quarta-feira, 30 de junho de 2010
Fisiolinks 29
terça-feira, 29 de junho de 2010
Evolução das técnicas de amputação
As amputações de membros existem desde os tempos mais remotos, confundindo-se com o início da própria humanidade. Relatos antigos nos dão conta de que aproximadamente no ano 2.300 a.C. arqueólogos russos encontraram um esqueleto do sexo feminino, com uma extremidade inferior artificial, curiosamente constituída de um pé de cabra, sendo esse um dos primeiros registros de uma prótese de que se tem notícia.
O termo amputação, originário do latim amputatione, significa retirada, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro. Esse procedimento, antes largamente adotado e, atualmente em menor incidência, acompanha-se geralmente de sentimentos de derrota e mutilação, exigindo intervenção de uma equipe multidisciplinar, em cujo contexto figura o profissional FISIOTERAPEUTA, visando amenizar o sofrimento por que passam os pacientes submetidos a essa conduta.
As técnicas de amputação e protetização, desde a antiguidade até os dias atuais passaram por evoluções sucessivas, permitindo-nos uma rápida referência ao procedimento rudimentar executado na idade média, quando as amputações eram realizadas com guilhotinas, coadjuvadas pela ingestão excessiva de bebida alcoólica, como mecanismo anestésico e, progressivamente as técnicas se aperfeiçoaram, sofrendo significativo avanço a partir de 1850, com o advento da anestesia. Atualmente, as amputações, que, respeitando-se a complexidade do processo patológico, podem ser evitadas, ocorrem cercadas de um arsenal de cuidados que envolvem desde a eletividade cirúrgica, seguida da intervenção fisioterapêutica pré-operatória, evoluindo para etapa pré-protetização e posteriormente para a fase pós-protetização, marcada pelos retornos periódicos e sistemáticos do paciente, visando à manutenção de um trabalho criteriosamente desenvolvido pela equipe multiprofissional.

De forma mais acentuada do que as amputações, as técnicas de protetização experimentaram grandes avanços ao longo dos tempos, partindo de uma situação em que representavam meramente um complemento do membro, com nenhuma funcionalidade, ao fato de despertar na comunidade profissional voltada para esse tema, um grande interesse, que, aliado a novas técnicas, materiais mais adequados e a novos conceitos de reabilitação, proporcionaram uma melhora na qualidade de vida, dos amputados, os quais, nos dias de hoje, já se encontram totalmente reintegrados à vida social.
É oportuno, conclusivamente, ressaltar que apesar dos avanços tecnológicos imprimidos às técnicas de protetização, o sucesso da reabilitação dependerá do grau de motivação e cooperação do paciente e, sobretudo, da ação coesa da equipe envolvida no processo, objetivando o resgate da auto-estima e a sua reintegração à sociedade.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
Fisioterapia na Diabetes
A diabetes é uma doença que ocorre quando o pâncreas não produz mais, ou produz em menor quantidade, a insulina, hormônio responsável por "colocar" a glicose dentro da célula. E se a glicose não entra na célula, ela fica na corrente sanguínea e provoca a hiperglicemia – também conhecida como excesso de açúcar no sangue.
A doença pode trazer diversos problemas, entre eles alterações vasculares e má circulação, principalmente nas pernas e pés. Não é raro pessoas diabéticas apresentarem feridas ou bolhas causadas pelo uso de calçados apertados. Esses machucados pequenos não devem passar em branco, pois podem apresentar demora na cicatrização e até infecção – em casos mais graves, feridas não tratadas levam à amputação.
A pessoa que tem diabetes deve procurar tratamento médico para o controle dos níveis glicêmicos. Porém, para melhorar e minimizar esta complicações da má circulação, é extremamente importante a intervenção do fisioterapeuta, que atua com o grupo multidisciplinar no cuidado destes pacientes. Exercícios como alongamentos realizados de modo correto promovem melhor circulação e uma melhor distribuição sanguínea para as pernas e pés. Através de técnicas como a massoterapia, também ativa-se a circulação local.
