terça-feira, 31 de março de 2009

Fisioterapia Respiratória

A Cinesioterapia Respiratória é aplicada em todas as idades sendo de maior eficácia em bebés e crianças, pois estas, devido às particularidades do seu aparelho respiratório, estão mais expostas a infecções respiratórias que podem ter consequências graves para a sua função respiratória.

Diversas são as etiologias responsáveis pela a acumulação de secrecções. Nas crianças aplica-se principalmente nas seguintes patologias:

Bronquiolite
Pneumonia
Pneumopatia
Infecções Respiratórias
Rinite Alérgica
Asma brônquica


A Cinesioterapia Respiratória visa a libertação das secreções que causa a obstrução das vias aéreas centrais e periféricas e a promoção da função respiratória normal de uma forma eficaz.



A desobstrução depende fundamentalmente de 5 passos que, por sua vez são interdependentes uns dos outros:

Desobstrução nasal

Assoar correctamente o nariz
Inspiração nasal


Fluidificação das secreções

Aporte de líquidos
Atmosfera húmida
Aerosolterapia


Mobilização e Progressão

Movimento no tórax
Aumento do fluxo expiratório


Expulsão

Tosse
Aspiração das secreções


O objectivo do Fisioterapeuta é restituir a ventilação à área comprometida.

sábado, 28 de março de 2009

Dica: Tornozeleira



Produto com a qualidade Realtex, confeccionado em Neoprene importado, proporcionando extremo conforto e proteção. Mantém compressão uniforme e o local aquecido, permitindo total liberdade de movimentos e auxiliando na prevenção e tratamento de contusões.Composição:
100% Poliamida

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Displasia mamária


Voce sabe o que é displasia mamária?
 
Muitas mulheres se sentem incomodadas com essa patologia.
 

sexta-feira, 27 de março de 2009

O que é a Osteopatia?

Osteopatia deriva das palavras gregas (pathos) doença dos (osteon) ossos, e tem como objectivo último tratar problemas do sistema músculo-esquelético, através de uma análise global do corpo e da sua postura, sendo considerada uma terapia holística.
A sua origem data do finais do século XIX a partir da investigação do médico norte-americano Andrew Taylor Still que estabelece a relação entre a alteração estrutural (músculo-esquelética) e o resto do corpo como elemento chave na saúde. Andrew Still achava que o bom equilíbrio das estruturas era crucial para evitar o aparecimento de disfunções e de doenças. Ou seja, o corpo tem possibilidades de se reequilibrar e de se autocurar.


Como Actua a Osteopatia?

A função do osteopata é tratar, através das mãos, as disfunções somáticas e estruturais do corpo baseando-se no seu conhecimento profundo da anatomia, fisiologia e biomecânica do mesmo. Tem como função restaurar o equilíbrio da mobilidade sem dor, uma vez que o movimento é a base de todo o funcionamento do nosso corpo.

O Osteopata utiliza técnicas específicas para cada tipo de tecido (ossos, ligamentos, músculos e visceras) e de lesão a partir do seu exame inicial, sendo estas:
- Técnicas estructurais: manipulação da disfuncção vertebral com impulso de pequena ou alta velocidade.
- Técnicas funcionais: no tratamento de compressão nervosa com a técnica de trigger points.
- Técnicas rítmicas e miotensivas: bombeios, estiramentos , facilitação neuro-muscular e técnicas harmónicas.
- Técnicas de relaxamento: muscular, massagem dos tecidos para libertar contracturas, espasmos e tensões nas fascias.


Quem pode beneficiar do tratamento Osteopático?

Pessoas que sofram de dores indefinidas nas costas (ex: ciática, escolioses)
Dores musculares que resultem de doença crónica ou de lesão (ex: lesões na cervical, torcicolos, ombros, tendinites)
Dores nas articulações resultantes de distensões ou entorses, artrites e problemas de mobilidade da aticulação dos maxilares (ATM)
Dores de cabeça, sinusites e irritabilidade
Stresse ocupacional ou de postura, hérnias discais e lombalgias
Bebés : cólicas, deformações cranianas pós-parto, choro intenso, vómitos, etc.
Traumatismos: pós-parto, traumatismos de acidentes e lesões desportivas


Quanto tempo dura uma consulta osteopática?

A primeira consulta é a mais longa, pois comporta um historial do caso, um exame completo (observação, testes ortopédicos, osteopáticos, neurológicos etc.), um diagnóstico e por fim tratamento. Esse tratamento, frequência e duração do mesmo vai variar de caso para caso. As seguintes consultas terão a duração inferior que variará em função do tratamento necessário e apropriado a cada caso.


Contra- indicações A Osteopatia está contra-indicada em casos de reumatismo inflamatório, cancro dos ossos, fracturas graves e alguns casos de osteoporose avançada, que exigem tratamentos muito específicos.

O que é Fisioterapia Esportiva

A Fisioterapia Desportiva é uma das áreas de atuação do profissional fisioterapeuta na atualidade, o profissional inevitavelmente está sujeito a inúmeras e constantes pressões e cobranças em termos dos resultados de seu tratamento para um retorno funcional e no menor tempo possível do atleta à sua prática desportiva. As situações esportivas expõem ao mesmo tempo, sobrecargas posturais, forças excessivas e repetitividade.


A Fisioterapia Esportiva é um componente da Medicina Esportiva, sua prática e métodos são aplicados no caso de lesões causadas por esportes, com o propósito de recuperar, sanar e prevenir as lesões. A fisioterapia esportiva tem como objetivo principal devolver o atleta o mais rápido possível para a prática esportiva após uma lesão. O trabalho da fisioterapia desportiva é bastante diferente dos outros, pois tudo tem que ser muito rápido e funcionalmente mais efetivo, pois o atleta mais do que qualquer outro indivíduo precisará executar todas as funções do seu corpo, músculos, ossos e articulações, no máximo de potência e amplitude para execução perfeita de todos os movimentos. Dentro da fisioterapia do esporte é também importante a integração do trabalho estático com o treinamento do indivíduo através da reeducação dos atos motores específicos da modalidade. O fisioterapeuta através da avaliação clínica e funcional individualizada do atleta pode colaborar com o treinamento, orientando os indivíduos e respectivos treinadores quanto aos possíveis desequilíbrios musculares presentes e o desempenho biomecânico do esporte em questão. O aspecto preventivo no tratamento das lesões esportivas quer se discuta atividade física de alto desempenho quer como mero coadjuvante de tratamentos médicos é importante. Com a finalidade de atuar preventivamente a fisioterapia precisa redirecionar seu foco de atenção, usualmente centrado nas lesões já instaladas, para situações com possível risco para o aparelho músculo-esquelético.


A última década do século passado revela a aceleração das mudanças na prática esportiva. Consolida-se a idéia de esporte como direito de todos. Grupos até então pouco atendidos na questão da atividade física ganham mais atenção. Dois exemplos de tal transformação são a terceira idade e a pessoa portadora de deficiência.


Amplia-se o próprio conceito de esporte, desmembrado em esporte-participação (lazer) e esporte de rendimento (competição). O papel do Estado também se altera. Ele deixa de apenas tutelar as atividades esportivas. Passa a investir em recursos humanos e científicos. Além disso, no campo do alto rendimento, dá atenção especial às questões éticas, como o combate ao doping.


Com isso, vários pesquisadores das causas das lesões desportivas denunciam a incidência alarmante de sua ocorrência nos dias atuais, tornando fundamental a adequabilidade de ações para evitá-las. A propósito, esses estudos estimulam o conhecimento dos cuidados preventivos, visando a reduzir as lesões desportivas na prática de atividades físicas, havendo, portanto, a necessidade de identificar as variáveis determinantes dos danos a elas relacionados, em termos de padrão, traço e tipo ou da combinação de tais elementos.


Na realização de atividades físicas em geral, pouco uso se faz dos aplicativos dos estudos disponíveis sobre o problema discutido. É o que se registra, por exemplo, no campo de atuação da Fisioterapia e até mesmo da Educação Física ao considerar o trabalho de profissionais de ensino e dirigentes técnicos. Dessa forma, a população adepta a exercício físico, com propósito competitivo ou de recreação, fica a mercê dos riscos, ou seja, dos acidentes provenientes dessa prática.


Embora esses agravantes se apresentem, eles não pioram o problema nem são vistos como evidências para que o usuário seja afastado das atividades físicas, mas têm apontado para recomendações que garantam, minimamente, a segurança da comunidade esportiva.


Entre os autores não há unanimidade no enfoque do conceito de atividade física, assim, a atividade física, como qualquer manifestação humana, tem significado especial e diferenciado na espécie. Pode ser considerado como qualquer movimento produzido pelos músculos esqueléticos que resulta em gasto de energia.

Registra-se grande interesse por esses danos físicos nos mais variados grupos de pesquisa. Em considerável quantidade de investigações empreendidas hoje, na área de esporte e lazer, estuda-se o problema das lesões desportivas na tentativa de chegar a um consenso sobre lesões. Segundo a literatura científica, quando se conhecem as causas que levam ao aumento da incidência na ocorrência de lesões desportivas é possível adotar medidas de prevenção e/ou de cura para reduzir os problemas daí advindos. Essa idéia implica o pressuposto dos fatores causais na ocorrência do dano durante a prática de atividades físicas, mas também aponta os meios de evitá-lo ou diminuí-lo. É essencial que fisioterapeutas, educadores físicos e demais profissionais envolvidos com atividades físicas tenham conhecimento dos fatores causais agravantes, para acessarem as ações preventivas.


Dentre as lesões mais comuns estão as tendinites, lesões ligamentares, contusões e distensões, entorses, luxações e subluxações, fraturas e abrasões (Desgaste da pele por meio de algum processo mecânico inusital ou anormal), bolhas e calos, e cortes em geral.

