segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como está a profissão de fisioterapeuta


Uma carreira que exige muita dedicação e constante atualização desde o primeiro dia de aula até toda a vida profissional. Assim tem que ser encarada a profissão de fisioterapeuta, na qual é preciso se dedicar às pessoas e saber tratá-las com caráter humano, buscando intervir positivamente nas dificuldades e limitações físicas de cada paciente.

O coordenador do curso de Fisioterapia da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Alexandre Cavallieri Gomes, esclarece a importância do fisioterapeuta na reabilitação da parte física dos pacientes. "É um profissional que traz de volta a pessoa para o dia a dia, mesmo que ela tenha limitações permanentes. É muito importante fazer um treinamento para que ela possa recuperar as capacidades físicas ou mesmo para prevenir a instalação de patologias".

Segundo ele, os fisioterapeutas encontram espaço para trabalhar em clubes, academias, clínicas, hospitais, postos de saúde, equipes esportivas e empresas privadas. E a Fisioterapia não se resume a exercícios ortopédicos ou massagens, como muitas pessoas pensam. O trabalho começa com a prevenção de problemas, passa pela avaliação dos pacientes, programação de tratamento adequado para cada caso e, é claro, a execução desse tratamento.



O fisioterapeuta-chefe do Hospital Nossa Senhora de Lourdes (SP), George Jerre Vieira Sarmento, afirma que a especialização em uma determinada área é muito importante para o sucesso do profissional. "Nos últimos cinco anos, o mercado está exigindo que o fisioterapeuta seja especialista e isso requer que ele faça cursos de pós-graduação, práticos e teóricos, para se tornar habilitado nas diversas novas áreas que surgem", explica.

Essa exigência ocorre porque o mercado, principalmente na região Sudeste, não tem condições de absorver todos os fisioterapeutas que se formam por ano, especialmente na área ortopédica, já saturada. Nas outras regiões do Brasil, a demanda é maior e há opções também no exterior. Segundo Sarmento, o fisioterapeuta brasileiro é muito bem visto e recebido nos Estados Unidos, um país carente na área. Por ter vários campos de atuação, o salário também varia muito. Um recém-formado pode ganhar de R$ 800 a R$ 3.000, dependendo da área e da região na qual ele vai trabalhar.

A falta de reconhecimento do trabalho realizado pelo fisioterapeuta é, para Gomes, um ponto negativo. Ele diz que em um país com um déficit de cultura e educação tão grande é natural que as pessoas não saibam realmente o que é Fisioterapia. Mas o maior problema é dentro da área médica. "Somos profissionais de uma área independente, assim como a Medicina. Ninguém precisa mandar encaminhamento para o convênio para falar que o paciente precisa de médico. Mas se uma pessoa quiser ir fazer fisioterapia diretamente ela não pode, tem que ter a prescrição", lamenta.

A tendência é que esse quadro melhore nos próximos anos. Os dois profissionais afirmam que, em dez ou 15 anos, a profissão estará estabilizada, com as áreas de atuação bem definidas e a autonomia necessária. Gomes ainda acredita que a ajuda do governo (municipal, estadual e federal) é fundamental para a abertura de vagas e o atendimento adequado da população. E finaliza, explicando que atualmente "a iniciativa privada é que faz a Fisioterapia existir. O governo deve e precisa abrir vagas, principalmente para a área de atenção a crianças". 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vasculite


Vasculites são um grupo de doenças com subtipos muito graves. Apesar de não serem muito freqüentes isoladamente, devem ser lembradas em diagnóstico de doença sistêmica. As manifestações clínicas mal definidas retardam seu diagnóstico. Na verdade, possivelmente o próprio paciente retarda sua ida ao médico. Para se evitar supressão de informações que julgamos importantes, a linguagem não está dirigida idealmente para público leigo.

