quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fisioterapia x famosos


Alguns famosos que vemos na TV ou no cinema  são formados em fisioterapia ou já fizeram faculdade e não terminaram.

A mais famosa desse grupo, principalmente porque sempre fez questão de falar que é formada em Fisioterapia é a atriz Paola Oliveira. 


"Eu seria fisioterapeuta, estudei fisioterapia, me formei, mas o que aconteceu é que sou muito ansiosa, queria arrumar uma profissão enquanto eu não me estabelecia no que estava estudando. Comecei fazendo comerciais e procurei entender aquilo, fiz cursos de teatro à noite, de graça, fiz de tudo para entender. Só exercia a fisioterapia em estágio, mas nunca cheguei a fazer profissionalmente, ganhar dinheiro com isso".

Veja outros:

O ator Rafael Calomeni, durante entrevista no DEBATE

Rafael Calomeni - Antes de ser ator, ele se formei em edificações, trabalhou um ano em construção civil e fez Fisioterapia. Mas não exerceu. 

Foto do Biquini Cavadão

Tony Garrido - Concluiu o curso no IBMR (Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação). Só parou de atuar como fisioterapeuta por causa do Cidade Negra. "Eu ia para o ensaio vestido de branco. Saía do consultório, tinha meus pacientes e ensaiava ao mesmo tempo."



Aparecida Petrowky - A irmã da Helena em "Viver a Vida", ela é fisioterapeuta especializada em traumo-ortopedia e atuou realizando drenagem linfática. "Decorava os textos enquanto atendia meus pacientes", afirmou Aparecida

Dr. Eurico Miranda

Eurico Miranda -  Ligado ao clube de futebol Vasco da Gama, ele passou no vestibular para a Faculdade de Medicina, mas acabou por optar pela Faculdade de Fisioterapia. Eurico formou-se em fisioterapia e chegou a exercer a profissão antes de decidir ingressar na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Conhece mais algum famoso que estudou fisioterapia ou é fisioterapeuta?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fisiolinks 22


Já nos adicionou no Twitter??? Então adicione: http://www.twitter.com/fisioterapiaa

Em breve haverá mudanças no layout do blog. Uma das novidades foi a inserção da FisioTV que tem como o objetivo de agrupar vídeos de fisioterapia. Se vc tiver alguma sugestão, é só nos falar. Nosso email é adm@chakalat.net . E se quiser colaborar com o blog, fique a voltade. 

Segue os links da semana:











E um importantissimo que não faz parte da fisioterapia mas faz parte da nossa vida de cidadão. Assine o projeto ficha limpa

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Como ocorre a contração muscular

A contração muscular depende do deslizamento direcionado por ATP de um conjunto de filamentos de actina sobre conjuntos de filamentos de miosina II.

 

 

As células musculares esqueléticas são multinucleadas, formada por filamentos denominados de miofibrilas. As miofibrilas são formadas por unidades que se repetem, denominadas sarcômeros, que confere ao músculo esquelética, uma aparência estriada.

 

Cada sarcômero é formado por filamentos delgados, espessos e proteínas. Os filamentos delgados são filamentos de actina e mais duas proteínas adicionais, tropomiosina e troponina, tendo suas extremidades ligadas a uma linha elétron-densa (linha Z). Os filamentos espessos são compostos por miosina II.

 

O mecanismo de contração muscular ocorre com o aumento de Ca2+ no citosol. O sinal que vem dos nervos provoca uma excitação elétrica que se espalha através dos túbulos T, ativando as proteínas sensíveis que provocam a abertura de canais de liberação de CA2+ no retículo endoplasmático. Este fluxo dá início a contração, encurtamento dos sarcômeros. A energia para a contração é suprida por ATP, que é reconstituído pela ação da fosfocreatina.

Fonte: UFMT



quarta-feira, 21 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Conheça os equipamentos para deficientes usados em 'Viver a vida'

Divulgação/TV Globo

 

Os equipamentos especiais para deficientes físicos utilizados pela personagem Luciana (Alinne Moraes) na novela "Viver a vida" estão fazendo o maior sucesso. Segundo a Central de Atendimento ao Telespectador (CAT) da Rede Globo, oito dos dez produtos que mais atraíram a atenção do público em fevereiro foram os recursos destinados a tetraplégicos. O campeão foi o adaptador para alimentação. 
— Recebo cartas e e-mails diariamente, não apenas de pessoas com deficiência, dando sugestões e também fazendo perguntas, querendo saber onde encontram um ou outro produto que apareceu em cena — conta o autor Manoel Carlos, que tem o auxílio de profissionais para escrever os capítulos. 
A produção de arte também consulta especialistas para montar o cenário. 
— Providenciamos os aparelhos ideais para as atividades descritas com orientação da fisioterapeuta do set. Procuramos sempre usar equipamentos que realmente facilitem o dia a dia dos deficientes — explica a produtora Lara Tausz.

Cadeira de rodas 
Totalmente ajustável, leve, encosto rígido, sistema de amortecimento e rodas de fibra de carbono. Preço: 
R$ 6.500. Contato: (51) 3696.9600 ou www.ortobras.com.br


Cama 
Acionada por comando de voz, a cama move as partes superior e inferior e vira poltrona. Preço: R$ 16.200. Contato: (21) 3369-5050 ou www.vallitech.com.br


Mesa 
Ajusta a altura e os apoios de cotovelos. Possui mouse especial e teclas emborrachadas para clique. Preço: R$ 5 mil. Contato: (12) 8816-1712, (12) 97843178, (12) 97907887, comercial@dumontbrasil.com.br, www.dumontbrasil.com.br ou www.dumontbrasil.blogspot.com.

