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Aquele futebol aos sábados com os amigos, uma 'corridinha' no parque de vez em quando ou aquela série de exercícios aeróbicos que você mesmo preparou. Fazer atividades físicas é sempre bom, certo? Errado. Muitas vezes, os chamados "atletas de fim de semana" - pessoas que não praticam atividades físicas com freqüência - podem estar correndo sérios riscos sem ao menos ter conhecimento disso.
O caso do humorista Bussunda, que faleceu em 2006 em decorrência de um ataque cardíaco um dia após disputar uma partida de futebol com os colegas, é um exemplo. Se fatalidades acontecem com verdadeiros atletas, como o jogador Serginho, do São Caetano, morto em 2004 durante um jogo, é bom ficar atento ao preparo físico adequado.
"Exercícios físicos tem de ser feitos com freqüência. Quando a pessoa faz só de fim de semana e ainda por cima acaba cometendo alguma extravagância, o organismo pode não agüentar", afirma o professor de cardiologia da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) da região do ABC, José Luis Aziz.
Fadiga, distensão ou rompimento muscular, lesão em tendão (desde tendinites até rompimento), bursite, dores de coluna e contratura muscular são apenas alguns problemas que podem surgir quando não se tem um preparo adequado para se iniciar uma atividade física esporádica.
O promotor de merchandising Paulo dos Santos, 27 anos, sofreu uma torção no tornozelo direito durante uma partida de futebol com os amigos. Mesmo sem ter ido ao médico antes de começar a praticar o esporte duas vezes por semana, ele reconhece a importância de um acompanhamento. "Tem que fazer exames, saber até onde se pode ir. O médico fala o que você tem que fazer. Nós (sem orientação) acabamos forçando mais do que deveríamos", afirma.
Segundo Santos, os atletas de fim de semana conhecem os riscos e sabem como preveni-los. No entanto, um fator "mais forte" entra na história. "Algumas pessoas têm vergonha de fazer alongamento, apesar de saber que é necessário", revela. "Eu mesmo não faço aquecimento antes do jogo por preguiça".
Mais riscos - Os perigos do esporte "sem responsabilidade" vão além. "O primeiro risco é o cardiológico. Primeiramente, é necessário fazer uma avaliação com um clínico geral, depois passar por um cardiologista e, ainda, por uma avaliação muscular", afirma Antonio Marcos Augusto, fisioterapeuta especializado na área esportiva, traumatologia, fisiologia e treinamento. "O ideal é que se passe por uma equipe multidisciplinar: clínico-geral, cardiologista, ortopedista, fisioterapeuta e professore de educação física", recomenda.
A partir dessa bateria de médicos e exames, o atleta de fim de semana pode começar seu treinamento sossegado. "Vão ser prescritos exercícios específicos de acordo com o resultado dos testes", afirma o fisioterapeuta. "É arriscadíssimo fazer atividades sem acompanhamento médico", completa, ressaltando que é importante pegar o ritmo dos exercícios antes de sair exagerando por aí.
O coordenador de Recursos Humanos Daniel Arouca, 27 anos, segue à risca essas recomendações. Ele faz caminhada três vezes por semana e duas vezes por ano passa um "check-up" completo. "É importante fazer acompanhamento médico", reconhece.
O operador logístico Marcos da Silva, 42 anos, também não deixa de lado os cuidados com a saúde. Ele, que pedala três vezes por semana, diz passar por exames periódicos na empresa todo ano.
Sem alarde - Apesar dos cuidados que devem ser tomados com a saúde, o cardiologista José Luis Aziz afirma que não é necessário se apavorar na prática de atividades leves, como a caminhada. "Nesse caso, não é necessário procurar um médico, ao menos que a pessoa esteja sentindo alguma coisa ou se ela apresentar fatores de risco".
Segundo ele, entre os fatores de riscos estão pressão e colesterol altos, diabetes e histórico de familiares que sofreram infarto ou morte súbita com menos de 55 anos. "Essas pessoas, antes de fazer atividade física, têm de procurar um médico", afirma.
