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É importante, no caso principalmente de atletas, trabalhar o movimento lesivo. Ele deve se acostumar ao movimento que cause a lesão.
Trabalhar ao máximo os movimentos inconscientes, tirando dele a atenção visando efetividade do tratamento.
As fases de tratamento são três e ocorre mudança de uma fase para a outra, quando o paciente já estiver dominando aquela fase anterior. São elas:
1- Baixo Impacto: Feita sem carga e peso corporal sobre o segmento.
Objetivo: dar velocidade ao movimento.
1.1- Leito: trabalho com toques em várias regiões solicitando que o paciente faça movimentos na direção que você estimulou. O objetivo é dar velocidade aos movimentos aumentando gradativamente.
1.2- Deslizamento: mesma coisa da fase anterior só que vedando os olhos do paciente.
2- Médio Impacto: Coloca peso do corpo. Sempre usar bom senso, dependendo do paciente e do tipo de lesão. Há um leve apoio sobre segmento e articulação sofre uma leve pressão. Pode-se usar uma tábua com talco com uma meia para diminuir o atrito. Podes ser feito com bola ou skate. Solicitar ao paciente que ele faça movimentos para frente e para trás e depois de um lado para o outro.
2.1- Distribuição de Peso (ortostática): inicialmente bipodal.
2.2- Giroplanos: com um pino você faz a associação de movimentos e com dois pinos se faz a flexão e extensão. O objetivo é não deixar o paciente se equilibrar.
Pede-se que o paciente coloque o peso do corpo em cada um dos membros, desequilibrar o paciente para frente e para trás. Depois apoio unipodal com semi-flexão de joelho. Pode aumentar a dificuldade, associar a flexão de tronco (tudo em solo duro e firme). Pode dar toques para que ele caia e tente se reequilibrar.
Movimento Pivô: semi-flexão de joelho e rotação de tronco é um movimento lesivo. Só pode ser feito se a pessoa estiver bem preparada, com musculatura firme e trabalhada.
2.3- Skate: com resistência, pode fazer movimentos de instabilidade bi ou unipodal, pode substituir o giroplano. O skate deve ser do maior. Trabalha desaceleração.
A partir do momento que se colocou peso corporal, colocar calçado no paciente.
Há um leve apoio sobre o segmento e a articulação sofre uma leve pressão. Pode-se usar uma tábua com talco com paciente de meia para diminuir o atrito. Pode ser feito com bola ou skate (que trabalha desaceleração).
3- Alto Impacto: Pessoas com bom condicionamento físico.
3.1- Solos: vários solos diferentes e várias formas de trabalho, ocorre impacto sobre a articulação (objetivo da técnica). Colocar o paciente para saltitar de um lado para o outro, para frente e para trás com um só pé ou com os dois. Sempre calçado, na areia pode ser descalço.
3.2- Espuma/Cama Elástica: para isso é importante ter condicionamento físico, musculatura forte. A espuma promove uma estabilidade maior e você pode usar diferentes densidades para que ele pule de uma para outra, e a cama elástica dependendo do paciente podemos colocá-lo para pular corda na cama elástica.
3.3- Escada/Estepe: trabalhar condicionamento físico da musculatura com amplitudes pequenas (movimentos pequenos), começar lento e depois aumenta a velocidade e amplitude dos movimentos.
3.4- Circuito (Clínica/Praia): vários solos, obstáculos diferentes (com zigue-zague por exemplo), cones, caixas de areia, pneus, traves para que ele pule, associando a solos diferentes. Esse tipo é feito somente com atletas.
3.5- Corrida: para condicionamento do paciente. Pode ser livre, cronometrada ou para ver se o atleta sente algo.
Obs:
1- Sempre antes da propriocepção fazer escovação para dessensibilizar a área;
2- Havendo qualquer estimulo nocivo (dor) parar o tratamento;
3- Antes fazer cinesioterapia;
4- A partir do momento que colocou peso corporal, paciente calçado;
5- Pode-se após fazer a propriocepção, fazer crioterapia, para diminuição de edema e possível dor.
