sábado, 31 de janeiro de 2009

O que é criofisiologia?

Criofisiologia: Estudo científico da natureza das funções do tratamento pelo frio, onde serão ressaltados os aspectos fisiológicos envolvendo as variações térmicas para as baixas temperaturas, a atuação do frio como agente terapêutico e recurso térmico baseado em vasoconstrição.
A criofisiologia é uma ciência que vem sendo estudada a fundo no Instituto para problemas da criobiologia e criomedicina da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia. O link do laboratório é o <http://www.cryo.org.ua/ipk_eng/home_e.html>
Os efeitos fisiológicos da aplicação do frio encontrados na literatura são: anestesia, redução do calor, redução do espasmo muscular, estimulação do relaxamento, permitir mobilização precoce, melhorar a amplitude de movimento, redução do metabolismo, quebra do ciclo dor-espasmo-dor, diminuição da circulação e na inflamação, estimula a rapidez do tecido.
A crioterapia é muito utilizada no meio esportivo por ser um meio terapêutico de retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia, para favorecer uma redução da taxa metabólica local, promovendo uma diminuição das necessidades de oxigênio pela célula; além de ser prático, barato e eficaz.
Todas as técnicas existentes que utilizam o frio são chamadas de crioterapia, entre elas podemos citar:
Aplicação de gelo ou compressas geladas para atendimento imediato das lesões agudas; aplicação de gelo ou compressa gelada após cirurgia ortopédica; banhos de água fria, piscina fria, ou imersão em um balde de gelo parcialmente derretido.
Massagem com gelo;
Colocação de uma queimadura sobre água fria corrente;
Tratamento dos pontos gatilho com gelo;
Crioestimulação é uma técnica usada para tratamento de pacientes com lesão central ou periférica e tem como objetivo provocar alguma contração muscular, pode ser usada na forma de "taping" para estimular a área hiper sensibilizada;
Criocinesioterapia é uma combinação de aplicações de frio para causar hipoestesia à área do corpo lesionada combinada com exercício ativo, graduado e progressivo;
Crioflexibilidade;
Criocinética significa aplicação intermitente de frio e exercícios ativos;
Crioalongamento são aplicações alternadas de frio e alongamento muscular;
Crioestiramento são aplicações intermitentes de frio e estiramento de tecidos moles, banhos em água fria, como por exemplo, turbilhão frio ou imersão em balde com água com temperatura próxima a zero;
Crioeletroforese é uma técnica de veiculação transcutânea profunda de substâncias medicamentosas em baixas temperaturas, por via elétrica;
Hipotermia corporal antes de cirurgia abdominal ou transplante de órgãos;
Criosauna, que é a intervenção do frio por todo o corpo;
Criocirurgia ou crioablação que é a técnica utilizada para destruição dos tecidos através da produção de uma zona de necrose produzida pela aplicação de crioterapia eliminando os pontos lesionados e os tecidos circundantes ;
Criopreservação, que é a técnica de congelamento e armazenamento de materiais biológicos em temperaturas muito baixas.
A crioterapia apesar de ter uma história longa, sendo usada desde a antiguidade, deu inicio ao uso efetivo no tratamento das lesões esportivas só por volta de 1970.
A terapia fria também age na redução da dor, do edema, da resposta inflamatória e das perturbações circulatórias. Uma das suas principais funções no sistema circulatório é a redução do fluxo sangüíneo, devido à vasoconstricção. Esta ocorre por um estímulo das fibras simpáticas e a diminuição da pressão oncótica e da permeabilidade da membrana levam a uma redução do edema.
A queda da temperatura promove uma diminuição da ação muscular e um relaxamento dos mesmos, favorecendo a redução da espasticidade, pois ocorre queda da força de contração, devido ao seu efeito direto sobre o fuso, o que leva a uma redução da sensibilidade fusal e do reflexo tendinoso. Este mecanismo se dá devido ao aumento do limiar da dor e a diminuição da velocidade de condução nervosa que beneficiam o alongamento muscular, e em contrapartida favorece a redução da extensibilidade do tecido conectivo, proporcionando uma menor flexibilidade muscular.
No trauma e na inflamação, a terapia fria atua prevenindo o extravasamento sangüíneo, levando a uma menor quantidade de fibrinas e a uma menor síntese de colágeno, minimizando a aderência. Uma vez que a imobilização pós-trauma também contribua para o aumento da síntese de colágeno, o gelo pode atuar reduzindo o tempo de imobilização.
A crioterapia vem sendo cada vez mais estudada e utilizada como tratamento, hoje a necessidade de comprovação científica se faz necessária e busca-se cada vez mais o interesse dos pesquisadores pela criofisiologia.

Texto escrito pela Dra Juliana Prestes Mancuso

Massagem não deve doer, defende fisioterapeuta

Para muita gente, massagem boa é aquela que dói. A tese do "No pain, no gain" ("Sem dor não há ganho"), muito repetida por adeptos da malhação pesada, não combina muito com a idéia de relaxar os músculos e aliviar o estresse. Mas, segundo pessoas que faziam massagem ayurvédica na clínica do professor em São Paulo, sair da sessão com hematomas não era incomum.

Para o médico e presidente da Associação Brasileira de Ayurveda Aderson Moreira da Rocha, a massagem tradicional indiana dificilmente causa desconforto. Isso porque o objetivo maior do toque é fazer os óleos medicinais penetrarem a pele. "Não há necessidade de nenhum movimento brusco", afirma, referindo-se à "abhyanga", modalidade mais comum de manipulação, muitas vezes feita a quatro mãos. O nome da prática em sânscrito, aliás, significa algo como "untar com amor", comenta Marcia De Luca, fundadora do Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda.

Outro tipo comum de massagem ayurvédica, a "shirodhara", é ainda mais delicada: o óleo aromático é levemente aquecido e derramado sobre a testa do paciente. A técnica é especialmente indicada para relaxar e combater males como ansiedade e depressão. De Luca oferece na clínica, ainda, a "garshana", uma espécie de esfoliação feita com uma luva de fibras naturais, seguida da aplicação dos óleos, para estimular a eliminação de toxinas da pele.

Dor "boa"

"Uma coisa é aquela 'dor boa' descrita por alguns pacientes quando você mexe no nó muscular para desfazê-lo; outra, bem diferente, é a pessoa sair machucada", diz o fisioterapeuta Carlos Wiering, especialista em RPG. Ele explica que muitas técnicas orientais, inclusive o shiatsu, envolvem a premissa de que é preciso incorporar a dor para livrar-se dela. Mas, para Wiering, isso só piora a tensão: "A reação natural diante da dor é contrair o músculo".

O fisioterapeuta pondera que não é incomum o paciente chorar ou sentir-se triste durante a massagem, mas isso não ocorre devido à dor física. "O paciente pode ter brigado com o pai e, a partir daquela tensão, passou a sentir uma dor no tórax, por exemplo. Ao fazer a massagem, mesmo já tendo feito as pazes com o pai, pode ser que ele reviva a mágoa que sentiu no momento da conflito", ilustra.

É por essa razão, diz Wiering, que já houve um movimento por parte do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional para que massagens terapêuticas, o que inclui a drenagem linfática, passassem a ser feitas somente por fisioterapeutas, que estudam não apenas o corpo humano, como também psicologia.

Ioga ou malhação?

Assim como fisioterapeutas ressaltam a importância de uma formação mais ampla para quem mexe com o corpo dos outros, como os massagistas, a ioga já foi foco de discussão no Conselho Federal de Educação Física. O argumento, na época, era de que a técnica, quando ensinada por profissionais sem conhecimento aprofundado sobre fisiologia, poderia trazer conseqüências para a saúde dos alunos, como dores ou problemas de coluna. Em 2002, no entanto, um substitutivo determinou que a ioga, assim como a dança e as artes marciais, não seria fiscalizada pelo conselho.

Anna Ivanov, presidente da Associação Internacional de Professores de Yoga do Brasil, relembra a polêmica, sugerindo que não faz sentido comparar a filosofia da ioga com o que se pratica em academias e ginásios de escolas. Mas ela concorda que há abusos: "Há várias escolas, muitos egos, e cada um quer colocar o seu tempero pessoal na receita, o que muitas vezes acaba desviando a prática de suas origens", critica.

