sábado, 31 de outubro de 2009

O uso da crioterapia para a prevenção e recuperação de lesões e dores


A palavra crioterapia vem da palavra grega krýios (gelo) e significa "terapia pelo gelo ou frio". Esse tipo de terapia é muito utilizado no mundo esportivo, seja ele para rendimento, como também para saúde.


Muito recomendada pelos médicos, fisioterapeutas e até mesmo pelos educadores físicos. Isso porque o seu uso pode ser por vários motivos, alguns deles são: diminuição da fadiga, prevenção de lesões e dores, inchaços ou edemas, espasmo muscular, tendinites, bursites, recuperação de lesões, traumatismos mecânicos, entorses, dentre outros.

É uma terapia que pode ser aplicada de diversas formas, algumas delas são: bolsas de gelo, spray frio (produtos químicos), banhos de contraste, massagem com gelo, turbilhão frio e/ou com gelo. A mais simples, segura e econômica é a aplicação da bolsa de gelo.


Segundo especialistas, a aplicação do gelo é recomendada em média 20 minutos com o intervalo de pelo menos 2 horas, para uma próxima aplicação e pode ser reaplicada algumas vezes no dia. Tomar cuidado apenas para não colocar frio intenso sobre a pele para não causar queimaduras.

Essa aplicação passa por, pelo menos, três estágios de sensação. A primeira é a sensação de frio que é seguida por uma picada; logo depois, a dor ou o ardor e finaliza com a dormência.

Muitos atletas amadores, principalmente os de corridas de rua (esporte que vem crescendo significativamente), não se preocupam muito com o uso da crioterapia, principalmente a preventiva. Eles acham que não terão problemas futuros, que é perda de tempo ou que é inconveniente, entre outros motivos, infelizmente, pois o uso traz grandes benefícios.

Podemos citar alguns desses benefícios:

- Anestesia;

- Estimula o relaxamento;

- Reduz a dor, principalmente após os treinos;

- Diminui os processos inflamatórios;

- Reduz a inflamação;

- Diminui o espasmo muscular;

- Evita morte celular;

- Diminui a fadiga;

- Reduz edema;

- Diminui as consequências dos traumatismos mecânicos;

- Libera endorfina na região aplicada;

- Diminui a rigidez articular e muscular;

Mesmo sabendo dos benefícios da crioterapia, é importante a orientação de especialistas para poder fazer uso do mesmo, de maneira correta e segura.

Retirei daqui

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

Tratamento fisioterapêutico na paralisia cerebral


Como na Paralisia Cerebral nós só poderemos tratar as alterações musculares, que são a conseqüência e não a causa da doença, o objetivo final do tratamento ortopédico é a melhora da função motora da criança para que ela possa desempenhar cada vez melhor suas atividades físicas. 

O tratamento fisioterápico tem como objetivos gerais:

* promover experiências normais de desenvolvimento;
* reduzir o reforço ativo de padrões de movimento e posições anormais;
* diminuir deformidades músculo- esqueléticas congênitas e contraturas articulares adquiridas.

O objetivos específicos são:

* normalizar o tônus;
* normalizar os movimentos, restabelecendo e estimulando as reações de endireitamento, reeducando os padrões centralizados dos movimentos (rotações) e reeducando os padrões recíprocos dos movimentos (coordenação e ritmo);
* minimizar contraturas e deformidades;
* melhorar equilíbrio;
* melhorar marcha;
* melhora da capacidade respiratória e aeróbica;
* melhora da circulação periférica;
* melhora da função;
* benefícios psicológicos.

Para que haja a diminuição do tônus, deve-se associar o calor da água (que irá provocar inibição da atividade tônica)com movimentos lentos e rítmicos e rotações e alongamentos suaves. 

FORTALECIMENTO – membros comprometidos (neurônio motor superior ou inferior): movimento com auxílio da flutuabilidade sem aumentar o tônus.

RESTABELECER E ESTIMULAR AS REAÇÕES DE ENDIREITAMENTO – TRONCO E CABEÇA – Densidade relativa, turbulência e metacentro. Progressão aos exercícios: instruir o paciente a olhar em várias direções (para cima, para baixo, para os lados), a abaixar um braço e a movê-lo para frente e para trás, a mover ambos os braços na água, a flexionar uma perna.

