela localizada muito alto em relação à articulação do joelho (patela alta), ou a contração dos músculos posteriores da coxa, a contração dos tendões de Aquiles e a fraqueza da musculatura da coxa – a qual normalmente auxilia na estabilização do joelho.

A causa tratável mais comum é a rotação excessiva dos pés para o interior (pronação) quando o indivíduo anda ou corre, enquanto os músculos da coxa (quadríceps) tracionam a patela para fora (lateralmente). Em conjunto, essas forças fazem com que a patela atrite contra a extremidade do fêmur. A dor e algumas vezes o edema geralmente iniciam durante a corrida e concentram-se sob a superfície da patela No início, somente as corridas descendentes provocam dor. No entanto, após algum tempo, qualquer corrida produz dor e, finalmente, mesmo os outros movimentos do membro inferior são dolorosos, especialmente o ato de descer escadas.

É importante que o indivíduo evite correr até que a corrida não cause mais dor. Para manter o condicionamento físico, ele pode realizar outros exercícios, como o ciclismo (quando este não causar dor), o remo e a natação. Também são úteis os exercícios de alongamento dos músculos posteriores e anteriores (quadríceps) da coxa e de fortalecimento do vasto medial (um músculo interno da coxa que traciona a patela medialmente). Podem ser úteis os suportes para o arco do pé, adquiridos em estabelecimentos comerciais, utilizados tanto em calçados esportivos quanto nos calçados comuns. Algumas vezes, é necessária a confecção de palmilhas sob medida.

Joelho do Corredor

Normalmente, a patela (rótula) move-se discretamente para cima ou para baixo sem tocar o fêmur durante a corrida. Se os pés rodarem excessivamente para o interior (pronação), a perna roda medialmente, tracionando também a patela medialmente, enquanto que o músculo quadríceps da coxa traciona a patela lateralmente. Essas forças opostas fazem a parte posterior da rótula atritar contra a extremidade do fêmur, o que provoca dor.

Fortalecimento do Músculo Vasto Medial

1. Fique em pé com os dois joelhos estendidos. Contraia os músculos quadríceps da coxa (da região anterior das coxas), elevando as patelas. Mantenha essa posição contando até 10 e, em seguida, relaxe. Repita freqüentemente durante todo o dia.

2. Sente-se no chão com os dois joelhos estendidos e com as pernas bem afastadas. Realize a rotação das pernas para fora de modo que os dedos apontem o máximo possível para os lados. Lentamente, eleve a perna lesada a partir do quadril e, em seguida, abaixe-a, mantendo o joelho estendido. Realize três séries de dez em dias alternados.

3. Sente-se no chão com dois ou mais travesseiros sob cada joelho, de modo que essa articulação permaneça fixa num ângulo de 135°. Coloque um peso de 2,5 quilos no tornozelo. Lentamente, eleve o pé estendendo o joelho e, em seguida, abaixe o pé devagar. Realize três séries de dez. Continue o exercício aumentando o peso e não o número de repetições.

Bursite,um problema de mecânica

A doença não é nova, mas ganhou maior evidência por aqui em 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrava sinais claros de dor durante a solenidade de posse. Incomodado e com dificuldades para realizar a troca de faixa, ele passava constantemente a mão em um de seus ombros. Depois dos exames, o diagnóstico: ele sofria por causa de bursite. A palavra que dá nome ao desconforto do governante vem de bursa, que em latim significa bolsa, e ite, designação de origem grega para inflamações. Ou seja, trata-se de uma inflamação na bursa - uma cavidade em forma de bolsa que contém um líquido viscoso (sinovial) e cuja função é amenizar o atrito entre as estruturas que formam uma articulação (ossos, músculos e tendões) cada vez que realizamos um movimento. É comum o problema ocorrer na região do ombro (como no caso de Lula), mas também nos cotovelos, joelhos, tornozelos e quadril.

