quarta-feira, 30 de março de 2011

Flexibilidade nos idosos

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O envelhecimento, processo natural da vida, não é simplesmente o "passar do tempo", mas sim as manifestações apresentadas dos processos biológicos que ocorrem ao longo da vida.

Quanto mais velha a pessoa, menor sua flexibilidade, sendo a flexibilidade natural maior que a observada posteriormente. Os tendões e as fáscias musculares são particularmente susceptíveis de espessarem-se (aumentar de espessura) devido à idade e a falta de exercício (Dantas, 1999).

Pode-se ressaltar que o momento da vida em que o ser humano é potencialmente mais flexível é justamente na hora de seu nascimento, quando até mesmo as articulações da calota craniana mobilizam-se para permitir a passagem pelo canal vaginal.

Progressivamente com o passar do tempo, esta possibilidade de adquirir flexibilidade irá diminuindo, na razão inversa do treinamento específico realizado. Assim quanto mais cedo se iniciar o treinamento da flexibilidade, maiores serão as possibilidades de se atingir grandes arcos de mobilidade articular. Por exemplo, uma pessoa que inicie seu treinamento de flexibilidade aos 40 anos atingirá níveis de proficiência nesta qualidade física bastante inferiores aos que poderia obter se começasse o treino aos 20 anos.

A flexibilidade está intimamente relacionada com a mobilidade articular e a elasticidade muscular, e, portanto, com a autonomia do idoso e sua qualidade de vida, pois a sua estimulação é fundamental para a saúde do ser humano de uma forma geral, principalmente sobre o aspecto da motricidade humana.

Conforme Hollman & Hettinger em Dantas, 1999, flexibilidade é a "qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o risco de provocar lesão".

Para Achour Junior 1999, o objetivo não é atingir os componentes plásticos para aumentar a flexibilidade, mas sim os elementos elásticos, o que demonstra plena coerência com os apontamentos de Dantas 1999, que diz que a perda desta qualidade física durante o processo de envelhecimento, deve-se mais à diminuição da elasticidade muscular do que à mobilidade articular.

O tecido conjuntivo torna-se mais rígido e as articulações menos móveis. Há a formação de ligações cruzadas entre fibrilas de colágeno adjacente, reduzindo a elasticidade e favorecendo a lesão mecânica do tecido afetado. Os vasos sangüíneos tornam-se, progressivamente afetados pela aterosclerose e arteriosclerose, diminuindo desta maneira, o suprimento de oxigênio a todos os órgãos do corpo. A massa óssea diminui aproximadamente em 10% do pico de massa óssea até os 65 anos, e cerca de 20% em torno dos 80 anos (Robergs & Roberts,2002, Achour Júnior, 1999, Nieman, 1999), descrições corroboradas por Dantas et al. 2002.

Com o processo de envelhecimento, a redução da flexibilidade vai aumentando progressivamente, e isto é inevitável. Ao alcance de todos está o treinamento físico, com o objetivo de atenuar esta perda de forma acentuada, pois os indivíduos que realizaram atividades físicas adequadas quando jovens ou ainda praticam exercícios com regularidade, conseguem retardar este acontecimento (ACSM, 2003).

Pesquisas realizadas por Baptista (2004); Alves et al. (2004a); Pernambuco (2004) e Vale (2004), corroboram a importância do treinamento de flexibilidade e das práticas alternativas, como o yoga e shiatsu, na promoção da flexibilidade e autonomia funcional em mulheres senescentes.

Prevenir a redução da autonomia funcional é um dos objetivos comum dos profissionais que atuam nesta área, pois tornar o idoso mais independente nas suas tarefas diárias é a meta de fundamental relevância para a sociedade, que pode ter como influência, o treinamento da flexibilidade.

Frontera (2002), caracteriza a importância e os benefícios do treinamento de flexibilidade em idosos. Sendo assim, concluímos que o sedentarismo é um fator nefasto na vida humana. Já, os indivíduos praticantes, assiduamente, do exercício físico e da caminhada, apresentaram índices também acima da média de referência, adquirindo então, benefícios promotores da flexibilidade, que refletiram em sua motricidade, fatos que também podem ser verificados nos estudos de Bendall et al. (1989).

Referências:

1. Achour Júnior, A – Bases para exercícios de alongamento relacionado com a saúde e o desempenho atlético. 2ª edição. Londrina: Phorte editora, 1999.

2. Alves, A e col. – A Ginástica Adaptada na Terceira Idade. In: 19º CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA-FIEP, Foz do Iguaçu, 2004a. Fiep Boulletin. V. 74. p. 156.

3. Baptista, MR – A Prática do Yoga sobre a Autonomia Funcional e Qualidade de Vida em Mulheres Senescentes. 2004,325. Dissertação (Mestrado em Ciência da Motricidade Humana) – Universidade castelo Branco – UCB – Rio de Janeiro

3. Dantas, EHM – Flexibilidade: alongamento e flexionamento. 4ª edição. Rio de Janeiro: Shape, 1999

4. Frontera, WR; Bigard, X – The benefits of strength training in the elderly. Science and Sports, v. 17, i 3, p. 109-116, May, 2002.

5. Nieman, DC – Exercício e saúde. 1ª edição. São Paulo: Manole, 1999

6. Pernambuco, CS – Comparação de um Programa de Shiatsuterapia e de um Programa de Flexionamento Dinâmico na Flexibilidade, Autonomia e Qualidade de Vida do idoso. 2004, 177f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Motricidade Humana) Universidade castelo Branco – UCB – Rio de Janeiro.

7.Robergs, RA & Roberts, SO – Princípios fundamentais de fisiologia do exercício para a aptidão, desempenho e saúde. 1ª edição. São Paulo: Phorte editora, 2002.

8. Vale, RGS – Efeitos do Treinamento de Força e de Flexibilidade sobre a Autonomia e Qualidade de Vida de Mulheres Senescentes. Dissertação (Mestrado em Ciência da Motricidade Humana) – Universidade Castelo Branco – UCB – Rio de Janeiro.

9. Silva, CAF e col. -A comparação da flexibilidade entre mulheres senescentes sedentárias e praticantes de diversas atividades físicas. [on line]

AUTORA: Sandra Chiavegato Perossi

terça-feira, 29 de março de 2011

Fisiolinks 53


Morreu nesta terça-feira, aos 79 anos, o empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar (PRB), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Alencar lutava contra o câncer desde 1997.

O ex-vice foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

Um grande homem e um grande exemplo de superação. Superação essa que temos que ter com os nossos pacientes.

Vamos ao Fisiolinks?

Alongamento e seus tipos

Fisioterapia e Diabetes

Sindrome da Pedrada

Primeiros Socorros de Fratura de mão

Ergonomia para informática

Sindrome do Túnel do Carpo

Informações sobre o Piso Salarial da Fisioterapia

Lesão Medular Traumática

Esclerose Múltipla

Postura correta na academia

10 dicas para evitar lesões no trabalho

Acupuntura no tratamento de fibromialgia

Asma severa causa danos em pulmões

Laser na Fisioterapia

PseudoArtrose de escafóide


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Órteses na Paralisia Cerebral

As órteses são usadas principalmente com o objetivo de posicionarem melhor um segmento corporal e, desta forma, permitirem uma função melhor.

Na presença de movimentos involuntários, não são recomendadas, porque os movimentos constantes produzem atrito entre a pele e a órtese, causando desconforto e podendo terminar em ferimentos.

Como regra geral, deve-se estabilizar o menor número de articulações possível. Quanto maior o número de articulações imobilizadas, maior a perda da performance e, além disso, alguns tipos de órteses podem enfraquecer os músculos, aumentando a dificuldade de movimento.

As principais indicações para o uso de órteses na PC são:

(a) estabilizar articulações no período pós-operatório permitindo a marcha precoce;

(b) manter os ganhos de amplitude de movimento articular obtidos após trocas sucessivas de gesso, manipulações ou bloqueios mioneurais;

(c) estabilizar ou melhorar o posicionamento de segmentos corporais com deformidades dinâmicas (não estruturadas) ou pequeno grau de estruturação objetivando melhorar a função.

As órteses somente devem ser prescritas quando o objetivo é melhora da função. Se mal indicadas ou mal confeccionadas, podem trazer prejuízos à criança. Uma vez iniciado o uso, devem ser constantemente revisadas, não somente pela necessidade de modificações à medida que a criança cresce, mas também para reavaliação dos benefícios reais em termos funcionais.

