domingo, 31 de agosto de 2008

Fisioterapia no Pré e Pós Parto

Antigamente a gestação era tratada de uma forma muito diferente dos dias atuais. As gestantes eram estimuladas a fazer uma dieta hipercalórica e a fazer repouso. Hoje em dia a preparação para o parto é feita de forma bem diferente e mais consciente.

O acompanhamento durante a gravidez começa desde os primeiros meses de gestação onde se leva em consideração o acompanhamento nutricional com muita fruta, legumes e a ingestão de água, para que se tenha um ganho ponderado de peso e previna edemas e picos altos de pressão arterial.

 

 

Durante a gravidez o corpo sofre varias mudanças como o aumento da cintura, do quadril, das glândulas mamárias; há uma mudança do centro de gravidade, aumentando a curvatura lombar promovendo muitas dores lombares e em alguns casos até mesmo piçamento do nervo ciático (lombociatalgia); compressão do diafragma pelo útero aumentando, causando dificuldade respiratória; o eixo do estômago é alterado para a horizontal, dificultando a digestão; aumento da freqüência cardíaca e do volume de sangue; alteração hormonal, os ossos e a musculatura ficam mais frágeis; há um aumento do líquido corporal provocando edema em membros.

A fisioterapia no pré-parto prepara a gestante utilizando-se de exercícios de fortalecimento para a musculatura perineal, membros superiores e inferiores através de exercícios isométricos e aeróbicos; alongamentos; exercícios de correção postural, favorecendo o equilíbrio corporal da gestante; técnicas de respiração para parto; drenagem linfática, prevenindo e ou evitando transtornos circulatórios.

O objetivo da fisioterapia pré e pós-parto é garantir à gestante uma gravidez mais saudável e tranqüila.

sábado, 16 de agosto de 2008

Tendinite de Aquiles

A tendinite de Aquiles é uma inflamação do tendão de Aquiles, o cordão resistente que se estende dos músculos da panturrilha até o calcanhar. Os músculos da panturrilha e o tendão de Aquiles abaixam a parte anterior do pé após o calcanhar tocar o solo e elevam o calcanhar quando os dedos deixam o solo, imediatamente antes de ser iniciado o passo com o outro pé. A tendinite de Aquiles ocorre quando as pressões aplicadas sobre o tendão são maiores que a resistência. A corrida descendente produz pressões extras sobre o tendão de Aquiles, pois o antepé (a parte anterior do pé) deve avançar antes de tocar o solo.

A corrida ascendente também tensiona o tendão, pois os músculos da panturrilha devem exercer uma maior força para elevar o calcanhar, quando os dedos deixam o chão. Um contraforte do calcanhar (a parte posterior do calçado que circunda o calcanhar) macio permite um movimento excessivo do calcanhar, tensionando o tendão de Aquiles de forma desigual e aumentando a possibilidade de sua laceração. Os calçados de sola rígida, os quais não se dobram onde os dedos se articulam com o pé, causam grande tensão no tendão de Aquiles, imediatamente antes dos dedos deixarem o chão.

Vários fatores biomecânicos predispõem esse tendão à lesão. Eles incluem a rotação excessiva dos pés para o interior (pronação), o hábito de utilizar demasiadamente a região posterior do calcanhar (a inspeção da sola do calçado de corrida pode mostrar onde a área do calcanhar está mais desgastada), o arqueamento das pernas, a contração dos músculos posteriores da coxa e da panturrilha, arcos plantares acentuados, a contração dos tendões de Aquiles e as deformidades do calcanhar.

A dor, o sintoma principal, é geralmente mais intensa quando o indivíduo começa a movimentar- se após haver permanecido sentado ou deitado ou quando ele começa a correr ou a praticar o jogging. Freqüentemente, a dor alivia com a continuidade da caminhada ou da corrida apesar da dor e da rigidez. O tendão de Aquiles é envolto por uma bainha protetora. Entre o tendão e a bainha, existe uma fina camada de gordura, a qual permite a livre movimentação do tendão.

Quando o tendão é lesado, formam-se cicatrizes entre ele e a bainha, fazendo com que o tendão puxe a bainha em cada movimento. É por essa razão que o movimento é doloroso. A continuidade da caminhada ou da corrida alivia a dor porque ela aumenta a temperatura da bainha, tornando-a mais flexível, e, dessa forma, o tendão consegue movimentar-se mais livremente. Geralmente, a pressão exercida sobre o tendão também causa dor.

Se o indivíduo ignorar a dor e continuar a correr, o tendão elástico é substituído por um tecido cicatricial rígido, e o tendão sempre doerá durante o exercício, sem chance de cura. Deixar de correr e pedalar uma bicicleta enquanto a dor persistir são parte importante do tratamento. Outras medidas dependem da causa provável ou das condições predisponentes: uso de calçados com solas flexíveis e aplicação de palmilhas aos sapatos de corrida, para reduzir a tensão no tendão e estabilizar o calcanhar.

Os exercícios de alongamento dos músculos do jarrete são iniciados tão logo possam ser efetuados sem dor. Também ajudam os exercícios para fortalecimento do tendão de Aquiles, como, por exemplo, elevações do corpo na ponta dos dedos. Depois que voltou a correr, a indivíduo não deve praticar corridas em aclive ou declive em ritmo rápido, até que o tendão tenha ficado completamente curado, o que pode levar semanas e até anos.


Lesões desportivas: causas, caracteristicas, prevenção

Causas

As lesões esportivas são provocadas por métodos inadequados de treinamento, alterações estruturais que sobrecarregam mais determinadas partes do corpo do que outras e pela fraqueza muscular, tendinosa e ligamentar. Muitas dessas lesões são causadas pelo desgaste crônico e por lacerações, os quais são decorrentes de movimentos repetitivos que afetam os tecidos suscetíveis.

Métodos Inadequados de Treinamento

A causa mais comum das lesões musculares e articulares são os métodos inadequados de treinamento: o indivíduo que se exercita não permite uma recuperação adequada após uma série de exercícios ou não pára de se exercitar ao sentir dor. Todas as vezes em que os músculos são sobrecarregados por um período de exercícios intensivos, algumas fibras musculares são lesadas e outras utilizam sua energia disponível, a qual foi armazenada sob a forma de glicogênio (um carboidrato). São necessários mais de 2 dias para as fibras cicatrizem e para que o glicogênio seja reposto.