REEDUCAR OS PADRÕES CENTRALIZADOS – déficit de movimento e controle nas cinturas escapular e pélvica. Rotações.

REEDUCAR OS PADRÕES RECÍPROCOS DE MOVIMENTOS – coordenação e ritmo dos movimentos: base para os padrões funcionais da locomoção.

MELHORA DA FUNÇÃO – equilíbrio e coordenação, redução do medo de cair, maior tempo de reação, melhora da dor, rolamentos, transferências.



2.7 SESSÃO PLANEJADA

As principais preocupações dos fisioterapeutas para conduzir as crianças com paralisia cerebral na água são:

1. Alteração de forma e densidades,
2. Inabilidade de criar prontamente os movimentos voluntários por causa da espasticidade;
3. Inabilidade de controlar os movimentos involuntários da atetose e ataxia;
4. Respiração ruim;
5. Dificuldades de compreensão e comunicação.

Os problemas podem ser posteriormente compostos por desordens da percepção, dificuldade de controle da cabeça, tônus postural pobre e falta de rotação sobre o eixo corporal.

Com o objetivo de obter aumento de amplitude articular, maior equilíbrio muscular, melhora nas fases da marcha, alívio da dor, melhora nas atividades de vida diária do paciente e redução da espasticidade dentro da água facilitando a realização dos exercícios, o grupo propôs a aplicação de padrões de Bad Ragaz de membros inferiores e tronco associado aos efeitos terapêuticos da água.

Os padrões utilizados ao longo das sessões foram : rotação, flexão e extensão do tronco com cargas e repetições progressivas; padrões de membro inferior como extensão – abdução - rotação medial do quadril - extensão do joelho – flexão plantar e eversão do pé; flexão – adução – rotação lateral do quadril – flexão do joelho – dorsiflexão – inversão do pé ; abdução unilateral e bilateral de membros inferiores.

O estado mental (ansiedade e estresse) do paciente influem no tônus muscular do mesmo modo que influem na tensão muscular em indivíduos normais. Por isso é de fundamental importância salientar a necessidade de manter-se relaxado e de controlar a tensão, cabendo ao fisioterapeuta intervir com meios de relaxamento, principalmente na respiração, para que a tensão não desencadeie a atividade muscular desnecessária. O biofeedback consiste num fator importante na eficácia do tratamento, e cabe a ele informar ao paciente sobre o êxito ou fracasso das tentativas de realizar o movimento mais próximo do normal. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Exemplos de cartão de visita para fisioterapeutas


Cartões de Visita ACC Fisioterapia

cartoes de visita fisioterapeutas
cartoes de visita fisioterapeutas
cartoes de visita fisioterapeutas

Fisio.jpg

alexgallo-fisioterapeuta-logo



 

terça-feira, 20 de outubro de 2009

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Jabá!

domingo, 18 de outubro de 2009

Saiba tudo sobre Coluna Vertebral

A coluna vertebral é formada por várias vértebras que são ligada por articulações que são os discos intervertebrais.
Esses discos são constituídos de material fibroso e gelatinoso que desempenham a função de amortecedores e dão mobilidade para nos locomover, correr ou mesmo quando saltamos. Ele é formado do núcleo pulposo e do ânulo fibroso.
A coluna vertebral, serve de apoio para outras partes do esqueleto.
Cada vértebra possui basicamente um corpo, um grande forame (forame vertebral) e um processo espinhoso, um prolongamento delgado da vértebra. Como as vértebras sobrepõe-se umas as outras, seus forames vertebrais formam o canal vertebral.