Em algumas situações, para se evitar gastos desnecessários, os efeitos da imobilização de uma articulação podem ser testados com uma tala de gesso antes de ser solicitada a confecção da órtese.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Síndrome de Pusher


Alterações posturais, de verticalidade, de controle de tronco e de balance, frequentemente ocorrem em pacientes portadores de seqüela de Acidente Vascular Encefálico (AVC). Tais déficits podem ser causados por diversas alterações na integração sensoriomotora. (CECATTO, 2008)

A compreensão dos mecanismos de controle postural vertical reverte-se de grande relevância, tanto em situações fisiológicas como diante de síndromes neurológicas específicas. A percepção da posição vertical tem como única referência absoluta a aceleração da gravidade. Sua concepção dependeria do reconhecimento da posição do corpo em relação a objetos através da visão, de aferências graviceptivas e proprioceptivas. Pessoas normais possuem a habilidade de posicionar visualmente uma linha vertical quase sem angulações em relação à Terra. Apresentam ainda a capacidade de orientarem seus corpos com a vertical corretamente sem a utilização da visão. Estes componentes são indispensáveis para o controle postural estático e dinâmico. (PONTELLI, 2005)

A postura estática humana é mantida através de um programa postural central assistido por várias modalidades sensoriais, principalmente de origem vestibular, visual, muscular, cutânea e interoceptiva. Juntos, estes sistemas interagem para a estabilização e representação postural do corpo. (PONTELLI, 2005)

Diversas alterações de equilíbrio e de verticalização corporal podem ser atribuídas à paresia decorrente de lesões encefálicas. Nestes casos, o paciente utiliza o membro não-parético para correção da postura. Outras alterações de equilíbrio estão presentes na síndrome de Wallemberg, na astasia talâmica e na síndrome de Pusher. (PONTELLI, 2005)

A síndrome de Pusher tem sido considerada uma das mais intrigantes alterações de controle postural encontradas em pacientes com lesão encefálica. Pacientes com esta síndrome, ao invés de se puxarem na tentativa de sustentarem seus corpos, empurram-se em direção ao lado parético utilizando o membro não-afetado. Quando estáticos, tanto sentados como em posição ortostática, apresentam uma inclinação contra lateral à lesão encefálica. Diante da tentativa de correção passiva, esses pacientes utilizam o lado não-afetado para resistir à correção, recatando insegurança e medo de cair. (PONTELLI, 2005)

Na fase aguda, após uma lesão cerebrovascular, muitos pacientes apresentam transitoriamente sintomas típicos dessa síndrome; no entanto em pouco tempo, desenvolve-se na maioria deles o quadro mais clássico de uma hemiplegia e, em algumas semanas, atingem certa medida de independência. (DAVIES, 2008)

Após a instalação da hemiplegia, o paciente sente dificuldade de mover o seu tronco em relação à tração da gravidade, independentemente de que tipo de atividade muscular seja necessário. Os músculos abdominais mostram uma notável perda de atividade e tônus. O umbigo é puxado para p lado não afetado. A parede abdominal inteira tem uma aparência hipotônica, e a hipotonia é confirmada pela falta total de resistência ao estiramento, à palpação. A perda resultante do controle do tronco tem efeitos de longo alcance, e é em certa extensão mais incapacitante do que o comprometimento da musculatura do braço e perna, sendo que, a estabilização proximal influencia os membros profundamente. (DAVIES, 1996)

De acordo com (DAVIES, 2008) apesar das dificuldades evidentes na reabilitação desses pacientes, não existe até agora nenhuma explicação plausível de como a síndrome de pusher se manifesta em cerca de 10% dos casos após o primeiro AVC. Em contrapartida, outros autores encontraram, na maioria dos pacientes que só apresentaram os sintomas típicos após quatro semanas, lesões pronunciadas no lobo parietal direito e em suas ligações com o tálamo lateral. Todas essas lesões eram na área de abastecimento da artéria cerebral média.

Independentemente de quais fatores podem contribuir para a formação da síndrome, é da maior importância ajudar o paciente com um programa de tratamento específico para superar essas dificuldades.

Diante de tal pesquisa, o artigo tem a finalidade de expandir os conhecimentos referentes à patologia apresentada pela paciente, assim como buscar as maneiras de tratamento mais adequadas para o caso, podendo desta maneira levar a paciente à uma diminuição de suas incapacidades associadas na melhora da qualidade de vida.

MATERIAS E MÉTODOS

Paciente G.B do gênero feminino, 74 anos de idade, etnia branca, procurou atendimento fisioterápico na clínica escola de fisioterapia da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), devido indicação médica diante de diagnóstico médico de Síndrome de Pusher.

Na anamnese foram colhidos dados a respeito da História da doença atual (HDA), história da doença pregressa (HDP), história sobre o uso de medicamentos (HM) e história de antecedentes familiares (HF).

A avaliação fisioterapêutica foi realizada por uma examinadora, que constou de anamnese, exame físico, exame neurológico e avaliação funcional. O instrumento de avaliação utilizado foi à ficha de avaliação neurofuncional da clínica escola da UNOESC.

No exame físico avaliaram-se a postura da paciente, os sinais característicos da síndrome de pusher, atividades funcionais que consegue realizar de maneira independente, contraturas musculares e edema.

No exame neurológico foram realizados os testes de sensibilidade superficial e profunda, e avaliado o tipo de tônus muscular.

No tratamento fisioterápico foram aplicados exercícios de fortalecimento e manutenção de tronco em linha média, liberação da musculatura cervical e cintura escapular, atividades funcionais com MSE, descarga de peso em MMII, treino de atividades como passar de deitado para sentado, sentado para em pé, estímulos verbais e visuais do lado hemiplégico.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A anamnese foi realizada na presença da filha que acompanhou a paciente devido a mesma precisar de ajuda para locomover-se. Esta relatou que no mês de janeiro do ano de 2005, a paciente estava nas dependências do quarto em sua própria casa e subitamente teve uma queda em decorrência de um Acidente Vascular Encefálico (AVE) do tipo isquêmico. No momento foi socorrida e dirigiu-se imediatamente ao hospital, onde ficou internada por um período referente à 3 dias na UTI, seguidos de mais 12 dias no quarto, situado no posto 3 de atendimento. Faz fisioterapia desde o mês de abril do ano de 2005. A filha e a paciente referem melhora significativa percebida após o início do tratamento direcionado. Ainda apresenta dificuldade para realizar suas atividades de vida diária (AVD s), devido a hemiplegia/síndrome.

Durante a avaliação neurofuncional pode-se perceber a presença de hemiplegia à esquerda, padrão extensor em MIE acompanhado de abdução e rotação externa e padrão flexor em MSE, postura cifótica e lateralizada à esquerda, contratura muscular em trapézio superior, cabeça rotada à direita, lado parético alongado, capacidade prejudicada em perceber estímulos do lado parético, falta de expressão no hemilado esquerdo da face, centro de gravidade voltado para a esquerda.

Para (DAVIES, 2008), a extensão das dificuldades varia de paciente para paciente, e nem sempre os problemas se relacionam diretamente com a perda da capacidade de movimentos ativos. A síndrome em sua forma mais grave é caracterizada pelos problemas a seguir no exemplo de um paciente com o lado esquerdo parético.

1.A cabeça do paciente fica rotada para a direita e, ao mesmo tempo, deslocada lateralmente para a direita. A distância do ombro direito para a nuca fica nitidamente encurtada. Quando o paciente se senta, não consegue relaxar os músculos a fim de possibilitar que a cabeça tenha uma inclinação lateral para o lado parético; porém, para o lado saudável, a cabeça se move livremente.

2.A capacidade de o paciente perceber estímulos, que chegam a ele pelo lado esquerdo, é restringida em todas as modalidades de percepção. Alguns estudos afirmam que há um abandono contralateral grave, relacionado com lesões no lobo parietal. O paciente não é mais capaz de dar atenção para o mundo contralateral, este não existe mais para ele.

a)Tátil ou tátil-cinestésico: A sensibilidade pode estar quase totalmente extinta ou nitidamente limitada, mas até mesmo quando o paciente tem êxito em testes formais ele irá negligenciar o lado parético no momento em que se move, ou não irá se concentrar especialmente nesse lado - como em uma situação de teste. Seu membro superior paralisado pode ficar pendurado ao lado da cadeira de rodas e, até mesmo, enredar-se na roda. Quando o terapeuta o ajuda a juntar as mãos, talvez o paciente tente juntar sua mão saudável com a do terapeuta, em vez de ajuda-la com sua própria mão.Geralmente ele veste apenas a metade direita do corpo.

b)Visual: O paciente não vê os objetos em seu lado esquerdo. Quando tem adicionalmente uma hemianopsia, ele não rotará a cabeça para compensar essa perda do campo visual. Mesmo quando não se pode provar a existência de hemianopsia, ele não reparará em estímulos visuais que estejam chegando pelo lado esquerdo e, frequentemente, choca-se com a cadeira de rodas em objetos que estejam desse lado em seu caminho. Como sua cabeça fica voltada para a direita, o âmbito visual não mais percebido estará situado diretamente à sua frente, e seu campo visual fica seriamente limitado.

c)Auditivo: o paciente não ouve quando lhe dirigem a palavra pelo seu lado esquerdo e, por esse motivo, pode ser considerado surdo. No entanto em testes formais, sua audição não apresenta deficiência.

3.O paciente sofre de falta de capacidade de expressão do rosto. O rosto fica imóvel e, quando ativado, é apenas unilateralmente com hiperatividade do lado direito.

4.A voz é monótona, tem pouco volume e a respiração não é bem controlada.