Como somente as fibras não lesadas e nutridas funcionam adequadamente, os períodos de exercícios intensivos, com pequenos intervalos de repouso, acabam exigindo um trabalho comparável por parte de uma menor quantidade de fibras saudáveis, aumentando a probabilidade de lesão. Conseqüentemente, um intervalo de no mínimo dois dias entre treinamentos intensivos ou a alternância de treinamentos que sobrecarregam partes diferentes do corpo podem ajudar a evitar a ocorrência de lesões crônicas. A maioria dos programas de treinamento alternam um período de treinamento intensivo em um dia com repouso ou um treinamento mais leve no dia seguinte. Por exemplo, muitos halterofilistas alternam um treinamento intensivo em um dia com repouso no dia seguinte.

Um corredor 1,5 km em 5 minutos em um dia e a mesma distância em um período de 6 a 8 minutos no dia seguinte. Se o atleta treinar duas vezes por dia, cada série de exercícios intensivos deve ser seguida por no mínimo três séries mais leves. Apenas os nadadores podem realizar treinamentos intensivos e leves diariamente sem risco de lesão. A força de ascenção da água os ajuda a proteger seus músculos e articulações. A dor, a qual precede a maioria das lesões por desgaste e laceração, ocorre pela primeira vez quando um certo número de fibras musculares e de tendões começa a se romper. A interrupção do exercício ao primeiro sinal de dor limitará a lesão dessas fibras, resultando em uma recuperação mais rápida. A continuidade do exercício com dor acarretará a laceração de mais fibras, agravando a lesão e retardando a recuperação.

Anormalidades Estruturais

As anormalidades estruturais tornam o corpo suscetível a lesões esportivas por causa do esforço desigual de várias partes do corpo. Por exemplo, quando as pernas apresentam comprimentos diferentes, uma maior força é exercida sobre o quadril e o joelho da perna mais longa. Habitualmente, correr em acostamentos de estradas apresenta o mesmo efeito. O ato de pisar repetidamente com um pé sobre a superfície um pouco mais elevada aumenta o risco de dor e de lesão desse lado do corpo.

O indivíduo que apresenta uma curvatura exagerada na coluna vertebral pode sentir dor nas costas ao balançar um bastão de beisebol. Em geral, a dor desaparece quando a atividade é interrompida, mas ela retorna sempre que a mesma intensidade de exercício é atingida. O fator biomecânico que causa a maioria das lesões do pé, da perna e do quadril é a pronação excessiva – uma rotação interna dos pés após eles entrarem em contato com o solo. Um certo grau de pronação é normal e previne as lesões uma vez que ele ajuda a distribuir a força por todo o pé.

No entanto, uma pronação excessiva pode causar dor no pé, no joelho e na perna. Nos indivíduos que apresentam pronação excessiva, os tornozelos são tão flexíveis que o arco dos pés toca o chão durante a marcha ou a corrida, fazendo com que os pés apresentem o aspecto de pés planos. Um corredor com pronação excessiva pode sentir dores nos joelhos ao correr longas distâncias. O problema oposto – uma pronação muito pequena – pode ocorrer em indivíduos que apresentam rigidez de tornozelos. Nelas, o pé parece possuir um arco muito elevado e não absorver bem os choques, aumentando o risco de ocorrência de pequenas fissuras nos ossos (fraturas de fadiga) dos pés e das pernas.

Fragilidade dos Músculos, dos Tendões e dos Ligamentos

Os músculos, os tendões e os ligamentos sofrem laceração quando submetidos a forças superiores à sua força intrínseca. Por exemplo, eles podem ser lesados quando eles são muito fracos ou tensos para o exercício que está sendo tentado. As articulações apresentam uma maior propensão à lesão quando os músculos e os ligamentos que lhes provêem sustentação são fracos, como ocorre após um entorse. Os ossos enfraquecidos pela osteoporose podem fraturar facilmente.

Os exercícios de fortalecimento ajudam a evitar lesões. A prática regular de exercícios não aumenta nem fortalece significativamente os músculos. O único modo de fortalecimento dos músculos consiste no exercício dos mesmos contra uma resistência progressiva como, por exemplo, praticar um esporte mais intensamente, levantar pesos progressivamente maiores ou usar equipamentos especiais de fortalecimento.

Os exercícios de reabilitação para o fortalecimento de músculos e tendões já recuperados geralmente são realizados com levantamentos ou pressão contra resistência, em séries de oito a doze repetições e nunca em uma freqüência superior que em dias alternados.

Diagnóstico

Para diagnosticar uma lesão esportiva ou qualquer lesão músculoesquelética, o médico questiona ao paciente quando e como a lesão ocorreu e quais foram as atividades recreativas e ocupacionais realizadas recentemente ou de maneira rotineira. Ele também realiza o exame da área lesada.

O paciente pode ser encaminhado a um especialista, para a realização de exames mais detalhados. Os exames diagnósticos incluem radiografias, a tomografia computadorizada (TC), a ressonância magnética (RM), a artroscopia (visualização da articulação lesada com o auxílio de um pequeno aparelho visualizador inserido na articulação), a eletromiografia, e investigações computadorizadas da função muscular e articular.

Prevenção

O aquecimento antes do início de um exercício extenuante ajuda a evitar lesões. O exercício em um ritmo relaxado durante 3 ou 10 minutos aquece os músculos o suficiente para torná-los mais flexíveis e resistentes à lesão. Esse método ativo de aquecimento prepara os músculos para a prática de exercícios extenantes de modo mais eficaz que os métodos passivos (p.ex., água quente, bolsas e almofadas térmicas, ultra-som ou lâmpadas infravermelhas). Os métodos passivos não aumentam significativamente a circulação sangüínea.

O resfriamento – redução gradual da velocidade antes da interrupção do exercício – evita a tontura ao manter o fluxo sangüíneo. Quando um exercício extenuado é interrompido abruptamente, o sangue pode acumular-se nas veias das pernas, reduzindo temporariamente o fluxo sangüíneo à cabeça. Isto pode acarretar tontura e inclusive desmaio. O resfriamento também auxilia na eliminação de produtos metabólicos dos músculos (p.ex., ácido lático), mas parece que ele não impede a ocorrência da dor muscular de início retardado, a qual é causada pelas fibras musculares lesadas.