O joelho é uma das articulações mais exigidas por quem pratica esporte, haja a vista o número de lesões de que se tem conhecimento hoje, e talvez por esse motivo o torne a articulação mais estudada. Uma história de dor, capaz de afastar para sempre o monstro sagrado dos esportes, o joelho e suas lesões afastam o atleta mesmo após uma cirurgia, ou mesmo uma história de incertezas, como a recuperação de alguns atletas famosos como o Ronaldo. A fisioterapia tem um papel muito importante dentro deste cenário, e para comprovar a constância de lesões de quem pratica esporte, estudos estão sendo feitos em várias universidades como USP, UfsCar entre outras.


O esporte para pessoas portadoras de deficiência foi criado em Ayeslesbury, na Inglaterra, quando o neurologista alemão, Ludwig Guttmann, cria o Centro Nacional de Lesionados Medulares do Hospital de Stoke Mandeville, visando a reabilitação dos os lesionados da 2º Guerra Mundial. No Brasil o esporte chegou em 1958, quando os paraplégicos Robson de Almeida Sampaio e Sérgio Delgrande, fundam respectivamente o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro e o Clube dos Paraplégicos, em São Paulo. Em 1975, para estruturar o esporte para portadores de deficiência, surgiu a Associação Nacional de Desporto para o Excepcional-ANDE, que agregava todo o tipo de deficiência. Em 1995 foi criado o CPB para representar e consolidar o esporte no cenário nacional e internacional, buscando a universalização de oportunidades para o acesso das pessoas portadoras de deficiência à prática esportiva.


O tratamento fisioterápico tem evoluído muito nos últimos anos. As imobilizações prolongadas com uso de gesso e repouso estão, à medida do possível, cedendo lugar a um tratamento funcional, onde exercícios orientados e atividades programadas tornam-se cada dia mais importante. Um dos mais graves problemas do atleta e do esportista de uma maneira geral é o seu retorno tardio e medo de reiniciar sua atividade esportiva.

Muito tem se falado sobre, a importância do esporte após a reabilitação, a musculação com o objetivo de manutenção da força muscular é um hábito adquirido por quem inicia um tratamento fisioterapêutico e pretende continuar a praticar seu esporte, ou iniciar um outro esporte após uma lesão. A luta pela reabilitação física e psicológica. A paciência de esperar a hora certa para voltar. O dia do retorno.


Na história da Fisioterapia esportiva no Brasil, Nivaldo Baldo teve um grande papel no desenvolvimento da fisioterapia esportiva, sendo um de seus precursores. Ele considera que muito dos atletas recorrem ao uso de produtos químicos, medicamentos, aditivos, hormônios animais, no intuito de não ficar no anonimato, onde as dificuldades sociais e econômicas predominam utilizando modernas técnicas de tratamento como a propriocepção (exercícios de equilíbrio onde o fisioterapeuta provoca reações de desequilíbrio em vários tipos de terrenos, exercícios subaquáticos em piscinas térmicas ou não e exercícios bem orientados) os profissionais dessa área vêm contribuindo para o retorno às atividades.


Segundo Nivaldo, quando um atleta submete-se a algum procedimento cirúrgico, é com o objetivo de deixá-lo igual ou melhor em sua performance física, profissional e esportiva anterior. Ele desde a década de 70 diz que: "joelho operado fica melhor ou pior, igual nunca mais." E para ficar melhor, tem que ser muito bem operado e muito bem recuperado com procedimentos de avaliação que comprovem se realmente o atleta está melhor ou retorna com perdas na sua qualidade e na sua performance profissional - às vezes, com o encurtamento de tempo de carreira. Daí a figura do "bichado", que se insere na história do futebol. Quando o atleta que não foi bem operado e nem bem recuperado volta ao exercício de sua profissão, ele, por algum tempo, garante apenas seus ganhos econômicos para alimentar necessidades reais, ou suas ganâncias pessoais, e as dos clubes, com imensos prejuízos para si.


A fisioterapia é parte importante do processo de reabilitação. Na ortopedia, traumatologia, reumatologia e medicina esportiva, a fisioterapia destaca-se em vários níveis de atenção à saúde. Entre eles: o preventivo, o assistencial (curativo) e o reabilitacional. Na medicina esportiva, a orientação fisioterápica abrange a preparação e treinamento do atleta, prevenção e tratamento das lesões e o retorno precoce às atividades. Essa reabilitação preconiza a mobilização articular, o trabalho muscular e a descarga de peso precoce, como atitudes a serem incorporadas ao processo de reabilitação através de exercícios dinâmicos e cinestésicos, a propriocepção.


A fisioterapia esportiva no Brasil serve como referência para os demais países do mundo, apesar dos poucos recursos tecnológicos que dispomos no momento. Nota-se que cada vez mais, cresce o número de profissionais que se dedicam a essa área, por se tratar também do esporte mais tradicional e mais praticado no Brasil.


O grande desafio do fisioterapeuta no meio esportivo, mais especificamente no futebol, é reabilitar num espaço muito reduzido de tempo, sem que isto acarrete nenhum prejuízo para o atleta. Uma outra função indispensável, que hoje vem sendo aplicada é a de reeducar o atleta e prepará-lo quando o mesmo faz parte das categorias de base. Esse processo acontece quando se acompanha um garoto, pois ainda em formação e o seu organismo pronto para sofrer as adaptações necessárias, o fisioterapeuta tem condições de corrigir nestes jogadores das categorias infanto-juvenis, possíveis deformidades ou assimetrias significativas que atrapalhariam sua performance futura. Um grande exemplo de preparação para jovens talentos do nosso futebol é no São Paulo Futebol Clube que, conta com um setor de referência mundial na fisiologia do Exercício, no entanto, outros clubes do futebol brasileiro cada vez mais, vêm adotando esta pratica terapêutica nas suas sedes. O São Paulo Futebol Clube tem uma estrutura tão impressionante que é comum encontrar atletas de times rivais se submeterem a tratamentos e treinamentos na sua sede.


A Fisioterapia Desportiva no Brasil evoluiu bastante, temos atletas de alto nível, temos fisioterapeutas em todas as categorias, que participam de Copa do Mundo ou de campeonatos mundiais de vôlei, basquete, handebol. A Sonafe, Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva, hoje vem suprir a necessidade que se tinha até alguns anos atrás, de organização e estruturação nesta área.

A fisioterapia ainda tem muito a contribuir.

Dra. Juliana Prestes Mancuso - Fisioterapeuta

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dica de livro: Hidroterapia: Princípios e Prática




Descrição: Internacionalmente conhecida como líder e inovadora na hidroterapia, Margaret Reid Campion está há muito tempo associada à abordagem do Método Halliwick para as técnicas de exercícios aquáticos. Neste livro, ela reuniu vários colaboradores para produzir uma obra definitiva e prática que abrange tanto a hidroterapia pediátrica quanto a adulta.
A meta deste texto é fornecer um amplo conhecimento do potencial da água de modo que as vantagens e benefícios da hidroterapia possam ser reconhecidos como parte de um programa de reabilitação.
Leitura essencial para todos os estudantes de fisioterapia, Hidroterapia: Princípios e Prática também será valioso para os profissionais que estão procurando um texto básico e de atualização em hidroterapia.

Editora: Manole
Autor: MARGARET REID CAMPION
ISBN: 8520409830
Origem: Nacional
Ano: 1999
Edição: 1
Número de páginas: 334
Acabamento: Brochura
Formato: Médio


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quarta-feira, 25 de março de 2009

Manobras de fisioterapia respiratoria

Fisioterapia no programa da saude da familia

O termo Fisioterapia Social foi cunhado há mais de 40 anos pela ABF, pois muito mais que recuperar a saúde ou combater a doença, o fisioterapeuta também tem a responsabilidade social de promover as condições e os meios para que a saúde floresça na população.

Desde 1994, o Programa Saúde da Família (PSF) passou a ser considerado uma das principais mudanças estruturais realizadas pelo Ministério da Saúde (MS). É a estratégia prioritária do governo federal na área da saúde, assumida como eixo estruturante da atenção básica no Brasil.

A equipe básica do PSF é constituída por, no mínimo, um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários, e tem como objetivo geral melhorar o estado de saúde da população, mediante a construção de um modelo assistencial baseado na promoção, proteção, diagnóstico precoce, tratamento e recuperação da saúde, em conformidade com os princípios e diretrizes do SUS e dirigido aos indivíduos, à família e à comunidade. Essa estratégia de organização dos serviços vem demonstrando capacidade de aumentar a resolutividade dos serviços, diminuindo a procura por serviços hospitalares e promovendo a melhoria nos indicadores de saúde, nas cidades brasileiras onde está atuante.

A Resolução CNE/CES nº 4, de 19 de fevereiro de 2002, publicada no Diário Oficial da União em 4 de março de 2002, institui as DDCC Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia, a serem observadas na organização curricular das IES do País, o Artigo 3º dessa Resolução define como perfil profissional o fisioterapeuta com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, apto a atuar em todos os níveis de atenção à saúde. Deve ter visão ampla e global, respeitando os princípios éticos/bioéticos e culturais do indivíduo e da coletividade. O parágrafo único do Artigo 5º, referente às suas competências e habilidades específicas, determina que: “A formação do fisioterapeuta deverá atender ao sistema de saúde vigente no País, a atenção integral da saúde no sistema regionalizado e hierarquizado de referência e contra-referência e o trabalho em equipe”.

Assim como os médicos e enfermeiros, que há muito lutam pela Saúde Pública e pela construção do SUS no País, pela conquista de seus espaços e da possibilidade de trabalho em programas como o PSF, a Fisioterapia também deve conquistar esse campo de atuação.

As equipes do Programa Saúde da Família (PSF) são equipes multiprofissionais, incluindo o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, além dos profissionais da equipe básica estabelecida pelo PSF. A fisioterapia no PSF é uma situação totalmente diferente do atendimento ambulatorial o profissional vai à casa do paciente, em lugar de atendê-lo no consultório. É uma nova forma de atuar do fisioterapeuta frente à realidade da população. É a atuação transformadora do fisioterapeuta na saúde pública. Entretanto, para se fixar como profissão atuante e necessária à saúde pública no país, deve-se ter consciência de que esse processo inicia-se na graduação, pois uma categoria profissional forte é construída ainda na universidade, sendo ela capaz de pensar e repensar sua própria atividade e prática, e a partir disso, traçar novos objetivos e metas, mudanças de rumos e novas orientações para seu crescimento.

