

A palavra Laser vem da abreviação de: LIGHT AMPLIFICATION BY STIMULATED EMISSION OF RADIATION (Amplificação da luz por emissão estimulada de radiação).
São ondas eletromagnéticas, que emitem radiação não ionizante que podem pertencer a qualquer comprimento do espectro das ondas óticas.
Sabe-se que os feixes de luz emitidos pelo aparelho laser são coerentes (paralelos entre si) e não divergentes, como os de outras fontes luminosas.
A monocromia da cor, a sincronização das ondas e a coerência dos feixes são os fatores responsáveis pela energia extraordinária das radiações laser.
CLASSIFICAÇÃO DOS APARELHOS PELA POTÊNCIA DE EMISSÃO
1. SOFT LASER (Potência de emissão até 50 mW)
2. MILD LASER (Potência de emissão acima de 50 mW)
3. HARD LASER (Potência de emissão acima de 8 W)
Laser em reumatologia e medicina esportiva
São duas especialidades nas quais a maioria das patologias se beneficia com laserterapia.
Os resultados superam a 75%, levando em conta dor, mobilidade e edema, trofismo, segundo a patologia em: Cervicobraquialgia, Dorsalgia, Lombalgia, Ciatalgia, Artrose Gera da coluna, Periartrite Escapuloumeral, Gonartrose, Rizartrose, Epicondilite, Artrose Geral do Quadril, Tendinite Aquiliana, Tarsalgia, Artrite Reumatóide.
Laser em medicina física e reabilitação
A reabilitação preocupa-se com análise e tratamento das alterações motoras, sensitivas e tróficas do aparelho locomotor, produzidas por patologias vasculares, nervosas, osteoarticulares e musculares.
Esta especialidade está em restrito contato com a ortopedia e Traumatologia.
Resultados superiores a 80% se conseguiram em: lesões musculares, lesões ósseas fraturas, lesões vásculo-nervosas, fibroses e retração muscular.
Laser em acupuntura
Com os equipamentos de medicina Laser, a acupuntura aumenta o campo de ação, da terapia Laser a todo o quadro de desequilíbrio energético, que se traduz em doença e se beneficia com a acupuntura.
A ação do Laser em cada ponto é similar a de uma agulha, mas com maior profundidade, sem dor, totalmente estéril e sem complicações.
A Laseracupuntura se utiliza do efeito reflexógeno enquanto que em Laserterapia se utilizam os efeitos locais e Fisiológicos produzidos pela radiação do Laser sobre os tecidos num sistema acumulativo. Em resumo a Laseracupuntura é a forma atual e científica de realizar Acupuntura, pois o sistema não é invasivo nem tampouco desconfortante.
Laser em estética
Sua ação principal é a normalização do potencial da membrana. Toda célula tem em seu interior cargas positivas e negativas. Com esta normalização quantidade de ATP produzida pela célula, atuando como reequilibrante da atividade funcional celular, no caso das células lipídicas (adipócitos).
O desequilíbrio energético conduz à doença. O Laser efetua uma reposição da energia orgânica, acumulativa, perdida, restabelecendo sua normalidade.
Seu objetivo principal é estimular a micro circulação da zona afetada por não ser um procedimento calórico, proporcionando uma melhor oxigenação dos tecidos, favorecendo a despolimerização da substância fundamental, mobilizando a sua viscosidade.

A mucosa faríngea está particularmente exposta ao contacto com microrganismos presentes nos alimentos ou suspensos no ar. Por isso, dispõe de diversos mecanismos de defesa que, em condições normais, evitam que os microrganismos proliferem na própria mucosa faríngea ou penetrem em segmentos inferiores das vias respiratórias.
A primeira barreira defensiva corresponde as secreções produzidas por inúmeras glândulas situadas ao longo de toda a mucosa das vias respiratórias, que é praticamente idêntica desde o nariz até aos brônquios. Estas secreções formam uma película sobre a superfície da mucosa com substâncias, entre as quais determinadas enzimas e produtos anti-bacterianos, capazes de destruir ou inactivar a maioria dos microrganismos.