O curso para formação de professores ministrados na associação, que tem filiais em vários Estados, é composto de 2.200 horas e inclui anatomia, cinesiologia, noções de psicologia e neurologia, ética e o estudo de textos filosóficos, entre outras disciplinas.

"Conhecer anatomia e entender a biomecânica dos movimentos é importante para evitar que os alunos tenham qualquer lesão", concorda o professor Sandro Bosco, que coordena um curso de formação de três anos no Yoga Dham, em São Paulo. Mas, para ele, é importante lembrar também que as pessoas devem buscar o tipo de ioga que melhor se adapte às suas necessidades.

Todos os especialistas consultados pelo UOL Ciência e Saúde concordam em um aspecto: escolhido o tipo de ioga que mais agrada, é preciso pesquisar o histórico do professor. Ainda que não exista um currículo oficial, vale analisar quanto tempo de experiência o profissional possui e buscar referências com pessoas de confiança. Afinal, ganhar um hematomas ou uma hérnia de disco não tem nada de "zen".

Doença De Alzheimer e Tratamento Fisioterapeutico

Entre as doenças que afetam o cérebro, o mal de Alzheimer é uma das mais cruéis. Ela se instala lentamente e mina a capacidade do indivíduo de se relacionar com o mundo exterior e consigo mesmo.
A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica progressiva do envelhecimento encontradas em adultos de meia-idade e, particularmente, em mais velhos, que afeta a substância cerebral e é caracterizada pela perda inexorável da função cognitiva, bem como distúrbios afetivos e comportamentais. A principal causa de demência em adultos com mais de 60 anos, o mal de Alzheimer, é responsável por alterações de comportamento, de memória e de pensamento (1).
A doença se caracteriza pela morte gradual de neurônios, as células nervosas do cérebro. As causas desse desastre são pouco conhecidas. Sabe-se que ele está relacionada a um acúmulo de duas proteínas, a beta-amilóide (2).
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Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia(3).
O envelhecimento normal do cérebro também se acompanha de atrofia, há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas da mesma idade afetadas pela doença. Ao exame microscópio, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais (4).
Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos. A placa senil é encontrada em todo o córtex e hipocampo e o número de placas por campo microscópio correlaciona-se com o grau de perda intelectual. Emaranhados neurofibrilares são estruturas fibrilares intracitoplasmáticas neuronais (5).
A degeneração e a perda neuronal são gerais, embora especialmente acentuadas nas células piramidais do hipocampo e células piramidais grandes no córtex associativo. A degeneração aparece cedo no núcleo basal de Meynert e mais tarde nos lócus coeruleos. A patologia inclui a presença de desarranjos neurofibrilares, placas neuríticas e degeneração granulovacuolar. Os desarranjos são massas intraneurofibrilares de filamentos citoplásticos (4).
Epidemiologia
Nos EUA, a prevalência da doença de Alzheimer em pessoas de 65 anos de idade ou mais é estimada como sendo de 10,3 %, elevando-se para 47 % naquelas acima de 80 anos. Até 2,6 % das pessoas acima dos 65 anos vem apresentar a Doença de Alzheimer anualmente. A freqüência varia pouco por sexo ou grupo étnico(1).
Etiologia
Embora a causa da Doença de Alzheimer não tenha sido estabelecida, há fortes suspeitas de uma base genética. A concordância para Doença de Alzheimer em gêmeos homozigóticos é maior que em gêmeos dizigóticos (3).
Agentes infecciosos e contaminantes ambientais, incluindo vírus lentos e metais (por exemplo o alumínio) são fatores etiológicos suspeitos. Os papéis destes fatores ainda não foram comprovados; no entanto, estes fatores ambientais estão sendo submetidos à investigação ativa. O envelhecimento normal está associado com decréscimo de alguns neurotransmissores, bem como com alguns dos achados neuropatológicos da doença. Portanto, surgiu a questão sobre se a doença seria devido a uma aceleração das alterações normais do envelhecimento (3).
As lesões crânio encefálicas, baixos níveis de instrução e síndrome de Down em um parente em primeiro grau também se associa a maior risco de doença de Alzheimer (3).
O quadro clínico da DA caracteriza-se por um declínio insidioso, progressivo da memória e de outras funções corticais como linguagem, conceito, julgamento, habilidades visuo-espaciais. Progressivamente instalam-se alterações intelectuais e de esfera afetiva, mas sobressaem os distúrbios de funções simbólicas: apraxias, agnosias (perda da capacidade de interpretar o que vê, ouve ou sente) e afasias. Pode ocorrer manifestação psicótica, como delírios e crises convulsivas (6). Apresentam geralmente delírios de infidelidade conjugal e roubos. Esses pacientes podem vagar, marchar, abrir e fechar gavetas rapidamente, bem como fazer as mesmas perguntas várias vezes. Anormalidades do ciclo sono-vigília podem tornar-se evidentes, como ficar acordado durante a noite, por pensar que ainda é dia claro (3). Alguns pacientes desenvolvem uma marcha arrastada, com rigidez muscular generalizada associada à lentidão e inadequação do movimento. Possuem com freqüência um aspecto parkinsoniano, m
as raramente tem tremor em repouso rápido e rítmico. Podem evidenciar reflexos tendíneos hiperativos e reflexos de sucção e muxoxo. Abalos mioclônicos (contrações bruscas breves de vários músculos ou de todo o corpo) podem ocorrer espontaneamente ou em respostas a estímulos físicos ou auditivos (2).
As perdas cognitivas aumentam e o indivíduo evolui até ficar totalmente dependente de outros para a execução de suas atividades mais básicas. Em estágios mais avançados passa a não se alimentar, engasgar-se com a comida e saliva, o vocabulário fica restrito a poucas palavras, perde a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça, fica acamado e a morte sobrevém em conseqüência de complicações como pneumonia, desidratação ou sepse (6).
A demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios freqüentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir da descrição que vem seguir:
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Estágio Inicial: perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade (7).
Estágio Intermediário: completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. Os pacientes se perdem constantemente, freqüentemente a ponto de conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs. A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar (7).
Estágio grave ou terminal: incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão (7).
A evolução da doença é gradual, e não rápida ou fulminante; existe um declínio constante, embora os sintomas em alguns pacientes pareçam se estabilizar durante algum tempo. Não ocorrem sinais motores ou outros sinais neurológicos focais ate tardiamente na doença (1). A duração típica da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante (2). O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte. (1)
Dentre as principais características estão (7):
Perda de memória: pode ter conseqüência na vida diária, de muitas maneiras, conduzindo a problemas de comunicação, riscos de segurança e problemas de comportamento.
Memória episódica: é a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida, passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo.
Memória semântica: esta categoria abrange a memória do significado das palavras, como por exemplo, uma flor ou um cão.
Memória de procedimento: esta é a memória de como conduzir os nossos atos quer física como mentalmente, por exemplo, como usar uma faca e um garfo, ou jogar xadrez.
Apraxia: é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato da força muscular, da sensibilidade e da coordenação estarem intactas.
Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar, ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.
Agnosia: é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.
Comunicação: As pessoas com doença de Alzheimer tem dificuldades na emissão e na compreensão da linguagem, o que, por sua vez, leva a outros problemas.
Mudança de personalidade: uma pessoa que tenha sido sempre calma, educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. São comuns as mudanças bruscas e freqüentes de humor.
Mudanças físicas: a perda de peso pode ocorrer, redução de massa muscular, escaras de decúbito, infecções, pneumonia.
A evolução é progressiva, inevitavelmente em incapacidade completa e morte. Ás vezes há estabilizações, durante as quais o distúrbio cognitivo permanece inalterado por um ou dois anos, mas depois a progressão é retomada. A duração é geralmente entre 4 a 10 anos, com extremos de menos de 1 ano e a mais de 20 anos ( .
Tratamento
Por enquanto, não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. Existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, tais como agitação, ansiedade, depressão, confusão e insônia. Infelizmente, estes medicamentos são apenas eficazes para um número limitado de doentes, apenas por um breve período de tempo e podem causar efeitos secundários indesejados. Por isso, aconselha-se geralmente a evitar a medicação, a menos que seja realmente necessária (7).
Descobriu-se que os doentes que têm a doença de Alzheimer têm níveis reduzidos de acetilcolina, um neurotransmissor (substância química responsável pela transmissão de mensagens de uma célula para outra) que intervém nos processos da memória (9).