O fisioterapeuta é o profissional responsável por manter, desenvolver e melhorar o movimento e a capacidade funcional, além de favorecer uma melhor realização das atividades de vida diária da pessoa portadora da diabetes, contribuindo de forma muito importante para a melhora na qualidade de vida. Se você tem diabetes, cuide bem da sua circulação e principalmente cuide bem dos seus pés – uma boa higienização, por exemplo, é fundamental. Examine seus pés diariamente para ver se não há machucados, e tenha cuidado ao fazer as unhas: uma simples cutícula machucada pode ter sérias consequências.
Retirei daqui
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Fisiolinks 28
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Cicatrização de uma lesão muscular
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
O quadril na marcha
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Durante o ciclo normal da marcha, o quadril move-se em uma amplitude de movimento de 40 graus (10 graus de extensão na fase terminal do apoio para 30 graus de flexão no meio do balanço e contato inicial). Ocorre também alguma inclinação pélvica lateral e rotação (aproximadamente 8 graus) que requerem abdução/adução e rotação interna/externa do quadril. A perda de algum desses movimentos afetará a homogeneidade do padrão da marcha.
Controle muscular durante a marcha
~ Flexores do quadril controlam a extensão do quadril no final da fase de apoio, e então contraem-se concentricamente para iniciar o balanço. Com a perda da função flexora percebe-se um desvio súbito posterior do tronco para iniciar o balanço. As contraturas nos flexores de quadril impedem a extensão completa durante a segunda metade do apoio; o passo é encurtado. A pessoa aumenta a lordose lombar ou anda com o tronco curvado para frente.
~ Extensores do quadril controlam o momento flexor no contato inicial do pé, então o glúteo máximo inicia a extensão do quadril. Com a perda da função extensora, ocorre um desvio súbito posterior do tronco durante o contato do pé, para transferir o centro de gravidade do tronco posteriormente ao quadril. Com contraturas no glúteo máximo, ocorre certa diminuição no balanço terminal à medida que o fêmur vai para frente, ou a pessoa pode compensar rodando a pelve mais para frente. O membro inferior pode rodar para fora devido ao componente de rotação externa do músculo, ou colocar uma maior tensão sobre o trato iliotibial através de sua inserção, levando à irritação no joelho lateralmente com atividades excessivas. (3) Os abdutores do quadril controlam a inclinação pélvica lateral durante o balanço da perna oposta. Com a perda de função, ocorre desvio lateral do tronco sobre o lado fraco durante o apoio, quando a perna oposta oscila. Esse desvio lateral também ocorre em um quadril doloroso, já que ele minimiza o toque na articulação do quadril durante a sustentação de peso. O tensor da fáscia lata também funciona como um abdutor e pode ficar retraído e afetar a marcha com uma utilização imprópria.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Fisiolinks 27
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Blog 14 F
A vida de blogueira tem me reservado grandes surpresas. E toda a troca que eu tenho com colegas de profissão é muito legal. Através de visitações em blogs de outros colegas fisioterapeutas conheci o fisioterapeuta de Recife, o Geraldo Barbosa.

Perguntas e Respostas sobre Lesões no futebol
1. As lesões acontecem mais por falta de preparo físico adequado ou por azar do atleta?
As lesões mais comuns surgem das faltas praticadas pelos adversários. A gravidade desses esbarrões é relativamente pequena, entretanto, as estatísticas mostram que de 10% a 23%, no máximo, resultam em afastamentos de treinos ou jogos.
Mas o preparo físico também interfere. O atleta que treina em excesso, dorme pouco, tem sono não repousante, não se alimenta bem ou mesmo que faz ou fez uso de anabolizantes são os mais propensos a terem problemas. O aquecimento ealongamento, antes do exercício, são vitais para evitar lesões.