Um outro importante mecanismo defensivo corresponde a presença de inúmeros folículos linfóides, que são acumulações de tecido imunitário situadas estrategicamente ao longo de toda a extensão da mucosa faríngea. Estas formações, entre as quais se destacam as amígdalas palatinas, dispõem na sua superfície de vilosidades microscópicas capazes de capturar os microrganismos, para depois os desactivar e destruir.
Quando por alguma razão estes mecanismos defensivos falham ou são insuficientes, os microrganismos costumam desenvolver-se, proliferando na sucosa faríngea e provocando uma infecção. Para travar este processo, produz-se uma resposta inflamatória, de características semelhantes, independentemente do factor agressor, com uma típica tumefacção da mucosa faríngea que aumenta a irrigação da zona, facilitando a chegada de elementos imunitários que consigam combater eficazmente a infecção.
CAUSAS
A faringite é provocada, na maioria dos casos, por uma infecção e, por isso, está dependente da chegada de microrganismos a mucosa faríngea normalmente, a doença apenas se produz quando existe uma falha nos mecanismos defensivos, os quais impedem, em condições normais, a proliferação de micróbios na garganta.
A causa mais comum para uma falha nos mecanismos defensivos é a irritação da mucosa faríngea provocada pelo consumo de tabaco e
faríngea, como acontece em caso de diabetes mal controlada.
Por outro lado, o frio, a secura ambiental e as alterações bruscas da temperatura ambiental dificultam a actividade das glândulas da mucosa faríngea que elaboram secreções protectoras, podendo alterar a composição das próprias secreções, o que favorece o desenvolvimento de processos infecciosos.
Noutros casos, a infecção faríngea corresponde a uma complicação provocada pela chegada maciça de microrganismos provenientes de tecidos adjacentes, como sucede frequentemente em casos de infecção da mucosa nasal, da cavidade bucal e da laringe. Por fim, existem diversas doenças infecciosas que podem afectar o conjunto do organismo, como o sarampo e outras doenças eruptivas da infância rubéola, escarlatina) ou a tuberculose, que também costuma incluir entre as suas manifestações o desenvolvimento de uma inflamação da faringe.
TIPOS
De acordo com o tempo de evolução, é possível diferenciar dois tipos de faringite:
• A faringite aguda, quando a processo inflamatório é brusco e se prolonga apenas durante alguns dias, após os quais entra em remissão.
• A faringite crónica, quando a inflamação se prolonga por várias semanas ou meses ou quando se apresenta intermitentemente ao longo dos anos.
Por outro lado, de acordo com o tipo de microrganismo que provoca o processo, é possível distinguir basicamente três tipos de faringite:
• A faringite viral, quando a doença é provocada por vários tipos de vírus, entre os quais o da gripe e os que provocam as constipações.
• A faringite bacteriana, quando as lesões são provocadas por vários tipos de bactérias, como os estreptococos e os pneumococos.
• A faringite fúngica, quando a processo é produzido por determinado tipo de fungos microscópicos, nomeadamente por Candida albicans.
FARINGITE AGUDA
Na faringite aguda, os sintomas apresentam-se de forma súbita e, regra geral, tendem a remitir de forma espontânea ao fim de alguns dias.
Uma das manifestações mais relevantes é a febre, em que a temperatura Corporal Costuma superar os 39°C, sendo normalmente acompanhada por sudação, mal-estar geral e dor de cabeça. Todos os sintomas costumam ser mais intensos nas crianças.
Uma outra manifestação é a própria inflamação da sucosa faríngea, que se encontra avermelhada e tumefacta, sendo perceptível ao olhar Comum. Em alguns casos, sobretudo quando a infecção é de origem bacteriana, é possível detectar a presença de alguns pontos ou áreas de tonalidade esbranquiçada, que não são mais do que secreções de pus provenientes das lesões infecciosas.
Um outro sintoma muito frequente é a dor de garganta. É muito comum que a faringite aguda se manifeste inicialmente Com uma sensação de Comichão ou uma ligeira sensação de incómodo na orofaringe - Com o passar das horas, transforma-se numa dor que, muitas vezes, se intensifica ao mover a cabeça e ao deglutir. Esta dor irradia frequentemente para os ouvidos e, por vezes, tão intensa que pode dificultar a deglutição da saliva ou a ingestão de líquidos.
