segunda-feira, 31 de maio de 2010

Disfunção urinária no Lesão Medular

A maioria das pessoas com lesão medular não possui controle urinário
normal. O sistema urinário é responsável pela produção, armazenamento
e eliminação da urina e é formado pelos rins, ureteres, bexiga e
uretra.

A urina é produzida pelos rins. Depois que os rins produzem a urina,
esta passa pelos ureteres e é armazenada na bexiga. A bexiga é como um
"saco muscular". Quando ela enche, os músculos da bexiga se contraem e
a urina é eliminada através da uretra. No momento em que os músculos
da bexiga se contraem o esfíncter da uretra, que também é um músculo,
se relaxa para facilitar a saída da urina. Normalmente ocorre um
funcionamento sinérgico entre a bexiga e a uretra, ou seja, durante o
enchimento, a musculatura da bexiga está relaxada para acomodar a
urina proveniente dos rins, enquanto o músculo do esfíncter da uretra
está contraído para evitar a saída da urina coletada na bexiga. Ao
contrário, quando a bexiga se contrai para eliminar o seu conteúdo, o
esfíncter relaxa para permitir a eliminação da urina. Para isso
acontecer normalmente, é preciso haver coordenação entre os músculos
da bexiga e do esfíncter da uretra. Quando este trabalho não ocorre de
maneira integrada, acontece o que se chama dissinergismo
vésico-esfincteriano, situação que contribui para a ocorrência de
complicações. Se a bexiga e o esfíncter se contraírem ao mesmo tempo,
haverá um esforço maior da musculatura da bexiga para conseguir vencer
a resistência do músculo da uretra. Este esforço leva, com o tempo, a
um enfraquecimento da parede da bexiga e a formação de divertículos
que acumulam urina residual, diminuindo a resistência a infecções,
favorecendo a formação de cálculos e o refluxo de urina da bexiga para
os rins, colocando em risco a função renal.

O cérebro e a medula espinhal são responsáveis pelo trabalho
coordenado entre a bexiga e o esfíncter uretral, garantindo o controle
urinário. Uma lesão medular pode comprometer a comunicação entre o
cérebro e o sistema urinário e a eliminação da urina armazenada na
bexiga deixa de ser automática.

Se a lesão for incompleta, é possível haver recuperação parcial ou até
total com o tempo. Mas até que esta recuperação aconteça, a utilização
de alguma técnica para esvaziar a bexiga pode ser necessária.

Dependendo do nível da lesão medular, a bexiga pode passar a ter dois
tipos de comportamento:

Passa a acumular uma quantidade menor de urina do que antes da lesão
medular e os músculos da bexiga passam a ter contrações involuntárias
com perdas freqüentes de urina - bexiga espástica, comum nas lesões
medulares acima do nível sacral (acima de T12).
Passa a acumular uma quantidade maior de urina do que antes da lesão
medular porque os músculos da bexiga não se contraem mais e isto faz
com que grande quantidade de urina fique retida dentro da bexiga,
muito acima da capacidade normal - bexiga flácida, comum nas lesões
medulares ao nível sacral (abaixo de T12).

O diagnóstico do tipo de bexiga é importante para a definição do tipo
de tratamento que, de qualquer maneira, tem como principais objetivos:
manter a bexiga com baixa quantidade de urina e com baixa pressão em
seu interior, evitando o refluxo de urina da bexiga para os rins,
prevenir infecções urinárias, promover a continência e preservar a
função dos rins.

O método mais utilizado para esvaziamento da bexiga é o cateterismo
intermitente. A técnica é simples e pode ser aprendida facilmente. O
cateterismo intermitente é um procedimento no qual é introduzido um
catéter (tubo) limpo através da uretra para esvaziar a bexiga, a cada
três ou quatro horas durante o dia, procurando manter a pressão dentro
da bexiga em níveis normais e evitando as perdas urinárias. Se, mesmo
com o cateterismo realizado adequadamente, continuar havendo perdas,
existem medicações que interferem na contração ou no relaxamento da
bexiga ou da uretra que, associadas ao cateterismo, vão permitir
melhores condições de armazenamento e esvaziamento.

Fonte: A Bengala Legal

domingo, 30 de maio de 2010

Plexos da coluna vertebral

COLUNA VERTEBRAL por Poder das Mãos.

Toda a inervação de plexos e o direcionamento para toda as regiões da coluna.

Apesar de estar em inglês, é um ótimo guia para o entendimento de cada região da coluna e suas incidências.