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Até pouco tempo a fisioterapia só poderia iniciar sua abordagem terapêutica após a alta hospitalar. Hoje, apresenta grande alteração, iniciando já na fase aguda.
A fisioterapia sempre foi vista como uma terapia empregada em pessoas que apresentavam seqüelas. Na queimadura, ela exerce um papel preventivo, caso seja iniciada precocemente. Caso contrário, o paciente poderá desenvolver seqüelas, principalmente pela imobilização ou pela posição antálgica que exerce. Quanto mais precoce for iniciada a fisioterapia, melhores serão os resultados futuros. (GOMES et al, 2001apud Ferreira 2003).
Segundo Sullivan & Schmitz (1993), durante a balneoterapia o fisioterapeuta realiza condutas com o objetivo: Obter uma ferida de queimadura limpa; Manter a amplitude de movimento e a mobilidade cutânea; Reduzir o edema; Manter a força e a resistência muscular;Impedir complicações e reduzir as contraturas cicatriciais; Manter adequada função respiratória e cardiovascular; Proporcionar boa cicatrização pelo melhor alinhamento das fibras cicatriciais; Evitar seqüelas ou auxiliar no tratamento de seqüelas já instaladas; Readquirir o máximo de função para o paciente;Proporcionar o retorno o mais rápido possível às AVD's com independência; Ajudar o paciente a retornar a uma vida ativa dentro da sociedade.
O ideal é que se realize um programa de fisioterapia intensivo, ou seja, diariamente e se possível duas vezes ao dia durante a internação, e uma vez ao dia após a alta hospitalar.
A atuação do fisioterapeuta tem enorme contribuição para a reabilitação, à prevenção e aceleramento do tempo de recuperação do paciente queimado e seu tempo de internação.
É importante ressaltar que a recuperação do paciente queimado depende, acima de tudo, do seu desejo de superar suas limitações, de enfrentar seu sofrimento e, principalmente, da sua vontade de viver, pois é preciso acreditar que nada é superior à nossa própria vontade de vencer (Ferreira 2003).
O Sistema Único de Saúde tem apresentado resultados positivos nos propósitos de universalização, descentralização e ampliação de cobertura dos serviços de saúde. Avança com mais dificuldade na garantia da qualidade, equidade e na resolutividade da assistência ambulatorial e hospitalar, principalmente, pela falta de profissionais habilitados à prestar assistência integral de saúde (BADUY, R. S.; OLIVEIRA, M. S. M, 2001). Para alcançar os objetivos propostos, torna-se necessário o incentivo à educação permanente como estratégia na reorganização dos serviços de saúde; integrando todos os membros envolvidos no processo.
A inserção do Fisioterapeuta nos serviços de atenção primária à saúde é um processo em construção, associado, principalmente a criação da profissão, rotulando o fisioterapeuta como reabilitador, voltando-se apenas para uma pequena parte de seu objeto de trabalho, que é tratar a doença e suas seqüelas. Essa lógica de conceitualização, durante muito tempo, excluiu da rede básica os serviços de fisioterapia, acarretando uma grande dificuldade de acesso da população a esse serviço e impedindo o profissional de atuar na atenção primária (RIBEIRO, 2002).
A Fisioterapia apresenta uma missão primordial, de cooperação, mediante a nova realidade de saúde que se apresenta, através da aplicação de meios terapêuticos físicos, na prevenção, eliminação ou melhora de estados patológicos do homem, na promoção e na educação em saúde (Coffito-10, capitulo 1, Art. 1º).
O atendimento domiciliar é imprescindível ao trabalho de atenção primária do profissional de fisioterapia, pois é quando nos deparamos com a realidade das pessoas, verificando suas atividades de vida diária, suas limitações e a partir daí proceder aos encaminhamentos e orientações pertinentes a cada caso.
Podemos resumir as atribuições do Fisioterapeuta no PSF e da atenção primária, como um profissional voltado para a educação, prevenção e assistência fisioterapêutica coletiva e individual, inserido e trabalhando de forma interdisciplinar.