 

Adaptador para teclado 
Modelado em liga especial de aço e silicone, o adaptador (órtese) tem desenho ergonômico. Preço: R$ 60,50, mais a ponteira para digitação, R$ 16. Contato: ana.carvalho@ortopediafollowup.com.br, (21) 2286-7290 / 2527-1999 / 2527-2071 / 2527-2480. 
 

 

Adaptador para batom 
A órtese pode ser usada também com encaixes para batom e pincel para blush. Preços: pincel, R$21,95; encaixe para batom, R$20,60. Contato:ana.carvalho@ortopediafollowup.com.br, (21) 2286-7290 / 2527-1999 / 2527-2071 / 2527-2480.

 

Adaptador para talher 
A órtese pode ser modelada para facilitar a alimentação. Preços: órtese, R$ 60,50; e garfo, R$ 20,60. Contato: ana.carvalho@ortopediafollowup.com.br, (21) 2286-7290 / 2527-1999 / 2527-2071 / 2527-2480.

 


Fonte: Extra

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Esporte profissional enaltece a Fisioterapia


Faz tempo que a Fisioterapia conquistou um lugar nos hospitais e clínicas de todo o país. Desde 1969, quando um decreto-lei regulamentou a carreira, profissionais vêm ajudando gerações a se recuperar de traumas e a prevenir novos problemas. Mas, quando o esporte profissional encontrou a Fisioterapia, fez-se a luz. Hoje, grande parte dos vestibulandos pensam em trabalhar com atletas, se possível, em um grande clube de futebol.

– É inegável que, atualmente, o esporte profissional evidencia o valor do fisioterapeuta. Posso dizer que a maioria dos estudantes vem impulsionada pela demanda dos clubes de futebol, por exemplo. Mas também há espaço para atuar com a ginástica artística e com o vôlei – diz Cristiane Saraiva, coordenadora do curso de Fisioterapia da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.

E, nesse mercado, segundo ela, é possível atuar em todas em todos os níveis. O profissional atua tanto na indicação de práticas para prevenir lesões quanto na reabilitação do atleta. Grandes agremiações esportivas não se imaginam sem um fisioterapeuta. Um dos orgulhos da professora é o ex-aluno Ney Stedile, que hoje integra a equipe de saúde da Seleção Brasileira Feminina de Canoagem Velocidade, com base em Caxias do Sul.

Pesquisas de alto nível no setor crescem e atraem mais estudantes

Sinal de prestígio, o curso passou a ser oferecido recentemente por uma das instituições mais valorizadas na área da saúde no país, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). O diretor do curso, professor Pedro Dall'Ago, destaca um foco que ganhou notoriedade nacional graças à ficção: o tratamento de pacientes com lesão medular.

– A nossa atuação nessa área ganhou destaque com a novela Viver a Vida, onde a personagem Luciana ficou tetraplégica. Com esse paciente, podemos amenizar muito a atrofia dos músculos, por exemplo, por meio de estimulação elétrica e cinesioterapia – afirma Dall'Ago.

Ele também ressalta que o desenvolvimento de pesquisas de alto nível no setor cresce a cada ano, o que atrai ainda mais estudantes e estudiosos para a Fisioterapia, culminando na descoberta de novas práticas.

– Evidências da pesquisa em Fisioterapia representam hoje uma mudança de paradigma no conhecimento na área, até então embasado apenas na autonomia e na experiência clínica – conta o professor.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tratamento fisioterapêutico de linfodema


O tratamento fisioterápico do linfedema consiste na utilização de várias técnicas, que se isoladas não mostram resultados significativos, mas quando combinadas apresentam efeito satisfatório. 

As mais freqüentes empregadas são: Massagem de drenagem próxima (massagem centrípeta), inicialmente descrita pelo Dr. Foldi na Alemanha, consiste em estimulação manual dos centros linfonodais superficiais e vias linfáticas, iniciando pelos centros e vias proximais, prosseguindo com a estimulação de áreas sucessivamente mais distais, obtendo o descongestionamento das vias e restabelecimento do fluxo linfático. 

Bombas compressivas que são aparelhos que comprimem o membro edemaciado, obtendo então o aumento da drenagem de fluido, porém sem simultânea absorção de proteínas, pode aumentar o risco de fibrose e permitir a recidiva do edema. 

Combinadas a outras técnicas, são bastante eficazes, consistindo sua efetividade em aumentar os padrões de fluxo. Enfaixamentos compressivos podem ser elásticos ou inelásticos. 

Dr. Leduc mostrou que o sistema linfático atinge maiores níveis de absorção quando pacientes enfaixadas, com ataduras inelásticas são submetidas a atividades musculares. Malhas compressivas são usadas normalmente após o término do tratamento, e por tempo indeterminado, a fim de se evitar recidivas do edema. 

Podem ser "pré sized", quando disponíveis em tamanhos estabelecidos, ou sob medida. Como os membros são sempre imprevisíveis em comprimento, volume ou formato, torna-se óbvio a necessidade de se prescrever malha sob medida, assim como determinar-se a pressão ideal para cada caso, que nos linfedemas de MMSS deve variar entre 30 e 50mmHg. 