O cardiologista explica ainda que os riscos de ser um atleta de fim de semana estão relacionados com a idade. "Jovens apresentam um risco menor. Já uma pessoa acima dos 40 anos tem um risco maior de ter uma doença. Aí é necessário uma avaliação prévia com o cardiologista, que vai fazer exames como eletrocardiograma e teste ergométrico", explica.
| Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) todas as pessoas em algum momento de suas vidas, sofrerão de dores nas costas em diferentes graus, ou seja, umas mais intensamente e outras nem tanto. A origem destas dores têm diversos motivos, dentre os principais: má postura, desgaste de uma articulação, movimentos bruscos, inflamações, carregar peso em excesso, obesidade, falta ou excesso de atividade física, atitudes repetitivas entre outros tantos que, se não tratados de maneira adequada, podem agravar ainda mais a situação. O tratamento destas dores consiste, primeiramente, em uma consulta a um profissional especializado, médico ou fisioterapeuta que realizarão testes, e solicitarão exames para detectar a causa, o grau de acometimento e a localização exata da dor. Em seguida irão estabelecer um programa de reabilitação adequado a cada pessoa visando a diminuição da dor e o aumento da flexibilidade e da força dos músculos responsáveis pela manutenção da boa postura. A fisioterapia age como coadjuvante no tratamento dessas dores, inclusive com foco na prevenção. Alongamento e fortalecimento da musculatura responsável pelo sustento da coluna, realinhando assim as estruturas que podem estar comprometidas, diminuindo aquela sensação de "queimação" e "pinçada". Além disso, a fisioterapia leva a uma reeducação da postura, sendo que o fisioterapeuta ensina ao paciente exercícios e alongamentos de fácil execução – que podem ser realizados em casa pelo próprio paciente – e ainda dá sugestões importantes quanto a execução adequada das atividades diárias como melhores posturas para trabalhar, sentar, carregar peso, dormir e até a maneira ideal para se exercitar. As dores nas costas são um problema comum entre as pessoas. Solucioná-la ou amenizá-la requer persistência e disciplina de quem sofre com ela e, depende também, de uma boa orientação dos profissionais da saúde. |
| Embora não seja tão comum quanto a dor lombar, dores na região do pescoço são uma queixa freqüente em nossos consultórios. Calcula-se que 10 a 15% da população em geral está, a cada momento, sofrendo de algum tipo de dor ou endurecimento no pescoço. Dores no pescoço podem ser causadas por uma série de fatores: estresse, acidentes, pinçamento de nervos, alterações no disco intervertebral. Embora doenças mais sérias sejam raras, a dor no pescoço pode causar muito desconforto e prejudicar dramaticamente a qualidade de vida. Dor no pescoço também pode levar a perda de produtividade no trabalho. Uma pesquisa feita em 1996 por Louis Harris & Associates mostrou que cerca de 20 milhões de trabalhadores norte-americanos sofrem de dor de pescoço não relacionada ao trabalho. A mesma pesquisa mostrou que quase 70 por cento dos empregadores acredita que a dor influencia no desempenho do trabalhador, e 61 por cento acredita que ela afeta negativamente sua moral. As terapias mais populares para tratar das dores de pescoço são a terapia manual (ajuste quiroprático e osteopático, massagem), fisioterapia e o uso de analgésicos e relaxantes musculares (prescritos ou não por médicos). Um novo estudo publicado em 26 de abril no British Medical Journal comparou a eficácia e o custo-benefício destas formas de tratamento, e concluiu que a terapia manual é "mais efetiva e mais barata" que a fisioterapia e o tratamento médico convencional. Resultados A terapia manual foi considerado "o mais efetivo tratamento" no estudo. Depois de sete semanas, a taxa de melhora no grupo de terapia manual era de 68 por cento, comparado a 51 por cento e 36 por cento com a fisioterapia e tratamento medicamentoso, respectivamente. O uso de medicamentos para aliviar a dor foi mais baixo no grupo que recebeu terapia manual. Durante o período de acompanhamento - 52 semanas -, 37 por cento de pacientes tratados com terapia manual precisaram tomar algum tipo de remédio, comparados a quase 50 por cento nos grupos de fisioterapia e médico. Além disso, os pacientes de terapia manuais informaram menos tempo perdido no trabalho devido a dor de pescoço. Pacientes no grupo de terapia manual perderam uma média de 1.3 dias de trabalho devido a dor no pescoço no espaço de um ano que se seguiu o tratamento. Já os pacientes aos cuidados de um médico geral perderam uma média de 10.4 dias. Também foram vistas diferenças notáveis entre tratamentos na área de custo-benefício. A terapia manual foi a forma mais barata de tratamento; em média, os custos diretos totais de tratar dor de pescoço com terapia manual durante um ano foram 119 a 246 Euros ($137 - $283) menores por paciente comparado à fisioterapia e ao cuidado médico. Quando os custos diretos e indiretos são computados juntos a diferença foi até maior. O custo total para tratar uma pessoa com dor no pescoço durante um ano que usa terapia manual foi €447 ($514). Tratando um paciente durante o mesmo tempo com fisioterapia valeram €1,297 ($1,492); o cuidado médico custou €1,379 ($1,586). Mas não foi só isso. Os investigadores anotaram ainda na sua conclusão: "As mensurações mostraram que a terapia manual resultou numa recuperação mais rápida do que a fisioterapia e o cuidado médico geral". Fonte: Núcleo Quiropráxis RJ |
►O nervo ulnar origina-se do cordão medial do plexo braquial (C8-T1). Desce pelo braço sem emitir nenhum ramo, tornando-se superficial no cotovelo, onde passa pelo sulco retroepicondilar ou ulnar, formado pelo epicôndilo medial do úmero e pelo olécrano da ulna.