2. Qual a área do corpo mais vulnerável entre os jogadores de futebol?
As entorses do tornozelo são as lesões mais comuns do futebol, representando 17% a 20% do total. As lesões de joelho constituem em torno de 16% de todas as lesões em homens. O problema destas últimas é que, quando ocorrem, exigem maiores períodos de ausência do que as demais e até cirurgias de reparação. O cenário só muda com os goleiros, que penam mais com problemas nas mãos, normalmente fraturas nas falanges dos dedos.
3. Por que os joelhos são tão sensíveis?
Ao contrário do quadril, que é uma articulação profunda e muito estável por ser muito bem encaixada, o joelho é uma articulação plana e mais instável, além de superficial. Ele também fica bem no meio entre a cintura e o solo sofrendo na maioria das vezes o trauma direto do chute ou de uma dividida.
Ele ainda está sujeito a grandes forças de rotação, principal mecanismo para a lesão dos meniscos e ligamentos cruzados. Sem se esquecer que os joelhos, como os tornozelos, não têm um envoltório muscular para protegê-los.
4. Qual a melhor maneira de proteger cada uma dessas áreas?
Fortalecer a musculatura, alongar, aquecer e, principalmente, nunca jogar quando estiver cansado. E, durante os jogos, nunca dispensar equipamentos como uma tornozeleira e uma caneleira.
5. Qual o papel dos equipamentos de proteção?
Existem joelheiras e tornozeleiras muitos eficazes na prevenção de lesão minimizando um pouco as chances de acidente. Os equipamentos também ajudam quem já sofreu algum acidente e, mesmo assim, insiste em jogar.
6. Exercícios de fortalecimento muscular servem para proteger contra que tipo de lesão?
Fraturas causadas por estresse da musculatura, lesões dos ligamentos e dos meniscos.
7. Que lesões ocorrem com freqüência? Como prevenir cada uma delas?
A mais freqüente é a lesão do menisco do joelho e entorse do tornozelo. Em segundo lugar, vêm as lesões do ligamento cruzado anterior. Existe uma lesão ainda pouco diagnosticada porém muito frequente: a do labrum acetabular (menisco do quadril) e que causa dor na virilha.
O tratamento desta última geralmente requer uma artroscopia do quadril, tema de minha dissertação de mestrado no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
8. O aumento de peso pode levar a que tipo de problemas?
O aumento de peso favorece os riscos de lesão, porque sobrecarrega as articulações, além de aumentar as chances de um problema cardiovascular.
9. Que exames um jogador deve fazer (e com que intervalo) para garantir que não sofrerá com surpresas desagradáveis?
Um bom exame clínico com um médico especialista em esportes. Os exames incluem uma análise das articulações pela palpação, no mínimo. Felizmente, nenhuma máquina será capaz de substituir esta nossa sensibilidade.
10. Na fase de recuperação, que exercícios são permitidos? O que pode ser feito para acelerar o tratamento?
A recuperação é específica para cada tipo de lesão. Felizmente hoje em dia temos uma tecnologia para acelerar a regeneração esportiva muito utilizada na Europa e já presente em nosso meio, chamada de PST (terapia por sinais pulsáteis ou Pulsed Signal Therapy).
Estes sinais eletromagnéticos determinam o estímulo para as reações de regeneração e estimulação, ou seja, da manutenção e reparo dos tecidos danificados.
É uma forma não invasiva para tratar disfunções músculo esqueléticas, tais como lesões ligamentares e musculares, assim como lesões degenerativas como osteoartrose, hérnias de disco, fraturas de stress e tudo que envolva problemas nos músculos e articulações.
O PST é uma terapia que veio para ficar e cada vez mais será utilizada nos esportes. Isso já acontece em países como a Alemanha, onde a maioria dos grandes clubes de futebol já dispõe do aparelho em suas instalações de reabilitação. Esta tecnologia já existe há mais de 20 anos e, felizmente, já existe no Brasil.