Foram introduzidos, em alguns países, determinados medicamentos que inibem a enzima responsável pela destruição da acetilcolina. (4).
Os resultados no tratamento da doença são difíceis e frustrantes, pois não há medidas específicas e a ênfase primária é o alívio em longo prazo dos problemas comportamentais e neurológicos associados (2).
O tratamento é multimodal, desenvolvido e modificado com a progressão da doença, podendo ser obtido através da intervenção farmacológica (visando à fisiopatologia e sintomas da doença como ilusões e distúrbios do sono) e da intervenção comportamentais (melhora sintomas específicos bem como as AVDs). Atualmente os agentes farmacológicos empregados no tratamento visam inibir a acetilcolinesterase para aumentar os níveis de acetilcolina diminuídos no cérebro dos pacientes com Alzheimer. Os inibidores utilizados atualmente (utilizados apenas em doenças com déficit colinérgico como Alzheimer) são: Tacrina (melhora apatia e ansiedade), Donepezil (1).
Fisioterapia
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta (9).
Promover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos máximo de AVDs possível; o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto (exemplo, escova de dente), e realizar a ação motora ( .
O processo de reabilitação também inclui a realização de modificações ambientais necessárias para segurança do paciente e de modo que esse possa viver em um ambiente o mais aberto possível ( . Quedas podem ser devido a riscos ambientais o mais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos, etc). Tais riscos devem ser evitados. Os ambientes devem manter um apresentação familiar (não mudar a disposição da mobília desnecessariamente) e barras presas na parede e corrimãos devem ser instalados nos locais necessários (10).
As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que usamos nas pessoas de terceira idade que não apresentam demência, mas a maneira de aborda-las exige habilidade especial. O paciente pode não aparecer interessado em saber como a falta de flexibilidade articular, a fraqueza muscular ou o edema poderão afeta-lo; não tem condições de entender a relação que existe. O preparo antecipado dos planos de terapêutica impede que o fisioterapeuta pareça indeciso. O preparo de explicações claras e simples darão melhores resultados. A instrução deverá ser repetida da mesma forma; o emprego das palavras diferentes poderá confundir o paciente. Não é aconselhável entrar em conversas desnecessárias, pois podem desnorteá-lo mais ainda.Lançar mãos de gestos e sinais físicos para esclarecer e reforçar as instruções exigentes (9).
São comuns as alterações de sensibilidade, por isso evitar atração, a eletroterapia e os equipamentos que exigem colaboração de participação subjetiva. O calor somente deve ser usado naqueles capazes de reconhecer e dizer quanto é demasiado quente (9).
O estabelecimento de metas realizáveis no tocante à mobilidade é muito útil. Mesmo as realizações mais modestas merecem ser recompensadas por parabéns e pelo interesse que o fisioterapeuta demonstra pela pessoa (9).
A meta de reabilitação precisa ser redefinida para assegurar que o paciente permaneça seguro, independente, e capaz de realizar atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida pelo máximo de tempo que for razoável ( .
O processo de reabilitação pode começar enquanto o trabalho de diagnóstico está ainda sendo feito. Isso pode tornar a forma de treinamento básico em atividades da vida diária. Isso inclui o treinamento de atendentes para a assistência de paciente e a reabilitação de modificações ambientais necessárias para a segurança da pessoa confusa de modo que essa possa viver em um ambiente o mais aberto possível. Uma vez o diagnóstico tenha sido estabelecido, pode ser feito o planejamento cuidadoso para a assistência.
Nos estágios iniciais e médios da doença, a intervenção fisioterápica geralmente pode prolongar a habilidade de movimentar-se com facilidade (10).
É importante observar que inicialmente a intervenção fisioterápica pode ser potencialmente envolvida com a facilitação do planejamento motor e planejamento para compensação de perdas nas atividades de vida diária. A habilidade para andar é perdida mais tarde, e outros estudos relatam níveis comparáveis de comprometimento (7).
A intervenção fisioterápica para assistir o paciente e treinar os atendentes envolve a facilitação dos movimentos e planejamentos motor e o desenvolvimento ou refinamento de pistas ambientais e cognitivas para ajudar a realizar tarefas complexas (10).
O comprometimento cognitivo é o fator limitante. A análise ajuda o atendente a prover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos o máximo de AVDS possível; por exemplo, para escovar os dentes, o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar a escova de dentes, e realizar a ação motora. O paciente pode somente precisar de ajuda de alguém que coloque a escova em sua mão e a guie lentamente para a boca para que seja capaz de escovar os dentes (7).
A primeira meta da reabilitação é criar um ambiente (emocional e físico) que dê suporte (trabalhar ativamente para compensar as perdas cognitivas específicas dos pacientes na medida em que forem ocorrendo gradualmente). A meta final é ajudar os pacientes a sentirem que eles são capazes, de modo que continuem a tentar fazer por si próprios as coisas que possam fazer com segurança, independentemente de permanecerem em sua casa ou estarem vivendo em uma instituição (9).
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e exaustão. São preferíveis freqüentes e breves períodos de atividade física (10).
O fisioterapeuta pode contribuir muito com a melhora da qualidade de vida do paciente e da família (7).
Objetivos da reabilitação fisioterápica (7,8,9):
- Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,
- Evitar ou diminuir complicações e deformidades,
- Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),
- Manter ou devolver a ADM funcional das articulações,
- Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),
- Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,
- Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,
- Orientação sobre as posturas corretas,
- Treino do padrão da marcha,
- Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),
- Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.
Consiste basicamente na fisioterapia motora, que engloba desde exercícios ativos, passivos, auto-assistidos, contra-resistência, isométricos, metabólicos, isotônicos, ou seja, qualquer tipo de movimento é bem vindo no tratamento. Quando chega a uma segunda fase esta patologia, deve-se estimular atividades para que o paciente não fique o tempo inteiro na cama, evitando assim escaras de decúbito, comumente relatadas. Alongamentos e atividades de relaxamento podem ser realizados (10).
Outras modalidades de tratamento são eficazes, como a parte de exercícios para o condicionamento aeróbico, como estimular o paciente a realizar caminhadas, tanto por percursos diferentes, ou dependendo pelo mesmo percurso, estimulando assim concomitantemente a memória do paciente. Bicicletas estacionárias também são de grande valia, assim como se possíveis trabalhos de hidroterapia (9).
Exercícios para propriocepção e equilíbrio são fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões, bola, descarga de peso gradual, andadores, percursos (10).
Pode realizar atividades em que se estimule o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória (7).
Porém a principal atitude a ser tomada é a companhia que este paciente precisa, nunca deixa-lo no abandono, por isso a conversa com familiares sobre o assunto é importante, para que assim este paciente possa conviver normalmente num meio familiar, eliminando o risco de passar o resto de sua vida num asilo (6).
Conclusão
Existe uma busca de uma melhor qualidade de vida para os pacientes e dos vários tipos de tratamento para a doença de Alzheimer, com o objetivo de amenizar os sintomas. Porém enquanto não for descoberta a etiologia dessa patologia, torna-se difícil chegar á cura dessa doença.
A fisioterapia busca melhoria na qualidade de vida do paciente, sendo que o paciente com Alzheimer necessita de uma reabilitação global, envolvendo uma equipe multidisciplinar, e que a fisioterapia tem um papel fundamental tanto na reabilitação motora quanto no retorno as relações interpessoais e na obtenção de independência por parte do paciente.
Referência
1. Goldman, L.; Bennett, J.: et al. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 2 Ed. Rio Janeiro: Guanabarra Koogan 2001.v2.
2. Harrison, T. R. Medicina Interna. 5 Ed. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill, 2002 v2.
3. Rowland, Lewis P. et al. Merrit: Tratado de Neurologia. 9 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
4. Abrams, William B.; Berkow, Robert. Manual Merck de Geriatria. 1 Ed. São Paulo: Roca, 1994.
5. Papaléo Netto, Matheus. Gerontologia: A velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 1996.
6. Serro Azul, Luis G. Carvalho Filho, Eurico T.; Décourt, Luiz. Clínica do Indivíduo Idoso. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981.
7. O´sullivan S.B., Schimitz T.J., Fisioterapia: Avaliação e Tratamentos. 3 Ed. São Paulo. Manole, 2003.
8. Umphred, Darcy Ann. Fisioterapia Neurológica. 2.ed. São Paulo: Manole, 1994.
9. Compton, Ann et al., Fisioterapia na terceira idade. São Paulo: Santos, 2002.
10. Kottke, Frederic J.; Lehmann, Justus F. Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen.. 4 Ed. São Paulo: Manole ,1994.