Os exercícios de alongamento não parecem evitar as lesões, mas eles alongam os músculos de tal forma que eles podem contrair mais eficazmente e apresentar um melhor desempenho. Para evitar a lesão muscular durante um alongamento, o indivíduo deve realizá-lo após o aquecimento ou o exercício e cada alongamento deve ser suficientemente confortável para ser mantido até a contagem atingir 10. As palmilhas para calçados (órteses) freqüentemente podem corrigir problemas dos pés, como a pronação. As palmilhas – flexíveis, semirígidas ou rígidas – podem variar de comprimento e devem ser adequadas a calçados de corridas adequados.

Os bons calçados de corrida possuem um contraforte (a parte que circunda o calcanhar) de material rígido para controlar os movimentos da parte posterior do pé, um suporte que atravessa o dorso do pé (gáspea) para evitar uma pronação excessiva, e uma abertura acolchoada (contorno) para sustentar o tornozelo. O sapato deve possuir um espaço adequado para a palmilha. Normalmente, a órtese reduz a em umeração do calçado em um ponto. Por exemplo, ao ser colocada uma órtese, um calçado de número 40 passa a apresentar o tamanho de um calçado 39.

Tratamento

O tratamento imediato para quase todas as lesões esportivas consiste no repouso, na aplicação de gelo, na compressão e na elevação. A parte lesada é imediatamente colocada em repouso, para que sejam minimizados o sangramento interno e o edema e também para se evitar o agravamento da lesão. O gelo produz constrição dos vasos sangüíneos, ajudando a limitar a inflamação e a reduzir a dor.

O enfaixamento da parte lesada com esparadrapo ou com uma faixa elástica (compressão) e a elevação da parte lesada em um nível acima do coração (elevação) ajudam a limitar o edema. Pode ser feita a aplicação de uma bolsa de gelo ou um saco plástico contendo gelo esmagado ou picado (que se ajusta aos contornos do pé melhor que o gelo em cubos) sobre a parte lesada, com uma toalha entre ele e a pele, durante dez minutos. Pode ser feito um enfaixamento frouxo com uma faixa elástica em torno da bolsa ou do saco de gelo e da parte lesada.

A parte lesada é mantida elevada, mas o gelo é removido por dez minutos e, em seguida, é reaplicado por mais dez minutos ao longo de um período de uma hora a uma hora e meia Esse processo pode ser repetido várias vezes durante as primeiras 24 horas. O gelo reduz a dor e o edema de várias maneiras. A parte lesada incha porque ocorre escape de líquido dos vasos sangüíneos. Ao provocar a contração dos vasos sangüíneos, o frio reduz a tendência ao escape e, conseqüentemente, restringe a quantidade de líquido e o edema na área lesada. A diminuição da temperatura da pele sobre a lesão pode reduzir a dor e os espasmos musculares.

Ela também limita a destruição dos tecidos através do alentecimento dos processos celulares. Entretanto, a aplicação de gelo durante muito tempo pode lesar produzir lesão tissular. A pele reage de forma reflexa quanto ela atinge uma temperatura baixa (em torno de 15 °C) provocando uma dilatação dos vasos sangüíneos da região. A pele torna-se vermelha, quente e pruriginosa e pode doer. Geralmente, esses efeitos ocorrem 9 a 16 minutos após a aplicação de gelo, desaparecendo aproximadamente 4 a 8 minutos após o gelo ser removido. Por essa razão, o gelo deve ser removido quando esses efeitos ocorrerem ou após 10 minutos, mas ele pode ser reaplicado após um intervalo de10 minutos.

As injeções de corticosteróides em uma região lesada ou no tecido circunjacente aliviam a dor, reduzem o edema e, em alguns casos, podem ser um adjuvante útil ao repouso. No entanto, essas injeções podem retardar a cura, aumentam o risco de lesões tendinosas e cartilaginosas e permitem que o indivíduo use uma articulação lesada antes que ela esteja totalmente curada e pode agravar a lesão. Além dos exercícios propriamente ditos, os fisioterapeutas podem adicionar o calor, o frio, a eletricidade, ondas sonoras, a tração ou os exercícios na água ao plano terapêutico. Pode ser recomendado o uso de palmilhas especiais para calçados ou outros tipos de órteses.

A duração da fisioterapia dependerá da gravidade e da complexidade da lesão. A atividade ou o esporte responsável pela lesão deve ser evitado até a sua cura. A prática de atividades substitutas que não sobrecarreguem a parte lesada é preferível à abstenção de todas as atividades físicas, pois a inatividade completa faz com que os músculos percam massa, força e resistência. Por exemplo, uma semana de repouso exige pelo menos duas semanas de exercício para que o indivíduo retorne ao nível de condicionamento que ele apresentava antes da lesão.

As atividades substitutas incluem o ciclismo, a natação, o esqui e o remo, quando a lesão for localizada na perna ou no pé; a corrida sem sair do lugar ou preso a uma uma correia, a natação e o remo, quando a lesão for localizada na coxa; o ciclismo e a natação, quando a lesão for na região lombar; e a corrida (jogging), a patinação e o esqui, quando a lesão for no ombro ou no membro superior.

Doença de Kennedy


A doença de Kennedy, também conhecida como SBMA - atrofia muscular espinhal bulbar, deve seu nome ao Dr William R Kennedy, um dos primeiros pesquisadores a diferenciar e investigar a doença.

É uma rara doença de adulto que causa fraqueza dos membros e dos músculos utilizados para falar e para engolir. Seus primeiros sintomas ocorrem entre a terceira e quinta década de vida de homens. Ela progride lentamente e não existe cura; é uma doença hereditária causada por um gene no cromossomo X. Enquanto ambos homens e mulheres podem possuir o gene, as mulheres são somente portadoras (elas não tem os sintomas da doença). O mecanismo da doença é devido a uma repetição da expansão dos trinucleotídeos CAG em gene receptor masculino no cromossomo X. Pode ser diagnosticado com um teste de DNA.

A doença de Kennedy tem gerado um grande quantidade de pesquisas e interesse recentemente. Vários outras doenças tem recentemente sido relatadas com expansão de trinucleotídeos.