O vínculo maior entre o fisioterapeuta e o Sistema Único de Saúde está relacionado ao setor privado, por intermédio de convênios estabelecidos com as clínicas e os prestadores de serviços de Fisioterapia. No entanto, a presença desse profissional no setor público ainda é pequena, senão nula, em algumas regiões.

A inclusão do fisioterapeuta no Programa de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (PADI) também é uma importante conquista na área.

(Luciana Alves Tapia Schmidt)

Retirado de www.fisioterapeutasplugadas.com.br

terça-feira, 24 de março de 2009

Como lidar com a lombalgia


As lombalgias são dores nas costas, mais especificamente na região da coluna lombar, segmento que suporta o maior peso do nosso corpo e fica entre a última costela e a porção glútea, na parte inferior das costas.  Essas dores atingem cerca de 80% da população e, em grande parte dos casos, estão relacionadas à má postura.

Os sintomas da lombalgia só aparecem ao longo de muito tempo, apenas quando o corpo não consegue mais se adaptar às posturas erradas. Além do problema da má postura, o que agrava a doença é a permanência de muitas horas na mesma posição. Isso acontece com pessoas que trabalham o dia inteiro em frente ao computador, por exemplo. Não há musculatura que suporte jornadas de quatro, cinco ou até oito horas em frente ao micro, sem intervalos nem exercícios. Nos últimos anos, verificou-se um aumento no número de casos de crianças com esse problema.

Esse é um problema bastante recente. Há cerca de 20 anos, somente adultos e idosos sofriam de lombalgia. Antigamente, quando apareciam no consultório ortopédico crianças de 10, 12 anos com dores nas costas, pensava-se que era um tumor, até que se provasse o contrário. Hoje, esse quadro mudou, pois o que está causando as dores nas costas das crianças são os mesmos fatores que causam nos adultos: muito tempo na frente do computador, televisão e pouca atividade física.

A melhor forma de evitar o aparecimento da doença é através da prática de alongamento, de duas a três vezes por semana. Além disso, nos trabalhos em que se passa a maior parte do tempo sentado, é preciso verificar se há recurso de ajuste do encosto e da altura da cadeira. A mesa deve ficar na altura do cotovelo. Sentar bem encostado e alinhado com o eixo da cadeira também é muito importante.

Além disso, deve-se evitar torções do tronco e do pescoço, como pegar um objeto atrás do corpo ou segurar o telefone com os ombros. E nunca esquecer de fazer uma pausa a cada hora de trabalho para dar uma espreguiçada, caminhar um pouco, para só depois sentar novamente.

Quando estiver em casa, evitar realizar tarefas com os mesmos padrões de movimento das atividades do trabalho. Também é fundamental dedicar um tempo, durante a semana, para praticar algum tipo de exercício físico ou participar da ginástica laboral da empresa. Esses conselhos são válidos para todas as pessoas, como forma de evitar e amenizar a lombalgia.

As indicações vão desde técnicas de relaxamento, alongamento e exercícios leves, até tratamentos com antiinflamatórios, analgésicos e fisioterapia.

Há também a lombalgia causada por obesidade. Nesses casos, a perda de peso é fundamental

O Fisioterapeuta do Trabalho

O Fisioterapeuta do Trabalho

Em qualquer atividade, a organização do trabalho está voltada para assegurar o nível de produtividade em função do lucro. Logo, a relação entre o trabalho e a saúde parece sugerir frontal contradição. Os esforços repetitivos, trabalho estático, esforço físico intenso, ritmos intensos de trabalho e posturas inadequadas estão presentes na maioria das atividades profissionais. Estas condições de trabalho são causas para o aparecimento ou agravamento de lesões, principalmente no sistema músculo-esquelético. Uma vez que são elegíveis para tratamento fisioterapêutico, o Fisioterapeuta está habilitado a estabelecer medidas de tratamento preventivo, porém, as empresas possuem características próprias, mesmo aquelas que atuam no mesmo ramo de atividade.
 
Esta é a razão pela qual um fisioterapeuta que atue dentro de uma empresa apresenta um rendimento melhor em sua atividade. Ele conhece a empresa como se fosse seu paciente, é capaz de identificar fatores que promovem acometimentos ocupacionais e desenvolver um trabalho da mais alta qualidade. Esta atuação é específica para cada empresa. Como exemplo, cita-se um curso de manuseio de cargas ministrado em uma empresa de cimento, com produção automatizada e com funcionários tendo o primeiro grau completo, comparado com um curso de manuseio de cargas ministrado em uma fábrica de cervejas, com produção parcialmente automatizada e com funcionários portando baixo grau de instrução. O número de horas/aula deverá ser maior na fábrica de cervejas.
 
A ação do Fisioterapeuta deve ser específica às necessidades de cada empresa, porém, de maneira geral, os objetivos do fisioterapeuta em um ambiente de trabalho são:
 

EM FISIOTERAPIA CORRETIVA

A ação da Fisioterapia corretiva será efetivada por meio do extenso arsenal terapêutico inerente à Fisioterapia, suas formas de avaliação, prescrição, execução, tratamento e alta Fisioterapêutica. O ambulatório deve ser adequado às necessidades da empresa e do empregado, não somente com os recursos da Fisioterapia Clássica, mas também com o uso de recursos pouco ortodoxos como Reeducação Postural Global (RPG) e Osteopatia. Em empresas que trabalham com produtos que danificam o aparelho respiratório, o ambulatório deve possuir recursos que permitam identificar, avaliar e tratar doenças restritivas e obstrutivas. Tudo em perfeito entrosamento para atingir os seguintes objetivos:

a) Redução das horas não-trabalhadas por motivo do tratamento, visto ser ele realizado na própria empresa.

b) Atender adequadamente a cada acometimento, pois por não possuir fins lucrativos, não há exigência de produção e/ou "massificação" no atendimento.

c) Constatação e quantificação estatística.

d) Determinação dos acometimentos mais comuns encontrados na empresa, conforme o tipo de atividade desempenhada.

e) Estabelecimento de protocolos de atendimento adequados às atividades laborativas.
 

EM FISIOTERAPIA PREVENTIVA

O fisioterapeuta fará uso da Ergonomia. Integrará uma equipe multidisciplinar composta por profissionais que comunguem os mesmos objetivos. Desta equipe farão parte o médico do trabalho, o engenheiro de segurança do trabalho, o gerente de produção, o gerente de recursos humanos, o assistente social e outros profissionais que tenham atribuições que contribuam para obtenção dos seguintes objetivos:

a) Redução das doenças profissionais típicas às atividades desempenhadas na empresa, mediante a ministração de cursos e/ou palestras sobre orientações posturais, lesões por esforços repetitivos, prevenção de problemas de coluna, manuseio de cargas, dentre outros.

b) Formulação e execução de programas preventivos para todos os funcionários no sentido de produzir condicionamento físico, relaxamento e, consequentemente, reduzir o estresse.

c) Integrar equipe multidisciplinar para discussão de casos e assessoramento por meio de pareceres técnicos da área.

d) Estudo ergonômico dos postos de trabalho que apresentam grande índice de acidentes de trabalho e tenham funcionários com acometimentos comuns ou diagnósticos semelhantes.


CONCLUSÃO

Conforme demonstrado, o Fisioterapeuta pode atuar numa empresa como instrumento de correção e prevenção, interferindo satisfatoriamente na saúde do trabalhador. Resta apenas apontar as vantagens, para a empresa que mantenha um serviço de Fisioterapia do Trabalho, e que estão baseadas na relação custo x benefício, linguagem, aliás, bem-utilizada no meio empresarial. Eis as vantagens para a empresa:
 

a) Economia homem x hora.

b) Redução do absenteísmo por doenças músculo-esqueléticas.

c) Redução de gastos com planos de saúde.

d) Tratamento especializado.

e) Rápida recuperação.

f) Associação da Fisioterapia corretiva ao ajuste ergonômico.

g) Apoio ao setor de saúde ocupacional.
 

Em virtude do grande número de afastamentos e acidentes do trabalho ocorridos nas organizações brasileiras, há um grande número de pacientes com lesões ósteomusculares e incapacidades funcionais provenientes destas lesões. O número de trabalhadores também sem emprego por serem portadores de deficiências físicas também é grande. Com isso, as organizações vem enfrentando uma triste realidade: um número crescente de afastamentos, de indenizações, absenteísmo, descontrole por parte dos departamentos de recursos humanos, saúde e segurança do trabalho, e que consequentemente acarreta em prejuízo, perda de moral e produtividade.
 
Para colaborar na resolução destes problemas, através da minimização, eliminação e controle de lesões, ou mesmo na inserção de portadores de deficiência física no trabalho, necessita-se cada vez mais de especialistas, principalmente Fisioterapeutas.
 
Hoje, temos poucos cursos de especialização lato sensu em Fisioterapia do Trabalho. Devido ao número de empresas e à crescente necessidade de procedimentos especiais, tais como avaliações ergonômicas, programas de cinesioterapia laboral, programas de inserção de portadores de deficiência física, tratamentos fisioterapêuticos, dentre outros, portanto vem sendo crescente a necessidade de profissionais altamente qualificados, que na maior parte das vezes vêm de outros centros.
 

O uso do ultra-som para fisioterapia


O ultra-som é um dos recursos terapêuticos mais utilizados pelos fisioterapeutas para o tratamento das mais diversas disfunções. Originalmente, o ultra-som foi produzido através de um cristal de quartzo vibrante submetido a uma corrente de alta freqüência. Hoje, são utilizados cristais cerâmicos sintéticos. A vibração dos cristais aciona as partículas do meio, produzindo ondas por compressão e descompressão. As ondas ultra-sônicas ao penetrarem no tecido provocam uma vibração a nível celular (micromassagem), acelerando a velocidade de difusão de íons através da membrana celular. Com isto, tem-se um aumento da permeabilidade da membrana, e uma aceleração dos processos osmóticos. Promove aumento da extensibilidade de estruturas colágenas, aliviando a dor e diminuindo a rigidez articular. O ultra-som terapêutico caracteriza-se por apresentar uma freqüência de 1 ou 3 MHz. O controle da freqüência proporciona ao terapeuta o controle da profundidade a ser atingida pela energia. O ultra-som de 1 MHz tem sido utilizado para aquecer estruturas mais profundas enquanto o ultra-som de 3 MHz tem sido utilizado para aquecer estruturas superficiais.


