quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fisiolinks 46

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fisioterapia e Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa e pouco sintomática dos ossos. Afeta a estrutura dos ossos, tornando-se frágeis e diminuindo a sua capacidade de suportar o peso corporal. É uma doença que está atingindo uma parcela cada vez maior de pessoas. Estima-se que 8% da população brasileira (15,2 milhões) sofra de osteoporose, segundo o OMS*. Por isso, tornou-se um poblema de saúde pública. O osso, apesar de sua aparência rígida e resistente, é um tecido vivo que está em constante transformação, num processo em que o organismo absorve o osso antigo e produz um osso novo. Quando este processo estiver desregulado, os ossos começam a perder a sua densidade, surgindo então, poblemas ósseos, sendo a osteoporose o mais comum. A osteoporose torna o osso menos resistente a traumas, aumentando o risco de fraturas, principalmente nas vértebras, fêmur, costelas e osso do punho.
A osteoporose por ser pouco sintomática, às vezes só é descoberta quando ocorre uma fratura.Porém, pode ser diagnósticada por meio da densiometria óssea, um exame que mede a densidade os ossos. Quando mais cêdo o paciente for avaliada, melhores serão as condições para o tratamento da doença.
Os sintomas são:
  • Dores nas costas ou no pescoço
  • Coluna vertebral com alguma deformidade
  • Fraturas fáceis, mesmo que vocÇe não tenha caído ou se machucado
  • Sensibilidade nos ossos
Os principais fatores de risco são:
  • Raça branca e amarela
  • Baixa injestão de cálcio e/ou frágil
  • Histórico familiar de osteoporose
  • Idade avançada
  • Pessoa magra e/ou frágil
  • Vida sedentária e condições que levem a mobilização
  • Tabagismo
  • Alcoolismo
  • Ingestão de bebidas contendo cafeina
  • Baixa exposição solar
  • Uso de medicamentos, como corticosteróides,heparina,anticoagulantes e anticonvulsivantes.

Contribuição da Fisioterapia:
A fisioterapia tem uma importância fundamental no tratamento da osteoporose, nos quais se destacam os benefícios cardíaco, respiratório, muscular e ósseo, contribuindo para a melhora da qualidade de vida desses pacientes. O objetivo dos programas de atividade física em indivíduos acometidos de osteoporose não é tanto favorecer a aquisição de massa óssea, mas promover uma melhora no equilíbrio, força muscular, coordenação, condicionamento físico, na amplitude de movimento, diminuição de dor; visando sempre a prevenção de quedas e consequentemente risco de fraturas. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Desejamos a você e a sua familia um Feliz Natal!



Que você e sua família seja sempre abençoados.

FELIZ NATAL!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Apresentação de trabalho sobre laser

10 contusões mais comuns durante o sexo

Dependendo do local do ato sexual, o casal pode distender algum músculo ou até torcer alguma parte do corpo, dependendo do apetite de cada um. Conheça agora as dez lesões mais comuns durante o sexo.

1) Distensão muscular
O movimento repetitivo e por tempo prolongado, se for praticado por uma pessoa sedentária, pode gerar uma distensão muscular. Como qualquer atividade física, o sexo precisa de alongamento e preparo muscular. Provavelmente a relação sexual não vai provocar uma distensão grave, mas se já existir um estiramento, este poderá se agravar.

2) Dores na coluna
Em segundo lugar ficam as dores na coluna, que podem ser provocadas por posições menos convencionais e que forcem a região. O importante é tentar parar assim que sentir alguma dor, para não piorar o sofrimento.

3) Atrito com o carpete
O atrito do corpo com o carpete pode gerar queimaduras e feridas no corpo. Movimentos repetitivos neste tipo de piso podem passar despercebidos no momento mas, alguns minutos depois, é provável que você perceba esta lesão, que pode incomodar um pouco, mas não é motivo de preocupação.

4) Torcicolo
Movimentos bruscos durante o ato sexual pode gerar este tipo de desconforto, principalmente nas mulheres, caso seu companheiro puxe o cabelo com força desproporcional. Uma musculatura tensa favorece o surgimento da lesão.

5) Bater cotovelos ou joelhos
Se o local escolhido para a prática do sexo for um pouco apertado, poderá ocorrer um tipo de lesão provocada por um acidente. Bater cotovelos e joelhos pode ser comum e, em alguns casos, bem dolorido.

6) Hematoma nos ombros
Na hora da prática sexual, sempre pode sobrar um pé ou mão descoordenada que pode atingir o parceiro. Quedas e acidentes de percurso podem provocar alguns hematomas. Todo cuidado é pouco.

7) Joelho torcido
Para os que gostam de um sexo mais selvagem, cuidado, pois algumas lesões podem ser graves. Ao forçar o corpo sobre as articulações, você pode torcer o joelho e ficar algum tempo sem poder caminhar direito.

8) Pulso aberto ou torcido
Umas das posições mais comuns do sexo exige que o homem fique por cima da mulher, apoiado pelos pulsos. Sendo assim, não é de se estranhar que a lesão de pulso fique entre as dez mais comuns durante a prática sexual. Mais uma vez, vale a pena ficar atento aos incômodos na região dos pulsos.

9) Tornozelo torcido
Assim como a lesão no joelho, uma pressão exagerada pode comprometer também o tornozelo. É uma lesão bem menos comum, mas que pode ocorrer, dependendo da intensidade e do local onde está sendo praticada.