5.Quando o paciente está em decúbito dorsal na cama, seu lado parético fica alongado da cabeça ao pé. Especialmente saliente é a discrepância entre o lado direito e do tronco e o esquerdo. O lado direito parece estar encurtado. O quadril direito se estende ativamente, com o joelho em leve postura de flexão, e o calcanhar faz pressão contra a base de apoio. O paciente mantém a cabeça erguida ativamente sobre o travesseiro até ser estimulado verbalmente a relaxá-la. Ao mesmo tempo, o lado esquerdo fica retraído; ombro, tórax, e pelve estão mais fundos que no lado direito. Por esse motivo, o membro inferior esquerdo fica rotado.

6.Mesmo quando o paciente fica deitado, completamente apoiado em uma maca larga ou na cama, ele se agarra com a mão saudável na beirada porque tem medo de cair.

7.As dificuldades são ainda mais evidentes quando o paciente está sentado. A cabeça se mantém rigidamente em direção ao lado direito, e o lado direito do tronco se encurta nitidamente. O lado parético fica alongado e o umbigo deslocado para a direita, tornando-se claramente reconhecível a hipotonia da musculatura abdominal no lado esquerdo. O peso permanece no lado esquerdo. A tentativa de transferir o peso para o lado direito esbarra em forte resistência com a ajuda de sua mão saudável.

8.Uma transferência para a cadeira de rodas apresenta grandes dificuldades, já que o paciente impulsiona para trás e para longe do membro inferior saudável, que na verdade deveria sustentá-lo. Ele repele vigorosamente com a mão direita e o pé direito na direção oposta.

9. Na cadeira de rodas, o paciente adota uma postura típica. Seu tronco fica flexionado e encurtado no lado direito, a cabeça fica voltada para a direita e o membro superior direito fica em movimento. Ele se afasta pressionando o encosto de braço, o assento ou a roda da cadeira de rodas. Por meio da hiperatividade do lado direito, alonga-se ainda mais o lado esquerdo hipotônico do tronco, levando a uma elevação do cíngulo do membro superior no lado esquerdo.

10.Quando se flexiona para frente para se levantar ou para se transferir para a cama, o paciente empurra em direção ao lado parético, encurtando nitidamente o tronco no lado saudável.

11.Em posição ortostática, o centro de gravidade do corpo fica transferido para a esquerda, de tal modo que a linha traçada do pé saudável até o esterno correria obliquamente em relação ao solo. O encurtamento do lado saudável do tronco se torna ainda mais evidente em razão da hiperatividade quando ele está em pé. A cabeça é fixa em uma inclinação lateral e rotada para o lado saudável. Muitos pacientes flexionam o tronco para frente e sobre os quadris e não conseguem ficar em pé eretos.

12.Quando é possível andar com o paciente, o membro inferior paralisado se aduz tão fortemente que, quando é levado à frente até pode cruzar na frente do membro inferior saudável. O paciente tem dificuldade para dar um passo com o membro inferior lesado, já que não consegue transferir antes seu peso para o lado saudável.

13.Ele tem dificuldades consideráveis para reaprender a se vestir por conta própria ou, em geral, para realizar as atividades cotidianas.

14.A mão saudável parece desajeitada quando ele tenta fazer algo que requer habilidade.

A cabeça do paciente permanece rigidamente em uma posição, devido à tração exagerada de alguns grupos musculares. Ele pode manter sua cabeça em uma posição fixa na sua tentativa de manter-se ereto ou de compensar reações inadequadas de equilíbrio, e deixa de fazer gestos costumeiros que os outros esperam. (DAVIS, 1996)

Devido a perda ou redução das modalidades sensitivas no seu lado afetado, o paciente deixa de virar sua cabeça para olhar alguém que está se dirigindo a ele, particularmente se essa pessoa o fizer pelo lado afetado. Os pacientes frequentemente tem dificuldade para fazer contato ocular com as pessoas que estão no lado afetado em relação à sua linha média. (DAVIS, 1996)

Para os testes da sensibilidade superficial e profunda, apresentou hipestesia em todo hemilado parético esquerdo para sensação de temperatura, dor, tato. grafestesia, estereognosia, noção de profundidade.

Na investigação das queixas sensoriais, várias modalidades são testadas por vez, e a distribuição de qualquer anormalidade é traçada com referência particular à raiz e aos territórios dos nervos periféricos normais. O tato é avaliado com um chumaço de algodão, que é aproximado, de maneira cuidadosa, de uma pequena região da pele. O paciente fica deitado, com os olhos fechados, e faz um sinal cada vez que sente o estímulo. Essa apreciação depende de fibras que atravessam a coluna posterior da medula espinhal no fascículo grácil e cuneiforme. A dor é testada pedindo-se ao paciente que indique se a ponta de um alfinete parece afiada ou rombuda. A apreciação de temperatura é avaliada pela aplicação de objetos quentes ou frios à pele. A apreciação de dor e temperatura depende da integridade dos tratos espinotalâmicos laterais (GREENBERG, et al, 2005).

O plano de tratamento teve como objetivos o ganho de simetria de tronco, correção postural, ganho de equilíbrio, melhora da marcha, diminuição do padrão hemiplégico, melhora das atividades funcionais, descarga de peso do lado parético.

Foram usados como conduta terapêutica no decorrer das sessões exercícios de fortalecimento e manutenção de tronco em linha média, liberação de musculatura cervical e cintura escapular, treino de atividades funcionais com MSD, descarga de peso em MMII, treino de atividades como passar de deitado para sentado, sentado para em pé, estímulos táteis, verbais e visuais do lado hemiplégico.

São especialmente importantes as atividades que possibilitam ao paciente sustentar o peso em sem membro inferior paralisado-por exemplo, fazer a ponte deitado, extensão de joelho e trabalho de reações de equilíbrio em todas as posições. Durante as tarefas para solucionar problemas, o terapeuta conduz as mãos do paciente para superar os distúrbios de percepção que sempre existem. Ao fazê-lo, o terapeuta procede segundo o princípio de, durante as atividades, transmitir informações tátil- cinestésicas claras sobre todo o seu corpo. (DAVIS, 2008)

Para (DAVIS, 2008) o tratamento específico para a síndrome de pusher baseia-se em: a) Restabelecer a liberdade de movimento da cabeça, visto que, é essencial liberal a cabeça de sua fixação lateral e rotação para o lado saudável, a fim de que seja conservada em especial uma flexão lateral sem resistência para o lado parético, ou para o que ela seja recuperada; b) Estimular a atividade nos flexores laterais hipotônicos do tronco, pois decorrente desta hipotonia, o paciente adquire inatividade do lado parético, tendo dificuldades para transferir o peso para o lado saudável. O lado parético fica comprido demais, e o lado saudável se encurta; c) Recuperar a linha vertical mediana quando ficar em pé, quanto mais tempo o paciente ficar sentado em sua cadeira de rodas, mais será reforçada a flexão do membro inferior e do tronco. Por esse motivo, é da mais extrema importância começar a ficar em pé o mais cedo possível. d) Recomeçar a andar: o paciente fica em pé com o lado saudável na maca e, quando a tala for retirada, ele tenta conservar ativamente a extensão de membro inferior. É solicitado a ele que ande em volta da maca e, ao mesmo tempo, tente sentir como seu quadril toca. A maca lhe oferece a orientação necessária para que ele possa se manter ereto. e) Subir escadas, pois é um excelente estímulo. Até mesmo quando o paciente não consegue manter o equilíbrio em pé e não consegue andar sozinho, ele pode subir escadas com ajuda. Por meio dos degraus, ele recebe informações para realizar os movimentos necessários.

Além da fisioterapia motora convencional, o tratamento da sín drome de Pusher deve enfatizar a descarga de peso do lado parético, a auto-correção postural, o uso do sistema e das informações visuais como mecanismos de cueing e as terapias de estimulação e integra ção sensorial. (CECATTO, et al, 2008)

Concluímos com este trabalho que, para que se possa traçar uma conduta eficaz de tratamento e ter bons resultados no que dizem respeito à evolução clinica do paciente, é necessário estar de acordo com o que as pesquisas científicas trazem a respeito da patologia. Logo, podemos optar pelo melhor meio de reabilitação, de acordo com cada quadro clínico.

REFERÊNCIAS

A)CECATTO, Rebeca Boltes; ALMEIDA, Cristiane Isabela. Pusher syndrome after cerebrovascular accident: a case report. Acta Fisiatr 2008; 15(3): 195 201.

B)DAVIES, Patricia M. Hemiplegia- Tratamento para pacientes após AVC e outras lesões cerebrais. 2ª ed. 2008. Barueri- SP.

C)DAVIES, Patrícia M. Exatamente no Centro- Atividade seletiva de tronco no tratamento da hemiplegia no adulto. 1ª ed.1996. São Paulo- SP.

D)DAVIES, Patrícia M. Passos a Seguir- Um manual para o tratamento da hemiplegia no adulto. 1ª ed. 1996. São Paulo- SP.

E)GREENBERG, David A; AMINOFF, Michael J; SIMON, Roger P. Neurologia Clínica. 5ª ed. 2005. São Paulo- SP.