As vasculites compõem um grupo heterogêneo de doenças que têm em comum inflamação da parede do vaso sangüíneo. A inflamação ocorre devido ao depósito de anticorpos ou complexos-imunes. Como conseqüência do processo inflamatório há estreitamento do calibre vascular e isquemia (menos sangue) no território suprido pelo vaso. Artérias e veias são comprometidas de forma isolada ou concomitante, em qualquer localização e tamanho, incluindo aorta e seus ramos, grandes artérias musculares, artérias de médio e pequeno calibre, arteríolas, capilares, vênulas pós-capilares e veias.

Podem ser pouco agressivas, comprometendo principalmente pele e articulações, ou extremamente destrutivas, graves e mortais como ocorre na poliarterite nodosa e na granulomatose de Wegener se não forem tratadas adequadamente.

As vasculites de hipersensibilidade têm início agudo e outras vasculites podem ter evolução bastante arrastada, dificultando o diagnóstico, por exemplo: arterite temporal e vasculite de Takayasu.

Às vezes, identifica-se um agente etiológico que pode ser removido ou controlado, mas geralmente as vasculites não têm causa evidente. Somente em algumas doenças conseguiu-se identificar um antígeno, como ocorre em alguns pacientes com poliarterite nodosa nos quais o vírus da hepatite B é encontrado no soro, nos complexos imunes e também nos tecidos comprometidos.

Outros vírus podem estar associados à vasculite, incluindo hepatite A, HIV, HTLV-1, citomegalovírus e herpes zoster. Nas infecções por herpes zoster há uma vasculite granulomatosa secundária à invasão local pelo vírus. É provável que esta invasão direta também possa ocorrer com outros vírus.

Também não está esclarecido porque os complexos imunes ou anticorpos se depositam nos vasos. Certamente fatores distintos estão envolvidos, como predisposição genética descontrolando mecanismos imunes, a capacidade de limpeza dos complexos-imunes, o tamanho e cargas elétricas dos complexos-imunes, o calibre dos vasos, tortuosidades, bifurcações e mesmo lesões prévias.

É fundamental a caracterização diagnóstica de uma vasculite, pois com razoável precisão nos orienta quanto à tratamento, prognóstico e órgãos potencialmente comprometidos. Para isto, são indispensáveis: história com detalhamento cronológico, avaliação clínica completa e descrição completa das alterações dos vasos e vizinhanças vistas na biópsia.

CLASSIFICAÇÃO

A classificação apresentada é adaptada de Wolff S.M. (1992). Nela, o leitor poderá identificar a doença que está pesquisando.

CLASSIFICAÇÃO DAS VASCULITES

1. Grupo da poliarterite nodosa 
 

Poliarterite nodosa clássica
Angeíte alérgica e granulomatosa (doença de Churg-Strauss)

2. Vasculites de hipersensibilidade senso estrito 
 

Púrpura de Henoch-Schönlein
Doença do soro
Reação semelhante à doença do soro provocada por droga
Vasculite associada com doenças infecciosas

3. Vasculites leucocitoclásticas 
 

Crioglobulinemia mista
Vasculite hipocomplementêmica
Vasculite associada com doenças do tecido conjuntivo
Vasculite associada com neoplasias
Vasculite associada com doenças inflamatórias
Púrpura hipergamaglobulinêmica
Hepatite crônica ativa
Colite ulcerativa
Cirrose biliar primária

4. Granulomatose de Wegener

5. Arterites de células gigantes 
 

Arterite temporal/arterite cranial/polimialgia reumática
Arterite de Takayasu

6. Outras síndromes vasculares 
 

Doença de Kawasaki
Doença de Behçet
Síndrome de Cogan
Vasculite isolada do sistema nervoso central
Tromboangeíte obliterante

Fonte: Regina Alcantara

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Lesões no joelho


"O joelho é uma articulação de extrema importância, sendo composto pelos ossos da coxa (fêmur) e da perna (tíbia), além da patela (antigamente chamada de rótula). A junção desses ossos depende de estruturas de suporte, como ligamentos, a cápsula da articulação e os meniscos, que garantem a estabilidade da mesma". 

Os meniscos são pequenas estruturas em forma de disco, que possuem as funções de absorção de impactos, permitir que os ossos se articulem adequadamente e aumento da estabilidade da articulação. Em cada joelho encontramos dois meniscos. 