Bem legal!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Transferência de cadeira de rodas para cama


Transferência cadeira de rodas para a cama e vice-versa com uma pessoa

A cadeira de rodas deve estar:

  1. Travada;
  2. Os pedais devem ser retirados ou rodados lateralmente;
  3. O mais perto possível da cama;
  4. O braço mais próximo da cama deve ser retirado.

O  paciente deve estar:

  1. Sentado à beira da cadeira de rodas, com os pés apoiados no chão e rodados para o lado contrário da cama.
  2. O lado melhor deve estar ao lado da cama.

Como transferir:

  1. O paciente inclina o seu tronco para a frente;
  2. Agarre-o pela cintura, pelas axilas ou pelos cotovelos e nunca pelo ombro do lado lesado. Caso seja ele muito pesado e tenha necessidade de o transferir sozinho, também pode usar um cinto de transferência.
  3. O cuidador encosta os pés e joelhos aos seus pés e joelhos, até o paciente se endireitar e ficar de pé;
  4. O cuidador ajuda o paciente a rodar, posicionando-se para se sentar na cama.


Todos estes passos podem ser invertidos para se transferir o doente da cama para a cadeira de rodas. 
O cuidador deve sempre posicionar o doente de maneira confortável e segura depois da transferência.

 

SEQUÊNCIA DA TRANSFERÊNCIA
Pôr a cadeira de rodas ao lado da cama, bem travada e com os pedais levantados ou rodados para fora. Calçar o doente com sapatos de borracha ou com calçado anti-derrapante. 
1.

Sentar o doente à beirinha da cama (ou cadeira de rodas).
2.

Travar os pés e os joelhos do doente com os pés e joelhos do cuidador, até que o doente fique de pé.
3.

 


Transferência da cadeira de rodas para a cama com 2 pessoas

• Uma pessoa deve colocar-se atrás da cadeira de rodas e agarrar o doente pelos antebraços. A pessoa a transferir deve colocar as mãos conforme o desenho;

 

 

• A outra pessoa deve segurar as pernas do paciente pela parte de trás dos joelhos e pés,
• Combinar quem dá o comando e em conjunto devem elevar o paciente e transferi-lo para a cama.
Todos os outros princípios da transferência da cadeira de rodas para a cama apenas com 1 cuidador se mantêm. Para ser mais fácil a transferência deve-se retirar o braço da cadeira de rodas do lado da cama.

Fonte: Ajudavc.net

Fisiolinks 25



A semana passada não teve Fisiolinks porque pela segunda vez em 4 meses atacaram o servidor que hospedo o blog. E o ataque foi tão grande que a empresa não conseguiu restabelecer ainda. 

Então, acabei acelerando um processo que já estava previsto que foi a alteração do endereço do blog como um todo, além da alteração de layout. Gostaram???

Outras mudanças vocês notaram ao longo do tempo. 

Aos parceiros, agradeço antecipadamente, quem puder mudar o link do blog para www.facafisioterapia.net

Aos leitores, naveguem pelo blog. Tópicos antigos podem ser extremamente úteis na hora de uma pesquisa. 

Vamos aos links:














Até semana que vem. Sugestão de post?? É só enviar para adm@chakalat.net.

domingo, 23 de maio de 2010

Dores na coluna


A dor na coluna é queixa constante em todo o mundo
Não é raro ouvirmos alguém se queixar de dores na coluna, principalmente as pessoas mais idosas. Especialistas afirmam que de 80 a 90% das pessoas têm ou terão dores nesta região, pelo menos uma vez ao longo de suas existências. Estas, que podem ser constantes, esporádicas ou restritas a apenas uma região ou sistêmicas, consistem nas queixas mais comuns da humanidade.

A "dor nas costas" acomete, pelo menos aparentemente, pessoas de ambos os sexos, sendo que as mulheres se queixam mais de incômodos na região cervical e os homens, na lombar. A faixa etária compreendida entre 25 anos de idade em diante é a que sofre deste mal com mais freqüência, tal fator é devido à sobrecarga de trabalho e, mais tarde, à velhice. Em geral, a dor pode vir de músculos, nervos, ossos ou articulações.

Dores na coluna podem ser sintomas de alterações posturais, hérnia de disco, doenças reumáticas, fraturas nas vértebras, músculos atrofiados, osteoporose, desgaste das estruturas da coluna vertebral, envelhecimento, etc., podendo ter como causa sobrecarga física, stress, obesidade, sedentarismo, quedas e até tabagismo.

