domingo, 26 de outubro de 2008

Fisioterapia com cães atrai pacientes em Belém


A fisioterapia com cães é uma nova forma de tratamento que está fazendo sucesso com os pacientes em Belém, no Pará. A aposentada Ana Souza sofre de problemas nas articulações. A dor ficou menor depois que ela passou a fazer as sessões acompanhada pela cadelinha Mel.


"Fica mais gostoso de fazer. Faço acariciando como se fosse o meu cãozinho que tenho em casa", afirma Ana.

O aposentado Raimundo Sirino entrou no projeto no mês de junho. Ele está se recuperando de um acidente vascular cerebral (AVC), que limitou seus movimentos. "O sintoma que existia já está acabando", afirma Sirino. 

 Na cinoterapia, terapia assistida por cães, o paciente ganha confiança e estímulo para fazer os exercícios. Os animais servem de incentivo para que os pacientes realizem as atividades sem stress.


"O paciente recebe o trabalho muito melhor, faz os exercícios sem reclamar. Tem alguns que, quando acaba a sessão, não querem ir embora", afirma a fisioterapeuta Alessandra Magalhães.

O projeto tem como público-alvo pessoas que sofrem de problemas neurológicos ou têm doenças como artrite, artrose ou osteoporose.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Exames físicos neurológicos

Ao realizar um exame físico como parte de uma avaliação neurológica, o médico costuma examinar todos os sistemas orgânicos, mas com maior atenção no sistema nervoso. São examinados os nervos cranianos, os nervos motores, os nervos sensoriais e os reflexos, assim como a coordenação, a postura, a marcha, a função do sistema nervoso autônomo e o fluxo sangüíneo cerebral.

Nervos Cranianos

O médico examina a função dos 12 pares de nervos cranianos, que estão diretamente conectados ao cérebro. Um nervo craniano pode ser afetado em qualquer ponto de seu trajeto em decorrência de lesões, tumores ou infecções e, por essa razão, é necessário que seja determinada a localização exata da lesão.

Teste dos Nervos Cranianos


Numeração dos Nervos Cranianos

Nome

Função

Teste


 
I

Olfatório

Olfato
  Itens com odores muito específicos (p.ex., sabão, café e cravo) são colocados junto ao nariz do indivíduo para serem identificados  

 
II

Óptico

Visão
  É testada a capacidade de ver objetos próximos e distantes e de detectar objetos ou movimentos com os cantos dos olhos (visão periférica)  

 
III

Oculomotor
  Movimentos dos olhos para cima, para baixo e para dentro   É examinada a capacidade de olhar para cima, para baixo e para dentro. É observada a presença de queda da pálpebra superior (ptose)  

 
IV

Troclear
  Movimentos dos olhos para baixo e para dentro   É testada a capacidade de movimentar cada olho de cima para baixo e de dentro para fora  

 
V

Trigêmeo
  Sensibilidade e movimento faciais   São testadas a sensação de áreas afetadas da face e a fraqueza ou paralisia dos músculos que controlam a capacidade da mandíbula de apertar os dentes  

 
VI

Abducente
  Movimento lateral dos olhos   É testada a capacidade de movimentar o olho para fora, além da linha média, seja espontaneamente ou enquanto o indivíduo fixa um alvo  

 
VII

Facial
 
Movimento facial
  É testada a capacidade de abrir a boca e mostrar os dentes e de fechar firmemente os olhos  

 
VIII

Acústico
 
Audição e equilíbrio
  A audição é testada com um diapasão. O equilíbrio é testado solicitando ao indivíduo que caminhe sobre uma linha reta, passo a passo  

 
IX

Glossofaríngeo
 
Função da garganta
  A voz é analisada, para se verificar a presença de rouquidão. A capacidade de deglutição é testada. A posição da úvula (na região posterior e medial da garganta) é verificada, solicitando ao indivíduo que diga "ah-h-h"  

 
X

Vago
  Deglutição, freqüência cardíaca   A voz é analisada, para se verificar a presença de rouquidão e se o indivíduo apresenta um tom de voz anasalado. A capacidade de deglutição é testada  

 
XI

Acessório
  Movimentos do pescoço e da parte superior das costas   É solicitado ao indivíduo que ele encolha os ombros para se observar a presença de fraqueza ou ausência de movimentos  

 
XII

Hipoglosso
  Movimento da língua   É solicitado ao indivíduo que mostre a língua para se observar a presença de um desvio para um lado ou outro  
 


Nervos Motores

Os nervos motores ativam os músculos voluntários (músculos que produzem movimento, como os músculos dos membros inferiores utilizados durante a marcha). A lesão de um nervo motor pode causar fraqueza ou paralisia do músculo por ele inervado. A falta de estímulo ao nervo periférico também causa deterioração e emaciação muscular (atrofia). O médico investiga a presença de atrofia muscular e, em seguida, testa a força de vários músculos, solicitando ao paciente que ele empurre ou puxe alguma coisa contra uma resistência.

Nervos Sensitivos

Os nervos sensitivos transmitem informações ao cérebro sobre a pressão, a dor, o calor, o frio, a vibração, a posição das partes do corpo e a forma das coisas. São realizados testes para se verificar a perda de sensibilidade na superfície do corpo. Geralmente, o médico concentra-se em uma área na qual o indivíduo sente adormecimento, formigamento ou dor, utilizando primeiramente um alfinete e, em seguida, um objeto com borda romba, para verificar se ele consegue perceber a diferença entre a picada e a pressão. A função dos nervos sensoriais também pode ser testada com a aplicação de uma pressão suave, de calor ou de vibração. A capacidade de discernir a posição é verificada solicitando-se ao paciente que feche os olhos e mova um dedo (de uma das mãos ou de um dos pés) para cima e para baixo, pedindo que ele descreva a sua posição.

Reflexos

O reflexo é uma resposta automática a um estímulo. Por exemplo, quando o tendão localizado abaixo da patela é percutido suavemente com um pequeno martelo de borracha, a perna flexiona. Esse reflexo patelar (um dos reflexos tendinosos profundos) fornece informações sobre o funcionamento do nervo sensitivo, sobre sua conexão com a medula espinhal e sobre o nervo motor que emerge da medula espinhal e vai até os músculos da perna. O arco reflexo segue um circuito completo, desde o joelho até a medula espinhal e retorna à perna, sem que haja envolvimento do cérebro. Os reflexos mais comumente testados são o reflexo patelar, um reflexo similar nos cotovelos e no tornozelos e o reflexo de Babinski, que é testado através da aplicação de um golpe firme precina borda externa da planta do pé com um objeto rombudo. Normalmente, os dedos dos pés encurvam, exceto nos lactentes com menos de seis meses de idade. Quando o hálux (dedão do pé) se eleva e os demais dedos se estendem e abrem lateralmente, isto pode ser um sinal de uma anomalia cerebral ou de nervos motores que vão do cérebro até a medula espinhal. Muitos outros reflexos podem ser testados para se avaliar funções nervosas específicas.

Arco Reflexo

O arco reflexo é a via que um nervo reflexo segue. Um exemplo é o reflexo patelar.
1. Uma percussão no joelho estimula receptores sensitivos, gerando um sinal nervoso.
2. O sinal percorre ao longo de uma via nervosa até a medula espinhal.
3. Na medula espinhal, o sinal é transmitido do nervo sensorial ao nervo motor.
4. O nervo motor envia o sinal de volta a um músculo da coxa.
5. O músculo contrai, fazendo com que a perna se desloque para frente. Todo reflexo ocorre sem envolvimento do cérebro.

