quinta-feira, 30 de setembro de 2010

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Salve as articulações


Antes de bater os olhos neste texto, presumo que você tenha usado pelo menos três grupos articulares. Primeiro, dobrou os joelhos para se sentar. Daí, com a ajuda do cotovelo, colocou a revista em uma posição confortável à leitura. Por fim, seus dedos folhearam as páginas até chegar aqui. Atitudes simples como essas dependem de uma seleção de estruturas dobradiças que garantem movimento ao esqueleto. Como elas não são de aço, carecem de cuidado, ainda mais no ano que encerra a década do osso e da articulação, instituída pela Organização Mundial da Saúde. 

Infelizmente, as desordens nas juntas não são assunto do passado. Estima-se que até um terço da humanidade conviva com elas. Com o aumento da expectativa de vida e a pandemia de obesidade, a artrose, a versão mais comum do martírio, amplia suas vítimas. "Depois dos 50 anos ninguém escapa desse problema marcado pelo desgaste da articulação", constata o reumatologista Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo Avançado de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Mas nem todo mundo apresenta sintomas", ressalva. "Por suportar o peso do corpo, o joelho, o quadril e a coluna são os mais afetados", nota o ortopedista Ricardo Cury, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. 

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A questão é que, uma hora ou outra, a artrose costuma chiar. "Ela provoca dores que surgem ou pioram com o esforço e a rigidez pela manhã e após horas de imobilidade", diz a reumatologista Eleonora Estrela da Silva, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. "O desgaste da cartilagem gera instabilidade na articulação e, assim, os movimentos podem levar ao trauma, à inflamação e à dor", explica o reumatologista José Maria Santarém, diretor do Instituto Biodelta, em São Paulo. O efeito bola de neve culmina em uma junta dotada de um amortecedor insuficiente para evitar os choques entre os ossos. Aí, uma caminhada se transforma em um trabalho hercúleo. 

Apesar do empurrão da idade e do código genético, há indícios de que a artrose comece a atacar precocemente, enferrujando gente na casa dos 40 anos. O excesso de peso e o sedentarismo carregam a culpa. Mas há o outro lado da moeda: quem abusa das práticas esportivas, sugere um novo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, tende a sofrer ainda mais cedo com uma junta em frangalhos. "A artrose é uma resposta da articulação ao excesso de uso ou ao uso incorreto", justifica a reumatologista Ieda Laurindo, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Fisiolinks 38

Locais mais comuns de ocorrência de tendinites

A Tendinite de cotovelo é o nome dado a inflamação que provoca dor no lado de fora do cotovelo. A dor ocorre no ponto onde os músculos que estendem o punho e dedos se fixam no epicôndilo lateral ou medial(extremidade do osso). 














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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia Mundial do Alzheimer

A Secretaria de Estado da Saúde preparou uma programação especial nos seus dois centros de referência do idoso na capital paulista para orientar idosos e cuidadores sobre o Mal de Alzheimer. Os eventos, que incluem palestras com psiquiatras e psicólogos, serão realizados por ocasião do Dia Mundial do Alzheimer (21 de setembro).

Na terça-feira, dia 21, o Centro de Referência do Idoso (CRI) da Zona Norte promoverá duas palestras sobre o assunto, a partir das 14h, voltada especialmente aos cuidadores dos pacientes com Alzheimer. Serão transmitidas informações sobre sintomas e cuidados indicados para os idosos diagnosticados com a doença. Para participar basta comparecer à unidade, sem necessidade de inscrição prévia.

Já o Instituto Paulista de Geriatria de Gerontologia (IPGG, antigo CRI Leste) promoverá uma extensa programação sobre o tema na quarta-feira, dia 22, a partir das 9h, voltada aos idosos da região. Serão realizadas aulas informativas e oficinas sobre memória em atividade e casos da vida real, entre outras atividades.

As inscrições para os eventos do IPGG podem ser feitas pelos telefones (11) 2030-4073/4074 ou pelo e-mail: ipgg-comunicacao@saude.sp.gov.br.

O CRI Norte fica na rua Augusto Tolle, 978, no bairro do Mandaqui. O IPGG fica na praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 34, São Miguel Paulista.

Rio de Janeiro

No Rio, a  Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer (Apaz) promove debates, palestras e cultos durante esta terça-feira.  O evento acontece na Associação Brasileira de Imprensa (R. Araújo Porto Alegre, 71 - Centro) e  conta com a participação especial da atriz Laura Cardoso, que vivenciou uma portadora da doença, na produção "Clarita".

