sábado, 28 de novembro de 2009

Curso de Fisioterapia Aplicada a Cardiologia


Curso de Fisioterapia Aplicada a Cardiologia


 Portal Educação em suas atribuições, tem por objetivo oferecer aos profissionais e estudantes uma prática constante de atualização, por intermédio da EaD (Educação a Distância).Também visa disponibilizar aos participantes, acesso ao ensino de qualidade com eficácia no aprendizado, fornecendo   recursos tecnológicos inovadores, como conteúdo on-line, animações, videoconferência, exercícios de fixação e objetos de aprendizagem, que auxiliam na formação do cidadão contemporâneo, crítico e atuante na sociedade.

Objetivos Específicos
  • Conhecer a propedêutica cardiovascular e organizar planos de ação fisioterapêutica para prevenção, tratamento e reabilitação das disfunções cardiovasculares no pré e pós operatório de cirurgias cardíacas.

Conteúdo
  • Anatomia Cardíaca;
  • Fisiologia Cardíaca;
  • Cardiopatias Congênitas (Cc);
  • Doenças Valvares;
  • Fisiopatologia Geral;
  • Manifestação Clínica Geral;
  • Comunicação Interatrial (Cia);


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Evolução da Preparação Física e Fisioterapia Esportiva no Brasil


O melhor é ir para o Brasil 
 
Preparação física e fisioterapia esportiva vêm evoluindo e cada vez mais atletas querem se tratar aqui

Já virou uma rotina no mundo do futebol. Quando um jogador brasileiro, em qualquer parte do mundo, se machuca, dificilmente não pede para o seu clube liberá-lo para voltar ao Brasil e se tratar por aqui. Porém, quem imagina que essa solicitação é apenas para poder ficar perto dos amigos e dos familiares enquanto se recupera, está muito enganado. Acontece que a fisioterapia e a preparação física brasileiras estão entre as melhores do mundo. Talvez até mesmo sejam as melhores.

O que se costuma dizer, até mesmo em faculdades, é que o diferencial brasileiro está na mistura de estilos entre o europeu (que baseia a sua fisioterapia na técnica) e o americano (que baseia sua fisioterapia em aparelhos). Mas, na realidade, o avanço de nossas técnicas está além da combinação de estilos. A qualidade da maioria dos clubes brasileiros é fruto de um trabalho conjunto entre médicos, fisioterapeutas e preparadores físicos, como explicou o fisioterapeuta do Flamengo, Gláucio.    

"Nós escutamos muitas coisas. Realmente, os americanos gostam muito de utilizar aparelhos, e, aqui, no Brasil, temos a tendência de adequar a melhor forma de acordo com o paciente, e não de generalizar. Misturamos a técnica e os aparelhos e trabalhamos em conjunto com os médicos e com a preparação física. Isso é algo muito importante. Não sei se somos os melhores porque nunca trabalhei na Europa, mas, realmente, é algo comum os jogadores voltarem para se tratar aqui no Brasil", disse o fisioterapeuta rubro-negro.

O preparador físico Ronaldo Torres, que além de ter trabalhado nos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro teve uma grande passagem por clubes no Japão e no Oriente Médio, disse que o segredo do sucesso da recuperação em clubes brasileiros é o trabalho em conjunto de todo o departamento médico, algo que pouco se vê fora do Brasil.

"O grande segredo dos clubes brasileiros é que nós não temos a vaidade e trabalhamos em conjunto. Ao mesmo tempo em que um atleta está se tratando clinicamente, continuamos o preparando fisicamente. Pode reparar que, em alguns clubes, como o Flamengo, por exemplo, uma recuperação de atleta que demoraria seis meses, demora apenas quatro. Graças a Deus, tive a sorte de sempre trabalhar com bons profissionais no Brasil. Lá no Japão e no Oriente Médio, eles tratavam os atletas como se trata os sedentários, e isso não pode acontecer. Tive que implantar um novo sistema por lá", disse Ronaldo Torres.

O meia do Vasco Carlos Alberto, que já atuou no Porto, de Portugal, e no Werder Bremem, da Alemanha, contou que no Brasil o trabalho é maior e mais qualificado, principalmente porque dura a temporada inteira.

"Aqui, a gente treina mais. Lá na Europa, a gente joga três competições ao mesmo tempo e o treinamento não é tão forte. O puxado lá é a pré-temporada, mas eles exageram. Já fiz coisas difíceis de imaginar, como subir uma montanha. Podemos não ter aqui os mesmos recursos que lá, mas os profissionais brasileiros são os melhores", completou Carlos Alberto.

Fonte

Você já visitou o blog Esporte com Saúde hoje? E o de Fisioterapia Ortopédica?

Laserterapia melhora aparência da cicatriz cirúrgica, diz estudo


A laserterapia poderá ser aplicada com sucesso na melhora do aspecto das cicatrizes resultantes de incisões cirúrgicas. A técnica é normalmente utilizada em fisioterapia para combater a dor em casos de artrose, bursite e tendinite. "O laser de baixa intensidade quando aplicado em grandes cicatrizes torna-as mais finas e com aspecto estético funcional melhor", conta o fisioterapeuta Rodrigo Leal de Paiva Carvalho.
Em seu estudo de mestrado realizado na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o pesquisador testou a técnica em pacientes submetidos à cirurgia de hérnia inguinal. Sob a orientação da professora Raquel Aparecida Casarotto, do curso de Fisioterapia, Carvalho teve como principal objetivo em seu estudo investigar a eficácia do laser infravermelho GaAlAs 830nm no processo de cicatrização de incisão pós-cirúrgica de hérnia inguinal.