O que acontece é que, apesar de contar com esse verdadeiro sistema amortecedor nas articulações, se o indivíduo forçar demasiadamente uma região do corpo com movimentos repetitivos, a bursa pode inflamar. Daí, para se defender, o organismo logo providencia um aumento do volume do líquido contido na bursa, na tentativa de diminuir o atrito. Porém, em vez de ajudar, esse acúmulo acaba por comprimir as terminações nervosas espalhadas pela articulação afetada. Depois de um tempo, ao menor movimento executado, o indivíduo sente uma fisgada dolorosa no local.

A dor incomoda tanto que compromete até mesmo as atividades mais simples do dia-a-dia, como levantar o braço para pentear os cabelos. Em geral, os sintomas da bursite são dor, edema, inflamação local, tudo isso causando restrição de movimentos. Porém a sensação de incômodo varia de acordo com a localização da área afetada. Se acomete a parte superior do ombro, por exemplo, provoca dores quando a pessoa estende o braço lateralmente ou quando o traz para frente com a palma da mão virada para baixo. Entretanto, se a inflamação estiver localizada na parte posterior do ombro, a dor se manifesta quando você 'torce' o braço, seja para frente ou para trás.

As possíveis causas

Não são apenas os movimentos repetitivos ou desajeitados que podem provocar bursite. Existem outras causas que também contribuem para o desenvolvimento do quadro inflamatório: traumatismos, infecções, lesões originadas por esforço, uso excessivo das articulações (como fazem esportistas de várias modalidades), artrites ou ainda um distúrbio metabólico como a hiperuricemia, que provoca o depósito de cristais de ácido úrico na articulação afetada. Porém, um dos fatores mais freqüentemente apontados como desencadeante da bursite é a síndrome do impacto - doença que afeta de 2% a 18% da população adulta, provoca dores quando se levanta o braço e é causada pelo desgaste do manguito rotador, um conjunto de três tendões existentes na articulação do ombro.

Na verdade, o desgaste se dá por um problema mecânico. Durante a elevação do braço pode haver uma constante compressão do manguito rotador e um atrito dele com o acrômio, um dos ossos da região. Como a lesão é gradativa e cumulativa - imagine uma corda roçando vezes seguidas na quina de um barco -, após algum tempo pode acontecer o rompimento do conjunto de tendões. Essa lesão aparece, em geral, a partir dos 40 anos, principalmente em indivíduos que realizam movimentos repetitivos com o braço acima do ombro, como professores, dentistas, jogadores de vôlei e de tênis, donas de casas e carregadores.

Diagnóstico deve ser cuidadoso

Como, afinal, distinguir a dor da bursite daquela originada por um estiramento de músculo ou de um tendão? Neste caso, a principal diferença é que o estiramento provoca dores quando o músculo (ou o tendão) lesado é acionado para fazer algum tipo de movimento. Já a inflamação da bursa dá sinal em feitas manobras como levantar o ombro, 'jogá-lo' para trás e abrir os braços. Mesmo se os membros superiores estão relaxados ao lado do corpo, muitas vezes quando há um movimento de oscilação ainda que leve, a dor causada pela bursite pode aparecer. Outra diferença: na doença que ataca o presidente Lula a fisgada sempre ocorre no mesmo lugar toda vez que a bolsa (bursa) é contraída em uma posição que a irrite, ao contrário de outras inflamações ortopédicas.

"Como os sintomas de bursite podem ser confundidos com outros problemas que atingem as articulações, o diagnóstico é feito clinicamente. O médico deve investigar primeiro a história do paciente e ouvir atentamente suas queixas. Depois, com algumas manobras específicas, o especialista pode avaliar melhor a localização da inflamação da bursa e se ela já se apresenta em estado crônico ou agudo", diz o Walter Yoishinori Fukushima, ortopedista e professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo. Também é durante o exame clínico que o médico pode perceber se o paciente sofre de uma bursite aguda gerada por uma outra causa, como infecção ou excesso de ácido úrico. Nesse caso, a articulação se apresenta dolorosa, avermelhada e quente na apalpação.

Dependendo da necessidade, o ortopedista pode pedir exames complementares como radiografia, ultra-som ou até ressonância magnética. Este último é importante para auxiliar o especialista no diagnóstico diferencial, principalmente quando há suspeita de lesões no manguito rotador.