Os ligamentos são estruturas que funcionam também para dar estabilidade à articulação, limitando alguns movimentos e impedindo que os ossos saiam de seu lugar normal. 

As lesões de joelho são bastante comuns em indivíduos que praticam esportes, e que estão submetidos a exercícios que levam a impacto importante nessa articulação. O sofrimento crônico da articulação pode levar a dor, desgaste, problemas para andar, entre outros. Por isso, é importante que as pessoas que pretendem praticar exercícios procurem orientação médica/fisioterapêutica antes e durante essa prática, de forma a evitar complicações futuras. 

As lesões de menisco são raras na infância, ocorrendo principalmente no final da adolescência, com pico na terceira e quarta décadas de vida. A principal causa é o trauma ("acidentes agudos") da articulação, porém, após os 50 anos de vida deve-se principalmente a artrite do joelho. O menisco pode apresentar vários tipos de lesão: rupturas parcial, total e complexas. Além disso, a ruptura do menisco pode ocorrer sozinha ou associada à ruptura de ligamento. 

O indivíduo, geralmente, conta uma história de queda, rotação do joelho ou outro trauma, sente dor no joelho, apresenta-se mancando e a articulação mostra crepitações (barulhos, estalos) e limitação do movimento (o joelho não consegue se mover em todas as direções na amplitude normal). 

Nos casos de lesões leves e em que o paciente não está sentindo nenhum sintoma, não é necessária cirurgia. Já nos casos de dor persistente, pode ser realizado um exame chamado artroscopia. Nesse exame, um aparelho é introduzido na articulação e permite que o médico veja diretamente as lesões presentes. Durante o exame, pode ser feito o tratamento, com retirada da parte rompida do menisco. A recuperação total da função do joelho ocorre em 4-6 semanas. 

As lesões de algumas partes do menisco não precisam ser retiradas, pois elas recebem bastante sangue da circulação, e isso facilita a cicatrização da ruptura. Já as grandes rupturas exigem o reparo. Em alguns casos, é necessário também a reconstrução de um ligamento do joelho, para ajudar na estabilização da articulação e impedir que o joelho adquira uma movimentação anormal. 

Sabe-se que a retirada do menisco, em idade precoce, está associada a um risco maior de osteoartrite em idade mais jovem. Uma alternativa, que previne essa complicação, é o transplante de menisco, que leva a bons resultados. No futuro, outros tratamentos poderão permitir a regeneração do menisco. 

Os ligamentos trabalhem em conjunto com os meniscos, e freqüentemente nas lesões agudas, ocorre comprometimento de mais de uma estrutura. Nas lesões de ligamentos, podemos observar estiramento com ou sem instabilidade do joelho ou ruptura completa do mesmo. 

Essas lesões acontecem muito comumente em atividades esportivas, quando o pé está fortemente apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca. O indivíduo pode sentir o estiramento/ruptura do ligamento, e é incapaz de continuar a atividade que estava praticando. Alguns ligamentos são lesados mais freqüentemente do que outros, e cada um requer um tipo específico de tratamento. 

O paciente apresenta forte dor e pode mostrar também espasmos musculares. Em alguns casos, há derramamento de sangue dentro do espaço da articulação, uma situação chamada hemartrose. O médico sempre deve pesquisar uma possível lesão de menisco associada. Existe também a possibilidade de o comprometimento do ligamento ser crônico e o indivíduo conta que o joelho às vezes não completa o movimento. Freqüentemente, nesses casos, esses pacientes não procuram o médico logo que os sintomas iniciam-se, mas quando surgem outros sintomas como fraqueza muscular e piora da capacidade para andar. 

O tratamento indicado, como já dissemos, vai depender do ligamento lesado e da gravidade da lesão. Pode ser necessária reconstrução cirúrgica, especialmente em atletas. O processo de reabilitação, após a cirurgia, é de extrema importância para garantir a mobilidade completa da articulação. A grande maioria dos casos atinge recuperação completa ou quase completa da movimentação normal do joelho. 

