quinta-feira, 30 de abril de 2009
O que é Fisioterapia Facial
O Maxilar determina o formato do rosto de uma pessoa, e isso faz com que ela tenha seu estilo. A articulação que liga o maxilar aos ossos do crânio é a temporo-mandibular, ou como é conhecida “ATM”.
Podem ocorrer diversos problemas envolvendo a face, tanto articulares, quanto musculares. Os mais comuns são as paralisias faciais, distúrbios ortodônticos como oclusão dental, distúrbios de pele, como acne, manchas e rugas. A fisioterapia pode ajudar nestes casos e em outros, atuando sempre de forma multidisciplinar para ajudar o paciente a se recuperar mais rapidamente. Os pós-operatórios dentários e de cirurgias plásticas, por exemplo, podem dar uma ajuda expressiva aos pacientes que realizam fisioterapia, através de drenagens faciais e conduta antiinflamatória. A fisioterapia facial cuida de distúrbios inflamatórios, dolorosos, edemas, distúrbios articulares, dores de cabeça, traumas na região do rosto, distúrbios da pele (acne, manchas, cicatrizes e rugas), distúrbios musculares e linfáticos.
A fisioterapia será destinada ao controle da dor e sintomas na fase inicial de tratamento, possibilitando, posteriormente, durante a fase assintomática do paciente, o restabelecimento de um equilíbrio do sistema músculo-esquelético e das estruturas faciais envolvidas por meio de exercícios para ganho de força, resistência, coordenação e propriocepção. A avaliação da coluna cervical é sempre necessária nas queixas de dor facial, pois muitas vezes a musculatura torna-se rígida na região do pescoço causando dores de cabeça. Os músculos inseridos na mandíbula se relacionam direta ou indiretamente com os músculos cervicais e torácicos. As estruturas crânio-cervicais são relacionadas ente si, formando um complexo que por sua vez é integrado a outras estruturas do corpo humano.
São objetivos do fisioterapeuta dermato-funcional facial preservar, manter, desenvolver e/ou restaurar a integridade de órgãos, função ou sistemas tegumentar e músculo-esquelético, garantindo melhor condição bio-psíquico-social do indivíduo elevando sua qualidade de vida.
Dra. Juliana Prestes Mancuso
Crefito3 70205-F
Fisioterapeuta formada pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida (UVA)
Especialista em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica e Reabilitação do Sistema Músculo-esquelético pelo Instituto Cohen de Ortopedia, Fisioterapia e Medicina Esportiva, em parceria com a Universidade São Marcos
Especialista em Reabilitação do Sistema Musculoesquelética pela Irmandade Santa Casa de Misericórdia
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Distrofia de Becker
A Distrofia Muscular tipo Becker (DMB) afeta, como a de Duchenne (DMD), indivíduos do sexo masculino, com herança ligada ao cromossomo X. A incidência é de 1 indivíduo doente para cada 30000 nascimentos masculinos.
Os indivíduos portadores de DMB apresentam uma grande heterogeneidade de comprometimento muscular, havendo alguns pacientes com sintomas muito leves. Os sintomas e sinais são semelhantes aos da DMD, com início mais tardio e evolução clínica mais lenta.
Pacientes com DMB transmitem o cromossomo afetado para suas filhas que não serão afetadas mas poderão transmitir a doença para seus filhos do sexo masculino. Os filhos do sexo masculino não receberão o cromossomo afetado, não sendo portadores e nem transmitindo a doença.
As etapas para o diagnóstico seguem os procedimentos usados em DMD.
Fibrose cística
A fibrose cística é uma doença, é hereditáriaa e afeta tanto homens quanto mulheres. Esta doença genética faz com que determinadas glândulas produzam secreções anormais, sendo no trato digestivo, pulmões e também no sistema reprodutor onde a sintomatologia á mais grave e incapacitante.
O diagnóstico pode ser confirmado através da dosagem de sódio e cloro no suor e também de exame de sangue, DNA e o exame dopézinho que se faz ao nascer.
Os sintomas são muito variados, mas por alterar a composiçaõ química de todas as glândulas que produzem alguma secreção desde prodção do suor até da bile pelo pancrêas. E em relação ao aparelho digestivo, é comum a insuficiência pancreática, ocasionando a síndrome de má-absorção, cirrose biliar, obstrução intestinal e, frequentemente refluxo.
No âmbito do aparelho reprodutor, nas mulheres, o muco vaginal é espesso e com características bioquímicas alteradas dificulta a sobrevivência do espermatozóide resultando em infertilidade. Nos homens ocorre uma baixa na produção dos espermatozóides ou simplesmente a ausência da produção.
Entre os sintomas otorrinolaringológicos da Fibrose Cistica, descreve-se a produção de secreção salivar espessa ainda na infância, com dilatação e fibrose dos ductos glandulares.
As principais causas de morte entre os pacientes com Fibrose Cistica está relacionada à insuficiência respiratória e à desnutrição derivada da síndrome de má absorção.
O tratamento dependerá da idade do paciente e do grau de evolução da doença, mas os objetivos do tratamento será sempre a manutenção adequada do estado nutricional e tratamento das complicações especialmente pulmonares. A fisioterapia é um dos principais pilares no tratamento do paciente com fibrose cística que contribui para a qualidade de vida, estimulando a atividade física e fornecendo suporte psicosocial.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Como prevenir Lesões por Esforços Repetitivos?
Nos últimos anos, aumentou o número de brasileiros que sofrem de Lesões por Esforços Repetitivos (L.E.R.), principalmente devido ao uso freqüente do computador. A doença, que também é conhecida como Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), atinge mais as mulheres.
Segundo o ortopedista Sérgio Gama, de São Paulo, a proporção é de 85% de mulheres para 15% de homens diagnosticados e a faixa etária mais afetada está entre os 20 e 40 anos. "As mulheres são mais tensas e preocupadas que os homens, já que têm muitas responsabilidades. Elas chegam a enfrentar duas e até três jornadas de trabalho enquanto os homens não", acrescenta ele.
O rótulo de L.E.R. enquadra-se em um conjunto de problemas ortopédicos que envolvem nervos, tendões e músculos. "São as tenossinovites (inflamação da bainha dos tendões), as tendinites (inflamação dos tendões), epicondilites (inflamação do epicôndilo, proeminência óssea localizada na face lateral da extremidade distal do úmero), síndromes compressivas e outras enfermidades associadas ao uso repetitivo de segmentos do corpo, principalmente membros superiores, onde ocorrem com maior freqüência esses tipos de lesões", esclarece Rames Mattar, ortopedista de São Paulo.
"A cura das Lesões por Esforços Repetitivos acontece em 100% dos casos, quando diagnosticados nos primeiros estágios"
O tratamento demanda diagnóstico preciso e equipe multidisciplinar. "O sintoma mais freqüente é a dor, que no início surge durante o período de trabalho. O diagnóstico é baseado no exame médico", explica Mattar.
