quinta-feira, 28 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Insuficiência cardíaca congestiva
A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) representa o conjunto de sinais e sintomas decorrentes do mal funcionamento do coração, quando este não está sendo capaz de bombear o sangue em direção aos tecidos e suprir a necessidade de oxigênio e nutrientes do organismo.
O processo que resulta na ICC é gradativo e os eventos têm a seguinte seqüência:
1. O bombeamento insuficiente do coração leva a uma congestão de sangue no interior das veias que chegam ao coração,
2. O acúmulo de sangue nas veias, associado à retenção de líquidos pelos rins, levam ao inchaço (edema) dos tecidos do corpo.
3. O inchaço inicialmente afeta as pernas, mas pode subir e também atingir os pulmões (causando dificuldades para respirar) e em outros tecidos e órgãos (levando à "barriga d'água, dores abdominais, pouca urina, etc).
4. O cansaço leva à falta de ar, à fraqueza muscular, à diminuição da atividade física e conseqüente invalidez.
Só o envelhecimento da população (aumento da longevidade) já é fator de aumento da incidência da ICC, pois, naqueles com mais de 75 anos, é observada em mais de 10% dos pacientes, sendo diagnosticada em menos de 2% naqueles com menos de 55 anos de idade. Isto, associados aos avanços médicos que prolongaram a vida dos pacientes com outras formas de doença do coração, permitiu que a ICC crescesse em incidência.
A insuficiência cardíaca congestiva é freqüentemente a fase final de outra doença do coração como:
1. Doença Coronariana (levando à angina e ao Infarto agudo do coração);
2. Hipertensão arterial (que pode se complicar com os derrames cerebrais);
3. Doença Valvular do Coração (incluindo a doença reumática do coração);
4. Síndromes Congênitas ("de nascença") do Coração;
5. Miocardiopatias (doença do músculo do coração);
6. Infarto Agudo do Miocárdio (ataque cardíaco);
7. Arritmias Cardíacas (problemas onde o coração bate sem controle – mais rápido, mais devagar ou sem ritmo),
8. Exposições Tóxicas, incluindo o uso abusivo de álcool.
9. Hipertireoidismo, Diabetes e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Bronquite) também são fatores de risco para a ICC. Todas estas desordens podem conduzir à insuficiência cardíaca congestiva debilitando o músculo do coração.
Quadro Clínico
O primeiro sintoma da insuficiência cardíaca congestiva pode ser simplesmente o cansaço. Como o avanço da doença, pode haver dificuldades para respirar durante os esforços, e eventualmente um "encurtamento" da respiração durante o repouso, podendo tornar-se ofegante. Como os fluidos acumulam nos pulmões, os pacientes com insuficiência cardíaca podem começar a dormir amparado por travesseiros mais altos para tornar a respiração mais fácil. Os líquidos também podem se acumular nas pernas e tornozelos, levando ao edema (inchaço). Em pacientes menos ativos, os líquidos podem acumular na metade inferior do corpo, eventualmente causando edema da parte mais baixa das costas. Pode ocorrer inchaço dos intestinos que produz desconforto abdominal. Em alguns pacientes, pode haver uma necessidade de urinar várias vezes durante a noite, como os rins eliminam os excessos de fluidos do organismo que acumularam no corpo durante o dia. Como o corpo acumula cada vez mais fluidos, o paciente pode notar significativo ganho de peso. Também pode haver uma tosse crônica devido ao acúmulo de fluidos nos pulmões.
Embora a insuficiência cardíaca congestiva normalmente afeta ambos os lados do coração, em alguns pacientes pode afetar só a parte esquerda ou direita. Nestes casos, os sintomas variam de acordo com o lado afetado. Por exemplo, quando a insuficiência cardíaca afetar principalmente o lado esquerdo do coração, os sintomas mais prováveis irão envolver dificuldades para respirar. Quando o lado direito é o principal afetado, o inchaço das pernas e o desconforto abdominal podem ser os sintomas mais proeminentes.
Diagnóstico
Seu médico revisará sua história clínica enfatizando a presença de fatores de risco para a insuficiência cardíaca congestiva, especialmente uma história de doença coronária do coração, hipertensão, doença das válvulas cardíacas, arritmias, doenças congênitas do coração, cardiomiopatias, e enfarto do miocárdio. Seu médico também perguntará sobre detalhes específicos de seus sintomas, incluindo: quantos quarteirões você pode caminhar sem ter falta de ar, o número de travesseiros que você dorme e com que freqüência você acorda à noite para urinar.
Seu médico suspeitará que você tem insuficiência cardíaca congestiva baseado em seus sintomas e em sua história clínica. Evidência adicional para apoiar este diagnóstico virá de seu exame físico e dos testes adicionais. Durante seu exame físico, o médico conferirá seus sinais vitais, determinará sua freqüência e ritmo cardíacos e escutará os sons anormais do coração com um estetoscópio. Ele também escutará seus pulmões para verificar os sons anormais da respiração quando o acúmulo de fluidos é perceptível. Seu médico apertará na pele de suas pernas e tornozelos para conferir o inchaço, ele também pode examinar seu abdômen para conferir o tamanho de seu fígado (o acúmulo de líquidos do coração pode causar inchaço do fígado).
Os testes diagnósticos normalmente incluem um eletrocardiograma (ECG), uma Radiografia do tórax para conferir a dilatação do coração e os fluidos nos pulmões. Outros testes diagnósticos podem ser necessários para estabelecer a causa subjacente de sua insuficiência cardíaca congestiva. Por exemplo, o ecocardiograma pode ser executado para procurar anormalidades das válvulas do coração, movimento anormal da parede do coração (um sinal de infarto do miocárdio) ou outras anormalidades cardíacas.
Prevenção
Para evitar a insuficiência cardíaca congestiva você tem que prevenir as várias formas da doença do coração que a conduzem. Para a doença coronária do coração, significa ingerir uma dieta de baixo teor de gordura, controlar a hipertensão, manter o peso do corpo normal e um baixo nível de colesterol no sangue. Significa também adotar um programa de exercícios regulares e não fumar. A insuficiência cardíaca congestiva devido ao hipertiroidismo pode ser prevenida com medicamentos ou cirurgia. Infelizmente, algumas causas de insuficiência cardíaca congestiva não podem ser prevenidas.
Tratamento
Tratamento inicial da insuficiência cardíaca congestiva focaliza em controlar os sintomas agudos. Repouso na cama é prescrito para elevar as pernas e não provocar o acúmulo de líquidos nos pés e tornozelos. Diuréticos (remédios que estimulam a urina) são administrados para remover os líquidos do corpo através da produção de urina. Logo, são prescritos medicamentos para ajudar o coração a bater mais eficazmente. Estes medicamentos podem incluir um ou mais dos seguintes:
- Digoxina: para fortalecer as contrações do coração
- Inibidores da enzima conversora da Angiotensina (ECA): para dilatar os vasos sanguíneos, diminuir a resistência ao fluxo de sangue e ajudar na prevenção da retenção de água.
- Beta-bloqueadores: melhorar o fluxo de sangue
- Anticoagulantes muitas vezes também são administrados para prevenir coágulos sanguíneos (para "afinar" o sangue), particularmente se o paciente requer um período longo de repouso na cama.
- Aldactone (Espironolactona) pode trazer benefícios significativos em pacientes selecionados com insuficiência cardíaca congestiva crônica.
Uma vez tratados os sintomas agudos, a causa subjacente da insuficiência cardíaca congestiva é encaminhada para acompanhamento. O tratamento varia de mudanças de estilo de vida, medicamentos para a doença coronariana do coração a procedimentos cirúrgicos para corrigir defeitos do coração. As medidas pessoais no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva incluem o repouso, exercícios moderados sob orientação médica, uma dieta restringindo o sal para prevenir o edema (inchaço), perder peso e evitar o consumo de álcool. Quando os medicamentos e as medidas pessoais não estão sendo mais eficazes, um transplante do coração deve ser considerado. Esta opção de tratamento está atualmente limitada por uma escassez de doadores de coração e está geralmente reservado a pacientes abaixo de 65 anos de idade.
Um procedimento experimental chamado cardiomioplastia está sendo executado em alguns centros médicos. Neste procedimento, um músculo das costas do paciente é envolvido ao redor do coração, e um dispositivo é implantado levando a uma estimulação elétrica do músculo para se contrair. Note, porém, que o risco associado com a cardiomioplastia é alto, e alguns centros não a têm encorajado.
Outra pesquisa para melhorar o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva inclui um procedimento para substituir as células estragadas do coração por células saudáveis; combinações de medicamentos que executam várias tarefas de uma só vez; medicamentos melhorados com menos efeitos colaterais do que as drogas disponíveis atualmente; melhorias no transplante de coração e dos dispositivos mecânicos que ajudam o coração que está falhando seu batimento (ex. marcapassos, etc).
Qual médico procurar?
Procure um cardiologista se você tem cansaço fácil, dificuldade para respirar, inchaço nas pernas e nos tornozelos, dor abdominal associada à falta de ar e surtos de respiração rápida (taquipnéia); principalmente se você já foi diagnosticado com alguma forma de doença do coração.