O deslocamento de patela é uma importante causa de hemartrose e deve sempre ser pesquisado nos casos de trauma agudo do joelho. Essa lesão ocorre quando o joelho está dobrado e a perna sofre uma força de "rotação para fora". É mais comum em mulheres, na segunda década de vida. 

O indivíduo relata que a patela (rótula) deslocou "para fora", ou então pode falar que o restante do joelho deslocou "para dentro". Porém, geralmente, o deslocamento só é visualizado na hora em que ocorre, pois a redução (ou seja, a volta da patela para seu lugar normal) ocorre quando a pessoa estica a perna. Quando o médico examina o joelho, o paciente vai queixar dor e desconforto quando a patela é movimentada ou quando o joelho é dobrado. 

Existem várias formas de tratamento para essa lesão, incluindo imobilização imediata associada a exercícios para fortalecimento muscular, imobilização com gesso por 6 semanas seguida de reabilitação, cirurgia, etc. É importante que se faça um estudo da presença de possíveis fatores predisponentes. Se o deslocamento ocorrer novamente, é necessário fazer um realinhamento da patela. 

A ruptura de tendões dos músculos da coxa e da patela pode resultar de uma contração muscular excêntrica, como ocorre, por exemplo, quando um atleta tropeça e tenta não cair. 

A ruptura do tendão do músculo quadríceps (músculo da coxa) ocorre mais freqüentemente após os 40 anos de idade. Geralmente, o tendão apresenta algumas alterações degenerativas, o que reforça a hipótese de que tendões normais não se rompem. Raramente, ocorre nos dois membros inferiores. A principal característica é que o paciente não consegue esticar a perna e, quando isso é tentado, observa-se a formação de um "buraco" logo acima da patela. O tratamento é cirúrgico. 

A ruptura do tendão da patela ocorre em indivíduos com menos de 40 anos de idade. O paciente não consegue esticar a perna, ativamente. A patela encontra-se deslocada para cima e pode-se sentir um defeito abaixo dela. O tratamento também é cirúrgico. 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fisiolinks 35


Acabei retirando os comentários dos blogs. Mas não é por isso que tem que deixar de enviar sua opinião sobre o assunto. No final de cada post, tem um formulario. Mande-me uma mensagem dizendo o que achou de cada link para que a gente sempre possa melhorar nosso trabalho.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fisioterapeuta vota em Fisioterapeuta


Quando temos votações importantes sobre o destino da Fisioterapia em Câmara de Vereadores, Assembléias Legislativas, Congresso Nacional ou Senado federal, sempre somos reprentados por políticos que não necessariamente são Fisioterapeutas. Eles compram as nossas brigas, levam os nossos votos, mas não são da profissisão, não serão beneficiados com quaisquer projeto de lei que seja votado, em qualquer instância.

Eu sou Fisioterapeuta e profissional de Educação Física e sou muito favorável a eleger pessoas da nossa profissão para ser nosso representante no Legislativo.

Pelo Brasil a fora, temos alguns Fisioterapeutas que são candidatos e que tem como objetivo proteger e defender a Fisioterapia.

Então, eu pergunto: Porque não apoiá-los???

Eu conheço um candidato a Deputado Federal no Rio de Janeiro, o Dr Allan Ponts. O número dele é 4449. Clique aqui e vá a página dele.

Você conhece outros candidatos FISIOTERAPEUTAS? Mande para mim que eu coloco aqui. Vamos fortalecer a FISIOTERAPIA. Em todas as esferas!!!

Candidatos:

Dr Allan Ponts. Rio de Janeiro. Candidato a Deputado Federal. O número dele é 4449. Site: http://www.drallanponts.com.br

Dr. Marcelo Schurube. Santa Catarina. Candidato a Deputado Federal. O numero dele é 2505. Site http://www.marceloschrubbe.com.br/public/website-eleicao/?

Conhece algum candidato??? mande que eu coloco aqui!!!