A drenagem postural embora seja um instrumento de valor como profilaxia, não chega a apresentar resultados significativos como tratamento, sobretudo nos edemas grau 2 e 3, com maiores níveis de fibrose. Exercício físico é muito eficaz na profilaxia do edema pela sua ação mecânica, melhorando os padrões de fluxo linfático.

O fisioterapeuta fará um programa de tratamento individual, baseado em sua avaliação e nas informações recebidas pelo médico. 

Assim, este acúmulo de fluido linfático nos braços e mãos poderá, gradativamente reduzir quase completamente.

Imediatamente após a cirurgia a paciente pode apresentar edema, este edema é temporário e poderá, gradualmente desaparecer. Para ajudar a aliviar esse edema temporário, assim que o médico permitir, siga as seguintes recomendações: Ainda no hospital, logo após a cirurgia, eleve o braço afetado apoiado em travesseiros, de forma que a mão fique mais elevada que o ombro, faça isto 2 a 3 vezes ao dia por 45 minutos, nesta posição elevada, exercite o braço, abrindo e fechando a mão, de 10 a 15 vezes. Este exercício ajudará a reduzir o inchaço, promovendo retorno da linfa à circulação geral do corpo. Usar o braço afetado para pentear os cabelos, banhar-se, vestir-se, alimentar-se (Leduc, 2000).

Nenhum tratamento realmente efetivo para o linfedema é conhecido, e que o emprego de diferentes modalidades terapêuticas, cirúrgicas ou cirúrgicas, solucionam apenas parcialmente o problema. Acrescentam ainda que o linfedema secundário responde melhor às medidas terapêuticas empregadas quando comparado ao linfedema primário.

Entre as possibilidades terapêuticas, descrevem as medidas cirúrgicas, que são utilizadas nos casos de linfedema de maior gravidade e o tratamento conservador podendo ser medicamentoso e fisioterápico. Entre as várias técnicas cirúrgicas, as autoras destacam duas. A primeira é a de Degni e Cordeiro, que cria anastomoses veno linfáticas. A segunda é a técnica de Thompson, que remove grandes quantidades de tecido fibroedematoso, estabelecendo uma comunicação entre a rede linfática superficial e a profunda. Com esta técnica, segundo as autoras consegue-se uma redução no volume do membro, mas infelizmente em 40% dos casos observa-se um retardo na cicatrização da incisão. Este é um dos motivos que torna esta técnica indicada somente para os casos de linfedema de maior gravidade, como também quando as técnicas conservadoras tiverem falhado (MARX E CAMARGO, 2000).

Fonte: Fisioweb

Postado por Dani Souto. Contato: danisouto@gmail.com

Produtos relacionados:

  Medicine Ball com 2KG Torian   Fisioterapia de Tidy Camisa Seleção Brasil I 2010 s/nº Amarelo Tam. M - NikeFisioterapia Pneumofuncional

terça-feira, 13 de abril de 2010

Jovens, atenção a trombose


Nesta semana, duas jovens inglesas, uma de 19 anos e outra de 17, foram diganosticadas com casos de trombose. Uma sobreviveu e outra morreu. Billie-Jo Twigg começou a sentir as pernas doloridas e inchadas, mas imaginou tratar-se de simples dores musculares. Ao comentar sobre a sensação com sua professora de biologia, esta sugeriu que ela procurasse um médico imediatamente. Três coágulos foram encontrados em veias de sua perna, caracterizando uma trombose. Billie-Jo recebeu o diagnóstico antes de fazer uma viagem de longa distância, o que poderia ter piorado o quadro. 

Outra estudante não teve a mesma sorte. Charlotte Porter, de 17 anos, começou a sentir dores, inchaço e percebeu a perna esquerda ficar um pouco roxa, dos joelhos até os tornozelos. A estudante, que também era líder de torcida, contou os sintomas para a mãe via mensagem de texto enviada por celular durante a aula e esta por precaução decidiu levá-la para exames num hospital.

Enquanto esperava os resultados dos exames de sangue, Charlotte ficou inconsciente e apesar de ser socorrida imediatamente morreu em decorrência de embolia pulmonar. Ao ser examinada pelos médicos, sua perna esquerda estava quase 4 cm mais grossa do que a direita.

Apesar de ser rara em jovens e a idade ser o principal fator de risco para trombose, as alterações no sangue que levam a coagulação e entupimento das veias pode matar, como ocorreu com a jovem inglesa.

Entenda o que é, conheça os principais sintomas e veja como é tratada a doença, segundo a médica Vânia Maris Morelli, hematologista da Universidade Federal de São Paulo:

1) Idade é o principal fator de risco para trombose venosa profunda. É reconhecido em diversos estudos que a incidência aumenta conforme cresce a faixa etária dos pacientes.

2) Isso não significa que não ocorra em outras idades. Apesar de ser menos comum pode acontecer em bebês, desde recém-nascidos, até crianças e adolescentes.

3) A trombose ocorre por alterações no sangue devido a fatores genéticos ou adquiridos, como obesidade (incluindo a abdominal), câncer, doenças autoimunes, gestação, e longos períodos de imobilização, como viagens ou pessoas acamadas, períodos pós-operatórios ou pós-parto.

4) É mais comum em membros inferiores, principalmente nas pernas. Mas pode acontecer em qualquer veia do corpo humano, incluindo a dos pulmões, o que caracteriza embolia pulmonar.