Prognóstico.
Anatomia do Pé em 3D
Diante desta variedade de estruturas e funções é normal que a dança submeta os pés a uma série de problemas em virtude da sobrecarga de movimentos extremos e de alto impacto.
Os 26 ossos do pé são classificados segundo sua localização:
1 - Posteriores – Tálus e calcâneo
2 - Medianos – cubóide, naricular e 3 cuneiformes
3 - Anteriores – 5 metatársicos e 14 falanges
Além desses ossos principais, o pé pode apresentar m número variável de ossículos acessórios e sesamóides.
Os ossos são mantidos unidos por cápsulas e ligamentos que estabilizam as estruturas e com a ajuda dos músculos a manutenção do formato em arco (longitudinal e transverso) são vitais para a dissipação da pressão do impacto.
Quando o equilíbrio entre as estruturas é rompido em qualquer nível, por falha, insuficiência muscular, trauma ou alteração anatómica, sinais locais e à distância podem aparecer com piora progressiva ou por crises frente ao esforço repetitivo.
Assim, temos lesões que variam desde calosidades dolorosas (agudas ou crônicas) até fractura de stress, passando por tendinites, contracturas musculares, sinovites, neurites, edema e entorses frequentes.
Apresenta 3 grupos musculares, que vindo da perna se inserem no pé ( músculos extrínsecos), controlando sua acção.
1 - Posterior – tibial posterior, flexor longo hálux e flexor longo artelhos
2 - Lateral – Fibular longo e curto
3 - Anterior – Tibial anterior, extensor longo hálux e extensor longo artelhos
Apresenta ainda os músculos intrínsecos que se originam e se inserem no próprio pé, como o músculo extensor curto do hálux e mais 15 pequenos músculos.
Diante disso fica clara a importância da correcção e prevenção das lesões do pé, sendo muito importante o diagnóstico da alteração ou lesão anatómica/funcional que geram o processo. A correcção destas patologias evita, inclusive, a extensão do desequilíbrio às estruturas superiores do esqueleto (coluna).
A articulação do tornozelo está entre o tálus, tíbia e fíbula. A estabilidade medial é dada pelos músculos tibiais anterior e posterior, pelo músculo flexor longo dos artelhos pelo músculo flexor longo do hálux. A estabilidade lateral é garantida pelos músculos fibulares, ligamento talo-fibular e calcâneo-fibular.
A manutenção da postura erecta é obtida através da tensão passiva dos músculos posteriores do corpo, principalmente pelo músculo solear.
TIPOS DE PÉS
Os 2 arcos do pé são o longitudinal e o transverso. O suporte extrínseco é dado pelos músculos da perna e o intrínseco pelos ligamento e musculatura do pé.
O pé plano ocorre pela quda do arco longitudinal do pé. Os ossos do tarso tendem a formar uma linha recta em vez de um arco, perdendo a função de amortecimento.
No pé cavo, o arco longitudinal é muito acentuado, há excesso de pressão nas cabeças dos metatarsianos que estão abaixadas, com formação de calosidades e fascite plantar por processo de corda de arco.
O arco transverso do pé é formado pelos 5 metatarsianos. Com sua queda, as cabeças do 2º ao 4º metatarsianos passam a tocar o solo, ocorrendo a contractura do m. adutor do hálux. Pode haver a formação do hálux valgus. O apoio anormal dos metatarsianos leva também à formação de calosidades plantares e à metatarsalgia crónica. A persistência dessas alterações leva à artrose precoce.
INCIDÊNCIAS E FRACTURAS NA DANÇA
Todos os ossos do pé estão vulneráveis, pelo constante trauma directo entre o pé e o chão, mas as fracturas de calcâneo e talus são mais raras, sendo mais observadas as fracturas das falanges dos artelhos.
Fracturas por stress na dança
Ocorrem mais no 2º e no 5º metatarsianos. Ocorrem quando o osso é submetido a frequentes micro traumas. Não há uma história de trauma específico, mas sim dores inesperadas já há um certo tempo.
As chamadas "síndromes"do pé são percebidas quando surgem manifestações de:
Mialgia
Tendinite
Neurite
Distensão
Bursite de calcâneo
Fascite plantar
Metatarsalgia
Calcâneo doloroso
Dor no antepé
Sesamordite
Calosidade
Todas as ocorrências citadas acima requerem tratamento imediato com o diagnóstico médico e tratamento fisiocráticas, mas para evitar lesões o melhor caminho é a prevenção, com o trabalho diário de aquecimento, alongamento, fortalecimento muscular e consciência corporal.
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Fratura de Olécrano
O processo do olecrano é uma grande eminência que compreende as porções proximal e posterior da ulna. Ele se encontra em uma posição subcutânea, que o torna especialmente vulnerável a traumatismo direto. Junto com a porção proximal do processo coronóide o olecrano forma a incisura sigmóide maior da ulna, uma depressão profunda que serve como articulação com a tróclea e que permite movimentação apenas no plano antero – posterior e fornece ao cotovelo estabilidade.
MECANISMO DE LESÃO
Fraturas do olecrano ocorrem em resposta a três tipos principais de lesão. Trauma direto, com uma queda sobre a ponta do cotovelo ou um golpe direto no olecrano, muitas vezes resulta em uma fratura cominutiva.
Trauma indireto, com uma queda sobre a mão estendida com o cotovelo em flexão, acompanhada por uma forte contração do tríceps, pode resultar em uma fratura transversa ou obliqua através do olecrano e finalmente, uma combinação de trauma direto e indireto, na qual tanto a contração muscular quanto o trauma direto atuam juntos, pode produzir fraturas cominutivas com desvio.
SINAIS E SINTOMAS
Geralmente ocorre um derrame hemorrágico na articulação que em aumento de volume e dor no olecrano. Também pode haver um sulco palpável no local de fratura, acompanhado de arco de movimentação doloroso e limitado.
A incapacidade de estender o cotovelo ativamente contra a gravidade é o sinal mais importante a ser obtido; ele indica descontinuidade do mecanismo do tríceps.
CLASSIFICAÇÃO
I- Fratura sem desvio
II- Fraturas com desvio
A. Fratura por avulsão
B. Fraturas oblíquas e transversas
C. Fraturas cominutivas
D. Fraturas - luxações
Para ser considerada não desviada, uma fratura do olécrano deve ter desvio menor que 2mm, nenhum aumento neste grau de separação com flexão a 90 graus do cotovelo, e capacidade do paciente de estender ativamente o cotovelo contra a gravidade.
As fraturas com desvio incluem todas aquelas que não preenchem os critérios precedentes, e estas usualmente exigem redução aberta e fixação interna.
TRATAMENTO
O objetivo de todas as fases do tratamento será a prevenção da miosite ossificante.
FASE DE IMOBILIZAÇÃO ABSOLUTA
Nessa fase os pacientes precisam de um gesso axilar palmar para manter a redução da fratura. A duração dessa fase é muito variável de uma fratura para a outra.
Os objetivos são diminuir o edema e a dor, prevenir os efeitos da imobilidade e corrigir a postura.
Para ajudar na reabsorção do edema, se recomenda uma posição elevada da extremidade durante o repouso e freqüente mobilizações dos dedos.
FASE DE IMOBILIZAÇÃO RELATIVA
Os objetivos são os mesmos da fase anterior, ainda que nesta esteja incluído o aumento do arco articular, posto que seja permitido solicitar um mínimo de atividade.
Será utilizado a crioterapia como analgésico e antiinflamatório várias vezes ao dia e se esperará que o edema comece a reduzir para iniciar a mobilização do cotovelo.
Serão realizadas mobilizações de flexo-extensão e prono-supinação de forma ativa ou autopassiva.
FASE DE PÓ – IMOBILIZAÇÃO
Os objetivos são prevenir a miosite, ganhar arco articular e iniciar o fortalecimento.
Será realizada crioterapia antes e depois da mobilização.
Os exercícios serão de flexo-extensão e prono-supinação e se ainda existir edema,serão realizados em decúbito supino,com o braço em elevação para favorecer o retorno venoso.
FASE DE RECUPERAÇÃO FUNCIONAL
Nessa fase os objetivos são recuperar todo o arco articular e fortalecer a musculatura.
A remissão do edema terá ocorrido e já poderemos utilizar a termoterapia. Também se efetuarão exercícios pendulares do ombro com pesos na mão, para favorecer a extensão, e exercícios de prono-supinação com pesos para ganhar os últimos graus destes movimentos.
Nessa fase já se pode fazer massagem para ativar a circulação e preparar a musculatura para o trabalho de fortalecimento. Assim se iniciará o fortalecimento analítico da flexão, com o antebraço em pronação, em supinação, e em posição intermediária. Faz-se também o fortalecimento de tríceps contra a gravidade colocando o paciente em decúbito prono com o ombro em abdução de 90 ° e o cotovelo na borda da cama. E, finalmente, para o fortalecimento global da extremidade, poderá ser aplicada a técnica de Kabat ou PNF.
Se o paciente apresenta uma ferida ou incisão cirúrgica aderida aos planos profundos, estará indicada a massagem de deslocamento sobre a cicatriz.