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Primal Pictures de graça

Primal Pictures é a referência online definitiva da anatomia humana. Trata-se de uma abrangente seleção de módulos dinâmicos e interativos que agregam, juntos, mais de 6.500 modelos anatômicos tri-dimensionais desenvolvidos com extrema acurácia. Tais módulos são focados em órgãos individuais, regiões do corpo humano ou em sistemas anatômicos.
Dependendo do módulo específico, o usuário do Primal Pictures pode:
» Separar os modelos anatômicos em diversas camadas, rotacioná-los 360º e reconstruir as camadas novamente à sua estrutura original;
» Demonstrar as funções musculares em 3D através de animações interativas que ilustram a interação de músculos, ossos e ligamentos;
» Usufruir de um guia de estudo e de um questionário auto-avaliativo que lhes dão suporte e reforçam o aprendizado;
» Ilustrar a relevância clínica de anatomias com descrições textuais feitas por especialistas, assim como com slides de patologias e dissecações;
» Consultar vídeos clínicos a fim de melhor compreender os tratamentos e procedimentos;
» Exportar imagens, textos, filmes e animações para usar em apresentações e documentos de auxílio ao paciente;
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
O que a microfisioterapia mudou a minha vida
Eu tinha dores imensas na coluna cervical e além de fazer RPG ficava com bolsas de água quente no pescoço e usava colete cervical. Quando acaba o dia no consultório agradecia e corria para casa para a bolsa quente. Era a única coisa que me aliviava. Não me curava, mas me aliviava. Nesse período, eu atendia 12 pacientes de RPG por dia. Eram 12 pacientes atendidos mesmo, com tudo que o RPG merece. Não era atendimento que muitas clínicas dispõe para os pacientes. Trabalhava de 8 da manhã as 8 da noite. Muitas vezes sem intervalo. E o almoço sendo engolido entre um paciente e outro.

No inicio de 2007 uma amiga nutricionista que trabalhava na clínica chegou falando de uma fisioterapeuta que fazia um tratamento magnífico, que mexia com todo o corpo. O nome do tratamento era Microfisioterapia. Em julho de 2007, totalmente incrédula mas respeitando a Tati, a fisioterapeuta, fiz a minha primeira sessão de microfisioterapia. Era a época do Pan Americano no Rio de Janeiro.
Se eu tivesse só uma palavra para descrever o resultado da sessão da microfisioterapia, essa palavra seria excepcional. E se eu tivesse outra palavra para descrever o que a Tati falou na sessão sobre algumas ´marcas´ que acabam ficando no corpo, eu usaria magnifico.
A microfisioterapia é uma técnica de fisioterapia manual que consiste em identificar a causa primária de uma doença ou sintoma e estimular a auto-cura do organismo, para que o corpo reconheça o agressor (antígeno) e inicie o processo de eliminação. Essa agressão primária deixou traços (cicatrizes) que atrapalham o funcionamento das células, esses traços ficaram guardados na memória do tecido, por uma deficiência do sistema imulógico que não conseguiu eliminar o agressor.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Você namora um(a) fisioterapeuta?
Fáscias e Pompages: Estudo e Tratamento do Esqueleto Fibroso
Doença de Buerger
artérias e veias de pequeno e médio calibre por uma inflamação causada
pelo tabagismo. Esta doença afeta predominantemente os indivíduos do
sexo masculino, tabagistas e com idade entre 20 e 40 anos. Apenas 5%
dos indivíduos afetados são do sexo feminino. Embora não se conheça
exatamente a causa dessa doença, apenas os tabagistas são afetados e a
persistência no vício agrava o quadro. O fato de apenas um pequeno
número de tabagistas apresentar a doença de Buerger sugere que algumas
pessoas são mais suscetíveis. No entanto, não se sabe a razão pela
qual nem como o tabagismo causa esse problema.
Sintomas
Os sintomas da diminuição da irrigação sangüínea aos membros
superiores e inferiores surgem de forma gradual, iniciando nas pontas
dos dedos das mãos ou dos pés e progredindo na direção proximal pelos
membros superiores e inferiores, até que, finalmente, ocorre a
gangrena. Cerca de 40% das pessoas acometidas pela doença de Buerger
apresentam episódios de inflamação nas veias – particularmente nas
veias superficiais – e nas artérias dos pés ou das pernas.