5) Os sintomas que indicam a instalação de um quadro de trombose são: dores, edemas (inchaços), vermelhidão e sinal de endurecimento, principalmente na região das panturrilhas. Os quatro sinais aparecem juntos, mas a médica alerta que eles podem não ser percebidos pelo paciente.

6) A dor é persistente e piora quando a região é pressionada, o que pode ser confundido com dor muscular ou com início de um processo inflamatório.

7) Um simples exame clínico não é suficiente para comprovar um quadro de trombose. O tipo de investigação depende da veia atingida, mas em geral é feita de forma não-invasiva, via imagem, como o ultrassom Doppler.

8) O tratamento é feito com remédios anticoagulantes que farão com que o coágulo seja absorvido pelo próprio organismo. No início, o medicamento é ministrado na veia ou de maneira subcutânea, e entre três e seis meses o paciente toma remédio via oral.

9) Durante o tratamento, o paciente precisa tentar manter-se longe de situações de risco, que possam causar sangramentos. Mas a especialista afirma que hoje as contraindicações não existem se a medicação é ministrada de maneira correta e na dose adequada.

10) Mesmo com a trombose controlada, após o período de tratamento recomendado, é preciso monitorar a reincidência da doença, caso o paciente esteja exposto a um dos fatores de risco, como câncer. Em alguns casos, os médicos recomendam um tratamento profilático (preventivo) com uso de heparina.

11) Nem sempre o coágulo se desprende e migra para os pulmões, mas essa é uma evolução possível para a doença, se não for tratada.

Incidência de artrite reumatoide aumenta após o parto


 É conhecido que a instalação da artrite reumatoide (AR) é aumentada no período pós-parto. O periódico Annals of Rheumatic Diseases traz um estudo, realizado em universidades da Noruega, que avaliou as taxas de incidência de AR e de outras artropatias crônicas nos períodos de 0-24 e 25-48 meses após o parto. 

Das 183 pacientes com AR e das 110 com outras artropatias crônicas diagnosticadas após o parto, 37,7% e 28,2%, respectivamente, tiveram o diagnóstico nos primeiros 24 meses após o parto. A razão de incidência para diagnóstico nos primeiros 24 meses versus 25-48 meses foi de 1,73 para AR e 1,05 para outras artropatias crônicas. A razão de incidência foi de 2,23 e 1,87, respectivamente, quando era considerado apenas o diagnóstico após a primeira gestação. As características clínicas foram similares entre os grupos diagnósticos. 

Este estudo mostra que não há diferença na proporção de casos incidentes de AR e de outras artropatias crônicas entre 0-24 meses após o parto. Na artrite reumatoide, é observado um pico de incidência nos primeiros 24 meses.

Fonte: Annals of Rheumatic Diseases, Volume 69, 2010, Pages 332-336.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Higiene Bronquica

São manobras usadas especificamente em casos onde o individuo apresenta dificuldade de auto-eliminação de secreções pulmonares.

São manobras usadas especificamente em casos onde o individuo apresenta dificuldade de auto-eliminação de secreções pulmonares.

O objetivo das manobras é permitir o deslocamento da secreção pulmonar, conduzindo-as para os brônquios de maior calibre e traquéia, e daí para fora do sistema respiratório.

Drenagem Postural

É o posicionamento do paciente em diversas posições para facilitar a drenagem das secreções pulmonares em direção à traquéia pela força da gravidade.

É o posicionamento do paciente em diversas posições para facilitar a drenagem das secreções pulmonares em direção à traquéia pela força da gravidade.

A secreção, uma vez na traquéia, poderá ser expectorada ou aspirada.

As posições de drenagem postural e o grau de inclinação variam de acordo com a posição da área pulmonar a ser drenada. Há uma maior tendência de acúmulo de secreções nas VAs mais inferiores. É por isso que nos procedimentos de drenagem o paciente é posicionado na forma trendelemburg.

De acordo com a maioria das referências bibliográficas, adotam-se as inclinações:

-Lobo médio e Língula -> 10º à 15º

-Bases Pulmonares -> 20º à 30º

-Ápices -> Semi-sentado

Indicação: Hipersecreção; pcte em VM; tabagistas; afecções neuromusculares.

Hipersecreção; pcte em VM; tabagistas; afecções neuromusculares.

Contra Indicação: Hipertensão intracraniana; instabilidade hemodinâmica; distensão abdominal; cirurgia diafragmática; hipertensão; disfagia; pcte inconsciente; antes de 2h após alimentação.

Hipertensão intracraniana; instabilidade hemodinâmica; distensão abdominal; cirurgia diafragmática; hipertensão; disfagia; pcte inconsciente; antes de 2h após alimentação.

Tapotagem

É um tipo de percussão pulmonar feito com as mãos em forma de concha, de maneira alternada e rítmica sobre a área do pulmão afetada. O efeito provoca ondas mecânicas que levam o muco até vias aéreas de maior diâmetro. A técnica deve ser associada, sempre que possível, à drenagem postural. Sugere-se que no fim de cada percussão, realizar uma curta e rápida vibração c/ a mão em concha.

É um tipo de percussão pulmonar feito com as mãos em forma de concha, de maneira alternada e rítmica sobre a área do pulmão afetada. O efeito provoca ondas mecânicas que levam o muco até vias aéreas de maior diâmetro. A técnica deve ser associada, sempre que possível, à drenagem postural. Sugere-se que no fim de cada percussão, realizar uma curta e rápida vibração c/ a mão em concha.

