quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como aliviar a coceira dentro do gesso

Ataques de coceira praticamente intoleráveis são muito comuns em pessoas usando gesso por conta de fratura em ossos, mas é preciso ter cuidado ao coçar a região incômoda, é o que diz um especialista no assunto.

"Nunca enfie algum objeto dentro do gesso para coçar a região que incomoda. Nunca mesmo. Já tive de remover gessos para retirar diferentes tipos de objetos – lápis, palitinhos chineses, garfos e até escovas", relata Paul Printz, cirurgião ortopédico do Gottlieb Memorial Hospital, de Illinois (EUA).

"Os ossos podem estar se recuperando com segurança, mas técnicas para aliviar coceiras podem causar infecções e problemas sanguíneos que requerem cuidados médicos adicionais", ele adverte.

O especialista explica que a pele protegida pelo gesso se torna muito delicada e sensível, podendo se ferir facilmente. Ele aconselha a não usar nada aquecido, pois isso pode gerar umidade através da condensação. Para combater a coceira no lado de dentro do gesso, Printz sugere:

- Dar tapas leves no gesso para criar uma vibração suave

- Massagear a área exposta ao redor do gesso

- Envolver a área externa do gesso com uma bolsa de gelo ou um saco com verduras congeladas para refrescar a área incômoda

- Consultar o médico sobre a possibilidade de tomar um anti-histamínico para ajudar a aliviar a coceira

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O que é o PediaSuit?

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É uma roupa terapêutica composta por um material que possibilita a oxigenação dos poros e é anexada por velcros, permitindo um fácil manuseio. A roupa possui colete, short, joelheira, tênis, tapete e cordões de borracha elástica alinhados ao corpo para proporcionar um equilíbrio dos músculos agonistas, antagonistas e sinergistas.

A proposta do PediaSuit é fornecer estímulos sensoriais suplementares para os músculos e articulações do corpo, auxiliando no movimento funcional com o uso dos cordões de borracha refletindo nos músculos do corpo. É um programa estruturado com o intuito de promover o crescimento e o desenvolvimento da criança. Além disso, diminuir os padrões de movimentos pobres ou patológicos, aumentar a força, aumenta o controle e a coordenação muscular, aumentar a resistência e aumentar as atividades funcionais Acompanhados por exercícios repetitivos, estes movimentos “todos os dias” ensinam o sistema nervoso novos caminhos para se mover, equilibrar e se auto coordenar.

Este programa se desenvolve de 3-4 horas/dia, 5 dias/semana, por 3 ou 4 semanas e cada programa é individual desenvolvido de acordo com a necessidade do cliente.
Principais indicações para o Protocolo de PediaSuit tm

o Paralisia Cerebral
o atrasos no desenvolvimento
o Autismo
o Ataxia
o Atetose
o Hipertonia (espasticidade)
o Hipotonia (baixo tônus motor)
o Autismo
o Lesão medular
o Integração distúrbios sensoriais
o Síndrome de Down
o Pós - acidente vascular cerebral (AVC)
o Pós - trauma
o Distúrbios do Sistema Nervoso Central
o A artrite reumatóide (este tipo de suspensão pode ser usada para fornecer distração comum, pois diminui as forças que atuam sobre a própria articulação e ajuda a eliminar a dor e os danos mais comuns)
o Lesões Desportivas
o pacientes ortopédicos
o distúrbios vestibulares
o Fraturas - estágios iniciais da reabilitação
o Espinha Bifida


Seus principais objetivos são a normalização do tônus muscular da criança, aumentar a variedade dos movimentos ativos, aumentar a força e a resistência e controlar os grupos musculares que acabaram de ganhar força, permitindo que a criança melhore suas habilidades funcionais, sendo um trabalho que visa a independência.

Dentre os benefícios temos a melhora da propriocepção, redução dos reflexos patológicos, restauração dos padrões de movimento e postura apropriados, prevê a estabilização externa e dá suporte aos músculos fracos, correção do alinhamento corporal, influência no sistema vestibular, estimulação do retreinamento do SNC, provê estimulações táteis e sensoriais, melhora da produção oral e fluência, aplicação sobre o corpo de uma pressão semelhante á ação da gravidade e acelera o progresso dos movimentos e habilidades recém aprendidos.

Fonte

terça-feira, 26 de abril de 2011

Tendinite calcárea


A tendinite calcária e uma patologia caracterizada por um processo inflamatório crônico com fases de agudização que acomete o manguito rotador (principalmente o tendão supraespinhoso. As mudanças degenerativas que ocorrem no tendão do supra-espinhal durante o processo de envelhecimento, combinadas com esforço, podem causar inflamação crônica com depósitos de cálcio. Os depósitos de cálcio podem se romper dentro da bolsa que recobre o tendão do supra-espinhoso. Isso alivia temporariamente a situação mas pode causar bursite. Alternativamente, os depósitos podem desaparecer de maneira espontânea 2 a 3 semanas após sua formação, ou simplesmente continuar sem nenhum sintoma. Tem etiologia desconhecida, atinge pessoas geralmente acima de 50 anos, mas pode ocorrer em atletas relativamente jovens, entre 30 e 35 anos e com mais freqüência o sexo feminino, podendo ser bilateral em 20% dos casos. A fase aguda da doença se manifesta por dor intensa no ombro, provocando limitação da mobilização ativa e passiva do ombro e, ocasionalmente, eritema no local. Nos casos mais intensos o paciente pode evoluir para a capsulite adesiva.


Diagnóstico

• Exame de Raios X permite a visualização de calcificação na área do tendão que pode ser de diversos tamanhos, dependendo do caso.
• Outros exames como ultra-sonografia e ressonância magnética podem ser necessárias.

Tratamento

Sem sintomatologia:
- Não requer tratamento.

Com sintomatologia:
- Fisioterapia;
- AINE;
- Infiltração com corticóide (deve ser evitada).

Tratamento da Síndrome de Legg-Calvé-Perthes

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A síndrome de Legg-Calvé-Perthes ou doença de Perthes é uma doença degenerativa da articulação da anca (quadril em português brasileiro) em que ocorre destruição da cabeça do fémur por falta de vascularização (necrose avascular).

É frequente em crianças dos 3 aos 12 anos, embora também tenha sido descrita em outras espécies, como em cães de pequeno porte. Em casos bastante raros pode também afectar adultos. Geralmente segue um processo com várias etapas que se resolve ao fim de cerca de um ano.

Para Weinstein e Buckwalter (2000) os objetivos principais no tratamento da Doença de Legg-Calvé-Perthes são impedir a deformidade, intervir no distúrbio de crescimento e impedir a ocorrência de artropatia degenerativa.

A Doença de Legg-Calvé-Perthes é autolimitada, ou seja, apresenta resolução espontânea com reossificação completa da epífise femoral no final do processo. De maneira geral, quanto mais esférica e congruente estiver a epífise femoral em relação ao acetábulo, melhor o resultado final. Nas fases de necrose avascular e fragmentação, a cabeça femoral está suscetível à defomidade sofrendo ação das forças musculares no quadril e também da carga através da marcha. A cabeça femoral tende a subluxar expondo-a, então, à pressão do vértice acetabular, levando ao achatamento do núcleo epifisiário podendo chegar até a formação de "quadril em dobradiça". O período em que a cabeça é plasticamente deformável são as fases de necrose e fragmentação, neste período preconiza-se o príncipio da contenção da epífise femoral no acetábulo e preservação da mobilidade articular, para que a epífise reossifique esfericamente, pois o acetábulo serve de modelo. Na maioria dos casos a marcha age desfavoravelmente e, portanto, deve ser proibida, pelo menos até a reossificação do pilar lateral. 

O tratamento conservador é o método de escolha para a grande maioria dos casos de doença de Legg-Calvé-Perthes. Baseia-se no repouso no leito com tração cutânea para alívio da dor, redução da sinovite e ganho de abdução para melhor centralização do quadril.

Independentemente do método utilizado, conservador ou cirúrgico, os dois princípios fundamentais para o tratamento da doença são manter a epífise femoral centrada no acetábulo e preservar a mobilidade do quadril. (Soni, Valenza e Schelle, 2004).

Para Hebert (2004) na fase inicial, o tratamento consiste em repouso, diminuição da dor e aumento da mobilidade, evitando contraturas e limitação dos movimentos e mantendo a cabeça do fêmur bem centrada no acetábulo. Convém evitar o apio do membro afetado no solo e qualquer tipo de impacto, devendo-se, no entanto, manter a mobilidade com fisioterapia, hidroterapia ou natação. A cirurgia está indicada sempre que houver risco de uma incongruência articular no futuro e baseia-se na centralização da cabeça do fêmur no acetábulo por meio de osteotomia do fêmur.

A fisioterapia depois da intervenção cirúrgica concentra-se no treino da marcha e na restauração da amplitude de movimento (ADM) e força muscular do quadril. 

Burns e MacDonald (1999) relata que as intervenções cirúrgicas podem provocar numerosos problemas osteomusculares, como fraqueza dos músculos abdutores do quadril e encurtamento do membro, resultando em claudicação. 

Os movimentos ativos desempenham um papel fundamental na modelagem das articulações, sendo este o motivo pelo qual o fisioterapeuta deve visar os problemas osteomusculares que acompanham a Doença de Legg-Calvé-Perthes. Entre eles cita-se a rigidez do quadril e a fraqueza muscular de abdutores e extensores de quadril, prescrevendo movimentos ativos sem provocar dor (Burns e MacDonald,1999). 