Participaram do estudo 28 pacientes, divididos em dois grupos: o experimental, que recebeu o tratamento com laser; e o controle, que não se submeteu à terapia. O laser foi aplicado no primeiro grupo após 24 horas da cirurgia, num total de 4 aplicações, em dias alternados. Após seis meses, os grupos foram reavaliados por meio da escala de cicatriz de Vancouver (escala padrão internacional), escala visual analógica e espessura da cicatriz. Em todos os parâmetros analisados, a diferença na qualidade das cicatrizes foi surpreendente, em favor dos pacientes submetidos à laserterapia. O grupo experimental, que recebeu o tratamento com laser, apresentou melhora significativa na aparência e na qualidade da cicatriz seis meses após a incisão, em comparação ao grupo controle.

Diferença visível
"Acreditamos que esses resultados positivos podem ser explicados pelas propriedades do laser, como a influência da mobilidade e proliferação de fibroplastos, atuando na aceleração, na síntese e na manutenção da morfologia do colágeno, angiogênese e no aumento do número de células endoteliais", avalia Carvalho.

Já o cirurgião geral Paulo Sérgio Alcântara, do Hospital Universitário (HU) da USP, que acompanhou o estudo ao lado do cirurgião plástico Fábio Kamamoto, ressalta que ficou comprovado cientificamente que o laser de baixa intensidade diminui a espessura e a profundidade da cicatriz. "Após seis meses do início do tratamento, era visível a diferença na qualidade das cicatrizes entre os dois grupos. Tanto que interrompemos o estudo, pois chegamos ao objetivo da pesquisa".

De acordo com o fisioterapeuta e autor do estudo, havia um certo conhecimento de que o laser melhorava o aspecto das cicatrizes, mas não existia nenhum trabalho científico com humanos, no padrão que o estudo foi realizado. Todo o processo foi documentado com fotografias. Ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da cicatriz, o tratamento a laser pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A pesquisa abre campo para se estudar os efeitos do laser em cicatrizes hipertróficas e quelóides. Na opinião do cirurgião Paulo Sergio Alcântara, os excelentes resultados devem estimular os médicos a adotarem a laserterapia como uma boa opção no tratamento de cicatrizes. Mas, segundo ele, cabe ao médico decidir em que casos o laser deve ser aplicado. Ele garante que o laser é seguro e que não causa efeitos adversos ao paciente.
 
Assessoria de Imprensa da USP

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fisiolinks 5


Este blog atingiu a marca de 600 visitas diárias. Para quem começou com nenhuma, eu acho muita coisa. Trazer informação de qualidade a fisioterapeutas e pacientes que necessitam de fisioterapia continua sendo a meu grande objetivo. E hoje é quarta feira, que quero dividir linoks da fisioterapia com vocês. Se você tiver um link para colocar aqui que você achou bacana, é só ir na nossa comunidade e sugerir ou então aqui pelos comentários.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fisioterapia e Diabetes



O Diabetes pode trazer inúmeras complicações para a saúde. Entre elas está à neuropatia diabética. Ela ocorre devido a lesões de vasos e nervos, inicialmente os mais finos e posteriormente os mais grossos, por causa da variação da taxa de glicose no sangue. Essas lesões causam perda de sensibilidade e de força muscular em longo prazo, principalmente nos pés e tornozelos. Muitas vezes, os sintomas são sensação de queimação, formigamento, agulhadas, e outros tipos de dor, que pioram à noite e com o repouso. 

Com o tempo fica mais difícil caminhar, subir e descer escadas, passar por obstáculos e superfícies instáveis, fazendo com que o paciente se torne cada vez menos ativo, e o que antes era fácil de fazer, como ir à padaria ou à farmácia à pé, torna-se uma tarefa difícil.

É aí que a fisioterapia pode ajudar muito a melhorar a qualidade de vida. Com exercícios específicos de fortalecimento e alongamento muscular, treino de equilíbrio e orientações, essas dificuldades do dia a dia podem diminuir e até desaparecer. A capacidade de ficar em pé, caminhar com mais velocidade e por mais tempo, andar de ônibus ou outras tarefas como essas são devolvidas ao paciente, e com isso vem também mais independência.

Além disso, a fisioterapia trata de outros distúrbios que podem ou não estar relacionados com o Diabetes, como dores na coluna, tendinites, bursites, artroses, reabilitação de AVE – Acidente Vascular Encefálico, "derrame" – problemas posturais através do RPG – Reeducação Postural Flobal- doenças respiratórias (bronquite, asma, enfisema pulmonar, etc). A fisioterapia também atua em problemas de retenção de líquidos através da drenagem linfática, técnica de massagem manual que auxilia o organismo a eliminar esses líquidos acumulados por insuficiência do sistema linfático.

Outra técnica que pode ser aplicada pelo fisioterapeuta é o Pilates, que é um conjunto de exercícios físicos de fortalecimento, alongamento, e coordenação que podem ser feitos tanto para o tratamento de problemas posturais quanto para dores musculares ou na coluna.