EFEITOS

Regeneração tissular e reparação dos tecidos moles (efeito fibrinilítico);
Neovascularização com conseqüente aumento da circulação, rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas;
Redução de espasmos musculares;
Aumento da circulação sanguínea;
Resolução de processos inflamatórios crônicos;
Fonoforese: habilidade do ultra-som em incrementar a penetração de fármacos específicos através da pele. Pode ser associado a substâncias lipolíticas como a cafeína, sendo valioso recurso terapêutico para o combate à gordura localizada.


INDICAÇÕES

Disfunções osteomioarticulares (luxações, fraturas, contraturas, espasmos musculares);
Condições inflamatórias agudas e crônicas;
Pós-operatório de cirurgias plásticas (O aumento da permeabilidade das membranas celulares associado com o estímulo circulatório favorece os intercâmbios celulares e a reabsorção de líquidos e resíduos metabólicos);
Gordura localizada (Fonoforese);
Fibro edema gelóide;


CONTRA-INDICAÇÕES

Aplicação direta sobre áreas isquêmicas, tromboflebites e varizes;
Aplicação direta sobre endopróteses e implantes metálicos;
Aplicação direta sobre útero gravídico, gônadas, área cardíaca, olhos e placas epifisárias;
Neoplasias;
Hemofilia.

Hérnia de disco e suas consequências

A médica Mariângela R. C. passou dez meses em uma cadeira de rodas, depois de ter fraturado o fêmur em um acidente.

Quando voltou a andar, começou a sentir dores lombares. Ela conta que sentia dor quando se abaixava, "uma espécie de pinçada na coluna".

Fez inúmeras avaliações ortopédicas, com profissionais de diferentes especialidades, passando por vários tratamentos.

Foram vários anos de sofrimento. Neste período, as dores que sentia com a hérnia de disco a deixavam incapacitada ao trabalho.

O distúrbio se forma quando o anel fibrocartilaginoso, uma espécie de "amortecedor" que fica entre as vértebras da coluna amenizando os impactos sofridos, se degenera e inflama.

"Isso acontece quando o núcleo desse anel se desloca e comprime as raízes nervosas, provocando dores que podem ser irradiadas nas costas ou nos membros inferiores", explica o neurocirurgião Osmar José dos Santos de Moraes, da Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral.

Segundo o reumatologista Valdelírio Feijó Azevedo, a principal causa da hérnia se dá, principalmente, pelo enfraquecimento muscular causado por vida sedentária, postura inadequada ou esforços físicos exagerados. Apesar de quase sempre estar associado a cirurgias potencialmente "complicadas", o distúrbio, conforme o médico, pode ser resolvido clinicamente em cerca de 80% dos casos.

O tratamento clínico consiste em repouso e o uso de analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares. "Uma fisioterapia consistente é importante faz parte da terapêutica para controlar as dores e ajudar a solucionar o problema", adianta o especialista.

Dor insuportável

"Não via a hora de voltar às minhas atividades normais", conta a estudante Regiane Pontarolli, que sofria desde criança. Os principais sintomas, além das dores, eram o cansaço e o desânimo. Depois de passar por diversas sessões de fisioterapia e alongamento da musculatura, a jovem conseguiu, por meio de tratamento clínico ficar longe do incômodo.

De acordo com sua família, a jovem considerou o procedimento cirúrgico como sendo a última solução para o seu caso. Só que, de acordo com Azevedo, nos casos de lesões neurológicas mais graves, onde a dor se torna "insuportável" e existe a perda ou a atrofia da força muscular, só a cirurgia resolve.

Foi o que aconteceu com o representante comercial Ângelo Luiz Bendack, que depois de peregrinar por consultórios durante dois anos, descobriu que tinha uma hérnia de disco e que precisava operá-la.

"Eu já não tinha mais força na perna esquerda e qualquer caminhada me deixava com dores insuportáveis", conta. Depois da cirurgia, o vendedor passou algum tempo sem fazer grandes esforços, precisando usar um incômodo colete ortopédico, mas se mantém otimista: "Só de saber que não vou mais sentir aquelas dores terríveis, sei que valeu a pena", comemora.

Indicação precisa

O médico Mauro Carbonar, especialista em acupuntura, afirma que a especialidade é uma importante aliada nos tratamentos das dores lombares, como as da hérnia de disco.

Segundo ele, as agulhas colocadas no tecido subcutâneo emitem para o hipotálamo - região do cérebro que produz um hormônio com a função analgésica e antiinflamatória - impulsos motores que são devolvidos para a corrente sanguínea, interrompendo o ciclo da dor e atuando como analgésico natural do corpo.

Para o médico, a acupuntura é uma excelente opção, podendo ser o tratamento de escolha ou estar associada a outros tipos de terapias para aliviar ou curar dores lombares.

A partir do diagnóstico da causa da dor, é possível avaliar qual tipo de esforço ou exercício a pessoa está liberada para fazer. Nesses casos, o alongamento é fundamental para o bom desempenho dos músculos e articulações.

Também devem ser feitos antes de qualquer atividade física, porque preparam a musculatura para o esforço para o qual será exigida em seguida. Segundo Carbonar, isso vale até para aquela caminhada que parece ser completamente inofensiva.

Valdelírio Azevedo reconhece que, quando bem indicada e se o disco estiver comprimindo mecanicamente a raiz nervosa, em geral, o resultado é o alívio imediato da dor e do desconforto.

"O grande segredo da cirurgia na coluna como um todo e principalmente na hérnia de disco é a indicação precisa", ressalta. Uma vez localizado o nervo que está com o diâmetro reduzido devido a compressão exercida por parte do disco que extravasou, é só corrigir o defeito mecânico para obter alívio completo da dor.

No entanto, os especialistas advertem que existe um mecanismo inflamatório que ainda não é bem conhecido e que, às vezes, compromete o resultado favorável das cirurgias.

De olho nos fatores de risco

* Envelhecimento

Processo natural de contínua perda de líquidos e proteínas.

* Genética

Predisposição herdada pela degeneração acelerada dos materiais do disco vertebral.

* Obesidade

O sobrepeso do corpo aumenta o impacto da coluna.

* Sedentarismo

A falta de exercícios acarreta a perda da força muscular do tronco e diminuição da sustentação da coluna.

* Tabagismo

O fumo diminui o fluxo de sangue e dos nutrientes necessários para a reparação dos discos.

* Atividades a serem evitadas no trabalho

Longos períodos na posição sentada, levantar objetos pesados de forma errada, posição do corpo curvada, exercícios físicos pesados, movimentos repetitivos.

É hora de procurar ajuda

* Quando uma lesão moderada ocasionar debilidade, fraqueza, adormecimento imediato em uma ou ambas as pernas.

* Quando apresentar dores nas pernas, acompanhadas de debilidade, formigamento ou adormecimento persistente.

* Ao sofrer de dores constantes nas costas, acompanhadas de dores ao urinar ou que aumentem em intensidade durante várias semanas.

* Ao sofrer dor muscular severa nas costas e contrações musculares.

* Quando apresentar perda de controle intestinal e da bexiga

sexta-feira, 20 de março de 2009

Conteúdo de Fisioterapia na Ginecologia

Manter-se atualizado na correria do dia a dia é uma dificuldade de todo fisioterapeuta que se forma e "perde" o acesso a informações atualizadas como artigos e matériais especificos para um assunto.

Fiquei satisfeita quando eu vi um site sério como o Cds Universitarios oferecendo material atualizado e especifico para cada assunto. Foi assim que eu encontrei o Cd de Fisioterapia na Ginecologia.

Tem atlas de ginecologia e os artigos são atualizados e excelentes. Vale a pena conferir.

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Este post é um publieditorial

quinta-feira, 19 de março de 2009

Atuação da Fisioterapia Dermato-Funcional em Gestantes

A gestação é um fenômeno fisiológico que acarreta uma série de modificações no organismo materno, com a finalidade de garantir o crescimento fetal, proteger o organismo materno e ainda, possibilitar a recuperação da puérpera e nutrição do recém-nascido.

Essas modificações se fazem videntes nos aparelhos cardio-circulatório, digestivo, respiratório, ósteo-articular, além de alterações metabólicas, endócrinas, hematológicas e mamárias. Todas essas transformações aumentam o risco de estrias, celulite, edemas, varizes, manchas, acne e aumento exagerado de peso, podendo então afetar a aparência da gestante. A gestante tende a ter instabilidade emocional, sendo que somado as alterações dermato-funcionais, há um risco de apresentarem baixa auto-estima, o que afetaria de forma negativa a gestação. Atualmente, sabe-se que as gestantes podem realizar tratamentos estéticos, que juntamente com recomendações nutricionais e atividade física, auxiliam a manter uma boa aparência e saúde durante os nove meses.

GUIRRO e GUIRRO (1996) afirmam que a fisioterapia aplicada à estética, tem por objetivo tratar eficazmente os distúrbios estéticos. Esta eficácia traduz-se por conhecimento profundo dos principais recursos utilizáveis na estética, o que leva o Fisioterapeuta a avaliar profundamente o problema além de escolher o tratamento adequado.

Sendo assim, o fisioterapeuta deve conhecer os recursos indicados e contra-indicados para as gestantes, garantindo assim um tratamento seguro e eficaz. Este artigo tem como objetivos principais discutir o tratamento estético em mulheres gestantes, bem como a importância da atividade física e nutrição destas. Também pretende-se com este trabalho auxiliar os fisioterapeutas a orientarem de forma segura as gestantes quanto a cosméticos, nutrição, atividade física e tratamentos estéticos, esclarecendo suas dúvidas quanto a este tema. Como objetivo final procura-se ressaltar a importância da interação entre o fisioterapeuta e nutricionista nesta área.