►Após passar pelo sulco ulnar do cotovelo, segue trajeto em direção à mão passando embaixo do túnel cubital (arcada aponeurótica húmero-ulnar), formado pelo arco tendinoso que liga o úmero com a cabeça do músculo flexor ulnar do carpo. No túnel cubital o nervo ulnar emite ramos motores para os músculos flexor ulnar do carpo e flexor profundo do IV e V dedos.
►Aproximadamente 5 a 8 cm proximal ao punho o nervo ulnar emite um ramo sensorial conhecido como ramo cutâneo ulnar dorsal que é responsável pela sensibilidade da região medial e dorsal da mão, porção medial do dedo anelar e dedo mínimo.
►Um pouco antes de entrar no punho, próximo ao processo estilóide da ulna, o nervo ulnar emite outro ramo sensorial chamado de nervo cutâneo palmar, que supre a sensibilidade cutânea da eminência hipotenar.
►O nervo ulnar finalmente entra no punho através do canal de Guyon onde se divide em ramos terminais motores e sensoriais. O ramo terminal sensorial deixa o nervo ulnar dentro do canal de Guyon para suprir a sensibilidade cutânea da face palmar do V dedo e a metade medial do IV dedo. O ramo terminal motor inerva os músculos interósseos dorsais e palmares, o III e o IV lumbricais, o abdutor do quinto dedo e o músculo adutor do polegar.
►No quadro abaixo resumimos os músculos inervados pelo nervo ulnar e seus ramos:
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LOCAIS DE COMPRESSÃO
►Os dois principais locais de compressão do nervo ulnar são o cotovelo e o punho.
► Lesões da axila são difíceis de diferenciar das lesões no braço ou cotovelo, pois o nervo ulnar não emite nenhum ramo nesse trajeto. O envolvimento concomitante do nervo mediano sugere que a lesão encontra-se acima do cotovelo.
► Lesões do nervo ulnar no antebraço são raras e difíceis de diferenciar de lesões no cotovelo.
► O cotovelo é o local mais comum de compressão do nervo ulnar e a neuropatia ulnar no cotovelo é a segunda mononeuropatia mais freqüente na prática, atrás apenas da síndrome do túnel do carpo. Não é infreqüente que a compressão seja bilateral.
►Ela pode ocorrer tanto no sulco ulnar do cotovelo (paralisia ulnar tardia) como no túnel cubital (síndrome do túnel cubital).
►Os sintomas sensoriais de compressão do nervo ulnar no cotovelo incluem parestesias e formigamentos da porção medial da mão (lado ulnar), principalmente na ponta dos dedos e dor no cotovelo que pode se irradiar para a porção medial da mão.
►A neuropatia ulnar não causa sintomas na porção medial do antebraço, pois essa área é inervada pelo tronco inferior do plexo braquial, e não pelo nervo ulnar.
►Os sintomas motores incluem dificuldade para adução do V dedo (sinal precoce), além de fraqueza e atrofia dos músculos intrínsecos da mão. Essa abdução do quinto dedo causada pela fraqueza da adução é conhecida como sinal de Wartenberg. Os pacientes queixam-se que precisam segurar seu quinto dedo para colocá-los no bolso.
►Fraqueza do primeiro interósseo dorsal é mais freqüente que do abdutor do quinto dedo. Os músculos flexor ulnar do carpo e flexor profundo do IV e V dedos geralmente estão acometidos, mas podem estar normais.
►Como os músculos intrínsecos da mão estão fracos, os pacientes usam os flexores longos do polegar e do indicador (inervados pelo interósseo anterior – ramo do mediano) para segurar objetos com a mão (Sinal de Froment).
►Nos casos severos ocorre a característica mão em garra. Isso ocorre pela fraqueza do III e IV lumbricais.
►Muitos pacientes são assintomáticos. O exame neurológico pode ser normal, principalmente em pacientes com sintomas sensoriais isolados.
►A diferenciação clínica entre compressão no sulco ulnar e no túnel cubital é extremamente difícil. Mesmo a exploração cirúrgica algumas vezes não consegue definir o local correto da compressão.