10) Dedos destroncados
Assim como os pulsos, os dedos estão expostos durante os movimentos sexuais. Um posicionamento mal elaborado pode gerar uma pressão desproporcional nas extremidades da mão, que pode gerar, inclusive, um deslocamento ou luxação dos dedos.

Fonte: Terra


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Fisioterapia como profissão

É o conjunto de técnicas usadas no tratamento e na prevenção de doenças e lesões. O fisioterapeuta previne, diagnostica e trata disfunções do organismo humano causadas por acidentes, má-formação genética ou vício de postura. Para isso, usa métodos como massagem e ginástica, com a finalidade de restaurar e desenvolver a capacidade física e funcional do paciente. Também faz tratamentos à base de água, calor, frio e aparelhos especiais. Além de ajudar na recuperação de pacientes acidentados e portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios, trabalha com idosos, gestantes, crianças e portadores de deficiência física ou mental. Pode atuar em clubes esportivos, hospitais, centros de reabilitação e em clínicas de fisioterapia e ortopedia. Em empresas, trabalha com a prevenção de acidentes de trabalho e com a correção postural dos funcionários. Em escolas, corrige e orienta a postura de crianças, jovens e adultos.

O mercado de trabalho

Tramita no Congresso um projeto para que o fisioterapeuta seja incluído nas equipes do Programa Saúde da Família. Se aprovado, ainda que em caráter não obrigatório em todas as equipes pelo país, deve aumentar o número de vagas para esse profissional, que, atualmente, tem seu principal empregador em clínicas especializadas e hospitais. Ele é admitido para cuidar de pacientes críticos em unidades de terapia intensiva e de doentes em enfermarias e ambulatórios. Para isso, precisa dominar conhecimentos e técnicas nas áreas respiratória, neurológica e músculo-esquelética. A atuação do fisioterapeuta também vem crescendo no campo da estética, no qual ele lida com tratamentos para celulite e recuperação de pacientes que se submeteram a cirurgia plástica. Outros nichos como a geriatria (cuidado com idosos) e a saúde do trabalho oferecem boas oportunidades para o fisioterapeuta. "Tenho visto a expansão da fisioterapia dermato-funcional crescer bastante nas grandes capitais, especialmente do Sul e Sudeste", afirma Gisele de Cássia Gomes, coordenadora do curso da UFMG. Nesse caso, o profissional utiliza técnicas manuais e outras, como eletroterapia, para tratamentos estéticos. A especialidade em acupuntura é reconhecida há 25 anos pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, e, nesse caso, o profissional trabalha em clínicas ou em atendimento particular. No entanto, em clínicas, ainda é mais comum a atuação em problemas ortopédicos. Sudeste e Sul concentram a maior parte dos profissionais.

Salário inicial: R$ 1.670,00 (30 horas semanais; fonte: Federação Nacional dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais).

O curso

As disciplinas das ciências biológicas e da saúde constituem a base do currículo. Assim, espere muita aula de biologia, anatomia, fisiologia, patologia e histologia, principalmente no primeiro dos quatro anos de curso. Você estuda saúde pública, recursos terapêuticos manuais, neurologia, ortopedia e traumatologia. A partir do segundo ano, aumenta a carga de aulas práticas, nas quais se aprendem técnicas de tratamento como a massoterapia (massagem), termoterapia (aplicação de calor ou frio) e hidroterapia (por meio da água). O estágio é obrigatório no último ano e, normalmente, feito em clínicas das próprias faculdades ou em hospitais conveniados. Para concluir o curso, também é obrigatória a elaboração de um trabalho sob orientação de um professor.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Atendimento domiciliar

Tratar pacientes que necessitam de cuidados mais intensivos, mas que não têm indicação para internação hospitalar.

Cardiologia e pneumologia

Cuidar de pacientes nas fases pré e pós-operatória. Prevenir e tratar doenças respiratórias e cardíacas, além de reabilitar doentes, prescrevendo e aplicando exercícios ligados aos aparelhos respiratório e circulatório.

Dermatologia

Aplicar massagens e aparelhos de raios infravermelhos, ultravioleta e laser para reduzir lesões e acelerar a cicatrização de queimaduras e cortes cirúrgicos.

Estética

Aplicar técnicas como massagens em pacientes pós-cirurgia plástica e pós-cirurgia de recuperação da mama.

Fisioterapia do trabalho

Prevenir e tratar doenças relacionadas com o trabalho, como as lesões causadas por esforço repetitivo (LER).

Fisioterapia esportiva

Prevenir e reabilitar lesões em atletas e em praticantes de atividades esportivas.

Grupos especiais

Estimular os músculos de quem sofre limitações de movimento, como idosos e portadores de deficiência física. Indústria de equipamentos. Pesquisar, desenvolver e testar equipamentos para uso em terapia.

Neurologia adulta

Auxiliar na reabilitação dos pacientes que tiveram derrame cerebral, paralisias e traumatismos de coluna e crânio.

Neurologia pediátrica

Auxiliar na reabilitação dos portadores de patologias e síndromes típicas de criança, como paralisia cerebral e síndrome de Down.

Ortopedia e traumatologia

Acelerar a recuperação de movimentos e reduzir dores de pacientes com fraturas, traumas ou luxações. Prevenir e reabilitar lesões da coluna vertebral e das articulações causadas por postura incorreta ou esforço repetitivo.

Programa de Saúde da Família

Prevenir e tratar doenças e reabilitar pacientes em unidades básicas de saúde e em domicílio.