FASE DE RESOLUÇÃO
Nessa fase recomendamos a prática da natação e, sobretudo os esportes com bola, nos quais se realizem lançamentos e rebote da bola sobre o chão.
COMPLICAÇÕES
As complicações que costumam a parecer são as rigidez articular e o déficit de extensão. A rigidez articular se deve a aderências ou à aparição de miosite ossificante.
O déficit aparece em pacientes portadores de material de osteossíntese, ainda que se recupere a normalidade uma vez extraído o material.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Prevenção da Dort
- Modificação do mobiliário:
- Conforto é essencial para a prevenção.
- Os postos de trabalho devem ser feitos para acomodar o trabalhador no seu ambiente para que ele tenha uma movimentação eficiente e segura.
- As operações mais freqüentes devem estar ao alcance das mãos.
- As máquinas devem se posicionar de forma que o trabalhador não tenha que se curvar ou torcer o tronco para pegar ou utilizar ferramentas com frequência.
- A mesa deve ser planejada de acordo com a altura de cada pessoa e ter espaço para as movimentações das pernas.
- As cadeiras devem ter altura para que haja apoio dos pés, formato anatômico para o quadril e encosto ajustável ao trabalhador.
Planejamento dos métodos de trabalho:
As pessoas devem aprender a identificar os sinais do próprio corpo, o que permite perceber o início de qualquer desconforto. O importante é não deixar que as dores pequenas evoluam.
Pausas - As pausas nos trabalho devem permitir principalmente um alívio para os músculos mais ativos. Diferente da pausa para a recuperação do esforço físico pesado.
Obs: ainda não existe um esquema que estipule o tempo de pausa para evitar a tensão do trabalho muscular localizado, mas o ideal é após 50 min. 1 hora de trabalho como por exemplo em frente ao computador fazer uma pausa de 5 a 10 min. por hora..
Durante a pausa, pode-se levantar, caminhar um pouco e se possível fazer um exercício de alongamento.
Exemplo: Entrelaçar os dedos das mãos, virando as palmas das mãos para frente e esticando os braços para frente e para cima. Ajuda a relaxar o braço.
Outro alongamento é flexão e extensão de pescoço.
Fortalecimento muscular: Em casa para fortalecer os dedos da mãos, punhos e antebraços é apertar uma bola de tênis ou de borracha repetidas vezes. Aperta com dois dedos um é sempre o polegar, vai variando os dedos (um de cada vez).
Formas fisioterápicas de tratamento:
Crioterapia:
Está indicado quando se objetiva a diminuição do processo inflamatório agudo e do edema e à analgesia. As manobras de compressão e elevação do membro potencializam sua eficácia no controle do edema agudo. O frio pode se usado com bolsa contendo gelo picado ou gelo mole. (3 partes de água para 1 de álcool). Duração de 10 a 30 min. podendo ser feito várias vezes ao dia principalmente na fase aguda.
Contra-indicação: processos artríticos, rigidez articular, insuficiência vascular periférica.
Termoterapia:
O calor é um excelente método terapêutico, melhora o metabolismo e a circulação local, aumenta a elasticidade do tecido conectivo, relaxa a musculatura e causa analgesia.
Calor superficial: Como exemplo temos: bolsas térmicas, banho de parafina, infra-vermelho e turbilhão. Quando se objetiva administrar em extremidade sendo o banho de parafina o mais indicado.
O tempo ideal de aplicação é de 10 a 15 min.
Calor profundo: Métodos mais utilizados são o ultra-som, ondas curtas e microondas.
A diatermia por microondas e ondas-curtas é normalmente utilizada quando determinada região está sendo preparada para a cinesioterapia, por propiciar o relaxamento músculo-tendíneo.
O ultra-som aplicado a intensidade de 0,75 a 1,0 w/cm2 provoca aquecimento profundo, analgesia, melhora a circulação, aumenta a elasticidade, extensibilidade tecidual e reduz a rigidez osteo-músculo-ligamentar.
Cinesioterapia:
Os músculos dos pacientes portadores de Dort - (Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho) são geralmente hipertônicos, encurtados e cronicamente fatigados.
Alongamento muscular - Importante alongar o músculo encurtado e fatigado para devolver ao seu comprimento de repouso, condição fundamental para que adquira a sua potência máxima.
Músculos mais comuns de estarem encurtados: músculos intrínsecos da mão, extensores dos dedos e punhos, bíceps, tríceps, trapézio e os da cintura escapular.
Músculos mais comuns de estarem fatigados cronicamente: músculos da cintura escapular e os antigravitacionais.
Depois de alongados e passados a fase de dor, os músculos devem ser fortalecidos, para que possam de novo exercer as atividades diárias e completar a fase final da reabilitação que é o retorno ao trabalho. Inicialmente os exercícios isométricos, seguindo-se os exercícios resistidos, para o desenvolvimento da força e da resistência do músculo.
Massagem
Pode ser feita domiciliarmente e pelo próprio paciente. O método não é eficaz se não for realizado conjuntamente a cinesioterapia e alongamento de estruturas contraturadas e tensionadas. A massagem a ser utilizada pode ser a massagem clássica. O efeito da massagem proporciona um relaxamento muscular. Os portadores de Dort - (Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho) podem ter também aumento da tensão muscular nas regiões cervical, escapular e dorsal.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Síndrome de Prader Willi
Bebês com Síndrome de Prader Willi (PWS) apresentam baixo Apgar ao nascer, dificuldade de sugar, choro fraco e são muito pouco ativos, dormindo a maior parte do tempo. Raramente conseguem ser amamentados. Seu desenvolvimento neuromotor é lento, tardam a sentar, gatinhar, caminhar. A síndrome, em seus sintomas sempre existiu mas foi descrita em 1956.
É uma "doença" rara e quase desconhecida na sociedade, inclusive entre profissionais da saúde. A incidência da síndrome de Prader Willi é em torno de 1:15000 no mundo. E acredita-se que muitos portadores não estão diagnosticados.
Os sintomas da síndrome variam de individuo para individuo e estão também associados ao ambiente em que este vive, aos estímulos e ao acompanhamento terapêutico e educacional que recebe, os principais sintomas são:
- hiperfagia - constante sensação de fome e interesse com comida, que pode surgir entre os 2 e 5 anos de idade e levar a obesidade ainda na infância
- hipotonia -atraso nas fases típicas do desenvolvimento psicomotor quando bebês. Mais tarde fraco tônus muscular, dificuldades com alguns movimentos, equilibrio, escrita, uso de instrumentos, lentidão.
- dificuldades de aprendizagem e fala
- instabililidade emocional e imaturidade nas trocas socias
- alterações hormonais - atraso no desenvolvimento sexual
A obesidade manifestada por muitos portadores é consequência de um consumo excessivo de calorias, pelo comportamento compulsivo em relação a comida, somado a fatores metabólicos e pouca atividade física. A fome constante é provavelmente causada por uma desordem do hipotálamo, no cérebro: durante uma refeição, a "mensagem" de saciedade não é processada. E se não controlado esse acesso a quantidade/composição da comida, o ganho de peso é rápido. Portadores de PWS em geral necessitam algum nível de assistência ou supervisão em sua alimentação, mesmo quando bem informados de sua condição de saúde. Diferentemente por exemplo de portadores de diabetes.
Obesidade é tratada comumente com preconceito na sociedade, como um desleixo do individuo, dos hábitos alimentares.. Por isso esse sintoma da síndrome de Prader Willi não é compreendido, trazendo muitas dificuldades para os individuos e suas familias na vida social, na educação, no dia-a-dia, e de alguma forma até seu diagnóstico.
Muitos dos efeitos adversos de todos os sintomas podem ser amenizados com um diagnóstico, que proporciona a chance de intervenções terapêuticas e educacionais; pelo conhecimento e compreensão da síndrome pela familia - ao buscar estruturar um espaco inclusivo, seguro, assistido e estimulador para o individuo se desenvolver; e por um acompanhamento de saúde e educação adequados.
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Prader Willi
Síndrome de
- baixa estatura
"Manter uma criança em uma dieta de baixa caloria pode ser trabalhoso, mas esta atenção em muito ainda contrasta com a gravidade e esforço dispendido no cuidado de uma criança cujo estilo de vida é severamente limitado e cuja saúde é posta em risco por peso excessivo."
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O que é um fisioterapeuta
O fisioterapeuta é o profissional da área da saúde encarregado de avaliar as lesões de um paciente e, dessa maneira, estabelecer e administrar o correto tratamento utilizando meios físicos (exercícios de um determinado músculo ou de um específico conjunto de músculos para recuperar um ou mais movimentos, por exemplo).
Para ser um fisioterapeuta é preciso graduar-se no curso de fisioterapia, este curso dura, normalmente, quatro anos. Recomenda-se que este profissional saiba falar inglês (isto aumenta as chances de trabalhar no estrangeiro), que se mantenha atualizado e se especialize em alguma área (geriatria, oncologia, ortopedia, neurologia, desportiva, acupuntura, cardiologia, etc.).