A hidroterapia é um método excelente para a criança que apresenta fraqueza e limitação da mobilidade do quadril. A flutuação na água morna favorece a mobilidade ativa do quadril, diminuindo a dor e espasmo muscular. O fortalecimento da musculatura e retreinamento da marcha costumam ser mais eficazes na piscina, em virtude da resitência dinâmica oferecida pela água. A hidroterapia também é altamente benéfica para o desenvolvimento psicosocial da criança com Doença de Legg-Calvé-Perthes grave, pois ela será capaz de executar atividades funcionais com mais liberdade e eficácia na piscina, de modo a readquirir a confiança em suas capacidades funcionais. (Burns e MacDonald,1999).

É aconselhável que se prescreva também um programa domiciliar diário, constituído de exercícios capazes de aumentar a força e controle sobre a musculatura do quadril. (Burns e MacDonald,1999).

Shephered (1995) refere que o tratamento durante a fase inicial consiste em repouso, às vezes com tração sobre a pele, seguido por deambulação com o aparelho ortopédico em abdução. O tratamento estará encerrado quando a radiografia demonstrar a revascularização da cabeça femoral. A fisioterapia consiste no tratamento da marcha, tanto com o aparelho ortopédico aplicado, como após a sua retirada.

SegundoTecklin (2002) um dispositivo ortótico poderá ser utilizado por um período prolongado, até um ou dois anos. Enquanto a criança está usando a órtese e depois da cicatrização da ferida, observa-se freqüentemente a presença de limitações de ADM e déficit de força. Depois da remoção do dispositivo ortótico, a criança pode continuar a andar com uma marcha do tipo Trendelenburg por causa da fraqueza dos extensores e dos abdutores do quadril. 

Com ajuda daqui

sábado, 23 de abril de 2011

Fotos de piscina para Hidroterapia

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Por hidroterapia entende-se o tratamento pela água sob suas diversas formas e a temperaturas váriáveis.

A água é um dos meios de cura, um veículo de calor ou frio para o corpo. Aplicada ao corpo, opera nele modificações que atingem, em primeiro lugar, o sistema nervoso, o qual, por sua vez, age sobre o aparelho circulatório, produzindo efeitos sobre regularização do calor corporal. As reações da aplicação da água são portanto, três: nervosa; circulatória e térmica.

Gostou das piscinas? Qual a mias bonita?!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O que é Mioclonia?


Mioclonia é a palavra usada para definir uma contração muscular brusca, involuntária e de brevíssima duração. Ela pode ser restrita a um grupo de fibras musculares, envolver todo o músculo ou um grupo deles. Para uma rápida compreensão do que seja, vale a pena relembrar a expressão utilizada por seus sofredores para defini-la: ...é como se tivesse tendo um choque. A despeito de mioclonias serem frequentemente correlacionadas com epilepsia, ela poderá ser sintoma de uma variada gama de condicões nosológicas distintas. Aliás, muito provavelmente, as causas mais comumente associadas não são de natureza epilética.

Mioclonias podem resultar de muitas causas: reaçã a uma infecção, lesão na cabeça ou na medula espinhal, tumores cerebrais, falha renal ou hepática, envenenamento químico ou por drogas, etc.

Os movimentos mioclônicos podem ocorrer em pacientes com Esclerose Múltipla, Mal de Parkinson, Mal de Alzheimer. É comum ocorrerem em pessoas com Epilepsia, um transtorno em que a atividade cerebral se altera, causando convulsões. Alguns investigadores especulam que anormalidades ou deficiências em receptores de certos neurotransmissores contribuem para algumas formas de Mioclonia. Alguns deles seriam a serotonina, que contrai os vasos sangüineos e produz o sono, e o ácido gammaaminobútrico, que ajuda o cérebro a manter controle muscular.

Estes são os tipos mais comuns:

  • O mioclonismo de ação caracteriza-se por sacudidas musculares provocadas ou intensificadas voluntários ou pela intenção de se movimentar.
  • Acredita-se que o mioclonismo de reflexo cortical é um tipo de epilepsia que se origina no tronco encefálico. Nele, as contrações envolvem alguns músculos que envolvem apenas uma parte do corpo, mas também podem ocorrer contrações que envolvem muitos músculos.
  • O mioclonismo noturmo ocorre durante as fases iniciais do sono. Em alguns este pode ser um sintoma da Síndrome das pernas inquietas e a visita a um médico torna-se imprescindível.
  • O mioclonismo epilético progressivo (PME) é um grupo de doenças caracterizadas por contrações mioclônicas, convulsões epiléticas e outros sintomas como a dificuldade de caminhar e falar. Estes sintomas raros pioram com o tempo e podem ser fatais.

Outro tipo de PME inclui movimentos mioclônicos, problemas visuais, demência e distonia. Um terceiro tipo de PME envolve mioclonia de ação, convulsões e dificuldades em caminhar e manter o equilíbrio.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Fisioterapia no Linfedema

O tratamento fisioterápico do linfedema consiste na utilização de várias técnicas, que se isoladas não mostram resultados significativos, mas quando combinadas apresentam efeito satisfatório.

As mais freqüentes empregadas são: Massagem de drenagem próxima (massagem centrípeta), inicialmente descrita pelo Dr. Foldi na Alemanha, consiste em estimulação manual dos centros linfonodais superficiais e vias linfáticas, iniciando pelos centros e vias proximais, prosseguindo com a estimulação de áreas sucessivamente mais distais, obtendo o descongestionamento das vias e restabelecimento do fluxo linfático.

Bombas compressivas que são aparelhos que comprimem o membro edemaciado, obtendo então o aumento da drenagem de fluido, porém sem simultânea absorção de proteínas, pode aumentar o risco de fibrose e permitir a recidiva do edema.

Combinadas a outras técnicas, são bastante eficazes, consistindo sua efetividade em aumentar os padrões de fluxo. Enfaixamentos compressivos podem ser elásticos ou inelásticos.

Dr. Leduc mostrou que o sistema linfático atinge maiores níveis de absorção quando pacientes enfaixadas, com ataduras inelásticas são submetidas a atividades musculares. Malhas compressivas são usadas normalmente após o término do tratamento, e por tempo indeterminado, a fim de se evitar recidivas do edema.

Podem ser "pré sized", quando disponíveis em tamanhos estabelecidos, ou sob medida. Como os membros são sempre imprevisíveis em comprimento, volume ou formato, torna-se óbvio a necessidade de se prescrever malha sob medida, assim como determinar-se a pressão ideal para cada caso, que nos linfedemas de MMSS deve variar entre 30 e 50mmHg.

A drenagem postural embora seja um instrumento de valor como profilaxia, não chega a apresentar resultados significativos como tratamento, sobretudo nos edemas grau 2 e 3, com maiores níveis de fibrose. Exercício físico é muito eficaz na profilaxia do edema pela sua ação mecânica, melhorando os padrões de fluxo linfático.

O fisioterapeuta fará um programa de tratamento individual, baseado em sua avaliação e nas informações recebidas pelo médico.

Assim, este acúmulo de fluido linfático nos braços e mãos poderá, gradativamente reduzir quase completamente.

Imediatamente após a cirurgia a paciente pode apresentar edema, este edema é temporário e poderá, gradualmente desaparecer. Para ajudar a aliviar esse edema temporário, assim que o médico permitir, siga as seguintes recomendações: Ainda no hospital, logo após a cirurgia, eleve o braço afetado apoiado em travesseiros, de forma que a mão fique mais elevada que o ombro, faça isto 2 a 3 vezes ao dia por 45 minutos, nesta posição elevada, exercite o braço, abrindo e fechando a mão, de 10 a 15 vezes. Este exercício ajudará a reduzir o inchaço, promovendo retorno da linfa à circulação geral do corpo. Usar o braço afetado para pentear os cabelos, banhar-se, vestir-se, alimentar-se (Leduc, 2000).

Nenhum tratamento realmente efetivo para o linfedema é conhecido, e que o emprego de diferentes modalidades terapêuticas, cirúrgicas ou cirúrgicas, solucionam apenas parcialmente o problema. Acrescentam ainda que o linfedema secundário responde melhor às medidas terapêuticas empregadas quando comparado ao linfedema primário.

Entre as possibilidades terapêuticas, descrevem as medidas cirúrgicas, que são utilizadas nos casos de linfedema de maior gravidade e o tratamento conservador podendo ser medicamentoso e fisioterápico. Entre as várias técnicas cirúrgicas, as autoras destacam duas. A primeira é a de Degni e Cordeiro, que cria anastomoses veno linfáticas. A segunda é a técnica de Thompson, que remove grandes quantidades de tecido fibroedematoso, estabelecendo uma comunicação entre a rede linfática superficial e a profunda. Com esta técnica, segundo as autoras consegue-se uma redução no volume do membro, mas infelizmente em 40% dos casos observa-se um retardo na cicatrização da incisão. Este é um dos motivos que torna esta técnica indicada somente para os casos de linfedema de maior gravidade, como também quando as técnicas conservadoras tiverem falhado (MARX E CAMARGO, 2000).

COMPLICAÇÕES:

Escápula alada, devido a fraqueza do serrátil anterior; lesões de raízes do plexo braquial (C5 – T3); limitação da flexão e rotação do ombro – em sua maioria por medo; linfedema, pela retirada dos linfonodos axilares; sensação dolorosa de peso no ombro – associada ao linfedema; limitação da expansibilidade torácica – onde a fisioterapia deve intervir imediatamente; parestesias (Brentani, 1998)


OBJETIVOS DA FISIOTERAPIA:

Prevenir ou diminuir as complicações respiratórias, prevenir complicações circulatórias (TVP), prevenir complicações osteomioarticulares, evitar aderências, cicatrizes e quelóides, manutenção das ADMs, manutenção da força muscular, prevenção de linfedema, diminuir algias (uso de TENS para allívio da dor), reeducação postural (Camargo, 1980).

A DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL COMO RECURSO FISIOTERÁPICO

Tem como objetivo melhorar a absorção e o transporte de líquidos intersticiais, de uma área em congestão para áreas onde os linfáticos apresentam melhores condições, através das anastomoses linfo linfáticas ou vias de substituição. É contra indicado em processos inflamatórios agudos, em edemas cardíacos ou renais. As manobras variam entre os autores. Podem ser realizados nos edemas linfáticos ou não, respeitando a individualidade de cada caso.

As primeiras manobras DLM começam no quadrante do tronco contra lateral ao edema, ou seja, no quadrante livre de edema com a finalidade de aumentar a atividade linfocinética. Este aumento de atividade faz com que o quadrante edemaciado seja beneficiado pela drenagem entre as anastomoses dos capilares linfáticos existentes entre eles. A descongestão linfática do quadrante homolateral ao linfedema permite que a linfa do membro edemaciado passe através dos canais linfáticos dilatados para o quadrante normal.Isto promoverá uma descongestão linfática que se inicia centralmente e chega mais tarde até o membro edemaciado, este passo é denominado evacuação (FÖLDI et. Al., 1990).

sábado, 16 de abril de 2011

Fisiopatologia da SARA

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A Síndrome de Angústia Respiratória Aguda, a SARA, ocorre por alteração na permeabilidade alvéolo-capilar com extravasamento de plasma para o interior dos alvéolos e formação de edema pulmonar não hidrostático.

Após instalação do fator predisponente, circulação extracorpórea prolongada ou por reação à administração de produtos sanguíneos ocorrerá a liberação dos fatores mediadores da inflamação e a conseqüente alteração da permeabilidade da membrana alveolocapilar.

Precocemente, grande afluxo de neutrófilos para o território pulmonar e uma série de reações:

a) Liberação de proteases (colagenase e elastase) relacionadas diretamente com a agressão à membrana celular.

b) Liberação de radicais superóxidos pelos polimorfonucleares, que alteram a estrutura secundária de proteínas e lípides da membrana celular, levando à lesão tecidual.

c) A cicloxigenase e a lipoxigenase (liberadas pelos próprios neutrófilos) na presença de ácidos graxos livres resultantes da lesão das membranas produzem prostaglandinas e leucotrienos. Estes geram vasoconstrição e broncoconstrição. Os leucotrienos possuem também efeito quimiotático para neutrófilos (LTB-4) e alteram a permeabilidade da membrana alveolocapilar.

d) Os neutrófilos recrutados ao parênquima pulmonar são ativados e agregam-se a membrana do endotélio. Essa interação entre neutrófilo e membrana endotelial é fundamental para criar um ambiente em que radicais superóxidos e proteases, liberados pelo neutrófilo ativado, possam agir sem sofrer mediação por agentes normalmente presentes na corrente sanguínea. Essa interação é feita por moléculas de adesão, as selectinas, que são expressas na membrana, tanto no próprio neutrófilo (L-selectina) como na célula endotelial (E-selectina e P-selectina). A expressão das moléculas de adesão ocorre em resposta a um estímulo por citoquinas (como, por exemplo, fator de necrose tecidual), e facilita a agregação dos polimorfonucleares. Essa interação é feita por moléculas de adesão, as selectinas, que são expressas na membrana tanto do próprio neutrófilo (L-selectina) como na célula endotelial (E-selectina, P-selectina), em resposta ao estímulo por citoquinas (como, por exemplo, fator de necrose tumoral) ou mediadores da inflamação (como lipopolissacárides — LPS). Além das selectinas, a família das integrinas tem papel importante nesse mecanismo de adesão dos neutrófilos. Uma vez ativadas por mediadores como o TNF, passam a expressar receptores de superfície CD11/CD18, que reconhecem as moléculas de adesão intercelulares ICAM-1 e ICAM-2 expressas na superfície do endotélio. Essa interação protéica torna ainda mais forte a adesão, permitindo que a reação inflamatória prossiga localmente.

e) Os neutrófilos ativados liberam citoquinas como o fator de necrose tumoral e as interleucinas, principalmente IL-1, IL-4, IL-6 e IL-8, que têm papel determinante no desenvolvimento da SARA. Em resposta a esses mediadores, verifica-se aumento da atividade pró-coagulante, com deposição de fibrina, aumento da degradação e liberação de produtos de degradação da fibrina e dímero D. Esses fenômenos ocorrem em toda a área lesada, mas principalmente no lado alveolar da barreira, contribuindo para a formação da membrana hialina, que é a marca histológica da síndrome.

f) A presença de fibrina contribui para a inativação do surfactante. Serve de matriz e estímulo para a proliferação e a ativação de fibroblastos, responsáveis pela fibrose e pela reparação do tecido alveolar. Produtos de degradação da fibrina podem aumentar a permeabilidade vascular e a vasoconstrição, uma associação que favorece a formação de edema. Níveis elevados de dímero D e de atividade pró-coagulante no lavado broncoalveolar de pacientes de risco são marcadores do desenvolvimento da síndrome.

A ocorrência da síndrome em indivíduos depletados de neutrófilos mostra que, além do neutrófilo, dois efeitos têm papel destacado em seu desenvolvimento: os macrófagos e as plaquetas.

Os macrófagos, células residentes no território pulmonar, contam com um arsenal lesivo semelhante ao dos neutrófilos e produzem grande quantidade de fator de necrose tumoral. Essa citoquina é capaz de desencadear todo o processo da SARA.

As plaquetas, por sua vez, por meio de sua agregação intravascular e conseqüente formação de microtrombos, levam ao desequilíbrio na relação V/Q, que piora pela vasoconstrição secundária a liberação de prostaglandinas e serotonina. As plaquetas também estão envolvidas no processo de reparação que se segue a lesão do parênquima pulmonar, já que liberam grandes quantidades de PGDF, potente estimulante mitogênico para os fibroblastos.

Recentemente demonstrou-se a importância de um novo mediador da inflamação: o óxido nítrico. Liberado por endotélio, neutrófilos, macrófagos e plaquetas, participa diretamente da alteração da permeabilidade da membrana alveolocapilar.

Numa fase mais avançada, há uma certa organização do processo, com proliferação de fibroblastos e deposição de colágeno, culminando com o estabelecimento de fibrose. A fibrose pulmonar depende não somente da presença de mitógenos, como o PGDF, como também de uma matriz apropriada, que resulta da coagulação intra-alveolar da fibrina extravasada do plasma, em função da alteração da permeabilidade da membrana alveolocapilar.

A superfície epitelial dos alvéolos apresenta intensa atividade anticoagulante determinada pela presença de ativadores do plasminogênio. A perda desses ativadores é um dos eventos iniciais na SARA.

A surfactante sofre interferência em sua ação pelos produtos de degradação da fibrina e tem sua produção alterada, por causa do comprometimento dos pneumócitos do tipo II.

Essas alterações causam anormalidades na função pulmonar. Há diminuição da complacência pulmonar e estabelecimento de insuficiência respiratória e hipoxêmica secundária a alterações na relação ventilação-perfusão, e ao estabelecimento de "shunt" venoarterial pulmonar secundário ao colapso alveolar. O broncospasmo, se presente, contribuirá para a intensificação dessas alterações.

Fonte

O que é a Síndrome de Legg-Calvé-Perthes?

http://www.vetsurgerycentral.com/images/orthopedics/hip_dysplasia_perthes/fig1.jpg


A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose avascular da epífise femoral em crescimento, de característica autolimitada e idiopática. De modo seqüencial observa-se necrose, reabsorção óssea, deposição de osso novo e finalmente remodelação até a maturidade. Os estágios de reabsorção e deposição ocorrem simultaneamente alterando a resistência mecânica do núcleo epifisiário tornando-o suscetível à deformidades.

O distúrbio provoca um achatamento da extremidade proximal do fêmur (cabeça do fêmur). Normalmente, apenas uma perna é afetada. O fluxo de sangue para o fêmur é interrompido e a cabeça do fêmur degenera em 1 a 3 semanas. Um novo fornecimento de sangue permite o aparecimento de células ósseas no local durante os próximos 6 a 12 meses. O osso novo substitui o antigo em um período de 2 a 3 anos. Essa patologia é mais comum em meninos entre 4 a 10 anos de idade e tende a ser familiar.

Embora as causas dessa sindrome sejam mal esclarecidas, há alguns fatores que são apresentados como prováveis responsáveis deste episódio, tais como: 

* Anormalidades de coagulação 

* Alteração do fluxo sangüíneo arterial (infartos ósseos múltiplos)

* Obstrução da drenagem venosa da epífise e colo femoral

* Trauma

* Desenvolvimento: crianças pequenas para a idade cronológica

* Hiper-reatividade da criança 

* Influências genéticas

* Fatores nutricionais

Já para Hebert (2004) de todas as teorias (até agora não confirmadas) sobre a causa da doença, parece que a maior comprovação que se tem é quanto à relação com a isquemia do núcleo de ossificação da cabeça do fêmur e o hormônio do crescimento, tendo em vista a baixa estatura das crianças com a enfermidade.

Estágios:

A Doença de legg-calvé-perthes progride por meio de quatro estágios definidos:

(1) condensação:l
(2) fragmentação;
(3) reossificação;
(4) remodelamento.

Durante a fase inicial,  uma porção da cabeça femoral torna-se necrótica e o crescimento ósseo cessa. O osso necrótico é reabsorvido e fragmentado; nesse momento inicia-se a revascularização da cabeça femora. Durante o segundo estágio, a cabeça femoral freqüentemente torna-se deformada e o acetábulo torna-se mais raso em resposta às deformidades da cabeça femoral. Com a revascularização, a cabeça femoral começa a se ossificar novamente. Quando a cabeça femoral cresce, ocorre o remodelamento da cabeça femoral e acetábulo. O estágio da doença no momento do diagnóstico, o sexo da criança e sua idade do início da doença terão impacto no resultado final e na congruência da articulação do quadril.