Coordenação, Postura e Marcha

Para testar a coordenação, o médico solicita ao paciente que, em primeiro lugar, ele toque o próprio nariz com o dedo indicador. Em seguida, é solicitado ao paciente que ele toque o dedo do médico e, finalmente, que ele repita rapidamente essas ações. Pode-se solicitar ao paciente que ele toque o nariz primeiramente com os olhos abertos e em seguida com os olhos fechados. Em seguida, que ele fique em pé, parado, com os braços esticados e os olhos fechados e, finalmente, que ele abra os braços e comece a andar. Essas ações testam os nervos motores e sensoriais, assim como a função cerebral. Vários outros testes simples podem também ser realizados.

Sistema Nervoso Autônomo

Uma distúrbio do sistema nervoso autônomo (involuntário) pode causar problemas como a queda da pressão arterial quando o indivíduo fica em pé (hipotensão), a ausência de sudorese ou problemas sexuais (p.ex., dificuldade de ereção ou de sua manutenção). Novamente, o médico pode realizar uma série de testes como, por exemplo, a mensuração da pressão arterial com o indivíduo sentado e logo após ele colocar- se em pé.

Fluxo Sangüíneo Cerebral

Um estreitamento (estenose) grave das artérias que transportam o sangue até o cérebro coloca o indivíduo em risco de um acidente vascular cerebral. O risco é maior em indivíduos idosos ou hipertensos, diabéticos ou que apresentam doenças arteriais ou cardíacas. Para avaliar as artérias, o médico coloca um estetoscópio sobre as artérias do pescoço e verifica a presença de ruídos anormais (sopros) produzidos pelo sangue sendo forçado através de uma área estreita. Para uma avaliação mais acurada, é necessária a realização de exames mais sofisticados como, por exemplo, a ultra-sonografia com Doppler ou a angiografia cerebral.



Doenças ocupacionais: "pulmão negro"

O pulmão negro (pneumoconiose dos mineiro de carvão) é uma doença pulmonar causada por depósitos de pó de carvão nos pulmões. O pulmão negro é conseqüência da aspiração de pó de carvão durante um período prolongado. No caso de pulmão negro simples, o pó de carvão acumula-se em torno das pequenas vias aéreas (bronquíolos) dos pulmões. Apesar de ser relativamente inerte e incapaz de provocar reações exageradas, o pó de carvão dissemina-se por todo o pulmão, o que é revelado nas radiografias torácicas como pequenas manchas.

O pó de carvão não obstrui as vias aéreas. Apesar disso, anualmente, 1 a 2% dos indivíduos com pulmão negro simples evoluem para uma forma mais grave da doença, conhecida como fibrose disseminada progressiva, na qual ocorre a formação de cicatrizes em grandes áreas do pulmão (com pelo menos 1 centímetro de diâmetro). A fibrose disseminada progressiva pode piorar mesmo após o indivíduo interromper a exposição ao pó de carvão.

O tecido pulmonar e os vasos sangüíneos pulmonares podem ser destruídos pelas cicatrizes. Na síndrome de Caplan, um distúrbio raro que afeta mineiros de carvão que apresentam artrite reumatóide, ocorre a formação rápida de grandes nódulos redondos de tecido cicatricial nos pulmões. Esses nódulos podem formar-se em indivíduos que não se expuseram de modo importante à poeira de carvão, mesmo quando eles não apresentam pulmão negro.

Sintomas e Diagnóstico

Normalmente, o pulmão negro simples é assintomático (não produz sintomas). No entanto, muitos indivíduos com essa doença tossem e, facilmente, apresentam dificuldade respiratória, pois eles também sofrem de enfisema (decorrente do tabagismo) ou bronquite (também devida ao tabagismo ou à exposição tóxica a outros contaminantes industriais). Por outro lado, os estágios graves da fibrose disseminada progressiva produzem tosse e, freqüentemente, dificuldade respiratória incapacitante.

O médico estabelece o diagnóstico após observar as manchas características na radiografia torácica de um indivíduo que se expôs ou vem se expondo ao pó de carvão há muito tempo. Geralmente, trata-se de um indivíduo que trabalhou em minas subterrâneas durante pelo menos dez anos.

Prevenção e Tratamento

O pulmão negro pode ser evitado com a supressão adequada do pó de carvão do local de trabalho. Os mineiros de carvão devem realizar um exame radiográfico a cada quatro ou cinco anos, de modo que a doença possa ser detectada no seu estágio inicial. No caso de ela ser detectada, o trabalhador deve ser transferido para uma área onde a concentração de pó de carvão seja baixa, visando evitar o desenvolvimento da fibrose disseminada progressiva. Como o pulmão negro não tem cura, a prevenção é fundamental.

O indivíduo que apresenta dificuldade respiratória grave pode beneficiarse dos tratamentos utilizados na doença pulmonar obstrutiva crônica, como o tratamento medicamentoso para manter as vias aéreas desobstruídas e livres de secreções.

Quem Possui Risco de Apresentar Doenças Pulmonares Ocupacionais?

Silicose

  • Mineiros de chumbo, cobre, prata e ouro
  • Determinados mineiros de carvão (p.ex., os peneiradores que trabalham imediatamente sobre os veios de carvão)
  • Operários de fundição
  • Ceramistas, oleiros
  • Cortadores de arenito ou de granito
  • Operários que trabalham na construção de túneis
  • Trabalhadores da indústria de sabões abrasivos
  • Trabalhadores que utilizam jatos de areia

Pulmão negro

  • Mineiros de carvão

Asbestose

  • Operários que mineram, moem ou manufaturam amianto
  • Operários da construção civil que instalam ou removem materiais que contêm asbesto
Beriliose
  • Trabalhadores da indústria aeroespacial

Pneumoconiose benigna

  • Soldadores
  • Mineiros de ferro
  • Operários que trabalham com bário
  • Operários que trabalham com estanho
Asma ocupacional
  • Indivíduos que trabalham com cereais, madeira de cedro vermelho ocidental, sementes de rícino, corantes, antibióticos, resinas de epóxi, chá e enzimas utilizadas na manufatura de detergentes, malte e objetos de couro
Bissinose
  • Operários que trabalham com algodão, cânhamo, juta e linho
Doença do enchedor  de silo
  • Fazendeiros

Fortalecimento dos Músculos do Punho

Para o cotovelo de tenista por backhand

1. Sente-se numa cadeira próximo a uma mesa. Coloque o antebraço lesado sobre a mesa, com a palma da mão voltada para baixo, o cotovelo estendido e o punho e a mão pendendo na borda da mesa. Lentamente, eleve e abaixe a mão, flexionando e estendendo o punho. Repita dez vezes. Repouse por um minuto e, em seguida, realize mais duas séries de dez. Se o exercício causar dor, pare imediatamente e tente novamente no dia seguinte. Realize esse exercício em dias alternados. Aumente o peso à medida que o exercício for se tornando mais fácil.