Na avaliação, além do exame físico, são importantes as informações e observações relativas ao posto de trabalho, condições e informações prestadas pelo paciente. "Elas serão úteis para esclarecer a relação da doença com a atividade profissional, para a detecção de fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e planejamento eficaz de medidas preventivas", afirma o especialista.
De acordo com Gama, o repouso do segmento afetado é fundamental. "O afastamento do trabalho, onde geralmente se encontra o fator causal, é necessário. A utilização de analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes musculares e fisioterapia compõem a primeira abordagem terapêutica. Há casos que necessitam de imobilização. Os casos crônicos podem exigir tratamento cirúrgico. A troca de função, o afastamento prolongado ou até definitivo de determinadas atividades pode ser preciso", diz ele.
Este foi o caso da advogada Claudete de Almeida, de São Paulo, que precisou ficar 15 dias de repouso em casa por causa da doença. "Eu sentia muitas dores e não sabia o motivo. Sempre achava que estava dormindo de mau jeito ou qualquer coisa parecida, mas não imaginei que poderia ser L.E.R. Depois de passar quatro meses com dores, procurei um médico para fazer exames e iniciar tratamento. Foi preciso imobilizar e fiquei em casa por duas semanas", conta a advogada, de 38 anos.
A cura das Lesões por Esforços Repetitivos acontece em 100% dos casos, quando diagnosticados nos primeiros estágios. Nos casos mais graves, a cura (integral ou parcial) dependerá da disciplina e de boas condições psicológicas do lesionado.
Prevenção
- Evitar atividade repetitiva e prolongada (datilografar ou digitar horas seguidas, sem interrupção).
- Melhorar as condições ergonômicas do trabalho (cadeiras e mesas adequadas, apoiadores de antebraços para digitadores etc).
- Descanso intercalado durante a jornada de trabalho, destinando 10 minutos em cada hora para exercícios de alongamento e relaxamento.
- Ação conjunta entre empregadores e empregados que visem prevenir as lesões decorrentes de esforços repetitivos.
A Fisioterapia na saúde da mulher.
A Fisioterapia tem evoluído como ciência e cada vez mais, novos métodos e técnicas estão sendo desenvolvidos pelos fisioterapeutas. A fisioterapia na saúde da mulher desenvolve trabalhos preventivos e reabilitadores nas áreas de oncologia mamária, climatério, gestação e pós-parto, dor pélvica crônica e uroginecologia (incontinência urinária e disfunções sexuais), visando a melhoria nas condições físicas da mulher através de programas personalizados e especializados de acordo com suas necessidades.
Câncer de mama:
Após a cirurgia, a mulher passa a ter uma nova realidade de seu esquema corporal devido a importantes alterações que ocorreram em níveis; anatômico, fisiológico e funcional. Baseada nessas alterações é que a fisioterapia, desempenha papel fundamental por apresentar um conjunto de possibilidades terapêuticas suscetíveis, intervindo desde a mais precoce recuperação funcional até a prevenção e tratamento de seqüelas como; dor, restrição de movimentos, diminuição de força muscular, aderência da cicatriz, alterações posturais e linfedema.
As principais técnicas utilizadas para a recuperação das pacientes mastectomizadas são: Terapia Física Complexa Descongestiva, Diafibrólise Percutânea, Pilates e RPG.
Gestação e pós-parto:
A fisioterapia no pré-parto prepara a gestante utilizando-se de exercícios de fortalecimento para a musculatura perineal, membros superiores e inferiores através de exercícios específicos; alongamentos; exercícios de correção postural, favorecendo o equilíbrio corporal da gestante; técnicas de respiração para parto; drenagem linfática, prevenindo e ou evitando transtornos circulatórios.
O objetivo da fisioterapia pré e pós-parto é garantir à gestante uma gravidez mais saudável e tranqüila. Fazem parte do tratamento a drenagem linfática manual, RPG, Pilates e fisioterapia uroginecológica.
Uroginecologia – Uma das mais recentes especializações da fisioterapia no Brasil.
Até poucos anos atrás, se acreditava que o tratamento da incontinência urinária e dos prolapsos eram estritamente cirúrgicos, conceito este, reformulado após o desenvolvimento da técnica de fisioterapia uroginecológica.
A fisioterapia uroginecológica atua no tratamento conservador das disfunções urogenitais, ou seja, mulheres que são acometidas de problemas que envolvem os músculos do assoalho pélvico (músculos que circundam a vagina e o ânus). A organização mundial de saúde (OMS), em consenso, recomenda o tratamento fisioterapêutico em pacientes com incontinência urinária ou prolapso leve como primeiro tratamento, visto que vários estudos têm mostrado a possibilidade desta intervenção evitar ou postergar o processo cirúrgico.
Os músculos do assoalho pélvico tem uma função importante no corpo; a de manter todas as estruturas da pelve em seu lugar, exercendo suas funções corretamente, portanto traumas como partos numerosos e/ou complicados, cirurgias vaginais, predisposição muscular a flacidez entre outros, podem provocar alterações nessa estrutura e por fim, disfunções que acarretam em danos à saúde da mulher.
As morbidades mais freqüentes são: Incontinência Urinária, Cistocele (mais conhecido como "bexiga caída ou baixa"), disfunções sexuais como anorgasmia, vaginismo e dispaurenia. A Incontinência Urinária que é a perda involuntária de urina, como a cistocele e a anorgasmia (ausência de orgasmos durante a relação sexual) são causadas a princípio por uma flacidez da musculatura do períneo, a mulher perde sua força muscular, acarretando em dificuldades de conter o jato urinário e diminuindo seu prazer e do seu parceiro durante as relações sexuais.
No vaginismo e dispaurenia a mulher sente dor vaginal, externa, com pontos dolorosos ou internas, chegando ao ponto de não conseguir manter relações sexuais. A fisioterapia age diminuindo essa dor e o desconforto causado pelos espasmos da musculatura. A terapia em geral consiste no fortalecimento do assoalho pélvico (períneo) e na reeducação do funcionamento da bexiga. No tratamento são utilizados diversos recursos a fim de promover o bem-estar da paciente: cinesioterapia, eletroterapia, exercícios proprioceptivos, orientações e modernas técnicas prescritas após minuciosa avaliação e reavaliação constante. Os portadores de incontinência urinária, prolapsos e dores relacionadas às cicatrizes cirúrgicas no períneo podem e devem ser tratadas por esse método: simples, indolor e eficaz.
Estupor e coma
Os níveis de actividade num cérebro normal variam constantemente e são muito diferentes entre o estado de vigília e o do sono. A actividade cerebral quando a pessoa está concentrada e reflecte é diferente da actividade de uma pessoa que está relaxada numa praia. Estes níveis diferentes são estados normais e o cérebro pode passar rapidamente de um estado de alerta para outro. Durante estados anormais de alerta (níveis alterados de consciência), o cérebro não pode passar de uma função para outra de forma adequada.