O canal vertebral segue as diferentes curvaturas da coluna;como na ilustração ao lado;ele é largo e triangular nas partes em que a coluna possui mais liberdade de movimento, como nas regiões lombar e cervical; e é pequeno e arredondado na região torácica, onde os movimentos são mais limitados. Neste canal fica abrigada a nossa medula espinhal e por esse motivo ela está protegida.
Quando a coluna vertebral é observada lateralmente, vê-se pequenas aberturas laterais, estas são os forames intervertebrais. Eles são importantes para permitir que os nervos (sistema nervoso periférico) se comuniquem com a medula espinhal (que faz parte do sistema nervos central).
Quando é vista de frente a coluna vertebral é reta, e quando vista de lado forma quatro curvaturas, duas delas com a concavidade virada para trás (lordoses) e duas delas com a concavidade virada para a frente (cifoses). Temos assim a lordose cervical (localizada no pescoço), a cifose torácica (ao nível das costelas), a lordose lombar (ao nível do abdómen) e por fim a cifose sacrococcígea, ao nível do sacro e do cóccix.
As cifoses são curvaturas primárias e são desenvolvidas durante o período embrionário, as lordoses são chamadas de curvaturas secundárias pois são desenvolvidas conforme se assume a postura ereta.
O aumento dessas curvaturas representam quadros patológicos. Sendo: Hiperlordose, cervical ou lombar; hipercifose torácica.
A região cervical é constituída por sete vértebras localizadas no pescoço. A primeira vértebra se chama Atlas e se articula com o crânio possibilitando flexão e extensão da cabeça sobre a coluna vertebral cervical, bem como suportando seu peso. O Axis é a segunda vértebra cervical e apresenta uma apófise (saliência)na sua região anterior que se projeta para cima, penetrando o plano horizontal do canal vertebral da primeira vértebra, articulando-se com a parte posterior de seu anel anterior. O Atlas não tem um corpo vertebral como a maioria das demais vértebras.
A região torácica é constituída de doze vértebras que também servem para a inserção das costelas.


A região lombar é constituída por cinco vértebras maiores e é esta região que suporta todo o peso do tronco, dos membros superiores, do pescoço e da cabeça quando estamos na posição sentada ou em pé. Na região da coluna vertebral lombar na altura entre a primeira e a segunda vértebra ( L1 e L2 ) termina a medula nervosa espinhal dentro do canal vertebral em uma formação conhecida como cone medular. A partir do cone parte um aglomerado de raízes nervosas conhecido como cauda equina. Em pares, as raízes nervosas espinhais estendem-se até a parte lateral do canal vertebral, sendo uma raiz de cada lado, saindo pelo foramen lateral.boom como a coluna vertebral é formada

Abaixo da região lombar, sendo parte da bacia, a região sacrococcígea é composta pelo osso sacro que é resultado da fusão de cinco vértebras. Um de cada lado, este conjunto se articula com os ossos ilíacos do quadril, que se articula com os fêmures.
O osso cóccix é formado pela fusão das últimas quatro vértebras.

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Esse post é um post publieditorial

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Homenagem a todos os fisioterapeutas

Fisioterapeutas, PARABENS!

E faça do hoje o ínicio para um futuro melhor. Revolucione, Renove, Invista, Resgate, Recile e Lute. Seja perseverante, vença o cansaço, seja sincero. Vamos elevar a Fisioterapia!.

domingo, 11 de outubro de 2009

Promoção "Tá na Mão"








Portal Educação, parceiro da Chakalat.net e seus blogs, está com uma promoção excelente você tem que participar. Você pode ganhar notebook, netbook, smartphone.  Para participar basta você fazer algum curso ou palestra no portal. E como eles oferecem cursos interessantes e com excelente qualidade, não é difícil de participar!  


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sábado, 10 de outubro de 2009

A indignação de uma fisioterapeuta


Escrevi um post hoje um post de indignação!!!!

A motivação para escrever o post no Fisioterapia e Dinheiro sobre a renumeração da Fisioterapia veio de uma ligação recebida para uma solicitação de atendimento de Fisioterapia Domiciliar.

Contei no Twitter e vou reproduzir aqui na íntegra:

"Eu to indignada! HAHAHAHA Ligaram querendo Fisioterapia Domiciliar e quando dei o preço a pessoa perguntou senão dava pra fazer por R$ 20,00"
"Perguntei o pq desse valor e ela falou "O outro fisio cobrava R$ 25,00 pra vir na minha casa e R$ 5,00 fazia a diferença no meu orçamento"
"Disse que n dava pra fazer e o que a Senhorinha me manda? "Mas não é melhor você ganhar R$ 20,00 do que não ganhar nada?" Ah, então ta!"


Leia o post que eu fiz e pense sobre a nossa profissão. O exemplo dos R$ 7,00 é verdade. Aconteceu comigo.  Mas aposto que acontece com muitos pelo Brasil afora. 

