A carreira de Fisioterapia







Uma carreira que exige muita dedicação e constante atualização desde o primeiro dia de aula até toda a vida profissional. Assim tem que ser encarada a profissão de fisioterapeuta, na qual é preciso se dedicar às pessoas e saber tratá-las com caráter humano, buscando intervir positivamente nas dificuldades e limitações físicas de cada paciente.

O coordenador do curso de Fisioterapia da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Alexandre Cavallieri Gomes, esclarece a importância do fisioterapeuta na reabilitação da parte física dos pacientes. "É um profissional que traz de volta a pessoa para o dia a dia, mesmo que ela tenha limitações permanentes. É muito importante fazer um treinamento para que ela possa recuperar as capacidades físicas ou mesmo para prevenir a instalação de patologias".

Segundo ele, os fisioterapeutas encontram espaço para trabalhar em clubes, academias, clínicas, hospitais, postos de saúde, equipes esportivas e empresas privadas. E a Fisioterapia não se resume a exercícios ortopédicos ou massagens, como muitas pessoas pensam. O trabalho começa com a prevenção de problemas, passa pela avaliação dos pacientes, programação de tratamento adequado para cada caso e, é claro, a execução desse tratamento. 

O fisioterapeuta-chefe do Hospital Nossa Senhora de Lourdes (SP), George Jerre Vieira Sarmento, afirma que a especialização em uma determinada área é muito importante para o sucesso do profissional. "Nos últimos cinco anos, o mercado está exigindo que o fisioterapeuta seja especialista e isso requer que ele faça cursos de pós-graduação, práticos e teóricos, para se tornar habilitado nas diversas novas áreas que surgem", explica.

Essa exigência ocorre porque o mercado, principalmente na região Sudeste, não tem condições de absorver todos os fisioterapeutas que se formam por ano, especialmente na área ortopédica, já saturada. Nas outras regiões do Brasil, a demanda é maior e há opções também no exterior. Segundo Sarmento, o fisioterapeuta brasileiro é muito bem visto e recebido nos Estados Unidos, um país carente na área. Por ter vários campos de atuação, o salário também varia muito. Um recém-formado pode ganhar de R$ 800 a R$ 3.000, dependendo da área e da região na qual ele vai trabalhar.

A falta de reconhecimento do trabalho realizado pelo fisioterapeuta é, para Gomes, um ponto negativo. Ele diz que em um país com um déficit de cultura e educação tão grande é natural que as pessoas não saibam realmente o que é Fisioterapia. Mas o maior problema é dentro da área médica. "Somos profissionais de uma área independente, assim como a Medicina. Ninguém precisa mandar encaminhamento para o convênio para falar que o paciente precisa de médico. Mas se uma pessoa quiser ir fazer fisioterapia diretamente ela não pode, tem que ter a prescrição", lamenta.

A tendência é que esse quadro melhore nos próximos anos. Os dois profissionais afirmam que, em dez ou 15 anos, a profissão estará estabilizada, com as áreas de atuação bem definidas e a autonomia necessária. Gomes ainda acredita que a ajuda do governo (municipal, estadual e federal) é fundamental para a abertura de vagas e o atendimento adequado da população. E finaliza, explicando que atualmente "a iniciativa privada é que faz a Fisioterapia existir. O governo deve e precisa abrir vagas, principalmente para a área de atenção a crianças". 


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