A parte do cérebro que se encontra na profundidade do tronco cerebral (Ver secção 6, capítulo 59) controla os níveis de consciência e estimula ritmicamente o cérebro para manter um estado de vigília e de alerta. Durante o estado de consciência recebe-se habitualmente informação visual pelos olhos, som pelos ouvidos, sensações tácteis pela pele, assim como estímulos de qualquer outro órgão sensorial, com o objectivo de ajustar um nível de alerta adequado. Quando este sistema ou as suas conexões para outras partes do cérebro não funcionam normalmente, as sensações recebidas não conseguem influenciar os níveis do cérebro de vigília e de alerta de maneira correcta. Nestes casos, o nível de consciência diminui. Os períodos de perturbações da consciência podem ser de curta ou de longa duração e podem abranger desde estados de confusão ligeira até uma situação de inconsciência total.
Existem vários termos médicos para descrever os níveis anormais de consciência. Nos estados de delírio e de confusão, a pessoa pode estar completamente desperta mas desorientada; por outras palavras, pode confundir os acontecimentos passados com os presentes e pode estar agitada e incapaz de interpretar e de compreender as situações de maneira correcta. (Ver secção 6, capítulo 76) O embotamento é um nível diminuído de alerta. A hipersónia é um sono excessivamente duradouro ou profundo de que alguém só pode despertar se for estimulado energicamente. (Ver secção 6, capítulo 64) O estupor é uma falta profunda de resposta caracterizada por somente se conseguir despertar a pessoa durante um período breve de tempo e só com uma estimulação enérgica e repetida, como safanões, gritos, beliscões ou picadas. O coma é um estado semelhante à anestesia ou ao sono profundo, caracterizado por não se poder despertar a pessoa. Num estado de coma profundo podem estar ausentes inclusive os reflexos de esquiva primitivos, como os que se verificam face à dor.
Causas
Muitas doenças graves, lesões ou anomalias podem afectar o cérebro e causar estupor e coma. Um breve estado de inconsciência pode ser causado por um traumatismo leve na cabeça, por convulsões ou por uma diminuição da chegada de sangue ao cérebro, como no caso de desmaios ou de um icto. Um estado de inconsciência prolongado pode ser provocado por um traumatismo na cabeça mais grave, uma encefalite, uma reacção tóxica aos medicamentos ou à ingestão intencional de sedativos ou de outras substâncias. O metabolismo do corpo que controla os valores do sal, do açúcar e de outras substâncias químicas do sangue pode também afectar a função cerebral.
Diagnóstico
A perda de consciência pode ser consequência de um problema de saúde pouco importante ou pode constituir um sintoma de uma doença grave; por conseguinte, requer sempre uma avaliação do médico. Uma perda de consciência pode ser uma urgência médica, por exemplo, quando é provocada por uma obstrução das vias respiratórias ou por uma dose alta de insulina que tenha reduzido perigosamente o valor do açúcar no sangue. Perante uma pessoa inconsciente, o pessoal do serviço de urgência tenta sempre, em primeiro lugar, afastar a possibilidade de uma situação potencialmente mortal.
Uma pessoa inconsciente representa um desafio para todo o pessoal médico. As pessoas afectadas por uma doença que possa causar a perda de consciência podem ajudar a estabelecer um diagnóstico rápido se levarem consigo uma identificação médica a esse respeito. Essas doenças são a diabetes, a epilepsia, uma arritmia cardíaca, a asma e doenças renais e hepáticas graves. Dado que uma pessoa inconsciente não pode falar, os familiares e os amigos devem proporcionar ao médico toda a informação relativamente aos medicamentos, às drogas, ao álcool ou a qualquer outra substância tóxica que tenha podido ingerir. Se tiver tomado um medicamento ou uma substância tóxica, o médico quererá ver uma amostra desta substância ou da sua embalagem.
O pessoal da urgência ou o médico verificam se as vias respiratórias não estão obstruídas e se a respiração, a pressão arterial e o pulso estão normais. Verificam também a temperatura corporal, dado que uma febre alta é um sinal de infecção e uma temperatura muito baixa pode significar que a pessoa esteve exposta ao frio durante um tempo prolongado. Examina-se a pele à procura de lesões, de sinais de injecções de droga ou de reacções alérgicas e o couro cabeludo é examinado para detectar feridas ou contusões. O médico procede também a um exame neurológico pormenorizado, embora este se efectue sem a colaboração do doente, pois ele encontra-se inconsciente.
Procura também sinais de uma lesão cerebral. Uma indicação de lesão cerebral é a respiração de Cheyne-Stokes, uma forma de respiração que alterna uma fase rápida e outra mais lenta, seguida de uma interrupção de vários segundos e posteriormente volta à fase rápida e assim sucessivamente. São também sinais de lesões cerebrais significativas as posturas inabituais, especialmente a rigidez da descerebração, na qual se observa uma contracção da mandíbula, e o pescoço, as costas, os braços e as pernas encontram-se imóveis, rígidos e esticados. Uma flacidez geral do corpo é ainda mais preocupante, dado que indica uma perda total de actividade em certas áreas importantes do sistema nervoso.
Os olhos podem também proporcionar informação importante sobre o estado do doente. O médico analisa a posição das pupilas, a sua capacidade para se mover, o seu tamanho, a reacção a uma luz intensa, a capacidade de seguir um objecto em movimento e o aspecto da retina. As pupilas de tamanho desigual podem ser um sinal de que algo exerce pressão dentro do crânio. O médico necessita de saber se habitualmente as pupilas do doente já eram de tamanho diferente ou se ele está sob medicação contra o glaucoma, o que pode modificar o tamanho das pupilas.
Os exames de laboratório podem acrescentar informação sobre as possíveis razões do estado de estupor ou de coma. As análises ao sangue medem os valores do açúcar, dos glóbulos vermelhos (à procura de anemia), dos glóbulos brancos (à procura de uma infecção), os valores do sal, do álcool (à procura de embriaguez) e a concentração de oxigénio e de anidrido carbónico. Faz-se também uma análise à urina, à procura de açúcar e de substâncias tóxicas.
Podem fazer-se outros exames, como uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou uma ressonância magnética (RM) do crânio para excluir uma lesão cerebral ou uma hemorragia. Se o médico suspeitar de uma infecção, efectua uma punção lombar (inserção de uma agulha na coluna lombar) para extrair uma amostra do líquido cefalorraquidiano e proceder ao seu exame. Em doentes cujo estado de coma pode ser devido a um tumor ou a uma hemorragia cerebral, faz-se imediatamente uma TAC ou uma RM antes da punção lombar, para assegurar que a pressão cerebral não está elevada.