Modalidades Terapêuticas em Medicina Esportiva

A Medicina esportiva é uma área em potencial da fisioterapia atual, moderna. Esse livro é um guia orientado para a pratica e para reabilitação desportiva. É a quarta edição de um livro, sendo cada vez mais atualizado. Saiba mais em http://www.submarino.com.br/produto/1/164666/modalidades+terapeuticas+em+medicina+esportiva?menuId=1381&franq=172965

Diagnostico clínico postural: um guia prático

 
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Prefacio
 

Como tratar sem um bom diagnóstico? Tentando diferentes técnicas de tratamento, até, eventualmente, o sintoma desaparecer. Isso é fato na área médica, e não seria exceção na fisioterapia.

O imenso desenvolvimento da medicina privilegiou técnicas radiológicas, o aprimoramento de materiais, a pesquisa dos melhores procedimentos cirúrgicos e os medicamentos. O ortopedista, o reumatologista, o clínico geral contam o tempo todo com novos remédios para tratar sintomas dolorosos e inflamatórios e também podem encaminhar ao fisioterapeuta que, possuidor de meios bastante eficientes de tratamento, aplica-os, em geral valorizando o sintoma clínico e os sinais radiológicos, sinalizados pelos médicos. Mas quem se preocupa com os detalhados e importantíssimos exames clínicos e, mais do que isso, quem se atenta em associá-los, tentando verificar o que é primário no conjunto de desvios e deveria ser o objetivo do tratamento?

A dor lombar ou a postura escoliótica, por exemplo, são em geral conseqüências de distúrbios situados em outro segmento corporal. Ao fisioterapeuta cabem o exame clínico detalhado e os diagnósticos de tais exames.

É urgente que todos os procedimentos clínicos para a elaboração de diagnósticos sobre o bom ou mau alinhamento postural sejam reunidos, discutidos, admitidos e aplicados por todos os profissionais que se dedicam ao movimento como meio de expressão artística, de prevenção, de distúrbios do aparelho cardiorrespiratório e musculoesquelético, ou como terapeutas que tentam recuperá-lo ou aprimorá-lo: professores de dança, bailarinos, professores de educação física, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicomotricistas e ortopedistas; utilizando-os como meio de expressão artística, como professores de dança e bailarinos; como meio de prevenção de distúrbios dos aparelhos cardiorrespiratório e musculoesquelético, como professores de educação física, rolfistas e outros.

Todos esses profissionais possuem métodos e técnicas de trabalho que por sua vez propõem formas de avaliação. No entanto, tais avaliações têm o objetivo de escolher no método de trabalho qual o procedimento mais adequado para aquele paciente naquele momento, utilizando linguagem e abordagens específicas, sem dúvida eficientes e úteis para os praticantes do método, mas incompletas e incompreensíveis para os não iniciados.

Sem abrir mão de suas ferramentas próprias de trabalho, todos poderiam adotar uma linguagem comum. O que é anteversão pélvica? O que é gibosidade? O que é translação de tronco? O que é arco plantar diminuído? Como fazer para diagnosticar cada um desses desvios? A partir daí, ou seja, de um novo ângulo de visão do mesmo problema, julgar se seus procedimentos terapêuticos são ou não úteis no tratamento daquela deformidade. Isso facilitaria o diálogo entre os diferentes profissionais, quando for necessário um cuidado multidisciplinar para a mesma pessoa. Poderia igualmente enriquecer o campo de atuação de cada profissional.

O objetivo deste livro é reunir o que já existe na literatura definindo diversos desvios posturais e as formas de avaliá-los. Partindo do capítulo "O exame estático" do livro Os desequilíbrios estáticos de Marceli Bienfait (Summus, 1995), esquematizei uma ficha de avaliação cujas anotações eram simplificadas e rápidas. Com o passar do tempo, acrescentei outras avaliações clínicas pesquisadas nas práticas da medicina ortopédica e algumas avaliações específicas de técnicas de tratamento que me pareceram de utilidade universal.

A ficha ampliou-se e me pergunto se estará completa. Claro que não. Nem sei se isso seria possível, mas chegou neste momento a conter um número de informações suficientemente testadas para a sua exposição, com o propósito de serem aplicadas, discutidas e complementadas por todos os que se dispuserem a isso. Cartas ao editor. Gostaria que cada leitor ao utilizar este livro como profissional o considerasse um caderno de notas redigido com muito cuidado, o qual poderá aprimorar-se em uma próxima edição.

 

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Coluna Vertebral - Conhecimentos Básicos

Um livro inteiro para você saber tudo sobre coluna vertebral.
 
Um livro completo em PDF.
 

Fisioterapia no Domicilio ao doente de AIDS

Analisa o atendimento fisioterapêutico realizado ao doente de AIDS no que se refere ao contexto da Assistência Domiciliar Terapêutica (ADT) bem como (a) apontar a importância da atençao fisioterápica nos programas de ADT realizados por diversos serviços públicos de saúde e (b) propor um protocolo de conduta fisioterapêutica domiciliar ao doente de AIDS. O trabalho de campo foi realizado no primeiro semestre de 1999 (na cidade de Vitória, ES) onde seis pacientes adultos, de ambos os sexos, foram avaliados e acompanhados por meio de uma conduta fisioterapêutica realizada em uma ou duas visitas semanais, tendo como referência a metodologia de estudo de caso. Destaca-se, nessa dinâmica domiciliar, o papel do cuidador que, geralmente, é uma mulher, sem a qual, seria difícil realizar uma ADT com eficácia. A pesquisa encontra-se estruturada em três pontos importantes que abrangem a dinâmica da ADT, o contexto da fisioterapia e seu desenvolvimento e o estudo com os pacientes assistidos em seus domicílios, o que possibilitou traçar os procedimentos básicos na conduta fisioterapêutica, contribuindo, assim, para a melhoria de qualidade de vida dos pacientes e para essa área de conhecimento. Apresenta resultados positivos para os pacientes assistidos, reforçando a importância desta forma de atendimento no caso de pessoas com HIV/AIDS, além de ter contribuído com novas reflexoes para a prática das equipes multiprofissionais que atuam na área da saúde. (AU)
 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Dica de livro: Manual de Agentes Físicos: Recursos Fisioterapêuticos

manual+de+agentes+fisicos:+recursos+fisioterapeuticos

 

  Há muito tempo reconhecido como uma das mais práticas referências disponíveis, o Manual de Agentes Físicos: Recursos Fisioterapêuticos, de Karen W. Hayes, fornece uma orientação concisa a estudantes e profissionais de fisioterapia sobre as técnicas e as aplicações dos vários agentes físicos.
Esta edição inclui uma seção especial sobre fluidoterapia, bem como novas informações sobre programas domiciliares, reações anormais dos pacientes e resposta do profissional.
Novos agentes físicos e equipamentos também são apresentados, junto com as informações sobre agentes tradicionais.
Destaques da edição:

  Novas sugestões clínicas/de segurança destacam informações importantes e reforçam o aprendizado;

  Nova seção sobre fluidoterapia;

  Instruções genéricas sobre o uso de equipamentos básicos e novos;

  Breves resumos da física de produção e os efeitos fisiológicos de cada agente;

  Determinação da segurança e da dosagem para cada agente;

  Listas de leitura atualizadas para investigação adicional.