Pcte em DD: braços ao longo do corpo

Pcte em DL: braço inferior sob a cabeça; braço superior acima da cabeça.

Recomendações:

-AP antes e durante aplicação

-Nenhum movimento de cotovelo e ombro

-Não deve ser feito com muita força

-Não deve ser aplicado diretamente à pele

-Orientar o pcte a inspirar suave e profundamente pelo nariz e expirar pela boca

Indicação: Hipersecreção; atelectasias; dçs neuromusculares;pneumopatias crônicas e c/ grande dificuldade de expectoração, secreção espessa.

Hipersecreção; atelectasias; dçs neuromusculares;pneumopatias crônicas e c/ grande dificuldade de expectoração, secreção espessa.

Contra Indicação: Instabilidade torácica; osteoporose; coagulopatia significativa.

Instabilidade torácica; osteoporose; coagulopatia significativa.

Percussão Cubital

Tem os mesmos objetivos da tapotagem. Consiste em percurtir o tórax mediante o movimento de desvio radioulnar com uma das mãos semifechada sobre a outra mão em forma de concha acoplada ao tórax do paciente. Nesse caso indiretamente, podendo também ser realizada diretamente sobre o tórax só que essa última é menos empregada por ser menor confortável ao pcte. A principal diferença entre a percussão cubital e a tapotagem é que o movimento é menos vibrátil, podendo ser melhor empregado nos casos em que a tapotagem causa dor (ex. incisuras cirúrgicas).Embora menos vibrátil, por se tratar de um movimento brusco, proporciona maior estímulo à tosse.

Tem os mesmos objetivos da tapotagem. Consiste em percurtir o tórax mediante o movimento de desvio radioulnar com uma das mãos semifechada sobre a outra mão em forma de concha acoplada ao tórax do paciente. Nesse caso indiretamente, podendo também ser realizada diretamente sobre o tórax só que essa última é menos empregada por ser menor confortável ao pcte. A principal diferença entre a percussão cubital e a tapotagem é que o movimento é menos vibrátil, podendo ser melhor empregado nos casos em que a tapotagem causa dor (ex. incisuras cirúrgicas).Embora menos vibrátil, por se tratar de um movimento brusco, proporciona maior estímulo à tosse.

As indicações e contra indicações seguem as da tapotagem.

Vibração

Geralmente associada à compressão (denominado vibrocompressão). É aplicada durante a expiração com o pcte respirando profundamente. É usada em conjunção com a drenagem postural. Colocam-se as mãos diretamente sobre a pele na parede torácica (ou uma sobre a outra), e comprimindo levemente ao mesmo tempo que vibrando a parede torácica na mesma direção em que o tórax está se movendo. A ação de vibração é conseguida pela contração isométrica dos MMSS do terapeuta.

Indicação: pcte com dificuldade de mobilizar a secreção e expectorar ou naqueles com processos obstrutivos.

pcte com dificuldade de mobilizar a secreção e expectorar ou naqueles com processos obstrutivos.

Contra Indicação: enfisema subcutâneo (em caso de dor);osteoporose; fratura de costela; não é eficaz em indivíduos obesos.

enfisema subcutâneo (em caso de dor);osteoporose; fratura de costela; não é eficaz em indivíduos obesos.

Tosse

É uma manobra de expiração forçada, voluntária ou não, que visa a eliminação das secreções pulmonares. A tosse é mais eficaz quanto maior o volume de ar inspirado e a força dos músculos abdominais. Aconselha-se que o pcte promova uma extensão de tronco na inspiração e uma flexão do tronco no ato tussígeno. Pelo fato da tosse ser considerada a forma mais eficaz de higienização brônquica, deve-se orientar os pacientes para que realizem freqüentemente como modo de eliminação de secreções.

Em caso de tosse ineficaz, o fisioterapeuta poderá estimulá-la:

-Manualmente, comprimindo a fúrcula para cima com o polegar;

-Tosse manualmente assistida, em que se comprime o tórax fortemente logo no início da expiração espontânea, ou na fase expiratória da ventilação mecânica, visando acelerar o fluxo expiratório. Está indicada em pctes com afecções neuromusculares em que a contração abdominal se encontra prejudicada.

-Huffing: após uma inspiração profunda o pcte realiza uma expiração forçada em que a glote permanece aberta. Durante esse alto fluxo expiratório, o pcte emite um som parecido com um "huh".

É interessante que pacientes em pós-operatório sejam orientados a comprimir firmemente um travesseiro sobre a incisão cirúrgica de modo a minimizar a dor causada pelo impacto da tosse.

Pacientes intubados ou traqueostomizados também deverão ser estimulados a tossir, porém, para que a secreção seja expelida, o fisioterapeuta deverá realizar a aspiração traqueal.

Exceções ao estímulo de tosse como forma constante de higiene brônquica devem ser reservadas aos pctes com cirurgias traqueais, esofágicas, cranianas (em pós-operatório imediato ou com monitorização da PIC).

Já visitou o blog Fisioterapia na Pneumologia hoje?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Exercício Físico como Tratamento na Osteoartrite de Quadril


As funções do quadril são cruciais para a independência funcional de um indivíduo, motivo da grande repercussão da osteoartrite (OA) sobre as alterações nessa articulação. A OA de quadril é uma doença crônico-degenerativa e o tratamento atual detém-se em combater sua sintomatologia. 

