segunda-feira, 29 de março de 2010

Fisioterapia pode reduzir risco de depressão pós-parto


A depressão pós-parto prejudica tanto a mãe quanto o bebê. Apesar de raro, um dos riscos é o de a mulher chegar a matar a criança. Os mais comuns, por sua vez, são dificuldades para amamentar e cuidar dos pequenos, que dependem disso para o desenvolvimento. E, de acordo com um estudo divulgado na publicaçãoPhysical Therapy, da Associação Americana de Fisioterapia, um programa de exercícios fisioterápicos e educação sobre saúde pode reduzir as chances de desenvolver o problema.

Para chegar a essa conclusão, Maria P. Galea, da Universidade de Melbourne, na Austrália, e seus colegas contaram com 161 mulheres que deram à luz no Hospital Angliss, também na Austrália. As participantes foram divididas aleatoriamente em três grupos.

O primeiro era composto por 62 delas, que se comprometeram a fazer com seus bebês, uma vez por semana durante dois meses, exercícios físicos orientados por um fisioterapeuta, além de cumprir 30 minutos de aula de educação parental com profissionais da saúde. O segundo, com 73 voluntárias, recebeu apenas o material escrito de educação. O último, com 26, não teve qualquer intervenção.

Todas as mulheres foram avaliadas no início do projeto, após oito semanas e, então, quatro semanas mais tarde. Tiveram de responder questionários sobre bem-estar, depressão e quantidade de exercícios físicos.

Segundo o site Science Daily, os resultados indicam que houve melhoras significativas no bem-estar e de sintomas depressivos até o fim das análises no primeiro grupo em comparação com os outros. O número de pacientes identificadas com chance de ter depressão pós-parto foi reduzido em 50%. 
 

Especial para Terra


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sábado, 27 de março de 2010

Fisioterapia na UTI neonatal


A Fisioterapia atua nos berçários de alto risco promovendo a melhora da qualidade de vida, diminuindo o tempo de permanência desses bebês na UTI, além de favorecer o ganho de peso, melhorar o tônus e estado de alerta. Inicialmente deve ser realizada uma avaliação que permite conhecer a situação clinica do RN, através da história obstétrica e antecedentes maternos, coleta de dados pessoais do RN, tais como idade, peso, Apgar, tipo e condições de parto e a hipótese diagnóstica. Além disso, deve-se realizar o exame físico observando o estado geral do RN, temperatura, freqüência cardíaca e respiratória, padrão respiratório, tipo de tórax, ritmo respiratório, condições da pele, postura e tônus muscular, comportamento e estado de sono. Verificar a presença de edema, enfisema subcutâneo, fraturas de costela e ausculta pulmonar (DOMINGUEZ; KOMIYAMA, 1998).

Durante a avaliação devem ser observados os problemas pulmonares, neurológicos, posicionamento inadequado, alterações do sono/vigília, comportamento, tônus e presença de reflexos arcaicos (SWEENEY; SWANSON, 1994).

Após a avaliação o fisioterapeuta devem-se utilizar as técnicas e recursos da fisioterapia respiratória (como a vibração torácica, a aspiração das vias aéreas e o método RTA), o posicionamento e a estimulação sensorimotora. Esta consta de estimulação tátil, vestibular, proprioceptiva, visual e auditiva, que facilitam o desenvolvimento neuropsicomotor dos RN's (DOMINGUEZ; KOMIYAMA, 1998; SWEENEY; SWANSON, 1994). 

A vibração torácica, que consistem em movimentos manuais rítmicos, rápidos e com uma intensidade capaz de transmitir a vibração aos brônquios pulmonares, pode ser bastante eficaz para a remoção de secreções em lactentes que apresentam freqüência respiratória normal. Esta técnica apresenta como contra-indicações os lactentes muito pré-termo, que apresentem pele bastante fina, o que facilita as lesões e infecções; em caso de broncoespasmo, que pode ser aumentado; e em RN's que tenham amolecimento dos ossos, deformidades ou que podem desenvolver o raquitismo (PARKER; PRASAD, 2002).