►As principais causas de neuropatia ulnar no cotovelo são:
►O tratamento depende da severidade dos sintomas. Pacientes assintomáticos ou com déficits sensoriais leves e intermitentes devem ser tratados de forma conservadora, apenas com aconselhamento de não apoiar o cotovelo contra superfícies rígidas (repousar o cotovelo sempre sobre almofadas) e evitar flexão prolongada do cotovelo durante o sono (uso de tala para manter o cotovelo extendido).
►Pacientes com sintomas mais severos necessitam tratamento cirúrgico. Se a compressão for no sulco retroepicondilar ou ulnar, a transposição cirúrgica do nervo ulnar é o procedimento de escolha. Se a compressão for no túnel cubital, a simples descompressão do nervo é o tratamento mais adequado.
►A recuperação dos sintomas após a cirurgia pode ser demorada e dependendo da severidade da lesão, pode não ocorrer.
►O punho e a palma são o segundo local mais comum de compressão do nervo ulnar. Entretanto existem quatro diferentes sítios de lesão no punho, a saber:
- dentro do canal de Guyon
- logo após a saída do canal de Guyon
- na palma lesando o ramo distal motor
- na palma lesando o ramo distal sensorial
►Lesões dentro do canal de Guyon causam fraqueza dos músculos da mão inervados pelo ulnar e perda sensorial na superfície palmar do dedo mínimo e na metade ulnar do dedo anelar, correspondendo ao território do ramo terminal sensorial do nervo ulnar. A região dorsal geralmente é preservada, pois o ramo cutâneo ulnar dorsal não passa pelo canal de Guyon.
►Lesões logo após a saída do canal de Guyon preservam o ramo terminal sensorial e não causam sintomas sensoriais. Portanto, esses pacientes apresentam déficit motor de todos os músculos da mão inervados pelo ulnar.
►Lesões do ramo terminal motor na palma (distal ao osso hamato) causam fraqueza dos músculos tênares inervados pelo ulnar, preservando os músculos hipotenares.
►Lesões do ramo terminal sensorial na palma são raras e apresentam apenas sintomas sensoriais na superfície palmar do dedo mínimo e na metade ulnar do dedo anelar.
► As principais causas de neuropatia ulnar no punho e palma são:
- trauma
- compressões por cistos
- hanseníase
- artrite reumatóide
- anomalias congênitas
- neuropatia hereditária com susceptibilidade a paralisia por compressão
- ciclismo
► O tratamento depende da severidade dos sintomas. Se houver sintomas motores recomenda-se a descompressão cirúrgica do canal de Guyon.
DIAGNÓTICO DIFERENCIAL
- Neuropatia ulnar na axila
- Neuropatia ulnar no braço
- Neuropatia ulnar no sulco ulnar (Paralisia Ulnar Tardia)
- Neuropatia ulnar no túnel cubital (Síndrome do Túnel Cubital)
- Neuropatia ulnar no antebraço
- Neuropatia ulnar no punho (Canal de Guyon)
- Neuropatia ulnar na palma
- Radiculopatia C8 e T1
- Síndrome do desfiladeiro torácico
- Lesão de tronco inferior ou cordão medial do plexo braquial
- Doença do neurônio motor inicial
- Siringomielia
DIAGNÓSTICO ELETROFISIOLÓGICO
►O exame de escolha para o diagnóstico das neuropatias ulnares é a eletroneuromiografia. Ela é capaz de localizar a lesão na maioria dos casos, além de definir a severidade.
► A condução motora do nervo ulnar é realizada de rotina registrando o músculo abdutor do quinto dedo. Entretanto, em casos suspeitos de neuropatia ulnar o estudo deve incluir estímulos registrando os potenciais no primeiro interósseo dorsal, pois as fibras para o abdutor do quinto dedo e para o primeiro interósseo dorsal podem ser acometidas seletivamente.
► O estudo da condução nervosa motora é parte importante da avaliação eletrofisiológica. Alentecimentos no segmento do cotovelo ou bloqueio de condução no cotovelo indicam desmielinização focal e que a compressão está nesse nível.
► Se a lesão puder ser localizada no cotovelo pelos critérios acima, é importante tentar diferenciar entre compressão no sulco ulnar ou no túnel cubital, tendo em vista as diferentes abordagens cirúrgicas.
► A técnica de estimulação de curtos segmentos (Inching Technique) é a mais utilizada para essa diferenciação. Nela o nervo ulnar é estimulado a cada 2 cm em cinco diferentes pontos de seu trajeto pelo cotovelo. Quando a diferença de latência entre dois pontos de estimulação for maior que 1 ms sugere que a compressão possa estar naquele ponto. Se isso ocorre no sulco ulnar sugere paralisia ulnar tardia e se ocorre distalmente sugere síndrome do túnel cubital.