Terapia Intensiva

Tratar pacientes críticos internados em UTIs, aplicando técnicas para reabilitação respiratória, neurológica e do aparelho músculo-esquelético.

Fonte

Revisão sobre TENS - Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea

A eletroterapia em suas diversas modalidades é largamente utilizada pelos fisioterapeutas no tratamento de vários distúrbios. Nos últimos anos houve grande evolução no conhecimento dos efeitos fisiológicos de correntes da aplicação dos agentes eletrofísicos nos tecidos. O desenvolvimento da estimulação nervosa elétrica transcutanea – TENS – está baseado diretamente no trabalho inovador de Melzack e Wall(1965) que constitui a teoria da comporta para explicar o controle e modulação da dor.

As pesquisas realizadas sobre as alterações patológicas constatadas em nervos em seguida a lesões levou a justificação cientifica para a aplicação de impulsos elétricos a nervos lesionados, com a finalidade de modificar suas respostas anormais. Estes achados , e a teoria do controle da ponte, formam a base de boa parte de nossa compreensão dos mecanismos da dor , e esclarecem o valor terapêutico da estimulação nervosa elétrica. Durante séculos, a estimulação elétrica vem sendo utilizada para o alivio da dor. A estimulação nervosa elétrica transcutanea é uma corrente de baixa freqüência , quando comparada a todo o espectro das freqüências da corrente elétrica disponíveis para usos terapêuticos.

Com a proposição de novas teorias neurológicas que explicam a dor e os mecanismos de analgesia, admitiu-se a TENS como sendo uma estimulação sensitiva transcutanea diferencial das fibras proprioceptivas do tato, a grande velocidade de condução.

Conceito

Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea é o método de estimulação dos nervosos periféricos através de eletrodos acoplados à pele com fins terapêuticos. É uma corrente analgésica, ela atua nos sistemas modulares da dor, aumentando sua tolerância à dor causando uma analgesia.

Segundo o Doutor Rinaldo Guirro , a estimulação elétrica nervosa transcutânea é um valioso recurso físico para o alívio somático da dor , seja ela proveniente de lesões agudas ou mesmo decorrentes de processos crônicos.


Fisiologia da Dor

A dor tem como objetivo principal o de proteção e surge quando existe uma lesão de tecido. O sistema nervoso é composto por dois sistemas funcionais: o sistema nervoso periférico e o sistema nervoso central . Antes do nascimento o feto é capaz de perceber e processar estímulos. Entre as 20 e as 24 S de gestação as sinapses nervosas estão completas para a percepção da dor. As terminações nervosas livres existentes na pele e noutros tecidos possuem os receptores da dor. É através do sistema nervoso periférico que o estímulo da dor é percebido e captado. Os nervos sensoriais e motores da coluna espinhal conectam os tecidos e órgãos ao sistema nervoso central, completando assim o sistema.


Receptores Nervosos Sensoriais

Recebem e transmitem a dor ao longo dos tecidos do corpo e agrupam- se em:

1 - receptores mecânicos: captam informações tácteis
2 - receptores térmicos: captam informações térmicas
3 - receptores químicos: detectam as químicas orgânicas como o olfato, paladar e alterações bioquímicas do sangue
4 - receptores electromagnéticos : detectam informação da luz e do som
5 - receptores da dor ou terminações nervosas livres: detectam lesões físicas e químicas nos tecidos

Fibras Sensoriais e Sistema Endócrino

O impulso gerado pelo estímulo é transmitido para a espinha dorsal através das fibras A-delta (que são mielinizadas e conduzem o impulso doloroso rapidamente) e as fibras C (não mielinizadas que conduzem o impulso lentamente).

Este sistema governa a transmissão química dos sinais da dor. Estas hormônios dividem-se em:

Neurotransmissores - transmitem impulsos através das sinapses. São eles a epinefrina,norepinefrina, dopamina e acetilcolina. Este processo ocorre por volta da 16ª e 21ª semana de gestação.

Neuromoduladores - a endomorfina (opiáceo natural produzido pelo corpo) possuindo cação idêntica à morfina. Pensa-se que esta hormônios impede a transmissão do impulso da dor, bloqueando a libertação dos neurotransmissores excitatórios.

Mielinização

A bainha da mielina encontra-se ao longo do axônio e os impulsos dolorosos são conduzidos de nodo a nodo pelo nervo mielinizado excitando um nodo após o outro. Este processo aumenta a velocidade de transmissão do estímulo doloroso. No RN há uma deficiência de mielina ao redor dos axônios, que faz com que a velocidade de transmissão da dor seja um pouco mais lenta que no adulto.

Sistema de Controle da Dor no Cérebro e na Medula Espinhal

A estimulação elétrica em regiões diversas do cérebro e medula pode reduzir ou mesmo bloquear os impulsos dolorosos transmitidos na medula. Foram descobertos dois sistemas de opiáceos no cérebro, compostos semelhantes à morfina, as encefalinas e as endorfinas. Estas atuam como transmissores excitadores que ativam porções do sistema analgésico do cérebro


O Equipamento

Consiste de uma fonte de voltagem grande de pulsos, eletrodos e cabos interconectantes.


Fios Elétricos

O potencial elétrico (ou corrente elétrica) gerado pela TENS é transmitido através dos fios elétricos , desde o aparelho de TENS até o eletrodo , que está aplicado à pele do paciente. É importante que estes fios ou cabos elétricos sejam suficientemente robustos para que possam suportar as atividades do dia-a-dia. Na maioria dos casos , o cabo elétrico é conectado numa tomada de saída comum. Em seguida, o cabo se bifurca , indo inserir-se nos dois eletrodos.