Dentre as principais atividades exercidas pelo fisioterapeuta podemos destacar:
- o aumento da capacidade respiratória de pacientes que apresentem dificuldades respiratórias;
- tratamento da deformidade da coluna ou problemas de postura (utilizando exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos da coluna vertebral);
- auxiliar na recuperação dos pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo craniano e paralisia;
- evitar problemas circulatórios e de postura em gestantes;
- manter pessoas idosas com uma boa coordenação motora e a musculatura rígida; possibilitar o desenvolvimento e a capacidade motora e física de bebês com problemas neurológicos;
- propiciar a reabilitação de atletas contundidos;
- ensino de exercícios para pessoas que têm asma, bronquite crônica ou enfisema pulmonar e controle dos aparelhos de respiração e de retirada da secreção pulmonar destes pacientes;
- utilização de técnicas como eletroterapia, hidroterapia e termoterapia para estimular a circulação e os movimentos dos pacientes com fraturas, luxações entorses e traumas musculares de toda espécie.
O fisioterapeuta também pode atuar na área de medicina estética, auxiliando cirurgiões plásticos na recuperação dos pacientes.
Há algumas características que são desejáveis para este profissional, são elas: paciência; autocontrole; sensibilidade tátil; equilíbrio emocional; iniciativa; responsabilidade, senso de observação; criatividade; capacidade de observação e de decisão; boa disposição física; ter boa coordenação motora; querer ajudar ao próximo; concentração; boa comunicação e interesse pelo corpo humano.
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sábado, 16 de maio de 2009
A fisioterapia hospitalar
Uma área de grande atuação e de ambição de muitos profissionais fisioterapeutas é o serviço hospitalar a fisioterapia hospitalar. Proporciona ao fisioterapeuta um leque de áreas de atuação e traz muitas dúvidas e responsabilidades.
Nos hospitais gerais do país a fisioterapia hospitalar e a atuação dos fisioterapeutas vêm sendo cada vez mais reconhecida e valorizada. Em um hospital a fisioterapia hospitalar é de fundamental importância, pois existem vários distúrbios que necessitam da fisioterapia para a recuperação do paciente. A fisioterapia hospitalar trabalha em sintonia com a equipe multidisciplinar, o fisioterapeuta é o responsável pela avaliação, elaboração e execução do tratamento dos mais diversos tipos de pacientes, como os pós-cirúrgicos, transplantados, ortopédicos, neurológicos, ou clínicos, nos quais se trabalha dois aspectos: respiratório que é uma das prováveis causas de complicação e o motor que se deteriora rapidamente ao longo de uma internação mais prolongada.
Nas unidades de terapia intensiva, esse tipo de fisioterapeuta é quem realiza toda a assistência respiratória, e em parceria com os demais profissionais como médicos e enfermeiros, decide e executa diversas etapas do tratamento ao doente crítico da admissão até a alta.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Fisioterapia e o tratamento para o bruxismo
A fisioterapia desenvolve um papel de grande importância na intervenção de algumas causas e no alívio dos sintomas do Bruxismo, através de uma avaliação meticulosa do paciente, englobando todos os elementos da história clínica, exames físico e complementares. Os métodos de tratamento visam restabelecer a função normal do aparelho mastigatório e do comportamento postural do paciente.
TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
A avaliação fisioterapêutica deve ser realizada primeiramente através da inspeção, observando como funcionam os movimentos de dobradiça e deslizamento da articulação temporomandibular. Segue-se pela anamnese onde se colhe a história do paciente e investiga sobre as principais queixas e sintomas; como por exemplo: ruídos na articulação temporomandibular ao realizar os movimentos de mastigação, cansaço na face, dificuldade em movimentar a mandíbula, dentes que não se articulam bem e tensão muscular; dores de cabeça, muscular ao mastigar, na nuca ou pescoço, na face ou nos dentes; hábitos parafuncionais como apertar os dentes, ranger os dentes, morder a língua, lábios, bochechas e objetos.
Ao realizar o exame físico, deve-se realizar a palpação óssea e dos tecidos moles, sendo realizada simultaneamente em ambos os lados, devendo ser uniforme e bilateralmente simétrico. A palpação dos tecidos moles é realizada nos músculos mastigatórios, cervicais e cintura escapular; visando procurar por creptações ou estalidos unilateral ou bilateral, travamento articular, espasmos musculares, algias, hipertonismo, sensibilidade muscular, dificuldades mastigatórias, falta de coordenação durante os movimentos mandibulares, facetas de desgastes em esmalte ou dentina, ruídos ou rangimento dental, miosites, entre outros. Segue-se pela avaliação postural estática, onde é avaliada a postura habitual do paciente em relaxamento e de preferência com o paciente semi-despido. São observadas em posição ereta e sentado em vista anterior, perfil e posterior.
O programa é composto pelo repouso articular para alcançar a diminuição do quadro álgico na fase aguda, aliviando os esforços do sistema mastigatório; educação e auto cuidado do paciente é realizada com a finalidade de fazer com que o paciente esteja alerta aos seus hábitos anteriores que influenciam no Bruxismo; utilização de eletroterapia , cinesioterapia e recursos manuais.
A utilização da Neuroestimulação Elétrica Transcutânea (T.E.N.S.) é utilizada no controle das analgesias agudas e crônicas, pois os estímulos elétricos bloqueiam a algia, gerando um bloqueio da condução nervosa. O tempo de duração varia de caso para caso, podendo ser aplicado diariamente ou aplicado de 2 a 3 vezes por semana, até que o paciente relate melhora ou eliminação da algia.
A Crioterapia possui o efeito antiinflamatório, analgésico e anestésico. Promove vascularização superficial e reflexa, diminuindo o fluxo sanguíneo na região, como efeito antiinflamatório; diminuição da velocidade de condução do impulso nervoso tanto em fibra sensitiva quanto motora, diminuindo também a excitabilidade dos receptores neuromusculares, tendo efeito analgésico e anestésico; diminuição do tônus muscular, relaxando a musculatura lisa, preparando o local para a cinesioterapia. As técnicas mais usadas são em forma de pacote ou bolsas de gelo e também através da criomassagem.
O Ultra Som também é utilizado com antiinflamatório e tem a vantagem de tratar alterações dos tecidos musculares profundos e superficiais, articulares e ósseos. Para realizar a aplicação é preciso que o paciente encha a boca com água e faça um "papo" na bochecha do lado a tratar. Recomenda-se usar água morna, já que a fria pode provocar dor dentária e uma reação negativa, por parte do paciente.
O Laser também é um antiinflamatório, além de ser analgésico, regenerativo, cicatrizante e anti-edematoso. Tem mostrado eficiência em lesões profundas e superficiais, inclusive em problemas articulares e musculares. No Bruxismo a sua aplicação é realizada por pontos, utilizando em média de 3 a 5 pontos por área, a intensidade varia com o efeito desejado. Tanto o paciente quanto o fisioterapeuta devem utilizar óculos protetores, a fim de proteger a visão.
Os Raios Infravermelhos atuam como calor superficial e o seu principal objetivo é aliviar o quadro álgico, sendo utilizado principalmente antes da cinesioterapia e massoterapia. É utilizado em condições inflamatórias crônicas, pois apresenta os efeitos analgésicos, anti-espasmódico e sedativo. O tempo de duração é de aproximadamente 15 a 20 minutos.
A Pompage é uma técnica que atua na reeducação funcional, caracterizada pelo tensionamento lento, regular e progressivo, no Bruxismo atua nas estruturas do occipital, cervical e cintura escapular. Apresenta ação sobre a circulação, ação sobre a musculartura, ação articular e ação calmante.
A Massoterapia promove relaxamento muscular, gerando o alívio da algia, inibi o ponto gatilho e restaura a função muscular alterada. Geralmente é aplicada nos músculos mastigatórios e cervicais devido a tensão muscular.
A Cinesioterapia – exercícios terapêuticos – tem como objetivo a reeducação funcional dos componentes músculos-esqueléticos do sistema estomatognático, sendo constituídos por exercícios passivos, exercícios ativos, exercícios ativos-resistidos e ativos-assistidos; devem ser realizados com calma e em casos de limitações devem ser muito dosados para não provocarem a atividade nociceptiva, no entanto não devem provocar algia. Os efeitos da cinesioterapia são: aumento da amplitude de movimento articular melhorando a mobilidade e nutrição da cápsula; promover estabilidade articular; relaxamento muscular; recupera as propriedades dos músculos como força, trofismo e resistência à fadiga; alivia a algia, melhora a conscientização corporal e perceptiva.
Exercícios Ativos que tem como objetivo eliminar o acúmulo de metabólicos e melhorar a circulação local, auxiliando no aumento da amplitude de movimento e estabelecendo a função muscular rítmica e coordenada. É indicado quando a mialgia não é a causa predominante. Quando utilizados em repetição, ajudam a estabelecer a função muscular rítmica e coordenada. O fisioterapeuta deve dar o comando verbal e o paciente realizar o exercício solicitado sempre contraindo e relaxando voluntariamente os músculos.
- Exercício para Espasmo Muscular e de Amplitude de Movimento: pedir para o paciente lentamente realizar movimentos de abertura e fechamento da boca, podendo associar o movimento de lateralidade. Deve-se repetir várias vezes.