► Entretanto, na maioria dos pacientes a lesão é axonal e as amplitudes dos potenciais motores são difusamente diminuídas, sem uma diminuição focal importante da velocidade. Nesses casos é impossível localizar a lesão no cotovelo ou em outros locais do nervo.
► Nesses casos o estudo da condução sensorial do ramo cutâneo dorsal deve ser realizado bilateralmente. Como esse ramo sai do nervo ulnar antes do punho, se ele estiver anormal descarta lesão no punho. Entretanto, se ele estiver normal não necessariamente indica que a lesão é no punho, pois devido ao acometimento fascicular das fibras no cotovelo, alguns pacientes com compressão nesse ponto podem ter preservadas as fibras do ramo cutâneo dorsal.
► Em lesões no punho ou na palma devemos comparar as amplitudes do PAMC registradas do primeiro interósseo dorsal e do abdutor do quinto dedo. Se a amplitude for normal registrando o abdutor do quinto dedo e baixa registrando o primeiro interósseo dorsal sugere que a lesão foi na palma afetando exclusivamente o ramo motor distal. Se ambos forem diminuídos sugere lesão dentro do canal de Guyon ou em sua saída.
►Para diferenciar entre lesão dentro do canal de Guyon ou em sua saída devemos fazer o estudo de condução sensorial entre o V dígito e a palma, sempre comparando os dois lados. Se ele for anormal indica lesão dentro do canal de Guyon. Se for normal sugere lesão na saída do canal.
►Entretanto, sempre que uma lesão no punho preserva as fibras sensoriais é difícil excluir completamente a possibilidade de radiculopatia C8 ou doença do neurônio motor em fase inicial. Correlação clínica e exame evolutivo são recomendados.
► Se apenas o estudo sensorial entre o V dígito e o punho for anormal e os estudos motores registrando o abdutor do quinto dedo e o primeiro interósseo dorsal forem normais a lesão provavelmente está no ramo sensorial distal na palma (rara).
► Quando o estudo da condução nervosa sensorial do nervo ulnar for anormal, devemos estudar o nervo cutâneo antebraquial medial para descartar envolvimento do tronco inferior do plexo braquial, já que esse nervo é ramo direto do plexo braquial e é responsável pela inervação do porção medial do antebraço.
►A EMG de agulha deve estudar pelo menos dois músculos distais ao punho inervados pelo ulnar. Nós estudamos o primeiro interósseo dorsal na região tenar e o abdutor do quinto dedo na região hipotenar. Pelo menos um músculo inervado pelo ulnar no antebraço também deve ser estudado (flexor ulnar do carpo ou flexor profundo do IV e V dedos).
► Se os músculos inervados pelo ulnar no antebraço forem anormais indica que a lesão está acima do punho, entretanto não localiza a lesão necessariamente no cotovelo. Se a condução nervosa não localizar a lesão no cotovelo, a única conclusão que o estudo eletrofisiológico pode tirar é que a lesão encontra-se acima do ramo para o flexor ulnar do carpo ou para o flexor profundo do IV e V dedos.
►Algumas vezes o músculo flexor ulnar do carpo pode estar normal mesmo nas lesões no cotovelo devido à acometimento fascicular das fibras para esse músculo. Portanto, se o flexor ulnar do carpo estiver normal não descarta completamente a possibilidade de lesão no cotovelo.
► Se os músculos inervados pelo ulnar forem anormais, devemos estudar músculos não inervados pelo ulnar e inervados por C8-T1 e tronco inferior do plexo braquial (abdutor curto do polegar, extensor próprio do indicador, flexor longo do polegar) para descartar a possibilidade de lesões nesses pontos.
► Se qualquer músculo não inervado pelo ulnar e inervado por C8-T1 ou tronco inferior do plexo braquial for anormal, devemos estudar os músculos paraespinhais para diferenciar entre plexopatia e radiculopatia.
PROTOCOLO DE ESTUDO DAS LESÕES DO NERVO ULNAR
HISTÓRIA
- Parestesia da mão?
- Fraqueza da preensão?
- Atrofia de interósseos ou hipotenares?
- Trauma?
- Artrite Reumatóide?
- Hanseníase?
- História familiar de mononeuropatias?
- Hábito de se apoiar no cotovelo?
- Ciclismo?
- Cirurgia?