Tratamento
A alteração rápida de um estado de consciência é uma urgência médica que requer atenção e tratamentos imediatos. Para poder instaurar um tratamento eficaz é imprescindível estabelecer o diagnóstico, embora nem sempre possa fazer-se rapidamente. Até dispor dos resultados das análises específicas (para o que podem ser necessárias horas ou dias), a pessoa entra numa unidade de cuidados intensivos, onde as enfermeiras podem controlar o ritmo cardíaco, a pressão arterial, a temperatura e a concentração de oxigénio no sangue.
Muitas vezes, administra-se oxigénio imediatamente e coloca-se um cateter endovenoso para fornecer medicação rapidamente. A primeira coisa é administrar glicose, um açúcar simples, por via endovenosa, mesmo antes de receber os resultados dos exames de açúcar no sangue. Se o médico suspeita que a diminuição de consciência foi provocada por um opiáceo, pode administrar-se o antídoto naloxona enquanto se recebem os resultados das análises ao sangue e à urina. Se se suspeitar que a pessoa ingeriu algum tóxico, pode proceder-se a uma lavagem gástrica para identificar o seu conteúdo e eliminar a substância do estômago. Podem administrar-se sangue, líquidos e medicação para manter normais o ritmo cardíaco e a pressão arterial.
No caso de coma profundo, o cérebro pode estar tão lesionado que lhe seja impossível assumir funções corporais primárias, como respirar. Nessas circunstâncias pode ser necessário um ventilador (respirador artificial) para ajudar a função pulmonar.
Prognóstico
É muito difícil prever as possibilidades de recuperação de um estado de coma profundo que tenha durado mais de duas horas. As possibilidades de recuperação dependem da causa que o provocou. Se o coma é devido a uma lesão (traumatismo) da cabeça, pode alcançar-se uma recuperação importante mesmo que o coma tenha durado várias semanas (mas não mais de três meses). No caso de ter sido por paragem cardíaca ou por falta de oxigénio, é pouco provável que a recuperação seja total, sobretudo se o coma tiver durado um mês. No caso daquelas pessoas que estiveram em coma profundo ao longo de várias semanas, a família deve decidir se quer que o médico continue a manter o ventilador, a alimentação artificial e a medicação. A família deve tratar destes aspectos com o médico e mostrar-lhe qualquer documento que contenha os desejos de cuidados médicos da pessoa em coma no que respeita à sua última vontade, como um testamento ou uma delegação de poderes a esse respeito que ela tivesse redigido anteriormente.
Em certos casos, depois de um traumatismo cerebral, de uma falta de oxigénio ou de uma doença que afecte gravemente o cérebro, o doente com uma lesão cerebral grave pode entrar num estado vegetativo. Nesta situação, o doente tem padrões relativamente normais de vigília e de sono; pode respirar e deglutir espontaneamente e inclusive ter reacções de sobressalto perante ruídos fortes, mas perdeu de forma temporária ou permanente a capacidade de pensar e de agir conscientemente. A maioria das pessoas em estado vegetativo tem reflexos anormalmente exagerados, para além da rigidez e dos movimentos espasmódicos dos braços e das pernas.
O estado de cativeiro (locked-in) é uma situação pouco frequente na qual a pessoa está consciente e pode pensar, mas tem uma paralisia tão grave que só pode comunicar abrindo e fechando os olhos para responder a perguntas. Pode acontecer em casos de paralisia grave dos nervos periféricos ou em certos acidentes vasculares cerebrais agudos.
O caso mais grave de perda de consciência é o da morte cerebral. Neste estado, o cérebro perdeu todas as funções vitais de maneira permanente, incluindo a consciência e a capacidade de respirar. Sem medicação e sem um ventilador, a morte ocorre rapidamente. As definições legais mais aceites consideram a pessoa morta quando o cérebro deixou de funcionar mesmo que o coração continue a bater. Geralmente, os médicos podem declarar a morte cerebral 12 horas depois de ter corrigido todos os problemas susceptíveis de tratamento, mas sem que exista reacção por parte do cérebro (inclusive nem à dor provocada); os olhos não reagem à luz e a pessoa não respira sem o ventilador. No caso de subsistir alguma dúvida, um electroencefalograma (registo da actividade eléctrica do cérebro) mostrará que não existe qualquer função. Uma pessoa em morte cerebral, que está com ventilador artificial, pode ter ainda alguns reflexos se a medula espinhal continuar a funcionar.
| Doenças associadas a uma diminuição da consciência | |
| Problema | Possíveis consequências |
| Icto | Uma pessoa pode entrar em estado de coma depois de um icto, de forma súbita ou gradual, num lapso de horas. |
| Lesões da cabeça (contusões, feridas, pancadas), hemorragia dentro ou à volta do cérebro. | Uma pessoa pode entrar em estado de coma de maneira fulminante ou lentamente no decurso de várias horas depois de uma ferida na cabeça. O coma pode ser provocado por um ferimento no cérebro ou devido a uma hemorragia dentro do crânio (hematoma). |
| Infecção (meningite, encefalite, sepse). | As infecções do cérebro ou as infecções graves fora do cérebro que provocam febre elevada, subsâncias tóxicas no sangue e uma pressão arterial baixa podem perturbar a função cerebral e conduzir a um estado de coma. |
| Falta de oxigénio. | Uma lesão cerebral é irreversível alguns minutos depois de uma privação total de oxigénio. A falta de oxigénio acontece na maioria dos casos depois de uma paragem cardíaca e, com menos frequência, por uma doença pulmonar grave. |
| Inalação de grandes quantidades de monóxido de carbono (por exemplo, gases de tubo de escape de um automóvel ou de um aquecedor a gás). | O monóxido de carbono adere à hemoglobina dos glóbulos vermelhos, impedindo-os de transportar o oxigénio. Uma intoxicação grave por monóxido de carbono pode provocar um coma ou danos irreversíveis no cérebro devido à falta de oxigénio. |
| Crise epilética. | Por vezes, a seguir a uma crise convulsiva surge o coma; neste caso, o coma dura apenas alguns minutos. |
| Efeitos tóxicos de medicamentos de prescrição médica, drogas ou álcool. | A intoxicação alcoólica pode levar ao estupor ou produzir um coma, especialmente quando a concentração de álcool no sangue excede o 0.2%. Muitos fármacos de prescrição médica e também muitas drogas podem causar um coma. |
| Insufuciência hepática ou renal. | O com é um sinal de insuficiência hepática que indica muita gravidade, como acontece no caso de uma hepatite aguda. A insuficiência renal raramente produz um coma, dado que a diálise pode depurar o sangue. |
| Valores de açúcar altos e baixos no sangue. | Um valor muito baixo de açúcar no sangue (hipoglicemia) pode causar um coma. O tratamento imediato com glicose endovenosa evita uma lesão permanente do cérebro. Um valor muito alto de açúcar no sangue (hiperglicemia) pode também provocar um coma, mas muito menos frequente e menos grave do que o provocado pela hipoglicemia. |
| Temperatura corporal muito alta ou muito baixa. | Temperaturas muito elevadas (acima dos 41ºC ) podem lesar o cérebro e provocar um coma. A temperatura corporal abaixo dos 35ºC (hipotermia) reduz a actividade cerebral até chegar ao estupor ou ao coma. |
| Desmaio (síncope). | O estado de coma provocado por um desmaio dura apenas alguns segundos, a não ser que a queda provoque uma lesão na cabeça. |
| Perturbações psiquiátricas. | O fingimento de estar doente ou ferido, a histeria e a catatonia (uma perturbação esquizofrénica durante a qual a pessoa parece estar em estado de estupor) podem assemelhar-se a um estado de inconsciência |
Tendinite poplítea
A tendinite poplítea é uma rotura no tendão poplíteo, que se estende desde a superfície externa da parte inferior do osso da coxa (fémur), diagonalmente, através da face posterior do joelho até à parte interna da extremidade superior da tíbia.