O membro afetado pode apresentar diminuição da temperatura,
insensibilidade, dormência, formigamento ou sensação de queimação
antes que o médico observe qualquer sinal. Freqüentemente, os
indivíduos afetados apresentam o fenômeno de Raynaud e câimbras
musculares, geralmente no arco dos pés ou nas pernas, e, mais
raramente, nas mãos, nos braços ou nas coxas. Com o agravamento da
obstrução. a dor torna-se mais intensa e persistente. No início da
doença, o paciente pode apresentar úlceras e/ou gangrena. A mão (ou o
pé) torna-se fria, apresenta uma sudorese profusa e torna-se azulada,
provavelmente devido à reação nervosa à dor persistente e intensa.
Diagnóstico
Em mais de 50% dos casos, o pulso é fraco ou ausente em uma ou em mais
artérias dos pés ou dos punhos. Freqüentemente, as mãos, os pés, os
dedos das mãos ou dos pés afetados tornam-se pálidos ao serem elevados
acima do nível do coração e tornam-se vermelhos quando colocados
abaixo desse nível. Os indivíduos afetados podem apresentar úlceras
cutâneas e gangrena, geralmente de um ou mais dedos (das mãos ou dos
pés). Estudos ultra-sonográficos revelam uma queda acentuada da
pressão sangüínea e do fluxo sangüíneo nos pés, mãos e dedos dos pés e
das mãos afetados. As angiografias (radiografias das artérias) revelam
as artérias obstruídas e outras anormalidades da circulação,
especialmente nas mãos e nos pés.
Tratamento
O indivíduo com doença de Buerger deve parar de fumar ou, caso
contrário, seu estado irá piorar de forma inexorável e, em última
instância, será necessária a realização de uma amputação. Além disso,
ele deve evitar a exposição ao frio; lesões devidas ao calor, ao frio
ou a substâncias, como o iodo ou ácidos, utilizadas no tratamento de
calos e ceratoses; lesões causadas por sapatos apertados ou pequenas
cirurgias (por exemplo, a redução de calosidades); infecções por
fungos; e medicamentos que possam levar a uma constrição dos vasos
sangüíneos (vasoconstritores).
São recomendadas caminhadas durante 15 ou 30 minutos, duas vezes ao
dia, exceto para os indivíduos com gangrena, úlceras ou que sintam dor
em repouso. Estes podem necessitar de repouso ao leito. Eles devem
proteger os pés com faixas providas de almofadas no calcanhar ou com
botas de espuma de borracha. A cabeceira da cama pode ser elevada com
calços de 15 a 20 centímetros, para que a força da gravidade facilite
o fluxo sangüíneo através das artérias. O médico pode prescrever
pentoxifilina, antagonistas do cálcio ou inibidores plaquetários (p.
ex., aspirina), especialmente quando a obstrução é decorrente de um
espasmo.
Para aqueles que abandonaram o tabagismo, mas ainda apresentam oclusão
arterial, os cirurgiões podem melhorar o fluxo sangüíneo através da
secção de determinados nervos vizinhos, visando impedir o espasmo.
Raramente, os cirurgiões realizam enxertos de derivação (bypass), pois
as artérias afetadas por essa doença são muito pequenas.
Fonte: Merck
domingo, 6 de junho de 2010
Criocinesioterapia
A Criocinesioterapia permite que a reabilitação comece muito antes do que a Termoterapia tradicional e pode reduzir o tempo de reabilitação em dias e até mesmo em semana.
Embora seja eficaz para tratar entorses articulares agudas, não é o melhor.
Nas distensões musculares agudas as distensões devem ser alongadas passivamente nos estágios iniciais da reabilitação. (chamado Crioalongamento - Frio e Alongamento Passivo).