- Movimentos de Abertura e Fechamento em "S": é usado em pacientes que apresentam abaixamento da mandíbula com desvio ou em "S", deve realizar o posicionamento com a língua em direção aos molares superiores do lado oposto e em seguida realizar a abertura mandibular.
Exercícios Ativos-Resistidos são realizados a fim de promover a inibição da musculatura recíproca, ou seja, é realizada uma resistência contra o movimento, fortalecendo os músculos fracos e promovendo estabilidade articular.Pode-se utilizar a técnica de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva, onde promove contrações isométricas na abertura, fechamento e excursão lateral da mandíbula contra a resistência. O fisioterapeuta instrui o paciente a aplicar uma força com menos intensidade na mandíbula de maneira que ela possa mover-se. Através dos movimentos de abertura, fechamento, lateralidade, protrusão e retrusão da mandíbula. Esses exercícios aumentam o controle proprioceptivo regulando também o sistema neuromuscular, evitando posturas anormais.
Exercícios Ativos-Assistidos são realizados quando o fisioterapeuta auxilia o paciente durante a execução do exercício, por exemplo, para ganhar amplitude articular pede para o paciente abrir a boca o mais amplamente possível e o fisioterapeuta auxilia com os dedos separando suavemente os incisivos superiores dos inferiores e mantém em torno de 30 segundos.
Exercícios Passivos tem como objetivo manter a função normal ou mesmo para guiar na execução correta de um determinado movimento. A mobilização passiva utiliza-se pouca força ativa dos músculos em movimentos direcionados, sendo realizado dentro dos limites da dor e evita as contraturas. Existem inúmeros exercícios passivos, como por exemplo compressão e descompressão da articulação temporomandibular, balanço dos temporais, alongamento da orelha para liberação temporal, entre outros.
Todos os recursos da fisioterapia são importantes e a cinesioterapia deve ser realizada no momento correto e bem aplicada, pois é imprescendível para a melhora do quadro biomecânico. Não deve ser esquecido que as orientações ao paciente também fazem parte do tratamento fisioterapêutico, como: mastigar sempre com os dois lados da boca, não roer as unhas, não apoiar as mãos no queixo, cuidado ao fumar cachimbo ou charuto, não morder bochechas, cuidado ao bocejar (abrir a boca demais pode ser prejudicial), não mascar chicletes, não dormir com travesseiro alto, tomar cuidado com a postura, permanecer com a cabeça bem posicionada durante seus afazeres diários e a alimentação com dieta mole tem sido recomendada com a finalidade de diminuir a força de contração muscular, especialmente nos casos de disfunção aguda. A conscientização de hábitos parafuncionais e vícios posturais que acentuam ou desencadeiam os sintomas são muito importantes para que o paciente possa inibi-los conscientemente.
CONCLUSÃO
Para o trabalho interdisciplinar obter êxito, é necessário que os profissionais das diversas áreas se interrelacionem conhecendo a importância de uma para a outra, pois cada um terá o seu papel a desempenhar. Cada profissional tem a sua parcela de participação, identidade e importância insdiscutível no atendimento, cujo sentimento único é o tratamento global.
A função da fisioterapia é muito importante, desde o reconhecimento do diagnóstico até uma avaliação funcional completa para traçar os objetivos e uma boa conduta de tratamento. O fisioterapeuta deve estar informado quanto as técnicas para a melhora do quadro clínico do paciente. Atuando de forma complementar ao dentista, que ao indicar um aparelho oclusal estará objetivando o alívio de tensões musculares, da dor articular, do apertamento, que muito incomodam, nós estaremos trabalhando com os mesmos objetivos, porém utilizando técnicas fisioterapêuticas.
A atuação da fisioterapia é um assunto com estudos científicos recentes e alguns já demonstraram resultados positivos, por isso os fisioterapeutas devem se aprofundar em pesquisas para, cada vez mais, comprovar cientificamente os bons resultados que têm alcançado.
Com este trabalho fica demonstrada a importância da fisioterapia que vem crescendo no campo de trabalho devido aos resultados positivos que vem desempenhando.
DISCUSSÃO
Os resultados terapêuticos são altamente satisfatórios quando os benefícios da fisioterapia alia-se à terapêutica odontológica.
O tratamento através odontológico do Bruxismo está dividido em dois tópicos. Terapia Reversível, realizada de aparelhos oclusais ou interoclusais, conhecidas também como placas de mordida, miorrelaxantes, ortopédica estabilizadora ou splint que tem por finalidade reduzir a atividade dos músculos durante a noite logo após a sua inserção, protegem os dentes dos desgastes provocados pelo hábito e também tem como finalidade buscar o equilíbrio. A placa pode sofrer desgastes pelo uso constante, mas a sua reabilitação é menos problemática que a estrutura dentária quando afetada. Os benefícios são as correções oclusais e o efeito estabilizador dos dentes. A Terapia Oclusal Irreversível altera permanentemente a condição oclusal ou posição mandibular. Os ajustes dentais tem como finalidade melhorar a relação dos dentes superiores com os inferiores, proporcionando um melhor encaixe da mandíbula. Os procedimentos mais freqüentes são: pequenos desgastes dentais para obtenção de uma mordida estável, correção de restaurações antigas para manter um correto posicionamento mandibular e tratamento ortodôntico para movimentar os dentes e melhorar seu relacionamento. O tratamento cirúrgico deve ser evitado, sendo empregado quando os resultados dos tratamentos clínicos não forem satisfatórios. Tem como finalidade corrigir alterações ou reconstruir a articulação temporomandibular, realizando a correção da posição mandibular e do maxilar.
O controle do estresse com o relaxamento progressivo e técnicas de auto-relaxamento são fundamentais para o progresso do tratamento. O tratamento fisioterapêutico utiliza técnicas como massagem, pompagem, exercícios de relaxamento, utilização de eletroterapia como por exemplo a radiação infravermelha, T.E.N.S., ultra som e crioterapia que são capazes de romper por um determinado tempo o ciclo espasmo-dor-tensão-espasmo do paciente. A odontologia pode associar o uso de drogas miorrelaxantes para diminuir a tensão muscular, permitindo uma melhor manipulação mandibular.
O uso do laser terapêutico é utilizado tanto na fisioterapia quanto na odontologia. Na fisioterapia é utilizado o Laser de Arseneto de Gálio e tem demonstrado grande eficiência nos casos do Bruxismo.
A terapia utilizada vai depender de cada caso, porém o sucesso do tratamento está relacionado a uma atuação multidisciplinar entre o dentista, fisioterapêuta, psicólogo, fonoaudiólogo e o próprio paciente. Por fim, o profissional deve ter em mente a prevenção como melhor caminho para se evitar os danos decorrentes dessa parafunção. A única arma disponível para se conseguir a prevenção é através da comunicação, divulgando a importância de se identificar essa tão desconhecida patologia.
Os profissionais da área devem estar preparados para estimular hábitos saudáveis e desencorajar os nocivos, buscando contribuir para o desenvolvimento do complexo biopsicossocial de seu paciente.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Orientações posturais
A postura é um fator importante no dia a dia, para que possamos evitar as dores musculares e articulares. A má postura por si só causa dor, ainda mais se estamos realizando uma tarefa em situação de má postura, dormindo em colchão inadequado, e pior ainda, em posição incorreta. Situações no dia-a-dia podem evitar diversos fatores que podem gerar lesões ou desvios que, juntamente com a dor, propiciarão desconfortos e problemas futuros. A má postura pode ser evitada com simples atitudes que serão listadas abaixo:
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Ande o mais ereto possível, (imagine-se caminhando equilibrando um livro na cabeça) endireite seu corpo, olhe acima do horizonte ao andar.
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Evite dobrar o corpo quando, estando em pé, realizar um serviço sobre uma mesa, balcão, bancada, levante o que está fazendo.
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Quando estiver sentado, não cruzar as pernas, manter as costas retas, usar todo o assento e encosto.
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Dormir sempre de lado, com as pernas encolhidas, travesseiro na altura do ombro, não muito macio que mantenha a distância do colchão, usar colchões com densidade adequada a seu peso e altura. (D 23, 28, 33, etc) Para casais, existem colchões com densidades diferentes em cada lado.(D 28 com D 25, D 33 com D 28 etc) Cama com estrado firme, e que não deforme com o seu peso.
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Evitar levantar pesos do chão, acima de 20 % do seu peso corporal, abaixe-se como um halterofilista.
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Não colocar pesos acima dos ombros e cabeça em prateleiras altas, use um banco.
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Não carregue bolsas pesadas inutilmente, durante o dia todo. Não carregue bolsas de um mesmo lado, divida o peso, carregando com os dois braços.
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Evitar torções do pescoço ou do tronco, evite assistir TV e ler na cama.
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Evitar uso prolongado de sapatos altos, eles além de provocar dores nas costas por interferir no centro de equilíbrio do corpo (fig. 9)e conseqüente esforço muscular para equilibrar, (fig.9.a) também sobrecarregam a parte anterior no pé, provocando (especialmente se forem do tipo "bico fino") ou piorando o joanetes, provocando dores por sobrecarga nas cabeças dos metatarsianos (ossos da parte anterior do pé) e também tendinites.