EXAME FÍSICO
- Força Muscular
- músculos intrínsecos da mão (Nervo ulnar)
- abdução do quinto dedo (Nervo ulnar)
| As lesões do LCA ocorrem principalmente durante a prática de desportos como futebol, basquetebol e esqui, nos quais o pé está fixo ao solo e a perna é rodada com o corpo. A incidência deste tipo de lesões tem vindo a aumentar no sexo feminino, crianças, adolescentes e adultos com idades mais avançadas. Isto ocorre devido ao maior envolvimento desses indivíduos com práticas desportivas colectivas e que implicam a realização de movimentos de desaceleração brusca e mudanças de direcção. Se compararmos homens e mulheres de uma mesma faixa etária que praticam a mesma actividade desportiva, podemos verificar que as mulheres, devido a particularidades anatômicas, hormonais, etc, se tornam mais suscetíveis a apresentar lesão do LCA. Assim, podemos concluir que nem a idade nem o sexo são factores de prognóstico de quem vai desenvolver instabilidade anterior do joelho. O diagnóstico baseia-se na história e no exame clínico do joelho. Segundo diversos autores o exame físico deve ser iniciado examinando-se em primeiro lugar o joelho sadio dado que assim o doente vai-se sentir mais confiante e seguro quando se partir para a avaliação do joelho lesado. As lesões do ligamento cruzado anterior ocorrem geralmente após entorses seguidas de derrames, na maior parte das vezes sanguilentos (hemartrose). A sua ruptura é a lesão mais comum nos jogadores de futebol.
A ruptura do ligamento cruzado anterior é uma lesão frequente, invalidante e evolutiva, ocupando o tratamento cirúrgico e a fisioterapia um lugar essencial nestes casos. O tratamento cirúrgico tem apresentado um grande desenvolvimento nos últimos anos, devido ao avanço tecnológico nas alternativas de enxerto e métodos de fixação. O tratamento é realizado através da substituição do ligamento lesado por um enxerto substituto. Este enxerto pode ser uma parte do tendão rotuliano, ou tendões dos isquiotibiais, do próprio paciente ou enxertos de cadáveres (ex.: tendão calcâneano). A sutura directa do ligamento rompido não apresenta bons resultados. O objectivo na cirurgia é colocar o enxerto substituto na localização e tensão do ligamento original. O enxerto pode ser fixado através de parafusos, fios, pinos e arruelas.
Quando se está perante uma ruptura do ligamento cruzado anterior a prática de desporto não é aconselhada, dado que o joelho encontra-se instável. Nas lesões agudas, o exame é difícil devido à dor (de intensidade variável devido à tensão que o edema provoca na cápsula) e ao espasmo muscular. A presença de hemartrose leva à grande suspeita de lesão do ligamento cruzado. Nestes casos, o melhor tratamento é a cirurgia, onde se vai proceder à reconstrução do ligamento. No entanto, após reconstrução do ligamento é fundamental a fisioterapia, actuando com o objectivo de diminuir a sintomatologia apresentada pelo doente. Assim, uma vez que o utente apresenta inflamação, o nosso primeiro passo a dar vai ser no sentido de diminuir essa inflamação, e para tal pode-se utilizar como meio de tratamento o gelo, a drenagem linfática e a elevação. Durante este estádio também podem ser realizados movimentos passivos e activos dentro da amplitude não dolorosa (grau A) e o treino proprioceptivo. Como consequência da intervenção cirúrgica muitas vezes surgem atrofias musculares do quadricipete, isquiotibiais, adutores e abdutores da coxa e por vezes dos gémeos. Quando estas atrofias estão presentes é necessário o fortalecimento desses músculos, assumindo aqui a electroterapia um papel fundamental. Durante o processo inflamatório e enquanto não se restabelece completamente a amplitude de movimento, o uso de muletas torna-se essencial para a descarga parcial do peso. Na etapa do tratamento correspondente à lesão crónica, e depois de atingidas as metas anteriores, a actuação da fisioterapia vai ter por base o trabalho muscular, o treino proprioceptivo e a reeducação desportiva.
O início de um trabalho muscular mais intenso após a fase aguda, visa aumentar a resistência e força dos grupos musculares que cruzam o joelho. Um ênfase maior deve ser dado às estruturas que posteriorizam a tíbia (isquiotibiais e gastrocnémios).
A propriocepção pode ser definida como a capacidade inconsciente de sentir o movimento e a posição de uma articulação no espaço. No joelho ela é mediada por mecano-receptores situados nas suas principais estruturas como LCA, LCP, ligamentos colaterais, cápsula articular, tendão patelar ,meniscos etc. No paciente com lesão de LCA ao qual se institui um tratamento conservador , deve-se "treinar" o mesmo a usar os mecanoreceptores íntegros, principalmente os capsulares que seriam aqueles, segundo Solomonov, os responsáveis pela co-contraçao dos isquiotibiais e gastrocnêmicos levando a uma proteção do joelho contra os ¨falseios¨.