Mesmo que você não sinta esses sintomas, ou não tenha tantas dificuldades nas tarefas do dia a dia, vale a pena passar por uma avaliação e orientação dos exercícios mais indicados para o seu caso, pois a prevenção é a melhor amiga de uma vida saudável.

Bibliografia: 
Oliveira JEP, Milech A. 
Diabetes Mellitus – clínica, diagnóstico, tratamento multidisciplinar. 
São Paulo: Ed Atheneu, 2004

O PAPEL DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO INTEGRADO DO DIABETES E SUAS COMPLICAÇÕES

O Departamento de Fisioterapia da ANAD (FisioANAD) é mais uma  oportunidade de atendimento oferecido no centro das atenções ao público portador de diabetes associado a ANAD. Este núcleo responsabiliza-se pelo acompanhamento das atividades que envolvem a reabilitação física dos associados corrigindo, orientando e prevenindo futuras complicações como conseqüência do diabetes. 

REABILITAÇÃO FÍSICA

Inclui desde a educação na rotina de bons hábitos de posicionamento do corpo (postura), o acompanhamento das tarefas ligadas ao dia-a-dia dos nossos usuários e a associação de medidas para impedir a exposição das pessoas a condições de risco que levem as complicações, assim como: 

  • Identificação e controle sobre os pontos de pressão formadores das feridas dos pés,
  • A diminuição dos casos com queixa de dores nas juntas,
  • A diminuição das sensações desconfortáveis nas neuropatias percebidas pela queimação, agulhadas e choques,
  •    Readaptação no menor período de tempo após a colocação de uma prótese, um componente que substitui uma parte do corpo, ou ainda um auxiliar da marcha, ou seja, uma bengala, cadeira de roda e até muleta orientados conforme a maneira correta de se utilizar.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Video: Conceito Mulligan utilizando Taping



É uma terapia manual desenvolvida na Nova Zelândia pelo fisioterapeuta Brian Mulligan.

A técnica é aplicada no tratamento de disfunções das articulações e da coluna vertebral propiciando o alívio da dor e ganho de amplitude.
O conceito Mulligan utiliza mobilizações cujas manobras são realizadas com número, posição, direção e pressão corretos.
Se necessário, o uso de tapping (bandagem) poderá ser usado para manter o segmento tratado na posição desejada.

A técnica conhecida mundialmente como TAPING, baseia-se na recuperação da biomecânica normal, pelo reposicionamento articular obtido com o uso de; 1º terapia manual, 2º bandagem e 3º exercícios terapêuticos, tratando assim as desordens neuro-mecânicas através do envio constante de estímulos proprioceptivos da região onde há o desequilíbrio muscular. Sua eficácia esta sendo comprovada por inúmeras publicações internacionais.

Porém o mais importante para a utilização do método é antes de sua utilização, saber avaliar bem o paciente (desvios,rigidez ou fraqueza), de forma estática e dinâmica, fazendo os diversos testes específicos para cada articulação. Pois se a avaliação não estiver correta o método não alcançará o resultado esperado.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Robôs reinventam a Fisioterapia


Engenheiros holandeses juntaram as mais recentes novidades em robótica, equipamentos de fisioterapia e aparelhos de ginástica para criar um novo dispositivo de reabilitação que está ajudando pacientes vítimas de derrames a recuperarem os movimentos dos braços e ombros.

Os robôs de reabilitação, com sua alta precisão, permitiram que os pacientes fizessem movimentos complexos muito mais rapidamente do que quando submetidos aos tratamentos de fisioterapia tradicionais.

Produtividade da fisioterapia

Segundo os médicos que fizeram os primeiros testes com os robôs, "enquanto a terapia anterior permite que um paciente leve o botão de sua roupa até a casa, a nova terapia permitiu que ele de fato coloque o botão dentro da casa. Os robôs tornaram a terapia mais produtiva e menos trabalhosa para os terapeutas e mais agradável para os pacientes."

Com o ganho de produtividade e a ação coordenada e inteligente dos robôs de reabilitação, um único fisioterapeuta consegue acompanhar com atenção integral até 3 pacientes. Hoje, um paciente exige a dedicação total do profissional de saúde.

Medições mais detalhadas

Outra grande vantagem do equipamento robotizado de reabilitação é que os robôs podem fazer medições mais detalhadas e gerar dados mais sistemáticos para o acompanhamento do progresso do paciente. Isto permite que os médicos e fisioterapeutas dirijam melhor o tratamento, adaptando-o rapidamente às necessidades e ao progresso de cada paciente.

Agora os engenheiros querem programar os robôs de forma a fazê-los atuar também na reabilitação de pacientes que sofreram fraturas graves.

A carreira de Fisioterapia


Uma carreira que exige muita dedicação e constante atualização desde o primeiro dia de aula até toda a vida profissional. Assim tem que ser encarada a profissão de fisioterapeuta, na qual é preciso se dedicar às pessoas e saber tratá-las com caráter humano, buscando intervir positivamente nas dificuldades e limitações físicas de cada paciente.