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fisiolinks 34

mano menezes neymar brasil donovan eua amistoso

O Brasil teve que perder uma Copa, ter que aturar um técnico grosso para que a voz do povo fosse ouvida. E o povo não estava errado. Com uma atuação digna de palmas, a seleção iniciou um novo ciclo, com o trabalho do Mano Menezes, justamente com aqueles jogadores que o povo pediu antes da Copa. 

Sabia foi quem inventou o ditado " A voz de povo é a voz de Deus" hahaha. 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Saúde na terceira idade

A população idosa está crescendo no nosso país. Segundo dados de projeção do IBGE, hoje existem mais de 10 milhões de idosos no país e em 10 anos serão mais de 15 milhões, ou seja, um crescimento de 50%.

Com o envelhecimento da população cresce também a preocupação com a saúde. As medidas de prevenção de doenças devem ser focadas em aumentar os anos de vida vividos com saúde, e não meramente prolongar a vida.

Check up

Com o avançar da idade aumentam as chances de determinadas doenças, como as doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, dentre outros. Por isso, são recomendados alguns exames médicos e laboratoriais periódicos que buscam identificar problemas que ainda não se estabeleceram ou que ainda não deram nenhum sinal de sua existência com o objetivo de detectá-los precocemente e tratá-los evitando problemas maiores.

Os principais exames são:

• Medida dos níveis de colesterol: níveis elevados de colesterol aumentam o risco de problemas cardíacos como o infarto. Recomenda-se até mesmo que sejam realizados nos adultos jovens.

• Medida da pressão arterial: a hipertensão arterial, ou "pressão alta" também aumenta o risco de doenças cardíacas e as medidas da pressão arterial devem ser realizadas em todos os idosos a cada visita ao médico, ou pelo menos a cada ano.

• Exame clínico da mama e mamografia: a fim de detectar precocemente o câncer de mama, as mulheres devem realizar o exame clínico das mamas e a mamografia a cada 1 ou 2 anos. A mamografia deve ser realizada em todas a mulheres acima de 50 anos ou mais novas caso haja casos na família de câncer de mama.

• Exame de sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia e exame total do colo: esses exames visam pesquisar o câncer na parte mais distal do intestino, chamado de câncer colorretal. É recomendado a partir de 75 anos, ou antes, caso haja casos na família.

• Exame preventivo de câncer do colo do útero (Papanicolaou): deve ser realizado em todas as mulheres a cada 1 a 3 anos e pode ser encerrado nas mulheres com mais de 65 anos com três exames anteriores recentes normais.

• Toque retal e PSA: são medidas para pesquisa de câncer de próstata. É aconselhável para os homens entre 50 e 70 anos.

• Exame da pele: o médico deverá estar atento e examinar toda a pele a procura de lesões cancerosas e aconselha-se a realização de um exame periódico da pele por um dermatologista para as pessoas com maior de risco para desenvolver câncer de pele.

• Glicemia de jejum: esse exame mede a quantidade de glicose (açúcar) no sangue a procura de Diabetes mellitus. A Associação Americana de Diabetes recomenda a sua realização a cada 3 anos, principalmente para as pessoas com maior risco, como as pessoas obesas.

• Medida do hormônio TSH: esse exame é realizado para se pesquisar alterações na tireóide, como o hipo e hiperteoidismo. Recomenda-se para todas a mulheres acima de 65 anos.

• Pesquisa de glaucoma pelo oftalmologista: recomenda-se para todos acima de 65 anos.

É importante ressaltar que essas são recomendações gerais, ficando sempre a critério do seu médico quais exames solicitar e quando solicitar, dependendo da avaliação individual.

Medidas de prevenção

Outras medidas importantes de prevenção de doenças na terceira idade devem ser lembradas:

Parar de fumar: o tabagismo é um importante fator de risco para várias doenças, como o câncer de pulmão, câncer de laringe, câncer da cavidade oral e outros tipos de câncer, asma, bronquite crônica, doenças cardíacas, derrame, úlcera, menopausa precoce, osteoporose, catarata, envelhecimento precoce e muitas outras. Portanto, parar de fumar previne uma série de doenças e diminui a mortalidade na população idosa.