2. Com a palma da mão voltada para cima, segure um pedaço de madeira (com o diâmetro de um cabo de vassoura) com um peso de 500 g amarrado a ele com o auxílio de um cordão adequado. Levante o peso. Repita dez vezes. Interrompa o exercício se sentir qualquer dor. Realize esse exercício em dias alternados. Aumente o peso gradualmente, mas não aumente o número de repetições.


Para o cotovelo de tenista por forehand

1. Sente-se numa cadeira próxima a uma mesa. Coloque o antebraço lesado sobre a mesa, com a palma da mão voltada para cima e o punho e a mão pendendo na borda da mesa. Lentamente, eleve e abaixe a mão, flexionando e estendendo o punho. Repita dez vezes. Repouse por um minuto e, em seguida, realize mais duas séries de dez. Se o exercício causar dor, pare e tente novamente no dia seguinte. À medida que o exercício for se tornando mais fácil, aumente o peso.

2. Com a palma da mão voltada para cima, segure um pedaço de madeira (com o diâmetro de um cabo de vassoura) com um peso de 500 g amarrado a ele com o auxílio de um cordão adequado. Levante o peso. Repita 20 vezes. Interrompa o exercício se ele provocar dor. Aumente o peso gradualmente, mas não aumente o número de repetições. 3. Várias vezes ao dia, aperte suavemente uma bola de esponja macia e, em seguida, relaxe.

Prevenção de Lesões da Coluna

Inclinação (báscula) da pelve (para diminuir uma curvatura exagerada da região lombar) Deite-se de costas com os joelhos flexionados, os calcanhares apoiados contra o solo e o peso sobre os calcanhares. Abaixe a região lombar até tocar o chão, eleve as nádegas cerca de 1,5 centímetro do chão e contraia os músculos abdominais. Mantenha essa posição durante uma contagem até dez. Repita 20 vezes. Realize esse exercício diariamente.

Abdominais (para fortalecer a musculatura abdominal) Deite-se de costas com os joelhos flexionados e os pés apoiados contra o solo. Coloque as mãos sobre o abdômen. Mantendo os ombros em contato com o solo, eleve a cabeça lentamente. Eleve os ombros lentamente até 25 centímetros acima do solo. Em seguida, abaixe-os lentamente. Realize três séries de dez. Quando esse exercício tornar-se muito fácil, enrole um peso numa toalha e segure-o atrás do pescoço durante a execução do exercício. Aumente o peso à medida que sua força aumentar.

Alongamento do quadril e do quadríceps Fique em pé, com um dos pés em contato com o solo e o joelho da outra perna flexionado num ângulo de 90°. Com a mão do mesmo lado da perna flexionada, segure a região anterior do tornozelo. Mantendo os joelhos unidos, empurre o tornozelo para trás, levando o calcanhar em direção às nadegas. Mantenha a posição durante uma contagem de dez. Repita o exercício com a outra perna. Realize esse exercício dez vezes.

Alongamentos da região lombar Sentado, tocar os dedos dos pés Sente-se no chão com os joelhos estendidos e as pernas afastadas o máximo possível. Coloque as duas mãos sobre o mesmo joelho. Lentamente, deslize as mãos sobre a perna em direção ao tornozelo. Interrompa o exercício se sentir dor e não ultrapasse a posição que pode ser mantida confortavelmente durante dez segundos. Lentamente, solte a perna. Repita o exercício com a outra perna. Realize esse exercício dez vezes com cada perna.

Elevação de apenas uma perna com arqueamento da coluna vertebral Deite-se de costas, flexione os joelhos e apóie os dois calcanhares contra o solo. Mantendo os joelhos flexionados, segure um deles com as duas mãos e conduza-o até o peito. Mantenha a posição durante uma contagem até dez. Lentamente, abaixe a perna e repita o exercício com a outra perna. Realize essa série dez vezes.

Cisne (para aumentar a flexibilidade das costas) Posicione-se em decúbito ventral, com os cotovelos flexionados e as mãos tocando as orelhas. Simultaneamente, eleve os ombros e as pernas. Não flexione os joelhos. Mantenha essa posição durante uma contagem até dez e repita o exercício 20 vezes. Realize esse exercício diariamente. Cuidado! A extensão forçada da coluna vertebral pode piorar muitos problemas das costas. Realize esse exercício com cuidado e pare imediatamente ao sentir dor.

Lesão da musculatura posterior da coxa


Uma lesão dos músculos posteriores da coxa (distensão do músculo femoral posterior, laceração dos músculos posteriores da coxa) é qualquer lesão dos músculos posteriores da coxa. Os músculos posteriores da coxa, que endireitam o quadril e flexionam o joelho, são mais fracos que seu oponente, o músculo quadríceps da coxa. Se os músculos posteriores da coxa não possuírem pelo menos 60% da força do quadríceps, este irá subjugá-los e acarretará uma lesão. Uma lesão dos músculos posteriores da coxa geralmente causa dor súbita na região posterior da coxa quando esses músculos contraem de forma súbita e violenta. O tratamento imediato inclui o repouso, a aplicação de gelo, a compressão e a elevação. O indivíduo não deve correr ou saltar, mas pode realizar corridas no lugar, remar ou nadar – exceto se essas atividades causarem dor – enquanto o músculo cicatriza. Após o início da cicatrização, os exercícios de fortalecimento dos músculos posteriores da coxa ajudam a evitar a recorrência do quadro.

Uma Dica:

Fortalecimento dos Músculos Posteriores da Coxa

1. Prenda um peso de 2,5 kg ao pé do lado lesado e coloque-se em decúbito ventral sobre uma cama, com a parte baixa do corpo (da cintura para baixo) fora da cama e com os dedos dos pés tocando o chão. Mantendo o joelho estendido, eleve e abaixe lentamente o membro inferior. Realize três séries de dez em dias alternados. À medida que a força for retornando, utilize pesos cada vez maiores. Esse exercício fortalece principalmente a parte superior dos músculos do posteriores da coxa.

2. Prenda um peso de 2,5 kg ao pé do lado lesado. Fique em pé, equilibrando-se sobre a outra perna. Lentamente, eleve o pé com o peso em direção às nádegas, flexionado o joelho, e abaixe o pé na direção do chão, estendendo o joelho. Realize três séries de dez em dias alternados. À medida que a força for retornando, utilize pesos cada vez maiores. Esse exercício fortalece principalmente a parte inferior dos músculos posteriores da coxa.


Neuralgia Tibial Posterior

A neuralgia tibial posterior é a dor no tornozelo, no pé e nos dedos causada pela compressão ou pela lesão do nervo que inerva o calcanhar e a planta do pé (nervo tibial posterior). O nervo tibial posterior percorre ao longo da parte posterior da panturrilha, atravessa um canal ósseo próximo ao calcanhar e chega à planta do pé. Quando os tecidos em torno desse nervo inflamam, eles podem comprimi-lo e causam dor.

A dor, o sintoma mais comum desse distúrbio, geralmente é do tipo queimação ou formigamento. A dor ocorre quando o indivíduo fica em pé, anda ou usa determinados tipos de calçados. Localizada geralmente em torno do tornozelo e estendendo-se até os dedos, a dor piora quando a indivíduo anda e alivia com o repouso. Ocasionalmente, o indivíduo também sente dor em repouso. Para diagnosticar essa condição, o médico manipula o pé durante o exame físico.