Também é muito comum que ao longo da evolução da faringite aguda se produza uma inflamação dos gânglios linfáticos que se encontram por baixo e por trás da mandíbula, cuja função é filtrar as impurezas e destruir os microrganismos presentes na mucosa oral e faríngea. Estes gânglios, que em condições normais têm poucos milímetros de diâmetro, dilatam-se de tal forma que podem ser perfeitamente perceptíveis pelo tacto. Além disso, a sua inflamação é acompanhada por uma dor que Costuma aumentar quando são pressionados, ao rodar a cabeça e ao engolir. É importante referir que, embora estes gânglios se inflamem de uma forma muito rápida, uma vez finalizado o processo infeccioso, podem demorar algumas semanas a recuperar o seu tamanho normal.
Por fim, um outro sintoma habitual da faringite aguda é a tosse seca, ou seja, sem expectoração, provocada pela própria irritação da sucosa da faringe. Por vezes, a sensação é tão incómoda que Conduz a uma rouquidão, que não é nada benéfica, tal Como a tosse, pois apenas aumenta a irritação - um dos principais objectivos do tratamento é atenuar estes sintomas.
Complicações. A faringite aguda Costuma curar-se ao fim de alguns dias sem provocar grandes complicações. Contudo, por vezes, o processo pode complicar-se devido a infecção e inflamação dos tecidos adjacentes.
E o caso, por exemplo, da amigdalite aguda, presente na maioria dos casos e Com evolução Conjunta, que se manifesta por vermelhidão e tumefacção das amígdalas palatinas; a faringite, embora menos frequente, manifesta-se através do aparecimento de rouquidão, pelo agravamento da tosse seca e por uma dor mais aguda perceptível na zona média do pescoço.
Outras complicações menos comuns da faringite aguda são a bronquite e a inflamação do ouvido médio ou otite média, devido a ex-tensão do processo infeccioso, respectivamente, pelas vias respiratórias inferiores e até ao ouvido médio através das trompas de Eustáquio.
FARINGITE CRÓNICA
A faringite crónica costuma afectar as pessoas cuja mucosa faríngea está em constante contacto com substâncias irritantes, tais como o fumo do tabaco e o álcool, em indivíduos que sofrem de infecções crónicas nos tecidos vizinhos e em pessoas cujas defesas imunitárias estão fragilizadas.
A manifestação mais característica desta doença é o eritema permanente da mucosa faríngea. Por vezes, esta vermelhidão é difusa; noutras ocasiões, pode-se observar cordões vermelhos sobrepostos, os quais atravessam verticalmente a parede da faringe situada por trás da cavidade bucal.
Noutros casos, a faringite crónica provoca uma atrofia da mucosa faríngea, em que o tecido não apresenta eritema, adquirindo uma tonalidade esbranquiçada e encontrando-se mais fino e anormalmente seco. Além disso, nestes casos, frequente a formação de crostas que se podem soltar do tecido com maior ou menor facilidade e, às vezes, perturbam a respiração e a deglutição.
Os sintomas da faringite crónica podem limitar-se aos referidos; porém, em muitos casos, é possível que se manifeste uma certa secura e dor de garganta, por vezes uma tosse seta, que tende a ser mais ou menos permanente. Por outro lado, a faringite crónica facilita o desenvolvimento de processos infecciosos agudos repetidos, ou seja, episódios recorrentes de faringite aguda; quando assim acontece, Costumam aparecer os sintomas característicos de infecção aguda: febre, dor de garganta mais intensa, inflamação dos gânglios linfáticos, etc.
TRATAMENTO
O tratamento da faringite consiste, por um lado, no abrandamento dos sintomas e, por outro, quando possível, no combate a causa da infecção.