2- Fisioterapia Dermato-Funcional em Gestantes


2.1 Alterações Estéticas e Funcionais na Gravidez

- Celulite, edema e Varizes:

A explicação para as varizes gestacionais, está relacionada principalmente à ação hormonal do estrogênio sobre a parede das veias, associada ao aumento da pressão venosa produzida pelo útero gravídico. Essas alterações venosas podem desenvolver varizes nas pernas, na região do períneo e hemorróidas (MERLO, 2002) Isso dificulta o retorno venoso, o que favorece o aparecimento de varizes e compromete a eliminação de líquidos e toxinas, fatores que estimulam a celulite (MACEDO, 1999). A retenção hídrica também pode ocorrer durante este período, por estas mesmas razões, resultando em edemas, principalmente de membros inferiores (JACQUEMAY, 2000). Outras alterações circulatórias que podem estar presentes são hiperemia e congestão facial. Dois terços das mulheres de cor clara e 10% das de pele escura apresentam dilatações de vasos pequenos principalmente nas regiões de face, pescoço e braços, que são locais drenados pela veia cava superior (BRENNER e POLITI, 1995).

O edema aparece principalmente nos pés e tornozelos, sendo que aproximadamente 70% apresentam este no terceiro trimestre (MURRAY, 1990).


- Estrias:

Estas ocorrem por influência do fator hereditário e por causa do aumento da produção de estrógeno, que compromete a capacidade de regeneração da pele. As estrias costumam aparecer na barriga, nos seios, nas coxas e nas nádegas (SALLET, 2001).

As estrias também surgem quando a pele é submetida a uma distensão excessiva, como ocorre durante a gravidez ou quando se engorda e emagrece rapidamente, onde as fibras elásticas e colagênicas do tecido conjuntivo da derme se rompem ou se distendem. O resultado é o aparecimento de linhas lineares dispostas de forma paralela entre si e perpendiculares às linhas de tração da pele (MACEDO, 1999).


- Modificações cutâneas:

Segundo SALLET (2001) e NADALUTI (2002) a pele se torna tensa, frágil, com aumento da vascularização. Existe maior conteúdo hídrico na derme e hipoderme, tornando a pele mais hidratada. Isto ocorre devido as alterações do estrógeno. Os altos níveis hormonais do organismo durante os meses de gestação também estimulam a produção de melanina e podem causar o aparecimento de manchas no rosto e no colo da mulher, denominado melasma. Clinicamente adota a forma de manchas simétricas nas bochechas e nariz, ou de uma máscara que ocupa toda a face, respeitando a zona ao redor dos olhos, boca e a região próxima ao couro cabeludo. Estas manchas pioram com o sol, e podem desaparecer após a gravidez. Segundo BRENNER e POLITI (1995) a hiperpigmentação ocorre em até 90% das gestantes. Estas afirmam que o melasma ocorre entre 50 a 75% das grávidas.

Pode haver aumento da secreção sebácea, resultando em um aumento da oleosidade da pele e suor, podendo ocorrer acne (NADALUTI, 2002).


- O ciclo piloso durante a gravidez:

A gravidez tem relativamente poucos efeitos sobre o crescimento dos cabelos, apesar das complexidade das modificações endócrinas. Os estrógenos podem escurecer os cabelos durante a gravidez, da mesma forma que ocorre coma a pigmentação da pele. A perda de cabelo aumenta até o primeiro mês logo após o parto e, na maioria dos casos, até o quarto mês. Os cabelos começam a crescer espontaneamente entre 3 a 12 meses após o parto (NADALUTI, 2002).


- Peso:

A gestação é considerada como um fator de risco para o desenvolvimento de obesidade em mulheres (HINTON; OLSON, 2001). Segundo GOULART e BRICARELLO (2000) a porcentagem de ganho de peso é variável de acordo com a idade gestacional (IG) e com o peso pré-gestacional. Para uma mulher de peso mediano, recomenda-se em ganho de peso médio de 2,5 a 4,5 kg durante as primeiras 20 semanas (cinco meses de gravidez), seguidos por um aumento de 450 g por semana.


2.2- Tratamento das Alterações Estéticas e Funcionais na Gravidez

A drenagem linfática é o tratamento estético mais indicado para a gestante. É uma massagem suave e lenta, que ajuda a reduzir a retenção de líquido no corpo e diminui os inchaços típicos da gravidez, auxiliando assim na redução da celulite (SALLET, 2001).

O período mais freqüente de aparecimento de varizes nas gestantes é após o 4º mês. Sabe-se que nessas condições há, entre outros, maiores riscos de tromboflebite durante a gravidez ou imediatamente após o parto, agravamento da inchaço, piora da dor, sensação de peso e cansaço nas pernas, se comparado às gestantes que não desenvolvem varizes. Entre a medidas mais freqüentemente recomendadas para se controlar este problema estão a ginástica e hidroterapia apropriadas, caminhadas, drenagem linfática, quando em repouso colocar as pernas ligeiramente elevadas, uso de meias elásticas, sapatos confortáveis e reduzir a ingestão de sal, bebidas alcoólicas e comidas codimentadas (MELO, 2002).

Para a gestante que não gosta de massagem manual, a dermotonia, uma técnica francesa, pode ser a alternativa. Esta é realizada com um aparelho que faz uma levíssima sucção na pele, com os mesmos efeitos da drenagem manual (SALLET, 2001). Segundo esta mesma autora é a única técnica com aparelho que pode ser usada pela gestante. Esta técnica não deve ser confundida com a endermologia que é um método semelhante, mas feito com sucção bem mais forte, imprópria para o período de gravidez. A aspiração pode causar varizes e na gestação, os vasos ficam mais frágeis, devido ao aumento de volume sanguíneo e alterações hormonais.

Manter a pele bem hidratada é a melhor forma de prevenção de estrias. Pelo menos duas vezes ao dia, a gestante deve usar cremes que contenham uréia, vitamina E, lanolina e óleos em sua formulação, sendo que apenas os óleos não previnem de forma eficaz. As máscaras de algas podem ser uma outra opção de tratamento natural e eficaz. A gestante pode utilizar os cremes na hora da massagem. Não deve-se usar hidratantes sobre os mamilos, pois a pele dessa região deve estar mais endurecida para suportar a sucção do bebê na amamentação (CAMBIAGUI, 2001; SALLET, 2001).

A corrente russa não deve ser usada na gravidez, pois acredita-se que pode causar contração uterina e antecipar o parto. A drenagem linfática feita por aparelho também só é indicada após o parto, pois esta afirma que não há controle da pressão exercida sobre o corpo. As terapias intradérmicas, ou mesoterapia, feitas com injeções de substâncias, para combater gorduras localizadas e celulites, não devem ser usadas nem no pós-parto, caso a gestante esteja amamentando. Não se sabe se essas substâncias ultrapassam a barreira placentária ou se o bebê as absorve pelo leite materno (SALLET, 2001).

Ao realizar massagens ou drenagens, a pressão arterial deve ser controlada, pois a pressão das gestantes tende a ser mais baixa no início da gravidez e pode cair ainda mais, e rapidamente, com tratamentos relaxantes. Se isso acontecer, o perigo é diminuir a quantidade de oxigênio fornecido ao feto (CAMBIAGUI, 2001).

Segundo MACEDO (1999), a gestante deve evitar banhos de sol prolongados, utilizando sempre como fator de proteção mínimo 15. Esta é uma forma de prevenção de aparecimento de melasmas. As manchas que permanecerem após a gestação podem ser tratadas com substâncias clareadoras, como hidroquinona, isotretinoína e ácido azeláico, sob orientação de um dermatologista, desde que a gestante não esteja mais amamentando. Além da aplicação desses produtos, deve-se usar filtros solares diariamente e para sempre, para evitar o retorno da mancha, o que é bastante comum. Peelings superficiais feitos com ácidos, também sob orientação do dermatologista, podem acelerar esse processo de dispmentação. Cremes com vitamina C não interferem na gravidez e podem ser usados à noite, para ajudar a clarear a pele ( SALLET, 2001). Segundo um estudo realizado por BALINA e GRAUPE (1991) o tratamento com ácido azeláico mostrou-se satisfatório em 65% das pacientes. Os peelings químicos devem ser evitados por pessoas que tenham couperose, manchas elevadas e poros proeminentes, e com quelóide (BRENNER e POLITI, 1995)

O ácido retinóico é contra-indicado durante a gestação, pois de acordo com estudos realizados com ratos indicou uma diminuição do peso e perímetro encefálico nos ratos que fizeram uso da substância, mesmo em pequenas doses. Mesmo em uso tópico não deve ser usado, pois é absorvido pela corrente sanguínea (SINGH et al, 2001). O ácido glicólico também deve ser evitado, pois não há estudos suficientes sobre o seu efeito em gestantes, porém acredita-se que em pequenas doses pode ser utilizado (NADALUTI, 2002).

Para cuidar de possíveis acnes, deve-se indicar para a gestante lavar o rosto com sabonete à base de enxofre, fazer limpezas de pele (os cremes usados não devem conter ácidos) e utilizar produtos indicados para peles oleosas, geralmente na forma de gel (MACEDO, 1999). Segundo American Academy of Dermatologists (2000) a isotretinoína, utilizada para tratamento de acne de grau elevado, é contra-indicado durante a gravidez pois afeta o coração do feto.

LEVINE e LLOVITE (1994) indicam a colocação de prótese de silicone apenas quando a mulher já tiver parado de amamentar, assim como qualquer outra cirurgia plástica, mesmo facial.

Para diminuir a ansiedade, melhorar o sono, diminuir o estresse e até diminuir a dor o parto, pode-se realizar acupuntura, acupressão, aromaterapia ou massagem (CHARLISH, 1996). A massagem pode ser realizada em decúbito lateral ou com a paciente semi-sentada, sendo que deve-se adaptar a posição de acordo com o bem-estar da paciente. A massagem sueca auxilia também na redução do edema e melhora a circulação (OSBORNE, 1995).