Alongamentos, exercícios físicos e boa postura podem melhorar bastante este quadro. Dores recorrentes devem ser investigadas por um profissional da área, o qual orientará o tipo de tratamento mais adequado para a situação.



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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Importância do livro na Fisioterapia


O livro dá-nos muito mais do que nos percebemos: é um mundo de palavras e imagens que nos fazem viajar. Quantas vezes não desenhamos o que o livro está explicando em palavras?

Existem vários tipos de livros: ciêntificos, religiosos, didácticos, de entretenimento; todos eles têm a sua importância, todos nos proporcionam saberes. Os livros são o registo escrito, do que existe à nossa volta (como se pode ver nos livros sobre a natureza e fotografia), do que a nossa imaginação é capaz de produzir (o que se verifica nos romances, nos policiais, nos livros de terror), das nossas vidas como é o caso das biografias.

Apesar de propagandas, feiras culturais (como a bienal do livro) e construções de bibliotecas promovidas pela iniciativa privada e pública, o Brasil ainda apresenta carência no que diz respeito ao cultivo do hábito da leitura.

Veja livros de Fisioterapia

Os livros ajudam-nos a pensar, analisar, crescer e aprender mais. Ler boa literatura é um hábito que todos deveriam ter. No mundo atual, da era digital, o livro ainda tem o seu espaço e importância, e creio que ainda é um dos meios mais eficazes de aprendizagem. As instituições de ensino estão acomodando seus alunos cada vez mais ao uso contínuo do sistema informatizado, esquecendo de apresentá-los outras técnicas de estudos. 

É correto afirmar que a informatização foi muito benéfica em relação a organização, a internet trouxe com certeza a facilidade de obter uma vasta variedade de informações válidas em segundos, porém, nem sempre o atalho leva ao caminho mais seguro. Pensemos, não há como o professor avaliar o aluno sem que ele se esforce para demonstrar o que foi aprendido. Atualmente a dificuldade de desvendar possíveis talentos que o aluno possa ter em seu interior nos preocupa, pois, eles não se dão mais ao trabalho de pensar, de criar, já que preferem se limitar a massificação daquilo que encontra – se feito. 

Portanto, Fisioterapeuta, não ache que busca no google e pesquisa em log substitui o velho e bom livro sublinhado com partes mais importantes.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Carros adaptados


O ato de ir e vir é um dos direitos básicos de todo cidadão. Mas, no caso dos cerca de 16 milhões de deficientes físicos brasileiros (segundo as estimativas da Organização Mundial da Saúde), exercê-lo não é uma tarefa fácil. Além das dificuldades de se locomover usando o transporte público, são poucas as opções na hora de comprar um carro adaptado com garantia de fábrica. Conseguir as isenções de impostos envolve muita burocracia, e também há dificuldade em tirar a carteira de motorista.

O primeiro passo é procurar uma auto-escola especializada que tenha os carros adequados para cada tipo de deficiência. Ela também ajudará o deficiente físico a receber as indicações necessárias para facilitar o processo de emissão da carteira de motorista. Além do treinamento prático, o candidato deve passar por um exame médico para examinar a extensão da deficiência e a desenvoltura do candidato com as adaptações. Uma vez aprovado, também será emitida uma autorização médica para dirigir, onde constará o tipo de carro e a adaptação mais indicada para cada caso. 






De posse desse documento, é hora de seguir os procedimentos necessários para conseguir as isenções de impostos, que diminuem em torno de 30% o preço de tabela, mas envolvem muita burocracia. Entre os documentos necessários está um laudo médico fornecido pelo Detran, comprovando a total incapacidade para conduzir veículos comuns. Também é preciso providenciar uma certidão negativa de tributos e contribuições federais, que comprova que a pessoa não deve nenhum imposto federal.


Veja a legislação para carros adaptados

Comprar um carro adequado também não é tarefa fácil. A única marca que possui um programa voltado para os deficientes é a Fiat. O programa Autonomy, lançado em julho de 1996, oferece carros adaptados pela Fiat com garantia de fábrica, e já vendeu cerca de 2 mil carros até setembro do ano passado. Porém, em alguns casos, houve problemas em adaptar os carros, e atualmente sobraram poucas concessionárias que oferecem esse tipo de serviço. A mais conhecida é a Fiorelli, onde apenas um funcionário é encarregado de atender os interessados.