Em um primeiro momento, os cuidados para tratar um quadro de bursite consistem em aliviar o mais rápido possível a dor do indivíduo por meio da administração de analgésicos e antiinflamatórios não hormonais. Apenas em casos críticos, com episódios de dores intensas, os médicos recomendam o uso de corticóides.

Porém, os tratamentos modernos vão muito além da prescrição de medicamentos, infiltrações locais de cortisona e imobilização do ombro ou de outro local afetado. Hoje, são indispensáveis as sessões de fisioterapia, que têm como objetivo a restauração da função articular e o fortalecimento dos músculos para recuperar a capacidade de movimentação do ombro, cotovelos, joelhos, tornozelos, quadril ou de qualquer outra área atingida

Além disso, se houver outra causa para o desencadeamento do problema, como a existência de gota ou artrite reumatóide, também será preciso tratá-la para que não haja risco de uma recidiva da bursite..

Ciclismo pode ser usado na recuperação da lesão




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O ciclismo pode ser a resposta aos atletas de corrida que estão lesionados, fazendo com que eles mantenham o condicionamento físico, pois tanto na corrida quanto no ciclismo trabalhamos os mesmos músculos: quadríceps, panturrilha, glúteos, posteriores da coxa (isquitibiais) entre outros.

Quando o atleta tem alguma lesão na corrida, a primeira atitude que o mesmo tem a tomar é diminuir o impacto durante os treinamentos. No ciclismo não há impacto e o atleta tem os mesmos ganhos cardiovasculares da corrida, além de trabalhar outras articulações.

O movimento de pedalada identifica-se com o da corrida e faz com que o atleta tenha mais agilidade. No ciclismo trabalhamos os membros superiores podendo melhorar a postura durante da corrida, sem contar ainda no trabalho dos músculos expiratórios e inspiratórios utilizados em demasia, gerando um melhor condicionamento físico.

E a recíproca também é verdadeira. O atleta de ciclismo que quiser melhorar seu desempenho, também pode usar a corrida como um complemento ao seu treinamento. Lembre-se que é de suma importância a orientação de um profissional de educação física nos seus treinos.

Principais lesões na corrida -

  • Tendinite no Tendão Aquileu: tendão aquileu é o maior tendão do corpo humano e pode suportar tensões de até 450 kg. As lesões são mais freqüentes em indivíduos entre 30 e 45 anos e isso está associado diretamente com a sobrecarga de treino.

    Esta acontece com o aumento súbito da corrida e velocidade, acréscimo de aclives e declives nos treinos, tempo treino elevado e alterações anatômicas de pé e tornozelo.

  • Fasciíte Plantar: inflamação da fáscia plantar de origem traumática. A fáscia plantar é uma estrutura que dá tensão e mantém a arcada óssea do pé estável. A dor da fasciíte é freqüentemente confundida como sendo do esporão calcâneo.

    O esporão calcâneo faz parte do quadro da fasciíte plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo; mas é importante salientar que o esporão não ocorre na fáscia plantar e sim no músculo flexor anterior dos dedos à qual é adjacente à fáscia.
  • sábado, 10 de maio de 2008

    Reabilitação de trabalhadores com LER depende do ambiente profissional e de acompanhamento.


       

    Um bom ambiente de trabalho é uma das chaves para que pessoas vítimas de Lesões por Esforço Repetitivo (LER) consigam reabilitar-se com sucesso. Em pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, cerca de 30% dos trabalhadores em processo de reabilitação mencionaram que as relações interpessoais com os colegas foram muito importantes na volta às atividades.

    O estudo, realizado com um grupo de bancários, pode ser aplicado em outras áreas. "É possível generalizar as conclusões na medida em que a maioria das categorias trabalha com gestão de pessoal", explica Márcia Elena Rodrigues Gravina, especialista em saúde do trabalhador e que pesquisou o tema da reabilitação em sua tese de doutorado, defendida no dia 23 de setembro.