Distrofia Muscular Facio-Escápulo-Umeral - FSH



A FSH é uma outra forma de Distrofia Muscular causada por um gene autossômico dominante, que atinge caracteristicamente os músculos da face e da cintura escapular (ombros e braços). Pode ocorrer também o comprometimento da cintura pélvica (quadris e coxas).
A FSH é uma das formas mais benignas das Distrofias Musculares, contudo bastante rara. O início dos sintomas ocorre normalmente entre os 10 a 25 anos de idade.
Existem diferentes padrões na evolução da doença, que dependem do comprometimento inicial. Na maioria dos casos, o comprometimento é tão leve, que a pessoa será sempre capaz de andar e ter uma vida normal, mesmo com o aumento gradativo das dificuldades. Menos de 20% tem um quadro clínico mais grave e alguns podem necessitar de cadeira de rodas em idades mais avançadas.
O mecanismo de herança é idêntico à Distrofia Miotônica. Portanto, também aqui, qualquer indivíduo afetado pela FSH corre o risco de 50% de transmitir o gene defeituoso a seus descendentes. Entretanto não é possível prever qual será a gravidade do seu quadro clínico. Cerca de 1/3 dos casos são originados por mutações novas. Nesses casos não há risco de repetição da doença em futuros irmãos.
O gene que é responsável pela FSH já foi localizado no braço longo do cromossomo 4.
Assim como na Distrofia de Steinert, hoje já é possível identificar portadores assintomáticos do gene da FSH, assim como realizar o diagnóstico pré-natal para a maioria das famílias em risco se assim o desejarem.

 (extraído da ABDIM)

Distrofia Muscular do tipo Cinturas - DMC

Hoje já se sabe que a Distrofia Muscular do tipo Cinturas não é uma única doença, mas que sob esta denominação está um grupo de distrofias que podem afetar indivíduos de ambos os sexos, e que podem se manifestar na infância, na adolescência ou na idade adulta.

A DMC atinge os músculos da cintura escapular (região dos ombros e dos braços) e da cintura pélvica (região dos quadris e coxas), levando a uma fraqueza muscular progressiva. Em geral, a fraqueza tem início nos músculos das pernas e o paciente pode passar vários anos antes de apresentar fraqueza nos braços. Os pacientes de DMC apresentam dificuldades para erguer objetos, subir escadas, e levantar-se de cadeiras.

Entre os casos de DMC, existem 10% que obedecem a um padrão de herança autossômico dominante, mas 90% dos casos obedecem a um mecanismo de herança denominado autossômico recessivo. Neste caso, para que a doença se manifeste, é necessário que o paciente receba dois genes defeituosos, um proveniente de seu pai, e outro de sua mãe. Dizemos então, que os pais do paciente são portadores assintomáticos. A chance de ocorrer um casamento entre dois portadores assintomáticos numa população é muito pequena, mas esta probabilidade aumenta bastante se ocorrer um casamento entre parentes (casamento consangüíneo). No caso de um casamento entre um afetado pela DMC (homem ou mulher) com uma pessoa normal, TODOS os filhos serão portadores do gene, mas serão clinicamente normais. O risco de um casal que já teve um filho ou filha com DMC vir a ter outra criança com o mesmo problema é de 25%.

Até o momento atual, já foram identificados 8 genes diferentes, responsáveis pelas formas autossômicas recessivas da Distrofia Muscular do tipo Cinturas, e sabemos que existe pelo menos mais um gene a ser descoberto. Dois desses genes foram identificados no Laboratório de Miopatias da USP e estão localizados no cromossomo 5 e 17. Várias proteínas codificadas por estes genes já são conhecidas, e todas elas têm um papel importante na manutenção da integridade da membrana da célula muscular (assim como a distrofina). Entre os casos de DMC, existem 10% que obedecem a um padrão de herança autossômico dominante.

(extraído da ABDIM)

ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NA ATAXIA CEREBELAR:

Resumo:

O presente estudo teve pôr finalidade apresentar de forma clara e objetiva, os benefícios da Fisioterapia em uma paciente portadora de Ataxia Cerebelar. Descrevendo assim a anamnese e exame clínico, conduta fisioterapêutica e resultados recentes, considerando que a paciente tem a doença há 12 anos e há apenas 2 meses iniciou a Fisioterapia.


Introdução:


Os autores apresentam relato de um caso clínico de paciente portadora de Ataxia Cerebelar. Mostram como a Fisioterapia é útil e indispensável no tratamento, tendo a paciente, uma evolução favorável e progressiva.


Apresentação(Material e Método):


Caso clínico: Paciente M.H.S, 52 anos, feminino, casada, mulata, aposentada, ex-tabagista, nega etilismo, não relatou doenças pregressas como hipertensão e diabetes. Aos quarenta anos(40) de idade a paciente passou a cair muito devido a dor, semelhante à queimação, em MMII. Relatou que a dor era intermitente e que passou a ter muita câimbra. O diagnóstico foi feito tão logo apareceram os sintomas. Trata-se de um caso interessante, no que diz respeito ao quadro genético hereditário, já que avô, pai, tios paternos e irmãos(a), apresentavam ou apresentam a patologia. Estando atualmente em tratamento na clínica escola da UNIPAC – JF, a irmã, o irmão e o primo. A paciente já teve três(3) filhos, dos quais dois(2) nasceram mortos e o terceiro é portador de paralisia cerebral.


Anamnese e Exame Físico:

No dia 24/3/2004 foi realizada na Clínica Escola às 10:00.

Apresentava tônus muscular normal com movimentos atetóides, amplitudes articulares preservadas, sensibilidade preservada e ausência de dor conforme escala analógica de dor. Força muscular grau 5. Paciente apresenta função respiratória em A.R.A., com leve dispnéia a grandes esforços. Além disso apresenta disartria, sendo encaminhada ao serviço de Fonoaudiologia da UNIPAC, porém o tratamento não foi iniciado. Paciente apresenta leve nistagmo e pequeno déficit de atenção. Relatou-nos uma coceira noturna nos MMII, porém o estado da pele é normal. Rotinas esfincterianas preservadas.

Em relação à atividade motora, mostra facilidade em mudar de decúbito. Apresenta déficit de equilíbrio grave, não ficando de pé sem apoio, porém levanta da cama e assenta sem auxílio de terceiros, toma banho com ajuda e alimenta-se independentemente. Em relação à sintomatologia característica, apresenta dismetria, discinergia e tremor cinético, de intenção e postural, disdiadococinesia, fraqueza e hipotonia por desuso de MMII.

A marcha esta bastante comprometida, ela apresenta predomínio de cadeia de flexão, caminhando sempre dismetrica com flexão de coxo-femural, joelho e tornozelo, cintura pélvica e escapular em bloco, MMSS em abdução de ombro, extensão de cotovelo e flexão de punho e dificuldade de equilíbrio dinâmico.