Sintomas e diagnóstico:

O diagnóstico é feito em parte com base nos sintomas referidos, que consistem sobretudo em dor no quadril ou virilha, aumentada pelo movimento da perna ou anca (sobretudo a rotação). A dor pode contudo surgir também no joelho (dor referida). Há uma diminuição da mobilidade da perna afectada, que aliada a um mecanismo de defesa (a criança apoia-se menos nessa perna para evitar a dor) pode levar a atrofia muscular. É mais frequente nos rapazes, e em 8-10% dos casos pode ser bilateral.

A Doença de Perthes evolui caracteristicamente ao longo de quatro fases. Durante a primeira fase, designada sinovite, há o surgimento inicial dos sintomas devido à inflamação que se instala com a diminuição do aporte sanguíneo e não há alterações visíveis à radiografia, tornando muito difícil a sua distinção de uma sinovite transitória do quadril. A principal diferença consiste em que a Doença de Perthes não cede ao tratamento com AINEs e tracção após vários dias. Uma ressonância magnética nesta fase pode revelar edema na epífise.

Nas fases subsequentes surgem alterações radiográficas, em particular o aumento de densidade de parte ou todo o núcleo de ossificação durante a necrose, fragmentação e eventualmente deslocamento (sub-luxação) da epífise, que pode constituir um sinal de risco.

Na fase seguinte, de necrose, ocorre destruição mais ou menos acentuada da cabeça do fémur. Na terceira fase, de fragmentação, há a formação de um tecido de granulação entre as zonas necróticas, diminuindo o tamanho da epífise e dando um aspecto fragmentado aos núcleos de ossificação. Este processo leva à formação de novos vasos sanguíneos, dando início à fase de remodelação, em que ocorre uma reorganização dos núcleos de ossificação.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O que é e termos da Semiologia médica

http://3.bp.blogspot.com/_P7DlgLzVFPo/Sd01w38oprI/AAAAAAAAA8U/drAwHKe2x-4/S220/Esteto_Rilva.jpg

Semiologia ou Propedêutica é a parte da medicina e odontologia relacionada ao estudo dos sinais e sintomas das doenças humanas e animais. Vem do grego σημειολογία (semeîon, sinal + lógos, tratado, estudo). A semiologia é muito importante para o diagnóstico da maioria das enfermidades.

Sintoma é toda a informação subjetiva descrita pelo paciente. Não é passível de confirmação pelo examinador, já que é uma sensação do paciente (dor de cabeça, por exemplo). Refere-se, unicamente, à percepção de uma alteração por parte do doente. A anamnese é a parte da semiologia que visa revelar, investigar e analisar os sintomas. Cerca de 80% dos diagnósticos são realizados baseados nessa parte do exame, na chamada história clínica do paciente.

Por outro lado, um sinal refere-se a toda alteração objetiva, que é passível de ser percebida pelo examinador (uma mancha na pele, um sopro cardíaco, por exemplo).

A semiologia médica estuda, também, a maneira de revelar (anamnese, exame clínico, exames complementares) e de apresentar (observação, tabelas, síndromes etc.) esses sintomas, com o propósito de se estabelecer um diagnóstico.

Termos:

Astenia - sensação de debilidade física, quase sempre acompanhada de malestar indefinido que só melhora com o repouso.
Fadiga - sensação de cansaço ao realizar pequenos esforços
Sudorese ou diaforese - eliminação abundante de suor
Calafrios - sensação passageira de frio com ereção dos pêlos e arrepiamento da pele. arrepios de frio
Cãibras - contrações involuntárias e dolorosas de um músculo esquelético
Prurido - coceira
Lacrimejamento - excesso de secreção de lágrima
Xantopsia - visão amarelada
Iantopsia - visão violeta
Cloropsia - visão verde
Ambliopia - perda parcial da visão
Amaurose - perda total da visão
Hemeralopia - baixa acuidade visual quando a intensidade luminosa diminui
Diplopia - visão dupla
Fotofobia - hipersensibilidade à luz
Nistagmo - movimentos repetitivos e rítmicos dos olhos
Escotomas - área de cegueira parcial ou total, dentro de um campo visual.
Escotomas cintilantes (ex: antecedendo os episódios de enxaqueca)
Otorréia - secreção auditiva
Otorragia - perda de sangue pelo canal auditivo
Disacusia - perda da capacidade auditiva, que pode ser moderada (hipoacusia), acentuada (surdez) ou total (anacusia)
Zumbidos - percepção de ruídos sem que haja estímulo exterior
Vertigem - sensação de se estar girando em torno dos objetos ou os objetos girando em torno de si
Hiposmia - diminuição do olfato
Anosmia - abolição do olfato
Hiperosmia - aumento do olfato
Cacosmia - sentir mau cheiro
Rinorréia ou corrimento nasal - secreção nasal
Epistaxe - hemorragia nasal
Odinofagia - dor à deglutição
Disfagia - dificuldade de deglutir
Halitose - mau hálito
Disfonias - alterações da voz, que podem ser desde discreta rouquidão até ausência da voz ou afonia
Pigarro - hipersecreção de muco que se acumula e adere na parede posterior da faringe, no vestíbulo laríngeo e nas cordas vocais
Expectoração - escarro
Tosse produtiva - tosse com expectoração
Vômica -  eliminação mais ou menos brusca, através da glote, de uma quantidade abundante de pus (ou raramente líquido de aspecto mucóide ou seroso)
Hemoptise - eliminação com a tosse de sangue proveniente da traquéia, brônquios ou pulmões
Dispnéia - dificuldade para respirar (pode ser relacionada aos pequenos, médios e grandes esforços, pode ser de repouso)
Ortopnéia - dispnéia que impede o paciente de ficar deitado e o obriga a sentar ou a ficar de pé para ter alívio
Dispnéia paroxística noturna - ocorre depois que o paciente já dormiu algumas horas.
Sibilância - chiado ou chieira, ruído percebido na respiração
Cornagem - ruído (estridor) que ocorre devido a dificuldade inspiratória por redução do calibre das vias respiratórias superiores, na altura da laringe
Tiragem - aumento da retração dos espaços intercostais durante as fases da respiração
Palpitações - percepção incômoda dos batimentos cardíacos
Síncope - desmaio, perda súbita e transitória da consciência
Lipotímia ou pré-síncope - sensação de desmaio ou perda parcial da consciência
Cianose - coloração azulada da pele e das mucosas devido ao aumento da Hb reduzida no sangue capilar
Edema - inchaço
Polifagia ou hiperorexia - apetite aumentado
Inapetência ou anorexia - petite diminuído
Eructação - arroto
Flatulência - acúmulo e eliminação de gases no tubo digestivo
Geofagia - desejo de comer terra
Pirose - sensação de queimação retroesternal
Regurgitação - volta do alimento ou de secreções gástricas à cavidade bucal, sem antecedentes de náuseas
Sialose ou sialorréia ou ptialismo - produção excessiva de secreção salivar
Hematêmese - vômito com sangue
Náuseas - enjôo
Dispepsia - conjunto de sintomas relacionados à parte alta do abdome. (Síndrome dispéptica: desconforto ou dor epigástrica, empazinamento, saciedade precoce, sensação de distensão do abdome por gases, náuseas com vômitos ocasionais, intolerância a alimentos gordurosos e eructações)
Esteatorréia - aumento da quantidade de gordura excretada nas fezes
Enterorragia - eliminação de sangue vivo pelo ânus (gde qtde)
Melena - eliminação de sangue digerido pelo ânus, fezes enegrecidas
Obstipação ou constipação intestinal - prisão de ventre intestino preso
Icterícia - coloração amarelada da pele e das mucosas devido à impregnação dos tecidos por pigmentos biliares
Retenção urinária - incapacidade da bexiga de esvaziar-se parcial ou completamente
Oligúria - redução do volume urinário ( 500 ml/dia)
Anúria - diurese 100 ml em 24 horas
Poliúria - aumento do volume urinário ( 2500 ml/dia)
Polaciúria (ou freqüência) - aumento do número de micções, sem aumento do volume urinário
Disúria - micção associada à sensação de dor, queimação ou desconforto
Urgência miccional - necessidade súbita e imperiosa de urinar
Noctúria -  necessidade de esvaziar a bexiga à noite por uma alteração do ritmo circadiano da diurese
Hematúria -  presença de sangue na urina
Colúria - urina cor de Coca-Cola
Estrangúria -  emissão lenta e dolorosa de urina
Hemospermia - presença de sangue no esperma
Corrimento uretral - secreção que sai pelo meato da uretra
Disfunção erétil - impotência sexual
Metrorragia - sangramento uterino sem as características da menstruação normal
Menorragia - excessiva perda de sangue durante o período menstrual
Amenorréia - falta de menstruação por um período de tempo maior do que 3 ciclos prévios
Menarca - primeira menstruação
Menopausa - última menstruação
Dispareunia - dor durante o coito (mulher)
Galactorréia - produção de leite fora do período puerperal ou de lactação. Pode ocorrer em homens
Mastalgia - dor nas mamas
Adenomegali - crescimento de linfonodos
Esplenomegalia -  crescimento do baço
Hepatomegalia - crescimento do fígado
Artralgia -  dor articular
Artrite - processo inflamatório das articulações
Cefaléia - dor de cabeça
Hemiplegia - paralisia de um lado do corpo (direita e esquerda)
Paraplegia - paralisia dos membros inferiores
Tetraplegia - paralisia dos membros superiores e inferiores
Parestesia - sensação de formigamento e dormência
Sonilóquio - pessoa que emite sons durante o sono ou forma frases sem sentido
Sonambulismo - pessoa caminha enquanto dorme
Briquismo - bruxismo - ato de ranger os dentes
Enurese noturna - emissão involuntária de urina durante o sono
Caquexia - estado de extrema magreza com comprometimento do estado geral do paciente (ex: doenças consuntivas)
Midríase - pupilas dilatadas
Miose - pupilas contraídas
Exoftalmia - protusão do globo ocular
Enoftalmia - globo ocular afundado para dentro da órbita
Hematoquezia - sangue eliminado pelo reto vermelho-vivo em pequena quantidade, de origem proctológica

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fisiolinks 55


Depois do absurdo que houve na última quinta feira na escola em Realengo no Rio de Janeiro, temos que olhar, cada vez mais, com mais carinho e amor para os outros. Só assim o amor prevalecerá contra o ódio.