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Acidentes de trabalho


De acordo com o artigo 19 da lei 8.213, publicada em 24 de julho de 1991, a definição de acidente de trabalho é: "acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente". Essa lesão pode provocar a morte, perda ou redução da capacidade para o trabalho. A lesão pode ser caracterizada apenas pela redução da função de determinado órgão ou segmento do organismo, como os membros.

Além disso, considera-se como acidente de trabalho:

Acidente que ocorre durante o trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho;
Doença profissional que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinado trabalho;
Doença do trabalho, a qual é adquirida ou desencadeada pelas condições em que a função é exercida.

Importante ressaltar, que os acidentes sofridos pelos trabalhadores, no horário e local de trabalho, devidos a agressões, sabotagens ou atos de terrorismo praticados por terceiros ou colegas de trabalho, também são considerados acidentes de trabalho. Também aqueles acidentes sofridos fora do local e horário de trabalho, desde que o trabalhador esteja executando ordens ou serviços sob a autoridade da empresa. Outra situação seria o acidente que ocorre durante viagens a serviço, mesmo que seja com fins de estudo, desde que financiada pela empresa.

Os acidentes de trabalho são caracterizados em dois tipos:

Acidente Típico: é aquele decorrente da característica da atividade profissional que o indivíduo exerce.
Acidente de Trajeto: aquele que ocorre no trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, e vice-versa.
Doença Profissional ou do Trabalho: doença que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinada função, característica de um emprego específico.

De acordo com dados do governo, os acidentes típicos são responsáveis por cerca de 84% dos acidentes de trabalho, sendo que os de trajeto e as doenças profissionais ou do trabalho perfazem os demais 16%. Ao analisarmos o número de acidentes de trabalho registrados ao longo dos anos, especialmente no período entre 1997 e 2002, observamos uma tendência à queda, porém o número de acidentes ainda é considerado elevado. Quanto ao ramo de atividade, os setores de transformação e de serviços são os que mais registram casos de acidentes de trabalho.

Caracterização

Para que o acidente seja considerado como "acidente de trabalho", é essencial que um perito estabeleça uma relação entre o acidente e a lesão provocada. Nessa situação, o médico perito decidirá se o indivíduo pode voltar ao exercício de sua função ou se necessitará de afastamento permanente ou temporário do emprego.

A empresa contratante tem o dever de fazer uma comunicação do acidente de trabalho até o primeiro dia útil após o acontecimento, independentemente se o trabalhador foi ou não afastado do trabalho. Em caso de morte, essa comunicação deve ser imediata. O não cumprimento dessas determinações pode levar à punição da empresa mediante o pagamento de multa.

A comunicação que a empresa deve realizar é feita mediante a emissão de um documento especial, chamado de '"Comunicação de Acidentes de Trabalho", mais conhecido pela sigla CAT. Esse documento é encaminhado aos órgãos competentes.

Auxílio-Acidente

O auxílio-acidente é um benefício concedido pelo Ministério da Previdência Social, ao trabalhador que sofreu um acidente de trabalho e ficou com seqüelas que reduzem a sua capacidade para o trabalho. Os trabalhadores que têm direito a esse benefício são: (1) o trabalhador empregado; (2) o trabalhador avulso; e (3) o segurado especial. Não têm direito a esse benefício o empregado doméstico, o contribuinte individual (autônomo) e o contribuinte facultativo.

Esse benefício é concedido aos trabalhadores que estavam recebendo o auxílio-doença, o qual é pago aos trabalhadores que estão impossibilitados de exercer sua função trabalhista por período superior a 15 dias. Os primeiros 15 dias de afastamento são remunerados pela empresa, e a partir daí é pago pelo Ministério da Previdência. Quando o trabalhador tem condições de exercer suas funções, mesmo doente, o benefício não é concedido. A concessão desse benefício não exige que o trabalhador tenha um período mínimo de contribuição, e o mesmo deixa de ser pago quando o trabalhador recupera a capacidade e retorna ao trabalho, ou então quando o paciente solicita aposentadoria por invalidez, fazendo-se a troca de benefícios.

O auxílio-acidente é concedido ao trabalhador (pertencente aos grupos já citados) que apresenta instalação definitiva de lesões, decorrentes de acidente de trabalho, que o impedem de voltar a trabalhar. Esse benefício é de caráter indenizatório, podendo ser acumulado com outros benefícios que não a aposentadoria. Quando o trabalhador se aposenta, o benefício deixa de ser pago. O pagamento do auxílio-acidente é iniciado logo que o auxílio doença deixa de ser fornecido, e seu valor é equivalente a 50% do salário utilizado no cálculo do auxílio-doença, corrigido até o mês anterior ao do início do pagamento do auxílio-acidente.