O tendão poplíteo evita as torsões para fora da metade inferior da perna durante a corrida. A excessiva rotação do pé para dentro (pronação), assim como correr encosta abaixo, tendem a exercer uma tensão excessiva sobre este tendão, podendo rasgá-lo.
A dor e a inflamação, particularmente quando se corre encosta abaixo, manifestam-se ao longo da face externa do joelho. Não se deve voltar a correr até que a dor desapareça de todo e ao retomar as corridas também não se deve correr encosta abaixo, pelo menos durante 3 semanas. O ciclismo é uma boa alternativa de exercício durante o período de cura. As palmilhas para o calçado, especialmente uma cunha triangular colocada ao nível da parte interna do calcanhar, ajudam a manter o pé a salvo de rotações para dentro.
Dorsalgia de levantador de pesos
A dorsalgia de levantador de pesos (entorse lombar) é uma lesão dos tendões e músculos da parte inferior das costas, que causa espasmos musculares e inflamação.
Qualquer esforço importante pode lacerar os músculos e tendões da parte inferior das costas (a região lombar). Este tipo de lesão é frequente nos desportos que implicam empurrar ou puxar grandes pesos, como levantar um peso do chão ou agarrar ou empurrar um jogador adversário no futebol americano. Este tipo de lesão também se observa nos desportos que exigem torções repentinas das costas: dar a volta para driblar depois de capturar um ressalto no basquetebol ou manipular um taco de basebol ou um taco de golfe.
Os factores de risco que favorecem uma lesão da zona lombar incluem uma curvatura exagerada da parte inferior da coluna vertebral, a pélvis (osso da bacia) deslocada para a frente, os músculos das costas demasiado rígidos ou fracos, os músculos abdominais débeis e os músculos do tendão do escavado poplíteo pouco flexíveis. As costas também são propensas a lesões quando a coluna vertebral está enfraquecida pela artrose, as vértebras mal alinhadas, os discos com hérnias ou roturas, ou um tumor ósseo.
Uma lesão da zona lombar costuma causar uma dor repentina nas costas durante uma torção, um empurrão ou um estiramento. De início, a dor não é suficientemente forte para interromper os exercícios; contudo, o músculo ou o tendão lacerado continua a perder sangue e incha. Duas ou três horas mais tarde, produzem-se espasmos que causam uma dor intensa. A pessoa costuma preferir permanecer imóvel, com frequência acocorada em posição fetal, dado que os espasmos musculares podem agravar-se por qualquer movimento das costas. A zona inferior das costas pode doer ao tacto e piora quando a pessoa se inclina para a frente.
Logo que seja possível, depois da lesão, a pessoa deve permanecer em repouso absoluto, aplicando gelo e compressas sobre a inflamação. Os exercícios para fortalecer os músculos abdominais que ajudam a estabilizar as costas, e aqueles para distender e fortalecer os músculos das costas, são benéficos depois de ter começado a cura. Uma máquina de remo é excelente para o fortalecimento das costas, se não provocar dor.
Uma curvatura exagerada da parte inferior da coluna vertebral (que tende a aumentar a tensão sobre os músculos que a sustentam) é determinada, em grande parte, pela inclinação da pélvis. Portanto, a curvatura exagerada pode ser atenuada com uma variedade de exercícios que inclinam a parte superior da pélvis para trás, ou seja, para uma posição mais normal. Esses exercícios consistem no fortalecimento dos músculos abdominais (para os encurtar) e o estiramento dos músculos da coxa (para os alongar). Usar uma faixa para levantar pesos pode ajudar a prevenir as lesões das costas.
SÍNDROME DE RUBINSTEIN-TAYBI
A síndrome de Rubinstein-Taybi (SRT) foi descrita primeiramente em um relatório de caso em 1957, mas foi só em 1963 que dois médicos Jack H. Rubinstein & Hooshang Taybi descreveram o quadro de sete crianças com polegares e hálux largos e grandes, anormalidades faciais, e retardo mental. Desde então a síndrome ficou prontamente identificável e foram informados centenas de casos no mundo todo.
| CARACTERÍSTICAS DE RTS |
Características típicas da síndrome incluem estatura baixa, nariz bicudo, orelhas ligeiramente malformadas, um palato altamente curvado, fendas antimongolóides dos olhos, sobrancelhas grossas ou altamente curvadas, cabeça pequena, polegares largos e/ou dedos do pé grandes. Às vezes, os polegares e/ou hálux são angulados. Outras características típicas incluem uma marca de nascença plana vermelha na testa, articulações hiperextensíveis, pelve inclinada e pequena, e excesso de cabelos. Meninos com síndrome de Rubinstein-Taybi normalmente apresentam testículos que não descem (criptorquidia).
O retardo mental está associado à síndrome de Rubinstein-Taybi. A extensão de retardo mental varia em cada indivíduo: muitos podem estar moderadamente afetados, alguns mais e outros com intensidade maior. Cada criança deveria ser avaliada por uma base individual.
| Problemas médicos envolvidos com síndrome de Rubinstein-Taybi |
Problemas típicos depois de nascimento incluem dificuldades na alimentação, infecções respiratórias, infecções de ouvido, infecções de olho e anormalidades como obstrução de tubo lacrimal, excesso de mucosa, e às vezes diarréia, ao invés da constipação crônica mais comumente encontrada. Problemas oculares, anomalias cardíacas, anormalidades vertebrais, refluxo gastroesofágico e vômitos, anormalidades de rim, problemas ortopédicos são freqüentemente encontrados em indivíduos com síndrome de Rubinstein-Taybi. Os cirurgiões devem estar cientes dos possíveis problemas que alguns indivíduos com síndrome de Rubinstein-Taybi podem apresentar sob efeito de anestesia, tais como taxas e batimentos cardíacos alterados, provocando arritmias. Crianças com síndrome de Rubinstein-Taybi correm um risco alto de aspiração durante anestesia e o tubo endotraqueal deve ser inserido para anestesia geral. Também deve ser notado que há uma suscetibilidade a infecções de fungo nas unhas das mãos e dos pés (paroníquia) e, nas unhas encravadas. Há ainda uma tendência para formação de quelóide (aumento da cicatriz). Correção cirúrgica da angulação do hálux e polegar poderia ser benéfica.