E eu so uma pessoa que, realmente, acredita que o amor pode mudar ao mundo.

Mas vamos ao Fisiolinks, com a inserção de uma nova parceria, do blog Fisioterapia na saúde da mulher


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Aproveitem. Próxima semana tem mais.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Termos em Terapia intensiva

http://www.assobrafir.com.br/imagens_up/180916.gifhttp://www.correiodeuberlandia.com.br/wp-uploads/2011/02/uti.jpg

Abaixo você encontra vários termos utilizados por profissionais da UTI. Caso você não encontre o que deseja , mande e-mail com a sua dúvida enviando e-mail no fim desta página!Você pode tentar entrar em Chat com algum médico do serviço caso ele esteja on line, conforme estiver a figura abaixo!

Bipap: Aparelho utilizado para suporte a respiração de forma não invasiva, utilizando máscaras nasal ou facial, para evitar a necessidade de intubação.

Bomba de infusão: Equipamento utilizado para infundir medicamentos e soluções com precisão e segurança.

Capnógrafo: Equipamento utilizado para captar a saída do gás carbônico (CO2) que ocorre a cada expiração do ar de nossos pulmões. O equipamento capta o CO2 pois é interposto entre o tubo ventilatório do paciente e o ventilador mecânico. Assim sendo, geralmente é utilizado em pacientes sob ventilação artificial.

Cateter de Swan-Ganz: Tipo de cateter instalado no lado direito do coração, e utilizado para medidas diretas de pressões e determinação do débito cardíaco, permitindo um melhor controle da evolução clínica do paciente, facilitando as decisões terapêuticas.

Cateter venoso central e intra-cath: Cateter introduzido em veias centrais (mais profundas), permitindo a infusão de soros, medicamentos e monitoração de pressões.

Choque: situação em que a circulação dos órgãos é prejudicada,geralmente acompanhada de queda da pressão arterial.

Choque séptico: situação em que a circulação dos órgãos é prejudicada,geralmente acompanhada de queda da pressão arterial. Decorre de uma infecção instalada em um ou mais órgãos , e que pode se espalhar por todo o organismo. O tratamento deve se basear em reposição de soro (volume), antibióticos e uso de drogas especiais que auxiliem a manutenção da pressão arterial até que o organismo se recupere.

Coma induzido: Expressão utilizada para descrever a condição de alteração da consciência pelo uso de drogas sedativas.

Desmame da ventilação mecânica: Procedimento de gradual retirada do suporte oferecido pelo respirador mecânico. Poderá durar algumas horas ou vários dias.

Desmame difícil: Condição clínica em que existem dificuldades para interrupção do suporte com ventilação mecânica, relacionada a gravidade da doença atual e reserva funcional respiratória prévia

Derrame Pleural: excesso de líquido no espaço pleural. O espaço pleural é um espaço virtual, habitualmente preenchido por 50 ml de líquido. Este espaço fica entre a parede interna da caixa torácica (revestida pela pleura chamada de parietal) e o pulmão (revestido pela pleura pulmonar). Várias causas podem causar desequilíbrio na produção e absorção contínua deste líquido pleural. Quando isso ocorre, o líquido se acumula e acaba comprimindo o pulmão. Se for um derrame pleural muito volumoso, pode afetar a capacidade de respirar do paciente. O tratamento dependerá da causa que levou ao acúmulo e muitas vezes implica em punção e drenagem do líquido para análise e alívio.

Diálise: Método de substituição da atividade renal, permitindo a retirada de substâncias tóxicas ao organismo e remoção de líquidos, não eliminados pela falta de diurese. Poderá ser feita a filtragem direta do sangue(hemodiálise), ou indiretamente utilizando-se a membrana peritoneal(diálise peritoneal).

Drenos: Tubos colocados em feridas operatórias ou cavidades, para drenagens de hematomas e outros líquidos orgânicos.

Encoprese: Transtorno caracterizado por emissão fecal repetida, involuntária ou voluntária, habitualmente de consistência normal ou quase normal, em locais inapropriados a este propósito, conforme o contexto sócio cultural do paciente. Pode ser uma persistência anormal da incontinência infantil normal, ou perda de continência após a aquisição do controle intestinal, ou ainda de emissão fecal deliberada em locais não apropriados a despeito de um controle esfincteriano normal. A encoprese pode constituir um transtorno isolado, ou fazer parte de um outro transtorno, um transtorno emocional, ou transtorno de conduta. Assim deve-se investigar 3 situações: - Encoprese funcional,  psicogênica e diferenciar com incontinência fecal de origem orgânica.

Enfermeiro: Profissional responsável pelos cuidados do paciente, coordenando higiene, curativos, mudança de decúbito (= trocar de posição na cama), coleta de dados fisiológicos do paciente, interação com os diversos aparelhos na unidade, e coordenação e administração dos medicamentos ao paciente. Atentam também para o conforto e bem-estar do paciente.

Equipe multidisciplinar: Reunião de diferentes profissionais (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, fonoaudiólogo,etc...) com objetivo comum na recuperação de pacientes graves.

Escaras: São feridas que surgem em pacientes graves, principalmente nas regiões sacral, quadril e tornozelos, decorrentes do comprometimento da circulação local. Várias estratégias de prevenção são implementadas, como: mudanças de decúbito, utilização de cremes e medicamentos, uso de colchões especiais, porém infelizmente é complicação que pode surgir nos pacientes com internação prolongada.

F.A.: Fibrilação Atrial, é uma arritmia (irregularidade no batimento do coração), que pode ser aguda ou crônica. Em sendo aguda, deve ser revertida na maioria dos casos. No caso das crônicas, geralmente o paciente convive bem com a arritmia, estando, na maioria das vezes, contra-indicada sua reversão.

Fisioterapeuta: Profissional responsável pela reabilitação de órgãos e sistemas que sofreram grave disfunção. Na UTI geralmente realizam-se fisioterapia motora e respiratória.

Fisioterapia respiratória: Conjunto de procedimentos e manobras executados para manter a integridade das vias aéreas e pulmão, além de participar ativamente na ventilação mecânica e desmame da mesma.

Gasometria Arterial:  é um exame de sangue, que pode ser colhido em artéria (gasometria arterial) ou veia, (central (próxima do coração) ou periférica (nos membros) (gasometria venosa)). Tem por objetivo revelar valores da pressão parcial de gás carbônico e oxigênio, revelar o pH do sangue (que indicará a acidez ou alcalinidade do mesmo) e o valor do Bicarbonato, uma importante substância do sistema de regulação da acidez e alcalinidade do nosso corpo. Informa também o valor da Saturação da Oxi-hemoglobina: ou seja, quanto a hemoglobina, que é uma molécula que carrega o oxigênio pelo sangue até as células, está ligada a ele ou não. É exame básico e fundamental para uma unidade de terapia intensiva.
Infecção Generalizada - ver sepse/choque séptico

Infecção Hospitalar: Termo utilizado para descrever as infecções adquiridas depois de determinado tempo de internação no hospital. Na UTI além do fato de os pacientes serem graves, apresentando comprometimento de sua resposta imunológica,existe a necessidade de procedimentos médico-cirúrgicos,que apesar de beneficiarem os pacientes aumentam o risco de infecção.  Apesar dos cuidados e medidas de prevenção instituidas, estes pacientes estão sob risco maior de infecções por conta da gravidade de sua doença e maior necessidade de intervenções terapêuticas.

Intensivista: Médico com especialização em terapia intensiva(medicina intensiva), capacitado para o tratamento de doenças agudas ou crônicas, que levem a grave disfunção dos principais órgãos e/ou sistemas do corpo humano.

Intra-cath: ver "Cateter Venoso Central"

Intubação: Passagem de tubo endotraqueal através da boca ou narina, até a traquéia, para garantir a permeabilidade das vias aéreas e utilização de ventilação artificial(ver respirador mecânico).

Isolamento: leitos especiais em que são colocados pacientes com bactérias resistentes a um grande número de antibióticos, para evitar a disseminação destas bactérias.

Manutenção Hemodinâmica: vide Suporte Hemodinâmico.

Marca-passo: Equipamento responsável pela geração de estímulo elétrico artificial para o coração.

Medicina intensiva: Especialidade médica e de enfermagem que promove cuidados aos pacientes diante de agressões ou doenças graves com risco de vida imediato.

Médico assistente: É o médico primário do paciente, que o acompanha durante a internação na UTI, participando das principais decisões. Por exemplo, o cirurgião cardíaco responsável pela colocação da ponte de safena, antes da transferência do paciente para UTI.

Monitor: Equipamento utilizado para o acompanhamento de funções vitais. Evoluíram bastante integrando várias funções no mesmo equipamento; Eletrocardiograma (batidas do coração), pressão arterial, oximetria periférica

Morte encefálica ou cerebral: Disfunção neurológica irreversível com perda total da atividade cerebral.

Nutrição enteral: Alimento administrado ao paciente geralmente através de sondas colocadas no estômago ou intestino delgado

Nutrição parenteral: Alimento administrado diretamente na veia, e que por conter os nutrientes básicos (proteínas, gorduras e carbohidratos), não necessita de digestão.