Faringite aguda. Entre as principais medidas terapêuticas, incluem-se algumas destinadas a aliviar os sintomas. Para isso, o médico Costuma indicar medicamentos antipiréticos e anti-inflamatórios, gargarejos com efeito analgésico e anti-séptico, aplicação de compressas húmidas e quentes no pescoço, uma dieta baseada em alimentos leves e líquidos com abundância (que não devem estar nem muito frios, nem muito quentes), bem como o cuidado com factores irritantes (sobretudo a abstinência de tabaco e bebidas alcoólicas).
Por outro lado, caso a faringite seja de origem bacteriana, o médico também pode prescrever antibióticos, de modo a travar o processo infeccioso e evitar que se dissemine a outros tecidos.
Faringite crónica. Em caso de faringite crónica, o tratamento baseia-se em combater a causa de predisposição a doença, consistindo igualmente na indicação das medidas mais adequadas para atenuar os sintomas da doença e, se for realmente necessário, ensinar ao paciente a maneira mais correcta para extrair as crostas que eventualmente se possam formar sobre a mucosa faríngea.

As suas bases físicas são:
a) Tipos de ondas
Transversais - Ex.: corrente elétrica
Longitudinais - Ex.: onda sonora
b) Natureza do som
As ondas sonoras são ondas longitudinais da matéria, que consiste em um movimento de vais e vem das moléculas, produzem assim uma energia vibratória que mobilizam um milhão de moléculas à medida que se propagam entre os tecidos. O meio que recebe as ondas deve possuir um determinado grau de elasticidade a fim que as partículas resistam a deformidades e mantenham a movimentação das moléculas. À medida que se movem as partículas promovem zonas de compreensão rarefação.
c) Freqüência
É o número de oscilações das moléculas que determina a freqüência da passagem do som.
Que é expressa em MHz. O número de oscilações produzidas pelo CRISTAL de PzT, localizado dentro do cabeçote do aparelho é que determina a freqüência do aparelho. Existem aparelhos que oferecem 2 cabeçotes diferentes, um com uma freqüência de 1 MHz e outro com uma freqüência de 3 MHz.
d) Propriedade Acústica do Tecido
As ondas podem penetrar com mais facilidade em alguns meios em que outros, isto é, modificado de acordo com a constituição tecidual (impedância acústica), pois cada tecido possui densidade diferentes. Sendo assim, quando a onda sônica passa pêlos tecidos ela poderá ser "refletida", "refraladas" ou "absorvida". - Reflexão: ocorre nos limites entre os diferentes tecidos (interfaces). A quantidade de energia refletida depende da impedância acústica específica de cada tecido. Quando a onda bate ela retorna à partir da superfície onde foi projetada, depende também do ângulo de incidência - Refração (Transmissão): é quando a onda do ultra-som pode continuar propagando-se a um novo meio. Se incide em ângulo reto e continua na mesma direção. - Absorção: Os tecidos por onde as ondas Ultra-som passam absorvem sua energia. As ondas de elevada freqüência são absorvidas mais rapidamente que as de baixa freqüência, ou seja, um cabeçote de 1 MHz é absorvido entre 5 á 10 cm de profundidade e de cabeçote de 3 MHz é absorvida a mais ou menos 5 cm de profundidade.
e) Piezeletricidade
E quando aplicamos pressão mecânica sobre de determinados materiais e ele desenvolve cargas elétricas em sua superfície. Tal efeito também ocorre no sentido inverso, ou seja, quando aplicamos correntes elétricas alternadas sobre determinados materiais eles são capatazes de vibrar e portando produzir ondas ultra-sônicas. São os cristais.
f) Principais Geradores
Cristais antigos: Quartzo
Cristais modernos: PZt cerâmico (tetànio de piomozirconato, chumbo, zircônio e tetànio)
g) Freqüência do som
Audíveis: 20 à 20.000 Mz
Infrasom: abaixo de 20 Hz
Ultra som: acima de 20.000 Hz
Os tipos de ultrasom são:
Quanto a freqüência
a) de 1 MHz: ultra som profundo - 5 à 10 cm de profundidade
b) de 3 MHz: Ultra som mais superficial - 1,5 á 3 cm de profundidade
Quanto ao tipo de onda
a) contínuo: não possui interrupções no fluxo longitudinal das ondas
b) intermitente ou pulsátil: seriam intercepções no fluxo contínuo de ondas ultra-sònicas, onde as seriam intercaladas com pausas, de forma que o efeito térmico é minimizado por um atrito menos constante (a vibração é interrompida por pausas), sendo assim o efeito mecânico do Ultra som intermitente é superior.