A percussão sobre a área lesada ou comprimida freqüentemente causa formigamento, o qual pode estender-se até o calcanhar, o arco do pé ou os dedos. Podem ser necessários vários exames para se determinar a causa da lesão, especialmente quando é aventada a possibilidade de uma cirurgia do pé. Injeções de uma mistura de corticosteróides e anestésicos locais na área podem aliviar a dor.

Outros tratamentos são o enfaixamento do pé e o uso de dispositivos especialmente confeccionados no calçado, para reduzir a pressão sobre o nervo. Quando outros tratamentos não aliviam a dor, pode ser necessária a realização de uma cirurgia para aliviar a pressão sobre o nervo.

Bursite no Calcanhar

Normalmente apenas uma bolsa é encontrada na região do calcanhar: entre o tendão de Aquiles e o calcâneo (osso do calcanhar). Essa bolsa pode ficar inflamada, inchada e dolorida, resultando em bursite anterior do tendão de Aquiles.

Em decorrência da pressão anormal e da disfunção do pé, uma bolsa protetora (adventícia) pode formar-se entre o tendão de Aquiles e a pele. Esta bolsa também pode ficar inflamada, inchada e dolorida, resultando em bursite posterior do tendão de Aquiles.

Bursite Anterior do Tendão de Aquiles


Alteração da Cor das Unhas


A bursite anterior do tendão de Aquiles (doença de Albert) é uma inflamação da bursa (saco cheio de líquido) localizada em frente à inserção do tendão de Aquiles ao calcâneo (osso do calcanhar). Qualquer problema que acarrete uma maior tensão sobre o tendão de Aquiles, o tendão que fixa os músculos da panturrilha ao calcanhar, pode causar esse tipo de bursite. Lesões do calcanhar, doenças como a artrite reumatóide e mesmo o apoio sobre o suporte posterior rígido do calçado pode causar esse distúrbio.

Quando a bursa inflama após uma lesão, os sintomas geralmente surgem subitamente. Quando a inflamação é causada por uma doença, os sintomas podem surgir de modo gradual. Em geral, os sintomas são o edema e o calor na parte posterior do calcanhar. A aplicação de compressas (quentes ou frias) sobre a área pode ajudar a reduzir a dor e a inflamação. Injeções de um corticosteróide misturado a um anestésico local na bursa inflamada também aliviam os sintomas.


Bursite Posterior do Tendão de Aquiles

A bursite posterior do tendão de Aquiles (deformidade de Haglund) é uma inflamação da bursa (saco cheio de líquido) localizada entre a pele do calcanhar e o tendão de Aquiles (o tendão que fixa os músculos da panturrilha ao osso). Esse distúrbio ocorre principalmente em mulheres jovens, mas pode ocorrer também em homens.

O ato de caminhar pressionando repetidamente o tecido mole sob o calcanhar contra o suporte traseiro rígido de um calçado pode agravar o problema. Inicialmente, ocorre o desenvolvimento de um um ponto sensível, endurecido e levemente avermelhado na parte posterior do calcanhar. Quando este aumenta de tamanho, a bursa inflamada aparece como uma proeminência avermelhada sob a pele do calcanhar, causando dor na região e também acima dela. Se o distúrbio tornar-se crônico, o inchaço pode endurecer.

O tratamento visa a redução da inflamação e o ajuste da posição do pé no calçado para aliviar a pressão sobre o calcanhar. Calcanheiras (almofadas de espuma de borracha ou de feltro colocadas sob o calcanhar) podem ser colocadas nos calçados para eliminar a pressão com a elevação do calcanhar. O alargamento da parte posterior do calçado ou a aplicação de um acolchoamento em torno da bursa inflamada pode ser útil.

Algumas vezes, são fabricados calçados especiais para ajudar no controle dos movimentos anormais do calcanhar. Se essas medidas não surtirem efeito, antiinflamatórios nãoesteróides (p.ex., ibuprofeno) podem aliviar temporariamente a dor e a inflamação, assim como injeções de uma mistura de corticosteróides e anestésicos locais na área inflamada. Quando esses tratamentos não forem eficazes, uma parte do calcâneo pode ser removida cirurgicamente.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Stress

O que é o Stress?

O "STRESS" é o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina no nosso organismo, e os órgãos que mais sentem são o aparelho circulatório e o respiratório.

No aparelho circulatório a adrenalina promove a aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia) e uma diminuição do tamanho dosvasos sangüíneos periféricos. Assim, o sangue circula mais rapidamente para uma melhor oxigenação, principalmente, dos músculos e do cérebro já que ficou pouco sangue na periferia, o que também diminui sangramentos em caso de ferimentos superficiais.

No aparelho respiratório, a adrenalina promove a dilatação dos brônquios(broncodilatação) e induz o aumento dos movimentos respiratórios(taquipnéia) para que haja maior capitação de oxigênio, que vai ser mais rapidamente transportado pelo sistema circulatório, também devidamente preparado pela adrenalina.

Quando o perigo passa, o nosso organismo para com a super produção de adrenalina e tudo volta ao normal. No mundo de hoje as situações não são tão simples assim e o perigo e a agressão estão sempre nos rodiando. Por isso a reação do organismo frente ao stress é de taquicardia, palidez, sudorese e respiração ofegante. Pode haver também um descontrole da pressão arterial e provocar um aumento da pressão à níveisbem altos, mas não siginifica que a pessoa seja hipertensa.

 

STRESS

 O stress até pouco tempo era conhecido como cansaço. Estou cansado! Trabalhei muito. Mas a experiência clínica nos foi mostrando que não era o cansaço físico o grande vilão desencadeador do stress. A falta de atividade também desenvolvia a doença. Nos dias de hoje, onde a informação chega muito rápido, e na maioria das vezes são informações que nos causam temores, o stress passou a ser visto também pelo lado emocional, atingindo o nosso lado mental/comportamental. Com estes estudos verificamos que o stress corrompe todo o nosso organismo causando doenças como veremos adiante.

    Diante destas situações, nós psicólogos buscamos um meio natural que combater esta doença: Psicoterapia ao natural. Saímos do consultório, lugar fechado, e buscamos a natureza, um hotel fazenda por exemplo. Um final de semana em grupo de pessoas com características comuns. Neste ambiente procuramos usar roupas frouxas, deixar os pés em maior contato com a grama ou mesmo a terra. Exercitar a respiração (aprender a respirar, pois não sabemos respirar) e, o mais importante a troca de informações e experiências entre os participantes. O remédio continua sendo os chás servidos três vezes ao dia. Neste ambiente também praticamos a meditação e alguns exercícios de postura e relaxamento.

Este é um dos momentos mais importante de nosso encontros, pois é a troca energética biológica com a natureza.

  O contato com a vida animal nos coloca numa posição de reflexão diante da vida e da evolução da mesma.

 

COMO ATUA O STRESS

        Imagine uma barra de ferro sendo torcida. A tensão na barra antes de partir é o que os físicos chamam de stress. No ser humano caracteriza-se por alterações orgânicas. Em 1965, Hans Selye usou o termo stress para designar o estado de tensão do organismo quando submetido a um agente que ameaça sua integridade. Ele chamou esta reação de luta ou fuga, de síndrome geral de adaptação. Este esforço tinha como objetivo neutralizar o agente stressante. A doença surgiria devido a uma falha do sistema de adaptação dos mecanismos de defesa do organismo.