Oximetria: Medida da concentração de oxigênio no sangue, habitualmente na UTI é realizada continuamente de forma contínua sem invadir o organismo, com a colocação de um eletrodo na ponta dos dedos (oximetria periférica)

Pressão arterial média invasiva: é aquela medida através da inserção de um cateter em alguma artéria periférica do corpo humano, num sistema ligado a um computador que recebe os dados e os coloca na tela continuamente, para ser observado. Também transforma-se numa via de acesso para coleta de sangue sem ser necessário ficar obtendo novo acesso a cada coleta, poupando o paciente deste incômodo.

Politraumatizado, politraumatismo : condição em geral decorrente de acidentes com trauma direto de varias regiões e aparelhos do corpo, com evolução grave e instável; é freqüente haver coma quando existe traumatismo cranio-encefálico grave. Geralmente o paciente é operado de emergência. 

Psicólogo: Profissional responsável pelo acompanhamento dos pacientes conscientes, oferecendo apoio psicológico aos mesmos e familiares. Constitui intercâmbio entre a família e a equipe da UTI.

PVC - Pressão Venosa Central - É uma pressão medida geralmente na veia cava (já bem próximo ao coração), através da inserção de um cateter de veia central (ver intra-cath). Ajuda o médico a compreender melhor sobre o estado do sistema circulatório do paciente.

Reanimação cardiopulmonar: Conjunto de manobras realizadas para garantir a circulação de órgãos nobres (coração e cérebro), quando ocorre parada cardíaca súbita e inesperada.

Recuperação Pós-Anestésica: Setor integrante do Centro Cirúrgico, para onde são encaminhados os pacientes após procedimento anestésico, para serem observados em suas condições vitais (respiração espontânea, pulso e pressão arterial, dentre outros) a fim de confirmar que as mesmas se mantém em níveis seguros para então serem transferidos ao quarto ou enfermaria, e darem continuidade à sua recuperação. Durante sua estada na unidade de recuperação pós-anestésica, ficarão sob cuidados médicos (anestesista) e de enfermagem, que julgarão, frente ao quadro clínico e laboratorial apresentado pelo paciente, qual o melhor momento para o mesmo ser encaminhado ao quarto ou, se necessário, tomarão as condutas pertinentes para reverterem eventuais alterações até a estabilização do paciente. Caso não haja necessidade de reintervenção cirúrgica, e o paciente não recupere as condições vitais adequadas para ir ao quarto / enfermaria, a despeito das condutas realizadas, o mesmo poderá ser transferido à unidade de terapia intensiva onde continuará recebendo suporte à vida e condutas médicas, visando o restabelecimento e equilíbrio de suas funções vitais e a possível alta para o quarto / enfermaria.

Respirador mecânico ou artifical: Ver Ventilador Pulmonar.

S.A.R.A: é uma entidade causada por inúmeras doenças ou situações clínicas, que acabam por gerar uma agressão ao tecido pulmonar. Devido a esta agressão, ocorre uma resposta inflamatória aguda e há acúmulo de líquidos nos alvéolos (edema), prejudicando de forma importante a troca de oxigênio e, em estágios avançados, a retirada do gás carbônico do organismo. O tratamento atual inclui, na quase totalidade dos casos, necessidade de intubação (ou traqueostomia em determinadas situações) e de ventilação artificial, a fim de utilizar-se de estratégias que otimizem a troca de gases e permitam ao organismo receber tratamentos para a(s) doença(s) que causaram a SARA, enquanto, ao mesmo tempo, objetiva-se que o pulmão recupere sua capacidade de troca gasosa. A despeito de toda pesquisa (muito extensa) em todo mundo e da tecnologia avançada atualmente disponível, a SARA tem ainda uma elevada porcentagem de casos que evoluem desfavoravelmente (óbito), de 35 a 60%, variando a depender da causa da SARA e das doenças associadas pré-existentes.

Sedação: Medicamentos utilizados para tornar o paciente inconsciente (ver coma induzido), propiciando maior conforto em fases do tratamento em que o estado de vigília (alerta) é desnecessário

Sepse/choque séptico: Infecção que provoca uma inflamação generalizada, levando a disfunção cardiopulmonar, dos vasos sanguíneos e celular.

Síndrome de disfunção dos múltiplos órgãos e sistemas: Condição clínica associada a grave lesão orgânica, que, quando não revertida progride para a morte.

Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (S.D.R.A): vide S.A.R.A (Sd. da Angústia Respiratória do Adulto).

Sondas: Geralmente de PVC ou outros materiais, são introduzidas em diferentes orifícios (vesical, na bexiga, nasogástrica, no estômago e etc) para permitir a drenagem de líquidos orgânicos, ou algumas vezes infusão de soluções ou medicamentos.

Suporte Hemodinâmico: expressão que significa o controle das condições do sistema circulatório do paciente (vigiar e manter em valores adequados a pressão arterial, a pulsação, a produção de urina, a oferta de nutrientes e oxigênio ao organismo, bem como sua utilização pelo mesmo), visando com isso que o paciente tenha condição de se recuperar da causa que o levou a alteração de sua "condição hemodinâmica" habitual (ou normal).

Traqueostomia : Procedimento cirúrgico realizado com pequena incisão na traquéia para retirar cânula de intubação orotraqueal (tubo na boca) e colocar uma pequena cânula nessa incisão. Isto é realizado para proporcionar maior conforto nos pacientes que se encontram com desmame difícil da ventilação ou com quadro neurológico sem a percepção de desmame precoce da ventilação. Além do conforto, diminui a incidência de lesões na faringe e cordas vocais.

Traumatismo craniano, TCE , traumatismo cranio-encefálico : lesão das estruturas do cérebro decorrente de acidentes, com edema (inchaço) ou formação de coágulos ,exigindo freqüentemente cirurgia de emergência e/ou coma induzido.

Tubo endotraqueal: Cânula introduzida através da boca ou narina, até a traquéia para permitir a passagem do ar até os pulmões.

Unidade de Terapia Intensiva - UTI: Local do hospital com estrutura e pessoal especializado para o cuidado de pacientes com lesões ou doenças graves, com possibilidade de recuperação.

UTI coronariana: unidade de cuidado médico intensivo especializada em doenças do coração, principalmente aquelas decorrentes de deficiência de circulação coronariana (Infarto e angina instável, por exemplo). Pode receber também pacientes após o tratamento cirúrgico/hemodinâmico da insuficiência coronariana.

Ventilador Pulmonar: Também conhecido com Ventilador Mecânico, e muitas vezes chamado equivocadamente de respirador mecânico ou artificial, é o aparelho responsável por manter a ventilação pulmonar, propiciando ao organismo condições para que possa manter as trocas gasosas ( = respiração, esta feita pelo paciente e não pela máquina). A maioria desses aparelhos permitem otimizar, além da ventilação, a troca gasosa, através de estratégias ventilatórias adequadas para esse fim.

Recursos para a Osteogenese imperfeita


A reabilitação física dos portadores de OI deve ser determinada de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, pois estas necessidades diferem de pessoa para pessoa. Uma equipe multidisciplinar deve estar envolvida no processo de reabilitação visando sempre à melhora progressiva das atividades funcionais desses pacientes com o objetivo comum de promover a integração física e social dessas pessoas. (ABRAM, 2007)

A intervenção da fisioterapia deve-se começar logo ao nascimento da criança, pois o fisioterapeuta deve ensinar os principais manuseios aos pais para que assim as fraturas possam ser evitadas.

A equipe de fisioterapia tem como objetivo no tratamento dos pacientes portadores de OI identificar déficits no desenvolvimento e estimular o mesmo, desenvolver o cognitivo, promover a movimentação ativa reduzindo o grau de inatividade e melhorar as condições músculos esqueléticas, incentivar o fortalecimento muscular, promover e manter as AVD's, incentivar e orientar o contato dos pais com as crianças, promover deambulação, tratar e prevenir contraturas posicionais e deformidades. (DIAS et al., 2009)

Os principais atrasos na criança com OI são ortostatismo e a marcha nas suas etapas e evoluções. Devido a sua hipotonia pelo gerada pelo desuso muscular há um comprometimento das habilidades motoras grossas e motoras finas. As diferenças do desenvolvimento normal com a OI tipo I não é tão grande quando comparadas, já a OI tipo III apresenta um grande atraso, essas diferenças ocorrem não só pela doença, mas também pelo medo dos pais e da própria criança em realizar as atividades. O papel da fisioterapia visa à facilitação do desenvolvimento motor em adquirir etapas estáticas e dinâmicas. (ABRAM, 2007)

HIDROTERAPIA

Um dos principais recursos terapêuticos utilizados no tratamento da OI é a hidroterapia e a natação, que tem como objetivo favorecer a movimentação ativa permitindo uma maior amplitude de movimento. Na hidroterapia ocorre à manutenção do sistema cardiorrespiratório, relaxamento corporal, exercícios que propiciam livres movimentos dos ossos; exercícios ativos que ao mesmo tempo relaxam e fortalecem os músculos gradativamente e movimentos contra a resistência da água, com bolas, flutuadores, brinquedos e pranchas. (ABRAM, 2007)

Esse recurso pode ser iniciado aos 6 meses de idade, se a criança não apresentar problemas cardiorrespiratórios. Inicialmente a criança poderá ser segurada pelas costas contra o peito da sua mãe ou do terapeuta e será permitido mover os membros. (CASTELLS, 1973)

            A piscina é um excelente lugar para iniciar as atividades de marcha, porque a água apóia a criança na posição ereta, onde o impacto será menor e não haverá riscos de fraturas. (BINDER et al., 1984)

ALONGAMENTOS

            Os alongamentos realizados no tratamento dos portadores de OI visam uma obtenção de coordenação motora, de qualidade dos movimentos e intervenção de retrações.