O autor supracitado relata que a aspiração das vias aéreas é uma técnica que visa a remoção de secreções, e é indicada quando os mecanismos de ação ciliar estiverem deficitários. No caso de lactentes e crianças jovens, esta técnica deve ser feita seguindo-se alguns cuidados, como: realizar uma pré-oxigenação, com aumento do oxigênio em aproximadamente 10%, para evitar a hipóxia; manter uma boa higienização das mãos e equipamentos a serem utilizados, evitando infecções; não oferecer uma pressão excessiva no vácuo, e sim a necessária para puxar as secreções, que é de 75-150 mmHg; não introduzir os cateteres de aspiração além de 1cm abaixo da extremidade do tubo endotraqueal, a fim de evitar perfuração direta do brônquio segmentar e conseqüentemente um pneumotórax; e ao realizar a aspiração nasofaríngea em RN que não esteja intubado, deve-se envolve-lo com cobertor para evitar que o mesmo se debata.

O método Reequilíbrio Tóraco Abdominal (RTA) tem como objetivo melhorar a ventilação pulmonar e promover a desobstrução brônquica a partir da normalização do tônus, do comprimento e da força da musculatura respiratória (O QUE É, 2004). Este método consiste em realizar um manuseio dinâmico sobre o tronco do paciente com a finalidade de promover a respiração abdominal melhorando os componentes justaposicional e insercional do diafragma. Isto é conseguido através do alongamento, fortalecimento e estimulação proprioceptiva deste músculo (A TÉCNICA, 2004).

Um adequado posicionamento na UTIN é muito importante a fim de melhorar a função respiratória dos pacientes. A posição supina é a menos benéfica, porém a prona apresenta vantagens na redução do refluxo gastro-esofágico e no gasto energético. Os RN's apresentam uma melhor oxigenação pulmonar quando, além da posição prona, inclina-se levemente sua cabeça para cima, o que não ocorre na posição totalmente horizontalizada ou com a cabeça para baixo (PARKER; PRASAD, 2002).

Para que a estimulação sensorimotora seja terapêutica deve-se levar em consideração sua intensidade, duração, freqüência e tipo, de acordo com a tolerância fisiológica de cada RN, pois, como por exemplo, um bebê hipertônico pode apresentar aumento ainda maior de tônus na presença de estímulos excessivos dados ao mesmo tempo. A intervenção sensorimotora tem como objetivo principal oferecer ao RN assistência a fim de que o mesmo atinja o máximo de interação com seus pais e atendentes, facilitando padrões posturais e movimentos normais (SWEENEY; SWANSON, 1994).

Vale ressaltar que é importante observar os parâmetros iniciais do ventilador, como FR, Ti, Te, PIP, fluxo de O2, FiO2 e PEEP, acompanhando toda a evolução do paciente até seu desmame, quando a intervenção fisioterapêutica se torna particularmente importante em virtude da alta incidência de atelectasia pós-extubação (DOMINGUEZ; KOMIYAMA, 1998).

Exercicios para os olhos


Há três anos, a tradutora Danielle Macedo, 37, sofreu um grave acidente de carro. Entre as sequelas deixadas pelo episódio, teve parte de seus músculos óticos afetados e desenvolveu estrabismo.

"A sensação é a de que o músculo ficou solto. Parecia que com cada olho eu via uma coisa", diz.

Como parte do tratamento de reabilitação que realiza no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Danielle faz sessões semanais de ortóptica, uma espécie de fisioterapia ocular.

Leonardo Wen/Folha Imagem
Danielle Macedo, 37, sofreu acidente de carro há três anos e precisou fazer "ginástica" para voltar a normalizar a visão
Danielle Macedo, 37, sofreu acidente de carro há três anos e precisou fazer "ginástica" para voltar a normalizar a visão

"O ortoptista usa aparelhagem e técnicas específicas para ajudar o paciente a empregar a visão que ele tem da melhor maneira possível", explica Celina Tamaki, ortoptista de Danielle e membro do Conselho Brasileiro de Ortóptica.

Além de auxiliar em casos pós-traumáticos, a ortóptica pode ser usada para tratar pacientes que tiveram a visão afetada após um AVC (acidente vascular cerebral) ou por doenças como diabetes, câncer e degeneração macular. Ajuda, ainda, a identificar e a tratar anomalias como estrabismos congênitos e visão subnormal.