         As doenças causadas pelo stresse social dependem da natureza, intensidade e duração da situação, alem das tendências hereditárias e das primeiras experiências de vida do individuo.

         O stress interfere nos sistema nervoso simpático e parassimpático, responsáveis pelo equilíbrio do organismo. Eles formam o sistema nervoso autônomo ou neurovegetativo, que controla os batimentos cardíacos, a contração ou o relaxamento do estomago e a secreção das glândulas da mucosa estomacal.

 

MEDIDAS PARA COMBATER O "STRESS"

O combate ao stress não é fácil, mas existem algumas medidas que aliviam e podem ajudar muito. Quaisquer que sejam as medidas indicadas, o reconhecimento do problema é o primeiro passo para a cura. A partir de então programe o que fazer, o importante é tentar e mudar.

Faça exercícios físicos ou pratique esportes regularmente. Abaixa a pressão e alivia as tensões causadas pelo stress.

Arrume um hobby ou um passatempo, isto ajuda a desviar a sua atenção e alivia o stress.

Controle a sua dieta, melhorando seus hábitos, diminuindo o consumo de bebidas alcóolicas e deixe de fumar. Ao contrário do que muita gente pensa estas atitudes não são estressantes mas, contribuem para a diminuição do stress.

Procure conversar mais com as outras pessoas, melhore o seu relacionamento, isto não vai curar mas alivia as tensões.

Procure sair de férias, se for possível, e deixe de se preocupar tanto.

 

COMO CONTROLAR O STRESS ?

Para controlar e monitorar seu stress, você precisa manter uma qualidade de vida favorável à sua saúde e felicidade. Não confunda qualidade de vida (afetividade, alimentação saudável, contato com amigos e familiares, atividade física, vivência religiosa, atendimento de suas necessidades básicas de moradia, sono e lazer) com padrão de vida (dinheiro, posses, luxo, muitas facilidades, etc).

Neste sentido, fique atento como você está em relação à:

Alimentação Saudável: em todas as fases do stress, seu corpo consome muita energia, vitaminas e sais minerais. Uma alimentação saudável o ajudará a manter suas reservas de energia e substâncias vitais para sua saúde. Existem muitos livros que tratam sobre o assunto, mas uma consulta com um médico e/ou com um nutricionista o ajudará a estabelecer qual é a sua dieta alimentar ideal para suas necessidades.

Relaxamento Psico-Somático: em situações estressoras, ficamos mais ansiosos que o costume, nossos músculos ficam mais tensos e ficamos com o metabolismo do organismo acelerado. Técnicas de relaxamento de descansem ao mesmo tempo o corpo e a mente diminuem sua ansiedade, descansam seus músculos, e faz o metabolismo de seu organismo trabalhar mais lentamente - o que favorece seu reequilíbrio e a recuperação da energia gasta. Existem várias técnicas de relaxamento que podem ser usadas:

  • técnicas cognitivas: são técnicas em que o relaxamento é obtido a partir da focalização de sua atenção em imagens e pensamentos agradáveis e positivos.

  • técnicas físicas: são técnicas em que se consegue o relaxamento a partir de exercícios ou movimentação de partes do corpo.

As técnicas cognitivas são interessantes, mas podem não funcionar se no momento a pessoa estiver muito ansiosa e com dificuldade em concentrar-se. As técnicas físicas além de não requerer concentração em pensamentos, ainda possibilitam que você desenvolva um controle consciente de sua tensão muscular. Com o tempo, você consegue perceber que parte de seu corpo está tenso e consegue relaxa-la, sem a necessidade de fazer todo o exercício e relaxamento. Dentre as técnicas físicas, ressalto a Técnica de Relaxamento de Jacobson.

Atividade Física: atividade física moderada e freqüente auxilia no controle dos efeitos do stress. O exercício físico contribui para que seu corpo "queime" a tensão acumulada sobre seu organismo relaxando-o, além de tonificar seus músculos e melhorar a oxigenação. No entanto se você exagerar, além de trazer conseqüências para sua saúde, você estará "estressando-se" ainda mais. Um professor de educação física, um fisioterapeuta ou um médico podem lhe orientar quais atividades físicas são mais adequadas para seu porte físico, idade e condições de saúde. Pessoas que estão na fase de exaustão do stress somente devem fazer os exercícios quando estiverem restabelecidas e sob orientação médica.

Vida social, familiar e afetiva: o contato com os amigos e familiares é importante porque além de favorecer a socialização e manter contato com outras pessoas (que é uma das necessidades humanas), permite troca de afetos. Estar junto das pessoas que gostamos e amamos é importante, assim como dar e receber afetos. Dar e receber afetos estreita vínculos, faz que nos sintamos mais amados e seguros e promove bem estar social e saúde mental.

Postura positiva frente a vida e expressão de sentimentos: ter esperança e acreditar que o futuro será melhor nos ajuda a retomar o controle da vida, fazer uma leitura da realidade e agir para obter os objetivos desejados. A expressão sincera de sentimentos (comunicar ao outro o que deve ser dito, na hora certa e da forma certa) nos ajuda a eliminar alguns agentes estressores internos. Se você está magoado com alguém e não expressa esse sentimento, ela passará a atuar como estressor, porque o sentimento estará sempre lhe incomodando. Expressar ao outro seus sentimentos de forma sincera, (sem diminuir nem aumentar), na hora certa e da forma adequada (sem agredir nem destruir o outro) o ajudará a aliviar-se de tensões e a entender o ponto de vista da outra pessoa. Além de expressar ao outro os próprios sentimentos, é importante saber ouvir o outro e compreender seu ponto de vista.

Organização e aproveitamento do tempo: muitas pessoas estão sob pressão desnecessária porque não aproveitam o tempo que possuem, dispensam muito tempo em coisas pouco importantes, ou não planejam seu tempo. Fazer um agendamento das suas atividades, estabelecendo horários de início e término e reavaliar sempre prioridades ajudam a dar conta das responsabilidades assumidas e produzir mais em menos tempo. Assim, o tempo ganho pode ser dispensado a outras coisas que julgue importantes.

Primeiros Socorros


Para ajudar alguém num acidente, o importante é estar calmo e usar algumas medidas de emergência

Saiba o que fazer e o que não fazer em uma ação de primeiros socorros para diminuir o sofrimento das vítimas ou até mesmo salvar vidas. Aqui estão algumas regras básicas, válidas para qualquer tipo de emergência, embora não substituam o atendimento médico.

Primeiras Medidas

1. Evite que o acidente dê origem a outros e afaste perigos que poderiam complicar a situação.
Por exemplo, num acidente automobilístico, sinalize o local; antes de atender uma vítima de um choque elétrico, corte a energia que alimenta o circuito; num incêndio, tente apagar o fogo ou afastar a vítima para longe dele.
2. Mande alguém imediatamente em busca de socorro médico.
3. Afaste do local as crianças, os curiosos que não se disponham a ajudar e as pessoas que demonstrem medo ou ansiedade.
4. Se houver pessoas para ajudá-lo, distribua as ordens de modo a atender os feridos com mais rapidez e eficiência.