Eletrodos : Sua Característica

O tipo mais comum de eletrodo , fornecido como equipamento padrão juntamente com a maioria dos aparelhos de TENS , é negro, de borracha de silicone impregnada com carbono.

Para a estimulação do tecido excitável com um único pulso de corrente, três critérios devem ser preenchidos : o estímulo precisa ter uma ascensão abrupta,o pulso precisa ter largura adequada, e a intensidade precisa ser limiar ou supra limiar.

No tecido nervoso , sabe-se que quanto maior o diâmetro da fibra mais baixo seu limiar de resposta e mais breve sua cromaria. As diferenças nas características de estímulos-resposta entre as populações de fibras maiores e fibras pequenas tornam possível a geração de impulsos de certas formas , estes impulsos podem estimular preferencialmente as grandes fibras A aferentes, que aluarão bloqueando a descarga dos impulsos da dor pelas fibras A-deltas e C.


Posicionamento dos Eletrodos

O local selecionado deve permitir que a estimulação seja facilitada ao sistema nervoso periférico e ao sistema nervoso central;

A área selecionada deve estar anatômica ou fisiologicamente relacionada à fonte da dor ;

A pele deve estar limpa a fim de diminuir a resistência da pele;

Os eletrodos devem estar bem fixados ao tecido em tratamento.


Fonte de Energia

O tens é uma corrente despolarizada.

Os geradores da TENS podem receber sua fonte de energia primária de uma fonte convencional de correntes alternadas de 60 Hz. Sendo então modifica pelo gerador para a produção de uma das formas típicas de ondas do TENS.

Forma de Onda

A forma mais comumente produzida é uma onda quadrada balanceada, assimétrica, bifásica com um componente de CD de rede igual a zero. A área sob a onda positiva é igual à área sob a onda negativa . Não são produzidos efeitos finais polares, o que evita a formação , a longo prazo, de concentrações iônicas positivas-negativas por baixo de cada eletrodo, ou no interior dos tecidos. Conseqüentemente,não há reações cutâneas adversas em decorrência de concentrações polares.

Freqüência ou Velocidade de Pulso

A freqüência de pulso é variável em todos os aparelhos, e a faixa de variação dos parâmetros também varia, na média de 1 a 150 pulsos por segundo, ou hertz (Hz). Uma baixa freqüência, digamos 10 pulsos por segundo , é descrita pelo paciente como uma sensação de "coceira" lenta, enquanto que uma freqüência elevada é expressada como uma sensação contínua de vibração.


Efeitos Neurofisiológicos da TENS

Os estímulos provenientes do sistema aferente sensitivo , atingem a via trato espino talâmico , principalmente núcleos periaquedutais que sob controle cortiçal e do sistema límbico liberam então endomorfinas as quais produzem alívio da dor.

A função básica da TENS é a ANALGESIA.

A teoria das comportas é uma outra forma de explicar a neurofisiologia de TENS. Os impulsos da TENS são transmitidos através de fibras de grosso calibre , do tipo A, que são de rápida velocidade, já os estímulos da dor são transmitidos através da fibras de calibre menor, do tipo C, que são lentas.

Desta forma os estímulos da TENS chegam primeiro ao corno posterior da medula, e despolarizam a substância gelatinosa de Holando, impedindo que os estímulos da dor passem para o tálamo. Sendo assim, as comportas ou portões da dor são fechados, daí o nome: Teoria das Comportas ou Porta da dor.


Ajuste das Modulações

Existem 6 modalidades diferentes:

Convencional dor aguda

A estimulação convencional, de alta freqüência, pode ser definida como cadeia contínia, ininterrupta, de impulsos de alta freqüência grados com curta duração e baixa amplitude.

- Freqüência: 50 a 100 Hz (alta)
- Duração: 40 a 75 microssegundos
- Amplitude: subjetiva, devendo ser propiciada de modo a assegurar que a estimulação permaneça apenas dentro dos limites as estimulação sensitiva, resultando uma sensação forte, mas confortável.

No modo convencional a TENS recruta, preferencialmente, grandes fibras A-beta, estabelecendo um sintoma de controle da dor por pequenas fibras. Através do interneurônio no corno dorsal da medula, ao nível da "comporta" na substancia gelatinosa.


Convencional dor crônica

- Freqüência de pulso: baixa (100 a 130 Hz)
- Duração do pulso: 100 à 300 microssegundos (largo)
- Intensidade: desconfortável alta
- Início do alívio: 20 minutos
- Duração do alívio: 20 min à 02 horas.

Breve Intenso

É muito similar ao modo convencional, em que o estímulo é formado por uma cadeia ininterrupta de impulsos em freqüência muito elevadas, larguras moderadas e intensidade moderada.

- freqüência: Alta (abaixo de 100 Hz).
- Duração: 200 microssegundos (Largo).
- Amplitude: Forte, ao nível de tolerância.
- Início do alívio: 10 a 15 minutos.
- Duração do alívio: Pequeno, apenas durante a estimulação.


Acupuntura

A estimulação de baixa freqüência tem propiciado alívio à dor. O mecanismo de ação que produz analgesia com estimulação de baixa freqüência tem sido descrito como sendo mediado por opiáceos.

A liberação dos peptídeos opóides que poderia resultar em analgesia deve ser parcial ou completamente revertida pelo naloxone.