Na Criocinesioterapia a aplicação do frio é para diminuir a dor e uma realização de exercícios ativos livre de dor.
A Criocinesiologia tem um dispositivo de segurança: a dor durante a hipoestesia induzida pelo frio indica que o exercício está forte e deve ser diminuído.
EFEITOS DA CRIOCINESIOTERAPIA:
* frio reduz a dor;
* exercício aumenta o fluxo sangüíneo;
* exercício restabelece a função neuro muscular.
VANTAGENS:
* Permite a realização de exercícios antes do que o tratamento convencional;
* Retarda a atrofia muscular e as inibições neurais;
* Reduz o edema pela ação da drenagem muscular;
* Tratamento barato.
DESVANTAGENS:
* Gelo é muito doloroso;
INDICAÇÕES:
* Entorses nos dedos;
* Entorses no ombro;
* Entorses em outras articulações.
CONTRA-INDICAÇÕES:
* Não realizar nenhum exercício ou atividade que cause dor;
* Não usar gelo em indivíduos hipersensíveis ao frio.
PRECAUÇÕES:
* A dor deve ser usada com critério;
* A dor pode aumentar em 04 (quatro) a 08 (oito) horas após tratamento.
sábado, 5 de junho de 2010
Sensibilização Periférica
Estudos clínicos e experimentais têm demonstrado que estímulos nocivos provocam alterações no sistema nervoso central, modificando os mecanismos desencadeados pelos estímulos aferentes. A estimulação persistente de nociceptores provoca dor espontânea, redução do limiar de sensibilidade e hiperalgesia. Esta pode ser classificada como hiperalgesia primária e secundária. A hiperalgesia primária é conceituada como sendo o aumento da resposta ao estímulo doloroso no local da lesão, enquanto a hiperalgesia secundária é aquela que se estende para áreas adjacentes. A presença de todos esses elementos sugere que a sensibilização periférica não é o único fenômeno responsável por todas essas mudanças e que deve haver envolvimento do sistema nervoso central neste processo.
A transmissão dos sinais de dor desde a periferia até córtex inclui o processamento da atividade neural na medula espinhal, o tronco encefálico e o prosencéfalo.
O fenômeno de sensibilização, um componente da dor crônica, pode desenvolver-se através de mecanismos periféricos ou em conseqüência de alterações das vias nociceptivas da medula espinhal ou do tronco encefálico. A sensibilização periférica pode ocorrer nos terminais nervosos dos nociceptores quando é produzida uma diminuição do limiar de despolarização como conseqüência da estimulação repetida. O modelo de sensibilização periférica da dor propõe que, após uma lesão, uma ativação de fibras aferentes periféricas silenciosas é produzida devido à liberação de mediadores nociceptivos nos tecidos periféricos. É provável que a sensibilização periférica e central tenha lugar de forma simultânea nos distúrbios de dor crônica.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Miastenia
causa fraqueza e fadiga anormalmente rápida dos músculos voluntários.
A fraqueza é causada por um defeito na transmissão dos impulsos dos
nervos para os músculos. A doença raramente é fatal, mas pode ameaçar
a vida quando atinge os músculos da deglutição e da respiração.
Ela é uma doença neuromuscular auto-imune, ou seja, uma doença em que
o organismo produz anticorpos contra determinados componentes que lhe
são próprios e para os quais deveria desenvolver tolerância. No caso
específico da miastenia, essa resposta imunológica vira-se contra
componentes da placa motora existente entre o nervo e o músculo,
responsável pela transmissão de estímulo nervoso que faz o músculo
contrair. Não se conhece a causa da doença. Sabe-se que ela acomete
mais as mulheres do que os homens a partir dos vinte anos. Depois da
sexta década de vida, a relação se inverte.
O principal sintoma da miastenia é fraqueza muscular e fadiga extrema,
exagerada, muito superior ao cansaço que qualquer pessoa saudável pode
sentir depois de dias de muita agitação e trabalho. Esforço físico,
exposição ao calor, estados infecciosos e uso de alguns medicamentos
podem piorar a sintomatologia.