 

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Indicação de livro: Ginástica Laboral e Ergonomia

 

ginastica+laboral+e+ergonomia

 

 

Descrição: Nos capítulos 2, 3 e 4, este livro apresenta o resultado de uma intensa busca, acompanhada de reflexões acerca de todo o referencial teórico a que foi possível ter acesso. O capítulo 2 - O trabalho nas empresas - está dividido em quatro sub-itens:1) num primeiro momento, trata da evolução das formas de organização e administração do trabalho no decorrer da história, em especial após a Revolução Industrial; 2) em seguida é feita uma reflexão acerca das relações entre o trabalho, o corpo e a saúde;3) num terceiro momento disserta sobre o número de casos de doenças ocupacionais no Brasil e no mundo, que tem crescido de maneira assustadora e gerado muitos afastamentos e licenças médicas indesejadas por todos os envolvidos no processo de trabalho; 4) por fim, o último sub-item do capítulo 2 fala sobre os Programas de Qualidade de Vida nas empresas como forma de motivação e tentativa de proporcionar maior prazer no trabalho. O capítulo 3 disserta sobre a Ginástica Laboral (GL), iniciando com um histórico sobre seu surgimento no mundo, e posteriormente no Brasil. Fala sobre suas definições e objetivos; sobre as formas de implantação nas empresas; seus benefícios e resultados. Há ainda uma breve exposição sobre possíveis problemas que devem ser pensados e que podem ser evitados no decorrer das aulas de GL. O capítulo 4 apresenta a Ergonomia, com ênfase para o conceito de Ergonomia Participativa. Este capítulo também descreve três métodos ergonômicos que foram escolhidos por serem bastante utilizados como referência para a elaboração dos Diagnósticos e/ou Laudos Ergonômicos nas empresas. Em seguida fala-se sobre a multidisciplinaridade da Ergonomia e sobre sua relação com a GL. O capítulo 5 apresenta parte de um estudo de caso realizado numa empresa concessionária de uma rodovia localizada no Estado do Rio de Janeiro. O capítulo 6 mostra e discute os resultados obtidos no estudo de campo. O capítulo 7 encerra este livro e apresenta algumas conclusões. O livro traz ainda algumas sugestões de aulas práticas que poderão contribuir para enriquecer as aulas dos profissionais que dão aulas de GL nas empresas.

 

Saiba mais desse livro clicando aqui

Indicação de livro: Lesões do Esporte Prevenção e Tratamento

 

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Eu adquiri esse livro quando estava fazendo minha monografia de pós-graduação em treinamento desportivo. É um completo guia para professores de educação física e fisioterapeutas.

 

Descrição: Um manual de grande sucesso que abrange, de forma compreensível, a prevenção e o tratamento das lesões. É uma leitura essencial para todos os atletas, treinadores, fisioterapeutas e médicos. Amplamente ilustrado com mais de 400 imagens coloridas e em preto-e-branco, além de fotografias clínicas e de movimentos!

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Recursos Terapêuticos

Recursos Terapêuticos
Os procedimentos da Fisioterapia contribuem para a prevenção, cura e recuperação da saúde. Para que o fisioterapeuta eleja os procedimentos que serão utilizados, ele terá de proceder à elaboração do diagnóstico Cinesiológico Funcional identificando a abrangência da disfunção, assim como acompanhar a resposta terapêutica aos procedimentos indicados pelo próprio profissional. Conheça os mais conhecidos recursos da Fisioterapia à sua disposição:
Cinesioterapia - Terapia por movimentos. São procedimentos onde se usa o movimento com os músculos, articulações, ligamentos, tendões e estruturas do sistema nervoso central e periférico, que têm como objetivo recuperar a função dos mesmos. A reeducação postural é um princípio da cinesioterapia: tratar deformidades da coluna ou problemas de postura com exercícios de alongamento e de fortalecimento muscular. Um dos caminhos é o popularmente conhecido no Brasil como RPG, porém pouco difundido na Europa, aonde se prefere os termos Cadeias Musculares de Mezière ou Cadeias Diagonais de Busquet (oblíquas, transversas), entre outras.
Eletrotermofototerapia - Procedimento com aparelhos geradores de sinais elétricos, como o Ultra-som Terapêutico, o LASER, TENS, dentre outros. Facilita a recuperação de estruturas e funções comprometidas.
Mecanoterapia - Procedimento com aparelhos mecânicos para fortalecer, alongar, repotencializar a musculatura e reeducar movimentos comprometidos.
Recursos manipulativos - São abordagens terapêuticas visando a mobilização/manipulação de segmentos articulares, músculos, nervos e fáscias e trações segmentares e axiais. Os procedimentos manipulativos estimulam a dinâmica circulatória e a mobilidade dos tecidos e segmentos.
Hidroterapia - Cinesioterapia realizada em ambiente aquático.
Termoterapia - Procedimento com administração de modalidades biotérmicas.
Crioterapia - O termo crioterapia é usado para definir diversas técnicas e procedimentos na medicina. O uso mais geral da definição é o uso local ou geral de baixas temperaturas na terapia médica. Knight define crioterapia como "terapia com frio" a aplicação terapêutica de qualquer substância ao corpo que resulte em remoção do calor corporal, diminuindo, assim a temperatura dos tecidos. Ela abrange uma grande quantidade de técnicas específicas que utiliza o frio na forma, líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases) com o propósito terapêutico de retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia, para favorecer uma redução da taxa metabólica local, promovendo uma diminuição das necessidades de oxigênio pela célula. Para que seja atingido o resfriamento muscular em indivíduos magros, necessita-se de um tempo curto, sendo que em obesos o período de aplicação deve se prolongar. Isso implica que o tecido adiposo serve como isolante térmico dificultando o resfriamento
do mesmo. É aplicada ao corpo através de métodos como: spray, bolsa de gelo, compressas, criomassagens,crioalongamento, criocinética, aparelhos de frio e imersão.

Promocao para fisioterapeutas


Nos reunimos com o site CDS e DVDS UNIVERSITARIOS para presentar os frequentadores desse blog que chegou a 100 mil visitas!!!

Não é nenhuma promoção complicada. Para concorrer a um kit com 5 cds de fisioterapia oferecidos pelo Cds e Dvds Universitários basta deixar um comentário neste post dizendo: “Eu quero o Kit com 5 cds de Fisioterapia”,
( fisioterapia na ortopedia, reumatologia, neurologia, respiratória e anatomia)


No dia 06 de fevereiro, iremos fazer um sorteio por um site da Web e posto o numero do comentário vencedor aqui no blog.


Será considerado apenas dois comentários de cada pessoa de uma vez. Não esqueça de deixar um e-mail válido para eu entrar em contato depois.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A importancia da avaliação postural