Os efeitos que o ultrasom provoca são:
• Efeito térmico
O atrito a atividade das células promove calor o calibre dos vasos o fluxo sanguíneo nutrição tecidual a retirada de catabólitos favorece a regeneração tecidual
• Efeito Mecânico
Efeito Mecânico a permeabilidade da membrana acelera a absorção dos fluidos
Devido a ação mecânica entre os tecidos é que ocorre liberação de aderência, devido a separação de aderências, devido a separação das fibras de colágenos, remodelagem das camadas intracelulares, absorção do excesso de íons de Ca++. Mais presente no ultra-som intermitente.
• Diminuição da dor
Devido ao efeito térmico, que aumenta a irrigação sanguínea local, leva ao aumento do metabolismo e conseqüente retirada de catabólitos, levando a uma descompressão das terminações nervosas de dor local.





O TENS pode ser monitorado de acordo com a patologia do paciente.
Existem aparelhos de TENS com potências diferentes. Os portáteis geralmente têm menor potência e não servem para serem utilizados em pós-operatórios. Mas em compensação a maioria destes portáteis têm a modalidade Modulação, na qual podemos adaptar em uma só corrente parâmetros combinados de modalidades.
• Controle de Largura do Pulso (T)
Ajusta a duração de cada pulso. Está graduado de 1 a 9 associado a duração crescente com a elevação dos números.
Controla o tempo de duração de cada pulso, cuja gama vai de 32 a 350 microssegundos.
• Controle da Freqüência e Salva (R)
Controla a freqüência de repetição dos pulsos ajustados em T, deforma que o intervalo entre um pulso e outro aumente com os números marcados. (1 a 9)
Obs.: Assim sendo a freqüência diminui com o crescimento dos números.
A posição S designa o modo intermitente ou salva. Este controle programa o tempo entre um pulso e outro, ou seja, a freqüência de repetição dos pulsos. Seu alcance vai de 8 a 125 milissegundos, isto é, permite uma repetição de 6 pulos/segundos até 170 pulsos/segundos, correspondente a uma faixa de freqüência de 8 a 170 Hz. Nota-se ainda que, com o controle R voltado totalmente no sentido anti-horário encontra-se a marca S (salva).
Ao ser atingida esta posição opera-se uma chave interna ao se ouvir seu ruído característico, e passa-se ao regime de salva, ou seja, um trem de pulso constituído de 7 pulsos, e T variável, porém com R fixo em 4,8 milissegundos. Esses trens se repetem automaticamente, a uma freqüência de 2 Hz. Ao se girar o controle no sentido horário a chave se desliga e passamos ao regime de pulsos excessivos.
Cada um dos controles (l e II) determina a intensidade de estimulação ou dose de cada canal. Também estão marcados de 1 a 9 e a intensidade aumenta com o crescimento dos números. Cada um desses controles incorpora ainda uma chave liga-desliga.
Os controles de amplitude dos canais poderão ser ativados, gerando-os no sentido horário. As amplitudes deverão ser tais que sejam sentidas pelo paciente. Se mesmo com o controle de amplitude na posição máxima intensidade não houver potência suficiente, aumentar progressivamente o controle de T.
Acesse o blog sobre Fisioterapia na Ortopedia da Chakalat.net.
Existem 6 modalidades diferentes:
• Convencional dor aguda
A estimulação convencional, de alta freqüência, pode ser definida como cadeia contínia, ininterrupta, de impulsos de alta freqüência grados com curta duração e baixa amplitude.
- Freqüência: 50 a 100 Hz (alta)
- Duração: 40 a 75 microssegundos
- Amplitude: subjetiva, devendo ser propiciada de modo a assegurar que a estimulação permaneça apenas dentro dos limites as estimulação sensitiva, resultando uma sensação forte, mas confortável.