F)PONTELLI, Taiza Elaine Grespan dos Santos, et al. Controle postural na síndrome de Pusher: influência doa canais semicirculares laterais. Revista Brasileira de Otorrinolaringol. V.71, n.4, 448-52, jul/ ago. 2005.

Fonte

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

O TOC é um transtorno onde a  pessoa fica perturbada por um padrão de pensamentos indesejáveis associados a comportamentos repetitivos.

Embora a causa exata do Transtorno Obsessivo-Compulsivo ainda esteja em pesquisa, os cientistas acreditam que haja mudanças no funcionando das vias do cérebro que estão envolvidas no julgamento, no planejamento e nos movimentos corporais. Influências ambientais, como relações familiares, ou acontecimentos estressantes também parecem ter significância. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo afeta aproximadamente 2% a 3% das pessoas no mundo inteiro.

Quase 70% das pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo têm os primeiros sintomas antes dos 25 anos de idade, embora só 15% delas desenvolvam sintomas depois dos 35 anos de idade. Há evidências que a doença tenha uma base genética, pois aproximadamente 35% das pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo têm um parente próximo com este problema. Embora 50% a 70% dos pacientes desenvolvam o Transtorno Obsessivo-Compulsivo depois de um evento estressante da vida — como uma gravidez, uma perda de emprego ou uma morte na família — os pesquisadores ainda não entendem exatamente como ou por que o stress parece ativar os sintomas desta doença.

Às vezes, pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo conseguem viver com suas obsessões sem dar qualquer sinal que elas estão sofrendo. Porém, normalmente elas tentarão aliviar suas obsessões desenvolvendo algum tipo de compulsão: um "ritual" persistente: repetitivo que tem por objetivo acalmar seus medos. Por exemplo, uma mulher que tem uma obsessão por achar que sua casa está suja e desorganizada, poderá limpá-la e organiz´´a-la a cada 30 minutos. Um homem que anseia que a porta de seu carro não está fechada corretamente, poderá conferir e até forçar a fechadura 10 ou 20 vezes a cada vez que desce do veículo. Embora também seja possível que uma pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo execute atos compulsivos que não são ativados por obsessões, isto não é muito comum.   

Quadro Clínico
Os dois principais sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo são as obsessões e os "rituais" compulsivos. As Obsessões são pensamentos persistentes, repetitivos, que provocam ansiedade e que interferem na vida cotidiana e que causam sentimentos de angústia e também irrritação para com as outras pessoas. Embora as obsessões possam variar de pessoa para pessoa, elas freqüentemente se concentram em um ou mais dos seguintes itens:

Medo de contaminação — Uma pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode preocupar-se constantemente que tem as mãos ou roupas sujas, ou terem medo de pegar ou de esparramar germes. Em alguns casos, este medo de contaminação se estende também à atividade sexual. A pessoa pode achar que o sexo é sujo, até mesmo entre o marido e sua esposa.

 Medos relacionados a acidentes ou atos de violência — Uma pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode ter pensamentos obsessivos relacionados a medos de se tornar vítima de violência ou sofrer algum tipo de lesão corporal. Por exemplo, ela constantemente pode preocupar-se que a porta da frente não está fechada, que o forno não foi desligado, ou que o cigarro não foi completamente apagado.

 Medo de cometer um ato de violência ou de ter um comportamento sexual impróprio — Uma pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode ter medo de perder o controle e prejudicar os outros, ou de cometer algum tipo de ato sexual prejudicial ou embaraçoso. Por exemplo, uma mãe amorosa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode sofrer de pensamentos obsessivos quanto a sufocar seu filho, ou um homem de negócios respeitável pode ter medo de tirar, de repente, suas roupas no meio de uma reunião importante.

Medo de perder a organização ou a simetria — Alguém com Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode ter uma necessidade obsessiva de ter ordem e precisão, e pode sentir-se muito ansioso se até mesmo o menor detalhe do seu mundo esteja fora do lugar. Por exemplo, a pessoa pode ficar transtornada se seus sapatos não estiverem corretamente "alinhados" no lugar de costume,  ou se a comida não estiver "organizada corretamente" no prato de jantar. Normalmente, um adulto com Transtorno Obsessivo-Compulsivo reconhecerá que estes pensamentos obsessivos vêm de sua própria mente e tentará ignorá-los, suprimi-los ou irá obter alívio desses pensamentos executando um "ritual" compulsivo.

Rituais compulsivos são comportamentos persistentes, excessivos, repetitivos que visam reduzir o medo e a ansiedade ativados por um pensamento obsessivo. Por exemplo:

·     Lavar as mãos ou tomar banho repetidamente;
·     Recusar apertar mãos ou tocar a maçaneta das portas;
·     Conferir repetidamente as fechaduras ou o interruptor dos fogões;
·     Compulsivamente contar postes na rua;
·     Organizar compulsivamente meias ou roupas nas gavetas;
·     Comer certos tipos de comida em uma ordem específica;
·     Compulsivamente repetir uma palavra específica ou uma oração.

Ocasionalmente, quase todo mundo se sente compelido a re-checar uma porta fechada, ou ter certeza que suas mãos estão limpas. Estes pensamentos isolados não são sintomas de Transtorno Obsessivo-Compulsivo. As obsessões e compulsões do Transtorno Obsessivo-Compulsivo são excessivas e angustiantes. Elas interferem com a vida cotidiana normal, porque consomem tanto tempo, desperdiçando às vezes várias horas do dia da pessoa. Elas podem interferir com as relações sociais, como também afetar o desempenho no trabalho ou na escola. Algumas compulsões podem causar até mesmo danos físicos. Por exemplo, lavar compulsivamente as mãos pode deixar as mãos rachadas e causar dermatites.

Diagnóstico
Muitas pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo consultam o clínico geral primeiro quando a compulsão começa a afetar sua saúde ou sua vida cotidiana. Por exemplo, um adulto com compulsão para lavar as mãos pode visitar o dermatologista por causa das rachaduras e sangramento nos dedos; ou um pai pode consultar o pediatra quando sua filha com Transtorno Obsessivo-Compulsivo começa a tomar banho quatro ou cinco vezes ao dia. O humor deprimido é muito comum no Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Na realidade, a pessoa pode falar principalmente sobre sentir-se deprimido, porque os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo o envergonha e é mais difícil de discutir.Se o médico suspeita de que o problema seja uma doença psiquiátrica, ele revisará a história clínica e pedirá ao paciente que descreva suas atuais ansiedades e tensões recentes. O médico poderá então encaminhar ao psiquiatra para tratamento. O psiquiatra diagnosticará o Transtorno Obsessivo-Compulsivo baseado em uma avaliação que deveria incluir:

·     Fazer perguntas sobre os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos
·     Avaliar o nível de angústia psicológica da pessoa
·    Determinar o impacto das obsessões e compulsões na vida e nas relações cotidianasDescartar se os sintomas não são de outras formas de doença psiquiátrica.

Tratamento
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo normalmente é tratado com uma combinação de psicoterapia e medicamentos.

Qual médico procurar?
Como os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo raramente desapareçam sem tratamento, deve-se marcar uma consulta com o psiquiatra sempre que pensamentos obsessivos ou compulsões causam angústia significativa ou chegam a incomodar, interferindo com a capacidade da pessoa de ter uma vida normal em casa ou no trabalho; ou que esteja causando alguma lesão.
Em geral, o tratamento concomitante com psicoterapia é bem aconselhável.

Prognóstico
Como o transtorno obsessivo compulsivo é uma doença crônica, é importante fazer o acompanhamento psiquiátrico constante. Muitas vezes, durante o tratamento psiquiátrico e psicológico, o paciente tem uma "melhora" e deixa o tratamento, podendo assim regredir para o estado anterior.
Geralmente, os resultados após um período curto de tratamento, são bem eficazes.

Fonte: Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo

Saiba mais sobre a prostatite


A prostatite bacteriana crônica apresenta-se caracterizada pela cultura bacteriológica positiva de secreções prostáticas.

Os sintomas incluem infecções urinárias de repetição, dor lombar ou perineal, mas os pacientes podem também ser assintomáticos. Os agentes causadores mais comuns são Escherichia coli, outros agentes gram-negativos como Enterobacteriaceae, Pseudomonas ocasionalmente e, muito mais raramente, enterococos gram-positivos.

Pacientes com prostatite crônica asséptica podem apresentar dor pélvica ou lombar, associada a urgência miccional, noctúria, redução do jato urinário, polaciúria, disúria, plenitude vesical e inflamação (leucócitos). A maior parte dos casos de prostatite crônica é asséptica.

Há três tipos de prostatite: 

• prostatite aguda infecciosa 
• prostatite crônica infecciosa 
• prostatite não infecciosa

A prostatite aguda infecciosa é causada por bactérias, necessitando de urgente tratamento antibiótico. Os seus sintomas têm início súbito e são geralmente severos, incluindo febre, tremores e ardor miccional. Dos três tipos é a mais fácil de diagnosticar, porque os sintomas imediatamente chamam a atenção do doente e do médico. Uma visita ao médico ou a um serviço de urgência é essencial, sendo a hospitalização por vezes necessária. O tratamento se for precoce, é muito eficaz.