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Evitar atender ao telefone ao mesmo tempo em que realiza outras tarefas, provocando torções excessivas e desnecessárias no tronco.
Alongamentos
Deitada com os pés apoiados no chão e a coluna lombar encostada no apoio. Entrelaçar os dedos e levar os braços esticados em direção oposta ao corpo. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.
Em pé mantendo os pés ligeiramente afastados e joelhos soltos, solte o corpo para frente sem tensões. Sinta o alongamento dos músculos posteriores da perna e coluna. Mantenha o alongamento por 15 segundos e volte à posição inicial, endireitando o corpo de baixo para cima, sendo a cabeça a última parte a se endireitar.
Em pé, quadril encaixado, joelhos soltos, leve os braços estendidos para cima. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.
A partir da posição inicial do exercício anterior, incline o corpo para um lado. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe. Faça o mesmo para o outro lado.
Deitada com as pernas flexionadas e com os pés apoiados no chão. Certifique-se que a coluna lombar esteja totalmente encostada no apoio. Com o auxílio de uma toalha em volta de um pé, estique uma das pernas de forma que a coxa fique em ângulo reto com o quadril. Os músculos do pescoço e ombros devem permanecer relaxados. Sinta o alongamento dos músculos posteriores da coxa e da barriga da perna. Mantenha o alongamento por 15 segundos e relaxe. Repita o exercício com a outra perna.
Incline o corpo e apóie os braços sobre uma mesa, mantendo o quadril fletido, joelhos soltos e a região lombar reta. Estenda os joelhos suavemente. Certifique-se que sua coluna esteja reta, pois este exercício mal feito poderá afetar a sua coluna. Mantenha o alongamento por 20 segundos e relaxe, levantando o corpo lentamente, de forma que a cabeça seja a última a se endireitar.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Sindrome de moebius
A causa da doença ainda não está esclarecida. Algumas pesquisas apontam que há deficiência na formação do nervo motor que inerva os músculos da face. Já outras indicam que há ausência de tecido muscular para a realização dos movimentos. Alguns pesquisadores defendem a teoria de que a doença seja hereditária (transmitida dos pais aos filhos através dos genes), já outros acreditam que a causa seja teratogênica (malformação originada durante a gravidez e causada por agentes químicos ou físicos, como alguns remédios ingeridos pela mãe).
Apesar de não se ter muitas certezas quanto às causas da doença, uma pesquisa realizada em 1996 sugere fortemente que pode estar ligada ao uso de misoprostol: 49% das crianças portadoras da Síndrome de Moebius estudadas nasceram após tentativas frustradas de aborto com o uso de misoprostol. O misoprostol, medicamento vendido com o nome de Citotec usado para o tratamento de úlcera gástrica, é usado de forma clandestina para provocar abortos. Quando o aborto não ocorre o desenvolvimento do embrião é prejudicado e ele pode nascer com a Síndrome de Moebius.
Esta doença NÂO TEM CURA.
O que se pode fazer é minimizar os efeitos da doença através de tratamentos cirúrgicos ou através de terapias que visem a melhora das condições musculares.
Através do menu ao lado veja as possibilidades de tratamento e terapias que melhoram a qualidade de vida.
domingo, 10 de maio de 2009
Fisioterapia na UTI
Na maioria dos hospitais dos países desenvolvidos, a fisioterapia é parte integral do manejo dos pacientes internados em UTI. Dentre as várias técnicas usadas pelos fisioterapeutas na UTI, as mais comuns são: drenagem postural, mobilização, vibração, percussão, hiperinsuflação manual, ASP e vários exercícios respiratórios, sendo rotineiramente utilizada a combinação dessas técnicas, buscando observar a condição fisiopatológica subjacente do paciente, com a intenção de impedir complicações pulmonares. A fisioterapia respiratória em UTI envolve um grande número de técnicas associadas às modalidades de Ventilação Mecânica. Em particular as manobras de higiene brônquica correspondem a um conjunto de técnicas para garantir a viabilidade das vias aéreas, promovendo condições para uma adequada ventilação e prevenção de infecções respiratórias.
As sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), quando aplicadas sem interrupções nas 24 horas do dia. A redução de complicações com a melhora do paciente deve-se ao tratamento noturno. O procedimento garante a limpeza contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida. A expansão dos serviços reduz o sofrimento do paciente, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis, diminui os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros.
A fisioterapia respiratória pode atuar tanto na prevenção quanto no tratamento das doenças respiratórias utilizando-se de diversas técnicas e procedimentos terapêuticos tanto em nível ambulatorial, hospitalar ou de terapia intensiva com o objetivo de estabelecer ou restabelecer um padrão respiratório funcional no intuito de reduzir os gastos energéticos durante a ventilação, capacitando o indivíduo a realizar as mais diferentes atividades de vida diária sem promover grandes transtornos e repercussões negativas em seu organismo. A fisioterapia respiratória oferece aos pacientes auxílio preventivo e curativo em diversas doenças pulmonares não somente na remoção das secreções, mas também para a melhora do padrão muscular ventilatório do pacientes, ou seja melhora da mecânica respiratória. O especialista em fisioterapia respiratória tem sido cada vez mais solicitado e sua presença nas Unidades de Terapia Intensiva cada vez mais freqüente para indicar, escolher e aplicar condutas específicas da fisioterapia respiratória na resolução de casos complexos.
A neonatologia assim como a fisioterapia é uma especialidade de atuação recente que vem progredindo através do esforço de neonatologistas, pediatras, fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos dentre outros profissionais que tem como proposta um atendimento diferenciado para a criança de alto risco. Devido à imaturidade dos sistemas, os recém-nascidos prematuros apresentam altos riscos de desenvolver complicações respiratórias e neuro motoras. Por esse motivo, atualmente nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais do Brasil, os serviços fisioterapeuticos são essenciais e imprescindíveis para que esses neonatos passem por um processo de recuperação mais rápido e eficaz. A indicação precisa e o tratamento precoce aliado ao critério e bom senso trazem respostas altamente positivas. As técnicas utilizadas nas patologias pulmonares consistem em manobras manuais que facilitam a remoção da secreção do pulmão do bebê e que ajudam na respiração. Juntamente com a equipe interdisciplinar, o fisioterapeuta participa do gerenciamento da ventilação mecânica. O profissional de fisioterapia ajuda a família nas orientações dos cuidados necessários ao recém-nascido diminuindo assim as reinternações hospitalares.
Não é necessário ressaltar que a fisioterapia tem conseguido, por méritos próprios, além dos avanços técnicos e científicos, a aceitação de diversos profissionais conscientes das necessidades dos seus pacientes.
Por Juliana Mancuso
Artrose Vertebral
Definição:
Estado de progressiva deteriorização da articulação vertebral, caracterizando por erosão da cartilagem articular e neoformação óssea nas bordas articulares (osteófitos).
Etiopatogenia:
Há muitos anos atrás achava-se que a artrose era unicamente uma doença senil, isto é o indivíduo obrigatoriamente apresentaria essa doença a partir de certa idade e de forma mais ou menos severa. Segundo este conceito a artrose não representaria um processo mórbido, mais ao contrário, um processo fisiológico evolutivo do ser humano.
Através de estudos em autópsias descobriu-se que as primeiras alterações da artrose representam um envelhecimento sistêmico das cartilagens. Descobriu-se também através desses estudos que este processo pode ocorrer já a partir da terceira idade.
Alguns autores empregam o termo "envelhecimento da articulação" e expõem dois aspectos fundamentais da doença: a perda da capacidade de auto-duplicação dos condrócitos e alterações fisico-químicas da matriz da cartilagem que surgem independente das funções celulares.
Já outros autores consideram a ação de estresses mecânicos sobre a articulação como fatores causadores da artrose. Eles consideram as juntas como rolamentos, e explicam seu desgaste pela deficiência da lubrificação (líquido sinovial).
Patologia:
As primeiras alterações osteoartríticas consistem no aparecimento de irregulariedades (osteófitos) ou perda das camadas da superfície articular da cartilagem articular e fissuras nas zona tangencial.
Durante o processo evolutivo haverá uma crescente erosão da superfície e um aprofundamento das superfícies verticais (fibrilação), até atingirem a zona calcificada. Radiologicamente o osso subjacente revelará uma hipertrofia e um aumento de densidade.
No estágio final do processo a cartilagem desaparece quase completamente da superfície articular e a lâmina terminal óssea permanece em contato direto com o osso ou com a cartilagem da superfície da junta adjacente.
A artrose pode em algumas oportunidades produzir algias interescapsulares, dores pseudopleurais, algias dorsais em cinta, dores episgástricas, pseudovesiculres e pseudo apendiculares.
Ao Raio-X observa-se pinçamento discal principalmente anterior em várias alturas, explicando a cifose e osteofitose.
Pode acometer um grupo de articulações devido a sua permanente mobilidade e degeneração das cartilagens articulares e neoformação óssea.