E depois tem gente que não me entende quando eu falo "Vamos elevar a Fisioterapia"

Senão fizermos isso, ninguém fará. Fica o recado de uma fisioterapeuta que tem orgulho imenso da profissão e que se revolta com o que fazem dela.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Especial Especialidades: Fisioterapia Estetica

Previne o aparecimento de cicatrizes hipertróficas facilita o pré e pós-operatório de cirurgias plásticas. Atua ainda, na celulite, flacidez muscular, estrias, envelhecimento cutâneo e queimaduras.

A Fisioterapia em Estética tem como objetivos principais:

• Oxigenar a musculatura favorecendo a hipertrofia, eliminando células mortas e hidratando a pele, previne e trata a flacidez cutânea, ativando a produção de colágeno e elastina, favorecendo a regeneração celular;
• Ativar e acelerar o metabolismo auxiliando na dieta;
• Dissolver a gordura localizada, modelando e afinando todo o corpo, podendo perder de 2 a 20 cm em média;
• Romper nódulos de fibrose (a celulite) que é uma toxina eliminando através das fezes, suor e urina;

Hidroterapia aplicada a paralisia cerebral espástica


A Paralisia Cerebral afeta os movimentos e a postura e é causada por uma lesão cerebral fixa, não progressiva, que ocorre antes, durante, ou depois do nascimento. O dano cerebral numa Paralisia Cerebral não é reversível, produzindo incapacidade física pelo resto da vida. 

A Paralisia Cerebral classifica-se como: 

* Atáxica (1% dos casos) na qual ocorre hipotonia e incapacidade motora;

* Atetóide (20% dos casos), onde ocorre hipotonia na primeira infância. O sinal diagnóstico precoce é a postura anormal da mão quando a criança tenta atingir um objeto. Há presença de movimentos involuntários anormais; 

* Espástica (75% dos casos) e na qual daremos ênfase, ocorre hipertonicidade, hiperreflexia e persistência anormal dos reflexos neonatais, pernas em tesoura, posturas anormais dos membros e contraturas, dificuldade de deglutição e salivação excessiva (Monteggia, 2003).

Apesar do notável avanço médico, a incidência da Paralisia Cerebral não está diminuindo, sendo que 1, em cada 500 crianças, é afetada pela enfermidade. 

O tratamento da Paralisia Cerebral varia com a idade do paciente e há muitas opções disponíveis, em certos casos são necessários tratamentos cirúrgicos (na área de ortopedia), uso de medicamentos (relaxantes musculares) e de aparelhos ortopédicos. 

Apesar de sua incidência não estar diminuindo, o reconhecimento da paralisia cerebral e a intervenção terapêutica precoce têm mostrado bons resultados na melhora das competências motoras, cognitiva e social, facilitando a adaptação da família à deficiência da criança. Baseados nestes resultados, nos efeitos terapêuticos da água e no fato de que para um determinado grupo de crianças portadoras da doença, a hidroterapia é muito mais benéfica do que tratamentos fisioterápicos realizados dentro de um hospital ou centro de reabilitação, realizamos o presente trabalho afim de elaborar uma sessão hidroterapêutica para a reabilitação motora de pacientes portadores de Paralisia Cerebral Espástica. 


2 DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO

2.1 CONCEITO

"Paralisia cerebral é uma dificuldade de controle neuromotor (nervo e músculo). É o resultado de um dano ao cérebro que ele amadureça completamente."

"O termo paralisia cerebral (PC) é usado para definir qualquer desordem caracterizada por alteração do movimento secundária a uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento."

"É o resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que a área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e coordenação motora, dos portadores da condição especial de ser e estar no mundo." 

"A Paralisia Cerebral é um distúrbio que afeta a postura e o movimento devido a uma encefalopatia estática (não progressiva), tendo a lesão cerebral ocorrido no período pré-natal, perinatal ou na infância precoce. Sua característica básica é o retardo do desenvolvimento motor, no entanto, a maioria das crianças são adicionalmente deficientes mentais, apresentam crises convulsivas e comprometimento cognitivo, sensorial, visual e auditivo. A dificuldade na fala é freqüente (disartria)."

"É uma deficiência permanente que requer da criança, dos pais, da família e da sociedade muitas adaptações." 


2.2 FISIOPATOLOGIA

O cérebro comanda as funções do corpo. Cada área do cérebro é responsável por uma determinada função, como, os movimentos dos braços e das pernas, a visão, a audição e a inteligência. Uma criança com Paralisia Cerebral pode apresentar alterações que variam desde leve incoordenacão dos movimentos ou uma maneira diferente para andar até inabilidade para segurar um objeto, falar ou deglutir.