O coordenador do curso de Fisioterapia da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Alexandre Cavallieri Gomes, esclarece a importância do fisioterapeuta na reabilitação da parte física dos pacientes. "É um profissional que traz de volta a pessoa para o dia a dia, mesmo que ela tenha limitações permanentes. É muito importante fazer um treinamento para que ela possa recuperar as capacidades físicas ou mesmo para prevenir a instalação de patologias".

Segundo ele, os fisioterapeutas encontram espaço para trabalhar em clubes, academias, clínicas, hospitais, postos de saúde, equipes esportivas e empresas privadas. E a Fisioterapia não se resume a exercícios ortopédicos ou massagens, como muitas pessoas pensam. O trabalho começa com a prevenção de problemas, passa pela avaliação dos pacientes, programação de tratamento adequado para cada caso e, é claro, a execução desse tratamento. 

O fisioterapeuta-chefe do Hospital Nossa Senhora de Lourdes (SP), George Jerre Vieira Sarmento, afirma que a especialização em uma determinada área é muito importante para o sucesso do profissional. "Nos últimos cinco anos, o mercado está exigindo que o fisioterapeuta seja especialista e isso requer que ele faça cursos de pós-graduação, práticos e teóricos, para se tornar habilitado nas diversas novas áreas que surgem", explica.

Essa exigência ocorre porque o mercado, principalmente na região Sudeste, não tem condições de absorver todos os fisioterapeutas que se formam por ano, especialmente na área ortopédica, já saturada. Nas outras regiões do Brasil, a demanda é maior e há opções também no exterior. Segundo Sarmento, o fisioterapeuta brasileiro é muito bem visto e recebido nos Estados Unidos, um país carente na área. Por ter vários campos de atuação, o salário também varia muito. Um recém-formado pode ganhar de R$ 800 a R$ 3.000, dependendo da área e da região na qual ele vai trabalhar.

A falta de reconhecimento do trabalho realizado pelo fisioterapeuta é, para Gomes, um ponto negativo. Ele diz que em um país com um déficit de cultura e educação tão grande é natural que as pessoas não saibam realmente o que é Fisioterapia. Mas o maior problema é dentro da área médica. "Somos profissionais de uma área independente, assim como a Medicina. Ninguém precisa mandar encaminhamento para o convênio para falar que o paciente precisa de médico. Mas se uma pessoa quiser ir fazer fisioterapia diretamente ela não pode, tem que ter a prescrição", lamenta.

A tendência é que esse quadro melhore nos próximos anos. Os dois profissionais afirmam que, em dez ou 15 anos, a profissão estará estabilizada, com as áreas de atuação bem definidas e a autonomia necessária. Gomes ainda acredita que a ajuda do governo (municipal, estadual e federal) é fundamental para a abertura de vagas e o atendimento adequado da população. E finaliza, explicando que atualmente "a iniciativa privada é que faz a Fisioterapia existir. O governo deve e precisa abrir vagas, principalmente para a área de atenção a crianças". 

Banho de gelo usado por atletas


A técnica de banho de gelo, ou o de imersão, começou no esporte. A primeira modalidade a usar foi o atletismo e atualmente essa técnica já foi difundida. Para se ter uma idéia, até a seleção feminina de futebol usa a técnica de imersão.

Para lutar pelo ouro olímpico, por exemplo, as jogadoras fazem qualquer sacrifício, até entrar literalmente numa fria. Como mergulhar numa banheira de gelo todos os dias após os treinos e jogos. É nessa parte que entra a técnica de imersão. 

As aplicações do frio são utilizadas desde antes de Cristo, quando gregos e romanos utilizavam gelo natural e neve para tratar problemas médicos. Já no século 19, as compressas frias foram reconhecidas como auxiliares nas cirurgias. E hoje, século 21, aprimoramos técnicas e conhecemos fisiologicamente seus efeitos.

Benefícios - O uso da crioterapia (que pode ser através de banho de gelo) produz anestesia, analgesia, diminui espasmo muscular, incrementa o relaxamento, permite mobilização precoce, incrementa o limite de movimentos, quebra o ciclo dor-espasmo-dor e diminui o metabolismo.

A temperatura da água utilizada nos banhos de imersão varia de -1 grau a cinco graus. Utilizamos sempre esta técnica após atividade física, e em um tempo de três a cinco minutos. 

O banho de imersão em água com gelo é muito utilizado em provas de Fast Triathlon, onde ao término de cada bateria, o atleta dirigi-se à banheira e fica imerso em água com gelo. Esta é uma ótima técnica para recuperação muscular e prevenção de algum tipo de dor, através do efeito causado pelo gelo. 

Mas cuidado. É muito importante levar em conta que quando aplicada a imersão nos pés, nas pontas dos dedos é possível que aja uma isquemia e que você não sinta a ponta dos seus dedos, além de diminuir também, a circulação de sangue local. Isso porque temos poucas terminações nervosas nessas partes do corpo. Por isso uma boa saída para esse problema é colocar uma luva cirúrgica na ponta dos dedos.

Mais sobre crioterapia


Efeito fisiológico - O efeito fisiológico da crioterapia sobre a dor se dá pela diminuição da velocidade de condução nervosa de forma proporcional à quantidade de resfriamento.

Contra indicação - Não deve ser usado quando há ferida aberta ou até mesmo em pessoas que possuam algum tipo de lesão nervosa, que faça com que tenha diminuição da sensibilidade. Infecções de pele e gastrointestinais, sintomas agudos de trombose venosa profunda, doença sistêmica e tratamento radioterápico em andamento, micoses, fungos dentre outros.