Cuidados Essenciais

• Locomoção da vítima só mesmo se for livrá-la de perigo maior
(por exemplo, risco de explosão, de envenenamento por gás, de desabamento etc.) ou no casos de levá-la imediatamente ao pronto socorro, se este for o único meio de salvar-lhe a vida.
• Nunca dê líquidos a pessoas inconscientes ou semiconscientes.
• Evite o pânico da vítima, das pessoas em volta e o seu próprio.
• A calma é amiga da eficiência, além de transmitir confiança à vítima.

O que Fazer em Caso de Dúvida ?

Na dúvidas, siga as orientações:

• Examine a vítima com cuidado e rapidamente;
• Deite-a de costas, com a cabeça de lado para prevenir asfixia por vômitos ou por golfadas de sangue;
• Desobstrua suas vias respiratórias, retirando pontes móveis, dentaduras e eventuais detritos existentes no nariz ou na boca.

Verifique Pulsação

A pulsação normal em adultos é entre 60 e 80 batimentos cardíacos por minuto; nas crianças, entre 80 e 100. Para contar, coloque a ponta dos dedos no punho da vítima:
• Pulso fraco e rápido pode significar estado de choque;
• Ausência de pulso pode indicar parada cardíaca: inicie imediatamente a reanimação cardiopulmonar (RCP).

Verifique a Respiração

Normalmente um adulto respira cerca de 17 vezes por minuto.
• Respiração rápida e superficial pode indicar estado de choque;
• Respiração profunda e penosa pode significar obstrução das vias respiratórias ou doença cardíaca: desobstrua imediatamente as vias respiratórias da vítima;
• Respiração com eliminação de sangue pela boca ou pelo nariz e tosse pode indicar dano nos pulmões por fratura de costelas.

Estado das Pupilas ("meninas dos olhos"):

A análise das pupilas pode indicar:
• Contraídas - vício de drogas ou doenças que afetam o sistema nervoso central;
• Dilatadas - estado de relaxamento e inconsciência ou por ataque cardíaco ou envenenamento por drogas, álcool ou solvente;
• Desiguais - denunciam traumatismo craniano.

A Cor da Pele Revela Sinais

A coloração da pele pode indicar indícios:
• Avermelhada - início de envenenamento por monóxido de carbono ou traumatismo craniano;
• Vermelhidão seguida de arroxeamento - intoxicação por gás;
• Azulada ou arroxeada - queda de oxigenação no sangue, risco de paradas cardíacas e respiratórias, casos de obstrução das vias aéreas e alguns tipos de envenenamento;
• Pálida ou acinzentada - circulação insuficiente ou estados de choque e doenças cardíacas.

A Temperatura do Corpo

Ao medir a temperatura nas axilas, quando abaixo de 36ºC, pode indicar estado de choque, hemorragias, exposição prolongada ao frio. Se for mais alta que 37,5ºC, pode ser decorrência de febre ou de exposição a calor excessivo.

Capacidade de Movimentação

• Paralisia de um dos lados do corpo, inclusive da face, pode indicar hemorragia cerebral ou intoxicação por drogas;
• Paralisia das pernas pode indicar fratura de coluna abaixo do pescoço;
• Paralisia de braços e pernas pode denunciar fratura de coluna ao

 Verifique Também

1. Estado de consciência: Pergunte à vítima o seu nome, onde está, qual o dia da semana, etc. Respostas erradas podem significar traumatismo craniano e envenenamento.
2. Reação à dor: A incapacidade de movimentos geralmente está associada à insensibilidade à dor; queixa de formigamento nas extremidades pode significar trauma na coluna.

Diferença entre Paradas Respiratória e Cardíaca

Sinais de Parada Respiratória:
• Inconsciência
• Peito Imóvel
• Ausência de saída de ar pelas vias aéreas
• Lábios e unhas azuladas

Sinais de Parada Cardíaca:
• Inconsciência
• Ausência de pulsação e de ausculta de batimentos cardíacos
• Palidez excessiva
• Lábios, unhas e mãos arroxeadas

RCP - Reanimação Cardiopulmonar

Estes são os procedimentos a serem seguidos no caso de parada cardíaca:
• Colocar a vítima deitada sobre superfície dura
• Posicione-se ao lado da vítima
• Coloque as mãos sobrepostas no terço inferior do osso esterno (localizado no tórax)
• Fazer compressão sobre o osso com os seus braços esticados
• Faça 60 compressões por minuto

Tratando-se de parada cardiorespiratória:
• Faça 10-15 compressões alternando com 2 respirações boca a boca

Controle o pulso carótido (pulsação percebida no pescoço) e movimentos respiratórios.
Pare somente se estes sinais forem restabelecidos.

Prioridade no Socorro

No caso de mais de uma vítima, socorra primeiramente os casos mais graves como:
• atendido não consegue respirar;
• paradas cardíacas;
• perda descontrolada de sangue;
• traumas no crânio e na coluna vertebral;
• envenenamentos;
•complicações diabéticas;
• problemas cardíacos;
• peito e abdome abertos;
• estado de choque.
Obedecendo essa ordem de prioridades, seguem-se em casos de queimaduras ou fraturas múltiplas, fratura simples, ferimentos de menor importância e óbito.

O que Fazer após o Socorro de Urgência?

Para impedir o agravamento do estado de uma vítima já restabelecida:
1. Aguarde o atendimento médico no local. Só transporte a vítima se absolutamente necessário ou se ela estiver em condições de saúde que não inspirem qualquer preocupação;
2. Mantenha a vítima deitada de costas e com a cabeça de lado, mesmo que ela tenha voltado a si;
3. Mesmo que a vítima aparente estar bem, obrigue-a a receber tratamento especializado;
4. Conte ao médico sinais observados na vítima para ajudá-lo em tratamento posterio

Respiração

A respiração é crítica para a sobrevivência do organismo, e garanti-la é o ponto fundamental de qualquer procedimento de primeiros socorros. O cérebro tem lesões irreversíveis em no máximo 6 minutos após a interrupção da respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é quase certa.

Para verificar a respiração, flexione a cabeça da vítima para trás, coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, e ao mesmo tempo observe o movimento do tórax. Ouça e sinta se há ar saindo pela boca e narinas da vítima. Veja se o tórax se eleva, indicando movimento respiratório.

Se não há movimentos respiratórios, isso indica que houve parada respiratória.

 

Abertura das vias respiratórias(AÉREAS)

O primeiro procedimento é verificar se há obstrução das vias aéreas do paciente.

Para isso, deixe o queixo da vítima levemente erguido para facilitar a respiração. Usando os dedos, remova da boca objetos que possam dificultar a respiração: próteses, dentaduras, restos de alimentos, sangue e líquidos.

Os movimentos do pescoço devem ser limitados, e com o máximo cuidado: lesões na medula podem causar danos irreparáveis.

 

Respiração artificial

É o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração que deve ser ministrado imediatamente, em todos os casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca.

 

Asfixia/sufocação

Dependendo da gravidade da asfixia, os sintomas podem ir desde um estado de agitação, palidez, dilatação das pupilas (olhos), respiração ruidosa e tosse, a um estado de inconsciência com paragem respiratória e cianose(tonalidade azulada) da face e extremidades(dedos dos pés e mãos).


