terça-feira, 31 de maio de 2011

O que fazer no parto de emergência?

Ao final da gestação, alguns sintomas indicam que o trabalho de parto já começou. Se a grávida apresentar contrações regulares a cada dois minutos, se a bolsa romper, se já for possível visualizar a cabeça do bebê e não houver tempo de chegar ao hospital, é necessário tomar algumas medidas para prestar os primeiros socorros.


http://www.saudenoclique.com.br/wp-content/uploads/2010/04/parto-emergencia2.jpg

Como agir:

- Chame o socorro imediatamente
- Afaste os curiosos e transmita calma à grávida
- Lave as mãos antes de iniciar qualquer procedimento
- Deite a gestante em um lugar limpo, eleve os joelhos dela e afaste as duas pernas
- Peça para que tranque a respiração e faça força a cada contração
- Não puxe a cabeça do bebê. Sustente-a à medida que ela for saindo. Deixe que o bebê e o cordão umbilical saiam naturalmente
- Assim que o bebê sair, limpe o muco do nariz e da boca dele
- Verifique se ele está respirando. Caso contrário, segure-o com cuidado pelas pernas e coloque-o de cabeça para baixo, dando palmadas leves nas costas dele
- Se não der resultado, sopre delicadamente na boca da criança, observado o movimento do tórax
- Não é necessário cortar o cordão umbilical se o transporte para o hospital demorar menos de 30 minutos
- Se o socorro médico levar mais do que 30 minutos, deite a criança de costas e com um fio que tenha sido fervido e faça dois nós no cordão umbilical: o primeiro a quatro dedos da criança e o segundo a dois dedos do primeiro. Corte bem meio da duas amarras usando um objeto limpo
- Deixe o bebê em contato com a mãe até a emergência chegar e proteja-os
- Não se esqueça de transportar a placenta ao hospital para avaliar se ela saiu completamente

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Exemplos de studios de Pilates

Pilates é um método de alongamento e exercícios físicos que se utilizam do peso do próprio corpo em sua execução. É uma técnica de reeducação do movimento, composto por exercícios profundamente alicerçados na anatomia humana, capaz de restabelecer e aumentar a flexibilidade e força muscular, melhorar a respiração, corrigir a postura e prevenir lesões.

Elaborado em 1920 pelo alemão Joseph Pilates, teve diversas influências como yoga, zen budismo, artes marciais e exercícios praticados pelos antigos gregos e romanos. Pensando no princípio de “mente sã e corpo são”, Joseph criou uma atividade física baseada em seis princípios básicos: respiração, concentração, controle, alinhamento, centralização e integração de movimentos. Bem executada e orientada, não traz impactos nocivos para as articulações, ligamentos e musculatura. Qualidade de vida, consciência corporal, respeito e integração plena corpo-mente são o foco desse método.

Pilates também inventou muitas máquinas para fazer exercícios. Na criação dos aparelhos ele aproveitava partes dos amortecedores dos carros alemães, isso durante a 1ª Guerra Mundial, após o fim da guerra e com a Europa toda destruída, ele mudou-se para Nova York, onde aperfeiçoou sua técnica e suas máquinas.
Deve sempre ser aplicado apenas por educadores físicos ou fisioterapeutas, através de aulas que usualmente têm duração de 1 hora em aparelhos próprios ou no solo.

Separamos algumas imagens de estúdios de Pilates espalhados pelo mundo, com esses equipamentos.

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http://images01.olx.com.br/ui/10/00/33/1293620311_151619733_1-Fotos-de--Pilates-Debora-Horn-em-parceria-Studio-Pilates.jpg

http://images04.olx.com.br/ui/13/04/33/1298514631_170610133_1-Fotos-de--Salutare-Studio-Pilates.jpg

http://www.sub100.com.br/empresas/comercial/flexus/images/studio2.jpghttp://www.activcore.com/Master%20Studio%20Info/Mindful%20Movement/Mindful%20Movement%20Studio%20Pilates%20Private%20and%20Duet%20Area.JPG

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Resultado da Promoção do Facebook - 02 Bafômetros Digitais




Estava rolando na página do blog no Facebook uma promoção valendo 02 bafômetros digitais. Inclusive foi anunciada aqui no BLOG.

O sorteio foi feito pelo Sorteie.me e o link do resultado do sorteio é esse: http://sorteie.me/fb/eq

Parabéns as duas ganhadoras.

Em breve, teremos mais promoções!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fisioterapia Oftalmológica ou Ortóptica??


A Ortóptica é um ramo auxiliar da oftalmologia que trata de distúrbios e defeitos da visão sensorial e motora. O ortoptista é o profissional habilitado em Ortóptica, e procura corrigir as anomalias da visão sem recorrer à cirurgia, utilizando-se de métodos de fisioterapia ocular, de exercícios, de equipamentos e ferramentas de estimulação sensorial, como lentes prismáticas e filtros.


Para ser um ortoptista é necessária graduação em curso de nível superior de Ortóptica. Algumas das matérias que fazem parte da grade curricular da maioria dos cursos são: anatomia; patologia geral; psicologia; bioquímica; biofísica; bioética; ortóptica; optometria; óptica fisiológica e psicofísica da visão, entre outros. Deve-se distinguir a ortóptica da oftalmologia, pois são dois campos distintos e ao mesmo tempo interligados, pois ambos buscam promover a saúde ocular, porém tratam de distúrbios diferentes. Esses profissionais podem, inclusive, trabalhar em conjunto em alguns casos.