O desenvolvimento do cérebro tem início logo após a concepção e continua após o nascimento. Ocorrendo qualquer fator agressivo ao tecido cerebral antes, durante ou após o parto, as áreas mais atingidas terão a função prejudicada e dependendo da importância da agressão, certas alterações serão permanentes caracterizando uma lesão não progressiva.

Dentre os fatores potencialmente determinantes de lesão cerebral irreversível, os mais comumente observados são infecções do sistema nervoso, hipóxia (falta de oxigênio) e traumas de crânio. O desenvolvimento anormal do cérebro pode também estar relacionado com uma desordem genética, e nestas circunstâncias, geralmente, observa-se outras alterações primárias além da cerebral. Em muitas crianças, a lesão ocorre nos primeiros meses de gestação e a causa é desconhecida.

Quando a lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários, trato piramidal, o tônus muscular é aumentado, isto é, os músculos são tensos e os reflexos tendinosos são exacerbados. Esta condição é chamada de paralisia cerebral espástica.

A espasticidade se refere a um aumento do tônus ou da tensão de um músculo. Normalmente, os músculos devem ter um tônus suficiente para manter a postura, ou o movimento, contra a força da gravidade, proporcionando, ao mesmo tempo, a flexibilidade e a velocidade de movimento. O comando para esticar o músculo, ou aumentar o seu tônus, vai para a medula espinhal através dos nervos que vêm daquele músculo. 

Estes nervos são chamados de "fibras nervosas sensoriais" por informarem a medula o quanto de tônus o músculo tem. O comando para flexionar, ou reduzir o tônus muscular, vai para a medula espinhal através dos nervos no cérebro. Estes dois comandos devem ser bem coordenados na medula, para que o músculo trabalhe bem e facilmente, ao mesmo tempo que mantém a força. 

Uma pessoa apresenta a Paralisia Cerebral porque ela sofreu uma lesão no cérebro. Por razões ainda não bem claras, o dano tem a tendência de ocorrer na área do cérebro que controla o tônus e o movimento muscular dos braços e das pernas. O cérebro de um indivíduo com Paralisia Cerebral é, portanto, incapaz de influenciar o quanto de flexibilidade o músculo deve ter. O comando do músculo por si só domina a medula espinhal e, como resultado, o músculo fica muito tenso, ou espástico.

As crianças com envolvimento dos braços, das pernas, tronco e cabeça (envolvimento total) têm tetraplegia espástica e são mais dependentes da ajuda de outras pessoas para a alimentação, higiene e locomoção. A tetraplegia está geralmente relacionada com problemas que determinam sofrimento cerebral difuso grave (infecções, hipóxia e traumas) ou com malformações cerebrais graves.

Quando a lesão atinge principalmente a porção do trato piramidal responsável pelos movimentos das pernas, localizada em uma área mais próxima dos ventrículos (cavidades do cérebro), a forma clínica é a diplegia espástica, na qual o envolvimento dos membros inferiores é maior do que dos membros superiores. A região periventricular é muito vascularizada e os prematuros, por causa da imaturidade cerebral, com muita freqüência apresentam hemorragia nesta área. As alterações tardias provocadas por esta hemorragia podem ser visualizadas com o auxílio da neuroimagem (leucomalácea periventricular). Por este motivo, a diplegia espástica é quase sempre relacionada com prematuridade. Esta forma é menos grave do que a tetraplegia e a grande maioria das crianças adquirem marcha independente antes dos oito anos de idade.

Na hemiplegia espástica, são observadas alterações do movimento em um lado do corpo, como por exemplo, perna e braço esquerdos. As causas mais freqüentes são alguns tipos de malformação cerebral, acidentes vasculares ocorridos ainda na vida intra-uterina e traumatismos cranio-encefálicos. As crianças com este tipo de envolvimento apresentam bom prognóstico motor e adquirem marcha independente. Algumas apresentam um tipo de distúrbio sensorial que impede ou dificulta o reconhecimento de formas e texturas com a mão do lado da hemiplegia. Estas crianças têm muito mais dificuldade para usar a mão.