Em situações que envolvem cirurgias oculares, é usada em avaliações pré e pós-cirúrgicas.

Exercícios

Nas sessões realizadas no consultório, Tamaki estimula a visão de Danielle trabalhando com prismas. Como lição de casa, ela usa um tampão durante parte do dia e faz exercícios focando seus olhos em dedos e lápis por cerca de dez minutos. "Estou sentindo uma grande melhora. Quando olho reto, à minha frente, já vejo uma imagem só", conta a paciente.

O que pode parecer uma pequena mudança trouxe inúmeros benefícios a Danielle. Focar os dois olhos na mesma direção por um tempo permitiu a retomada do trabalho e a ajudou a realizar algumas atividades básicas, já que, no seu caso, a visão dupla afeta a percepção de profundidade. "Depois do tratamento, consigo me equilibrar melhor e andar em linha reta. Também tenho menos dificuldade para comer e reconheço o rosto das pessoas. Antes, era só pela voz", conta.

Embora seja acompanhada por outros profissionais, Danielle acredita que, sem a ortóptica, não teria tido os mesmo resultados. "Claro que estou melhorando por causa de todo o tratamento, mas as sessões foram fundamentais."

Em casa e na escola

Quando tinha dois anos, Karine Alves passou a ter dores de cabeça e dificuldades para ler. "Sempre que ela olhava para algum lugar, o olho ia para cima, especialmente o esquerdo", conta sua mãe, Andrea Alves, 31. O oftalmologista diagnosticou estrabismo e receitou o uso de óculos e um tampão. Para acompanhar o tratamento, Andrea procurou uma ortoptista, que avalia regularmente as mudanças nos olhos de Karine, hoje com sete anos.

"Cerca de 2% das pessoas no mundo são afetadas pelo estrabismo", diz Tamaki. Segundo Andrea, foi fácil diagnosticar o problema porque já havia casos na família e por sua filha ser bastante comunicativa.

Muitas vezes, porém, os pais não conhecem as anomalias oculares e os filhos não sabem explicar o que têm. A criança passa a ter dificuldades na escola e pode receber diagnósticos equivocados, como o de déficit de atenção, ou ser culpada por mal comportamento. "É necessário que os pais e os professores sejam orientados a observar sintomas e sinais que podem ajudar na detecção antecipada de problemas oculares", diz Maria Cecília Lapa, ortoptista da Unifesp e coordenadora do programa assistencial "Pida Embú", que orienta pais e professores a notar comportamentos nas crianças como aproximar demais os objetos do rosto, espremer os olhos e coçá-los com frequência.

"É mais fácil reverter algumas situações nos primeiros anos de vida. Um profissional sem conhecimento pode achar que o tampão está atrapalhando e pedir que o tire", exemplifica Lapa. A familiaridade com o assunto também ajuda a impedir gozações entre as crianças. "Se algum colega da escola tirar sarro, ela nunca mais vai querer usar o tampão."

Também há exercícios da ortóptica para quem tem visão considerada normal. Mesmo sem uma anomalia aparente, a convergência entre os olhos pode não ser perfeita ou o esforço motor pode não estar sincronizado com a percepção visual. "Após realizar alguma atividade que exija muito da visão, como ler, desenhar ou ficar na frente do computador, pode surgir algum desconforto", afirma Lapa.

Segundo a ortoptista, esse incômodo geralmente surge quando há mudança de hábitos. "É comum acontecer com pessoas que vão prestar vestibular ou algum concurso. Passam a estudar e a ler muito, então percebem que não conseguem se adaptar", afirma.

A ortóptica existe há 60 anos no Brasil. Segundo o Conselho Brasileiro de Ortóptica, há cerca de 300 profissionais no país. Atualmente, existe apenas um curso superior que oferece a formação de ortoptista, na universidade do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação, no Rio de Janeiro. "O ortoptista não é médico nem fisioterapeuta", diz Tamaki.