A prostatite crônica é também geralmente causada por bactérias, embora possa também ser devida a fungos ou parasitas. Do mesmo modo, requer medicação com antimicrobianos, mas os resultados são freqüentemente ruins, não se conseguindo a cura da doença. Ao contrário da infecção aguda, os seus sintomas são habitualmente pouco intensos, podendo incluir vontade de urinar freqüente, sensação de urgência urinária, ardor ou dor miccional e eventualmente dor perineal. Muitas vezes,  só há queixas repetidas de uretrite (infecção da uretra) ou de cistite (infecção da bexiga). Se não houver uma história de infecções urinárias, ou pelo menos de uma, não é provável que se trate de uma prostatite crônica infecciosa.

A prostatite não infecciosa é mais freqüente do que a prostatite infecciosa. Pode apenas causar sintomas mínimos, semelhantes ao da prostatite crônica infecciosa, mas não é causada por bactérias nem por outros agentes microbianos. A sua verdadeira causa é desconhecida. O tratamento é muitas vezes difícil, já que a terapêutica antibiótica é ineficaz. São úteis, em alguns casos, tratamentos de ação cientificamente duvidosa mas que conseguem efetiva melhoria das queixas dos doentes. 

O tratamento depende do tipo de prostatite que tenha. Para tratar uma prostatite aguda infecciosa é preciso uma terapêutica antibiótica durante 7 a 14 dias. Quase todas as infecções agudas ficam curadas com esse tratamento. Medicamentos analgésicos devem também ser administrados, para aliviar a dor e o desconforto. Embora raramente, a hospitalização pode ser necessária. 

Se tiver uma prostatite crônica infecciosa, pode precisar de fazer uso de antibióticos por um período muito maior, entre 4 a 12 semanas. Mesmo assim, só cerca de 60% dos doentes ficam curados com este tratamento. Nos casos que não respondem à terapêutica, um esquema com antibiótico em baixa dose e por um longo período pode ser a única maneira de aliviar os sintomas. Em alguns casos, pode ser necessário a remoção cirúrgica da próstata, geralmente feita com técnicas endoscópicas, que utilizam a própria uretra como via de acesso, dispensando o desconforto de uma incisão na parede abdominal. 

Se você sofrer de uma prostatite não infecciosa, não precisa de antibióticos, mas pode necessitar de outro tipo de medicamentos. Por exemplo, os alfabloqueantes, drogas que relaxam o tecido muscular prostático e reduzem a dificuldade miccional, podem ter bastante êxito. Banhos de semicúpio ou uma dieta sem picantes, álcool ou café também podem aliviar os seus sintomas. Embora não haja evidência científica que demonstrem a eficácia destes "remédios caseiros", eles não oferecem riscos, sendo certo que alguns doentes ficam mais aliviados com a sua aplicação.

Finalizando, é importante saber:

• Um correto diagnóstico é a chave do tratamento da prostatite; 
• O tratamento deve ser sempre feito, mesmo quando não tenha importantes queixas ou sintomas; 
• A prostatite é uma doença tratável. Mesmo nos casos em que ela não é curável, você pode ficar aliviado dos seus sintomas durante longos períodos, desde que faça os tratamentos que lhe forem prescritos pelo seu urologista;  
• Não sendo a prostatite uma doença contagiosa, pode ter uma vida pessoal e social completamente normal, nomeadamente continuando a ter relações sexuais;  
• Ter uma prostatite não aumenta o seu risco de ter outras doenças prostáticas, nomeadamente cancro.

terça-feira, 22 de março de 2011

Hidroginástica

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Hoje é o dia mundial da água. As atividades físicas aquáticas provaram ser eficaz no desenvolvimento e manutenção das potencialidades físicas e também orgânicas. Uma componente desse grupo de atividades é a hidroginástica, que vem cada vez mais ganhando adeptos por todo o mundo. Segundo alguns especialistas, os exercícios aquáticos são mais divertidos, agradáveis, eficazes, estimulantes, cômodos e seguros.

Nos indivíduos idosos, a prática de atividade física ajuda a manter ou melhorar a densidade mineral óssea o que é de extrema importância para a prevenção e o tratamento da osteoporose. Também melhora a força muscular, a flexibilidade articular e o equilíbrio, reduzindo a incidência de quedas e o risco de fraturas.

Benefícios

Na hidroginástica, o principal objetivo é o condicionamento cardiovascular e muscular, por meio do treinamento em flexibilidade, coordenação motora e relaxamento. Segundo especialistas, a hidroginástica é extremamente eficaz no combate ao estresse, além de contribuir para uma melhor qualidade de vida dos indivíduos.

Ao contrário dos exercícios realizados no solo, a prática da hidroginástica não é acompanhada por dores, transpiração e sensação de exaustão. Dentro da água, o indivíduo tem uma sensação de redução no peso, o que reduz de maneira importante à tensão nas articulações. Com isso, os exercícios realizados dentro da água são desenvolvidos com maior facilidade, aumentando o rendimento do aluno e possibilitando a prática de atividade por um período de tempo maior. Como o impacto é reduzido, as dores e os espasmos musculares pós-atividades praticamente não ocorrem. O gasto calórico médio é de 260-400 Kcal/hora.

Um benefício bastante agradável da hidroginástica é a massagem proporcionada pela água, por meio da pressão e da resistência. Isso garante um efeito suavizante sobre a musculatura, ajuda a aumentar a circulação periférica de sangue e alivia as tensões.

A hidroginástica, quando praticada de maneira adequada e regularmente, permite uma melhora em todos os componentes do condicionamento físico, que são:

• Componente Aeróbico: melhorando a capacidade cardiovascular e pulmonar;
• Componente de Força Muscular;
• Componente de Resistência Muscular;
• Componente de Flexibilidade;
• Componente de Composição Corporal: relaciona-se à relação entre a massa magra e a quantidade de gordura.

Outra vantagem importante da hidroginástica é que ela é uma das poucas atividades que podem ser realizadas por indivíduos com pouco ou nenhum condicionamento físico. Com isso, pessoas de qualquer idade, inclusive gestantes, podem praticá-la. Nas gestantes, a hidroginástica ajuda na prevenção das dores lombares e cervicais e aumenta a circulação nas pernas, facilitando o parto e o período de recuperação.

Quando comparada ao exercício em terra, verificou-se que correr 400 metros dentro da água equivale, em termos de gasto calórico e tempo, a 1500 metros em terra firme. Caminhar 4,5Km com água na altura da coxa pode consumir até 460Kcal.

Além de tudo isso, não é preciso saber nadar!

Modalidades

• Hidro Local: trabalha os grupos musculares com halteres, luvas, tornozeleiras e outros equipamentos.
• Water Running: tipo de corrida, exercitando braços e pernas.
• Hidro Core: trabalha os músculos do abdome, quadril e costas, melhorando o equilíbrio e o alinhamento do corpo.
• Deep Running: outro tipo de corrida, praticada com o uso de um colete de flutuação, o que evita o contato com o solo e aumenta o trabalho cardiovascular.
• Hidrobol: prática de atividades utilizando uma bola, desenvolvendo a coordenação motora, o equilíbrio e a agilidade.
• Hidro Sport: realização de movimentos, sem uso de bolas, como se o indivíduo estivesse jogando vôlei, tênis, futebol e basquete. Melhora a coordenação motora, a resistência muscular e a agilidade.
• Além desses, existem outras modalidades nas quais são realizados exercícios em esteiras, bicicletas ergométricas e trampolins imersos na água.

Cuidados

Assim como para a prática de qualquer atividade física, antes de iniciar um programa de treinamento em hidroginástica é recomendável que se procure um médico para que ele possa realizar uma avaliação global de sua saúde, detectando determinados problemas que possam contra-indicar o exercício ou modificar o programa de atividades. Artrite, osteoporose, fibromialgia, problemas de ombro, joelho ou quadril, dores na coluna, obesidade, diabetes, doença cardíaca, hipertensão e asma são problemas que requerem um programa próprio de exercícios. Se o médico não encontrar contra-indicações, não há risco algum em praticar a hidroginástica.

Importante ressaltar que especialistas recomendam que a alimentação seja feita até uma hora antes do início da prática da hidroginástica. Além disso, a ingestão adequada de líquidos é fundamental, podendo-se levar uma garrafinha de água para a beira da piscina.

Como praticar

Recomenda-se que a hidroginástica seja praticada, no mínimo, três vezes por semana durante 45 minutos. Após um período inicial de 3 meses começa-se a perceber seus benefícios. Além disso, o desempenho cardiovascular é melhor alcançado se o indivíduo alcançar 70-85% da freqüência cardíaca prevista para a idade (calculada da seguinte maneira: 220 – idade); entretanto, para que se consiga queimar gordura e perder peso recomenda-se atingir entre 55-70% dessa freqüência prevista.