As crianças com espasticidade tendem a desenvolver deformidades articulares porque o músculo espástico não tem crescimento normal. Flexão e rotação interna dos quadris, flexão dos joelhos e equinismo são as deformidades mais freqüentes nas crianças que adquirem marcha. Além destas, as crianças com tetraplegia espástica podem desenvolver ainda, luxação paralítica dos quadris e escoliose.

domingo, 4 de outubro de 2009

Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho

Doenças Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são um grupo de lesões que constituem doença ocupacional. Se caracteriza por sintomas dolorosos que acometem tendões, músculos, nervos, ligamentos e outras estruturas responsáveis pelos movimentos dos membros superiores, costas, região do pescoço, ombros e membros inferiores. Portanto, D.O.R.T é a sigla que define as lesões especialmente vinculadas ao trabalho.

A partir de 1980, as DORT tornaram-se as mais freqüentes causas de afastamento do trabalho no mundo.

Esse conjunto de doenças atinge as pessoas que desenvolvem atividades que requerem movimentos repetitivos dentro do trabalho. Outros fatores que contribuem para o aparecimento de DORT são:

· Mesas, cadeiras, máquinas, bancadas e equipamentos em desacordo com a estrutura do corpo humano ou que induzem a má postura;

· Maus hábitos posturais, que, mantidos por tempo prolongado, frequentemente resultam em anormalidades permanentes de postura;

· Falta de organização do trabalho, ausência de pausas para descanso, excesso de horas extras, inexistência de rodízio de tarefas e busca desenfreada por elevação da produtividade.

Pode ser classificada em 4 estágios:

Estágio 1 - Sensação de peso, dormência e desconforto em áreas específicas. Pontadas ocasionais durante as atividades mais intensas (no trabalho ou fora dele) podem ocorrer. As sensações passam após descanso de horas ou poucos dias.

Estágio 2 - Existe dor com alguma persistência. A localização da dor é mais precisa. É mais intensa durante picos de atividade. Pode haver perda de sensibilidade, sensação de formigamento, inchaço e calor ou frio na área afetada. Mesmo com descanso a dor pode permanecer ou reaparecer subitamente sem que qualquer atividade tenha sido realizada. Momentos de estresse psicológico ou emocional podem provocar dor ou sensibilidade nos locais afetados

Estágio 3 - Perda de força eventual ou freqüente. Dor persistente mesmo com repouso prolongado. Crises de dor aguda podem surgir mesmo durante repouso. Perda de sensibilidade freqüente e eventual perda de capacidade de realizar alguns movimentos sem muita dor. Irritabilidade gera ainda mais dor.

Estágio 4 - Dor aguda e constante, às vezes insuportável. A dor migra para outras partes do corpo. Perda de força e do controle de alguns movimentos. Perda grande ou total da capacidade de trabalhar e efetuar atividades domésticas.

As doenças mais comuns dentro de uma ampla lista de quadros clínicos são: tenossinovites, tendinites, bursites, cervicalgia, dorsalgia e lombalgia.

Apesar de se tratar de um problema ocupacional bastante sério, as D.O.R.T são doenças benignas e totalmente curáveis, quando diagnosticadas precocemente e tratadas rapidamente. Quanto mais cedo as DORT forem diagnosticadas e tratadas, maiores as chances de sucesso do tratamento. Por isso, ao primeiro sintoma de desconforto, procure um fisioterapeuta e faça o tratamento.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Blog Concurso e Fisioterapia


Fico bastante feliz com o crescimento de blogs com o tema de fisioterapia. Significa que cada vez mais fisioterapeutas e estudantes estão preocupados em escrever informações e o mais importante: compartilhar.

Na semana passada, eu falei dos 100 mil visitantes do Humberto.  É visita pra caramba. Para se chegar a 100 mil visitas, você tem que escrever, compartilhar, copiar, divulgar, responder comentários e  princiaplmente se preocupar com o conteúdo do que você posta.  É uma opção. E deve se realizar um trabalho digno.

Outro blog que eu gosto muito é o blog Concurso e Fisioterapia.

É um blog que apresenta arquivos de fisioterapia, de enfermage, e provas de concursos, além de falar da atuação do fisioterapeuta em muitas patologias que encaramos diariamente em nossa proifssão.

Então, fica a indicação.  Visite Concurso e Fisioterapia. Vale o link, vale a visita.


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Fisioterapia Vibratoria e a Fisioterapia Uroginecologica

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