Dentre os possíveis tratamentos conservadores, os exercícios têm sido indicados para a redução da dor e melhora funcional. O objetivo desta revisão sistemática é elucidar a função e efetividade dos exercícios físicos no tratamento conservador da OA de quadril. 

Para a realização do levantamento bibliográfico foram consultadas as bases de dados PUBMED, LILACS e MEDLINE referentes às publicações de artigos de ensaio clínico aleatório controlado dos últimos dez anos (julho/2005 - julho/1995), utilizando-se a relação entre as palavras-chave osteoarthritis, hip, exercise. Resultaram da busca, 18 artigos. Desses, dez continham os critérios para revisão na íntegra. Após análise do conteúdo dos dez estudos, foram identificadas três categorias:

a) exercícios específicos para OA de quadril (n=3); 
b) exercícios para OA de quadril e joelho (n=4) 
c) exercícios para pré e póscirurgia de artroplastia decorrente de OA (n=3). 

Dos dez estudos analisados, três revelaram limitações dos benefícios dos exercícios nas amostras. Embora, a maioria dos estudos tenha demonstrado bons resultados com a prática de exercícios no tratamento da OA de quadril, ainda não é possível determinar o alcance deste tipo de terapêutica no quadro geral da doença e para sua progressão,
tendo em vista a escassez de estudos e falta de especificidade das intervenções propostas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fisiolinks 20


As chuvas que castigam o Rio de Janeiro são as piores em 44 anos. Quer ver imagens de uma chuva maior, em 1996? Clique aqui! Essa é do baú.

Depois do momento cultura do dia, vamos aos links da fisioterapia da semana:



FisioTV: Videos de Fisioterapia








Próxima semana voltamos com mais indicações. 

terça-feira, 6 de abril de 2010

Testes especiais em Fisioterapia

Conteúdo Programático do curso

Introdução;
Teste de compressão de apley;   
Teste de distração de apley;   
Teste de spurling;   
Teste de lhermitte;   
Teste de valsalva;   
Teste da artéria vértebro-basilar ou teste de dekleyn;   
Teste de soto-hall;   
Lombar;   
Teste de elevação da perna reta;   
Teste de lasègue;   
Elevação da perna oposta;
Sinal da corda de arco ou bowstring-sign;   
Teste de brudzinski;   
Teste de kernig;   
Teste da postura encurvada ou slump-test;   
Teste de milgram;   
Teste de hiperextensão do tronco com a perna a frente;
Região sacroilíaca;   
Teste de patrick ou fabere;
Teste de gaenslen;
Teste de compressão e distração sacroilíaca;   
Módulo ii - testes especiais para o membro superior;   
Ombro;   
Teste de impacto de neer;   
Teste de hawkins-kennedy;   
Teste do impacto de yokum;   
Teste de jobe;   
Teste do bíceps ou teste de speed ou palm-up test;
Teste do infra-espinhal de patte ou teste de patte;
Teste de gerber ou lift off test;   
Teste de flexão-adução ou cross arm test;
Teste do subescapular ou abdominal press test;
Teste de yergason;   
Testes para instabilidade do ombro;   
Teste de apreensão;   
Teste de fukuda ou instabilidade posterior;  
Teste da gaveta anterior e posterior;   
Teste do sulco;   
Teste da recolocação;   
Testes para identificar síndrome do desfiladeiro torácico;   
Teste de adson;   
Teste de roos;   
Teste de hiperabdução;   
Teste de halsted;   
Testes do cotovelo;   
Teste do pivô (pivot shift do cotovelo;   
Teste de cozen;   
Teste de mill;   
Teste para epicondilite medial -cotovelo de golfista;   
Teste de valgo do cotovelo;   
Teste de varo do cotovelo;   
Testes do punho e mão;   
Teste de phalen e phalen invertido;
Teste de finkelstein;   
Teste de tinel;   
Teste de allen;
Teste de watson;
Teste de cisalhamento ou teste de reagan ou kleinman;   
Teste de froment;   
Teste de bunnell-littler;   
Módulo iii - testes especiais da região dos membros inferiores;   
Quadril; 
Teste do quadrante ou residual do quadril;   

Teste de ely;   