Mesmo assim, disse ele, mudanças relacionadas à idade na cartilagem das articulações, junto com uma diminuição na quantidade de fluido de lubrificação das articulações produzida em condições como osteoartrite, provavelmente contribuem para a rigidez. Quando estamos sentados ou dormindo, o fluido das articulações é distribuído de forma menos homogênea.
Ao reiniciar uma atividade, a superfície da cartilagem primeiro se esfrega uma contra a outra sem a lubrificação ideal. À medida que a atividade continua e a lubrificação melhora, as estruturas deslizam com menos fricção. Uma analogia é aplicar uma gota de óleo em um portão e depois abri-lo e fechá-lo até que ele pare de fazer barulho.
Outro fator são mudanças na arquitetura do osso com a idade. Na infância, as estruturas de apoio, como ligamentos, tendões e os músculos ligados a eles estão relaxados e flexíveis, mas tendem a perder essa característica com a idade, disse ele. Sentar por longos períodos mantém essas estruturas bastante contraídas; mas, a medida que o dia passa, o alongamento associado à atividade normal ou a exercícios físicos pode trazer algum alívio.
Padrões de rigidez em articulações específicas e em períodos específicos do dia podem ser indícios de determinadas condições reumatológicas, disse Lachs, e deveriam ser mencionadas em consultas médicas.
Fonte: The New York Times
A coluna cervical (ossos do pescoço) é composta por uma série de vértebras que começam no tronco superior e terminam na base do crânio. Seus ossos, juntamente com os ligamentos (parecidos com elásticos grossos) conferem estabilidade à espinha. Os músculos permitem apoio e movimento e ajudam a suportar o peso da cabeça. Entretanto, por ser menos protegido em relação ao resto da coluna vertebral, fica vulnerável a ferimentos e desordens que produzem dor e restringem os movimentos. Para muitas pessoas, a dor no pescoço é uma condição temporária, que desaparece com o tempo. Outras necessitam de diagnósticos médicos e tratamentos para o alívio dos sintomas.
Uma dor no pescoço pode ser resultado de anormalidades em tecidos moles - músculos, ligamentos e nervos - ou em ossos e articulações da coluna. As causas mais comuns se devem a ferimentos ou ao desgaste prolongado, até danificar o tecido. Em casos raros, infecções ou tumores podem causar essas dores. Já em algumas pessoas, problemas no pescoço podem ser os causadores de dores na parte superior das costas, nos ombros ou nos braços.
Doenças degenerativas e inflamatórias - Doenças degenerativas, como a osteoartrite (ou osteoartrose) e artrite reumatóide podem causar dores no pescoço. A osteoartrose quase sempre ocorre em pessoas idosas, como resultado do desgaste das articulações entre os ossos da coluna. A artrite reumatóide pode causar a destruição das articulações. As duas doenças podem causar rigidez e dor.
A degeneração do disco cervical também pode causar dores. O disco absorve o impacto entre os ossos do pescoço. Com esta doença degenerativa (que ataca geralmente pessoas com mais de 40 anos), o centro do disco (normalmente gelatinoso) perde o conteúdo aquoso e degenera, fazendo o espaço entre as vértebras diminuir. Com isso, cada vez mais aumentam as tensões nas articulações da espinha, causando gradativo desgaste e doença degenerativa. O conteúdo do disco cervical pode escapar entre as vértebras, quando a periferia do disco enfraquece e causar pressão na medula espinhal ou em raízes de nervos. Isto é conhecido como hérnia de disco cervical.
Ferimentos - Devido ao fato da coluna cervical ser tão flexível e por também ser o suporte da cabeça, ela é extremamente vulnerável a ferimentos. Acidentes de veículos motorizados ou em mergulhos, esportes de contato e quedas podem acarretar danos no local. O uso regular do cinto de segurança pode ajudar a prevenir ou minimizar um traumatismo. Uma colisão na parte traseira de um veículo pode resultar em extensão forçada - quando ocorre o movimento do pescoço para trás além dos limites normais ou flexão forçada (chamado de "chicotada") quando há movimento para frente, além dos limites. Danos graves com fraturas e luxações podem danificar a medula espinhal e causar paralisia.