Alterações Osteoartríticas (Doença articular degenerativa)
1- Quadro clínico:
a- Os sintomas de artrite são comuns em doenças degenerativas de disco ou em articulações continuamente expostas a trauma.
b- Podem se desenvolver osteófitos e invadir o canal espinhal e forame intervertebral, causando assim sinais neurológicos.
c- A articulação em degeneração é vulnerável a compressão de faceta, torção e inflamação, como é qualquer articulação artrítica.
d- Em alguns pacientes, o movimento alivia os sintomas; em outros, o movimento irrita as articulações e os sintomas dolorosos aumentam.2- Manejo durante o período de dor aumentada:
a- Para reduzir a tensão
1- Exercícios de relaxamento.
2- Tração mantida com força suficiente para abrir o forame intervertebral e aliviar a pressão nas raízes nervosas. Se causar irritação, não deve ser usada.
b- Para aumentar a mobilidade use técnicas de amplitude de movimento e contração-relaxamento dentro da tolerância dos pacientes.
c- Ensine ao paciente medidas preventivas e posturas para aliviar as sobrecargas mecânicas.
d- Se o movimento agrava os sintomas, reduza o movimento com suporte passivo (colar cervical, colete dorsal ou lombar para diminuir o sintoma levando em conta a altura em que se encontram os osteófitos, e os pontos de dor), e aumente a força muscular começando com exercícios isométricos.
e- Precauções: Devido ao estreitamento do forame e canal espinhal, deve ser evitada inclinação para trás e inclinação para trás com rotação, já que esses movimentos estreitam ainda mais o forame.
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Marcelo Zeltzer Fisioterapeuta - Petrópolis/RJ
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Síndrome de Kartagener
Dextrocardíaco com Síndrome de KartagenerSitus inversus: condição congênita onde os órgãos do tórax e abdômen estão transpostos;
Sinusite crônica;
Bronquiectasias.
Mais tarde a síndrome foi renomeada para Discinesia Ciliar Primária, uma vez que se verificou defeito na organização estrutural dos cílios do epitélio de revestimento da árvore respiratória
Sintomas
A discinesia ciliar primária possui caráter hereditário ainda não totalmente definido. O defeito na estrutura do cílio ocasiona seus batimentos incoordenados e inefetivos, alterando a remoção de secreção de muco e das partículas inaladas, culminando em rinites, sinusites, otites, bronquites e pneumonias. Todos estes são quadros recorrentes e persistentes. Entretanto, a bronquiectasia é a complicação pulmonar predominante.
O portador da discinesia ciliar primária pode apresentar tosse produtiva crônica e infecções respiratórias recorrentes. Como o diagnóstico tende a ser tardio e de exclusão, pode haver comprometimento progressivo da função pulmonar e baqueteamento digital (alteração congênita caracterizada pelo aumento do diâmetro das falanges distais e alterações das unhas) em pacientes mais velhos. Situs inversus pode ser encontrado em aproximadamente 50% dos pacientes.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser determinado através da microscopia eletrônica pela análise da estrutura do cílio. Entretanto, ele pode não ser totalmente conclusivo em alguns casos, se o defeito ocorrer no funcionamento do cílio.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Artigos de Fisioterapia respiratoria, pilates, sidrome de down...
SÍNDROME DE AICARDI – UMA REVISÃO DE LITERATURA
ASSIMETRIA POSTURAL DE ADOLESCENTES ASMÁTICO
FISIOTERAPIA NA ESCOLA: AVALIAÇÃO POSTURAL
OS PRÍNCIPIOS DO MÉTODO PILATES® NO SOLO NA LOMBALGIA CRÔNICA
REABILITAÇÃO PULMONAR EM CRIANÇAS ASMÁTICAS
LIBERAÇÃO MIOFASCIAL NAS ASSIMETRIAS DE FACE
A UTILIZAÇÃO DA BOLA SUIÇA E BRINQUEDOS NO MECANISMO DE CONTROLE POSTURAL NORMAL: UM ESTUDO DE CASO
O EFEITO DO EXERCÍCIO NO ESTADO REDOX SÉRICO EM ADULTOS COM SÍNDROME DE DOWN
domingo, 3 de maio de 2009
Busca de fisioterapia no google
sábado, 2 de maio de 2009
Síndrome de Burnout
Hoje, nossa conversa baseia-se em um assunto sério, porém, um tanto quanto desconhecido para alguns, esta leitura trará informações sobre a Síndrome de Burnout, que infelizmente, a cada dia, faz novas vítimas.
Falando em termos técnicos, a Síndrome de Burnout designa um estado de exaustão prolongada e a diminuição do interesse, especificamente pelo trabalho. O termo Burnout vem do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim) e na gíria inglesa ele é utilizado para identificar os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício, esse termo foi criado pelo inglês Herbert Freundenberg, em 1974 e ao pé da letra, o "Burnout" pode ser traduzido como "Combustão Completa".
Em português, o Burnout é algo parecido com "perder o fogo", "perder a energia", é uma síndrome, na qual a vítima perde totalmente o sentido da sua relação com o trabalho, de tal forma, que as coisas já não importam mais e que qualquer esforço é inútil.
É um estado de profundo desgaste profissional, geralmente, desenvolve-se em indivíduos muito dedicados (exigentes, com manias de perfeição...) que se frustram ao perceber que suas expectativas não serão atingidas, pode-se desenvolver também, como resultado de um longo período de esforços no trabalho.
Alguns estudiosos definem o Burnout, como uma síndrome, resultado de uma exaustão e a ausência de personalização no trabalho, outros acreditam que o Burnout é um caso de depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema.
O Burnout é uma doença que pode atingir indivíduos de qualquer área de atuação, contudo, sua freq- ência, se dá em profissionais, cujo trabalho é diretamente ligado as relações interpessoais, tais como: professores, médicos, enfermeiros, psicanalistas, bombeiros, telemarketing, atendentes públicos, carcereiros [...].
Nos profissionais da área da saúde, a compaixão, a vontade de salvar vidas e a frustração de perdê-las, leva o indivíduo a desenvolver a síndrome de Burnout, já na área docente a demanda é de outra natureza, está diretamente relacionada ao cuidado, à possibilidade ou não de estabelecer vínculo afetivo com o aluno, e ainda, o docente enfrenta outros tipos demandas emocionais, como: políticas educacionais inadequadas, alunos "problemas" ou até sentimento de injustiça, do não reconhecimento da importância de seu trabalho perante a sociedade, entre outros.
Enfim, o Burnout é definido como uma reação a tensão emocional crônica, que por sua vez, é gerada pelo contato direto, excessivo e estressante com o trabalho.
Basicamente, os principais sintomas do Burnout são: exaustão emocional, despersonalização, baixa realização profissional, sensação de perda de energia e de fracasso profissional e também de esgotamento físico. Em decorrência a exaustão, o indivíduo sofre com dois desses sintomas, já que são reativos, a despersonalização, por exemplo, é o desenvolvimento de atitudes negativas em relação às pessoas próximas ao convívio profissional.
O indivíduo acometido pode também desenvolver alterações comportamentais, como a queda no rendimento, comportamento paranóico e até indícios de aumento no consumo de álcool, café e remédios, tudo isso ocorre, devido, ao trabalho, que consome o profissional, tanto emocionalmente, como fisicamente.
Diferente do estresse, que é caracterizado pela luta do organismo no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout, é a "desistência" dessa luta, por isso, que a síndrome é conhecida como a "síndrome da desistência simbólica", que embora o trabalhador não se ausente fisicamente do trabalho, ele não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.
Essa síndrome ataca tanto profissionais altamente experientes, quando jovens que acabam de ingressar no mercado de trabalho, no entanto, existem alguns cuidados a serem tomados para que você não seja mais uma vítima da síndrome de Burnout, tais quais destacamos:
- Não deixe sua rotina de trabalho cair na monotonia, aumente e diversifique-as;
- Procure não exceder horas extras;
- Tente não se envolver tanto com problemas cotidianos e ou alheios;
- Nas relações interpessoais, troque vivências, experiências e até problemas em comum, isso pode levar a revisão de suas expectativas e possíveis soluções para lidar com determinadas frustrações [...]
Para que seja diagnosticada a síndrome de Burnout, são necessários exames clínicos, geralmente, tais exames são realizados por médicos ou psicólogos, através de instrumentos psicológicos específicos para tal avaliação, se constatada a síndrome, o imediato a fazer é afastar-se do ambiente de trabalho ou até aposentar-se por invalidez, em casos extremos, uma vez que a melhora se dá a partir do momento que a pessoa acometida muda seus hábitos e rotina.
Por isso, é de extrema importância que profissionais com perfis iguais aos citados no inicio deste texto, se atentem para o menor sinal de desgaste profissional e procurem ajuda de um profissional especializado, pois a Síndrome de Burnout, além do desgaste profissional, pode causar também sérias complicações de saúde, devido ao estresse crônico e a deterioração da qualidade de vida.
O Papel da Fisioterapia no Controle da Dor Oncológica
Comumente, na presença de dor oncológica, os pacientes reduzem a sua movimentação e sua atividade física como um todo, ocasionando um comprometimento gradual do condicionamento físico, da força muscular, da flexibilidade e da capacidade aeróbica, fatores esses que com freqüência levam o paciente à chamada síndrome da imobilização, a qual compromete a coordenação motora, reduz a amplitude de movimento articular e acarreta retrações tendíneas.