Prevenção

Na maioria das vezes, os acidentes de trabalho são evitáveis com a prática de medidas simples, como o uso de equipamentos de proteção individual, os quais devem ser fornecidos pelas empresas. Infelizmente, observamos que grande parte dos trabalhadores não faz uso desses equipamentos, especialmente no ramo da construção civil, no qual são registrados grande número de acidentes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O uso da crioterapia por esportistas amadores


Machucou-se? Coloque uma bolsa com gelo em cima da lesão, para desinchar e aliviar a dor. A técnica, difundida ao longo dos séculos — há registros do uso de neve para esses fins nos primeiros Jogos Olímpicos, em 776 a. C., na Grécia —, é respaldada pela medicina e tem nome: crioterapia. A palavra significa terapia pelo frio e, segundo o fisioterapeuta Adilson Sales, é uma maneira eficiente e barata de reduzir reações inflamatórias e espasmos musculares. "Crioterapia, na verdade, é a diminuição da temperatura da área afetada, por meio do contato corporal com qualquer substância, instrumento ou ambiente com a finalidade terapêutica", explica o fisioterapeuta. "O termo é ligado a aplicações de gelo por ser o meio mais utilizado."

É um tratamento habitual entre atletas de alta performance. É comum ver jogadores de futebol como Ronaldo Fenômeno fazerem banhos de imersão em água fria com gelo logo após os jogos, para evitar futuras dores musculares. Lutadores brasileiros que participam do campeonato de vale-tudo do Ultimate Fighting Championship (UFC), como Rodrigo Minotauro e Anderson Silva, utilizam a prática. No intervalo entre as lutas, também é possível ver os treinadores de ambos aplicando sacos de gelo nas áreas onde eles sofreram mais pancadas, visando o efeito analgésico. O procedimento, porém, não se restringe a atletas. É cada vez mais frequente que pessoas comuns, simplesmente adeptas de atividades físicas regulares, adotem o hábito.

Triatleta há seis anos, o empresário carioca Raphael Pazos, 35, adotou a crioterapia por recomendação de sua treinadora, Márcia Ferreira. O gelo o ajuda a se recuperar de treinos e competições intensas. "Após o desgaste físico grande, o atleta sofre algumas minilesões e, com a aplicação de gelo, essa recuperação é muito mais rápida", diz Pazos. Uma vantagem do tratamento que o empresário destaca é o relaxamento muscular. Para ele, o banho de imersão é necessário após participar de provas de alta intensidade, como maratonas, por aumentar a pressão nos vasos sanguíneos e melhorar a circulação de oxigênio.

A treinadora do triatleta carioca o alertou para os riscos de se submeter a esse procedimento por longos períodos. "Se a exposição ao frio for muito demorada, os benefícios dão lugar a problemas como a morte de células, provocada pela baixa circulação de sangue no local", afirma ele, citando Márcia. A treinadora recomenda o tempo ideal para ficar em banheiras ou tonéis de água fria: "No caso de imersão do corpo em gelo, o tempo de contato deve ser de quatro a seis minutos. Se aplicado em áreas isoladas, com o auxílio de bolsas, no máximo, 20 minutos". Os banhos são mais indicados para quem faz exercícios de alto impacto, especialmente quem participa de competições.

Já o estudante de direito Marcelo Lopes, 23 anos, aprendeu a usar gelo em lesões com o pai, Caetano. Ele adota a crioterapia em sua forma mais tradicional, que é a aplicação do material frio em cima do local afetado. "Toda vez que ele está 'quebrado', como quando chega do futebol, por exemplo, coloca uma bolsa de gelo onde está com dor", descreve, ressaltando que o pai adquiriu esse hábito após aprender com médicos. Marcelo atualmente faz musculação e capoeira, mas desde criança pratica atividades físicas. Começou no judô aos 7 anos e, desde então, se mantém ativo.

O universitário adota a crioterapia quando, após uma atividade física, sente incômodo muscular ou nas articulações. "Percebo que tenho uma recuperação mais rápida quando faço isso", justifica. Seu objetivo é interromper o processo de inflamação das lesões que sofre. O fisioterapeuta Adilson Sales destaca que a diminuição de reações inflamatórias é apenas um dos benefícios desse tipo de tratamento. "Alguns outros são a redução do espasmo do músculo, o alívio da dor (função analgésica), o controle da hemorragia quando fibras musculares se rompem e a diminuição da atividade metabólica", cita.