| Fatos sobre síndrome de Rubinstein-Taybi |
O diagnóstico da síndrome de Rubinstein-Taybi pode ser feito através de uma avaliação médica e física, radiografias dos polegares e dos hálux largos e grandes, e análise de cromossomo. A causa de síndrome de Rubinstein-Taybi ainda é desconhecida, embora seja possível a origem genética. Foram demonstradas possíveis anormalidades de cromossomos citogenéticos em estudos atuais. Os casos normalmente são esporádicos e geralmente não são considerarados hereditários. O risco de repetição para um casal ter uma segunda criança com síndrome de Rubinstein-Taybi é aproximadamente 0.1%, mas um indivíduo com síndrome de Rubinstein-Taybi tem uma chance alta de 50% para ter uma criança com síndrome de Rubinstein-Taybi. A síndrome de Rubinstein-Taybi não é detectada antes do nascimento, mas quando existir preocupação de repetições, é teoricamente possível que defeitos severos do polegar, hálux, coração, ou trato urinário sejam vistos por um especialista altamente qualificado e experiente em ultra-sonografia pré-natal. Algumas mães informaram que durante a gravidez tiveram pressão alta, excesso de líquido amniótico, edema, e aumento dos movimentos fetais.
A síndrome de Rubinstein-Taybi é encontrada uniformemente na população masculina e feminina. A síndrome era tida como rara mas há um aumento no número de casos informados de síndrome de Rubinstein-Taybi a cada ano, fazendo com que não seja tão rara quanto foi calculada primeiramente. A síndrome é calculada em aproximadamente 1 em 100000-300000 nascimentos, dependendo da população estudada. Por causa das variações encontradas em características físicas, problemas médicos, e habilidades mentais de um indivíduo com síndrome de Rubinstein-Taybi para outros, alguns dos casos moderados não são diagnosticados. É muito comum que uma pessoa ligeiramente afetada, não apresente nenhum problema médico grave, características extremas, retardo mental moderado ou severo, tenha o diagnóstico feito apenas na adolescência. O diagnóstico pode ser ainda mais difícil quando o indivíduo não for da raça branca. Muitos dos artigos disponíveis dos anos sessenta, setenta e oitenta basearam-se em relatórios de casos institucionalizados de indivíduos com síndrome de Rubinstein-Taybi e não em crianças que estavam sendo cuidadas em casa.
| O que você pode esperar para desenvolvimento da criança com síndrome de Rubinstein-Taybi |
Cada criança com síndrome de Rubinstein-Taybi irá se desenvolver na sua própria velocidade. Embora as crianças com síndrome de Rubinstein-Taybi apresentem semelhanças na aparência, comportamento, problemas médicos e personalidade, os pais devem se lembrar que a criança é um indivíduo que desenvolverá seu próprio potencial. Estimulação infantil e intervenção precoce são altamente recomendadas para a criança com síndrome de Rubinstein-Taybi. Uma ênfase especial deve ser dada em fonoaudiologia, utilizando uma abordagem de comunicação total e começando o mais cedo possível. Porque a fala é uma das áreas de desenvolvimento mais lenta para as crianças com síndrome de Rubinstein-Taybi, e por causa de algumas crianças não desenvolverem habilidades verbais, a linguagem por sinais deve ser considerada inicialmente como uma forma de comunicação. Fisioterapia e terapia ocupacional podem ajudar a criança a alcançar marcos do desenvolvimento atingido pelas crianças ditas "normais".
Deve ser levada em conta a severidade dos problemas médicos da criança com síndrome de Rubinstein-Taybi quando estabelecer um programa para desenvolvimento.
Os pais podem precisar de assistência para os problemas de alimentação, refluxo e vômitos, cuidado de repouso, treinamento respiratório, terapias de casa, ajuda financeira para despesas médicas, modificação de comportamento, e outras orientações requeridas por uma criança com necessidades especiais. É importante que as pessoas responsáveis pela criança com síndrome de Rubinstein-Taybi conheçam seus problemas individuais de forma que se torne mais fácil para elas e também seja mais confortável para a criança.
| As crianças efetuaram moderadamente com síndrome de Rubinstein-Taybi |
Ao contrário do que alguns boletins médicos dizem, indivíduos com síndrome de Rubinstein-Taybi são normalmente pessoas muito felizes, sociais. Eles têm um sorriso que tem sido descrito em relatórios como "fazendo careta", mas na realidade o sorriso irradia o amor e a aceitação que estas crianças têm por todos ao seu redor. Elas amam tocar qualquer coisa e gostam de manipular instrumentos e eletrônicos. Amam livros, água, pessoas e são muito sensíveis a qualquer forma de música. A média da criança com síndrome de Rubinstein-Taybi aprenderá a sentar e a engatinhar entre 1-2 anos e aprenderá andar entre 2-4 anos. Ela entende o que lhe é dito, mas pode ficar frustrada facilmente por não ser capaz de expressar aos outros as necessidades e desejos. Ela necessita de assistência e treinamento em habilidades individuais, como se alimentar, se vestir, ir ao banheiro, etc. Educação especial será necessária para a maioria dos indivíduos com síndrome de Rubinstein-Taybi, com avanços e realizações que recompensam todo o trabalho árduo. Muitos dos indivíduos com síndrome de Rubinstein-Taybi trabalham bem um-em-um ou em grupos de estrutura pequena. Eles parecem se adaptar a um horário rotineiro e não gostam de atividades que envolvam grupos grandes e barulhentos.
No Brasil, foi fundada a Associação Brasileira dos Familiares e Amigos dos Portadores da Síndrome de Rubinstein-Taybi – ARTS no dia 27 de março de 1999.
Até o momento, temos dez casos da síndrome de Rubinstein-Taybi. Nosso objetivo é prestar apoio, sob todas as formas ao portador da síndrome, na pesquisa, no desenvolvimento de novas metodologias para o tratamento e na procura de novos casos.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
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domingo, 26 de abril de 2009
O que é Fisioterapia Oncológica
No pós-operatório imediato, a avaliação deve buscar identificar alterações neurológicas ocorridas durante o ato operatório, presença de sintomatologias álgicas, edema linfático precoce, e alterações na dinâmica respiratória. No período de seguimento, e durante a terapia adjuvante, a avaliação deverá priorizar a detecção precoce de complicações, sejam elas linfáticas, posturais, funcionais, motoras e/ou respiratórias.
O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de quimioterapia e radioterapia. É o caso dos tumores de cabeça e pescoço, nos quais a pessoa passa a respirar por um orifício no qual o ar não é previamente filtrado nem aquecido, o que causa o acúmulo de secreção e conseqüente dificuldade do paciente expectorar. Nessa situação, a fisioterapia tem o objetivo de melhorar a condição funcional respiratória e evitar distúrbios pulmonares como, por exemplo, pneumonias.