Recomendações

• Comece com o básico. Procure uma piscina limpa, segura e bem cuidada; a temperatura da água deve ser confortável (entre 28-29°C).
• A equipe de professores deve ser bem treinada, não basta que sejam nadadores e salva-vidas.
• Em geral, as aulas são versáteis e seguras, existindo tipos de aulas específicos para determinados grupos de indivíduos.
• Dentro da piscina, é importante que você se sinta confortável e seguro para que aprenda os fundamentos básicos; o instrutor deve estar atento ao ritmo do aluno.
• Conhecer os seus objetivos e comunicá-los ao seu instrutor são de extrema importância, devendo ser levados em conta para que as aulas sejam proveitosas.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Exame Físico em Escoliose


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O paciente deve ser examinado usando suas próprias roupas e, a seguir, apenas com vestes especiais de exame. Realiza-se a inspeção com o paciente sentado, em ortostase, e deambulando. Observa-se o comprimento aparente das mangas do vestuário nos membros superiores e inferiores. Diferenças nesse comprimento podem sugerir  desalinhamento do eixo vertebral.

Na pele, pesquisa-se a existência de manchas de coloração café-com-leite, nódulos subcutâneos e concentrações localizadas de pêlos no dorso. Nódulos subcutâneos de consistência amolecida são comuns na escoliose por neurofibromatose. A presença de tufos pilosos sobre a área de pele relacionada à coluna vertebral é sugestiva de disrafismo medular (grupo de anomalias congênitas da medula) que pode existir na escoliose congênita.  

Fácies sindrômica pode sugerir uma doença relacionada à escoliose, como, por exemplo, a síndrome de Marfan (dolicocefalia, prognatismo e face alongada) ou a síndrome
de Larsen (hipertelorismo, dorso nasal achatado e fronte proeminente).  A estatura e a proporção dos membros em relação ao tronco devem ser registradas. Por exemplo, na  escoliose da síndrome de Marfan, em geral, o paciente é alto e os membros são proporcionalmente mais longos que o tronco. No nanismo acondroplásico observa-se o oposto, os membros são curtos e proporcionalmente menores em relação ao tronco.

Dependendo dos achados da avaliação geral, o exame deve buscar elementos que contribuem para o diagnóstico de uma possível causa. Elevação do arqueamento do palato duro e sopros cardíacos, por exemplo, são achados característicos na síndrome de Marfan; deformidade das orelhas, nasmalformações congênitas; e pescoço curto, nas síndromes de Turner e de Klippel-Feil.

A observação do dorso com o paciente na posição ortostática pode revelar sinais associados à escoliose. As assimetrias do nível da altura dos ombros, dos contornos escapulares e das distâncias dos membros superiores em relação ao tronco são manifestações freqüentes da escoliose.  O dorso deve ser também observado com o paciente sentado. Se as assimetrias notadas com o paciente em ortostase desaparecem nessa posição, há possibilidade de o desvio vertebral ser secundário a discrepância no comprimento dos membros inferiores. Esse desvio é freqüentemente chamado de escoliose compensatória a discrepância dos membros inferiores.

Algumas manobras semiológicas especiais são úteis no exame físico do paciente com escoliose:

- O teste de Adams é a manobra semiológica mais utilizada e confiável para triagem de grupos populacionais com maior risco para o problema. O teste consiste na pesquisa de assimetrias no dorso durante a flexão da coluna vertebral. Com a coluna flexionada, os lados direito e esquerdo da caixa torácica e da musculatura paravertebral são observados. Se há desvio lateral e rotacional da coluna, um lado aparecerá mais alto que outro. A presença de elevação assimétrica anormal no dorso caracteriza o teste positivo. A ausência de assimetria ou presença de assimetria mínima caracteriza o teste negativo. Entretanto, deve ser enfatizado que o resultado positivo não significa necessariamente a presença de escoliose. Para confirmação, é necessário o exame complementar radiológico.

- O teste do fio de prumo auxilia no diagnóstico da escoliose descompensada. O teste é realizado utilizando uma linha com um peso de chumbo preso a uma das extremidades com o paciente na posição ortostática. Procede-se à fixação da extremidade do fio sem o chumbo sobre a proeminência do sétimo processo espinhoso cervical e observa-se
a extremidade com o chumbo cair livremente pela ação da gravidade. Se o trajeto da linha cruzar o centro da pelve, o teste será negativo, podendo significar ausência de escoliose ou presença de escoliose compensada. Se o trajeto da linha for lateral ao centro da pelve, o teste será positivo, a priori, para escoliose descompensada.

A amplitude dos movimentos da coluna vertebral deve ser avaliada pela flexão, extensão, rotações e inclinações laterais. As inclinações laterais auxiliam o examinador a perceber a rigidez da curva pela resistência oferecida durante o exame de mobilidade passiva forçada da deformidade.

As alterações ortopédicas dos membros inferiores devem ser avaliadas no estudo clínico da escoliose. Pés cavos, pés de tamanhos diferentes e dedos em garras podem ser  sugestivos de disrafismo medular, freqüente na escoliose congênita. Deformidades dos quadris, joelhos e pés são comuns na escoliose paralítica.

A diferença no comprimento dos membros inferiores pode ser causa ou conseqüência de um desvio na coluna. Um membro realmente mais curto, a chamada discrepância real, ocasiona na posição ortostática uma obliqüidade da pelve (infradesnivelamento unilateral da pelve do lado do membro mais curto) que pode gerar uma curva compensatória da coluna para manter a cabeça alinhada ao eixo gravitacional. Ao contrário, uma curva rígida envolvendo o segmento lombossacro pode também inclinar a pelve, produzindo uma discrepância aparente irreal dos membros. Para determinar se a discrepância é real ou aparente, os membros devem ser medidos a partir da cicatriz umbilical e a partir das espinhas ilíacas ântero-superiores, superiormente, até um ponto fixo inferiormente (maléolo medial ou planta dos pés), com auxílio de uma fita métrica. Se houver diferença de comprimento dos membros inferiores nas medidas a partir das espinhas ilíacas ântero-superiores, há discrepância real. Mas se a diferença somente for observada nas medidas a partir da cicatriz umbilical, a discrepância é aparente e provavelmente se deve à obliqüidade pélvica. Entretanto, em situações raras os dois tipos podem coexistir.

O exame neurológico complementa o exame do paciente com escoliose. Devem ser pesquisadas alterações na sensibilidade, nos reflexos, no tônus e na força muscular. Lesões
intracanais que às vezes acompanham a escoliose, tais como siringomielia, diastematomielia e tumor medular, podem apresentar sinais de lesão do neurônio motor superior (hipertonia, hiperreflexia) ou inferior (hipotonia, hiporreflexia). O reflexo cutâneo abdominal assimétrico é a anormalidade neurológica mais comum associada à lesão intracanal na escoliose. O reflexo é pesquisado pelo estímulo dos quadrantes do abdômen com um instrumento pontiagudo não-cortante. A resposta normal é a contração abdominal com desvio da cicatriz umbilical para o lado estimulado. Outros sinais da lesão do neurônio motor superior que devem ser pesquisados na escoliose são o sinal de Babinsky e o clônus. O sinal de Babinsky é pesquisado pela estimulação da planta dos pés com um instrumento agudo não-cortante percorrendo a borda lateral da planta do pé desde o calcâneo. O sinal caracteriza-se pela extensão do hálux e abdução dos quatro dedos laterais dos pés.  O clônus é uma oscilação repetitiva e rítmica do pé e do tornozelo em resposta a  uma súbita dorsiflexão passiva do pé.

Se a avaliação neurológica revela alguma anormalidade, especialmente na curva torácica esquerda ou de rápida progressão, exames adicionais complementares, como a
ressonância magnética ou a mielotomografia, são aconselhados.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Fisiolinks 52


Depois de um período sem aparecer,  devido a problemas de falecimento na familia, viagem e carnaval, eis que o Fisiolinks volta a ativa.  Reunir links interessantes da Fisioterapia é  objetivo dessa seção aqui no blog. Então, se você tem um link interessante, basta mandar email ou colocar no campo de comentários.

Vamos aos links?

Eletroterapia em úlceras de pressão

Power Balance - mito ou verdade

Informação sobre o #PisoSalarial dos Fisioterapeutas

A dor no paciente queimado

Importância da Flexibilidade

Ética na Fisioterapia

Musculação pode causar dores em região lombar

Testes especiais para a coluna vertebral

Entenda a Fascite Plantar

5 passos para começar atividade física

Úlceras de pressão em pacientes com lesão medular

Coisas pra se aprender no meio de uma crise

Esclerose múltipla e fisioterapia

Patologia da cintura escapular


Até a próxima semana, com mais links da Fisioterapia pra vocês!





segunda-feira, 14 de março de 2011

Gasometria arterial

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A gasometria arterial é um exame feito com sangue colhido numa artéria, com o objectivo de verificar os valores dos gases no sangue, nomeadamente o oxigénio e o carbono. Também permite determinar outros valores como o ph, sódio, potássio, bicarbonato e cálcio.