Todas as actividades desportivas que envolvem saltos, mudanças bruscas de direcção e velocidade provocam um grande stress sobre o joelho com deficiência de LCA, proporcionando com isso oportunidades de aparecimento dos "falseios" de repetição. A mudança de hábitos desportivos competitivos ou não, é talvez o factor mais importante no bom resultado do tratamento conservador da lesão do LCA, para tal, deve-se estimular a prática de actividades desportivas de baixo risco para o joelho como natação, ciclismo, jogging, ou mesmo de médio risco não competitivo como tênis, esqui aquático, etc. |
Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.
Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.
Esses fatores de risco incluem:
| Perda de papéis sociais | |
| Perda da autonomia | |
| Morte de amigos e parentes | |
| Saúde em declínio | |
| Isolamento social | |
| Restrições financeiras | |
| Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória). |
Transtornos psiquiátricos mais comuns em idosos
| Demência | |
| Demência tipo Alzheimer | |
| Demência vascular | |
| Esquizofrenia | |
| Transtornos depressivos | |
| Transtorno bipolar (do humor) | |
| Transtorno delirante | |
| Transtornos de ansiedade | |
| Transtornos somatoformes | |
| Transtornos por uso de álcool e outras substâncias |
Demência
Demência é um comprometimento cognitivo geralmente progressivo e irreversível. As funções mentais anteriormente adquiridas são gradualmente perdidas. Com o aumento da idade a demência torna-se mais freqüente. Acomete 5 a 15% das pessoas com mais de 65 anos e aumenta para 20% nas pessoas com mais de 80 anos.
Os fatores de risco conhecidos para a demência são: Idade avançada História de demência na família Sexo feminino
Os sintomas incluem alterações na memória, na linguagem, na capacidade de orientar-se. Há perturbações comportamentais como agitação, inquietação, andar a esmo, raiva, violência, gritos, desinibição sexual e social, impulsividade, alterações do sono, pensamento ilógico e alucinações.
As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).
As demências são classificadas em vários tipos de acordo com o quadro clínico, entretanto as mais comuns são demência tipo Alzheimer e demência vascular.
Demência tipo Alzheimer
De todos os pacientes com demência, 50 a 60% têm demência tipo Alzheimer, o tipo mais comum de demência. É mais freqüente em mulheres que em homens. É caracterizada por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções cognitivas. A memória é a função cognitiva mais afetada, mas a linguagem e noção de orientação do indivíduo também são afetadas. Inicialmente, a pessoa pode apresentar uma incapacidade para aprender e evocar novas informações.
As alterações do comportamento envolvem depressão, obsessão (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e desconfianças, surtos de raiva com risco de atos violentos. A desorientação leva a pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de total confusão. Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.
O diagnóstico é feito com base na história do paciente e do exame clínico. As técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis.
O tratamento é paliativo e as medicações podem ser úteis para o manejo da agitação e das perturbações comportamentais. Não há prevenção ou cura conhecidas.
Demência vascular
É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as mesmas características da demência tipo Alzheimer mas com um início abrupto e um curso gradualmente deteriorante. Pode ser prevenida através da redução de fatores de risco como hipertensão, diabete, tabagismo e arritmias. O diagnóstico pode ser confirmado por técnicas de imagem cerebral e fluxo sangüíneo cerebral.
Esquizofrenia (esquizofrenia e outras psicoses)
Essa doença começa no final da adolescência ou idade adulta jovem e persiste por toda a vida. Cerca de 20% das pessoas com esquizofrenia não apresentam sintomas ativos aos 65 anos; 80% mostram graus variados de comprometimento. A doença torna-se menos acentuada à medida que o paciente envelhece.
Os sintomas incluem retraimento social, comportamento excêntrico, pensamento ilógico, alucinações e afeto rígido. Os idosos com esquizofrenia respondem bem ao tratamento com drogas antipsicóticas que devem ser administradas pelo médico com cautela.
Transtornos depressivos
A idade avançada não é um fator de risco para o desenvolvimento de depressão, mas ser viúvo ou viúva e ter uma doença crônica estão associados com vulnerabilidade aos transtornos depressivos. A depressão que inicia nessa faixa etária é caracterizada por vários episódios repetidos.
Os sintomas incluem redução da energia e concentração, problemas com o sono especialmente despertar precoce pela manhã e múltiplos despertares, diminuição do apetite, perda de peso e queixas somáticas (como dores pelo corpo). Um aspecto importante no quadro de pessoas idosas é a ênfase aumentada sobre as queixas somáticas.