No modo convencional a TENS recruta, preferencialmente, grandes fibras A-beta, estabelecendo um sintoma de controle da dor por pequenas fibras. Através do interneurônio no corno dorsal da medula, ao nível da "comporta" na substancia gelatinosa.
• Convencional dor crônica
- Freqüência de pulso: baixa (100 a 130 Hz)
- Duração do pulso: 100 à 300 microssegundos (largo)
- Intensidade: desconfortável alta
- Início do alívio: 20 minutos
- Duração do alívio: 20 min à 02 horas.
• Breve Intenso
É muito similar ao modo convencional, em que o estímulo é formado por uma cadeia ininterrupta de impulsos em freqüência muito elevadas, larguras moderadas e intensidade moderada.
- freqüência: Alta (abaixo de 100 Hz).
- Duração: 200 microssegundos (Largo).
- Amplitude: Forte, ao nível de tolerância.
- Início do alívio: 10 a 15 minutos.
- Duração do alívio: Pequeno, apenas durante a estimulação.
Obs.: Faz analgesia pela teoria do mascaramento
• Acupuntura
A estimulação de baixa freqüência tem propiciado alívio à dor. O mecanismo de ação que produz analgesia com estimulação de baixa freqüência tem sido descrito como sendo mediado por opiáceos.
A liberação dos peptídeos opóides que poderia resultar em analgesia deve ser parcial ou completamente revertida pelo naloxone.
- Freqüência: 1 à 4 Hz
- Duração: 200 microssegundos
- Amplitude: Contrações musculares de baixa freqüência, visíveis.
• Burst ou Trem de Pulso
- Freqüência: Trens de larga freqüência 970 a 100 Hz, modulados a uma freqüência de 2 Hz.
- Duração: 100 a 200 microssegundos
- Amplitude: Contrações rítmicas, toleráveis
- Início do alívio: 10 a 30 minutos
- Duração do alívio: 20 min à 06 horas
Obs.: Também faz analgesia na fase crônica.
• Modulado
- Freqüência de Pulso: 50 à 100 Hz
- Duração do Pulso: 40 à 75 microssegundos.
Pode modular cada pulso do trem de pulso. Intensidade: Variável de acordo com a forma de modulação.
- Início do alívio: Depende da forma de modulação.
- Duração do alívio; Depende da forma de modulação.

Algumas regras devem ser seguidas para um melhor aproveitamento no posicionamento dos eletrodos:
- O local selecionado deve permitir que a estimulação seja facilitada ao SNP e SNC;
- A área selecionada deve estar anatômica ou fisiologicamente relacionada á fonte da dor;
- A pele deve estar limpa e fim de diminuir a resistência da pele;
- Os eletrodos devem estar bem fixados ao tecido tratado.
Para a estimulação do tecido excitável com um único pulso de corrente, três critérios devem ser preenchidos: o estímulo precisa ter uma ascensão abrupta, o pulso precisa ter largura adequada, e a intensidade precisa ser limiar ou supra limiar.
No tecido nervoso, sabe-se que quanto maior o diâmetro da fibra mais baixo seu limiar de resposta e mais breve sua cromaria. As diferentes nas características de estímulos-resposta entre as populações de fibras maiores e fibras pequenas tornam possível a geração de impulsos de certas formas, estes impulsos podem estimular preferencialmente as grandes fibras A aferentes, que aluarão bloqueando a descarga dos impulsos da dor pelas fibras A-deltas e C.
Segundo a Dra. Sullivan, "o termo transcutânea, descreve o modo de como a terapia é aplicada. O termo elétrica refere-se ao procedimento da passagem de impulsos elétricos de baixa voltagem controlada através da pele ao tecido subjacente para a sua ação como estímulo. O termo nervo, recebe e emite sinais.
O equipmamento consiste de uma fonte de voltagem grande de pulsos, eletrodos e cabos interconectantes.
O tens é uma corrente desporalizada.