Acompanhamento

A técnica de suporte em computadores Alice Bandeira, 21 anos, luta muay thai (boxe tailandês) há um mês. Como a atividade é de alto impacto, é comum que ela sinta dor muscular após as aulas. Para aliviar dores e evitar que o local lesionado fique roxo, ela usa gelo. "Percebo que também diminui o inchaço no local e reconstrói alguns vasinhos rompidos", comenta. A redução das manchas roxas ocorre, segundo o reumatologista Rodrigo Aires, por causa das propriedades vasoconstritoras, ou seja, de contração de vasos sanguíneos, presentes em substâncias frias.

"Faço o uso de gelo por conta própria. É costume os outros nos indicarem colocar gelo quando temos uma contusão", admite a técnica. "Mas se a dor e o inchaço permanecem, vou ao médico verificar se não é nada mais sério", garante. Aires afirma que, para a crioterapia ser um tratamento efetivo, é preciso o acompanhamento de um reumatologista ou de um fisioterapeuta, que podem explicar como potencializar o procedimento e, se necessário, indicar o uso de um analgésico ou anti-inflamatório em casos mais sérios.

O ortopedista Davi Haje — que considera a crioterapia um procedimento válido para lidar com traumas em articulações, ligamentos, músculos e tendões — explica que o uso de gelo e de substâncias frias é mais eficiente nas primeiras 48h depois da lesão. Aires concorda e complementa que "a compressão deve ser leve e o membro deve estar elevado". Após esse período, Haje acredita que o contraste de gelo e água quente pode ter maior eficácia. "Assim, a revascularização dos tecidos é estimulada", explica.

Restrições

É necessário destacar que a terapia com o uso de elementos frios não cura doenças, mas auxilia no tratamento. Entretanto, mesmo para um procedimento simples, como colocar uma bolsa de gelo no local machucado, há restrições. "É contraindicado colocar gelo em cima de locais infeccionados, feridas abertas e em contraturas musculares na coluna", avisa o ortopedista. Tais ações podem piorar o quadro clínico da pessoa.

Já Sales lembra que o tratamento deve ser usado com precaução por pessoas hipertensas e com problemas circulatórios. Ele alerta que o uso incorreto de gelo, bolsas térmicas, sprays e afins pode causar queimadura pelo contato direto com a pele. "A crioterapia é totalmente contraindicada para portadores de doenças como a crioglobulinemia", acrescenta, em referência ao problema de saúde no qual o sangue do indivíduo contém proteínas que não se dissolvem em temperaturas baixas.

Aires acrescenta que portadores do fenômeno de Raynaud precisam ter cuidado ao se submeter ao procedimento. Nesse fenômeno, as artérias de pessoas hipersensíveis ao frio se contraem, causando alteração na cor da pele nas extremidades: elas ficam pálidas ou arroxeadas (cianóticas, na linguagem médica).

Dilatação e contração

O banho de contraste consiste em usar materiais quentes e frios alternadamente, fazendo com que os vasos sanguíneos se dilatem e se contraiam, respectivamente. As alterações nos vasos estimulam a circulação do sangue. Essa técnica é usada, basicamente, no tratamento de inflamações. Segundo especialistas, é mais eficiente quando a inflamação se encontra em uma fase mais crônica, já que, nas primeiras 48 horas, o uso do calor pode aumentar o inchaço no local. O procedimento básico consiste em a pessoa colocar a área lesionada em água quente, de três a cinco minutos. Em seguida, passar para a água gelada, por um ou dois minutos. Costuma-se repetir a operação três vezes.

Queda em idosos

Estatísticas dizem que cerca de quase um terço dos idosos que vivem em comunidade caem em um período de um ano. Com isso alguns sofrem consequências graves como fraturas, hemorragias, traumas cranianos e óbito, causado direta ou indiretamente após a queda. 

Alguns desenvolvem a chamada "Síndrome Pós-queda", quadro clínico caracterizado por um pavor descontrolado de andar novamente, mesmo sem apresentar problemas de locomoção que impeçam a marcha. 

Muitos já devem ter ouvido falar ou ter conhecido algum idoso que após uma queda, fraturou a perna e ficou com dificuldade para andar. Talvez essa pessoa devesse apresentar osteoporose, doença sobre a qual já estão sendo realizadas campanhas de orientação. No entanto, a questão deveria ser o motivo desta queda. Por isso, um tratamento multidisciplinar geralmente é necessário para tentar reabilitar a capacidade desses pacientes. 

"Cabe a todos os setores de educação da sociedade difundir conhecimentos sobre o processo de envelhecimento"

As causas das quedas dependem de muitos fatores. Podemos dividi-las em fatores de risco intrínsecos da terceira idade, problemas inerentes à saúde do indivíduo (como uso inadequado de muitos medicamentos), problemas visuais, doença de Parkinson, osteoartrite de joelhos, lombalgia, incontinência urinária, entre outras. 