Outra opção é o Honda Civic, modelo disponível com câmbio automático. Por ser equipado com motor 1.6, pode ser vendido até o final de fevereiro de 2001 com isenção de ICMS, de acordo com a lei de isenção para deficientes. Assim, é um dos modelos mais vendidos para portadores de deficiência física. Mesmo com cilindrada acima de 1.6 litro, o Toyota Corolla também apresenta muita procura, isso porque o fabricante decidiu absorver o valor do ICMS, que somado à isenção de IPI passa a custar em média 40% menos em relação ao preço normal.


Já a adaptação deve ser feita com base num projeto perfeitamente adequado a cada caso, conforme o proprietário da Cavenaghi (empresa especializada em adaptações para deficientes físicos), Carlos Eduardo Cavenaghi. Segundo ele, o tempo para fazer uma adaptação varia de 15 minutos a duas semanas, mas a média de tempo fica entre 12 e 24 horas de trabalho.

O custo é outro fator determinado pelo tipo de deficiência. Em média, um paraplégico gasta em torno de R$ 2 mil. O valor mínimo é de R$ 422,00 e o máximo atinge R$ 5 mil. A demanda por carros adaptados para deficientes físicos no Brasil está estimada entre 130 a 140 carros por mês, conforme o empresário.

domingo, 16 de maio de 2010

Fisiolinks 24

Faltam vinte e quatro dias para a Copa do Mundo. E não sei porque isso não me trás nenhuma empolgação. Ouvi hoje na padaria que o Dunga foi preso. O motivo? Está levando um monte de droga para a Copa do Mundo. Piadinha Infame!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Monografias para faculdade de fisioterapia


A maioria das faculdades de fisioterapia do Brasil exigem para a conclusão do curso um trabalho de monografia. 

Segundo a Wikipedia, Monografia é uma dissertação (em sentido lato) sobre um ponto particular de uma ciência, de uma arte, de uma localidade, sobre um mesmo assunto ou sobre assuntos relacionados. Normalmente escrito apenas por uma pessoa. É o principal tipo de texto científico. Trabalho acadêmico que apresenta o resultado de investigação pouco complexa e sobre tema único e bem delimitado.

É desejável que a monografia possua o máximo de vieses possíveis sobre o assunto tratado, de modo a possibilitar ao leitor o entendimento substancial do mesmo. Para tanto, esta é composta de inúmeras partes, textuais, pré e pós-textuais que possuem funções específicas de relevância conhecida.

A Introdução (ou a apresentação e preparação para o estudo) é a indicação dos objetivos ou problema (hipótese, delimitação ou contextualização da área de estudo), a identificação das disciplinas científicas afins ou os sistemas teóricos no qual se enquadram os objetivos problema da monografia. A justificativa especialmente aspectos éticos e relevância do tema pesquisado devem ser mencionados.

O Desenvolvimento, parte mais relevante do estudo, deve ser dividido em tópicos, e geralmente consiste numa revisão de literatura sem a pretensão de chegar ao estado da arte no tema. Pode aproximar-se de uma meta-análise ou revisão sistemática de literatura caso explicite critérios para localização e seleção dos estudos relevantes, as bases de dados eletrônicas (tipo Medline, Embase, Lilacs, Cochrane Controlled Trials Database, SciSearch) sem necessariamente realizar uma avaliação crítica dos estudos os critérios de validade ou o porquê de sua exclusão. Quando a revisão de literatura não se detém tratamento estatístico do material a ser trabalhado denomina-se revisão narrativa. Os critérios de uma revisão sistemática podem ser considerados aspectos metodológicos, ou seja integrante regras de análise lógica que a monografia adotou para chegar a uma conclusão. O trabalho de conclusão de curso (TCC), ao contrário da tese de doutorado, não exige uma descrição detalhada do desenho ou estratégia de investigação e identificação de variáveis limita-se a algumas notas metodológicas.

As Considerações Finais, a conclusão da análise, descrição, avaliação (a depender do tipo de estudo e pergunta) deve necessariamente remeter-se a idéia principal, recapitulando os diversos tópicos do desenvolvimento. Pode incluir recomendações quanto a lida com o objeto de estudo e sugerir novos estudos.

Por ser exigida e obrigatória, criou~se um comércio, não só voltado para a Fisioterapia, como para todos os outros cursos.  Pessoas que estão se formando simplesmente compram monografias de outras pessoas ou pagam uma pessoa específica para fazer a monografia do tema que ela escolher. 