3- Aspectos nutricionais em gestantes

Do ponto de vista calórico, a recomendação da Recommended Dietary Allowances (RDA, 1989) tem sido adicionar 300 calorias à dieta normal, com início no segundo trimestre da gestação. Mulheres que iniciam a gravidez com baixo peso ou adolescentes (com menos de cinco anos pós-menarca) devem aumentar sua ingestão calórica em 300 calorias desde o início da gravidez, sendo que a ingestão de proteínas deve ser aumentada. As necessidades calóricas são maiores em gestações múltiplas. A recomendação de cálcio adicional na dieta tem como objetivo proteger a mineralização óssea, assim como prevenir intercorrências como hipertensão arterial e pré-eclâmpsia. (GOULART e BRICARELLO, 2000).

Nas refeições, devem ser incluídos alimentos ricos em ferro-heme (carnes, fígado de boi, miúdos de galinha, rins, coração) e ferro não heme (feijão, vegetais folhosos escuros, como folha de beterraba, espinafre e couve) e, simultaneamente, alimentos ricos em vitamina C (caju, manga, goiaba, laranja, limão, maracujá, acerola, mamão, pimentão) (GOULART et al, 2000).

Ingerir menos quantidade de alimento a cada refeição e aumentar o número de ingestões diárias, evitando-se deitar imediatamente após as refeições produz bons resultados na redução de azias, enjôos e vômitos. Deve-se também ingerir água gelada para aliviar azia e evitar alimentos gordurosos. Se a gordura do leite não for bem tolerada, pode-se utilizar o leite desnatado. Restringir a ingestão de líquidos uma ou duas horas antes e após as refeições (GOULART e BRICARELLO, 2000). Segundo GOULART et al (2000) a deficiência nutricional da gestante pode acarretar repercussões tanto no organismo materno como no recém-nascido.

O ganho de peso neste período pode ser evitado fazendo-se um acompanhamento nutricional associado ao exercício físico. Segundo ESCHENBACH (2003) a hidroterapia é uma ótima opção de atividade para as gestantes. A autora conclui que entre inúmeros benefícios e com poucas desvantagens com relação ao exercício executado em terra, as atividades físicas realizadas no ambiente aquático estão conquistando gestantes que buscam, além de bons resultados estéticos.


4- Conclusão

A gestação é sem dúvida um período de grandes mudanças emocionais e físicas. A Fisioterapia Dermato-Funcional juntamente com Recomendações Nutricionais e atividade física, proporciona a gestante uma melhor aparência e bem-estar, atuando eficazmente em muitas destas mudanças, tendo como conseqüência uma melhor qualidade de vida durante o período gestacional.

Retirado de http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/alternativa/dermato_gestantes.htm

Dica de livro: Tratado de Fisiologia em Fisioterapia




Descrição: A fisioterapia, nas últimas décadas, sofreu grandes transformações, visando a obtenção de procedimentos mais eficientes e rápidos na plena reablitação do paciente e sua pronta reinteração ao convívio social... ...a publicação desta obra, reveste-se de extrema importância para a formação e informação de estudantes e fisioterapeutas. A abrangência do caráter didático deste livro podem ser verificados no exame de diversos capítulos fundamentais relacionados às áreas da Fisioterapia, tais como: músculo-esquelética, neurológica, respiratória, estomatognática, cardiovascular, esportiva e geriátrica... Para finalizar, a clara exposição destes temas (e dos demais encontrados nesta obra) é garantia para a recomendação deste compêndio, bem como, a inegável competência do autor...


Editora: Tecmedd
Autor: CARLOS ROBERTO DOUGLAS
ISBN: 8586652555
Origem: Nacional
Ano: 2004
Edição: 2
Número de páginas: 970
Acabamento: Capa Dura
Formato: Grande
Complemento: Nenhuma

Saiba mais sobre esse livro excelente

Curso de Fisioterapia Desportiva

Conteúdo:


Avaliação física do atleta;
Exame físico;
Exame laboratoriais;
Exame físico do atleta iniciante;
Fisiopatologia desportiva, o conceito de overuse;
Atividade atlética e as síndromes por overuse;
Graduação das lesões de continuidade;
Análise das diferentes graduações das lesões por overuse;
Modalidades específicas de tratamento;
Taping (bandagens);
Crioterapia;
Repouso;
A reabilitação;
Lesões e tratamento do ombro;
Luxações e subluxações;
Tendinite biciptal;
Síndrome do impacto ou bursite subacromial;
Lesão do manguito rotador;
Lesões e tratamento do cotovelo;
Lesões do compartimento lateral e medial;
Tendinite tricipital;
Fraturas;
Lesões e tratamento do punho e mão;
Exame físico do punho e dedos;
Síndromes compressivas;
Tenossinovites;
Deslocamentos das articulações interfalangeanas proximais e distais;
Deslocamentos das articulações metacarpofalangeanas;
Lesões e tratamento da coluna vertebral;
Instabilidades da coluna cervical;
Tetraparesia transitória;
Fraturas vertebrais;
Tratamento fisioterapêutico;
Lesões e tratamento do quadril;
Pubalgia;
Tratamento;
Lesões osteocondrais (osteoartroses);
Disfunções sacro-ílíaca;
Bursite trocantérica;
Lesões e tratamento do joelho;
Lesões ligamento-meniscais;
Lesões osteocondrais;
Lesões e tratamento do tornozelo e pé.

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Está satisfeito? Então mude!!!!

Videozinho bacana sobre mudança para inspirar os acontecimentos de nossa vida

terça-feira, 17 de março de 2009

O joelho é a maior e mais complexa articulação do corpo

No Brasil, país apaixonado por futebol, lesões e outros problemas nos joelhos se transformam em casos frequentes nos noticiários.

Também no mundo dos anônimos estes acidentes são mais comuns do que se pode imaginar, tanto entre os que se dizem atletas quanto naqueles que o são apenas nos fins de semana.

Segundo estatísticas, nos Estados Unidos ocorrem em média cem mil lesões do ligamento. No Brasil, os dados não são conclusivos, mas, acredita-se que o número também seja representativo.

Para o ortopedista Rene Abdalla, é, seguramente, a lesão mais frequente encontrada em esportistas. "Chego a operar 180 pacientes por ano", enfatiza.

O joelho é uma articulação importante em diversos movimentos, como andar, sentar, correr, agachar ou pular. Composto pelos ossos da coxa (fêmur) e da perna (tíbia), ainda inclui a patela, antigamente conhecida por rótula.

Para interligar todas essas partes, contamos com estruturas de suporte, como ligamentos, tendões e os meniscos, entre outros. "Estes últimos são pequenas estruturas formadas por cartilagem, que têm o objetivo de absorver impacto e oferecer estabilidade à articulação", explica o especialista.

As principais lesões não traumáticas de joelho, para quem não é atleta, são as inflamações dos tendões ou tendinites. As artroses são também queixas frequentes nos consultórios, especialmente em pessoas com mais de 60 anos. O problema também vem sendo bastante frequente entre mais jovens que tiveram seus meniscos retirados por algum problema anterior.

A retirada de meniscos era bastante corriqueira até meados da década de 1980, quando se constituia na única opção para correção dos problemas na região. "Hoje em dia a tecnologia é muito mais moderna e permite não apenas visualizar a localização exata da lesão, como repará-la", afirma o especialista em cirurgia do joelho Marcello Ganem Serrão.

Artroscopia

A principal queixa de dores nos joelhos de não-atletas é conhecida entre os médicos por condromalácea. Pouco conhecida, é mais frequente entre mulheres e atinge a articulação entre a patela e o fêmur.

Caracterizada por dor no segmento anterior do joelho, principalmente ao subir escadas, se levantar de uma cadeira ou esticar o joelho. O distúrbio também provoca estalos durante o movimento.

De acordo com Serrão, esse é processo inflamatório causado por má formação genética ou atrofia muscular crônica. "Embora possa atingir meninas ainda na adolescência, é mais comum a partir dos 20 anos de idade ou em pessoas sedentárias há mais de 10 anos."

O grande problema é que, se não diagnosticada e tratada corretamente, a inflamação pode levar à artrose ou à erosão da cartilagem, males ainda mais graves.

De acordo com o especialista, a prática de atividade física regular é a melhor maneira de prevenir a lesão, especialmente se forem incluídos exercícios de musculação, devidamente orientados por um profissional capacitado.

Confirmado o diagnóstico, o tratamento varia conforme o estágio do problema, e pode incluir medicamento antiinflamatório, sessões de fisioterapia, exercícios específicos e, às vezes, intervenção cirúrgica. Mesmo nesse último caso, a cirurgia é relativamente simples, realizada por artroscopia.

A técnica corrige lesões por meio de pequenos orifícios na pele, nos quais são introduzidos equipamentos que permitem enxergar o joelho internamente. E possibilitam ainda corrigir o problema, ao contrário das tradicionais cirurgias, com grandes cortes e longas internações hospitalares.

O vilão é o ligamento cruzado

Um pique ou deslocamento muitas vezes despretensioso, um passo em falso ou uma dividida mais dura. Se o pé estiver apoiado, o joelho faz um movimento rotacional, "esticando" o ligamento até causar um rompimento.

Depois disso, o atleta não sente mais nada além da dor, muita dor. É assim, o roteiro de uma ruptura do ligamento cruzado anterior, a lesão mais temida por 100% dos atletas.

O joelho é a maior e mais complexa articulação do corpo e depende de quatro complexos ligamentares básicos, assim como de músculos e tendões, para manter sua função normal.

De maneira simplificada, existem dois ligamentos nos lados do joelho: o ligamento colateral medial e o colateral lateral, e na parte central os ligamentos cruzados anterior e posterior. Este ligamento conecta a parte frontal da perna à parte posterior do fêmur (coxa) e evita que a perna deslize anormalmente para frente.

Desmanche

Os traumas mais comuns que promovem lesão do ligamento cruzado anterior são as torções e o choque direto contra o joelho, durante práticas esportivas (por exemplo, esqui no primeiro caso e futebol no segundo). Nesses casos, o joelho é forçado a uma posição anormal resultando em ruptura de um ou mais ligamentos.