- Freqüência: 1 à 4 Hz
- Duração: 200 microssegundos
- Amplitude: Contrações musculares de baixa freqüência, visíveis.


Burst ou Trem de Pulso

- Freqüência: Trens de larga freqüência 970 a 100 Hz, modulados a uma freqüência de 2 Hz.
- Duração: 100 a 200 microssegundos
- Amplitude: Contrações rítmicas, toleráveis
- Início do alívio: 10 a 30 minutos
- Duração do alívio: 20 min à 06 horas

Obs.: Também faz analgesia na fase crônica.

Modulado

- Freqüência de Pulso: 50 à 100 Hz
- Duração do Pulso: 40 à 75 microssegundos.
Pode modular cada pulso do trem de pulso. Intensidade: Variável de acordo com a forma de modulação.
- Início do alívio: Depende da forma de modulação.
- Duração do alívio; Depende da forma de modulação.


Indicações

- Artrose
- Fibromialgia
- Analgesia da dor


Contra - Indicações

TENS é uma modalidade extremamente segura/em geral as contra - indicacoes baseiam-se no bom senso comum, e são citadas pelos fabricantes como forma de evitar possíveis litígios. As contra - indicacoes mais comumente citadas são :

Não use em pessoas que :

- Usam marcapassos;
- Sofrem cardiopatia ou disritmias;
- Apresentam dor não diagnosticada;
- Com epilepsia;
- Nos tres primeiros meses de gestacao;
- Não usar na boca, no seio carotídeo, pele anestesiada, proximidades do olho.


Conclusão

A eficiência no uso da TENS está diretamente relacionada à forma do estímulo, sua intensidade, freqüência e a colocação dos eletrodos. Esses cuidados possibilitam uma resposta neuromuscular eficiente, graças à variação ao tempo de ação e resposta. Pode ser empregada isoladamente, principalmente nos casos em que o paciente relata dor, ou associada a atividades respiratórias e fonatórias. Esses procedimentos ficam a cargo de cada terapeuta e das possibilidades em realizar as atividades propostas por cada paciente. Finalizando, cabe ressaltar que a TENS, por si só, não "cura" a disfonia. Ela cria, sim, melhores condições para o desenvolvimento da terapia e para a aplicação das técnicas convencionais

Sabe-se que nervos e músculos são extremamente sensíveis à estimulação elétrica, com a vantagem de provocar reações controladas com tempo e intensidade constantes.

A TENS age sobre as fibras nervosas aferentes como um estímulo diferencial que "concorre" com a transmissão do impulso doloroso. Ativa as células da substância gelatinosa, promovendo uma modulação inibitória segmentar, e, a nível de SNC, estimula a liberação de endorfinas, endomorfinas e encefalinas. Através da ativação do Sistema Analgésico Central (SACI), resulta numa diminuição ou bloqueio da percepção central à dor.


Bibliografia

Eletroterapia de Clayton - 10º edição Sheila Kitchen e Sarah Bazin Editora Manole Ltda - 1999

Fisioterapia em cães

Quando um cão era submetido a uma cirurgia ortopédica até há poucos anos o conselho do veterinário após este ir para casa era de efectuar pouco exercício e mantê-lo calmo. Hoje em dia é comum os donos levarem indicações de certos exercícios que devem efectuar para mais rapidamente o cão regressar à sua forma física.

A fisioterapia começou a ser aplicada na clínica de grandes animais, mais concretamente em cavalos no início do anos 70, e era uma mera adaptação de técnicas e conhecimentos adquiridos em Medicina Humana.

Porém, nos últimos anos sofreu um desenvolvimento rápido permitindo aparecimento de técnicas específicas para pequenos animais, com resultados, em alguns casos, superiores aos obtidos em seres humanos.

A grande aceitação por parte de Veterinários e Proprietários de Animais é potenciada pelo facto de usar técnicas não invasivas no combate a dor, na recuperação funcional da região comprometida, na profilaxia de futuras lesões articulares, e na melhoria da qualidade de vida do animal. Tornou-se assim uma técnica auxiliar da Ortopedia. O tipo, o número, as e a duração de cada sessão sempre irão depender da patologia do animal e da resposta do animal à terapia.

Um exemplo: A Hidroterapia

A hidroterapia como o seu nome indica é um tipo de fisioterapia, que utiliza exercícios na água para recuperar ou melhorar a performance de grupos musculares. É uma terapia bastante antiga, que nas últimas décadas sofreu um impulso maior devido a sua utilização sistemática, basicamente na recuperação de deficientes físicos. É crescente, também , o número de profissionais que indicam este tipo de terapia, embora ainda esteja a dar os seus primeiros passos em Portugal devido aos elevados investimentos em formação de pessoal e instalações específicas que requer.

É preconizada em quase todos os problemas em que se procura um condicionamento ou recuperação da musculatura sem o trauma resultante do impacto causado pela corrida na estrutura esquelética. Incluem-se as artroses, patologias da coluna, tratamentos pós-cirúrgicos em ortopedia, e, principalmente, displasia coxo-femural. Na maior parte desses problemas, a hidroterapia é utilizada conjuntamente com outras terapias, inclusive a medicamentosa, mas como fisioterapia é considerada a melhor opção.

Em número de casos, a displasia coxo-femural é a patologia mais beneficiada pela hidroterapia. O aumento da musculatura da coxa, associado ao efeito anti-inflamatório causado pela vaso-dilatação devido à temperatura quente da água, melhoram a sintomatologia através do fortalecimento da articulação com diminuição sensível da dor O resultado do tratamento depende da idade e do grau de displasia. Animais jovens, com poucas lesões articulares e não obesos, obterão resultados mais rápidos e evidentes.