Teste do quadrante ou residual do quadril;   
Teste de ely;   
Teste de ober;   
Teste de thomas;   
Teste de trendelenburg;   
Teste do músculo piriforme;   
Teste de phelps;   
Teste do fulcro;   
Teste de câmbio ou gearstick sign;   
Teste para bursite trocantérica;   
Joelho;   
Testes especiais para os ligamentos;   
Teste de lachmann ou richey test;  
Teste da gaveta anterior e posterior;   
Teste de slocum;   
Teste de estresse em varo ou bocejo;   
Teste de estresse em valgo ou bocejo;   
Teste do pivo-shift ou mcintosh;   
Teste de jerk-test ou teste do ressalto;   
Teste do pivo-shif reverso ou teste de jakob;   
Teste de godfrey ou 90º sag test;   
Teste da gaveta ativa do quadríceps;
Testes meniscais;   
Teste de mcmurray;  
Teste de childress ou marcha de pato;   
Teste de apley;   
Teste de steinmann;   
Teste do retorno ou teste do salto ou teste de extensão passiva;
Teste de payr;   
Testes para lesões condrais do joelho;   
Teste da compressão patelar ou teste de rabot;   
Teste do rangido patelar ativo;   
Teste de zholen ou teste de clark ou teste do rangido patelar;   
Testes para detectar outras patologias no joelho;   
Teste Da Plica De Hughston;   
Teste Da Apreensão Ou Teste De Fairbanks;   
Teste Do Rechaço Patelar Ou Golpe Patelar;   
Teste De Wilson;   
Testes Para A Região Do Tornozelo;   
Teste De Homan;   
Teste De Thompson;   
Teste Da Gaveta Anterior E Posterior;   
Teste Do Varo E Valgo Do Tornozelo;   
Teste Da Gaveta Posterior Da Fíbula;   
Teste Da Rotação Do Talo;   
Teste De Pillings Ou Teste Da Compressão Lateral Da Perna;   
Teste Da Mobilidade Subtalar;   
Teste Da Hiperextensão Do Tornozelo E Artelhos;   
Teste De Hiperextensão Passiva Do Hálux Ou Teste De Jack;   
Teste Da Redutibilidade Do Valgismo Do Hálux Ou Teste De Mcbride;
Teste De Mulder Ou Teste Da Compressão Látero-Lateral Do Antepé;
Teste Da Ponta Dos Pés;   
Teste Da Hipermobilidade Do Primeiro Raio;   
Teste Da Redutibilidade Das Garras Dos Artelhos Ou Teste De Kelikian-Ducroquet;   
Avaliação Postural;   
Vista Anterior;   
Vista Lateral;   
Vista Posterior;   
Ficha De Avaliação Postural;   
Ficha De Avaliação Fisioterápica Em Ortotraumatologia;   

Paralisia cerebral coreatetóide


Os tipos de PC são classificados de acordo com seus déficits motores e apresentação do tônus muscular (espásticos, atáxicos, atetóides e mistos), de acordo com a porção corporal atingida (hemiparesia, diparesia e tetraparesia) e de acordo com a severidade do acometimento (leve, moderado e grave). As razões para esta diversidade de apresentações devem-se a grande variedade dos fatores etiológicos, localização das lesões e a base do controle motor no PC, que podem ocorrer em três momentos: durante a gestação, durante o parto e pós parto até dois anos de idade.

Falaremos hoje das crianças afetadas com o tipo coreoatetóide que sofrem principalmente com a presença de movimentos  involuntários que parasitam as ações motoras voluntárias, bem como o controle da postura. A severidade da seqüela varia de distúrbios na marcha até sérias incapacidades, como a de manter a cabeça retificada. 

Em pessoas com seqüelas moderadas e graves, os déficits no controle postural são visíveis; incapacidades motoras e funcionais estão presentes e impedem a manutenção da retificação da postura ortostática. Estabilizar e alinhar a cabeça e do tronco na melhora da habilidade funcional da manipulação das mãos dessas pessoas, mesmo que a estabilidade seja construída externamente é fundamental.




Paralisia cerebral em crianças


Paralisia Cerebral (PC) é uma condição clínica muito abrangente que compreende uma série heterogênea de fatores etiológicos ocorridos nos períodos pré-natal, perinatal ou pós-natal e, descreve distúrbios dos mecanismos posturais e ação motora, podendo também causar distúrbios associados mentais, sensoriais e de comunicação, secundários a uma neuropatologia não progressiva do encéfalo imaturo (Umphred, 1994, Lianza, 2001, Kottke, 1994).

Nem sempre estaremos frente a uma paralisia, pois não é o que se observa na seqüela da maioria dos pacientes que, mais comumente apresentam uma paresia. E, pode ocorrer da lesão nem sempre ser de origem cerebral, podendo também acometer cerebelo ou outras estruturas encefálicas.

Referente à bibliografia utilizada, podemos classificar os tipos de Paralisia Cerebral através de suas características categóricas e variantes clínicas:

- Na hemiparesia (hemiplegia) espástica, a lesão origina-se do sistema corticoespinhal e de um dos hemisférios cerebrais, tipicamente afeta mais o braço e a mão do que a perna. Todas as crianças com PC hemiplégica deambulam, embora mais tarde que o habitual e na ponta dos dedos do pé afetado. 

- Na diplegia ou diparesia espástica ou doença de Little, a espasticidade predomina nas pernas e afeta com menor gravidade as mãos e a face, ocorre atraso no controle da cabeça e tronco, os reflexos tendinosos estão hiperativos, o espasmo dos adutores é responsável pelas pernas "em tesoura" e a espasticidade pode impedir a deambulação sem auxílio do cuidador ou suporte externo

- A quadriplegia espástica é a variante mais grave da PC e, está associada freqüentemente à deficiência mental. A grave espasticidade das extremidades pode associar-se a hipotonia axial e cervical. As crianças quadriparéticas raramente conseguem andar e muitas delas ficam totalmente dependentes, as manifestações clínicas vão se agravando à medida que a criança cresce, pois não cumprem as etapas do desenvolvimento neuropsicomotor: não sustentam a cabeça, não sentam, não engatinham e não ficam em pé nos períodos esperados, possuem dificuldades de deglutição e sialorréia por incapacidade de fechar a boca, a emissão de som vocal é pobre e durante o choro assume posição de hiperextensão de tronco e membros. 