Tratamento:


Objetivos: Restaurar o equilíbrio, coordenação motora e marcha. Ativar dissociação de cintura escapular e pélvica, dar autonomia às AVD´s. Nosso tratamento esta sendo focado na queixa principal da paciente, que é voltar a andar e a falar normalmente.


Conduta:

Kabatt (PNF):

Confiamos às técnicas de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva principalmente na estimulação dos proprioceptores para aumentar a demanda feita ao mecanismo neuromuscular, para obter e simplificar suas respostas. O tratamento através destas técnicas esta sendo muito compreensível e envolve a aplicação dos princípios de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva em todos os aspectos e em todas as fases da reabilitação.

1) Contrações Repetidas

A repetição da atividade contra a resistência é essencial para o desenvolvimento da força e tolerância musculares da paciente. A contração de determinados músculos fracos ou componentes mais fracos de um padrão é repetida nesta técnica, enquanto eles estão sendo reforçados pela contração isotônica ou isométrica máxima de músculos aliados mais fortes

2) Reversões Lentas

Baseado no princípio de Sherrington de indução sucessiva, isto é, imediatamente após o reflexo flexor ser elicitado a excitabilidade do reflexo extensor é aumentada. Com isso conseguimos iniciar a quebra do padrão atetóide da paciente Este principio foi aplicável ao movimento voluntário e à interação de grupos antagonistas na execução de movimentos. A contração de músculos antagonistas ou padrões fortes foi usada como fonte de estimulação proprioceptiva para músculos ou padrões antagonistas mais fracos.

3) Estabilização Rítmica

A contração isométrica de músculos antagonistas foi usada nesta técnica de estabilização das articulações. A estabilidade é mantida contra a resistência pela contração de músculos antagonistas.

4) Contração Isométrica

Usamos esta técnica com único objetivo de obter reação de alongamento de músculos. Foi eficiente, simples e indolor.

5) Músculos Recrutados

MMSS = extensores de punho, flexores de cotovelo(bíceps braquial e braquioradial), adutores do ombro(peitorais, deltóide anterior).

MMII = Quadríceps, adutores, extensores de quadril, joelho e tornozelo

Dissociação de cintura escapular e pélvica, em D.L., com antero-elevação do ombro e póstero-depressão da pelve, alternadamente. Sendo feito passiva e resistivamente.

Dissociação motora, em D.D., paciente com as pernas na altura do joelho próximos à orelha e apoiados no ombro do fisio., que esta ajoelhado na maca em frente à paciente. Feito e, anterioridade e posterioridade, alternadamente.


Equilíbrio e Coordenação motora:

Transferência de peso para MMII, de pé no andador, paciente apoia uma das pernas em um cálcio de madeira de aproximadamente 30 cm, permanece pôr um(1) minuto cada perna. Associado coloca o MS oposto apoiado. Alternadamente

Na tábua de propriocepção de frente para a barra de Link, com os pés apoiados nas extremidades, alternadamente.

Treino para colocar-se de pé sem ajuda, o fisio. Aplica uma força descendente no joelho da paciente que esta sentada e pede para que ela levante sem ajuda, transferindo o peso do calcanhar para toda planta do pé.

Treino para levantar da cama com apoio, paciente em D.D., e um dos MMSS elevados e o outro ao lado do corpo, o fisio. Aplica uma força para trás, dando a mão ao membro elevado, enquanto a paciente faz flexão de tronco para levantar, transferindo parte da força para o outro membro. Alternadamente.

Treino para levantar-se do chão sem ajuda, com três(3) colchões no chão próximos à parede com janela, paciente inicia em D.D. e levanta sozinha sem ajuda. O movimento foi classificado em grau 3 de dificuldade.

Em posição de gatinho(quatro apoios), paciente faz extensão de quadril, joelho e tornozelo e flexão de quadril, joelho e tornozelo, em ambas as pernas, resistido e alternadamente.

Na maca ortostática, de pé e amarrada no tornozelo, joelho e pelve, treina coordenação com os cones, estendendo os braços alternadamente e alternando altura e distância. Visamos com este exercício quebrar o padrão atetóide do bíceps braquial. Ainda na maca, com o bastão de madeira em um dos MMSS estendidos, passa a ponta do bastão ao lado do corpo do fisio., que esta à sua frente, de uma linha interarticular do joelho à outra, passando pôr cima, devagar e alternadamente. Visamos a quebra do padrão dismétrico.


Marcha:

Pôr estar bem comprometida, foi a única parte do tratamento que realizamos em todas às sessões. Enfatizando que os exercícios para restauração do equilíbrio, coordenação motora e dissociação, tem como conseqüência, a melhora da marcha.

No andador, com três(3) fitas adesivas coladas em linha reta, paralelamente e de uma extremidade à outra no andador, paciente treina a marcha,, andando com os pés em linha reta e dentro das faixas. Ainda no andador, com as faixas, faz treino de marcha, flexionando a coxa e batendo com a mão oposta, alternadamente. Andando de lado no andador com apoio de MMSS. Paciente apresenta grande dificuldade.

Treino de marcha com bastões de madeira, no corredor da Clínica, de aproximadamente 30 metros, com um fisio. apoiando a pelve pôr trás enquanto ela segura a ponta dos bastões que o outro fisio. controla. Faz a marcha simples. No início apresentava dificuldade, em comparação com atualmente.

Endossamos que todas as fases da marcha forma respeitadas e seguidas.


Resultados:


No dia-a-dia, temos tido resultados bem satisfatórios, como melhora da marcha, maior autonomia, mais atenta, cintura escapular com diminuição do padrão atetóide, coordenação na clínica e em casa com evolução progressiva. Lembrando sempre que a paciente esta conosco há apenas dois(2) meses aproximadamente, e que levando em conta como ela chegou até nós, podemos dizer que ela esta evoluindo bem e que o prognóstico daqui em diante é bom, sempre enfatizando e tendo como prioridade a queixa principal da paciente que é voltar a andar e a falar normalmente.

Em 10/5/2004, recebemos um parecer médico, vindo do Hospital Universitário, no qual foi constatado melhora progressiva no quadro da paciente. Foi recomendado que a paciente continue com a Fisioterapia. Segue em anexo o laudo.