Se dores graves ocorrerem após um acidente (automobilístico, mergulho ou queda), um profissional treinado, como um paramédico, deve imobilizar o paciente para evitar o risco de possível paralisia. Tratamento médico deve ser procurado imediatamente. Isto também deve ocorrer quando um acidente causa dores no pescoço que se estendem para braços e pernas. Dores que se espalham ou dormência nos braços ou pernas sem dores significantes no pescoço, mas seguidas de fraqueza, também devem ser avaliadas.
Se não tiver havido um acidente, você deve procurar socorro médico quando a dor no pescoço é:
- Contínua e persistente;
- Extrema;
- Acompanhada de dor que se espalha para braços ou pernas;
- Acompanhada de dores de cabeça, dormência, formigamento ou fraqueza.
Muitos pacientes procuram tratamento ortopédico para dores no pescoço, porque ortopedistas são especificamente treinados para lidar com o funcionamento do sistema músculo-esqueleto, incluindo diagnósticos, tratamentos e prevenções de problemas envolvendo os músculos, ossos, articulações, ligamentos e tendões. Enquanto alguns ortopedistas se especializam em apenas algumas áreas do sistema músculo-esqueleto, a maioria cuida de uma ampla variedade de doenças, ferimentos e outras condições, incluindo dores no pescoço.
Determinar a origem da dor é essencial para recomendar o método ideal de tratamento e reabilitação. Portanto, um exame completo se faz necessário para determinar a causa de uma dor no pescoço.
Seu ortopedista irá pedir um histórico completo das dificuldades que você está tendo com seu pescoço. Ele pode lhe perguntar sobre outras doenças, qualquer ferimento que tenha ocorrido e qualquer queixa que você associe com a dor. Os tratamentos anteriores para sua condição serão observados.
Depois, seu ortopedista irá realizar exame físico que pode incluir a avaliação do movimento e sensibilidade do local e as funções de nervos e músculos de seus braços e pernas.
Estudos radiográficos quase sempre são feitos para permitir que seu ortopedista observe com mais clareza os ossos da coluna. Estas simples técnicas clínicas quase sempre ajudam a determinar a causa da dor no pescoço e a prescrever um tratamento eficaz.
Pacientes que requerem avaliações adicionais podem ser submetidos a um ou mais dos seguintes exames:
- Ressonância Magnética: este exame permite uma avaliação da medula espinhal e das raízes dos nervos;
- Tomografia Computadorizada: exame especial de raio X que permite uma cuidadosa avaliação dos canais ósseos e espinhal;
- Mielograma (inserção de corante ou material contrastante na medula espinhal): permite uma avaliação cuidadosa do canal espinhal e das raízes dos nervos;
- Eletroneuromiografia: teste que avalia as funções dos nervos e dos músculos.
Seu ortopedista pode adicionar à sua avaliação testes sanguíneos e, se necessário, consultas com outros especialistas médicos.
A forma de tratamento para a dor no pescoço irá depender do que o diagnóstico revelar. Entretanto, muitos pacientes são tratados com sucesso por meio de descanso, medicamentos, fisioterapia, exercícios, modificações das atividades ou uma combinação desses métodos.
Por exemplo, se a dor é causada por inflamação resultante de estiramento muscular ou de ligamentos, seu ortopedista irá prescrever descanso por um período específico de tempo, bem como remédios para reduzir as inflamações.
Se medicamentos são prescritos para reduzir a dor, devem ser usados apenas como indicados e não podem ser ingeridos por períodos extensos de tempo. Lembre-se também de que se seu ortopedista indicar o descanso como melhor forma de tratamento, é vital que você siga suas instruções corretamente.
Quando a dor no pescoço persiste ou é crônica, seu ortopedista pode recomendar um programa de reabilitação que inclui exercícios e vários tipos de fisioterapia para ajudar a aliviar sua dor e prevenir sua volta.