Assim como no pós-operatório, a cinesioterapia se torna um recurso de grande valia, visto que auxilia na restauração e na melhora do desempenho funcional dos segmentos acometidos, desenvolvendo propriocepção, o movimento, a força e o trofismo muscular, prevenindo a imobilidade no leito e devolvendo a amplitude de movimento articular
(Sampaio et al,1999).
Estimulação nervosa elétrica transcutânea - (TENS) e outros recursos eletroterapêuticos.
Segundo a Associação Internacional de cuidados paliativos e hospitalares, 2003(IAHPC) dentre as intervenções fisioterapêuticas para a dor, a eletroterapia traz rápidos resultados; todavia, o alívio é variável entre os pacientes. No entanto, não é possível tratar a dor oncológica apenas com a utilização de corrente analgésica, mas, de acordo com estudos, pode se diminuir de maneira significativa o uso de analgésicos e seus efeitos colaterais.
Outro estudo, utilizando TENS (Estimulação Elétrica Transcutânea), verificou que o uso desta corrente diminui em até 47% o uso de morfina comparado com o TENS placebo (não ligada), ocorrendo também diminuição da percepção da dor através da Escala Análoga Visual, associada à incidência de náuseas e prurido de forma significativa (HAMZA,1999).
O que determina a percepção individual de um estímulo doloroso é a "abertura" ou "fechamento" da comporta a esses estímulos. Como a condução elétrica da TENS ocorre através das grandes fibras mielínicas, as quais são altamente sensíveis à estimulação elétrica e de condução rápida, levando rapidamente a mensagem até a medula espinhal, o TENS pode propiciar um mecanismo que mantenha o portão fechado a esses estímulos. O mecanismo pelo qual é impedido esse trânsito ocorre através das fibras nociceptivas (condutoras de dor).
De acordo com Sampaio e colaboradores, quanto mais próximo da área afetada se puder aplicar a TENS, maior será a chance de inibir os estímulos nocivos. Esse processo de redução ou minimização da transmissão da dor é conhecido como neuromodulação. Portanto, esta corrente pode ser utilizada com segurança em pacientes oncológicos, todavia deverá ser aplicada onde a sensibilidade tátil estiver preservada e a pele estiver íntegra.
A estimulação elétrica é alcançada ligando a máquina de TENS a eletrodos, na pele dos pacientes, estimulando fibras mielínicas aferentes, o que reduz o impulso dos nociceptores à medula e ao cérebro ("gatecontrol").
Em pacientes com dor crônica, 70% respondem ao TENS, inicialmente. No entanto, apenas 30% ainda se beneficiam de sua eficácia, após um ano.
As indicações em Cuidados Paliativos são para aqueles pacientes com dor de leve a moderada intensidade, especificamente:
- dor em região de cabeça e pescoço;
- dor derivada de compressão ou invasão tumoral nervosa;
- nevralgia pós-herpética;
- dor óssea metastática
O uso da Corrente Interferencial é bem estabelecido para diminuição da dor, no entanto ainda não há consenso sobre qual variação da amplitude modulada de freqüência (AMF) é mais eficaz. Não foram encontradas diferenças na analgesia em grupos com AMF de 5, 40, 80, 120, 160, 200, 240 Hz. Talvez esta diferença esteja relacionada com as características individuais de tecidos da pele e músculos durante passagem da corrente, sendo que variações de lípides, água e íons interferem na geração da Corrente Interferencial, não sendo possível definir o quão é reprodutível o fenômeno no interior dos tecidos (JOHNSON,2003).
Outras modalidades de técnicas complementares para controle da dor podem ser utilizadas, como calor local, frio local, massagem, acupuntura e mesmo exercícios, encorajando o paciente a manter a atividade o maior tempo possível.
A acupuntura pode ser de grande ajuda em casos de dor devido a espasmo muscular, espasmo vesical e em casos de hiperestesia, disestesia e nevralgia pós-herpética, mas ainda há poucos estudos que avaliem a efetividade real desta modalidade, no controle da dor de câncer.
A termoterapia.
A termoterapia, através do calor superficial, é usada freqüentemente para reduzir o desconforto e promover o relaxamento muscular através da interferência no ciclo dor-espasmo-dor devido à redução da atividade das fibras aferentes do fuso muscular (tipo II) e o aumento da atividade das vias aferentes dos órgãos tendinosos de golgi, bem como pela remoção de produtos do metabolismo e mediadores químicos responsáveis pela indução da dor.
Acredita-se que o calor reduza a dor por diminuir a isquemia tecidual aumentando o fluxo sangüíneo e relaxamento muscular. Produz alívio da rigidez articular, espasmos musculares e em inflamação superficial localizada. Pode ser aplicada no local da dor por meio de bolsas, compressa ou por imersão a temperatura entre 40 e 45 graus Celsius durante 20 a 30 minutos de 3 a 4 vezes ao dia.
Porém, a aplicação deste recurso é contra-indicada em áreas pós-cirúrgicas, devido à perda de sensibilidade no local, ou diretamente sobre as áreas do tumor maligno, visto que provoca vasodilatação, aumentando assim a irrigação sangüínea no local e apresentando risco de disseminação de células tumorais por via sangüínea e/ou linfática. Da mesma forma, todas as formas de calor profundo também estão contra-indicadas em fases imediatamente após a intervenção cirúrgica (Sampaio et al,1999).
A aplicação do calor desde que respeitadas às contra-indicações e aplicações distantes do tecido tumoral iniciais, pode ser aplicado a partir de criteriosa observação do quadro clínico dos pacientes e análise do custo-benefício da terapêutica empregada.
O uso da crioterapia.
A ação analgésica do frio está relacionada à contração muscular, diminuição do fluxo sangüíneo e diminuição de edema. O frio reduz a velocidade da condução nervosa, retardando os estímulos nociceptivos à medula. Aplica-se o frio superficial em torno de 15 graus Celsius, durante 15 minutos, de 2 a 3 vezes ao dia por meio de bolsas e hidrocolóides, imersão e compressas de gelo "mole" (mistura de 3 partes de água gelada para uma de álcool).
Segundo Sampaio e colaboradores,1999 não foram encontrados estudos que comprovem a eficácia da crioterapia para a dor oncológica, mas a sua aplicação pode ser útil para as dores musculoesqueléticas, através de bolsas ou imersão em água gelada, duas a três vezes ao dia, durante 15 a 20 minutos. Porém, deve ser evitada a sua utilização em regiões onde não há integridade sensorial, comprometimento arterial periférico, em casos de intolerância ao frio ou alergia e onde o tumor compressivo pode ser o causador da redução da circulação local e em áreas de tratamento de radioterapia.
Métodos mecânicos.
Segundo Pimenta, 2003 as técnicas de terapia manuais podem ser utilizadas como um recurso para a complementação do alívio da dor, pois produz estimulação mecânica dos tecidos, através da aplicação rítmica de pressão e estiramento, reduzindo assim a tensão muscular, melhorando a circulação tecidual e auxiliando na redução da ansiedade do paciente, proporcionando uma melhora na qualidade do sono e da qualidade de vida.
Massagem
A massagem para o alívio da dor pode ser intuitiva e entendida como aplicação de toque suave ou com força em tecidos moles, músculos, tendões e ligamentos sem causar mudança na posição das articulações.
Massagem ou movimentos com alteração na posição das articulações são manobras restritas aos fisioterapeutas. Acredita-se que a massagem melhore a circulação, relaxe a musculatura, produza sensação de conforto e afeto aliviando a tensão psíquica. A técnica pode ser utilizada em doentes com dor, acamados, ansiosos com distúrbios de sono ou tendência a isolamento. Não deve ser utilizada em áreas com lesão de pele, óssea ou se causar dor. Utilizam-se movimentos de deslizamento, amassamento, fricção, percussão, compressão e vibração, com o auxílio de óleos e cremes.
Exercícios e a atividade física.
Muito importante ao controle da dor por combater as síndromes de desuso, distrofia e hipotonia muscular, diminuição da amplitude articular, decorrentes de repouso prolongado e limitação da atividade local.
A atividade física beneficia a melhoria do humor, qualidade de vida, função intelectual, capacidade de autocuidado, padrão de sono e alivia a ansiedade.
Os doentes devem ser estimulados a realizar atividade física e exercícios suaves de contração e alongamento. Lembrar que o uso de imobilizações de suporte e conforto, como coletes de sustentação postural devem ser valorizados. Sempre que possível com orientação de fisioterapeuta ou fisiatra.
A atividade física traz vigor e bem-estar a humanos, sendo que a atividade física moderada pode atuar na depressão, ser benéfica para o sistema imunológico e tem sido proposta como aliviadora de estresse emocional. Por exemplo, indivíduos fisicamente ativos têm baixa incidência de doenças oportunistas durante períodos de alto estresse e respondem melhor a testes imunológicos experimentais. Em pacientes com diagnóstico de depressão o sistema imune é afetado o que pode influenciar no curso clínico da doença já existente além de possibilitar a ocorrência de doenças oportunistas, diminuindo assim, a qualidade de vida destes pacientes (MORASKA A,2001).