O que deve fazer:

Se a asfixia for devido a um corpo estranho deve (numa criança pequena):

  • Se o objeto estiver no nariz, pedir à criança para se assoar com força, comprimindo com o dedo a narina contrária;

  • Se for na garganta, abrir a boca e tentar extrair o objeto, se este ainda estiver visível usando o dedo indicador em gancho ou uma pinça, com cuidado para não empurrar o objeto;

  • Colocar a criança de cabeça para baixo. Sacudi-la e bater-lhe a meio das costas, entre as omoplatas, com a mão aberta.


O que NÃO deve fazer:

  • Abandonar o asfixiado para pedir auxílio;

 

- PRIMEIROS SOCORROS NAS CRISES -

Como eu posso ajudar alguém que está em crise? A conduta apropriada para ajudar alguém durante uma crise depende do tipo de crise. Enquanto uma pessoa com crise tônico-clônica pode precisar de alguma ajuda, na maioria dos casos pouco deve serve feito.

A crise tônico-clônica (grande mal) é freqüentemente a mais dramática e atemorizante, mas é importante ter em mente que a pessoa em crise está inconsciente e não sente dor. A crise usualmente dura poucos minutos e não há necessidade de cuidado médico. Os seguintes procedimentos simples podem ser usados:
1) Fique calmo. Você não pode parar uma crise, deixe que ela siga seu curso, não tente reanimar a pessoa;
2) Coloque a pessoa no chão e afrouxe sua roupa;
3) Tente remover quaisquer objetos que possam machucar a pessoa. Pode ser necessário colocar algo macio sob sua cabeça;
4) Vire a pessoa de lado para que a saliva possa sair mais facilmente da boca;
5) Não ponha nada na boca da pessoa;
6) Após a crise deixe a pessoa descansar ou dormir, se necessário;
7) Após descansar, a maioria das pessoas recupera-se completamente. Caso contrário acompanhe-a até sua casa;
8) No caso de uma criança em crise contate um familiar ou policial;
9) Se a pessoa apresenta uma série de convulsões sem recuperar a consciência entre elas ou uma convulsão que dure mais de dez minutos procure imediatamente socorro médico.

Nas crises parciais complexas:
1) Não restrinja a pessoa, proteja-a removendo objetos perigosos;
2) Se ocorrer perambulação fique com a pessoa e fale calmamente.

Crises de ausência e crises parciais simples não necessitam primeiros socorros.

O que fazer se a criança tem crises durante o sono? As crianças são geralmente acordadas pelas crises que ocorrem enquanto dormem. Assim, os familiares são alertados quando elas ocorrem. Somente nos raros casos em que a criança vomita ou experimenta outros problemas durante a crise existe necessidade de preocupação.

Lesões e Ferimentos

 

Nas fraturas ,os primeiros socorros consistem apenas em impedir o deslocamento das partes quebradas.

A bandagem tem como objetivo manter um curativo,imobilizar fraturas ou conter,provisoriamente,uma parte do corpo.

Na aplicação de bandagem nos membros superiores comece da extremidade para o centro , no sentido da mão para o braço. Nos membros inferiores comece pelo pé e envolva sempre da esquerda para a direita .

Fratura Fechada

Deixe a parte afetada na posição mais natural possível. Coloque talas sustentando a parte atingida e amarre as talas abaixo e acima das juntas .Use um jornal grosso e dobrado,revista ou qualquer outro objeto que evite a movimentação do membro fraturado .

Fratura Exposta

Não tente recolocar o osso no lugar.Cubra o  ferimento para evitar infecção e aplique talas para  fraturas fechadas , sem puxar  o membro ou fazê-lo voltar à sua posição natural.

 

               

 

      

Fisioterapia em Uro Ginecologia

Infelizmente muita gente não sabe quais as áreas que o fisioterapeuta pode atuar, e acaba por não adquirir o tratamento por falta de informação.Como por exemplo a área de Uro ginecologia que ainda é pouco conhecida.

Atuação do fisioterapeuta:
-> Tratamento e prevenção de incontinência urinária feminina e masculina(geralmente após prostatectomia(retirada da próstata));
-> Tratamento e prevenção da incontinência fecal;
-> Em crianças, tratamento da enurese noturna(incontinência noturna);
-> Acompanhamento pré e pós operatório para pacientes c/ incontinência urinária e prolapsos genitais;
-> Tratamento das disfunções sexuais femininas;
-> Tratamento da álgia pélvica crônica feminina.

Então, se você tiver alguma dessas patologias, dependendo do grau, não necessita realizar a cirurgia, pois pode fazer o tratamento fisioterapêutico, e curar-se do mesmo, sem precisar utilizar um método tão invasivo que é a cirurgia, que pode gerar muitas complicações no pós-operatório.
Eu não sou contra aos métodos cirúrgicos, porém eles tem que ser feitos caso se esgotem outras alternativas não invasivas, e menos prejudicias ao paciente.
O tratamento fisioterapeutico, é feito através, de exercícios cinesioterapeuticos para fortalecimento dos músculos pélvicos, eletroestimulação, reeducação p/controle nos horários de urinar, dentre outros...

Tendinite


1. Introdução

As mãos, os pés, o pescoço e todas as partes que se dobram, ou seja, praticamente o corpo inteiro está repleto de tendões.
As palavras terminadas com o sufixo "ite" indicam um processo inflamatório. Tendinite é, assim, a inflamação que acontece nos tendões. Essa inflamação pode ter duas causas. A primeira são esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga. A segunda causa é a desidratação: quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados devido a uma alimentação incorreta e toxinas no organismo, pode ocorrer uma tendinite.
A tendinite se manifesta inicialmente com dores e muitas vezes com a incapacidade da pessoa em realizar certos movimentos. O paciente pode sentir dores ao subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outras posturas ou movimentos. Inicialmente, a tendinite pode ser confundida com artrite reumatóide. Existe a necessidade de um bom médico para diagnosticar corretamente o problema.


2. O que é Tendinite?


Tendinite é um termo genérico que pode descrever muitas afecções patológicas de um tendão. Isto é, qualquer resposta inflamatória no interior do tendão, sem inflamação do paratendão. O termo paratendinite é a inflamação que ocorre apenas na camada externa do tendão e, geralmente, surge quando o tendão se atrita com alguma proeminência óssea. E tendinose refere-se a um tendão que sofreu alterações degenerativas sem sinais clínicos ou histológicos de resposta inflamatória. Na tendinite crônica há degenerações significativas do tendão, perda da estrutura normal de colágeno e parda da celularidade na área, mas não há resposta inflamatória celular no tendão.
Essa inflamação pode ter duas causas que são:
1) Mecânica – esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga.
2) Química – a desidratação, quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados, a alimentação incorreta e toxinas no organismo podem conduzir a uma tendinite.
Na atividade muscular, um tendão deve mover-se ou deslizar sobre outras estruturas ao seu redor sempre que o músculo se contrai. Se um movimento é realizado repetidamente, o tendão fica irritado e inflamado. Essa inflamação é manifestada por dor ao movimento, edema, possivelmente certo aquecimento da região e, em geral, por crepitação. Crepitação é um estalido similar ao som produzido pelo atrito de cabelo e os dedos próximo à orelha. A crepitação é causada pela aderência do paratendão às estruturas circundantes enquanto desliza para frente e para trás. Tal aderência é causada principalmente pelos produtos químicos da inflamação que se acumulam no tendão irritado.
A tendinite mais comum é no tendão de Aquiles e na parte posterior da perna de corredores ou nos tendões do manguito rotador da articulação do ombro em nadadores ou arremessadores, embora possa surgir em qualquer tendão que realize movimentos excessivos e repetitivos.