- As crianças com PC hipotônica são flácidas, mas apresentam reflexos tendinosos hiperativos, o que as distingue das crianças com doenças do neurônio motor inferior ou musculares primárias. O lactente muitas vezes assume uma posição típica mantendo os membros em abdução, flexão e rotação externa, a cabeça costuma cair para trás quando levanta-se a criança e quando esta é mantida na posição sentada ou em pé, no decúbito ventral pode faltar o desvio lateral da cabeça e a incapacidade de produzir força muscular para sucção e deglutição também podem estar presentes.

- Em crianças com PC discinética, lesões dos gânglios da base levam a movimentos involuntários anormais, incluindo atetose, coreoatetose ou distonia. 

- A PC atáxica é a forma mais rara, a ataxia do tronco e da marcha é mais notável que a das extremidades, o quadro clínico predominante é de incoordenação geral e distúrbios do equilíbrio estático e dinâmico. A marcha é disbásica, ou seja, mal coordenada, com base de sustentação larga e com uso das mãos para apoio, a fala é escandida e disártrica e estão presentes tremores de ação e dismetrias. 

- E, o termo PC mista denota a combinação de PC discinética e espástica ou de ataxia e atetose, uma categoria para as crianças que não preenchem critérios estritos de uma das formas principais. (Rowland, 1995, Lianza, 2001 e Shepherd, 1996).

A identificação das várias características de Paralisia Cerebral, quando diagnosticadas corretamente, fornecem ao terapeuta importantes informações para que se possa estabelecer prioridades de tratamento, ou seja, o diagnóstico da Paralisia Cerebral é essencialmente clínico, baseado nos dados expostos até o momento. Exames complementares são realizados com rotina quando o paciente é inicialmente atendido, visando a descoberta do fator etiológico, sendo que, no exame anatomopatológico destacam-se as más formações do SNC e as seqüelas da anóxia.

Alguns dos ajustes físicos anormais observados em portadores de Paralisia Cerebral podem estar relacionados à postura e aos movimentos corporais, mediante a um obstáculo ou tão somente à força que a gravidade exerce sobre o corpo. Esta anormalidade será ainda maior quando forem necessários o controle motor e o uso do esquema corporal e das reações proprioceptivas e de equilíbrio para o cumprimento de determinadas tarefas, sejam elas quais forem. Esta condição pode dar a impressão de que o quadro clínico do paciente está se agravando, o que não é verdade, pois, em comparação a todas as bibliografias consultadas, não há evidências para sugerir que a lesão em si piore ou, altere-se, e, segundo Umphred (1994, p.238) "... a vontade da criança a direciona para usar todo o potencial de movimento que ela possui para explorar seu ambiente e tornar-se informada sobre seu próprio corpo". Sendo este um dos momentos oportunos para a atuação fisioterapêutica.

A condição imediata ao diagnóstico, feito o mais cedo possível nos primeiros meses de vida do bebê, com detecção de alterações no desenvolvimento sensório-motor, seguido de um conjunto de técnicas de intervenção terapêutica, leva a um tratamento ideal.

A importância de estabelecer o tratamento precoce está em aproveitar as fases do desenvolvimento motor relacionadas às etapas de maturação do sistema nervoso e, relatado por Lianza (2001, p. 285) "com estimulação e aproveitamento da inervação recíproca, utilizando o potencial de plasticidade neuroaxonal da arquitetura cerebral".

Dessa forma, torna-se essencial, estimular a independência de cada paciente, focalizando habilidades e conquistas ajustadas às suas capacidades. Talvez este seja o nosso maior desafio: a inserção do paciente na sociedade.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Avaliação pré operatória da Fisioterapia no cancer de mama

O câncer de mama está relacionado à vários fatores, entre eles estão a hereditariedade, paridade tardia, menopausa tardia, obesidade e a presença de estrógenos exógenos em mulheres jovens, com idade inferior a 45 anos, onde propiciam a evolução do tumor. (Ornellas,2000) .Não há como prevenir o aparecimento de tal patologia, mas o auto exame e a detecção precoce influenciam diretamente no prognóstico. Vários exames são utilizados na investigação diagnóstica, a Mamografia, mais nítida após 40 anos, pois a mama perde tecido adiposo; Ultra Sonografia Mamária, complementando a Mamografia; Citologia oncológica e Biópsia do nódulo (Partsch, 2000). 

A avaliação Fisioterapêutica pré-operatória é essencial para o acompanhamento geral das conseqüências provenientes da cirurgia, elaboração de um prognóstico de recuperação e conscientização da paciente sobre a importância e os procedimentos da Fisioterapia no pós –operatório, além de esclarecer sobre a cirurgia, caso a mesma ainda não o saiba. Nesta etapa o fisioterapeuta busca a anamnese e toda história clínica da paciente nos formulários hospitalares, pastas e prontuários, que contém todos os exames realizados, e explicados anteriormente. É extremamente necessário que o fisioterapeuta esteja a par de todas as informações relevantes sobre cada paciente a ser tratada. É feita a coleta dos dados, sinais vitais (FC,FR,TA), ausculta pulmonar, avaliação das ADMs globais e força muscular, postura, presença de deformidades e, não menos importante que todas essas informações, devemos estar atentos ao estado emocional da paciente, que poderá interferir diretamente na evolução do tratamento pós-cirúrgico, melhora do quadro e realização das condutas. 

O Fisioterapeuta deve ter conhecimento aprofundado das complicações pós-cirúrgicas da mastectomia, e ter realizado uma prévia avaliação da paciente para elaborar um programa de reabilitação relacionando os estados pré e pós-operatórios (Ornellas, 2000).

Fonte: Fisioweb

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