Nossa postura pode ser definida como a posição que nosso corpo adota no espaço, bem como a relação direta de suas partes com a linha do centro de gravidade. Para que possamos estar em boa postura, é necessário uma harmonia/equilíbrio do sistema neuromusculoesquelético.
Cada indivíduo apresenta características individuais de postura que podem vir a ser influenciada por vários fatores: anomalias congênitas e/ou adquiridas, má postura, obesidade, alimentação inadequada, atividades físicas sem orientação e/ou inadequadas, distúrbios respiratórios, desequilíbrios musculares, frouxidão ligamentar e doenças psicossomáticas.
A boa postura é aquela que melhor ajusta nosso sistema musculoesquelético, equilibrando e distribuindo todo o esforço de nossas atividades diárias, favorecendo a menor sobrecarga em cada uma de suas partes.
A avaliação postural se faz importante para que possamos mensurar os desequilíbrios e adequarmos a melhor postura a cada indivíduo, possibilitando a reestruturação completa de nossas cadeias musculares e seus pocisionamentos no movimento e/ou na estática. A partir deste procedimento, estaremos com certeza promovendo a prevenção de muitos males causados inicialmente pela má postura, fruto de ausência de controle e informação.
Para a avaliação postural podemos utilizar alguns materiais para melhor avaliar os alunos/clientes submetidos ao programa de atividades reeducativas:
Objetivos: uso de radiografia (solicitada pelo médico que acompanha o programa), fotografia.
Subjetivos: uso do tato e da visão, observando o aluno de costas, perfil direito, perfil esquerdo, frente e antero-flexão, à frente do simetrógrafo. O aluno deverá estar em traje de banho, de maneira a favorecer a visão do observador para uma melhor visualização das alterações posturais.
Devemos observar nosso aluno globalmente como um todo, pois um desequilíbrio postural jamais se apresenta de forma isolada, portanto, devemos estabelecer critérios de adaptação morfológica e funcional quanto ao equilíbrio e a coordenação dos movimentos do corpo. Não importando o plano que estaremos analisando, devemos estar associando sempre a linha de gravidade. Os segmentos que não estiverem compatíveis com o eixo perpendicular ao solo estarão em desequilíbrios.
No plano sagital, devemos considerar o corpo como duas metades simétricas anterior e posteriormente em relação à linha da gravidade, esta deve passar anterior ao ouvido externo, face anterior da coluna cervical, anterior a coluna dorsal, cruzar a coluna vertebral em L1, L2 e L3, porção média do osso sacro, posteriormente a articulação coxofemoral, posterior ao longo do eixo femural, nível médio da articulação do joelho, cruze a tíbia em quase toda a extensão, anterior a articulação do tornozelo, pela articulação de Chopart (calcâneo-cubóide e talonavicular) e finalmente atinja o solo.
Neste plano, estaremos observando se há acentuação das curvaturas fisiológicas, joelhos em hiperextensão ou em semiflexão, projeção dos ombros à frente, projeção da cabeça à frente, proeminência abdominal, se ocorre anteversão ou retroversão da pelve e se o corpo apresenta alguma rotação para a direita ou para a esquerda .
Posteriormente, deveremos observar o nível da cintura escapular e pélvica para verificar se há basculamento lateral. Um ombro mais baixo que o outro e proeminências ósseas na escápula, acusam um desnivelamento escapular. Pregas glúteas e triângulo de Tales em desigualdade, acusam um desnivelamento da cintura pélvica. Observar se há inclinação lateral da cabeça, existência de pregas lombares, se tendão calcâneo estará valgo ou varo, aproximação medial do joelho ou afastamento lateral dos joelhos.
No plano frontal, se há assimetria torácica, assimetria facial e conferir as observações feitas posteriormente.
As verificações, citadas acima, são feitas de forma estática, porém, devemos realizar um exame dinâmico, para observar a marcha e como o corpo se comporta no momento de sua realização. É muito importante que seu aluno não saiba que você estará observando-o na marcha, pois isto poderá estar interferindo em uma marcha mais natural e seu aluno acabar escondendo, mesmo que inconsciente algum problema que possa estar iniciando.
Todas estas alterações posturais correspondem ao desequilíbrio do sistema dinâmico e estático, muitas vezes acarretando desconforto, algias e incapacidades funcionais
O padrão respiratório deverá ser avaliado no plano sagital, classificando em apical ou diafragmático durante a respiração normal e verificar se há hipertonicidade ou hipotonicidade através da palpação muscular.
Atenção especial devemos dar ao ambiente escolar onde encontramos crianças e adolescentes, desenvolvendo hábitos posturais incorretos e praticando atividades físicas não compatíveis com o seu desenvolvimento, quando na verdade deveriam estar num programa de exercícios específicos individualizado. Neste caso, se faz muito importante a avaliação postural para estarmos detectando os desequilíbrios posturais e estar encaminhando nossos alunos para as atividades de maior benefício a cada um sem oferecer riscos. Sem a avaliação podemos estar acentuando os desequilíbrios na aplicação de atividades sem orientação.
É com base nesses fatos que vemos a escola como local ideal para atuação do profissional de Educação Física não só, para jogos, esportes, dança e recreação. Mas também, atuando na educação postural dos alunos prevenindo e orientando os desequilíbrios posturais. Afinal, é na escola que encontramos o maior número de crianças reunidas, e onde podendo aplicar os recursos disponíveis em nossa formação, informando pais e alunos da importância de melhores posicionamentos da postura, prevenir desequilíbrios, diagnosticar precocemente, e orientar com eficiência, afim de combater o aparecimento e desenvolvimento de alterações posturais.
Como sugestão, na avaliação física dispor de uma ficha de avaliação individual, fita métrica e simetrógrafo. Esta ficha pode conter um formulário de Anamnese contendo informações do histórico da criança, e um quadro para anotar as observações realizadas na visão anterior, posterior e sagital. Pode-se verificar a critério, a flexibilidade, condição muscular e o equilíbrio.
Estudos realizados em uma escola pública do Estado de São Paulo - em crianças de 9 a 12 anos, no ano de 1996, pudemos mensurar estes resultados: de 100 crianças avaliadas, 80% apresentaram alterações posturais. A escoliose foi encontrada em 30% dos resultados (2% escoliose estrutural - desse resultado, 52% convexa à direita, 22% convexa à esquerda e 26% escoliose mista), 19% apresentavam hiperlordose associada a escoliose, 22% hipercifose associada a escoliose. A hiperlordose encontramos em 16%, a hipercifose em 10% e, representando 18% encontramos desequilíbrios na assimetria de ombros, cintura pélvica, joelhos e pés.
Quando realizamos a avaliação de acordo com o sexo, observamos que os meninos apresentaram 4% de incidência nos desequilíbrios a mais que as meninas.
Podemos perceber após este relato que, as alterações posturais são ocorrências significativamente presentes entre as crianças de 9 a 12 anos, daí a necessidade de estar avaliando. Outro fato importante, é a presença significativa da escoliose idiopática não estrutural.
Diante destas informações, podemos concluir a necessidade da implantação de um setor de avaliação e acompanhamento do desenvolvimento motor da criança dentro das escolas, onde os professores possam desenvolver programas de orientação e intervenção imediata em atividades físicas corretivas para os desequilíbrios posturais, avaliações periódicas, orientação para a importância de bons hábitos posturais nas atividades diárias, possibilitando uma boa biomecânica. Utilizar-se da ergonomia ao sentar à frente do computador, nas carteiras de sala de aula, no transporte do material escolar, na realização das tarefas de casa, enfim, em todas as atividades diárias.
No entanto, após realizada a avaliação postural, se faz necessário que os pais tomem conhecimento dos resultados e que se necessário, seja orientado a procurar um ortopedista, para um melhor acompanhamento da criança.
O objetivo principal da avaliação postural na escola é identificar os desequilíbrios mais evidentes a fim de evitar prescrição de exercícios que possam vir a acentuar esses desequilíbrios. Acredito que, mais do que executar, nossa função é orientar.
Fonte: Efdesportes

Fisioterapia no derrame pleural

Depois de avaliação do paciente, traçamos objectivos mediante a situação clínica apresentada. Apesar disso, existem alguns objectivos comuns a quase todos os pacientes, e estes passam por:
Ø aliviar a dor;
Ø aumentar a amplitude respiratória;
Ø readquirir a coordenação respiratória diafragmo-toracica;
Ø restabelecer uma postura correcta;
Ø reeducação ao esforço.
- A diminuição da dor é conseguida através da nossa própria mobilização na grelha costal;
- reeducação respiratória: numa primeira fase mais aguda devem prevalecer respirações diafragmáticas (evitando a formação de aderências), trabalhar os decúbitos em que o movimento entre os folhetos da pleura seja menor (posições antálgicas) bem como os exercícios activos que causem pouca expansibilidade do tórax mas que levem a um deslizamento dos folhetos parietais (como rodar o tórax). A reeducação deve visar, à medida que o derrame vai diminuindo, a capacidade de expansibilidade do tórax lesado (homo ou bilateral). Podem ser utilizadas técnicas como: contracções repetidas, estiramento inicial, respiração contra-resistência (progressiva), efectuar apneia em inspiração (realizar o EDIC - para o efeito pneumático actuar sobre possíveis aderências) e associar movimentos à respiração - todos visam (re) ensinar a dinâmica respiratória.
- podemos efectuar diversos exercícios, não tornando o tratamento muito monótono. Podemos fazer uma massagem nos tecidos moles afectados e associar estiramentos dos músculos respiratórios e posturais afectados e depois pedir exercícios que provoquem movimento entre a expansibilidade e encurtamento do tórax lesado evitando a dor - numa fase aguda começar com movimentos de pequena amplitude com a flexão e extensão da coluna cervical, rotações e inclinações laterais do tronco; numa fase mais avançada utilizar movimentos mais extremos associados sempre a uma respiração correcta recorrendo a movimentos de flexão e extensão associada a inspiração e expiração respectivamente. Podemos pedir para executar exercícios de auto-correcção nas várias posições, como o sentar e o deitar. Nos exercícios realizados activamente pelo paciente devemos ser imaginativos para assim podermos cativar a motivação e participação do paciente no tratamento.
- o uso de ortóteses é bastante indicado. Como exemplo, a espirometria incitativa com recurso a inspirações lentas e prolongados para promover o efeito pneumático.
- reeducação ao esforço: deve ser feito gradualmente e, se possível, de acordo com a ocupação/profissão do paciente. O tapete rolante ou o cicloergometro podem ser indicados.
Fonte: DerramePleural.com.br