Quando usar - Em fraturas consolidadas ou em fase de consolidação, alterações posturais, pós-lesões traumáticas como entorses, luxações, subluxações, lesões impactantes, etc., além de pós-operatórios ósseos e articulares. Após atividade física prolongada e de esforço físico máximo. Isso tudo de acordo com cada pessoa.

Resultados - Dentre os resultados podemos citar: benefícios como aumento da amplitude de movimento, diminuição da tensão muscular, relaxamento, analgesia, melhora na circulação, absorção do exudato inflamatório e debridamento de lesões, bem como incremento na força e resistência muscular, além de equilíbrio e propriocepção redução do tônus muscular.

Lembre-se que o gelo se usado indiscriminadamente (sem a técnica adequada ou por tempo excessivo) pode ser lesivo para os tecidos (principalmente a pele).

Por David Homsi - www.webrun.com.br 

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fisioterapeuta ensina a usar audiovisuais na prevenção de lombalgia


O Grupo de Pesquisa em Ergonomia do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, com o apoio da Pós-Graduação em Enfermagem, realizou nesta sexta-feira (19), no próprio departamento, a palestra "Utilizando métodos audiovisuais em pesquisas sobre prevenção de lesões em saúde". O convidado foi o fisioterapeuta e pós-doutorando em Enfermagem da Universidade de Alberta, Canadá, Edgar Ramos Vieira.

De acordo com Vieira, metalúrgicos e enfermeiros são as duas categorias profissionais que correm mais risco de desenvolver lombalgia. Os fatores podem ser genéticos, morfológicos, psicossociais ou biomecânicos, dos quais a postura, a força, a amplitude de movimentos e as repetições são os grandes vilões. O uso da fotometria e do vídeo narrativo são fortes aliados na redução dos riscos de lesões crônicas e agudas que representam a maioria dos afastamentos desses profissionais. "O trabalho deve ser adaptado ao trabalhador e não o contrário", comentou Vieira.

Pela fotometria, pode-se avaliar a lordose ou a cifose dos enfermeiros ao transportar pacientes bariátricos ou de UTI. O vídeo narrativo mostra, quadro a quadro, o esforço e a repetição de ações que podem lesionar as fibras musculares. O vídeo narrativo também pode ser usado como método participativo, no qual os funcionários sugerem ações para a prevenção de lesões por esforços repetitivos (LER) e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). "Existem expectativas falsas quando se usa o termo prevenção para essas doenças. Na verdade, o que ocorre é a redução de risco, pois não é somente o peso que deve ser levado em consideração", disse Vieira.

Para o especialista, o barulho, a iluminação, a ergonomia de mesas e cadeiras, o reconhecimento, a satisfação e outros fatores também devem analisados. A luz de uma janela refletida no monitor do computador pode levar o trabalhador a adotar uma postura inadequada, ensinou Vieira. Outro mito da ergonomia é levantar um objeto com os joelhos retos ou flexionados. Os estudos de Vieira comprovam que o problema está na distância. "Se o objeto a ser carregado não cabe entre os joelhos, a carga e a compressão nas costas serão grandes. Mas essa é outra discussão", comentou.

Vi aqui!

Fisioterapeuta em uma equipe de primeiros socorros


 "Em 1859, Jean Henry Dumant, suíço, com a função de administrador da Sociedade Anônima Moinhos de Mons-Dyemile, foi a Paris com propósito de conseguir de Napoleão III, autorização para instalar uma companhia, o moinho, na Argélia, que pertencia ao domínio francês. Dumant, atrás das linhas francesas, teve a oportunidade de observar, em Castiglione, a chegada dos feridos de guerra e constatou que a assistência dos serviços médicos, dada aos guerreiros tinha caído em colapso, em ambos os exércitos. O número de feridos, que chegavam à unidade aumentava cada vez mais, transformando-a em postos de atendimentos. Dumant observou que o tétano, a gangrena, as infecções e mutilações não tardaram a enegrece mais ainda o quadro dantesco da cidade. Reuniu as mulheres da comunidade e mais de 300 soldados, organizando um "Corpo de Assistência aos Feridos". A assistência aos feridos, era aplicada indistintamente a amigos ou inimigos" (NOVAES & NOVAES, 1994).

    Ao regressar a Genebra preconizou a criação de organizações em todos os países, com o objetivo de socorrer os feridos sem distinção de nacionalidade. Com o apoio de quatro personagens importantes, um general, um jurista e dois médicos, criaram o Comitê Internacional dos Cinco. Através de seu empenho, conseguiu a adesão de vários países e em 1863, realizou-se a Conferência de Genebra, onde se criou um organismo: A Sociedade Internacional Humanitária em Defesa do Ferido de Guerra, posteriormente denominada Cruz Vermelha (NOVAES & NOVAES, 1994).

    Em 1870, ao findar a guerra franco-prussiana, Dumant ressurge vigoroso e entusiasta à frente, em socorro aos feridos de guerra clamando por humanidade. Por esta época incentivou a comunidade a que se ensinassem os primeiros socorros a serem aplicados não só no período de guerra mais aos períodos oriundos de calamidades, catástrofes e fome, surgindo desta forma os Primeiros Socorros (NOVAES & NOVAES, 1994).