Realizar atividade física regularmente: o exercício físico regular pode reduzir potencialmente o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, fraturas de bacia, e a diminuição da capacidade física funcional. Mesmo as pessoas idosas aumentam a sua força, equilíbrio e resistência com a prática de atividades físicas.

Dieta: para a população em geral, é recomendada uma dieta com redução de gorduras e aumento de frutas, vegetais e grãos.

Suplemento de vitamina D e cálcio: é recomendado, particularmente para as mulheres idosas, para a prevenção de osteoporose.

Prevenção de acidentes: é recomendado, assim como para todos os motoristas, o uso de cinto de segurança e não ingerir bebida alcoólica quando for dirigir. Devem ser tomadas medidas para diminuir o risco de quedas, como exercícios físicos regulares, evitar situações de risco e reduzir os perigos do ambiente, como por exemplo, o uso do corrimão nas escadas. É recomendado também o ajuste contínuo nas doses dos medicamentos para reduzir os riscos de quedas.

Vacinações: as vacinações contra influenza e pneumococo são recomendadas como importantes medidas de estratégia de saúde pública para a população idosa. A vacinação contra o influenza, também chamada de vacina contra gripe, resulta em uma grande diminuição da hospitalização por doenças respiratórias na população idosa. O pneumococo é uma importante causa de pneumonia em toda a população. A vacinação contra a gripe deve ser realizada anualmente, enquanto a vacina contra o pneumococo dever ser realizada apenas uma vez.

Terapia de reposição hormonal: alguns estudos mostraram uma significativa redução de doenças cardíacas e fraturas nas mulheres em uso de terapia de reposição hormonal. Em oposição, a terapia de reposição de estrógeno está associada com o aumento do risco de câncer de endométrio (risco abolido com o uso da terapia combinada), e a terapia de reposição de estrógeno ou a terapia combinada estão provavelmente associadas com um pequeno aumento no risco de câncer de mama. As mulheres idosas devem ser aconselhadas sobre os risco e benefícios da terapia de reposição hormonal e avaliar, juntamente com o seu médico, o seu uso ou não.

Conclusão

Com o avançar da idade aumentam os risco de muitas doenças. Mas através de medidas de prevenção pode-se não apenas prolongar a vida, mas proporcionar anos de vida com qualidade, que é o mais importante.

É importante relembrar que nesta fase da vida é imprescindível a visita ao médico, que através da avaliação pessoal, irá determinar os exames e procedimentos de prevenção necessários e indicar a atividade física e dieta mais apropriadas.

Fonte; Boa Saúde - UOL

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fotos de clínicas de fisioterapia


Existem milhares de clínicas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. 

Trazer um pouco do espaço de cada fisioterapeuta que atua e dar idéia para novos consultóriso só faz as instalações melhorarem cada vez mais. 










E ai?

Qual foi a que você mais gostou? Quer mandar a foto do seu consultorio?? É só entrar em contato!!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Fisioterapia antes da cirurgia cardíaca


Uma pesquisadora da Unicamp acompanhou 35 pacientes que fizeram cirurgia cardíaca e encontrou uma fórmula simples de melhorar as chances da operação ser bem-sucedida: fisioterapia antes de enfrentar o bisturi.

"Todo procedimento de grande porte, em especial feito no coração, tem risco de complicações respiratórias posteriores, como infecção pulmonar e pneumonias", afirma a autora do estudo, Ana Beatriz Sasseron.

"Nossa proposta era verificar se a fisioterapia respiratória prévia poderia ajudar no quadro clínico dos pacientes, porque hoje o que existe nos hospitais é a realização dos exercícios só após a operação."

Sasseron então propôs às pessoas que já tinham marcado cirurgias eletivas no coração a realização de no mínino três e no máximo 10 sessões de fisioterapia como estratégia preventiva de efeitos colaterais. Em todos os casos, os pacientes não tiveram complicações pós-cirúgica e nem quadros pulmonares problemáticos mesmo com cirurgias de grande porte.