Podia dar aqui vários exemplos de temas e sugestões para a realização de monografia, mas está mais do que na hora do pessoal começar a perceber que só o lado cientifico da Fisioterapia crescendo é que a profissão poderá crescer.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sindrome da perna inquieta


A síndrome das pernas inquietas (RLS - RESTLESS LEGS SYNDROME ou SPI) foi descrita pela primeira vez pelo neurologista sueco Karl-Axel Ekbom em 1947. Caracteriza-se por alterações da sensibilidade e desconforto nos membros inferiores, mas que podem acometer também os braços, e melhoram quando a pessoa se movimenta. Embora os sintomas apareçam quase sempre à noite, nos casos avançados, podem manifestar-se também durante o dia.

Por essa característica de aparecer a noite, pode ser considerada a principal causa de privação do sono em 2% a 5% da população. Muitos pacientes gastam suas noites andando pela casa ou se exercitando vigorosamente para aliviar a necessidade incontrolável de movimentar as pernas comprometendo a qualidade de vida dos portadores e de seus parceiros. Primeiro, porque a agitação motora e os movimentos involuntários das pernas interferem no sono de ambos. Depois, porque muitos pacientes não conseguem assistir a uma simples sessão de cinema, ir ao teatro, ou permanecer sentados por mais tempo durante uma reunião social ou de negócios, nem dentro de um automóvel ou de um avião. 

É preciso não confundir esse distúrbio com certos movimentos rítmicos e repetitivos que aparecem quando a pessoa está distraída ou muito tensa. Há quem balance as pernas enquanto lê, escreve ou vê televisão, mas isso nada tem a ver com a síndrome das pernas inquietas. São cacoetes que desaparecem assim que a pessoa se dá conta do que está fazendo.

As pessoas que apresentam esta síndrome relatam uma sensação desagradável nas pernas, como formigamentos, câimbras, repuxões e pontadas, no final da tarde e início da noite, que só apresenta algum alívio se permanecerem em movimento. A conseqüência é uma dificuldade de relaxar e pegar no sono, o que vai ocorrer apenas de madrugada.

Embora a maioria das pessoas que procuram atendimento médico com estas queixas são de idade mais avançada, estudos mostram que algumas destas pessoas apresentam história de desconforto e dor nas pernas desde a infância.

Esta Síndrome crônica pode ocorrer esporadicamente ou ser hereditária. Ela pode ser um distúrbio do Sistema Nervoso Central ou, algumas vezes, devido a um tipo de disfunção dos nervos periféricos, chamada Neuropatia. Ocasionalmente pode estar associada a alcoolismo crônico, anemia por deficiência de ferro, gravidez ou diabetes. Alguns cientistas sugerem que esta Síndrome pode refletir um leve defeito na forma que o sono é organizado pelo cérebro.

A sonolência excessiva pode ser causada não só por uma noite mal dormida, mas também por problemas como depressão (tristeza profunda, desânimo, nervosismo) ou problemas de respiração durante o sono. A sonolência diurna pode prejudicar a atenção, a concentração, o humor e até os relacionamentos familiares.

Movimentos periódicos durante o sono são movimentos rítmicos, repetidos e estereotipados de pernas, ocasionados por contrações musculares tipo extensão do dedão do pé, dorso flexão do tornozelo ou graus variáveis de flexão e extensão do joelho ou do quadril. A contração muscular recorre a intervalos regulares de 10 a 120 segundos.

Aproximadamente metade dos casos é de origem familiar. As manifestações clínicas subjetivas, ou seja, inerentes ao indivíduo, podem retardar o início do sono, interrompê-lo, ou então, abreviar a sua duração.

A incidência destes movimentos periódicos aumenta com a idade e com a presença de doença metabólica ou neurológica. Podem causar insônia ou sonolência excessiva durante o dia ou podem passar assintomáticos para o paciente. Com freqüência os movimentos acompanham a síndrome de apnéia do sono e podem ser o primeiro sinal que conduz o paciente ou seu cônjuge a solicitar intervenção médica.

A síndrome das pernas inquietas geralmente acomete adultos em uma etapa mais avançada da vida. Os sintomas consistem em sensações desagradáveis nas pernas, sobretudo região da panturrilha (batata da perna) e um impulso a mover estes membros, levando a movimentos descontrolados, marcar passo ou esfregar as pernas para aliviar temporariamente o desconforto.

O diagnóstico da síndrome é, atualmente, baseado na história fornecida pelo paciente. Nenhum exame complementar ou teste de laboratório é necessário ou útil para fornecer um diagnóstico mais acurado. Resumidamente, os critérios analisados pelo médico para o fornecer o diagnóstico são: 
. o desejo de mover os membros, associado geralmente a parestesias (sensação de dormência e formigamento das pernas);
. falta de coordenação motora (de movimentos);
. sintomas exacerbados exclusivamente em períodos de descanso; 
. e a piora dos sintomas durante o fim da tarde ou à noite.