Fatores de risco extrínsecos, ou seja, que podem ser modificáveis no ambiente ou nos hábitos, como andar com calçado de salto alto, usar sola escorregadia, caminhar sobre tapetes lisos, iluminação inadequada nos ambientes de transição, chão encerado, escadas sem corrimão, vasos sanitários, camas e cadeiras muito altas ou baixas demais, sedentarismo ou prática de atividades físicas, como a corrida.  

"Por que é velho, cai e não anda direito". Este tipo de idéia é mais frequente do que se imagina, pela falta de conhecimento ao diferenciar as alterações do envelhecimento da presença de doenças, que podem ser tratadas. 

Cabe a todos os setores de educação da sociedade difundir conhecimentos sobre o processo de envelhecimento e a partir de reflexões e experiências da prática na atenção à saúde ao idoso, soluções poderão ser criadas a fim de garantir uma terceira idade com mais qualidade de vida. 

Fonte: Minha vida

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Como combater dores no inverno


Nesta época do ano, com as baixas temperaturas, o aparecimento de dores e rigidez nas articulações, ou "juntas", é comum para quem sofre com artrite ou artrose.
A artrose é a doença articular mais comum. Ela atinge a cartilagem (geralmente de joelhos e coluna), que sofre degeneração ao longo do tempo. Já a artrite gera uma inflamação prolongada da articulação, e é mais comum em punhos e dedos das mãos. Nos dois casos, durante a madrugada e manhã, a ocorrência de dor e rigidez pode aumentar, exigindo algum tempo para que se possa sair da cama ou iniciar as primeiras tarefas do dia. No frio, a sensibilidade aumenta, e o fluxo sangüíneo é menor porque há uma constrição (diminuição da abertura) dos vasos. Devido ao instinto de acumular calor, tendemos a economizar movimentos e contrair os músculos, o que é natural, porém em excesso contribui para aumentar a dor.

Uma sugestão é manter-se bem aquecido e realizar exercícios de baixo impacto, o que ajuda na redução do estresse, risco de lesões e de dores articulares. Além disso, facilita o relaxamento e melhora flexibilidade, circulação do sangue e lubrificação das articulações.

Uma caminhada leve de 20 a 30 minutos contribui bastante, podendo ser diária ou em dias alternados. É importante fazer aquecimento e alongamento antes e após os exercícios, diminuindo o risco de lesões durante o esforço. O ideal é ter a ajuda de um fisioterapeuta para orientar a quantidade e intensidade de exercício para você.
Além dos exercícios, também ajuda manter-se aquecido. Evite molhar as mãos com água gelada, mantenha o aquecimento da sua casa e agasalhe-se, inclusive com luvas e meias grossas, pois pés e mãos e pés perdem calor com maior facilidade.

Mas atenção, nem toda dor que piora no frio indica artrose ou outra doença do tipo. Na dúvida, procure um reumatologista ou ortopedista para acompanhamento.
Aproveite seus dias da melhor maneira possível. Certos problemas podem trazer dores e cansaço, mas há várias formas de reduzi-los. Se você cuidar bem do seu corpo, certamente vai ter dias mais tranqüilos e produtivos.


Se as manhãs de inverno são frias e escuras para caminhadas, é possível realizar, mesmo em casa, alguns exercícios bastante eficazes. Confira abaixo alguns exercícios que, no total, não ocupam mais do que 10 minutos para realização.

* Pescoço: aproxime o queixo do peito, depois eleve-o, olhando para cima. Depois, incline a cabeça, aproximando a orelha do seu ombro (mova somente a cabeça e relaxe os ombros). Finalmente, gire a cabeça para os lados, olhando à direita e à esquerda. Realize cada movimento duas vezes, lentamente, mantendo a posição por 10 segundos. 
* Ombros: gire os ombros lentamente, formando círculos para frente e para trás. Realize cinco repetições para frente e cinco para trás. 
* Punhos: entrelace os dedos e gire os punhos. 
* Pernas e pés: sentado em um local onde seus pés não toquem o chão, afaste os joelhos em 30 centímetros. Flexione e estenda tornozelos e depois os dedos dos pés. Siga realizando círculos com os pés lentamente, aumentando o tamanho dos círculos ao longo do exercício. Realize 10 repetições com cada pé.
* Respire profunda e lentamente durante os movimentos. Isso contribui para o despertar e concentração. Não se esqueça de que você não deve sentir dor durante os exercícios. Caso isso ocorra, pare e, na próxima vez, reduza a velocidade ou número de movimentos.

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