Os pulmões e rins, permitem a manutenção do equilíbrio metabólico e respiratório, ou seja, equilíbrio ácido - base do nosso organismo. As alterações ácido-base que podem ocorrer são: acidose ou alcalose metabólica e acidose ou alcalose respiratória. São avaliadas pelos valores da gasometria, nomeadamente pelo ph, pCO2, bicarbonato e saturação de oxigénio. Estas alterações resultam da alteração da concentração do bicarbonato ou do pCO2, mas também pode ser uma reacção secundária compensatória do organismo.

Como se efetua o exame:

O sangue é colhido normalmente, na artéria radial. Não é necessário jejum, nem qualquer preparação prévia.

É colocada a região palmar para cima e desinfectada a zona da punção. Com uma seringa e agulha própria, é colhido sangue da artéria.

Após a punção, deve ser feito compressão de 10 minutos na zona, para evitar edema (inchaço) e equimose (sangue pisado).

O sangue é enviado ao laboratório e o resultado é obtido de imediato.

As diferenças entre os valores normais dos parâmetros gasométricos do sangue arterial e do sangue venoso são mostrados no quadro abaixo:

Parâmetro Sangue arterial Sangue venoso
pH 7.35 a 7.45 0.05 unidades menor
PaCO2 35 a 45 mmHg 6 mmHg maior
PaO2 70 a 100 mmHg ~ 50% (35 a 50 mmHg)

É importante ressaltar que o valor de bicarbonato expresso na gasometria não é medido diretamente e sim calculado através da equação de Henderson-Hasselbach, usando os valores de pH e pressão parcial de gás carbônico (PaCO2) medidos, onde:

pH = pK +

Os distúrbios metabólicos alteram o numerador da equação, através de diminuição (acidose) ou aumento (alcalose) no cálculo da concentração de bicarbonato. Os distúrbios respiratórios interferem com o denominador da equação, elevando (acidose) ou reduzindo (alcalose) a PaCO2. Os distúrbios metabólicos são compensados, inicialmente, por alterações na PaCO2 (compensação pulmonar) e, posteriormente, através de mudanças na excreção renal de ácidos e na reabsorção de álcalis (compensação renal). Os distúrbios respiratórios possuem mecanismos mais precários de compensação que dependem, já de início, de mecanismos renais de compensação. Existem algumas regras que podem ser utilizadas para avaliar as respostas compensatórias aos distúrbios ácido-básicos, quais sejam:

1. Não existe compensação total ou supercompensação de um distúrbio;

2. Se a compensação respiratória estiver intacta em um distúrbio metabólico:

  • [HCO3-] + 15 = últimos 2 dígitos do pH ou
  • PaCO2 = últimos 2 dígitos do pH.

3. Se a compensação metabólica (renal) estiver intacta em um distúrbio respiratório:

  • Acidose respiratória aguda: D [HCO3-] = 0.1 x D PaCO2
  • Acidose respiratória crônica: D [HCO3-] = 0.35 x D PaCO2
  • Alcalose respiratória aguda: D [HCO3-] = 0.2 x D PaCO2
  • Alcalose respiratória crônica: D [HCO3-] = 0.5 x D PaCO2

Diante de um distúrbio ácido-básico é sempre importante buscar o diagnóstico etiológico, a fim de que a abordagem terapêutica seja dirigida à causa básica. Existem alguns dados clínicos e laboratoriais que podem auxiliar o diagnóstico do distúrbio ácido-básico


Meningite

Meningite é o nome que se dá para a infecção e inflamação das meninges. Ela pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos – e pode ser fatal. Em 2006 morreram no Brasil mais de 2.500 pessoas vítimas da meningite.
Epidemias recentes da doença tiveram efeitos como o cancelamento em 1975 dos Jogos Pan-Americanos de São Paulo.
Atualmente a meningite do tipo B é endêmica nas grandes cidades brasileiras, o que significa que volta e meia aparece um caso, a vigilância epidemiológica é alertada, descobre o foco e impede aparecimentos de novos casos.
Antes de explicar em detalhes as diferentes formas de meningite, vamos relembrar na próxima página a estrutura do sistema nervoso central.
Meninges e sistema nervoso central
O sistema nervoso central é composto por várias partes, incluindo uma caixa de proteção, chamada caixa craniana, que tem a função de proteger o cérebro, e a coluna vertebral, que protege a medula óssea - que também faz parte do sistema nervoso central. Embaixo da estrutura óssea e envolvendo todo o sistema nervoso central ficam as meninges, que são três: a mais externa se chama dura-máter, a intermediária se chama aracnóide e a mais interna se chama pia-máter (veja na ilustração abaixo).
Entre as duas meninges mais internas, aracnóide e pia-máter há um espaço que fica completamente preenchido por um líquido chamado de líquido céfalo-raquidiano ou simplesmente liquor. À infecção dessas estruturas se dá o nome de meningite, que pode ser uma doença grave e fatal, dependendo da sua causa.

Sistema nervoso central e a localização das meninges
©2008 ComoTudoFunciona
O sistema nervoso central e a localização ds meninges



medula espinhal
©2008 ComoTudoFunciona

Sinais e sintomas:
- febre alta;
- dor de cabeça forte;
- vômitos (nem sempre, inicialmente);
- rigidez no pescoço (dificuldade em movimentar a cabeça);
- manchas vinhosas na pele;
- estado de desânimo, moleza.
Nos bebês pode-se também observar:

- moleira tensa ou elevada;
- gemido quando tocado;
- inquietação com choro agudo;
- rigidez corporal com movimentos involuntários, ou corpo "mole", largado.
Tratamento:
Após a avaliação médica e a análise preliminar de amostras clínicas, o paciente ficará internado e o tratamento será realizado com antibióticos específicos.
Prevenção:
Existe vacina contra alguns tipos de Meningite Meningocócica, para os tipos A, C, W135 e Y, porém elas não são eficazes em crianças menores de 18 meses. Em crianças maiores de 18 meses e adultos a proteção da vacina dura de 1 a 4 anos. Outras formas de prevenção incluem: evitar aglomerações, manter os ambientes ventilados e a higiene ambiental.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Como evitar o declínio do cérebro

Se ter 80 anos e um corpinho de 30 é impossível, com dedicação, técnica e estímulo constante é possível ter um cérebro em forma mesmo com idade avançada.

A estimulação mental melhora as funções cerebrais e protege contra o declínio cognitivo. O cérebro, ao contrário do que se pensa, é um órgão capaz de aprimorar-se ao longo do tempo por meio da interação com o mundo, da percepção e da ação.

Para mantê-lo cada vez mais afiado, a primeira indicação dos especialistas é seguir aprendendo coisas novas.

"Manter uma atividade intelectual retarda o aparecimento de problemas cognitivos. Não há uma recomendação específica, mas quanto mais variada a gama de atividades, melhor", aconselha Sonia Bricki, membro da Associação Brasileira de Neurologia.

Fazem parte dessa lista de novas aprendizagens, por exemplo, cursar uma nova faculdade, aprender uma língua diferente ou simplesmente tentar jogar sudoku. O essencial é manter o cérebro ativo. "Ficar parado assistindo televisão, por exemplo, é ruim, porque a pessoa recebe a informação passivamente, sem reagir a ela", afirma a neurologista.

Separar um tempo do dia para "pensar na vida" também pode trazer benefícios. Pesquisas norte-americanas identificaram que o simples ato de pensar tem resultados físicos sobre o cérebro. Segundo o estudo, durante o pensamento o número de dendritos (prolongamentos dos neurônios especializados na recepção de estímulos nervosos) que se interconectam às células cerebrais aumentam. Ou seja, quanto mais se pensa, melhor o cérebro trabalha – independente da idade.

Neuróbica

Criada pelo professor de neurobiologia norte-americano, Lawrence C. Katz, a "aeróbica para os neurônios" ou simplesmente "neuróbica" tem o objetivo de exercitar partes ou conexões pouco utilizadas do cérebro. A ideia é quebrar a rotina, em qualquer lugar, a qualquer hora.

Para isso, o médico propõe atividades simples como ir ao trabalho por um caminho diferente, comer com a mão oposta à habitual, trocar de roupa com os olhos fechados ou mesmo fazer compras em um supermercado desconhecido. Quando começar a ficar fácil, ele sugere a combinação de dois ou mais sentidos na realização de uma tarefa, como ouvir a chuva e reproduzir seu ritmo batendo os dedos em alguma superfície, ou cheirar um perfume enquanto ouve uma música.

Como cada pessoa utiliza diferentes partes do cérebro por conta de suas profissões ou preferências pessoais, a indicação é sempre fazer o inverso do que se está acostumado.

"Uma pessoa que lê muito, por exemplo, deve procurar atividades que exercitem outras áreas do cérebro, como fazer cálculos matemáticos, jogos de raciocínio ou de visão espacial", diz Carla Correia, psicóloga especializada em Programação Neurolinguística. Segundo ela, a prática deve ser realizada no mínimo três vezes ao dia.

Levante do sofá!