    Segundo ela, muitos dos fatores que dificultam a plena reabilitação do trabalhador não são exclusivos da categoria dos bancários, e incluem muitos dificultadores de ordem psicológica e física. "A organização do trabalho é um problema na maioria dos lugares, pois está focada na produção e no lucro, não no bem-estar dos trabalhadores".

    Além disso, Márcia afirma que "existe uma questão que vai além da materialidade do trabalho no caso das LER. Os fatores físicos estão interligados com os psicológicos". Já se sabe que um estresse acentuado pode enfraquecer o organismo, deixando o sistema imunológico mais vulnerável e até interferindo na produção de algumas substâncias essenciais para a manutenção do metabolismo.

    Dificultadores

    Em sua pesquisa, Márcia separou os dificultadores e facilitadores para a reabilitação dos trabalhadores em três grupos principais: o da organização do trabalho, o de fatores psicossociais (como o sentimento de utilidade no retorno e uma compreensão por parte dos colegas) e o preparo das instituições incumbidas de promover a reinserção do trabalhador. Este último, no entanto, foi apontado apenas entre os dificultadores. Uma das conclusões do estudo é de que "as instituições que lidam com a reabilitação (INSS, empresa e assistência médica) não têm colaborado para o sucesso do processo de retorno ao trabalho".

    A sobrecarga a que os médicos do INSS são submetidos os impede de fazer um diagnóstico mais preciso e um acompanhamento mais individualizado. E isso causa impactos diretos na reabilitação. Os pacientes recebem alta com especificações muito genéricas, como "não levantar o braço direito acima de 90º ou não carregar peso", enquanto são necessárias restrições mais específicas, que preservem o trabalhador. Márcia diz que uma boa avaliação da condição do trabalhador e de suas capacidades faz com que "a reabilitação aconteça de forma muito mais adequada".

    Foram elaboradas também uma série de recomendações para que o retorno ao trabalho obtenha sucesso, todas no sentido de cobrir os dificultadores encontrados. O ideal seria que as lesões não ocorressem, principalmente por meio da prevenção. Mas, segundo a pesquisadora, os adoecidos ainda sofrem discriminação por conta da doença, e isso faz com que muitos só procurem ajuda tardiamente, quando a LER já se tornou crônica. "Por ser uma doença que não aparece, o paciente é desacreditado. Pensam que ele não quer trabalhar".

    Fonte: Agência USP

    sexta-feira, 2 de maio de 2008

    Fisioterapeuta trata de paciente neurológico a atletas


    Quando a gente está na frente da televisão assistindo a um jogo e torcendo pela seleção brasileira, nem se lembra da equipe médica que garante que os jogadores possam estar bem em campo. Sujeitos a lesões no dia-a-dia, os atletas são alguns dos maiores clientes dos fisioterapeutas.

    A área da fisioterapia que cuida desses pacientes é a desportiva, e os profissionais a consideram em expansão. Segundo Luiz Alberto Rosan, fisioterapeuta da seleção brasileira e do São Paulo, por terem um melhor condicionamento físico, os atletas têm uma reabilitação mais rápida do que as pessoas em geral e, por isso, recebem um tratamento diferente.

    Responsável pelo Refis (Reabilitação Esportiva, Fisioterápica e Fisiológica) do São Paulo, Rosan realiza avaliações periódicas e acompanha o histórico de cada jogador (da seleção ou do clube).

    Se eles sofrem alguma lesão e precisam de reabilitação, já têm seus desempenhos tabelados, de forma que ganham tempo para voltar ao melhor rendimento. "Nós cuidamos para que a recuperação seja rápida. Nossa função é diminuir o tempo que o jogador fica fora de campo", resume o fisioterapeuta.

    Para dar um exemplo da importância da fisioterapia, ele cita os casos de Ronaldo e Rivaldo, que, dias antes da Copa de 2002, ainda não tinham se recuperado totalmente de cirurgias que haviam sofrido. "A seleção estava desacreditada, Ronaldo não tinha jogado as eliminatórias", lembra. Do dia da convocação até o final da Copa, Rosan realizou um trabalho intensivo com os dois jogadores de futebol.