A agua é aquecida para permitir o uso nos períodos frios e não comprometer o exercício muscular: Pode ser utilizada desde uma piscina normal até os chamados moinhos de água e esteiras adequadas para cães. Alguns cães com receio da água terão que passar por uma adaptação à mesma de forma a efectuarem os exercícios satisfatoriamente e sem stress.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Osteopatia


No mundo inteiro o público quer maior qualidade no atendimento, mesmo na área da saúde. Isso explica o sucesso dos métodos de tratamento manuais, como a Osteopatia que priorizam uma relação bastante estreita entre paciente e fisioterapeuta, mais pessoal, com o contato privilegiado das mãos e do corpo. A osteopatia é um método de tratamento manual e natural criado nos Estados Unidos no fim do século XIX por Andrew Taylor Still. Médico famoso, ele achava que o bom equilíbrio das estruturas (o osteon grego do aparelho do aparelho locomotor) era crucial para evitar o aparecimento de disfunções e de doenças (pathos). Ou seja, o corpo tem possibilidades de se reequilibrar, de autocurar-se. Cabe ao osteopata a tarefa de normalizar as estruturas e "deixar trabalhar a Natureza".

Praticamente, como se desenrola uma sessão de Osteopatia?

A primeira sessão de Osteopatia comporta um exame completo: anamnese, palpação, inspecção, territórios cutâneos nervosos, etc. Depois, o exame osteopático vai evidenciar todas as alterações mecânicas do aparelho locomotor, essencialmente na pelve e na coluna vertebral. Após essa avaliação cuidadosa, precisa, completa e global, o osteopata tenta estabelecer as cadeias lesionais do paciente. Por exemplo, da esquecida entorse do tornozelo até a dor do pescoço pode intercalar-se uma série de desequilíbrios e lesões ostepáticas sedimentadas pelo tempo. Tratar essas lesões e esses desequilíbrios será, no caso, a chave do tratamento do pescoço. Uma sessão dura 50 minutos, com a presença constante do osteopata, tempo necessário para utilizar todos os recursos terapêuticos, obter um efeito nos tecidos moles periarticulares, sedar a dor e adaptar-se ao paciente, pois cada caso é um caso.

Quais são os meios terapêuticos utilizados?

O osteopata utiliza uma técnica específica para cada tecido (osso, ligamento, músculo, víscera) a partir das constatações feitas no exame preliminar. Existem duas grandes famílias de técnicas manuais: Estruturais: Que, por exemplo, corrigem uma disfunção vertebral com uma técnica de thrust de pequena amplitude e de alta velocidade; efetuam decoaptações articulares axiais leves chamadas pompage,; ou que alongam um músculo espasmado com uma técnica de stretching rítmico, entre outros. Funcionais: que por exemplo tratam uma compressão nervosa ou vascular com a técnica dos pontos- gatilhos de Jones. Além delas, pode-se destacar as técnicas estruturais de articulação baseadas na construção de alavancas adaptadas e as neuromusculares de Stanley Lief, muito úteis para harmonizar as tensões fasciais.

Quais são os campos de atuação da Osteopatia?

O aparelho locomotor, em particular a coluna vertebral: 70% das consultas; as vísceras: 15% das consultas; o crânio: 15% das consultas.

Indicações da Osteopatia:

As algias vertebrais são o motivo mais freqüente de consulta, tais como torcicolos, cervicalgias, dorsalgias, lombalgias agudas e crônicas, desequilíbrio da pelve, síndrome do piriforme (falsa ciática), hérnias discais. Também é indicada nas dores do membro superior, tais como nevralgias cervicobraquiais, periartrites escapuloumerais, parestesias, cotovelo de tenista, lesões por esforços repetitivos, síndrome de compressão do desfiladeiro escapulotorácico, e em algumas dores do membro inferior, como ciáticas, cruralgias, tendinites, entorses, etc. Vale considerar que as indicações não se restringem à lista, já que a Osteopatia é, em si, uma maneira de lidar com a patologia, especialmente com ênfase no aspecto preventivo.
Entre as contra- indicações estão os reumatismos inflamatórios, câncer ósseo, fraturas, certas vertigens por insuficiência vértebro- basilar, e, em caso de osteoporose avançada, somente técnicas mais específicas podem ser indicadas.

A Osteopatia e o Esporte

Inúmeros atletas de alto nível se beneficiam com o tratamento de Osteopatia para manterem-se na melhor forma possível (tenistas, jogadores de futebol, de basquete, maratonistas, etc). Lesões osteopáticas prejudicam a perfeição dos gestos técnicos, diminuem a performance e podem criar lesões mais graves a longo prazo. Tratar as cadeias musculares e normalizar as funções finas articulares permite restaurar a harmonia e a eficácia dos gestos esportivos. Certos esportes como tênis, futebol ou as artes marciais provocam freqüentemente distensões musculares e bloqueios vertebrais, que podem ser tratados pela Osteopatia, o que ocorre também com as bailarinas, muito expostas a problemas mecânicos. Nas competições internacionais, é comum as equipes contratarem um osteopata para cuidar dos atletas.