"Na maioria dos casos, quando ocorre lesão desse ligamento, o atleta sente uma sensação de falseio, como se o joelho saísse do lugar, acompanhado por um estalo", explica o ortopedista Rene Abdalla.

O trauma é associado a inchaço, dor e incapacidade de continuar em atividade. Após algumas horas o joelho aumenta de volume (líquido intra-articular) e a marcha se torna dificultada. "Esses sintomas são piores nos dois primeiros dias, regredindo progressivamente, depois desse tempo", observa o especialista.

Fonte: www.parana-on-line.com.br

Tratamento por laser na Fisioterapia

A origem do vocábulo “laser” advém da sigla inglesa “LASER” - “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”, ou seja, Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação.
A Fisioterapia, assim como várias especialidades médicas, vem mostrando nos últimos anos grandes resultados na utilização do laser como recurso terapêutico. Quando nos referimos à Fisioterapia, o Laser utilizado é o LBP (Laser de Baixa Potência).
O laser pode ser composto de vários gases, tais como: CO2, Diodo, Neodímio (Nd) e Hélio-Neônio (hene). O laser hene é o mais empregado na reparação tecidual.
Para ser utilizado na reparação cutânea cicatricial o raio laser deve possuir ótima interação com o tecido cutâneo.

EFEITOS TERAPÊUTICOS

=> Antiinflamatório;
=> Analgésico;
=> Antiedematoso;
=> Cicatrizante.

INDICAÇÃO

Na fisioterapia os benefícios do laser diminuem o tempo de tratamento e ajudam:
=> Na cicatrização de ferimentos,
=> No fechamento de feridas abertas, úlceras e feridas pós-operatórias,
=> Na velocidade de condução do nervo
=> Nas artropatias degenerativas e inflamatórias
=> No alívio da dor; tanto em pontos gatilhos quanto em pontos de acupuntura.
=> Tem efeitos benéficos em lesões de tecidos moles - tendões, ligamentos e músculos e até em fortalecimento de tendões e ligamentos.

CONTRA-INDICAÇÕES:
=> Carcinoma.
=> Irritação cutânea.
=> Tratamento do tórax em pacientes cardíacos deve ser evitado, juntamente naqueles que têm marca-passo.
=> Olhos.

PERIODICIDADE DE APLICAÇÃO

O número de aplicações é variável segundo o tipo de ferida, fase cicatricial e protocolo utilizado.

CURATIVOS DURANTE O TRATAMENTO COM LASERTERAPIA

O leito da lesão deve ser mantido úmido, como, por exemplo, com SULFADIAZINA de PRATA Dermazine® Pratazine®
=> É uma pomada hidrofílica, composta por sulfadiazina de prata a 1%.
=> A prata: confere características bactericidas imediatas e bacteriostáticas residuais, provoca precipitação protéica e age diretamente na membrana citoplasmática bacteriana.
Pode ser associada:
=> Tintura de Confrei (Symphytum officinalis).
É indicado como cicatrizante e anti-inflamatório.
=> É tradicional no tratamento de feridas, especialmente queimaduras, e outras afecções cutâneas.
=> Extrato Glicólico de Calêndula
É indicado como anti-séptico, antiinflamatório, cicatrizante, antialérgico e bactericida.
O curativo deverá ser substituído em média a cada 12 ou 24 horas e toda vez que for contaminado.

domingo, 15 de março de 2009

O Alongamento - Músculos do Peito e Ombro

Músculo peitoral maior & menor, m. Coracobraquial
Estenda os braços para trás e para cima, de forma passiva, e fique nesta posição por 20 segundos, segurando-se numa rede. O alongamento também pode ser feito com ajuda de um companheiro de exercícios, que segurará os seus pulsos.Músculo peitoral maiorFique de pé, de frente para o canto de um canto. Coloque as mãos (ou os antebraços) contra as paredes e deixe o corpo cair para a frente. Pressione o corpo para dentro de tal forma que você sinta a tensão na frente da caixa toráxica. Fique nesta posição por 20 segundos.Músculo peitoral maior, m. grande redondoPressione lentamente o tronco para baixo, segurando-se na barra, com os braços esticados, por 20 segundos. Sinta o alongamento no peito. Você pode tornar o alongamento mais proveitoso se flectir os joelhos ligeiramente.Músculo peitoral maiorMantenha o antebraço na mesma posição de “A” e firme os pés no chão. Gire o tronco para fora e para a frente de maneira a que o peito seja empurrado o mais possível para a frente. Sinta a tensão no peito e na parte anterior dos ombros. Fique nesta posição por 20 segundos.M. subescapular, m. peitoral maior/porção clavicularCom a ajuda de um companheiro de exercícios, mova os braços para trás, alcançando a maior distância possível. A parte de cima dos braços continua junto aos lados do corpo. Fique nesta posição por 20 segundos.Músculo deltóide/porção ventral/m. peitoral maiorAlongamento passivo, fazendo o seu companheiro de exercícios puxar os cotovelos para trás e mantendo a posição por aproximadamente 20 segundos.M. deltóide, porção dorsal (tri. grande dorsal, m. trapézio)Pressione o cotovelo, com a maior força possível, com a outra mão, em direção ao outro ombro. Fique nesta posição por 10 a 15 segundos.
Fonte: Alongamentos.com
Publicada porRicardo

sábado, 14 de março de 2009

Doença De Alzheimer e Tratamento Fisioterápico

Entre as doenças que afetam o cérebro, o mal de Alzheimer é uma das mais cruéis. Ela se instala lentamente e mina a capacidade do indivíduo de se relacionar com o mundo exterior e consigo mesmo.

A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica progressiva do envelhecimento encontradas em adultos de meia-idade e, particularmente, em mais velhos, que afeta a substância cerebral e é caracterizada pela perda inexorável da função cognitiva, bem como distúrbios afetivos e comportamentais. A principal causa de demência em adultos com mais de 60 anos, o mal de Alzheimer, é responsável por alterações de comportamento, de memória e de pensamento (1).

A doença se caracteriza pela morte gradual de neurônios, as células nervosas do cérebro. As causas desse desastre são pouco conhecidas. Sabe-se que ele está relacionada a um acúmulo de duas proteínas, a beta-amilóide (2).

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia(3).

O envelhecimento normal do cérebro também se acompanha de atrofia, há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas da mesma idade afetadas pela doença. Ao exame microscópio, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais (4).

Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos. A placa senil é encontrada em todo o córtex e hipocampo e o número de placas por campo microscópio correlaciona-se com o grau de perda intelectual. Emaranhados neurofibrilares são estruturas fibrilares intracitoplasmáticas neuronais (5).

A degeneração e a perda neuronal são gerais, embora especialmente acentuadas nas células piramidais do hipocampo e células piramidais grandes no córtex associativo. A degeneração aparece cedo no núcleo basal de Meynert e mais tarde nos lócus coeruleos. A patologia inclui a presença de desarranjos neurofibrilares, placas neuríticas e degeneração granulovacuolar. Os desarranjos são massas intraneurofibrilares de filamentos citoplásticos (4).

Epidemiologia
Nos EUA, a prevalência da doença de Alzheimer em pessoas de 65 anos de idade ou mais é estimada como sendo de 10,3 %, elevando-se para 47 % naquelas acima de 80 anos. Até 2,6 % das pessoas acima dos 65 anos vem apresentar a Doença de Alzheimer anualmente. A freqüência varia pouco por sexo ou grupo étnico(1).

Etiologia
Embora a causa da Doença de Alzheimer não tenha sido estabelecida, há fortes suspeitas de uma base genética. A concordância para Doença de Alzheimer em gêmeos homozigóticos é maior que em gêmeos dizigóticos (3).

Agentes infecciosos e contaminantes ambientais, incluindo vírus lentos e metais (por exemplo o alumínio) são fatores etiológicos suspeitos. Os papéis destes fatores ainda não foram comprovados; no entanto, estes fatores ambientais estão sendo submetidos à investigação ativa. O envelhecimento normal está associado com decréscimo de alguns neurotransmissores, bem como com alguns dos achados neuropatológicos da doença. Portanto, surgiu a questão sobre se a doença seria devido a uma aceleração das alterações normais do envelhecimento (3).

As lesões crânio encefálicas, baixos níveis de instrução e síndrome de Down em um parente em primeiro grau também se associa a maior risco de doença de Alzheimer (3).

O quadro clínico da DA caracteriza-se por um declínio insidioso, progressivo da memória e de outras funções corticais como linguagem, conceito, julgamento, habilidades visuo-espaciais. Progressivamente instalam-se alterações intelectuais e de esfera afetiva, mas sobressaem os distúrbios de funções simbólicas: apraxias, agnosias (perda da capacidade de interpretar o que vê, ouve ou sente) e afasias. Pode ocorrer manifestação psicótica, como delírios e crises convulsivas (6). Apresentam geralmente delírios de infidelidade conjugal e roubos. Esses pacientes podem vagar, marchar, abrir e fechar gavetas rapidamente, bem como fazer as mesmas perguntas várias vezes. Anormalidades do ciclo sono-vigília podem tornar-se evidentes, como ficar acordado durante a noite, por pensar que ainda é dia claro (3). Alguns pacientes desenvolvem uma marcha arrastada, com rigidez muscular generalizada associada à lentidão e inadequação do movimento. Possuem com freqüência um aspecto parkinsoniano, mas raramente tem tremor em repouso rápido e rítmico. Podem evidenciar reflexos tendíneos hiperativos e reflexos de sucção e muxoxo. Abalos mioclônicos (contrações bruscas breves de vários músculos ou de todo o corpo) podem ocorrer espontaneamente ou em respostas a estímulos físicos ou auditivos (2).

As perdas cognitivas aumentam e o indivíduo evolui até ficar totalmente dependente de outros para a execução de suas atividades mais básicas. Em estágios mais avançados passa a não se alimentar, engasgar-se com a comida e saliva, o vocabulário fica restrito a poucas palavras, perde a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça, fica acamado e a morte sobrevém em conseqüência de complicações como pneumonia, desidratação ou sepse (6).

A demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios freqüentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir da descrição que vem seguir:

Estágio Inicial: perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade (7).