O trabalho é feito em parceria com o oftalmologista. "Ele não prescreve medicação nem faz cirurgias", reforça Lapa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fisiolinks 19


O crescimento do número de profissionais formados aumenta o desemprego mas faz com que a sociedade cada vez mais conheça a profissão Fisioterapia. Pense nisso. 

Vamos aos links da semana em sua 19 º edição.












Próxima semana voltamos. E se quiser indicar um link, basta colocar nos comentários.

terça-feira, 23 de março de 2010

Prova grátis de concurso de Fisioterapia


Os concursos para a área de fisioterapia são escassos em todo o Brasil. 

Segue abaixo uma prova do concurso para fisioterapeuta com gabarito para o Hospital Regional do Litoral de Paranguá

Modelo de cartão de visitas para fisioterapeutas


Ter um cartão de visitas é importantíssimo para divulgar seus serviços e lembrar possíveis clientes/pacientes do contato profissional.

Segue abaixo alguns exemplos? 


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quarta-feira, 17 de março de 2010

Como surge o esporão de calcanêo


A cada ano, cerca de um milhão de brasileiros e 2,5 milhões de americanos procuram os consultórios de ortopedistas queixando-se de dores no calcanhar. 

A maior parte desses pacientes apresenta um problema chamado fasceíte plantar, ou fascite plantar, uma inflamação no tecido que recobre os músculos da sola do pé, comumente chamada de esporão. 

Para entender a origem do esporão de calcanhar é importante lembrar que a planta do pé é composta por estruturas elásticas (músculo) e rígidas (fáscia), que potencializam a força dos músculos flexores curtos dos dedos e funcionam como um braço de alavanca. Na prática, essas estruturas aumentam a eficiência do impulso, que é acionado quando o calcanhar se distancia do solo.  

Um estresse excessivo nesta região provoca um estiramento da fáscia, originando fissuras e inflamação. Entre as principais causas estão a retração do tendão calcâneo conhecido popularmente como tendão de Aquiles e pés com a curvatura acentuada, rígidos, pouco flexíveis ou pronados. 

As pessoas mais suscetíveis ao problema são mulheres com idade entre 40 e 50 anos, praticantes de esportes como caminhada, corridas e maratonas. Há, ainda, incidência significativa de casos entre as que trabalham em pé por longos períodos ou que sofrem com sobrepeso. 

O tratamento é principalmente clínico, realizado por meio de exercícios de alongamento do tendão de Aquiles e da fascia plantar. 

Estudos revelam que 80% dos portadores de esporão de calcanhar melhoram após seis a oito semanas de tratamento. Além da fisioterapia, medicamentos para amenizar as dores e conter a inflamação podem ser benéficos. Ao persistir a doença, especialistas recomendam a terapia de ondas de choque extracopórea. Os tratamentos cirúrgicos costumam ser raros, cabendo a casos muito específicos. 

Fonte: Minha vida

quinta-feira, 11 de março de 2010

Alongue-se


Muitas pessoas ainda torcem o nariz para a recomendação de que exercícios físicos regulares e uma alimentação balanceada promove uma revolução na vida de qualquer um. OK! Na correria que vivemos atualmente podemos até considerar como desculpa a falta de tempo. Porém, se o seu time é este, que tal começar com uma atitude extremamente simples que já irá promover flexibilidade aos seus músculos, mais disposição e evitar aquelas dorzinhas chatas. Portanto, a partir de agora você tem um compromisso rápido e fácil:  não se esqueça de alongar o corpo sempre. 

Pode parecer estranho, mas a pratica é extremamente benéfica. Confira quais as principais dúvidas que costumam aparecer quando falo a minha profissão: 

1 ) Ao espreguiçar, logo ao acordar, já estamos alongando? Há alguma dica sobre como se esticar corretamente antes de levantar da cama?  
Oba! Sim, já estamos alongando. Cada pessoa tem seu jeito próprio de espreguiçar na cama, porém o que eu aconselho é dar uma alongada simultânea de membros superiores e inferiores (braços e pernas), entrelaçando os dedos das mãos no sentido da cabeceira da cama e estendendo as pernas no sentido oposto e fazendo uma tração com os calcanhares para intensificar a parte posterior das pernas Também gosto de pedir para em seguida segurar na crista ilíaca, estes ossos superiores do quadril, e dar uma tracionada(empurrada) sentido pés, como se fosse descer o quadril. 