    Denominam-se primeiros socorros o tratamento aplicado de imediato ao acidentado ou portador de mal súbito, ou seja, são cuidados imediatos prestados a uma pessoa, fora do ambiente hospitalar, cujo estado físico, psíquico e ou emocional coloquem em perigo sua vida, com o objetivo de manter suas funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, até que receba assistência medica especializada (NOVAES & NOVAES, 1994).

    Atividade de socorrista é regulamentada pelo Ministério da Saúde, segundo a portaria n° 824 de 24 de junho de 1999. O socorrista possui um treinamento mais amplo e detalhado que uma pessoa prestadora de socorro. Um bom socorrista deve ter espírito de liderança, bom senso, compreensão, tolerância e paciência; ser um líder, na concepção da palavra; saber planejar e executar suas ações; saber promover e improvisar com segurança; ter iniciativa e atitudes firmes e ter, acima de tudo o espírito de solidariedade humana, ou "Amor ao próximo" (NOVAES & NOVAES, 1994).

    Toda pessoa que estiver realizando o atendimento de primeiros socorros deve, antes de tudo, atentar para a sua própria segurança. O impulso de ajudar a outras pessoas não justifica a tomada de atitudes inconseqüentes, que acabem transformando-o em mais uma vítima. A seriedade e o respeito são premissas básicas para um bom atendimento de primeiros socorros. Para tanto, evite que a vítima seja exposta desnecessariamente e mantenha o devido sigilo sobre as informações pessoais que ela lhe revele durante o atendimento (SILVEIRA & MOULIN, 2003).

    O consentimento para o atendimento de primeiros socorros pode ser formal, quando a vítima verbaliza ou sinaliza que concorda com o atendimento, após o prestador de socorro ter se identificado como tal e ter informado à vítima de que possui treinamento em primeiros socorros, ou implícito, quando a vítima esteja inconsciente, confusa ou gravemente ferida a ponto de não poder verbalizar ou sinalizar consentindo com o atendimento. Neste caso, a legislação infere que a vítima daria o consentimento, caso tivesse condições de expressar o seu desejo de receber o atendimento de primeiros socorros. O consentimento implícito pode ser adotado também no caso de acidentes envolvendo menores desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Do mesmo modo, a legislação infere que o consentimento seria dado pelos pais ou responsáveis, caso estivessem presentes no local (SILVEIRA & MOULIN, 2003).

    O prestador de socorro deve ter em mente que a vítima possui o direito de recusa do atendimento. No caso de adultos, esse direito existe quando eles estiverem conscientes e com clareza de pensamento. Isto pode ocorrer por diversos motivos, tais como crenças religiosas ou falta de confiança no prestador de socorro que for realizar o atendimento. Nestes casos, a vítima não pode ser forçada a receber os primeiros socorros, devendo assim certificar-se de que o socorro especializado foi solicitado e continuar monitorando a vítima, enquanto tenta ganhar a sua confiança através do diálogo (SILVEIRA & MOULIN, 2003).

    Caso a vítima esteja impedida de falar em decorrência do acidente, como um trauma na boca por exemplo, mas demonstre através de sinais que não aceita o atendimento, fazendo uma negativa com a cabeça ou empurrando a mão do prestador de socorro, deve-se proceder da seguinte maneira: não discutir com a vítima; não questione suas razões, principalmente se elas forem baseadas em crenças religiosas; não tocar na vítima, isto poderá ser considerado como violação dos seus direitos; converse com a vítima, informe a ela que você possui treinamento em primeiros socorros, que irá respeitar o direito dela de recusar o atendimento, mas que está pronto para auxiliá-la no que for necessário; arrolar testemunhas de que o atendimento foi recusado por parte da vítima. No caso de crianças, a recusa do atendimento pode ser feita pelo pai, pela mãe ou pelo responsável legal. Se a criança é retirada do local do acidente antes da chegada do socorro especializado, o prestador de socorro deverá, se possível, arrolar testemunhas que comprovem o fato (SILVEIRA & MOULIN, 2003).

    Deixar de prestar socorro significa não dar nenhuma assistência à vítima. A pessoa que chama por socorro especializado, por exemplo, já está prestando e providenciando socorro. Qualquer pessoa que deixe de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo, estará cometendo o crime de omissão de socorro, mesmo que não seja a causadora do evento, a omissão de socorro e a falta de atendimento de primeiros socorros eficiente são os principais motivos de mortes e danos irreversíveis nas vítimas de acidentes de trânsito (SILVEIRA & MOULIN, 2003).

    O serviço de atendimento pré-hospitalar envolve todas as ações que ocorrem antes da chegada do paciente ao ambiente hospitalar, e pode influir positivamente nas taxas de morbidade e mortalidade por trauma. A assistência qualificada na cena do acidente, o transporte e a chegada precoce ao hospital são fundamentais para que a vítima chegue ao hospital com vida. O atendimento pré-hospitalar é realizado através de duas modalidades: o suporte básico à vida, que se caracteriza por não realizar manobras invasivas e o suporte avançado à vida, que possibilita procedimentos invasivos de suporte ventilatório e circulatório (ANTUNES & DIAS, 2006).