No caso do câncer de mama, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos.
As condutas fisioterapeuticas são realizadas através de orientações domiciliares e tratamentos específicos ambulatoriais e hospitalares, segundo fase de tratamento e sintomatologias apresentadas.
A fisioterapia tem uma atuação fundamental dentro da oncologia. A preocupação dela não é focal, mas sistêmica. Ou seja, não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, além da sua auto-estima e qualidade de vida. A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso.
Por Juliana Mancuso
Retirado de www.fisioterapeutasplugadas.com.br -
sábado, 25 de abril de 2009
Peso da bolsa pode causar desvios graves na coluna
A maioria das mulheres tem aquela bolsa onde se acha de tudo um pouco. São as chamadas "maxibolsas". Diante de uma vida agitada das mulheres modernas, é comum ver nas ruas o uso dessas bolsas enormes. Moda que deve sumir do guarda-roupa, melhorando consideravelmente a saúde feminina.
O que muitas dessas mulheres não sabem é o dano que estão causando ao próprio corpo ao usar esse tipo de acessório. "O peso excessivo nos ombros pode causar inflamações nos tendões, dores na coluna e até mesmo desvios graves", alerta o ortopedista Vicente Carlos Franco Macedo.
As bolsas com mais de 10% do peso total do corpo são prejudiciais à saúde. Ao carregá-las por horas contínuas, há uma sobrecarrega desproporcional na coluna. "Entre os riscos estão problemas de postura, como escoliose postural, um desvio da coluna vertebral que pode ser cervical, torácica ou lombar; lordose, que é o aumento da curvatura lombar, e a cifose, conhecida popularmente como corcunda, quando a pessoa joga os ombros para a frente", afirma o ortopedista.
A tendência da moda para o outono-inverno deste ano são as "minibolsas", que vêm aliar elegância e saúde. Com espaço pequeno, mas suficiente para carregar um celular, chave, cartão de crédito, dinheiro e RG, a minibolsa promete cair no gosto das mulheres, seja no modelo de alça comprida ou do tipo transversal. "A alça transversal é o modelo ideal para que as mulheres não tenham problemas na coluna e nos ombros", conclui Vicente.
Mas se a nova tendência em bolsas agrada em cheio aos médicos, o mesmo não se pode dizer dos sapatos. Nas últimas temporadas, a moda tem impulsionado cada vez mais as mulheres a viverem nas alturas, e agora não será diferente. Mas o ortopedista deixa um alerta. "O cuidado com o tamanho e o tempo de uso do salto deve ser redobrado, sendo que saltos maiores do que três centímetros causam deformidades ósseas permanentes, devido à mudança muscular ocasionada pelo uso constante do salto alto", alerta.
Segundo o ortopedista, os músculos da parte de trás da perna ficam mais curtos e os da frente, mais longos. O fato de algumas pessoas sentirem desconforto instantâneo ao usar um sapato de sola plana, como o tênis, é devido ao mau costume. A melhor receita para se sentir melhor é intercalar o uso de salto alto e sola plana, para manter a musculatura num estágio intermediário.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Dica de livro: Reabilitação Neurológica

Descrição: Em sua quarta edição, esta obra apresenta uma variedade de estratégias para a abordagem de tratamento adequada às características e necessidades cognitivas de cada paciente. Adaptada à eficácia da moderna prática terapêutica, esta obra investiga e esclarece os novos critérios e paradigmas da fisioterapia, da terapia ocupacional e da neurologia em geral.
Inclui:
Estudos de Casos - exemplificam, em quadros destacados, uma minuciosa avaliação cçíica de alguns dos distúrbios abordados no capítulo;
Glossário - Indicado para consulta prática e rápida dos termos mais importantes;
Guia de Estudos - apresenta um questionário com perguntas e respostas que auxilia na revisão de cada capítulo sobre os tópicos de maior importância;
Ilustrações e Fotografias - Explicam e exemplificam distúrbios, testes e tratamentos de modo conciso.
Estudantes, médicos e fisioterapeutas encontrarão nesta obra um excelente guia de referência para avaliação, diagnóstico e tratamento de pacientes com distúrbios neurológicos. Este livro é essencial a todos os profissionais ligados ao estudo do sistema nervoso.
Saiba mais sobre esse livro clicando aqui
quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Lesões intervenientes nas posições táticas do Futsal
Ao dedicar-se em prol da performance, o atleta muitas vezes eleva ou recebe um aumento em suas cargas de trabalho, possibilitando assim, o aparecimento de lesões que por vezes o afastam da condição de treinar e jogar, impossibilitando desta forma o desenvolvimento e ou aprimoramento de seu condicionamento, seja em uma temporada ou durante toda sua vida esportiva, este afastamento pode ocorrer devido a algumas formas, talvez a principal dela sejam as lesões.
O presente estudo teve como objetivo geral determinar as lesões intervenientes nas posições táticas no futsal. A amostra foi constituída por vinte atletas pertencentes as equipes finalistas da XXIII Edição do Campeonato Brasileiro de Seleções de Futsal masculino, categoria adulta, realizada em Aracaju, Sergipe - 2001. As lesões foram determinadas pelas comissões técnicas das seleções, relacionando as lesões sofridas pelos atletas durante a temporada de 2001.
Dos vinte e cinco atletas analisados pelo presente estudo, 60% apresentaram algum tipo de lesão, demonstrando o risco intrínseco proporcionado aos atletas praticantes desta modalidade esportiva.
TABELA 01- Percentual de lesões acometidas por posição tática no futsal.
| Procedência | Goleiro | Ala | Pivô | Fixo | Ala pivô | ||
| Membros Superiores | 100% | -- | -- | -- | -- | ||
| Membros Inferiores | 33,33% | 26,67% | 6,67% | 33,33% | -- | ||
| Muscular | 71,43% | -- | -- | 28,67% | -- | ||
| Ligamentar | 20% | 40% | 10% | 30% | -- | ||
| Fratura | 100% | -- | -- | -- | -- | ||
TABELA 02- Discriminação das lesões musculares, ligamentares e fraturas por segmento:
Discriminação PÉ TORNOZELO PANTURRILHA JOELHO COXA MÃO
Ligamentar 5,55% 33,33% -- -- -- 11,11% Muscular -- -- 11,11% 16,67% 16,67% -- Fratura -- -- -- -- -- 5,55%
Os goleiros foram os atletas acometidos por lesões com maior freqüência, sejam elas de membros superiores ou inferiores. As lesões mais incidentes que foram detectadas nos atletas localizaram-se nos membros inferiores, sendo do tipo ligamentar com maior incidência no tornozelo. Constatou-se também lesões musculares e fraturas.