A transmissão dos impulsos dos nervos para os músculos é normalmente
feito por uma substância, a acetilcolina, da seguinte forma: O impulso
nervoso percorre o neurônio motor até alcançar as terminações
nervosas, onde há grande número de canais de Ca+ sensíveis à voltagem.
A abertura desses canais leva ao influxo de Ca+ provocando a exocitose
de acetilcolina, esta liga-se ao receptor específico presente na
membrana da célula muscular (nicotínicos). A ativação destes
receptores (nos músculos) leva à abertura de canais de Na,
despolarizando a célula muscular, o aumento do sódio provoca a
liberação de Ca+ armazenados nos retículos sarcoplasmáticos, este Ca+
se ligará à subunidade C da troponina alterando o complexo responsável
pela contração muscular na junção neuromuscular, ou placa motora,
entendido pelo complexo actina - troponina - tropomiosina . Na
miastenia gravis o numero de receptores da acetilcolina (sítios nos
quais a substância pode ser recebida) encontram-se reduzidos. Isto
dever-se-á a um ataque aos receptores da Acetilcolina por anticorpos,
produzidos pelo sistema imune do próprio indivíduo. Uma vez que os
anticorpos são o sistema normalmente envolvido na luta contra as
infecções, a miastenia gravis é então designada por doença autoimune,
já que o sistema imunitário do indivíduo começa a produzir anticorpos
que atacam os seus próprios tecidos. A investigação tem mostrado que
na maioria dos doentes com miastenia gravis existem no sangue
anticorpos circulantes contra os receptores da acetilcolina.
Encontram-se em estudos as causas desta agressão autoimune. Há alguma
evidência que a doença se inicia no timo (massa de tecido linfóide que
se encontra no peito atrás do esterno). Haverá influência do timo na
produção de anticorpos anti-receptores da Acetilcolina ou de outras
substâncias que interfeririam com a transmissão neuromuscular.
O uso de medicamentos e da cirurgia do Timo, isolados ou em conjunto
são razoavelmente eficazes no tratamento da Miastenia Gravis. O
tratamento de primeira linha é com uma classe de medicamentos que
diminuem a ação da enzima que degrada a acetilcolina na placa motora,
a colinesterase. São genericamente chamados de medicações
anticolinesterase. A diminuição da degradação da acetilcolina faz com
que esta actue por mais tempo, facilitando a transmissão
neuromuscular. Apesar de não modificar o número de receptores, melhora
sua eficiência. O tratamento com os anticolinesterásticos, como a
piridostigmina) é benéfico, mas em muitos caso não suficiente.
A timectomia (cirurgia de remoção do timo) é muitas vezes o passo
seguinte. Cerca de 50% dos doentes podem ter uma remissão ou melhoras
significativas com a timectomia.
A terapêutica com esteróides é por vezes necessária nos doentes mais
graves. Os esteróides, como os outros imunossupressores como a
azatioprina são bastante eficazes produzindo remissão dos sintomas. O
efeito no sistema imune é a diminuição da produção de anticorpos. Seu
uso costuma ser prolongado e sujeito a efeitos colaterais
indesejáveis.
O método de tratamento designado por plasmaferese é usado na crise
miasténica, durante a qual necessitam de respiração assistida. A
plasmaferese consiste na substituição do plasma do doente (uma espécie
de lavagem do sangue para a remoção dos anticorpos que estão a
bloquear a transmissão neuromuscular).
O uso de imunoglobulinas também pode ser indicado nestas crises.
Atualmente, o tratamento para controlar os sintomas e a evolução dessa
doença crônica pode assegurar aos pacientes vida praticamente normal.
Porém uma pessoa que morreu de Miastenia grave foi o multi milionário
Onassis. Na década de 70 ainda não existia tratamento eficaz para a
doença.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Fisiolinks 26