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Amputações de Membros Inferiores: em Busca da Plena Reabilitação

A amputação é um problema que muitos fisioterapeutas enfrentam na sua vida profissional. Reabilitar pessoas que tenham sofrido esse grande trauma sempre tem enormes dificuldades para se adequar ao seu universo. Esse livro abaixo tras infomações como um profissional de saúde se comporta orientando e explicando todas as fases da reabilitação. Acesse e saiba mais http://www.submarino.com.br/produto/1/5380/amputacoes+de+membros+inferiores:+em+busca+da+plena+reabilitacao?menuId=1381&franq=172965

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Equoterapia Associada ao Tratamento Fisioterápico na Paralisia Cerebral

Estudo de Caso
Por: Sabrina Morelli; Paula Ortiz; Paula Venturini; Tatiany Vieira;
Graziela Mancini; Lívia Sampaio; Ângelo Skarlassari.
Orientação: Eugênia Rodrigues

Pesquisa realizada no HC-UNICAMP, no Setor de Fisioterapia em Neurologia Infantil, e no Centro de Equoterapia Passatempo

O principal objetivo deste trabalho é verificar os ganhos físicos e psicossociais de uma criança portadora de paralisia cerebral submetida ao tratamento fisioterápico convencional associado à equoterapia.
Relato de caso: A.A.C.P., do sexo masculino, tem 5 anos e é portador de paralisia cerebral decorrente de hemorragias periventriculares perinatais (grau IV à esquerda e III à direita) e hidrocefalia secundária, com diagnóstico de disfuncional de tetraparesia espástica incompleta. A criança nasceu prematura de 28 semanas e, além dos eventos já citados, apresentou também meningite, perfuração intestinal e parada cárdio-respiratória. Quando iniciado o presente trabalho, em junho de 2001, o paciente havia realizado um ano de fisioterapia convencional e um ano de hidroterapia, e apresentava sedestação independente e bipedestação e marcha com apoio e muita dificuldade. Seu caso foi discutido entre as equipes de fisioterapia (Setor de Fisioterapia Aplicada a Neurologia Infantil - Hospital das clínicas da Unicamp) e equoterapia (Centro de Equoterapia Passatempo), sendo esta última composta por fisioterapeutas, fonoaudióloga, psicólogo e equitador; em seguida foram traçados planos de t
erapia que se complementassem. Foram realizadas 2 sessões semanais de 45 minutos de fisioterapia, além de 2 sessões semanais de 30 minutos de equoterapia, desde junho de 2001, tendo sido realizadas constantes avaliações fisioterápicas, fonoaudiológicas e psicológicas. As condutas visavam que o paciente adquirisse bipedestação e marcha independentes além de melhorias em aspectos psicossociais.
Conclusão: A união das duas terapias propiciou aumento na força de MMII e equilíbrio resultando na melhoria da marcha, além do desenvolvimento da integração social. Foi possível através de fotografias e filmagens perceber a grande melhora de seu alinhamento biomecânico, equilíbrio, marcha e auto-confiança.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fisioterapia Dermato-Funcional é uma área que cresce a cada dia


Fisioterapia Dermato-Funcional é uma área que cresce a cada dia

Muita gente, quando pensa em fisioterapia, relaciona somente a questões musculares ou ligadas a órgãos internos do corpo. Contudo, essa especialidade tem um grande poder de cura de problemas de pele, conforme se observa pelo número crescente de profissionais buscando especialização na área de Fisioterapia Dermato-Funcional, um dos cursos oferecidos pelo grupo CBES.

Segundo a Profª. Ivone Moser, coordenadora do curso, o profissional com essa especialização pode agir de várias formas. "O profissional dermato-funcional é capacitado durante o curso a reconhecer o fator causal e realizar o tratamento. No caso da acne juvenil, por exemplo, na maioria das vezes, basta somente ensinar o paciente a realizar a higienização adequada, usar o filtro solar e o sabonete adequado".

"Em relação ao câncer de pele, é de extrema importância o diagnóstico precoce - e o profissional dermato-funcional encontra-se capacitado a participar desta equipe multidisciplinar para realizar a triagem -, reconhecer a lesão e encaminhar rapidamente ao profissional médico que tomará os devidos cuidados. Também podemos considerar que a atuação do dermato-funcional pode diminuir a incidência do câncer de pele, visto que somos capazes de alertar a população e passar as informações necessárias para que o paciente tome os devidos cuidados ao se expor ao sol. É a somatória de profissionais de saúde visando o bem estar da população", enfatiza a coordenadora.

O mercado de trabalho nessa área é extenso, amplo, com retorno financeiro garantido, mas muito exigente, e estudar no CBES é garantia de encontrar espaço nesse meio. "Acredito ser o empenho dos professores em dedicar-se no auxílio ao aluno. O diferencial se faz na base, no apoio, acompanhamento, dedicação e entusiasmo dos docentes. Esse detalhe faz a diferença, como aluna que também passou pelo CBES, hoje me sinto uma profissional diferenciada, pelo humanismo e amizade dos professores que aqui encontrei", conta Ivone Moser.

sábado, 17 de janeiro de 2009

A importância da flexibilidade


A importância da flexibilidade: O treino da flexibilidade proporciona melhora em aspectos motores, psíquicos e fisiológicos


A flexibilidade, de que umas pessoas dispõem mais do que outras e que se perde com o passar dos anos, é muito importante para a saúde do corpo e da mente. Ela pode ser melhorada com exercícios específicos de alongamento muscular em qualquer região corporal, seja no pescoço, no tríceps e até no pulso. E o melhor de tudo é que os movimentos podem ser realizados em casa.

O treino proporciona o aumento da qualidade e a quantidade dos movimentos, melhora a postura corporal, diminui os riscos de lesões, melhora as funções respiratórias, retarda a aparição da fadiga e previne cardiopatias e outras doenças.

Os exercícios que estimulam a flexibilidade devem utilizar o método das repetições e a execução deve ser feita até que se sinta uma "ligeira dor". Os movimentos são variados e visam a aumento da mobilidade. Vale complementá-los com exercícios de relaxamento.

Equipe Bem Star

A História da Fisioterapia do Trabalho


1968 – O CRP (Centro de Reabilitação Profissional) do Rio de Janeiro ganha o Prêmio Internacional de melhor Centro de Referência para reabilitação do trabalhador no mundo (Drs. Ismar Emanuel D'Oliveira Bastos; Vilma Costa Souza; Ione Moézia de Lima, Vera Stocler, Nadja Ferreirae Pedro Salles Filho);
 
Décadas de 80 e 90 – Existem atuações de Fisioterapeutas em São Paulo, Rio de Janeiro (Wanderson Oliveira – Xerox; Luís Guilherme Barbosa – Petrobrás; Nivalda Marques do Nascimento – Petrobrás e IBM; Erimilson Roberto Pereira; Henrique Alves - BB) e Paraná (Rosemeire Marangoni – Mercedes; Lucy Mara Baú - Telepar e Caixa Econômica Federal);
Primeira publicação na área: "Estudo Descritivo da Postura Sentada em Indivíduos Realizando Atividades Didáticas", pela Fisioterapeuta Prof. Dra. Helenice Gil Cury, primeira Coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia (Prevenção em Lesões Músculoesqueléticas e Ergonomia) UFSCAR - 1986;
 
1998 - Fundação da ANAFIT - Associação Nacional de Fisioterapia do Trabalho (Pres. Cláudia Nammour Rossi);
 
1999 – I ENAFIT – Encontro Nacional de Fisioterapeutas do Trabalho – SP, organizado pela ANAFIT.
 