2) Quais são as dicas de movimentos que alongam o corpo e que devem ser feitos ao longo do dia? 
O ideal seria que as pessoas espreguiçassem mais. Porém, o que costumo ver é que a maioria tem hábitos errados, um deles é jogar as costas para trás, ou seja uma posteriorização. Isto favorece ainda mais a tensão nas costas. O certo é se espreguiçar em pé, com o tronco inclinado para a frente e levar as mãos entrelaçadas no sentido do teto com as palmas fechadas e pés paralelos, ou seja, a mesma regra do deitado, mas só que em pé. 

3) É necessário alongar antes de praticar alguma atividade física? 
O correto é aquecer o corpo com movimentos que proporcionem o aquecimento global. Alongar com o corpo totalmente frio pode acarretar algumas lesões nas articulações ou até mesmo no próprio músculo. Exemplo: para uma caminhada não há necessidade de uma série tão extensa de exercícios de alongamento e sim um alongamento para as panturrilhas. Se a pessoa vai trabalhar com pesos faz um aquecimento de 5 a 10 minutos (caminhada, dança bem leve) em seguida alongue a musculatura que irá recrutar. O importante é alongar mais caprichado no final do treinamento. O fato de não alongar nada pode provocar diversas lesões, além de não preparar a região a ser trabalhada. Em compensação, os benefícios da prática são inúmeros: melhora a postura, melhora a circulação sangüínea e, conseqüentemente também a respiração, além de proporcionar mais agilidade.

4 ) Dores no ombro ou na coluna por má postura, podem ser resolvidas com alongamento? 
Nem sempre é só através do alongamento. O correto é que a pessoa faça uma avaliação do que está gerando a dor (ortopedista e fisioterapeuta), porque se a dor estiver relacionada com inflamação, o ideal é que não alongue o local que esteja inflamado, porque no ombro poderá ser um bursite, na coluna alguma hérnia ou até mesmo desvios descompensatórios. O correto é saber a origem da dor e, então, o profissional saberá direcionar o que deve ou não ser feito neste momento. 

5) É comum sentir dor ao alongar? 
Sim para uma dor suportável e não para insuportável. Quando se alonga é natural ter a sensação de que se está encurtado os músculos e, aos poucos, vai liberando e vai ficando melhor. Mas, se você sentir dor insuportável é um sinal de que se está indo além do que se deveria ou tem algum comprometimento que deve ser observado. 

quarta-feira, 10 de março de 2010

Fisiolinks 18


Muitas vezes com a correria do dia a dia não conseguimos estudar determinado assunto. A idéia de curso a distância está crescendo justamente por isso. Sem sair de casa, gastar com transporte ou com material extra, você investe em um curso interessante, com professores atualizados. Veja os cursos que o Portal da Educação oferece para Fisioterapeutas.

Vamos aos links da semana:
















Semana que vem tem mais, mas você já viu os videos de fisioterapia?? 

terça-feira, 9 de março de 2010

Fisioterapia no contexto hospitalar

Os principais objetivos da atuação do fisioterapeuta em um hospital são os de minimizar os efeitos da imobilidade no leito, prevenir e/ou tratar as complicações respiratórias e motoras. Bem como promover integração sensória motora e cognitiva.

O paciente seja ele clínico ou cirúrgico pode apresentar-se em diversas condições de saúde, com isso, conforme as necessidades apresentadas pela criança prioriza-se determinadas técnicas, visando maior efetividade nas condutas e na utilização dos recursos disponíveis. Dessa maneira participa-se ativamente na recuperação do paciente, e conseqüente redução no seu período de permanência de internação hospitalar.

Como conseqüência da imobilização, o paciente torna-se descondicionado, o que reduz sua capacidade de executar exercício aeróbico diminui sua tolerância aos esforços e pode comprometer o desmame de pacientes submetidos a períodos prolongados de ventilação mecânica. A imobilização mais a incapacidade de deslocar secreção pulmonar adequadamente favorece complicações respiratórias como atelectasias, pneumonias, às vezes necessitando de intubações e traqueostomias. A fisioterapia está indicada objetivando higiene brônquica, melhora da oxigenação, além da melhora da mecânica respiratória. 