    O atendimento pré-hospitalar consiste em três etapas: 

  1. atendimento na cena do acidente; 

  2. transporte rápido e com segurança até o hospital;

  3. Chegada ao hospital

domingo, 8 de novembro de 2009

Síndrome de Ehlers-Danlos


A síndrome de Ehlers-Danlos é um distúrbio hereditário extremamente raro do tecido conjuntivo que ocasiona flexibilidade articular extrema, pele muito elástica e tecidos frágeis.


Esta síndrome apresenta várias variantes, causadas por anomalias em diferentes genes que controlam a produção do tecido conjuntivo. Muitas crianças apresentam articulações muito flexíveis (hipermobilidade benigna) sem qualquer outro sintoma. A flexibilidade tende a diminuir ao longo do tempo.

Sintomas e Diagnóstico

 A pele pode ser distendida vários centímetros, mas retorna à sua posição normal, quando ela é liberada. As articulações podem ser extremamente flexíveis. Freqüentemente, ocorre a formação de grandes cicatrizes sobre as partes ósseas do corpo, sobretudo nos cotovelos, nos joelhos e nas canelas. Pode ocorrer a formação de pequenos nódulos redondos e duros sob a pele, os quais podem ser observados nas radiografias.

Pequenos traumatismos podem causar grandes lesões abertas, geralmente com um pequeno sangramento. Entretanto, uma minoria das pessoas com síndrome de Ehlers-Danlos apresenta uma tendência ao sangramento fácil. A reparação das lesões pode ser difícil, pois os pontos tendem a lacerar o tecido frágil. Os órgãos internos do corpo também podem ser frágeis, causando problemas durante a realização de cirurgias. As entorses e as luxações são comuns. Aproximadamente 25% das crianças apresentam uma bossa (corcova) e cifoescoliose (um tipo de curvatura anormal da coluna vertebral) e 90% têm pés planos. As hérnias e os divertículos intestinais são comuns. Raramente, o intestino frágil sangra ou rompe (perfura).

Uma mulher grávida com a síndrome de Ehlers- Danlos pode ter um parto prematuro porque os tecidos de seu corpo distendem com facilidade. Quando o feto apresenta a síndrome, as membranas que contêm o feto podem romper prematuramente. Além disso, por causa da fragilidade dos tecidos, a cirurgia pode ser mais difícil na mulher grávida (p.ex., cesariana ou episiotomia [incisão na abertura vaginal] para facilitar a saída do bebê). Uma hemorragia maciça pode ocorrer antes, durante ou após o parto.

Prognóstico e Tratamento

Apesar das muitas e variadas complicações, o tempo de vida das pessoas com síndrome de Ehlers-Danlos é normal. No entanto, em algumas pessoas, determinadas complicações (p.ex., ruptura de um vaso sangüíneo) são fatais.

A síndrome de Ehlers-Danlos não tem cura. As lesões devem ser evitadas por causa da fragilidade dos tecidos. O uso de vestimentas protetoras e acolchoadas pode ser útil. Quando uma pessoa com síndrome de Ehlers-Danlos deseja ter filhos, o aconselhamento genético é recomendável, para se determinar o risco dos filhos herdarem a síndrome.

Tratamento da estenose do canal vertebral


OPÇÕES DE TRATAMENTO 


Várias opções de tratamento estão disponíveis para a estenose do canal vertebral, e elas podem ser subdivididas em duas categorias:

 

  • Tratamento "conservador"
  • Tratamento cirúrgico


TRATAMENTO CONSERVADOR 


Este termo tem sido utilizado para definir todo tratamento que não envolve cirurgia. No início a maioria dos pacientes pode ser tratada de forma segura e eficaz modificando suas atividades cotidianas e utilizando alguma medicação para alívio da dor e diminuição da inflamação. Analgésicos: para o período inicial de tratamento, narcóticos leves e relaxantes musculares podem ser administrados; eles não devem ser utilizados por mais do que duas a três semanas, quando então antiinflamatórios não esteróides devem ser instituídos, a menos que tenham contra-indicações. Educação: postura correta, posições adequadas para dormir (deitar de lado com um travesseiro entre os joelhos, que devem estar semi-fletidos; uso de colchão firme), maneiras corretas de inclinar-se para frente, carregar pesos, pegar objetos no chão, etc. Uso de colar cervical ou colete lombo-sacral sempre sob supervisão do médico. Após o alívio dos sintomas recomenda-se o retorno progressivo às atividades habituais e início gradual de exercícios não vigorosos, como caminhadas e hidroginástica. 


Entretanto, estas orientações não são absolutas e só o seu neurocirurgião poderá fazer um julgamento sobre qual tratamento é mais apropriado para o seu caso e qual não é recomendável. 


Um programa de fisioterapia motora pode ser considerado. Recomenda-se a avaliação de um fisioterapeuta, pois sua participação é fundamental. A terapia inicial geralmente compreende: 


  • Exercícios e alongamentos para manter a movimentação e fortalecer a musculatura ajudando a estabilizar a coluna.
  • Terapia com calor profundo (também conhecido como "ultra-som").