Pode haver dificuldades de memória em idosos deprimidos que é chamado de síndrome demencial da depressão que pode ser confundida com a verdadeira demência. Além disso, a depressão pode estar associada com uma doença física e com uso de medicamentos.
Transtorno bipolar (transtornos do humor)
Os sintomas da mania em idosos são semelhantes àqueles de adultos mais jovens e incluem euforia, humor expansivo e irritável, necessidade de sono diminuída, fácil distração, impulsividade e, freqüentemente, consumo excessivo de álcool. Pode haver um comportamento hostil e desconfiado. Quando um primeiro episódio de comportamento maníaco ocorre após os 65 anos, deve-se alertar para uma causa orgânica associada. O tratamento deve ser feito com medicação cuidadosamente controlada pelo médico.
Transtorno delirante
A idade de início ocorre por volta da meia-idade mas pode ocorrer em idosos. Os sintomas são alterações do pensamento mais comumente de natureza persecutória (os pacientes crêem que estão sendo espionados, seguidos, envenenados ou de algum modo assediados). Podem tornar-se violentos contra seus supostos perseguidores, trancarem-se em seus aposentos e viverem em reclusão. A natureza dos pensamentos pode ser em relação ao corpo, como acreditar ter uma doença fatal (hipocondria).
Ocorre sob estresse físico ou psicológico em indivíduos vulneráveis e pode ser precipitado pela morte do cônjuge, perda do emprego, aposentadoria, isolamento social, circunstâncias financeiras adversas, doenças médicas que debilitam ou por cirurgia, comprometimento visual e surdez.
As alterações do pensamento podem acompanhar outras doenças psiquiátricas que devem ser descartadas como demência tipo Alzheimer, transtornos por uso de álcool, esquizofrenia, transtornos depressivos e transtorno bipolar. Além disso, podem ser secundárias ao uso de medicamentos ou sinais precoces de um tumor cerebral.
Transtornos de ansiedade
Incluem transtornos de pânico, fobias, TOC, ansiedade generalizada, de estresse agudo e de estresse pós-traumático. Desses, os mais comuns são as fobias.
Os transtornos de ansiedade começam no início ou no período intermediário da idade adulta, mas alguns aparecem pela primeira vez após os 60 anos.
As características são as mesmas das descritas em transtornos de ansiedade em outras faixas etárias.
Em idosos a fragilidade do sistema nervoso autônomo pode explicar o desenvolvimento de ansiedade após um estressor importante. O transtorno de estresse pós-traumático freqüentemente é mais severo nos idosos que em indivíduos mais jovens em vista da debilidade física concomitante nos idosos.
As obsessões (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e compulsões (comportamento consciente e repetitivo como contar, verificar ou evitar ou um pensamento que serve para anular uma obsessão) podem aparecer pela primeira vez em idosos, embora geralmente seja possível encontrar esses sintomas em pessoas que eram mais organizadas, perfeccionistas, pontuais e parcimoniosas. Tornam-se excessivos em seu desejo por organização, rituais e necessidade excessiva de manter rotinas. Podem ter compulsões para verificar as coisas repetidamente, tornando-se geralmente inflexíveis e rígidos.
Transtornos somatoformes
São um grupo de transtornos que incluem sintomas físicos (por exemplo dores, náuseas e tonturas) para os quais não pode ser encontrada uma explicação médica adequada e que são suficientemente sérios para causarem um sofrimento emocional ou prejuízo significativo à capacidade do paciente para funcionar em papéis sociais e ocupacionais. Nesses transtornos, os fatores psicológicos são grandes contribuidores para o início, a severidade e a duração dos sintomas. Não são resultado de simulação consciente.
A hipocondria é comum em pacientes com mais de 60 anos, embora o seja mais freqüente entre 40 e 50 anos. Exames físicos repetidos são úteis para garantirem aos pacientes que eles não têm uma doença fatal. A queixa é real, a dor é verdadeira e percebida como tal pelo paciente. Ao tratamento, deve-se dar um enfoque psicológico ou farmacológico.
Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
Os pacientes idosos com dependência de álcool, geralmente, apresentam uma história de consumo excessivo que começou na idade adulta e apresentam uma doença médica, principalmente doença hepática. Além disso, um grande número tem demência causada pelo álcool.
A dependência de substâncias como hipnóticos, ansiolíticos e narcóticos é comum. Os pacientes idosos podem abusar de ansiolíticos para o alívio da ansiedade crônica ou para garantirem uma noite de sono.
A apresentação clínica é variada e inclui quedas, confusão mental, fraca higiene pessoal, depressão e desnutrição.