O prolongado tempo de internação, posicionamento inadequado com falta de mobilização predispõe a modificações morfológicas dos músculos e tecidos conjuntivos. Em alguns casos encontramos: alterações no alinhamento biomecânico, comprometimento de resistência cardiovascular, que ocorrem em exigências funcionais para realização de movimentos coordenados. Evoluindo com contraturas articulares, diminuição do trofismo e força muscular, e aparecimento de úlceras de pressão. O fisioterapeuta atuando sobre os efeitos deletérios da hipo ou inatividade do paciente acamado no âmbito hospitalar contribui na redução da taxa de mortalidade, taxa de infecção, tempo de permanência na UTI e no hospital, índice de complicações no pós-operatório. 

Um outro fator essencial à criança é a estimulação adequada, pois o seu desenvolvimento está diretamente relacionado ao conhecimento adquirido através da vivência e experiência cotidiana, assim os diversos problemas vivenciados pela criança influem diretamente em seu bem estar presente e futuro.

É fundamental que o fisioterapeuta além da preocupação quanto a melhora da capacidade respiratória e motora, estimule os sistemas vestibular, auditivo, visual, táctil e proprioceptivo. Também orientar os pais em observar melhor seus filhos, chamando atenção nos gestos destas crianças, procurando resgatar: movimentos adequados com maior eficiência, favorecendo maior movimentação e promovendo o desenvolvimento da percepção espacial, consciência corporal, exploração do ambiente e interação social. Objetivando a incorporação destas combinações a vida cotidiana, antes que os modelos anormais se fixem. 

Isso mostra a importância da intervenção precoce, orientando pais e a equipe multiprofissional, promovendo assim, um intercâmbio de informações dentro das unidades hospitalares com o intuito de sensibilizar a equipe em fazer a prevenção, cada qual em sua área, criando agentes mediadores, multiplicadores de informações, conceitos e metas em diversas especialidades, aumentando a abrangência dos programas de saúde, educando e informando os grupos de atendimento. 
Interagir respeitando as características individuais através de um atendimento globalizado, sabendo-se que cada ser reage à mesma situação de maneira diferenciada, reconfortando o paciente e a família.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Avaliação Musculoesquelética


avaliacao+musculoesqueletica

  • Esta quarta edição de Avaliação Musculoesquelética foi amplamente atualizada, incorporando as últimas pesquisas e as práticas mais atuais. Apresenta um novo capítulo sobre a avaliação do amputado, assim como muitos testes novos. Além disso, pontos importantes e testes especiais comumente utilizados são enfatizados em negrito, tornando mais fácil a sua localização e sua lembrança. 
    Nesta obra, você encontrará: 
  • Discussões detalhadas sobre como modificar um exame para satisfazer necessidades específicas de um indivíduo, como avaliar o movimento funcional, como mensurar reflexos e realizar testes sensitivos, como mensurar o movimento do jogo articular e como palpar várias estruturas;
  • Exemplos de questões que devem ser formuladas durante a anamnese, assim como explicações do significado das respostas;
  • Estudos de casos que ajudarão o leitor a elaborar planos de avaliação;
  • Um grande número de fotografias e ilustrações que esclarecem métodos, testes e causas de patologias.
    Avaliação Musculoesquelética aborda desde a ciência básica até aplicações clínicas e testes especiais. Os leitores apreciarão o estudo detalhado das extremidades, explicações claras de posições e movimentos e o uso amplo de tabelas e ilustrações. É, sem dúvida, o melhor e mais completo livro do gênero.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Shopping de Fisioterapia

quinta-feira, 4 de março de 2010

Fisiolinks 17

Faça uma visita ao site dos Cds e Dvds Universitários. Acesse www.cdsuniversitarios.net

Vamos agora aos links da semana:










Próxima semana tem mais. Quer algum link aqui? Deixe nos comentários.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Zumbido no ouvido


Quem já ficou irritado com uma abelha zumbindo próximo ao ouvido ou com qualquer barulhinho constante que possa atrapalhar a concentração, não consegue imaginar ter de conviver com essa situação todos os dias.