2000 –I EFITERJ – Encontro de Fisioterapia do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (que deveria ser o II ENAFIT), Coordenado pelo Prof. Henrique Alves;
 
2000 – Primeira turma de Fisioterapia do Trabalho no IPA-RS;
 
2002 – I FISIOTRAB em Curitiba/PR – Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho;
 
2002 - Fundação daSOBRAFIT - Sociedade Brasileira de Fisioterapia do Trabalho (Pres. Lucy Mara Baú, de 2002-2004 e Henrique Alves de 2004-2006)
 
2002 – Segunda turma de Fisioterapia do Trabalho no CBES-PR (sendo a primeira com aprovação pelo COFFITO - Portaria 34 de 10/01/2002), sob a coordenação da Profa. Lucy Mara Baú;
 
2003 – II FISIOTRAB em Curitiba/PR – Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho;
 
2003 – Terceira turma de Fisioterapia do Trabalho no Centro Universitário Salesiano de Lins/SP, sob a coordenação do Prof. Eduardo Ferro dos Santos.
 
2003 - Resolução COFFITO n.º 259, de 18 de dezembro de 2003, com redação sugerida pela SOBRAFIT.
 
2004 – Congresso Internacional de Fisioterapia do Trabalho (SOBRAFIT) e I CONFIT – Congresso Internacional de Fisioterapeutas do Trabalho (ANAFIT) durante o qual houve a proposta de unificação das entidades por parte do Prof. Henrique Alves, que lá esteve para este propósito, como presidente da SOBRAFIT.
 
2005 – I SENAFIT – Seminário Nacional de Fisioterapia do Trabalho, durante o PrevenSul, em Curitiba, onde foram tratados os parâmetros da unificação;
 
2005 – Parecer Consultivo do COFFITO reconhecendo o termo Ginástica Laboral como genérico da Cinesioterapia Laboral, garantindo assim o exercício do fisioterapeuta;
 
2006 – III FISIOTRAB, durante o PrevenSul, em Curitiba;
 
2006 – Criação da ABRAFIT – Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho
 
2006 – Participação da ABRAFIT no ABERGO – Curitiba-PR;
 
2006 – Participação da ABRAFIT no II Fórum Nacional de Políticas Profissionais da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional – COFFITO-DF.
 
2007 – I Seminário de Fisioterapia do Trabalho da ABRAFIT – UNICAPITAL-SP;
 
2007 – Resolução CREFITO-2 Nº 22/2007 - Dispõe sobre a interpretação do disposto no artigo 1º e incisos da Resolução Coffito 259/2003;
 
2008 –IV FISIOTRAB reúne mais de 500 fisioterapeutas em Curutiba;
 
2008 – Resolução COFFITO 351 reconhece a especialidade em Fisioterapia do Trabalho.
 
2008 - Categoria Fisioterapia do Trabalho incluída no 2° Prêmio TOP FISIO - O Oscar da Fisioterapia Brasileira (Revista FisioBrasil) - Avencedora foi a Dra. Claudia Ollay, de SP, após desempate com a Dra. Luciana Barretto Lima, de SE. (www.topfisio.com.br).

 

 

2009 - CBO do MTE:
Queridos amigos e colegas Fisioterapeutas do Trabalho,
Gostaria de compartilhar com vocês um grande presente para nós os Fisioterapeutas do Trabalho, e que tenho o orgulho de fazer parte desta conquista, junto com muitos colegas de luta.
Depois de tantos anos de luta pela nossa área de atuação, conseguimos, primeiro:
1. A Resolução 259/03 que reconhece a área de atuação da fisioterapia do trabalho;
2. A Resolução 351/08 que reconhece a especialidade em Fisioterapia do Trabalho;
3. E em 2008, fui convidada pelo Ministério do Trabalho - CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) a participar da descrição (em junho/08) e depois da validação (em julho/08) do especialista Fisioterapeuta do Trabalho.
Foi uma descrição de todas as especialidades da fisioterapia em que o Coffito reconhecia (acupuntura, traumato-ortopedia, neurofuncional, cárdiorrespiratória, osteopatia/quiropraxia, Esportivaa fisioterapia do trabalho recentemente).
A CBO convidou um ou dois profissionais (no caso da fisio do trab, o Alison também participou como profissional na primeira etapa) de cada área com experiência para descrever dentro de um sistema "DACUM" que é utilizado pela CBO e posteriormente um de cada especialidade para validação), ou seja imediatamente a termos conseguido a vitória do Coffitoaprovar a 351/08.
Foram vários dias de muita luta e trabalho intenso (um controle rigoroso de fiscais do MTE e mediadores), para melhor podermos descrever nossa amada fisioterapia do trabalho e de forma justa e prática, mas sem intervenção política ou de instituições (eles evitam estas interferências para ser real a descrição).
Bem amigos, em julho validamos a descrição (por isso não disse nada no IV Fisiotrab - Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho que aconteceu em junho de 2008 em Curitiba/PR, pois ainda não estava validado e poderia ter intervenções, mas com uma "coceira danada para contar").
Em novembro/08 o Ministro do Trabalho assinou a aprovação da descrição do MTE - CBO e a publicação saiu agora em janeiro/09.
Envio a vocês o link do MTE, pois tem muitos detalhes a serem vistos (também pelos profisisonais das outras especialidades). Fiz um resumo em word (que vai em anexo) todos os conteúdos para facilitar:
http://www.mtecbo.gov.br/busca/condicoes.asp?codigo=2236
Verão que lá no site do Ministério do Trabalho colocam que fazemos Diagnóstico Ergonômico, Ginástica laboral, Nexo causal funcional laboral (Perícia) e muito mais (são 72 itens que definem nossa atuação).
Como a Fisioterapia (geral) usa a sigla FT, a CBO definiu como sigla da Fisioterapia do Trabalho = FB. Portanto de agora em diante quando formos nos referir a fisiot do trab temos que usar a sigla FB (coloquei em vermelho, fonte maior e em vermelho para vocês verem melhor).

2236-60 Este é o número de classificação da fisioterapia do trabalho na CBO - MTE (2236 = fisioterapeuta e acrescido do 60 = especialista em fisioterapia do trabalho).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral apresenta 87% de bons resultados


Técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral apresenta 87% de bons resultados
Fortalecimento de músculo postural diminui dores na coluna

A dor na coluna é a segunda maior fonte de reclamação das pessoas. E segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida. O problema pode começar por causa de uma postura errada indo até problemas mais graves como os processos degenerativos (artrose, hérnia de disco, protusão discal, etc). Para o professor e fisioterapeuta Helder Montenegro, do ITC Vertebral, os problemas seriam bem menores se as pessoas mudassem alguns hábitos e fortalecessem os músculos posturais, responsáveis por dar sustentação à coluna.

"A técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - RMA Vertebral – une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer (equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen), e exercícios de musculação. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais. O resultado apresentado equivale a 87% dos casos resolvidos", afirma professor e fisioterapeuta Helder Montenegro, autor da técnica e fundador do ITC Vertebral.

O primeiro passo para quem busca colocar a coluna em ordem é fazer uma boa avaliação, identificando as causas da dor. São feitos testes ortopédicos e fisioterapêuticos específicos, de mobilidade, de força, de alongamento muscular e do sistema nervoso para saber qual é a situação clínica do paciente. Com o quadro definido, o tratamento é iniciado. Neste momento, as mesas de tração e descompressão são importantes, pois diminuem a compressão sobre a raiz nervosa dando mais espaço para os nervos.

"No primeiro momento, vamos trabalhar para tirar a dor. Depois focaremos no fortalecimento e daremos orientações para que o paciente tome alguns cuidados no dia-a-dia. Esses cuidados, por serem preventivos, são fundamentais para qualquer pessoa, mesmo as que nunca sentiram dores. O último passo do tratamento é a manutenção, para isso indicamos pilates e/ ou musculação. No entanto, tanto os exercícios de pilates quanto de musculação precisam ser bem orientados porque, do contrário, as dores podem voltar", explica o fundador do ITC Vertebral.

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