Dor e osteopatia:

Na relação entre dor e Osteopatia, a zona dolorida muito raramente é o nível do problema mecânico, visto que está relacionada com a hipermobilidade reacional a uma fixação articular localizada acima ou abaixo da região que apresenta o sintoma. Toda restrição de mobilidade produz uma hipermobilidade compensadora, que poderá produzir nas regiões superiores ou inferiores inflamações das articulações, dos tecidos à sua volta (músculos, ligamentos, discos, etc). Tendo em vista a ampla gama de recursos terapêuticos disponíveis na Osteopatia, é de se esperar que esta introdução ao assunto possa gerar, nos médicos e fisioterapeutas, sobretudo naqueles que não conhecem a fundo o vasto campo das técnicas manuais, um foco de interesse no sentido de levar aos pacientes novas formas de tratamento, mais simples, mais eficazes e muito mais capazes de tornar ainda mais fascinante o seu cotidiano profissional.

Fonte

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Síndrome de Aicardi

http://fotos.sapo.pt/WO83h020jbTzYTrH96oz/340x255

A Síndrome de Aicardi é uma doença genética rara e congénita caracterizada pela ausência parcial ou total da estrutura de ligação entre os dois hemisférios do cérebro (corpus callosum). Uma vez que a anomalia se encontra no cromossoma X, esta só é transmitida a indivíduos do sexo feminino, pois possuem dois cromossomas X, ou então a indivíduos do sexo masculino que sofram da síndrome de Klinefelter (indivíduos do sexo masculino que possuem dois cromossomas X e um Y).
 
Geralmente, esta síndrome surge entre os três e os cinco meses de vida. Os sintomas incluem espasmos infantis (convulsões infantis), retardamento metal e lesões específicas na retina (lesões nas lacunas coriorretinianas), mas o diagnóstico só é estabelecido quando estes sintomas ocorrem em combinação com alterações neurológicas e electrofisiológicas estabelecidas. Assim os oftalmologistas têm um papel muito importante no diagnóstico desta doença.

Destes sintomas enumerados anteriormente, os espasmos infantis são normalmente a primeira manifestação da síndrome de Aicardi, apresentando-se clinicamente por contracções musculares rápidas, com hiperextensão da cabeça, flexão ou extensão do tronco e braços, episódios que acontecem múltiplas vezes ao longo do dia e com início no primeiro ano de vida. As associações sistémicas mais comuns na síndrome de Aicardi são malformações vertebrais e da coluna (vértebras fundidas, escoliose, espinha bífida) e de costela (costela ausente, adicional ou bifurcada).

A sobrevivência até a adolescência é rara, sendo que a morte do indivíduo é normalmente resultante de infecções pulmonares.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Origem e o desenvolvimento da cinesiologia


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Segundo Lehmkuhl e Smith (1987) a cinesiologia surgiu e desenvolveu-se a partir da fascinação dos seres humanos pelo comportamento motor animal. Questões levantadas pelos estudiosos tais como a maneira pela qual o homem anda, ou ainda como nada um peixe, como um pássaro voa ou até quais são os limites da força muscular, levaram o homem a criar e desenvolver a ciência do movimento humano, desde já chamada de cinesiologia. Esta relação homem-mundo animal observada nas origens da cinesiologia demonstra sua íntima relação com outra disciplina que faz referências ao homem e seu comportamento no meio animal: a antropologia. Aristóteles (384-322, a.C), que é considerado o "pai da cinesiologia", realizou seus estudos baseado em observações práticas dos animais em seu ambiente natural. Destas observações foram retirados conceitos que descreviam a ação dos músculos, sendo que nesta descrição os músculos estavam submetidos a uma análise geométrica (RASCH & BURKE, 1977). Posteriormente surgiu Arquimedes (287-212 a.C) e os seus princípios hidrostáticos que explicam a maneira pelo qual os corpos flutuam; tais princípios são ainda hoje a fundamentação teórica na qual se baseiam os estudiosos da cinesiologia da natação, e entre as suas considerações observam-se descrições a respeito das leis das alavancas e do centro de gravidade. Galeno (131-202 d.C), apesar de pouco conhecido, foi quem deu o "ponta-pé" inicial para o entendimento dos movimentos humanos como resultado da contração dos músculos, o que pode-se considerar como uma descoberta magnífica para a evolução da cinesiologia. Infelizmente depois de seus estudos ocorreu um período de estabilização no processo de desenvolvimento da cinesiologia, período este que durou mais de 1000 anos e que se encerrou somente quando Leonardo da Vinci (1452-1519) realizou novos estudos a respeito do corpo humano. Sobre estes estudos RASCH & BURKE (1977) nos fala que:

(...) "Da Vinci era particularmente interessado na estrutura do corpo humano em relação com o movimento e na relação existente entre o centro de gravidade, o equilíbrio e o centro de resistência. Descreveu a mecânica do corpo na atitude ereta, a marcha na descida e na subida, no erguer-se de uma posição sentada, e no salto" (...) (p.2).