Determinados movimentos incômodos e periódicos dos membros (pernas), ocorrem durante o sono na maioria dos pacientes portadores desta condição. Esses movimentos também podem ser encontrados em praticamente todos os outros distúrbios do sono (por exemplo, apnéia do sono, em que o paciente é surpreendido por uma súbita sensação de falta de ar ou a narcolepsia - doença caracterizada pela sonolência diurna excessiva) e em até cerca de 40% das pessoas idosas sadias e assintomáticas. Na maioria destes casos, o número de movimentos por noite é menor que na síndrome das pernas inquietas.

O tratamento da síndrome das pernas inquietas apresenta diversas controvérsias devido ao desconhecimento de sua causa. Os medicamentos usados são a carbamazepina, também útil em outros distúrbios neurológicos como a epilepsia e a carbidopa-levodopa, um medicamento utilizado no tratamento da doença de Parkinson.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fisiolinks 23


Os links de fisioterapia desta semana, com blogs sobre fisioterapia, chegam na beirinha do final de semana para que você tenha leitura garantida com as indicações feitas.








quinta-feira, 6 de maio de 2010

Doença de Huntington


Há algum tempo uma doença até então desconhecida pela maioria da população começou a ganhar espaço numa das séries de TV mais assistidas no mundo. A Doença de Huntington (DH) surgiu na 4º temporada da sérieHouse, afetando a médica Remy Hadley, uma das principais personagens do programa.

O seriado não deixou muito claro a causa e as consequências da doença, mas o que se sabia era que a DH é uma doença genética, degenerativa e ainda sem cura. Os sintomas da Doença de Huntington são causados pela perda marcante de células em uma parte do cérebro, denominada glânglios base, gerando como consequência alterações dos movimentos, do comportamento e a perda gradativa da capacidade cognitiva (pensamento, julgamento e memória).

Os sintomas da DH aparecem gradualmente, possivelmente por volta dos 30 anos de idade, mas pode acometer crianças e pessoas com mais de 60 anos. A progressão da doença tende a ser lenta e a pessoa pode manter a independência por vários anos, mas é importante que ela faça acompanhamento médico, para diminuir os efeitos dos sintomas.

A DH foi assim denominada em homenagem a George Huntington, um médico americano que descreveu a doença precisamente em 1872. A doença é rara, afeta um em cada 10.000 pessoas, na maioria de países europeus, mas pode afetar pessoas de todos os grupos étnicos. No Brasil não existe uma pesquisa oficial, mas segundo a ABH - Associação Brasil Huntington (ABH)- a estimativa é de que existam 13 mil portadores do gene da DH no país. Para Maria Gorette Marques, coordenadora da ABH, a falta de informação ainda é um grande problema. "Nossa associação existe há 13 anos e um dos maiores problemas que encontramos ainda é a falta de informação e preparo dos profissionais de saúde. Felizmente isso vem mudando nos últimos anos na área acadêmica e a série House está tornando-a conhecida do grande público", disse.

Huntington é uma doença fatal, que tem uma duração média de 15 a 20 anos, variando de pessoa para pessoa. Os sintomas desenvolvidos geralmente são: espasmos involuntários, lentidão nos movimentos, irritabilidade, apatia, depressão, ansiedade e perturbações do sono. Porém, existem opções de tratamento farmacológico e terapias de apoio para o controle destes sintomas.

Se você tem algum caso que aparenta ser Huntington na família, procure um neurologista ou tire suas dúvidas com a Associação Brasil Huntington, através do telefone (11)3020-6031. 

Fonte: Terra

terça-feira, 4 de maio de 2010

Presentes para a sua mãe


Mãe é mãe. Essa frase, tão simples, mas altamente significativa. Então selecionamos alguns presentes, de diferentes preços, em forma de sugestão para presentar essa pessoa tão importante:

Ar Condicionado Split 9000 btus Frio P09F Electrolux


Porta Retrato Digital 6´´ com Rádio Relógio/Desp. - PolaroidPorta Retrato Digital

CD Iluminar
CD Iluminar Padre Fábio De Melo
Laloa Eau de Toilette Feminino 100mlLaloa Eau de Toilette Feminino 100ml  Via Paris
Tem outras opções como:
Livros, Dvds dentre outros.
veja no PORTAL DOS SONHOS DAS MÃES

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