            Os exercícios de alongamento devem ser feitos de forma suave e ativa, nunca passivamente. Tais exercícios que requerem alcance com os pés e mãos, rotação, inclinação do tronco promovem um alongamento e uma noção espacial. Alongamentos suaves dos músculos da cintura escapular e os exercícios para facilitação dos músculos abdominais e diafragmáticos devem ser aplicados com o objetivo de melhorar a biomecânica respiratória. (KISNER, 1998)

FORTALECIMENTO MUSCULAR

            É realizado através de exercícios excêntricos, e de baixa resistência sem a presença de carga, são realizadas atividades na posição sentada que auxiliam no fortalecimento das musculaturas abdominais e dos extensores do tronco. No caso do tipo leve e moderado a resistência aplicada sobre o paciente pode ser oferecida pelo peso dos brinquedos, aumentando de acordo com a evolução da criança. (KISNER, 1998)

EXERCÍCIOS FÍSICOS

            Os exercícios físicos atuam na oxigenação, no condicionamento, melhora a ADM, estas finalidades também servem para crianças com OI, e com elas ainda tem o benefício dá segurança, estabilidade e qualidade dos movimentos. O programa de exercícios deve ser individualizado para cada paciente, sendo assim não existe um protocolo.

            Deixar a criança imóvel não reduz o risco de fraturas, pode ate aumentá-las devido à osteoporose e a fraqueza muscular que se ganha. A melhor forma de exercício é usar os movimentos ativos livres dentro da amplitude máxima do paciente. Exercícios aeróbicos também são indicados, pois melhoram a capacidade muscular e cardiorrespiratória, o menor esforço físico que é realizado fadiga rapidamente. Mesmo no caso mais grave é indicado o exercício em menor intensidade e nos casos mais leves pode ser mais intensa. (ABRAM, 2007)

ÓRTESES E ADAPTAÇÕES

            Quando o portador de OI desenvolve certas habilidades tais como sentar independentemente, equilíbrio e quando estão no processo para se manter na posição ortostática, é recomendada a utilização das órteses.

            As órteses mais utilizadas para treinar a permanência da posição ortostática e a locomoção são parapodium, que tem como objetivo adaptar a criança à postura ortostática, sendo utilizada várias vezes ao dia, e a tutor longo (HKAFO) com apoio isquiático para descarga de peso e travas em anel no quadril permitindo a liberação do movimento na liberação da marcha. (WEINSTEIN, 2000)

            Quando o grau de comprometimento for mais leve a escolha de andadores e muletas como auxiliares na marcha irá depender do grau de independência do paciente. (DIAS et al., 2009)


Clique aqui e tenha o artigo completo


Autoras: FERNANDA DE SANTANA, GRACIELE TELES, IRIS ALEXANDRINA, JÉSSICA GOIS, KAMILLA JULIÃO, KEURY SANTANA, MICHELE ALMEIDA e WANESSA FREIRE

* Esse artigo foi enviado para o facafisioterapia@gmail.com. Se você quiser um trabalho seu aqui, basta enviá-lo pra esse email.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

5 atitudes para se prevenir contra o câncer de mama


http://mdemulher.abril.com.br/blogs/karlinha/files/2011/04/autoexame-mama-225x300.jpg

Os médicos apostam nestes cuidados para afastar a doença:

1 – Abuse de vegetais e grãos integrais: assim você garante fibras, ingrediente capaz de amenizar a ação do hormônio estrógeno, que está por trás do tumor, além de substâncias antioxidantes. Produtos à base de soja, como o tofu, merecem destaque.

2 – Reduza a gordura animal do cardápio: rica em colesterol, ela ajuda a fabricar estrógeno.

3 – Álcool com moderação é bem-vindo: além de derrubar o risco de infarto, beber um drinque por dia (não mais que isso) pode afastar o mal.

4 – Pratique atividade física: uma hora de exercícios diários reduz as chances de tumor de mama em 18%. Trinta minutos, em 10%.

5 – Informar-se sobre medicamentos: o tamoxifen, uma droga hormonal, pode ser indicado para mulheres com alto risco.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Osteogênese imperfeita e seus tipos


http://www.beltina.org/pics/osteogenesis_imperfecta.jpg

A Osteogênese imperfeita é uma doença rara que constitui um grupo de distúrbios hereditários do tecido conjuntivo que afeta a principal proteína das estruturas ósseas que é o colágeno tipo I cujo seus genes se localizam no cromossomo 7 e 17, causando conseqüentes fraturas repetitivas e ossos frágeis. Acredita-se que a principal deformidade é uma alteração na ossificação intramembranosa endoesteal e periosteal e, provavelmente excessiva esteoclasia, ocasionando um desequilíbrio entre deposição e reabsorção óssea. (CAMARGO et al. 2002)

As principais características dos portadores de OI são a hipermobilidade articular (predispõe a contusões recorrentes tendo como conseqüência um maior risco de fraturas ósseas), esclera azulada pode estar presente ou não, dentes opalescentes (dentinogênese imperfeita), perda auditiva observada nos casos mais leves (tipo I) decorrente de fraturas no esterno, bigorna e estribo e deformidade progressiva de ossos longos. (CHONG, 1992)

"Atualmente os pacientes de OI são classificados segundos os critérios de Sillence et al, da Austrália, publicados em 1979". De acordo com essa classificação inclui-se o tipo I, onde a doença trata-se de uma forma mais leve, sendo que a sua transmissão ocorre por um traço o autossômico dominante, o portador apresenta uma estatura normal, há pouca incidência de fraturas, não há presença de grandes deformações dos ossos longos e subdivide-se em osteogênese do tipo Ia, onde os dentes são normais e do tipo Ib onde há presença de dentinogênese imperfeita. (CAMARGO et al.,2002)

Tipo II é a mais grave e a que tem mais freqüência ao nascimento sendo que a sua transmissão é da forma autossômica recessiva. Os pacientes em sua grande maioria podem vir a falecer no período perinatal devido à hemorragia intracraniana, ou de complicações respiratórias na infância, as crianças com osteogênese do tipo II são pequenas para idade gestacional, há presença de fraturas recorrentes em gradil costal confere um aspecto "perolado", pobre ossificação nos ossos do crânio, e presença de escleróticas azuladas. (CASTRO et al.,2000)

Tipo III é uma forma severa não letal, porém com grau moderado e grave, onde apresenta um grande número de fraturas desde o nascimento, levando à graves deformidades esqueléticas e da coluna vertebral, ocorrem fraturas espontâneas e seu prognóstico é severo não letal devido a curvatura dos MMII e a sua fragilidade, a maioria dos afetados por este tipo não podem andar. Estes pacientes têm como característica baixa estatura, fraqueza muscular global, tronco tipo tonel, cifoescoliose acentuada, fáceis triangular e deformidades dos ossos longos. (CAMARGO et al., 2002)

Tipo IV  sua transmissão acontece por um traço autossômico dominante, porém é uma fase intermediária entre os tipos I e III a maioria das fraturas acontecem durante a infância, mas também existe a recorrência no caso de mulheres na menopausa. A fragilidade óssea dos afetados por este tipo se manifesta com freqüência através da curvatura dos ossos longos, especialmente os ossos das pernas. Os afetados pelo tipo IV apresentam como características escleróticas de cor azul claro que vai se clareando até chegar à idade adulta, escolioses, estatura baixa, diminuição da audição, podem ser deambuladores independentes ou podem utilizar as muletas associado ou não a utilização das órteses esse tipo de OI também pode se dividir em IVa onde há dentição normal e IVb onde há presença de dentinogênese imperfeita. (DIAS et al, 2009)

Apesar de todos os esforços médicos, essas classificações não são sempre funcionais ou exatas. Há pessoas que apresentam características do tipo III e IV, outras que se definem como II e III, e outras que simplesmente não se encaixam na classificação. (CASTRO et al, 2000)

Clique aqui e tenha o artigo completo

Autoras: FERNANDA DE SANTANA, GRACIELE TELES, IRIS ALEXANDRINA, JÉSSICA GOIS, KAMILLA JULIÃO, KEURY SANTANA, MICHELE ALMEIDA e WANESSA FREIRE

* Esse artigo foi enviado para o facafisioterapia@gmail.com. Se você quiser um trabalho seu aqui, basta enviá-lo pra esse email.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pé plano

Há uma característica queda do arco plantar longitudinal, associada quase sempre a um valgismo do calcâneo, de grau variável. A simetria e a flacidez do pé plano indicam bom prognóstico, na criança; já a rigidez e a simetria estão quase sempre associadas a outras patologias, indicando um mau prognóstico. Na evolução do pé plano flácido na criança, 65% corrigem-se espontaneamente até 5-6 anos de idade; 30% corrigem-se incompletamente, mas podem ser considerados pés funcionalmente suficientes; 5% chegam à adolescência acentuadamente planos e, destes, 3% tornam-se funcionalmente insuficientes e dolorosos. Assim, num paciente de 2 a 3 anos com pé plano o uso de sapato apropriado, exercícios ativos e passivos e, eventualmente, uso de palmilhas. Nos pacientes de 9 a 12 anos, que apesar do tratamento conservador prolongado ainda mantêm os pés planos, há indicação para tratamento cirúrgico, eu consiste em osteotomia do calcâneo ou em transferência tendinosas.


Testes específicos:

Ao avaliar o paciente seguiremos um critério ditado pelo próprio desenho do pé: a função de apoio (como respondem suas estruturas à carga), de estática (como repercute seu alinhamento nas articulações superiores e na estática geral do indivíduo) e de translação (comportamento do pé na dinâmica da marcha).