As pesquisas já confirmaram aquilo que há muito os médicos notavam nos consultórios: exercício físico ajuda a melhorar a capacidade neurológica. "As atividades físicas alteram o padrão do funcionamento das células cerebrais, pois os exercícios melhoram a oxigenação e a comunicação entre as células nervosas – conhecida como sinapse. E essa comunicação mais rápida entre os neurônios nos deixa mais 'espertos' e com raciocínio mais rápido, explica a neurologista Mirna Wetters Portuguez, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Melhorando a memória

Todo mundo já esqueceu o nome de uma pessoa, ou um compromisso importante, ou onde colocou a chave do carro. O mineiro Alberto Dell´Isola Rezende também. Hoje, no entanto, ele sabe de cor o calendário Gregoriano e Juliano do século 2 ao 23. Em segundos, sem pestanejar, é capaz de dizer que, em 1980, o dia 3 de dezembro caiu em uma quarta-feira.

O capitão da seleção brasileira de memória conta que, para chegar a esse patamar, precisou encontrar novas formas de armazenar informações e redescobriu o próprio cérebro. "Comecei a criar associações." Para ele, qualquer pessoa pode melhorar o raciocínio lógico e a memória, basta desenvolver algumas técnicas. "Às vezes, a informação só foi armazenada de maneira errada. Cada contexto exige uma técnica específica, mas alguns princípios são compartilhados", explica.

Rezende dá algumas dicas que o levaram a representar o Brasil no Exterior em disputas de memória. "Pelo menos 60% de toda informação nova é esquecida em 24 horas, por isso, é preciso fazer uma revisão daquilo que se quer guardar umas duas vezes nesse período", diz.

Outra técnica é tentar fazer associações: "Para não esquecer nomes, por exemplo, o ideal é associá-los a alguma coisa que seja um gatilho fácil para recordar. O gatilho é aquilo que vai te dar um 'estalo'", ensina. Para lembrar de alguém com o nome Paulo, por exemplo, Alberto imagina um pau batendo na cabeça da pessoa. Assim reúne imagem e definição em uma mesma memória.

Outra estratégia, mais voltada ao aprendizado, é criar diversos backups diferentes da mesma informação. "Repetir em voz alta, colorir, fazer resumo, cada um é um backup. Quando não se armazena tudo junto, fica mais fácil de lembrar", sugere.

terça-feira, 8 de março de 2011

Parabéns Fisioterapeutas pelo DIA INTERNACIONAL DA MULHER!


Hoje é o Dia Internacional das Mulheres. Mas você sabe porque tem esse dia?

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. Em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.

Então, mais do que receber parabens por essa data ou achar que ela não faz sentido, é hora de lembrar que milhares, se não milhões, mulheres ainda convivem diariamente com discriminação e violência.  E para elas, essa data é importantíssima!

Mulheres FISIOTERAPEUTAS, PARABENS! Lutem pelo seu espaço. Lutem por suas idéias!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Prescrição de órteses e próteses

O Sistema Único de Saúde (SUS) reconhece o direito aos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de prescrever "órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico", por meio da publicação da Portaria SAS/MS N° 661, de 2 de dezembro de 2010. Tal conquista amplia significativamente a atuação dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais no SUS e em clínicas e hospitais particulares por todo o país. "A inclusão das órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico na Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais significa o reconhecimento da atuação desses profissionais nestas áreas pelos ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego" afirma o conselheiro do Coffito, Adamar Nunes. Entre os procedimentos incluídos, estão a prescrição de calçados ortopédicos, muleta axilar, prótese mamária, cadeira de rodas, andador, palmilhas, coletes, cintas e outros.

Seguindo os passos descritos abaixo, veja a lista completa das órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico, incluídos na CBO dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais:

  1. Acesse sigtap.datasus.gov.br;
  2. Clique em "Acessar tabela unificada";
  3. Clique em "Procedimentos";
  4. Clique em "Publicados";
  5. Clique em "Consultar";
  6. Na guia "Grupo", selecione a opção "07 – Órteses, próteses e materiais especiais";
  7. Na guia "Sub-Grupo", selecione a opção "01 - Órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico";
  8. Na guia "Forma de Organização", selecione a opção "01 – OPM auxiliares da locomoção" ou a opção "02 – OPM ortopédicas";
  9. Na guia "Competência", selecione "01/2011";
  10.   Clique na lupa (localizar);
  11. Após isso, clique nas órteses, próteses e materiais especiais de sua escolha quando, então, abrirá uma página com todo histórico deste instrumento;
  12. Clique, então, na guia "CBO", localizada na parte de baixo da página.
Retirei daqui

Salto alto no carnaval? Nem pensar

Já começou a contagem regressiva para o Carnaval. Nesse período, é importante pensar não só na fantasia, mas também nos cuidados de que o corpo necessita para suportar o desgaste físico da folia.

Para aproveitar com saúde e disposição e ainda voltar inteiro para o trabalho na quarta-feira, é bom ter alguns cuidados, como evitar o uso de sapatos de salto.

"A combinação de fantasias pesadas e saltos finíssimos é totalmente nociva à saúde, pois pode acarretar problemas que somente serão resolvidos posteriormente, com medicação, acompanhamento médico e exercícios físicos monitorados", afirma a reumatologista Evelin Goldenberg, professora da Escola Paulista de Medicina e integrante do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

A médica também diz que é importante ficar atento à postura inadequada, qe pode acentuar problemas como lordose, dor nas costas e hérnia de disco.

A reumatologista destaca que além das dores, o salto alto pode provocar torções, distensões nos músculos da panturrilha, lesões e fraturas de tornozelo. "Justamente por elevar demais o calcanhar, o sapato de salto faz com que o peso do corpo fique todo concentrado na parte da frente do pé, causando desconforto, dor e problemas na coluna", afirma a especialista.

Segundo a Dra. Evelin, se não for possível conciliar a fantasia com sapatos sem saltos, eles devem ter até 3cm no máximo. Uma segunda opção é o salto plataforma. Outra dica é variar os calçados ao longo da folia, para não machucar mais seriamente os pés.

"Se a pessoa repetir o mesmo calçado pode acabar com bolhas e feridas nos pés. O salto plataforma é uma ótima opção, pois dá mais estabilidade, principalmente para quem está sambando", explica a reumatologista.

"Se você vai dançar e pular deve ter o físico preparado ao longo do ano para isto. Caso contrário, fatalmente terá problemas. Faça exercícios e alongamentos regularmente. Isto acaba por condicionar o corpo para possíveis excessos", conclui Dra. Evelin.

Entre os fatores de risco para dor nas costas estão o tabagismo, estresse, ansiedade, sedentarismo, obesidade e erros posturais. De acordo com a especialista, fazer exercícios físicos monitorados, bem como cuidar da postura, são fundamentais para a prevenção de doenças na coluna, não somente no período do Carnaval.

Alongamento e seus tipos

Tipos de Alongamento

- Estiramento: É o alongamento que pode ser feito, sozinho, com um parceiro ou em equipamento. Deve-se alongar até atingir o limite dos arcos de movimento. Existem três tipos:

- Passivo: Consiste em manter a amplitude do movimento durante vinte segundos, ou mais, se for relaxando com o tempo. De três a cinco series.
http://todaperfeita.com.br/wp-content/uploads/2010/07/ALONGAMENTO-exercicio-fisico-beneficios.jpg

O alongamento é um conjunto de técnicas utilizadas para se manter ou para se aumentar a amplitude de movimentos, pode ser utilizado como aquecimento ou após atividades físicas, evita a nodosidade muscular. Não tem risco de distensão e não há aumento da mobilidade articular.

Não força a articulação, os componentes plásticos são deformados pelo trabalho, os componentes elásticos são estirados ao nível submáximo e os mecanismos de propriocepção e os terminais nervosos da dor não são estimulados.

- Ativo: Consiste em alongar até perto do limite e dar pequenas forçadas( nº de repetições), fazer de duas a três series de 6 repetições. Se fizer muitas repetições o trabalho irá se transformar num flexionamento.

- Misto: Consiste em forçar até perto do limite, fazer quatro repetições e depois segurar mais quatro segundos no ponto máximo atingido. É a forma de alongamento mais adequada para se usar de alongamento.

- Suspensão: Nesse tipo são trabalhados os músculos e os ligamentos, as articulações não apresentam movimento. Consiste em se pendurar e ficar suspenso, por no máximo vinte segundos. Esse alongamento ajuda a retirar a água e os catabólicos provenientes das contrações musculares.

- Soltura: Consiste em balançar os músculos, muito tradicional em nadadores, que balançam o tríceps. Pode ser feito por um companheiro. É relaxante pois provoca a desconexão das ligações de actina-miosina remanescentes.

Reflexo de Alongamento

Os músculos estão protegidos por um mecanismo denominado reflexo de alongamento. Toda vez que estirar excessivamente as fibras musculares (seja por balanceios ou por excesso de alongamento) há a resposta do reflexo neuronal, que envia um sinal para os músculos se contraírem, o que impede que os músculos sejam lesionados. Portanto, quando você faz um alongamento desmesurado está contraindo os mesmos músculos que está querendo alongar.

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