Poucos pacientes precisam de cirurgia para aliviar suas dores. Para a grande maioria, uma combinação de descanso, remédios e fisioterapia são recomendados. Cirurgias podem ser necessárias para reduzir a pressão na medula espinhal ou na raiz de um nervo, quando a dor for causada por uma hérnia de disco ou estreitamento da medula. Cirurgias também podem ser requisitadas após o trauma para estabilizar o pescoço e minimizar as chances de paralisia quando, por exemplo, uma fratura resulta em instabilidade do pescoço.
A razão de muitos problemas de saúde devem-se à memorização que o corpo faz dos problemas que lhe aconteceram ao longo da vida.
São bem conhecidos os problemas de coluna, os problemas musculares, etc., etc. que depois de bem tratados teimam em aparecer passados alguns meses ou passados vários anos.
Talvez o exemplo mais flagrante seja aquele "relógio", que quase todos nós temos, que nos informa (com dor) quando vai mudar o tempo.
Esse "relógio" que teima em nos avisar quando vai mudar o tempo, não é mais do que um traumatismo que tivemos no passado que é reactivado aquando das mudanças de pressão atmosféricas.
Esse traumatismo ficou memorizado pelo corpo e acabou por ser o responsável pelo problema actual ou por vir a criar um problema no futuro.
O traumatismo provoca dor e para a evitar o corpo bloqueia toda a circulação e o movimento dessa zona.
Isto é um bom mecanismo de defesa e uma boa forma de evitar mais dores.
Também é uma forma do corpo poder recuperar mais depressa e eficazmente.
Até aqui não há nada de errado. Aliás, a dor costuma ser tanta que o corpo está mais preocupado em a evitar do que em fazer a recuperação.
O problema é que uma vez feita a recuperação, o corpo não liberta totalmente a zona ficando sempre uma rigidez residual.
Isto cria nos tecidos um estado de tensão permanente para que se possa evitar a dor ou evitar a possível dor.
Esta tensão nos tecidos para evitar a dor, faz com que o corpo crie uma rigidez que pode ser maior ou menor consoante a situação.
Esta rigidez acaba por prejudicar a recuperação e é a responsável pelas fibroses, espasticidades musculares, etc.
Esta rigidez e tensão a manterem-se durante anos, acabam por criar outros problemas nessa zona e assim acaba-se por ficar com um relógio que nos informa de quando vai mudar o tempo.
A solução é como não podia deixar de ser a desmemorização celular.
Isto não é mais do que libertar as tensões dos tecidos as quais acabam, caso não sejam eliminadas, por originarem problemas de saúde.
Desde há vários anos que existem técnicas de desmemorização celular mas infelizmente têm passado despercebidas pela maioria das pessoas e dos profissionais que lidam com estes problemas.
Só depois da eliminação destas tensões ou memórias é que se consegue que muitos tratamentos resultem e que se obtenham os seus resultados. Agora torna-se possível fazer aquela recuperação que nunca se conseguiu com todos os técnicos e especialistas.
Claro que existem limites, mas o que se consegue com estas técnicas são melhores resultados e resultados mais eficazes.
Elas abrem o caminho para que as outras técnicas possam funcionar.
Algumas das técnicas e terapias que desmemorizam os tecidos são:
Libertação Mio Fascial (ou Miofascial)
Libertação Fascial (todas as que trabalham a fáscia)
Terapia Sacro Craniana (ou Crânio Sacral)
Libertação Postural
Manipulação Visceral
Outras que existem mas que eu não conheço ou não sei como aplicar.
A Libertação Fascial é toda a terapia que como o nome indica, liberta a fáscia que é tecido conjuntivo composto por elastina e colagénio.
A fáscia é um tecido bastante enervado, que une e liga todas as partes do nosso corpo.
Cada vez mais se reconhece a importância deste tecido na união e funcionamento de músculos, órgãos e tecidos.