Nas sessões de 12/5 à 7/6 frisamos o tratamento em apenas colocá-la de pé, usamos para isso alongamentos globais para MMII, fortalecimento específico, como citado acima, e técnicas proprioceptivas.

No dia 7/6, conseguimos pela primeira vez que ela ficasse de pé sozinha, na tábua de propriocepção e no chão propriamente dito.



Conclusão:

Os autores apresentam uma paciente que evolui progressivamente, enfatizando a ajuda importante e fundamental da Fisioterapia em pacientes portadores de ataxia ou síndromes cerebelares.

Aos apreciadores da Fisioterapia Neurológica, deixamos nosso recado, para esta talvez que seja a mais vasta e complicada disciplina de nosso maravilhoso curso.

´´ faça as coisas da forma mais simples o possível, porém não se restrinja às mais simples ´´.
Albert Einstein




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ADAMS & VICTOR. Neurologia. 5ª edição. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill Editora, 1993.

BOBATH, Berta; BOBATH, Karel. Desenvolvimento motor nos diferentes tipos de paralisia cerebral. São Paulo: Manole, 1978.

CHAMLIAN, Therezinha Rosanie. Medicina física e reabilitação. Parte 2. São Paulo: Editora Escola Paulista de Medicina, 1999.

DOWNIE, Patrícia A. CASH - Neurologia para fisioterapeutas. 4ª edição. São Paulo: Editora Panamericana, 1987.

EDWARDS, Susan. Fisioterapia neurológica - Uma abordagem centrada na resolução de problemas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

SANVITO, Wilson Luiz. Propedêutica Neurológica. São Paulo: Editora Atheneu, 1996.

SHEPARD, Roberta B. Fisioterapia em pediatria. 3ª edição. São Paulo: Santos, 1996.

www.fisioterapiajaque.hpg.ig.com

www.revistareabilitar.com.br

www.fisioweb.com.br

Por que meu joelho dói no frio?"

Muitas pessoas sentem dores nas articulações quando a temperatura do ambiente diminui, no entanto não sabem porque isso ocorre. Isso pode ser explicado basicamente por dois fatores. O primeiro, está relacionado com a alteração das propriedades físicas dos fluídos que compõem o corpo humano. Por exemplo o líquido que lubrifica as articulações (sinovial) fica mais espesso, dificultando o deslizamento articular, causando mais desconforto doloroso em pessoas portadoras de osteoartrose.

O segundo, está relacionado com os mecanismos que o próprio corpo desenvolve para tentar diminuir o efeito do frio sobre o nosso organismo. Aqui se enquadram as contrações musculares rápidas e involuntárias (tremores) que buscam produzir mais calor e têm como conseqüência a tensão e fadiga muscular e sobrecarga nos tendões.

O aumento da taxa metabólica para aumentar a produção interna de calor exige um maior consumo de energia, o que também leva à fadiga, caso a pessoa não se alimente corretamente (por isso a fome aumenta no inverno). Ao mesmo tempo, a redução do fluxo sanguíneo na superfície do corpo (mãos e pés ficam gelados) para evitar a perda de calor, diminui a oferta de oxigênio para os tecidos, dificultando a agilidade e a potência da musculatura.

Um programa de atividades físicas específicas no tempo frio, pode otimizar a irrigação sanguínea, aumentar o controle muscular (propriocepção) e a flexibilidade. Segundo a Dra Yeda Bellia, diretora da Fisioterapia Yeda Bellia, o treino em plataforma vibratória ajuda a aumentar a circulação sanguínea em até 70%, além de melhorar a propriocepção com risco mínimo de lesão.

O Laser também permite o aumento da irrigação sanguínea no ponto doloroso, mesmo em casos crônicos. Ajuda no alívio da dor e do edema na articulação. Pode ser utilizado em casos de artrite reumatóide, osteoartrite, bursite, neurite e espasmos musculares.

Fisioterapia íntima: fortalecimento da qualidade de vida

Ao espirrar ou tossir, muitas mulheres, principalmente na idade madura, passam pelo constrangimento de perder urina involuntariamente. Algumas sofrem da incontinência urinária ao pular ou correr e passam indevidamente a usar absorventes todos os dias, na tentativa de evitar a vergonha de sujar a roupa. Poucas sabem, no entanto, que esse problema social e higiênico pode ser resolvido com a fisioterapia íntima, que é voltada ao fortalecimento do assoalho pélvico.

"Cada vez mais cedo as pessoas têm se queixado de problemas relacionados à manutenção urinária. Porém, na maioria das vezes, o paciente não procura tratamento por vergonha, preconceito e uma série de outros fatores culturais que acabam por atrasar sua reabilitação", afirma a fisioterapeuta Mariana Bezerra, da Clínica Anna Aslan.

Na fisioterapia íntima, são utilizadas diferentes técnicas que estimulam a contração do assoalho pélvico. Uma delas é a eletroterapia, que estimula eletricamente a região, tornando as fibras musculares ativas. Outro tipo é o biofeedback. Transdutores intracavitários monitoram a atividade muscular perineal, produzindo efeitos sonoros ou visuais, como gráficos, que demonstram o correto treinamento da musculatura em tempo real.

Após algumas sessões, o paciente já pode fazer os exercícios sozinho. A fisioterapia íntima também é usada para tratar a incontinência fecal, disfunções sexuais, flatos vaginais (saída de ar pela vagina), constipação intestinal ("prisão de ventre"), problemas relacionados à gravidez e ainda, enurese noturna (perda de urina ao dormir).

"As melhorias para a saúde vão desde uma melhor percepção da região genital até o restabelecimento total do problema. Os ganhos em qualidade de vida também contemplam o sexo. Afinal, com um melhor conhecimento do próprio corpo e livre de preocupações com o problema, o sexo poderá ter um ganho de qualidade considerável", avalia a fisioterapeuta.

Os homens também sofrem com alguns desses problemas. "Mais do que se imagina, homens ainda jovens apresentam problemas sérios de incontinência urinária ou fecal e poderiam prevenir o uso de fraldas geriátricas com o avançar da idade se procurassem um tratamento logo no inicio", explica Dra. Mariana. A fisioterapia íntima nos homens é feita com os mesmos aparelhos e os exercícios abrangem a região anal.