Estágio Intermediário: completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. Os pacientes se perdem constantemente, freqüentemente a ponto de conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs. A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar (7).

Estágio grave ou terminal: incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão (7).

A evolução da doença é gradual, e não rápida ou fulminante; existe um declínio constante, embora os sintomas em alguns pacientes pareçam se estabilizar durante algum tempo. Não ocorrem sinais motores ou outros sinais neurológicos focais ate tardiamente na doença (1). A duração típica da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante (2). O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte. (1)

Dentre as principais características estão (7):

Perda de memória: pode ter conseqüência na vida diária, de muitas maneiras, conduzindo a problemas de comunicação, riscos de segurança e problemas de comportamento.

Memória episódica: é a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida, passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo.

Memória semântica: esta categoria abrange a memória do significado das palavras, como por exemplo, uma flor ou um cão.

Memória de procedimento: esta é a memória de como conduzir os nossos atos quer física como mentalmente, por exemplo, como usar uma faca e um garfo, ou jogar xadrez.

Apraxia: é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato da força muscular, da sensibilidade e da coordenação estarem intactas.

Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar, ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.

Agnosia: é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.

Comunicação: As pessoas com doença de Alzheimer tem dificuldades na emissão e na compreensão da linguagem, o que, por sua vez, leva a outros problemas.

Mudança de personalidade: uma pessoa que tenha sido sempre calma, educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. São comuns as mudanças bruscas e freqüentes de humor.

Mudanças físicas: a perda de peso pode ocorrer, redução de massa muscular, escaras de decúbito, infecções, pneumonia.

A evolução é progressiva, inevitavelmente em incapacidade completa e morte. Ás vezes há estabilizações, durante as quais o distúrbio cognitivo permanece inalterado por um ou dois anos, mas depois a progressão é retomada. A duração é geralmente entre 4 a 10 anos, com extremos de menos de 1 ano e a mais de 20 anos (8).

Tratamento

Por enquanto, não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. Existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, tais como agitação, ansiedade, depressão, confusão e insônia. Infelizmente, estes medicamentos são apenas eficazes para um número limitado de doentes, apenas por um breve período de tempo e podem causar efeitos secundários indesejados. Por isso, aconselha-se geralmente a evitar a medicação, a menos que seja realmente necessária (7).

Descobriu-se que os doentes que têm a doença de Alzheimer têm níveis reduzidos de acetilcolina, um neurotransmissor (substância química responsável pela transmissão de mensagens de uma célula para outra) que intervém nos processos da memória (9).

Foram introduzidos, em alguns países, determinados medicamentos que inibem a enzima responsável pela destruição da acetilcolina. (4).

Os resultados no tratamento da doença são difíceis e frustrantes, pois não há medidas específicas e a ênfase primária é o alívio em longo prazo dos problemas comportamentais e neurológicos associados (2).

O tratamento é multimodal, desenvolvido e modificado com a progressão da doença, podendo ser obtido através da intervenção farmacológica (visando à fisiopatologia e sintomas da doença como ilusões e distúrbios do sono) e da intervenção comportamentais (melhora sintomas específicos bem como as AVDs). Atualmente os agentes farmacológicos empregados no tratamento visam inibir a acetilcolinesterase para aumentar os níveis de acetilcolina diminuídos no cérebro dos pacientes com Alzheimer. Os inibidores utilizados atualmente (utilizados apenas em doenças com déficit colinérgico como Alzheimer) são: Tacrina (melhora apatia e ansiedade), Donepezil (1).

Fisioterapia
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta (9).
Promover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos máximo de AVDs possível; o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto (exemplo, escova de dente), e realizar a ação motora (8).

O processo de reabilitação também inclui a realização de modificações ambientais necessárias para segurança do paciente e de modo que esse possa viver em um ambiente o mais aberto possível (8). Quedas podem ser devido a riscos ambientais o mais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos, etc). Tais riscos devem ser evitados. Os ambientes devem manter um apresentação familiar (não mudar a disposição da mobília desnecessariamente) e barras presas na parede e corrimãos devem ser instalados nos locais necessários (10).

As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que usamos nas pessoas de terceira idade que não apresentam demência, mas a maneira de aborda-las exige habilidade especial. O paciente pode não aparecer interessado em saber como a falta de flexibilidade articular, a fraqueza muscular ou o edema poderão afeta-lo; não tem condições de entender a relação que existe. O preparo antecipado dos planos de terapêutica impede que o fisioterapeuta pareça indeciso. O preparo de explicações claras e simples darão melhores resultados. A instrução deverá ser repetida da mesma forma; o emprego das palavras diferentes poderá confundir o paciente. Não é aconselhável entrar em conversas desnecessárias, pois podem desnorteá-lo mais ainda.Lançar mãos de gestos e sinais físicos para esclarecer e reforçar as instruções exigentes (9).

São comuns as alterações de sensibilidade, por isso evitar atração, a eletroterapia e os equipamentos que exigem colaboração de participação subjetiva. O calor somente deve ser usado naqueles capazes de reconhecer e dizer quanto é demasiado quente (9).

O estabelecimento de metas realizáveis no tocante à mobilidade é muito útil. Mesmo as realizações mais modestas merecem ser recompensadas por parabéns e pelo interesse que o fisioterapeuta demonstra pela pessoa (9).

A meta de reabilitação precisa ser redefinida para assegurar que o paciente permaneça seguro, independente, e capaz de realizar atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida pelo máximo de tempo que for razoável (8).

O processo de reabilitação pode começar enquanto o trabalho de diagnóstico está ainda sendo feito. Isso pode tornar a forma de treinamento básico em atividades da vida diária. Isso inclui o treinamento de atendentes para a assistência de paciente e a reabilitação de modificações ambientais necessárias para a segurança da pessoa confusa de modo que essa possa viver em um ambiente o mais aberto possível. Uma vez o diagnóstico tenha sido estabelecido, pode ser feito o planejamento cuidadoso para a assistência.

Nos estágios iniciais e médios da doença, a intervenção fisioterápica geralmente pode prolongar a habilidade de movimentar-se com facilidade (10).

É importante observar que inicialmente a intervenção fisioterápica pode ser potencialmente envolvida com a facilitação do planejamento motor e planejamento para compensação de perdas nas atividades de vida diária. A habilidade para andar é perdida mais tarde, e outros estudos relatam níveis comparáveis de comprometimento (7).

A intervenção fisioterápica para assistir o paciente e treinar os atendentes envolve a facilitação dos movimentos e planejamentos motor e o desenvolvimento ou refinamento de pistas ambientais e cognitivas para ajudar a realizar tarefas complexas (10).
O comprometimento cognitivo é o fator limitante. A análise ajuda o atendente a prover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos o máximo de AVDS possível; por exemplo, para escovar os dentes, o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar a escova de dentes, e realizar a ação motora. O paciente pode somente precisar de ajuda de alguém que coloque a escova em sua mão e a guie lentamente para a boca para que seja capaz de escovar os dentes (7).

A primeira meta da reabilitação é criar um ambiente (emocional e físico) que dê suporte (trabalhar ativamente para compensar as perdas cognitivas específicas dos pacientes na medida em que forem ocorrendo gradualmente). A meta final é ajudar os pacientes a sentirem que eles são capazes, de modo que continuem a tentar fazer por si próprios as coisas que possam fazer com segurança, independentemente de permanecerem em sua casa ou estarem vivendo em uma instituição (9).
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e exaustão. São preferíveis freqüentes e breves períodos de atividade física (10).

O fisioterapeuta pode contribuir muito com a melhora da qualidade de vida do paciente e da família (7).

Objetivos da reabilitação fisioterápica (7,8,9):

- Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,

- Evitar ou diminuir complicações e deformidades,

- Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),

- Manter ou devolver a ADM funcional das articulações,

- Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),

- Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,

- Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,

- Orientação sobre as posturas corretas,

- Treino do padrão da marcha,

- Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),

- Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.

Consiste basicamente na fisioterapia motora, que engloba desde exercícios ativos, passivos, auto-assistidos, contra-resistência, isométricos, metabólicos, isotônicos, ou seja, qualquer tipo de movimento é bem vindo no tratamento. Quando chega a uma segunda fase esta patologia, deve-se estimular atividades para que o paciente não fique o tempo inteiro na cama, evitando assim escaras de decúbito, comumente relatadas. Alongamentos e atividades de relaxamento podem ser realizados (10).

Outras modalidades de tratamento são eficazes, como a parte de exercícios para o condicionamento aeróbico, como estimular o paciente a realizar caminhadas, tanto por percursos diferentes, ou dependendo pelo mesmo percurso, estimulando assim concomitantemente a memória do paciente. Bicicletas estacionárias também são de grande valia, assim como se possíveis trabalhos de hidroterapia (9).

Exercícios para propriocepção e equilíbrio são fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões, bola, descarga de peso gradual, andadores, percursos (10).

Pode realizar atividades em que se estimule o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória (7).

Porém a principal atitude a ser tomada é a companhia que este paciente precisa, nunca deixa-lo no abandono, por isso a conversa com familiares sobre o assunto é importante, para que assim este paciente possa conviver normalmente num meio familiar, eliminando o risco de passar o resto de sua vida num asilo (6).

Conclusão
Existe uma busca de uma melhor qualidade de vida para os pacientes e dos vários tipos de tratamento para a doença de Alzheimer, com o objetivo de amenizar os sintomas. Porém enquanto não for descoberta a etiologia dessa patologia, torna-se difícil chegar á cura dessa doença.

A fisioterapia busca melhoria na qualidade de vida do paciente, sendo que o paciente com Alzheimer necessita de uma reabilitação global, envolvendo uma equipe multidisciplinar, e que a fisioterapia tem um papel fundamental tanto na reabilitação motora quanto no retorno as relações interpessoais e na obtenção de independência por parte do paciente.

Retirado de http://fisioterapiaportoalegre.wordpress.com/area-de-atuacao/fisioterapia-neurofuncional/doenca-de-alzheimer-e-tratamento-fisioterapico/

quinta-feira, 12 de março de 2009

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