"Mesmo que sejam poucas sessões, é importante que se faça, pois os exercícios ajudam a fortalecer os músculos pulmonares e preparam o corpo para operação. Comparamos os resultados com a literatura médica e os nossos pacientes tiveram até melhora na qualidade de vida, com mais disposição para a recuperação", diz a fisioterapeuta.

O trabalho na Unicamp só foi feito com pacientes adultos, mas uma pesquisa realizada em 2008 e publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular comprovou que a técnica também beneficia pacientes infantis.

Foram avaliadas 135 crianças entre zero e 6 anos, submetidas a procedimentos cirúrgicos no coração. Setenta e uma fizeram sessões de fisioterapia antes e depois da cirurgia e o outro grupo só após a operação. Na primeira turma, 25% apresentaram algum tipo de complicação pulmonar, parcela ampliada para 43,3% na outra turma, sendo a pneumonia a mais recorrente.

Custos e reduções

A aposta dos pesquisadores que participaram dos estudos com a fisioterapia respiratória é que a técnica pode reduzir o tempo de internação dos pacientes e aliviar custos. Os problemas cardíacos estão entre os que mais exigem procedimentos cirúrgicos e também os que mais causam mortes e debilitações nos brasileiros, já mostraram os dados nacionais.

Apenas durante o ano passado, os hospitais brasileiros realizaram 11.109.834 procedimentos cirúrgicos cardíacos, em custos que superam os R$ 10,1 milhões, segundo levantamento feito no portal do Ministério da Saúde.

Diminuir custos, mesmo com a incorporação de novas tecnologias e procedimentos, é o desafio de gestores de saúde de vários locais do mundo. Neste contexto, as cirurgias cardíacas estão entre as prioridades, afirmou o especialista em economia e saúde, Ashoke Bhattacharjya, que trabalha no Comitê da Divisão de Saúde Científica de Washington, Estados Unidos.

Ele diz que todos os administradores de saúde deveriam colocar na ponta do lápis os custos para a adoção de novos procedimentos e comparar com os ganhos nos pacientes.

"Fizemos um estudo com os casos de pacientes cardíacos dos Estados Unidos e identificamos que para cada dólar investido, tínhamos um retorno futuro de US$ 2,40", diz

Exercícios acompanhados

Sem a necessidade de equipamentos especiais, a fisioterapia respiratória é um procedimento de baixo custo e que resultaria em economia com a redução de tempo de internação dos pacientes, acredita a fisioterapeuta da Unicamp Ana Beatriz Sasseron.

"Ainda que o hospital não ofereça, é interessante o paciente se informar sobre a possibilidade de fazer as sessões prévias. A presença de um profissional especializado é fundamental, até para avaliar as condições de cada paciente", completa.

Fonte: Delas, IG

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Fisiolinks 33


Os Fisiolinks da semana do dia dos pais, parabeniza todos os pais fisioterapeutas, pais de fisioterapeuta e outros pais também por esse dia! Veja aqui algumas idéias de presentes

Vamos aos Fisiolinks da semana:














Próxima semana tem mais. Indicações??? Só deixar nos comentários!!!



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Herdeiros de Esculápio

Eu recebi, em minha residência, um exemplar do livro Herdeiros de Esculápio, do querido Geraldo Barbosa, do blog 14-F

ADQUIRA  SEU  EXEMPLAR

O livro fala da organização e da história da Fisioterapia de uma forma que o banco da faculdade não falou.  Com uma narrativa inteligente, perspicaz e cheio de exemplos pelo livro, ele descreve fases da fisioterapia, criação, por exemplo, da Academia Brasileira de Fisioterapia, instituição que eu não sabia que existia. 

Além disso, há comentários para fatos da Fisioterapia que pode ser diferentes do seu além das cópias de documentos importantissimos para a Fisioterapia.

Sinto-me uma herdeira. Com historias e fatos para contar.

Fale com o autor pelo e-mail geraldobarbosa43@yahoo.com.br



Obrigada Geraldo.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

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