Mariana Bezerra ressalta que a contração-relaxamento do assoalho pélvico pode e deve ser praticada por pessoas de todas as idades, como forma de prevenir o problema no futuro. "A Tailândia registra baixos índices dessas patologias, pois desde pequenas as crianças são incentivadas a contrair o assoalho pélvico, fortalecendo a musculatura. Se as pessoas se conscientizarem disso, o número de casos diminuirá muito", afirma Dra. Mariana.

Nos países desenvolvidos, observa-se um investimento forte na fisioterapia íntima como prevenção durante o período gestacional e pós-parto. Estima-se que se no Brasil houvesse um trabalho nesse sentido, as indicações cirúrgicas relacionadas às patologias do assoalho pélvico sofreriam uma queda de 50%. Cerca de 10% da população brasileira sofre de alguma delas, o que equivale a 18 milhões de pessoas.

sábado, 2 de agosto de 2008

Alongamento a Chave para a Flexibilidade


O que são Alongamentos?
Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação.

Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade.

Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.

Por que fazer alongamentos?
Tanto uma vida sedentária, como a prática de atividade física regular intensa, em maior ou menor grau, promovem o encurtamento das fibras musculares, com diminuição da flexibilidade.

O exemplo mais completo de inatividade gerando perda de flexibilidade muscular é a imobilização de um membro após uma fratura. Por um tempo, ao retirar o gesso, por um período de tempo, ocorre a perda quase completa dos movimentos daquele membro.

Quanto à atividade física, esportes de longa duração como corrida, ciclismo, natação, entre outros, fortalecem os músculos, mas diminuem a sua flexibilidade.

Nos dois casos, a conseqüência direta desse encurtamento de fibras é a maior propensão para o desenvolvimento de problemas osteomusculares.

Provavelmente, a queixa mais freqüente encontrada tanto nos sedentários, como nos atletas, é a perda da flexibilidade provocando dores lombares, por encurtamento da musculatura das costas e posterior das coxas, associado à uma musculatura abdominal fraca.

Com a prática regular de alongamentos os músculos passam a suportar melhor as tensões diárias e dos esportes, prevenindo o desenvolvimento de lesões musculares.

Quando alongar?
É importante alongar adequadamente a musculatura logo antes de iniciar uma atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além disso, como não é raro que a prática de exercícios provoque dores musculares 24 horas após o seu término, alongar-se imediatamente após o exercício reduz o aparecimento da Dor Muscular Tardia.

Pela sua facilidade de execução, a maioria dos alongamentos podem também ser feitos, praticamente, a qualquer hora. Ao despertar pela manhã, no trabalho, durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, prontamente algum tipo de alongamento pode ser empregado para trazer bem estar.

Como alongar?
Antes de mais nada, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões desnecessárias.

Inicie o alongamento até sentir uma certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando por 30 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves.

O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar um pouco mais o músculo, evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. É a técnica chamada de alonga – contrai - alonga.

De uma forma geral, sempre devem ser preferidos os alongamentos estáticos, em detrimento dos dinâmicos, que são o resultado de movimentos amplos e bruscos dos músculos.

Ao contrário dos alongamentos estáticos, os dinâmicos, ou também chamados de alongamentos balísticos, propiciam o desenvolvimento de lesões musculares.



O Auto Exame das Mamas


O Auto Exame das Mamas leva apenas alguns minutos e você só precisa fazer uma vez por mês.

Muitas mulheres tem "medo" de fazer o Auto Exame mas ele é a melhor e mais fácil maneira de se diagnosticar os tumores de mama nas fases iniciais.

• Quando fazer
Se você tem menstruações faça o exame uma semana após acabar o fluxo. Se você não tem, marque um dia do mês, por exemplo, dia primeiro, e faça o exame sempre neste dia.

• Eu não encontro nada !!!
A finalidade do exame não é "encontrar" alguma coisa, mas acostumá-la a examinar a sua mama. Quanto mais você fizer, mais conhecerá sua mama. Isto permitirá que você encontre uma "mudança" e possa avisar o seu médico.

• Na Frente do Espelho
Primeiro fique em pé em frente ao espelho e examine atentamente suas mamas. Observe as formas, a cor e textura da pele. Levante os braços devagar olhando atentamente a imagem no espelho.

• No Chuveiro
Levante seu braço esquerdo e o coloque atrás de seu pescoço. Com a mão direita esticada examine a mama esquerda. Use as polpas de seus dedos e não as pontas ou as unhas. Não faça o movimento de "pegar alguma coisa" mas sim de "sentir" a mama. Repita o movimento na outra mama.

• Após o Banho
Aperte gentilmente seus mamilos ( bicos do seio ) e observe se sai algum líquido.

• Quando Avisar seu Médico
Mudanças na forma ou coloração das mamas
Pele tipo "casca de laranja"
Nódulos ou caroços
Líquido que sai dos mamilos

• Não Entre em Pânico
Lembre-se: o que você vê ou sente em sua mama não significa que você tenha câncer mas é um sinal importante para você procurar o seu médico.

• Somente o Auto Exame é suficiente?
Não. Toda mulher deve visitar o ginecologista pelo menos uma vez ao ano quando fará o exame ginecológico. Mulheres acima de 40 anos devem também fazer a Mamografia que é, atualmente, o melhor método para o diagnóstico do câncer de mama mesmo antes dele ser palpado.

Reabilitação do ombro-fortalecimento do manguito rotador.




Durante a abdução do ombro a cabeça do úmero se eleva superiormente em relação a fossa glenóide devido a contração do deltóide. Os músculos do MR (manguito rotador), contribuem para a estabilidade articular gerando uma força oposta ao deltóide, centralizando assim a cabeça umeral. Jobe classifica os músculos do MR como protetores da gleno-umeral , os músculos escapulares como pivôs ( alinhamento da escápula para manter o eixo fisiológico). O deltóide como posicionador e o grande dorsal e peitoral como propulsores.

Ao movimento de elevação do braço em plano de escápula, o infra espinhoso contrai-se com 20% da máxima força isotônica (MFI). Já o supra espinhal tem contração constante de 40% da MFI. As ações equilibradas e simultâneas do infra espinhal,redondo menor e sub escapular, limitam com eficácia a translação superior da cabeça do úmero ao produzir um momento em torno da gleno-umeral, que auxilia no movimento de elevação do braço.

Burkart, relatou resultados satisfatórios com tratamento conservador em pacientes com ruptura completa de do supra espinhoso na presença de um Infra espinhoso normal.