Pois no Brasil, 17% da população convivem diariamente com um zumbido contínuo, segundo dados da Sociedade Brasileira de Otologia.

O tipo de barulho varia, podendo ser como um apito, um chiado ou até mesmo semelhante a uma sirene ou a um escape da panela de pressão, e tem diferentes intensidades. "Na maioria dos casos, o problema é leve ou moderado. Mas em alguns casos, pode até atrapalhar as atividades diárias que exigem concentração", relata o otorrinolaringologista Fayez Bahmad Júnior, especialista em saúde auditiva do Hospital Dr. Juscelino Kubitschek, em Brasília.

De acordo com levantamento do ambulatório de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 50% dos pacientes com zumbido têm problemas para dormir e 43,5% apresentam dificuldades de concentração.

Possíveis causas

O distúrbio nada mais é do que o sintoma de que algo está errado com a audição. A perda auditiva é a principal causa do problema e, por isso, ele é mais comum em idosos. O comprometimento da audição pode ser ocasionado por motivos que vão desde a exposição a um ruído muito intenso, passando por uma infecção viral grave – como no caso da meningite – e chegando a surdez precoce. Problemas na coluna cervical, dificuldades na mastigação, colesterol alto, doenças auto-imunes (como a esclerose múltipla), hipertensão e utilização de medicamentos que prejudiquem a audição também podem contribuir para o aparecimento desse distúrbio.

Além desses fatores, o zumbido pode ter fundo psicológico. "O cérebro cria um círculo vicioso. A pessoa passa a prestar atenção no barulho continuamente e isso realimenta o zumbido", explica Robinson Koji Tsuji, do Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O otorrinolaringologista Daniel Okada, do Hospital Santa Cruz, também na capital paulista, completa: "o cérebro tem muitas conexões com o ouvido, o que explica alguns desses casos." Ansiedade, estresse e depressão também podem ter relação direta com o aparecimento do problema.

Pacientes com esse diagnóstico devem evitar açúcar, gorduras, cafeína ou qualquer outro tipo de estimulante, já que eles aumentam o ritmo cardíaco e a pressão, aumentando a sensação de ruído.

Tratamentos

O primeiro passo é investigar a causa do zumbido. O paciente passará por exames físicos, laboratoriais, testes auditivos e, se for o caso, exames de imagem, como a ressonância. Somente com o diagnóstico correto é possível analisar se o distúrbio pode ser curado ou, ao menos, controlado.

Estudos recentes revelam que, ao contrário do que ocorria no passado, a maior parte dos pacientes que se queixam do problema vai apresentar melhora considerável no quadro ou até a cura. Entre os tipos de tratamento, os mais comuns são:

Medicamentos: a administração correta de remédios melhora a circulação do sangue, há uma maior vascularização do nervo auditivo, o que diminui o zumbido.

Cirurgia otológica: em geral, é indicada para casos de pacientes com infecção no ouvido.

Enriquecimento sonoro: o paciente é inserido em um ambiente com mais estímulos de sonoros ou passa a usar próteses auditivas – semelhantes a aparelhos de ouvido – que emitem um som em volume bem baixo. Logo, a pessoa passa a não perceber o zumbido e se acostuma com ele.

TRT (sigla em inglês de "tinnitus retraining teraphy" – terapia do retreinamento do zumbido): o objetivo, neste caso, é desfazer as conexões negativas que o cérebro faz com o sistema auditivo por meio de diversas técnicas, entre elas o relaxamento.

Acupuntura: ainda faltam pesquisas mais conclusivas sobre a técnica, mas resultados preliminares de um estudo realizado pelo médico Daniel Okada, com 76 pacientes, demonstraram que a acupuntura pode ser eficaz no alívio imediato do zumbido.

Psicoterapia: indicada para casos em que o distúrbio é psicológico. O tempo e a forma de tratamento vão depender da avaliação de um terapeuta e das possíveis causas psicológicas do zumbido


Fonte: Ig

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