3. Exames Necessários


Exame clínico e anamnese são os primeiros procedimentos, em que o paciente relata suas queixas e o médico começa a formular a hipótese diagnóstica.
Os métodos de diagnóstico através de imagem têm papel importante. Desde raio-x até ressonância magnética, cada um atua no diagnóstico de determinadas lesões, entre elas, uma das mais freqüentes é a tendinite. O médico explica que, para o seu diagnóstico, com freqüência se utiliza a ultrassonografia, quase sempre depois de feito um exame de radiografia normal. A ultrassonografia apresenta algumas vantagens tais como boa definição de partes moles, não utiliza radiação ionizante, é um método não invasivo, relativamente de baixo custo e rápido em comparação com outros métodos.
É necessária uma comunicação entre o médico que examina o paciente e o médico que fará os exames de ultrassonografia, muitas vezes realizados em local diferente daquele da consulta. É fundamental que o médico ultrassonografista tenha conhecimento da história clínica do paciente para poder identificar corretamente o local da lesão, estabelecer prováveis diagnósticos diferenciais e poder sugerir um diagnóstico final da lesão ao médico que solicitou o exame.


4. Formas de tratamento


Dependendo da natureza e do grau de severidade da lesão, as formas de tratamento vão desde a indicação de antiinflamatórios até a imobilização do membro afetado. O melhor tratamento para tendinite é o repouso. Se o movimento repetitivo que causa irritação no tendão for eliminado, é possível que o processo inflamatório permita que o tendão cicatrize. Os medicamentos antiinflamatórios e as modalidades terapêuticas são úteis para reduzir a resposta inflamatória. A aplicação local de corticóides é apenas indicada nos casos mais graves.
Após o repouso, a pessoa é aconselhada a fazer fisioterapia para acelerar o processo de cura. Uma das técnicas indicadas para a tendinite é a crioterapia, aplicação de bandagens a temperaturas muito baixas ou bolsas de gelo. Massagens também são indicadas como auxiliares no tratamento.
No caso de tendinite de origem química, os médicos indicam uma dieta alimentar especial, para prevenir a desidratação que pode resultar na pouca ou nenhuma lubrificação dos tendões e conseqüente no agravamento da doença. Essa dieta exige a retirada de alimentos ácidos e graxos, incluindo-se a manteiga e o chocolate e as frutas ácidas.


5. Seqüelas


Se a tendinite não for tratada em tempo ou da maneira adequada, ou mesmo se a fisioterapia não for feita durante o período necessário, pode haver seqüelas. A pessoa não tratada pode sofrer uma ruptura do tendão após um período de inflamação mal cuidado. Pode continuar com as dores e se tornar incapaz para o trabalho. Por isso, é importante seguir todos os passos indicados pelo médico para um pronto restabelecimento.


6. Prevenção


As atividades de risco para tendinite são fáceis de serem reconhecidas. Uma vez reconhecendo o tipo de atividade, é dever de uma empresa ou de um clube, por exemplo, não expor o funcionário ou o atleta a períodos ininterruptos de trabalho ou de exercício. Uma parada, uma pausa na rotina, por alguns minutos, pode significar não um prejuízo para a empresa, mas sim, um ganho em termos de continuidade em médio e longo prazo.
Alimentação balanceada é vital não só para o tratamento da tendinite, mas também para a sua prevenção.
Instruir o digitador, o atleta, o funcionário, o pianista, quem quer que esteja a seu serviço, sobre as causas e os efeitos da doença e como preveni-la é dever de todo empregador. Isso pode ser feito através de pequenos seminários, aulas e vídeos.
Tratamento adequado, consulta ao médico, atenção à fisioterapia e aos medicamentos são um direito e ao mesmo tempo um dever do paciente para a cura da tendinite.
Por último, vale lembrar que os casos mal curados podem acabar necessitando de cirurgia. E que a tendinite também é, como qualquer acidente de trabalho, passível de indenização. Vale a pena, portanto, a empresa se preocupar com a prevenção, onde os gastos (e o desgaste emocional de ambas as partes) são muito menores e mais proveitosos.

7. Conclusão


A eclosão da tendinite está ligada às diversas atividades profissionais e atléticas. A tendinite tem sido alvo de preocupação tanto da medicina do esporte quanto da medicina do trabalho.
Há uma variedade de tipos de atletismo e de ocupações que podem estar sujeitas ao problema, todas sempre relacionadas com esforços demasiados ou repetitivos (LER: Lesões por Esforço Repetitivo). Jogadores de futebol, handebol, vôlei, feirantes (que carregam pesadas caixas), estivadores e até mesmo dançarinos. Ultimamente, a área de informática tem mostrado esse problema, com o esforço repetido dos digitadores no teclado. Sem contar os pianistas, que por estudo sistemático de suas partituras musicais podem ser acometidos de tendinite.

8. Bibliografia


BRENTICE, W. el at. Técnicas em Reabilitação Músculo-Esquelético. Porto Alegre: Art Med, 2003.

http://boasaude.uol.com.br


Ombro Doloroso

São várias as etiologias possíveis para a tendinite do supra-respinhoso e da coifa de rotadores. A inflamação por uso excessivo é uma delas, mas também existe outras etiologias como a falha na irrigação do tendão, posições viciosas, variações anatómicas e esforços repentinos. Como em tudo na vida, quando geramos energia libertamos calor. No tendão a energia residual que não é aproveitada para o movimento, é liberada na forma de calor. Nos exercícios contraímos e alongamos os músculos gerando energia.

Quando nos excedemos nos exercícios a liberação de calor pode atingir temperaturas de até 45 graus dentro do tendão, levando a morte e degeneração das células causando um processo inflamatório e portanto uma tendinite. Isto levará a um enfraquecimento gradativo no interior do tendão podendo culminar com sua ruptura completa. Nos estágios iniciais teremos os sintomas do processo inflamatório que nos incomodam e nos fazem diminuir.

Quando temos alterações anatómicas o músculo para produzir a mesma força tem que se contrair mais energicamente, logo aumentando a temperatura, e pela mesma razão criando um processo inflamatório. Quando é por movimentos bruscos como um "esticão" do braço a inflamação ocorre devido à morte e degeneração das células resultantes desse força brusca.

Uma possível causa é a falha na vascularização, assim no passado, acreditava-se que as lesões do manguito rotador eram ocasionadas por alteração na vascularização dessa região. Uma combinação de factores, podem estar na base de uma boa parte de possíveis causas de tendinites do supra-espinhoso e da coifa de rotadores, incluindo a menor vascularização e uma menor qualidade de células do tendão, assim como alterações nas fibras colágenas, decorrentes do processo de envelhecimento.

As tendinites mais comuns no nosso meio são a do manguito rotador (ombro), a epicondilite (cotovelo), a tendinite dos extensores do punho, a tendinite patelar (joelho) e a tendinite do Aquiles (tornozelo).

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