Separando-se as lesões por segmento (TABELA 02), os dados não apresentaram relação com os estudos de LADEIRA (1999), que detectou uma incidência maior no joelho (22%), seguido do tornozelo (13,6%). Nielsen & Yde (1989) e Enggström et al. (1999), citados por LADEIRA (1999), encontraram dados similares para ambos os estudos em atletas de futebol, detectando para tornozelo 35% e 22% no joelho.
O maior índice de lesões nos membros inferiores ressalta que as oscilações das movimentações e dinâmicas do jogo proporcionam a estes, em especial aos tornozelos, uma gravidade e um risco maior de afastamento do atleta da prática do futsal. Avaliações em cada atleta devem ser realizadas para diagnosticar o histórico de possíveis traumas, análise postural, estabilidade articular, inserindo na periodização sessões de treinamento voltadas para o fortalecimento, equilíbrio, propriocepção e estabilidade, podendo-se desta forma, aliar a performance do atleta à prevenção de lesões e evitando o baixo rendimento atlético.
Autor:
Ben – Hur Soares e Cândido S. Pires Neto
UPF - Universidade de Passo Fundo –RS -BR;
PRONSAU –UNC– Universidade do Contestado –Concórdia– SC – BR.
Psicologia aplicada a lesões desportivas
Um dos períodos mais difíceis pelo qual um atleta de alto rendimento passa em sua trajetória profissional, é o momento em que é surpreendido por uma lesão, ainda mais quando encontra-se no auge de sua carreira (convocação para a seleção nacional, reconhecimento da comunidade esportiva etc).
Em meio a tantas incertezas, o atleta começa a perguntar-se: Por quê comigo? Quanto tempo vou ficar sem jogar? Perderei minha posição? O que as pessoas (torcida, imprensa, jogadores, dirigentes e o técnico) vão pensar? Que estou de migué?
Para Pease (2000), quando o atleta sofre uma lesão, seus pensamentos e sentimentos podem produzir uma dor psicológica muitas vezes maior que a dor física e que perdura por muito mais tempo que esta. Muitas vezes essas emoções não podem ser expressas abertamente pelo atleta, pois esse tipo de comportamento é inaceitável no mundo machista dos esportes. Cabe salientar aqui, que atletas são pessoas, tem sentimentos, dúvidas, choram pela perda ou vitória de uma competição, apresentam revolta e raiva em relação à uma lesão sofrida. Como já dizia Gonzaguinha e Fagner "guerreiros são pessoas, são fortes, são frágeis, guerreiros são meninos no fundo do peito".
A lesão exige do esportista uma adaptação a uma nova situação, para a qual ele deve contar com o máximo de apoio e recursos disponíveis. À vontade, o desejo de continuar atuando e retornar à prática esportiva constituem recursos importantes. Mas o essencial é que o atleta possa compreender as causas da lesão, as possibilidades de seu organismo, os meios e procedimentos de retornar à sua forma e a importância de participar do programa de reabilitação com disciplina, dedicação e responsabilidade.
Fica claro, que em um programa de reabilitação haverá maiores chances de êxito se for possível contar com a disposição total do atleta. Sob o ponto de vista da psicologia não se trata de reabilitar somente um conjunto de músculos ou estruturas físicas machucados, mas trata-se de recuperar, reabilitar um indivíduo ferido em todos os seus aspectos (físicos e emocionais).
Portanto, um dos fatores fundamentais para auxiliar na reabilitação do atleta é o apoio social, compreendido como a participação do grupo de atletas e da comissão técnica que possa incentiva-lo na recuperação, reconhecendo inclusive seus limites para a superação das diversas fases do tratamento. A família e os amigos também compõem um grupo de apoio especial para que ele se sinta acolhido e respeitado em seu processo de reabilitação.
Além do apoio social destaca-se a necessidade de conscientização do atleta sobre todo o caminho que à lesão e também sobre todo o caminho a ser percorrido segundo seu programa de reabilitação.
Estudante de Psicologia
Rafaela Bertoldi
rafaelabertoldi@yahoo.com.br
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Atenda fisioterapia na atm sem medo
Fiquei satisfeita quando eu vi um site sério como o Cds Universitarios oferecendo material atualizado e especifico para cada assunto. Foi assim que eu encontrei o Dvd de Fisioterapia na Disfunção Temporo Mandibular.
Vale a pena conferir.
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Este post é um publieditorial
Artigos de Fisioterapia em português
A UTILIZAÇÃO DA CORRENTE RUSSA NO TRATAMENTO DA FLACIDEZ MUSCULAR ABDOMINAL
AVALIAÇÃO DA FORÇA PERINEAL NOS DIFERENTES TRIMESTRES GESTACIONAIS
AVALIAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES PARKINSONIANOS SUBMETIDOS AO TRATAMENTO HIDROTERÁPICO UTILIZANDO O MÉTODO HALLIWICK
EVIDÊNCIAS DE DISFUNÇÃO CRANIOMANDIBULAR EM PACIENTES COM SÍNDROME DO RESPIRADOR ORAL
Fisioterapia respiratória em terapia intensiva
O USO DA ELETROESTIMULAÇÃO NO TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO
PREVALÊNCIA DOS DEZ DISTÚRBIOS ORTOPÉDICOS MAIS FREQUENTES NA CLÍNICA-ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UNISUL
sábado, 18 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Dica de Livro: Fisioterapia Pediátrica

Fisioterapia Pediátrica é um guia clínico e uma referência completa em fisioterapia pediátrica, que aborda todos os aspectos teóricos e clínicos da fisioterapia para crianças e jovens adultos: ; Neurológico ; Cardiorrespiratório ; Musculoesquelético ; Oncológico e cuidados paliativos ; Saúde mental ; Lesão cerebral adquirida.
Saiba mais sobre esse livro clicando aqui
quarta-feira, 15 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Artigos de fisioterapia - Trabalhos de conclusão de curso
APLICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL, "MÉTODO ORIGINAL DR. E. VODER", NO TRATAMENTO DERMATO-FUNCIONAL DA ROSÁCEA
EFEITOS DE UM PROGRAMA DE HIDROCINESIOTERAPIA NA ANORGASMIA FEMININA
TRATAMENTO IONTOFORÉTICO NA ÚLCERA DE DECÚBITO
QUEDAS DE IDOSOS NO DOMICÍLIO COM TRAUMATISMO: UM ESTUDO MULTICASO
MÉTODO HALLIWICK COMO ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA EM UMA PACIENTE COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
O EFEITO DA GINÁSTICA LABORAL E DAS ORIENTAÇÕES POSTURAIS PARA OS TRABALHADORES DA EMPRESA AREIA E MAR
HIDROCINESIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA
LASERTERAPIA NA SÍNDROME DO IMPACTO SUBACROMIAL
EFEITOS DA CORRENTE GALVÂNICA NO TRATAMENTO DAS ESTRIAS ATRÓFICAS