A fáscia é um tecido elástico que permite os movimentos e que muitas vezes vai acabando por endurecer, diminuindo a elasticidade e flexibilidade dos tecidos e os movimentos do corpo.
Para que o corpo funcione bem, ele tem de ter flexibilidade e elasticidade pois só assim tudo flui.
Dar flexibilidade e elasticidade à fáscia é extremamente importante para que o corpo e os órgãos voltem a funcionar o melhor possivel.
Infelizmente a fáscia é um tecido ao qual não se dá o devido valor e como tal não se estuda.
São muito poucas as terapias que fazem referência a ela e ainda menos aquelas que a conseguem alterar.
Entre as que conseguem alterar a fáscia temos:
Libertação Mio Fascial (miofascial)
Terapia Sacro Craniana (ou Crânio Sacral)
Manipulação Visceral
Dependendo a técnica do tipo de fáscia que se está a tentar libertar.
Por exemplo a Manipulação Visceral liberta a fáscia das vísceras permitindo que os órgãos passem a ter um melhor funcionamento.
A Terapia Sacro Craniana liberta a fáscia do sistema sacro craniano e alguma do corpo.
A Libertação Mio Fascial liberta toda a fáscia do corpo, libertando quer a fáscia muscular quer a do sistema sacro craniano permitindo libertar espasticidades ou tensões de que os músculos, órgãos ou o sistema sacro craniano possam sofrer.
A fáscia é um dos tecidos que só nos últimos anos começou a ser estudado e que segundo as ultimas informações explica os porquês muitos dos problemas de saúde teimam em manter-se apesar de todos os bons tratamentos a que a pessoa se submete.
Uma nova visão do corpo humano está a surgir e a fáscia é o tecido que está a alterar a visão que se tinha até aqui acerca do corpo humano.
As terapias acima são algumas que trabalham a fáscia e essa é uma das razões dos tão grandes sucessos que elas conseguem.
As formas para se aplicar o ultrasom são:
a) Subaquática
b) Bolsa de água (indireta)
c) Gel (direta)
Os cuidados que se deve tomar:
a) Limpar a região
b) Usar gel ou medicamentos à base de gel (o ultra-som se propaga muito bem na água ou ambiente aquoso e é bloqueado na presença de gordura (vaselina, óleos, pomadas, bálsamos)).
c) Deslizar o cabeçote em movimentos circulares
d) Manter contato perfeito em ângulo de 90°
e) Ligar e desligar o aparelho, mantendo o cabeçote em contato com a área.
f) Na técnica indireta, passar gel na pele e na bolsa de água.
g) Não de haver bolhas de ar dentro da bolsa de água desgaseificada.
Precauções a serem tomadas:
a) Queimaduras: devido ao efeito térmico encacerbado por altas intensidades, algumas também delegam ao uso do cabeçote parado, por delimitar potenciais de pico em uma pequena área.
b) Hiperdosificaçâo: por produzir diversas lesões e estas levam a fibrosos.
c) Cavitação: é um deslocamento dos tecidos. E ocorre em doses excessivas. Na verdade ocorre um aumento da absorção ao nível das interfaces, produzindo um aumento do efeito Piezelétrico, destruindo principalmente a mitocôndria, que liberará gases, formando caversas gasosas.
d) Alteração no aparato: um acoplamento errado do cabeçote pode produzir reflexão superficial, não atingindo a terapia os níveis ideais de profundidade.
Não pode utilizar o Ultrasom de jeito nenhem no:
a) Ouvido
b) Olhos
c) Ovários e testículos
d) SNC
e) Zonas de crescimento ósseo
f) Útero grávido
g) Neoplasias
h) Processo infeccioso
i) Cicatrizes em pós-operatório imediato e mediato/somente após 10 dias
j) Tromboses, flebites
k) Área cardíaca
l) Áreas tratadas com radioterapia
A aplicação do ultrasom vai depender da natureza da lesão e do quadro do paciente: agudo ou crônico.
O tempo pode variar de 5 a 8 minutos de acordo com a área. Para dedos pode ser aplicado em 3 minutos.