Por este pequeno trecho de palavras podemos observar a importância que Da Vinci trouxe para a evolução da cinesiologia, uma vez que foi ele o primeiro a registrar dados científicos na marcha humana assim como também demonstrou o comportamento dos músculos durante o movimento, observando a ação e interação progressiva de vários músculos para que um movimento fosse realizado. Posteriormente a Da Vinci surge Galileu Galilei (1564-1463) com suas idéias "revolucionárias" cujos princípios consistiam na observação do movimento humano sob uma base de conceitos matemáticos preestabelecidos, onde descrevia, por exemplo, as correlações aceleração-peso do corpo e espaço-tempo-velocidade como elementos importantes no estudo do movimento humano; foi a partir de seu trabalho que a cinesiologia foi impulsionada para ser reconhecida como uma ciência propriamente dita. Após Galileu outros estudiosos também se destacaram no estudo do movimento humano, tais como Alfonso Borelli (1608-1679), Giorgio Baglivi (1668-1706), Niels Stensen (1648-1686) e Nicolas Andry (1658-1742), mas foi com Isaac Newton (1642-1727) que, indiretamente, a cinesiologia recebeu uma grande contribuição para avançar e chegar no estágio em que se encontra atualmente. Com a publicação das três leis de repouso e movimento ( lei da inércia, lei do movimento e lei da interação ) pôde-se estudar o movimento observando suas alterações perante uma força que o influenciava. Esta interferência de grandezas físicas sobre o movimento humano demonstra mais uma relação da cinesiologia com outra disciplina, sendo que agora a relação observada é entre a cinesiologia e a mecânica.

Ainda no século XVIII John Hunter (1728-1793) reuniu todas as observações sobre a estrutura e a potência dos músculos, porém uma coisa que ainda intrigava os estudiosos era quanto ao estímulo da contração muscular, o que foi desvendado por Guillaume Benjamin Amand Duchenne (1806-1875) em sua obra physiologie des mouvements, onde descrevia a resposta muscular como produto de uma estimulação elétrica; foi neste período que a cinesiologia começou a ter uma relação mais próxima com a fisiologia, uma vez que foi com o estudo da eletricidade animal que o mundo fisiológico passou a apresentar maior interesse pelo movimento humano e os músculos que o geravam. Esta correlação cinesiologia-fisiologia dura até os dias atuais e contribui amplamente para o desenvolvimento de ambas as disciplinas.

Os primeiros anos do século XX contribuíram ainda mais para estreitar a relação entre a cinesiologia e a fisiologia. Wilhelm Roux (1850-1924) desenvolveu estudos afirmando que a hipertrofia muscular evolui em um grau maior quanto mais o músculo for forçado a trabalhar, enquanto que John Hughlings Jackson (1834-1911) estabeleceu a relação do movimento muscular com o cérebro, e mais especificamente com o córtex motor. Esta relação sistema muscular-sistema nervoso serviu como base para que Henry Pickering Bowditch (1814-1911) demonstrasse o princípio da contração do "tudo ou nada", o qual foi de fundamental importância para a compreensão dos eventos cinéticos do corpo humano (RASCH & BURKE, 1977).

Mais recentemente a cinesiologia passou a apresentar ume relação com outra disciplina que estuda o ser humano: a psicologia. Nesta relação o interesse de ambas é quanto ao estudo das reciprocidades do movimento humano considerando fatores como a motivação, a comunicação cultural, a personalidade, a socialização, a criatividade, a expressão estética etc. Com este estudo busca-se dotar o movimento humano de um significado próprio que o represente perante uma sociedade ou cultura, e que ligue o homem ao mundo que o rodeia (ambiente).

O leitor mais atento pode estar se perguntando sobre a relação cinesiologia-anatomia que não apareceu no presente texto. Na verdade tal relação apareceu, porém, de forma implícita, uma vez que quando citamos elementos como os músculos, fibras nervosas, cérebro, córtex motor etc., e os relacionamos com o movimento humano propriamente dito, estamos fazendo uma relação entre alguns componentes do organismo humano e os movimentos por eles proporcionados, o que nada mais é do que esta relação cinesiologia-anatomia existente. Através destas relações da cinesiologia com outras disciplinas é que nós buscamos mostrar a sua evolução desde a sua origem até os estudos mais recentes, buscando sempre destacar alguns autores que construíram esta história ao longo do tempo e que contribuíram com uma parcela significativa para o desenvolvimento desta ciência do movimento humano.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Promoção do livro "EletroFisioterapia" no Faça Fisioterapia

http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/21667481.jpg


O Faça Fisioterapia está fazendo uma promoção e você pode ganhar o livro "Eletrofisioterapia" sem ter que fazer quase nada. Esse livro, novinho em folha, pode ser seu. Basta você dar um dar follow e divulgar a mensagem da promoção COM O LINK do sorteio. Participe!

"Siga o @fisioterapiaa e participe da PROMOÇÂO para ganhar um LIVRO e 2 Cds. Veja como participar -> http://kingo.to/o3K"

O sorteio deste livro ocorrerá quando o twitter @fisioterapiaa alcançar 2500 seguidores no twitter. Todas as pessoas que seguirem o perfil no momento do sorteio e retuitarem o link da mensagem estarão concorrendo! Então, quanto mais você divulgar, mais rápido chegaremos aos 2500 seguidores! O sorteio se dará pelo site sorteie.me.

UPDATE: Conseguimos com os Cds e Dvds Universitários 2 cds de Fisioterapia Geral para serem sorteados jutnos com o livro. Então serão 3 contemplados (as). O(A) primeiro(a) contemplado(a) ganha o livro e os outros (as) dois(duas) ganham um CD cada.

O livro e os cds serão enviado diretamente da loja para o endereço que o ganhador ou ganhadora indicar. O resultado será divulgado pelo twitter do @fisioterapiaa e aqui pelo blog. O ganhador terá 48 horas para entrar em contato, seja por DM ou pelo email facafisioterapia@gmail.com. Caso não haja esse contato, haverá um novo sorteio.

A promoção é válida para endereços fornecidos dentro do território nacional.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre o sorteio, mande um e-mail para facafisioterapia@gmail.com que eu terei prazer em esclarecer.

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