È possível que fortalecimento dos músculos do MRinferior (Infra espinhal,Redondo menor e sub escapular)resulte em aumento da capacidade de resistir a força resultante do deltóide, permitindo a recuperação da atividade em certos pacientes com ruptura do supraespinhal.

Estre conceito é reforçado por outros autores que garantem artrocinemática normal da gleno-umeral em pacientes com ruptura do supra espinhal e contração eficaz dos músculos do MR inferior e dos pivôs da cintura escapular. Ferreira e Cols, Obtiveram 54% de bons resultados em sua casuística e concluíram que a presença de lesão de MR acarreta pequena limitação funcional, sendo que nem todas são cirúrgicas e que a fisioterapia deve anteceder a condulta operatória.

Os maus resultados deste estudo são múltiplos e incluem:

A- não adesão ao programa de exercício

B- super uso do membro envolvido ( origem ocupacional)

C- persistência da dor.leia ombro doloroso.

Fukuda afirma que a maoria das lesões parciais do MR na superfície bursal não apresentam resultando satisfatório com tratamento conservador.

Idade não foi um fator determinante e preponderante de bons e exelentes resultados.

O fator ocupacional foi mais determinante. Também foi apresentado que pacientes com ruptura compleas do MR podem apresentar elevação ativa normal do braço. Principalmente após um programa de reabilitação dos músculos pivôs e propulsroes da cintura escapular.

Extraido de http://fisioricardosena.blogspot.com/

Aspiração ou ingestão de corpos estranhos

Nomes alternativos:

Inalação de um corpo estranho, vias respiratórias obstruídas, ingestão de corpo estranho.


Definição:

Aspiração: inalação de corpo estranho no trato respiratório inferior, onde pode alojar-se e causar problemas respiratórios, além de inflamações ou infecções localizadas. Ver também asfixia.
Ingestão: engolir um corpo estranho (qualquer coisa que não seja alimento) que possa permanecer alojado em alguma parte do trato gastrointestinal ou passar através dele.

Considerações gerais:

Aspiração pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais freqüente na faixa etária de 1 a 3 anos.

Causas:

  • Determinados alimentos (sementes, pipocas, amendoim ou semelhantes), e pequenos objetos (botões, bolinhas), podem ser facilmente aspirados por crianças e bebês. Tais objetos podem causar oclusão total ou parcial das vias respiratórias.
  • Moedas, brinquedos pequenos, bolinhas de gude, alfinetes, parafusos, pedrinhas ou qualquer objeto que seja pequeno o suficiente para que um bebê ou uma criança aprendendo a andar leve à boca e engula. Se o objeto passar através do esôfago e alcançar o estômago, sem fixar-se, é possível que ele atravesse o restante do aparelho digestório.

Figuras

Dificuldade de respiração...

Nomes alternativos:

obstrução das vias respiratórias; dificuldade respiratória; dificuldade de respirar; dispnéia; falta de ar; problemas respiratórios; sibilante

Definição:

Sensação de respiração difícil ou desconfortável. Veja também dificuldade respiratória - primeiros socorros; dificuldade respiratória, deitado; sons respiratórios anormais.

Considerações gerais:

A falta de ar é uma ocorrência normal após uma atividade extenuante, um momento de excitação, ou por causa de narinas obstruídas, e não representa motivo de preocupação. Entretanto, um episódio de falta de ar inexplicado pode ser um sinal de falta significativa de oxigênio, e deverá ser considerado seriamente.

O sibilo é uma forma de dificuldade respiratória. Veja também respiração rápida, apnéia, doenças respiratórias, doença pulmonar e outros distúrbios do pulmão.

Causas comuns:

Obs.: pode haver outras causas para a dificuldade respiratória. Esta lista não menciona todas elas e sua apresentação não está em ordem de probabilidade. As causas deste sintoma podem incluir, indiferentemente, doenças e medicamentos. Além disso, essas causas podem variar com base na idade e sexo da pessoa afetada, assim como nas características específicas do sintoma como: localização, características, duração, fatores agravantes, fatores atenuantes e queixas associadas. Utilize a opção Análise de Sintomas para explorar as explicações possíveis para a ocorrência de dificuldade respiratória, seja isolada ou combinada com outros problemas.


Efeitos e beneficios da fisioterapia aquatica


Também podendo ser chamada de hidroterapia ou hidrocinesioterapia, a fisioterapia aquatica cada vez mais ganha espaço em clínicas e centros de reabilitação.  São  exercícios terapêuticos realizados geralmente em piscina aquecida e coberta, com orientação total e restrita ao profissional de fisioterapia onde, através do uso de inúmeras técnicas de reabilitação, como o Watsu, Bad Ragaz, etc... associadas às propriedades físicas da água, principalmente a pressão hidrostática, flutuação, viscosidade e aos efeitos do calor, proporcionam aos pacientes efeitos fisiológicos que surgem imediatamente após a imersão.

Dentre os vários efeitos fisiológicos que acorrem no organismo do ser humano quando em imersão, está:
a vasoconstrição periférica, que aumenta o retorno do sangue venoso;
o aumento da pressão sobre os vasos linfáticos, que facilita a drenagem linfática ajudando no processo de resolução de edemas;
o aumento do suporte sangüíneo muscular, que juntamente com o calor da água, promove relaxamento muscular; além da melhora da capacidade respiratória, renal e hormonal.

Outro importante benefício que a terapia realizada em piscina proporciona é a retirada da carga das articulações imersas progressivamente, permitindo a intervenção reabilitadora quando o movimento articular sujeito à carga condicionada pela gravidade for proibida.

A fisioterapia aquática pode favorecer muitos benefícios adicionais aos efeitos a longo e curto prazo da terapia pôr exercício ativo regular e supervisionado.

Ela combina os componentes e vantagens de numerosas teorias de tratamento e técnicas de exercícios, proporcionando ao paciente:

# alívio da dor e espasmos musculares;

# manutenção ou aumento da amplitude de movimento articular;

# fortalecimento muscular e treino de resistência;

# reeducação dos músculos paralisados;

# melhora na circulação e diminuição de edemas;

# manutenção e melhora do equilíbrio, propriocepção, coordenação e postura;

Além de haver um encorajamento das atividades da vida diária e uma sensação de bem estar físico e psicológico
pois a água propicia relaxamento e tranquilidade.

Consulta a página: www.fisioterapiaaquatica.com.br

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