Os geradores da tens podem receber sua fonte de energia primária de uma fonte convencional de corrente alternadas de 60 Hz. Sendo então modificada pelo gerador para produção de uma das formas típicas de ondas do TENS.
As características da corrente são:
Pulsos Bifásicos
Ao considerar pulsos bifásicos, a largura de pulso é menos simples que nas formas de ondas monofásicas. As formas de ondas retangulares bifásicas simétricas possuem 2 larguras de pulso componentes, embora tecnicamente a largura de pulso seja igual à soma de ambas as fases de pulso, refere-se ao termo "largura de pulso" para descrever a duração da fase de pulso acima ou abaixo da linha isoelétrica.
• Largura de Pulso
A largura do pulso da onda elétrica é um fator importante envolvido no acoplamento a fibra A-beta. Estudos clínicos e testes de campo demonstraram que formas de ondas com estreita largura de pulso na região dos 125 microssegundos propiciam máximo acoplamento às fibras A-beta e acoplamento mínimo às fibras C e motoras. Além da largura de pulso apropriada, a forma de onda do estimulador também deve ter um componente negativo, para impedir a ionização da pele.
• Freqüência do Pulso
A freqüência do pulso é ajustada para o conforto máximo do paciente. Isto é denominada modulação, ou como corrente do tipo oscilatória.
Em breve a segunda aula sobre Tens!
A causa da EM não é conhecida. A evidência das pesquisas sugere que o nervo primário seja a lesão da mielina, resultante de infecção viral no ínicio da vida, que se apresenta como processo imune tardiamente. Embora o mecanismo possa ser alguma forma de infecção viral, provavelmente o papel principal na patogenia da EM seja uma resposta imune alterada.
Os achados epidemiológicos indicam que a EM é mais comum nas pessoas que vivem em zonas de clima temperado do norte. Neste país, (EUA) é uma das doenças neurológicas mais incapacitantes de adultos jovens (20-40 anos de idade) , afetando duas vezes mais as mulheres do que os homens. Sua incidência em pessoas jovens aumenta os problemas de natureza médica, psicológica, social e econômica encontrados pelo paciente e pela sua família.
FISIOPATOLOGIA Na EM, a desmielinização se apresenta dispersa irregularmente por todo o sistema nervoso central. (fig.57.4). A mielina é perdida pelo cilindroeixo, e os próprios axônios degeneram. As placas das áreas envolvidas tornam-se esclerosadas, interrompendo fluxo dos impulsos nervosos e resultando em uma variedade de manifestações, na dependência dos nervos afetados. As áreas mais frequentemente afetadas são os nervos ópticos, o quiasma, os tratos, o cérebro, o tronco cerebral e o cerebelo e a medula espinhal.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS A evolução da EM pode seguir diferentes formas. A maioria das pacientes, ainda jovens no ínicio dos sintomas, começa com evolução recidivante resistente, com plena recuperação entre as recaídas. Outros pacientes apresentam evolução progressivamente crônica desde o ínicio, com um declínio gradativo da função. A evolução rapidamente progressiva é muito menos frequente. Em outros pacientes a doença segue um curso benigno, com um estilo de vida normal e sintomas tão leves que os pacientes não procuram cuidados para a saúde nem tratamento clínico.
Os sinais e sintomas da EM são variados e múltiplos, refletindo a localização da lesão (placa) ou em combinação de lesões. Os sintomas mais comente referidos são:
As manifestações secundárias estão relacionadas com as complicações, infecção do trato urinário, constipação, úlcera de pressão, deformidades de contratura, edema podálico dependente, pneumonia, e depressões reativas. Como consequência da doença, podem ocorrer problemas emocionais, sociais, maritais, econômicos e vocacionais.
A EM é caracterizada por exarcebações (aparecimento de sintomas e agravamento dos existentes) e remissões ( períodos onde os sintomas decrescem ou desaparecem). As recaídas podem estar relacionadas a períodos de estresse emocional ou físico. Muitas placas não produzem sintomas e os pacientes não se apresentam seriamente incapacitados, porém com longos períodos de remissão entre os episódios. Existem evidências de que em muitos pacientes poderá ocorrer remielinização.