 Aplicações de calor superficial e massagem leve podem proporcionar conforto para o paciente, mas não têm valor terapêutico real. Trações não são recomendadas. O uso de injeções de antiinflamatórios na região da coluna (bloqueio ou infiltração) é controverso, mas pode ser útil em certos pacientes com sintomas leves ou moderados. Estas injeções ajudam a reduzir a inflamação dos nervos espinhais e raízes nervosas contribuindo para controlar a dor. Geralmente não mais do que três injeções por ano são recomendadas. Entretanto, essas manobras são de alívio temporário e os sintomas podem retornar quando o efeito da medicação passar. Altas doses de vitaminas têm sido prescritas por alguns, mas faltam provas científicas do seu valor terapêutico. 


Os efeitos naturais do envelhecimento que resultam em diminuição da massa óssea e diminuição da força e elasticidade dos músculos e ligamentos, não podem ser evitados. Entretanto, eles podem ser retardados. No longo prazo, recomenda-se a manutenção do condicionamento físico. Deve-se evitar o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo, pois estes fatores aumentam a chance de recorrência de problemas na coluna. Caso o tratamento conservador não ofereça alívio adequado seu médico pode recomendar o tratamento cirúrgico.  


OPÇÕES DE TRATAMENTO CIRÚRGICO 


Atualmente o tratamento cirúrgico é muito seguro. O neurocirurgião é o médico com treinamento adequado no diagnóstico e tratamento de patologias da coluna vertebral.Ele dispõe de materiais e equipamentos modernos que tornam o seu trabalho cada vez mais eficiente. Um exemplo é o microscópio cirúrgico. Possibilita as chamadas microcirurgias, que são operações extremamente precisas.Um resultado cirúrgico satisfatório ocorre quando se utiliza uma técnica cirúrgica mais fina e meticulosa. Infelizmente, sem tratamento, a estenose do canal vertebral tem tendência a ser progressiva, ou seja, geralmente piora gradativamente e dura a vida toda. Em alguns   casos fisioterapia, medicamentos para dor e outras medidas "não-cirúrgicas" podem proporcionar um alívio satisfatório dos sintomas. Mas, na maioria das vezes, este alívio é apenas temporário pois existe uma compressão mecânica sobre a medula e também sobre os nervos.   Quando os sintomas continuam a progredir ou a dor torna-se intolerável o paciente passa a ter a vida cotidiana muito comprometida. 

Os movimentos e a caminhada ficam limitados e restringem suas atividades. Nesta situação a cirurgia para alargar o canal espinhal pode ser a melhor opção (a chamada cirurgia descompressiva). Em estágios mais avançados da doença o paciente só melhora com a cirurgia. Então, quando houver uma indicação médica definida, não se deve adiar.     


PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS  


As operações utilizadas para tratar a estenose da coluna cervical podem ser feitas tanto pela frente do pescoço quanto por trás. Já as cirurgias tipicamente usadas para tratar a estenose lombar geralmente são realizadas por trás. Elas incluem a laminectomia clássica, laminotomia e foraminotomia. O objetivo da laminectomia é alargar o espaço do canal vertebral e remover a pressão sobre as estruturas nervosas aliviando a pressão sobre elas. A pressão é a causa da dor e dos outros efeitos debilitantes da estenose.    Na laminectomia o neurocirurgião retira a lâmina e o ligamento amarelo que estão comprimindo os nervos. A operação pode ser realizada usando técnicas cirúrgicas tradicionais ou microcirúrgicas. Também deve realizar uma foraminotomia que consiste em alargar o orifício por onde sai a raiz nervosa acometida reduzindo a pressão sobre ela e consequentemente aliviando a dor irradiada. A laminotomia é quando se retira apenas parte da lâmina e do ligamento amarelo.   Para uma pequena parcela dos pacientes estes procedimentos necessitam ser complementados com uma fusão das vértebras, através de placas e parafusos. Mas, felizmente, a grande maioria necessita apenas do procedimento mais simples.

A recuperação após a cirurgia depende muito do estado geral de saúde do paciente e da extensão e tempo de duração da doença na coluna. A cicatrização é um processo natural do corpo para restaurar os tecidos danificados, por isso o bom senso indica que quanto mais saudável o paciente mais rápida será sua recuperação. A cicatrização é mais rápida quando o paciente apresenta um bom estado de saúde prévia, tem uma alimentação nutritiva e cumpre o repouso recomendado. O cigarro leva ao enfraquecimento dos ossos e diminui o processo de cicatrização, então é altamente recomendável que o paciente fumante abandone o cigarro antes da cirurgia.Nas operações de rotina o paciente fica hospitalizado apenas um ou dois dias após a cirurgia. Em seguida vai para casa devendo ficar em repouso relativo, isto é, deve evitar esforços físicos por cerca de 10 a 15 dias. Os pontos então são retirados. Após a cirurgia o paciente é capaz de voltar ao trabalho em cerca de seis semanas.  O tempo de recuperação está intimamente relacionado ao tempo da doença, ou seja, quando a cirurgia é realizada no início o paciente se recupera mais rápido. Quando a cirurgia é adiada e só é realizada quando os nervos já têm um comprometimento significativo a recuperação costuma ser mais demorada. A fisioterapia tem um papel importante para acelerar e otimizar este processo. Entretanto, o objetivo de todo o tratamento é proporcionar alívio dos sintomas e bem estar ao paciente para que ele possa retornar às suas atividades cotidianas de maneira saudável e prazerosa.    


Retirado do site do Drº Alexandre Miranda

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