O paciente será colocado em uma posição elevada eu permita ao examinador observar com comodidade; este se colocará por trás para poder constatar a postura do retropé e o alinhamento do calcâneo e dos maléolos com o objetivo de determinar o defeito encontrado. No caso do pé plano valgo, observa-se uma aproximação dos maléolos e uma separação dos calcâneos. Em seguida o examinador se colocará à frente para observar a pronação do dorso do pé (valgo)

Para examinar os arcos plantares será recomendado o emprego de um podoscópio ou a realização de um fotopodograma.


Objetivos do tratamento:

Na criança, os objetivos serão a correção máxima e o fortalecimento muscular com reeducação dinâmica da estática e da marcha. São aconselhados o uso de calor, as massagens, os banhos alternantes para ativar a circulação e a realização de mobilizações com terapia manual. É muito importante dizer, que na criança, o uso do calor e de mobilizações manuais devem ser feitos a partir dos 5-6 anos de idade para não deformar o arco plantar na sua formação.


Tipos de órteses:

Uma vez em que o pé esteja relaxado, se colocará uma órtese (palmilha) destinada não a corrigir estruturas, mas sim a dar um apoio adequado e proporcionar conforto.

O material para a confecção das órteses plantares é variado, podendo ser rígido (de duralumínio), semi-rígido (de borracha ou cortiça) ou flexível (silicone). Nas crianças serão indicados todos eles, sempre que sejam revistos, periodicamente, e remodelados, pois o próprio calor da pele e o peso as deformam. Finalmente deve-se assinalar que todos as palmilhas deverão chegar somente até a cabeça dos metatarsianos.

A deambulação e a postura da criança ficarão comprometidas pela evidente plantificação total do pé e elevadas cargas fisiológicas sobre o arco plantar plano (ou chato).

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Eu não sei se o valor de R$ 4600,00 é justo. Mas o que se recebe hoje é uma VERGONHA! Tem que melhorar de alguma forma!

Mudar nossa renumeração faz parte da luta pela valorização da profissão. Essa valorização começa pelos fisioterapetas antes dos pacinetes!

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pilates no reequilibrio muscular

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Um dos recursos que pode ser utilizado com a proposta de promover o reequilíbrio muscular é o método pilates, que consiste em uma série de exercícios físicos, os quais buscam a harmonia entre o corpo e a mente, isto é, é um treinamento físico e mental, que melhora a consciência corporal por trabalhar o corpo como um todo. É composto pelos exercícios desenvolvidos por Joseph Pilates, os quais são realizados em solo, com a bola suíça ou nos aparelhos elaborados por ele, tendo como princípios a centralização, o controle, a precisão, a fluidez do movimento, a concentração e a respiração. Os exercícios favorecem o trabalho dos músculos estabilizadores, promovendo a eliminação da tensão excessiva em determinados grupos musculares, evitando, dessa forma, as compensações conseqüentes aos desequilíbrios (Pires, 2005).

Joseph Pilates dava grande importância à preservação da flexibilidade, isto é, incentivava o fortalecimento global, porém, desde que não a custa da flexibilidade, visto que, em algumas modalidades pode-se observar o incentivo a força e/ou hipertrofia, sem que haja compensação pela flexibilidade. Portanto, tendo essa meta, Pilates buscou exercícios que pudessem oferecer esses benefícios. A partir de seus estudos, chegou aos exercícios que hoje constituem seu método mundialmente conhecido. São exercícios que envolvem contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas) e, principalmente, isométricas, com ênfase no que ele denominou de "power house" ou centro de força, que é composto pelos músculos abdominais, glúteos e paravertebrais lombares, que são responsáveis pela estabilização estática e dinâmica do corpo quando em equilíbrio e promovem a manutenção da boa postura (Aparício & Perez, 2005; Pires, 2005).

Segundo os estudos já realizados (Blum, 2002; Kolyniac et al, 2004; Betz, 2005) os resultados do Método Pilates no que compete ao tratamento de desvios posturais e algias osteomioligamentares têm sido satisfatórios. Joseph Pilates atribuía estas conquistas a ênfase do trabalho do centro de força e da consciência corporal. Ele pregava que a concentração e a precisão com as quais os exercícios devem ser realizados exigem do praticante total controle e percepção de seu corpo, o que funciona como estímulos proprioceptivos de grande magnitude, os quais são responsáveis pela tomada da consciência corporal, isto é, o indivíduo passa a conhecer mais seu próprio corpo, buscando a harmonia de suas estruturas e promovendo uma melhor utilização das mesmas (Gagnon, 2005).

Dessa forma, o método pilates é capaz de promover o fortalecimento global, melhora da flexibilidade e controle corporal, de forma simultânea.

Para que os objetivos a serem alcançados como correções posturais ou tratamento de quadro álgicos de origem osteomioligamentares sejam efetivamente conquistados deve-se submeter o cliente a uma avaliação física criteriosa, a qual deve ser composta por análise postural completa, testes de flexibilidade, testes de força muscular e acompanhamento dos exames por imagem (Kendall et al, 1995). Através destes dados, é possível identificar os grupos musculares comprometidos, assim como as causas e conseqüências desse comprometimento.

Identificadas as causas e conseqüências, o instrutor de pilates vai selecionar os exercícios que julgar adequados para promover o fortalecimento dos músculos com déficit de força muscular e o alongamento ou distensionamento daqueles que se encontram em estado de encurtamento, preservando o princípio de globalidade do método.

Os resultados obtidos têm se mostrado cada vez mais animadores, tornando o método um eficiente recurso da reabilitação ortopédica e reumatológica (Gagnon, 2005; Rydeard et al, 2006).

Retirei daqui


Como cuidar de um espasmo muscular

Depois de um dia cansativo de trabalho, é hora de chegar em casa e relaxar no sofá. É então que começa aquela tremedeira desconfortável na pálpebra, que não passa fácil: o espasmo muscular deu as caras.

Considerado uma contração involuntária do músculo, o espasmo aparece, principalmente, quando o estresse atingiu o limite ou quando houve uma sobrecarga muscular. O espasmo também pode ser o resultado de noites mal dormidas e tensão acumulada.

Qualquer músculo  pode sofrer espasmos, principalmente, os dos membros superiores e inferiores (braços e pernas). No entanto, há dois tipos de contrações: as que não provocam dor e as que provocam. As primeiras são resultado do estresse, como é o caso do tremor da pálpebra. O que precisa de atenção especial é o fato de que o tremor do olho pode gerar mioclomias, puxadinhas no olho extremamente desconfortáveis.

Já as contrações dolorosas são decorrentes de algum esforço em excesso que o músculo sofreu. Carregar bolsas muito pesadas, por exemplo, podem provocar uma contratura permanente do músculo dos ombros, devido à sobrecarga. Ou até quem abusa na hora de fazer exercícios físicos pode sentir contrações musculares.

O ideal é procurar um especialista quando o espamo permanece, pois é preciso verificar sua origem, que pode ser no nervo, no músculo ou possuir origem psicológica. A contratura muscular pode ser um sinal, por exemplo, de doenças na medula espinhal. Por isso, é imprescindível saber sua causa.

Porém, a maior parte dos espasmos pode ser evitada. A grande aliada para isso é a atividade física. Os músculos precisam de uma boa oxigenação para que os espasmos não apareçam. A seguir, algumas dicas para dar um chega pra lá nos tremeliques.

Faça exercícios aeróbicos
eles irão manter a boa oxigenação dos músculos e impedir as contrações

Coloque a hidratação em primeiro lugar
a reposição dos sais minerais gastos durante os exercícios é crucial para que os músculos estejam sempre saudáveis. "A atividade física gasta os eletrólitos e, se não forem repostos, favorecem os espasmos", explica o especialista

Alimente-se antes dos exercícios
atividade física não pode ser realizada em jejum; o corpo precisa estar preparado para aguentar a repetição dos exercícios.

Aproveite a academia com esforço progressivo
abusar nos exercícios prejudica os músculos, porque pode sobrecarregá-los. Ir com calma e ter acompanhamento profissional é o melhor caminho para fugir das contrações musculares.

Fisiologia do músculo estriado

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O músculo esquelético constitui, aproximadamente, 45% do peso corporal e é o maior sistema orgânico do ser humano, sendo um importante tecido na homeostasia bioenergética, tanto em repouso como em exercício. Representa o principal local de transformação e de armazenamento de energia, sendo o destino final dos sistemas de suporte primários envolvidos no exercício, como o cardiovascular e o pulmonar.

O estudo da fisiologia muscular está estruturado em três partes. Uma primeira, onde são dadas as noções histológicas fundamentais da fibra esquelética e onde é mencionada a organização hierárquica da fibra em termos estruturais. Uma segunda, acerca do mecanismo molecular da contracção muscular, onde são referidas as diferentes características dos miofilamentos e descrito o processo de interacção entre a actina e miosina, com destaque para o mecanismo de deslize dos miofilamentos e o papel desempenhado pelo cálcio durante a contracção e o relaxamento. Finalmente, uma terceira parte, centrada no estudo da mecânica da contracção muscular, onde são explicado conceitos fundamentais como, por exemplo, o significado de unidade motora, a forma como são recrutadas e o efeito de somatório de contracções musculares. Neste capítulo são ainda referidos, embora de forma sucinta, os principais tipos de contração muscular, bem como as ideias chave em torno dos conceitos de hipertrofia e hiperplasia.

Nunca será demais salientar que o estudo da fisiologia do músculo esquelético é de uma importância fulcral para os profissionais de desporto, dado que a principal função do músculo é a de desenvolver tensão e executar trabalho mecânico, ou seja, promover o movimento, e um dos grandes objectivos desta licenciatura é, precisamente, estimular no aluno uma visão integrada do movimento humano.

Leia mais sobre esse trabalho clicando aqui

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