    "Foi graças ao tratamento fisioterápico que eu pude jogar contra a Venezuela em 2002", conta Luizão, pentacampeão que hoje está contundido e é paciente de Rosan.

    Na carreira de fisioterapia, o mais comum é o trabalho hospitalar ou ambulatorial, que compreende as áreas pediátrica, cardiorrespiratória, ortopédica e neurológica, além da UTI.

    Karla Ribeiro, 26, decidiu fazer fisioterapia porque jogava vôlei na adolescência e teve problemas no joelho. "Foi o meu primeiro contato com a profissão. Eu achava que era só ortopedia", lembra Karla, que hoje é professora na Unitau (Universidade de Taubaté) e se especializou na área cardiorrespiratória na Unicamp.

    Outro campo que ganhou destaque é a estética, com tratamentos como massoterapia e drenagem linfática.

    quinta-feira, 1 de maio de 2008

    Fisioterapia oncologica

    A fisioterapia acompanha a mudança de pensamento que a medicina tem perante ao cancer. Se antes a grande preocupação era a sobrevivencia do paciente, agora a preocupação passou a ser também a qualidade de vida que ele vai ter durante e após o tratamento oncológico.

    A fisioterapia oncológica é um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto após uma cirurgia de câncer como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de Câncer de Mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionados ao sistema músculo-esquelético.

    Muitas vezes, a fisioterapia começa no Período pré-operatório. O cirurgião encaminha o paciente ao fisioterapeuta especializado para que seja feita uma preparação pulmonar, o que vai facilitar no transcorrer da recuperação pós-cirúrgica. Esse tipo de procedimento pode ocorrer, por exemplo, nos casos de tumores de cabeça e pescoço, cirurgia abdominal alta e em pacientes com idade avançada ou ainda com história de tabagismo e sobrepeso, fatores que aumentam o risco pós-operatório.

    O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de Quimioterapia e radioterapia. É o caso dos tumores de cabeça e pescoço, nos quais a pessoa passa a respirar por um orifício no qual o ar não é previamente filtrado nem aquecido, o que causa o acúmulo de secreção e conseqüente dificuldade do paciente expectorar. Nessa situação, a fisioterapia tem o objetivo de melhorar a condição funcional respiratória e evitar distúrbios pulmonares como, por exemplo, pneumonias.

    No caso do Câncer de Mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos.

    A fisioterapia tem uma atuação fundamental dentro da oncologia. A preocupação dela não é focal, mas sistêmica. Ou seja, não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, além da sua auto-estima e qualidade de vida. A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso.

    A importancia da anatomia para profissionais da área de saúde

    A anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados; sendo
    ainda, uma disciplina da maior importância para as ciências da vida e da saúde. O ato de ministrar aulas de Anatomia Humana é maior
    que o conjunto de estruturas biológicas que compõem o corpo humano.

    Através dos séculos, o estudo da anatomia não foi só mesclado com imposições da Igreja mas também com o fato dos cadáveres se deteriorarem facilmente e não haver um método de conservação, usando-se, assim, cadáveres frescos conservados por meio de divisões seqüenciais das camadas de músculo e da remoção de
    estruturas e da aprendizagem da anatomia por experiências visuais e táteis. Nosso conhecimento de informação anatômica tem
    sido grandemente aumentado  através de novos e requintados métodos técnicos.

    O produto mais usado universalmente para conservação dos cadáveres para estudo é o formol e entre suas principais aplicações está o
    embalsamamento de peças anatômicas.  A dissecação fornece ao estudante conhecimento direto no cadáver que o habilita a conhecer a anatomia do vivente.

    A análise do cadáver é extrapolada para o conhecimento do vivente, no todo e em suas partes, porém, os líquidos fixadores e embalsamadores, em variados graus, modificam o aspecto normal do corpo e dos órgãos. Profissionais da área da saúde, técnicos de patologia e histologia, professores e estudantes que manuseiam espécimes preservados estão potencialmente em alto risco de exposição.

    Portanto, falar da importância da anatomia para estudantes e profissionais da área da saúde é falar da importância da base de um prédio para toda a construção.

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