A Ortóptica também é bastante confundida com a Fisioterapia Ocular, Fisioterapia Ortóptica, ou até chamada por alguns de Fisioterapia Oftalmológica, que é uma área da fisioterapia que trabalha a relação entre a visão e o equilíbrio postural. É uma área pouco difundida no meio terapêutico devido à complexidade dos exercícios oculares.

A metodologia da fisioterapia ocular esta baseada no equilíbrio da musculatura intrínseca do olho e toda sua relação com as cadeias musculares e tem como objetivos: Identificar as possíveis causas dos transtornos posturais através do desequilíbrio ocular, entender as relações entre os distúrbios visuais e os distúrbios cinéticos funcionais, assim como desenvolver habilidades no âmbito de prescrição de exercícios oculares para melhora do equilíbrio postural.

O Fisioterapeuta Ocular, é aquele que além de graduado em Fisioterapia, possui o curso de formação profissional em Fisioterapia Ocular, disponibilizados por alguns centros de formação em Fisioterapia. Esta área ainda não se tornou efetivamente uma especialização da Fisioterapia, pelo fato de não ter o reconhecimento legal.

O mercado de trabalho para a ortoptica é amplo, justamente pela falta de profissionais qualificados para atender a demanda. Muitas vezes o trabalho do ortoptista é realizado por um oftalmologista por falta de profissionais da área. Isso por que a profissão ainda não é muito difundida no Brasil e é facilmente confundida com a oftalmologia ou com a Fisioterapia.

A Ortóptica existe em diversos países do mundo, tais como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão, Argentina, Uruguai, França. No Brasil existe há 60 anos. Segundo o Conselho Brasileiro de Ortóptica, há cerca de 300 profissionais no país. Atualmente, existe apenas um curso superior que oferece a formação em ortoptista, na universidade do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação, no Rio de Janeiro, com duração de três anos.

A Ortóptica faz um trabalho de reabilitação, mas é uma profissão que não dependente da Fisioterapia. O profissional ortoptista é graduado em nível superior, e somente ele está apto a prevenir, diagnosticar e tratar os distúrbios da visão binocular. E por se enquadrar também na área da reabilitação, as pessoas confundem e julgam ser da competência do fisioterapeuta, este trabalho que está creditado ao ortoptista, esta é a grande luta do Conselho Brasileiro de Ortóptica.

Porém alguns Fisioterapeutas defendem que por se tratar de exercícios de cadeias musculares, utilizando recursos cinéticos funcionais e biomecânicos, também possam exercer diagnóstico, prevenção e tratamento nos musculos intrínsecos do olho. Mas o fato é que nem a Fisioterapia Ortóptica, nem a Ortóptica ainda foram reconhecidas como especialização e profissão respectivamente. Esta é uma realidade que ainda apresenta-se como uma luta do Conselho Brasileiro de Ortóptica.

Retirei esse texto daqui

Fisiolinks 59

O #PISOFISIOJA é um movimento para feito no twitter que defende a aprovação do PL-05979/2009 - que acrescenta dispositivo à Lei nº 8.856, de 1º de março de 1.994, a fim de dispor sobre o piso salarial dos profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Se você em Twitter, participe desse movimento lembrando seus contatos dessa luta.

Vamos as links de Fisioterapia da semana:

Desenvolvimento motor anormal

Fisioterapeuta x Paciente na assistência domiciliar

Fisioterapia na fase aguda da Insuficiência Cardíaca

A corrente russa na estética

Artrite x Coluna Vertebral

11 perguntas sobre Drenagem Linfática

Diferenças entre nebulizador e inalador

Curta o Faça Fisioterapia no Facebook

Obejtivo de tratamento em Fisioterapia na ATM

Causas da disfunção temporo mandibular

Lesões na mão nos esportes

Prevençao em lesões de joelhos

Condromalascia Patelar

Prevenção de lesões esportivas

Prõxima semana teremos mais FisioLinks!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Logomarcas de clínica de Fisioterapia


Muitos negócios começam e terminam todos os dias mas a importância de uma logomarca em uma clinica de Fisioterapia.

A logomarca (ou logotipo) é a assinatura de uma empresa, produto ou serviço. Uma logomarca é a tradução visual da personalidade da marca. Um bom logo comunica as qualidades mais importantes de uma empresa e estabelece imediatamente o reconhecimento da mesma pelo público. Em um mercado concorrido, a presença de uma logomarca bem feita faz a empresa ou o produto se destacar entre seus concorrentes, transmitindo profissionalismo e confiabilidade.

Vamos a alguns exemplos de logomarcas dentro da Fisioterapia:

http://site2.megaomni.com/img/264/logomarca_institutofisiomar.JPG


http://www.fisioquality.com.br/fisioquality.gif

http://www.reabilitarefisio.com.br/jpg/logomarca.jpg

http://www.sevencom.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/logo_centro_fisio.jpg


http://1.bp.blogspot.com/_WjpCq2YblYk/S47iTq-a9sI/AAAAAAAAABI/cP-qCZUOIjI/S730/Logomarca+Nova.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_IAzQdUPWKsA/S-s8TYYVUTI/AAAAAAAAAAM/FY97H66ZL_M/s1600/fisitrat_LOGOTIPO.jpghttp://farm2.static.flickr.com/1016/3173032270_be98e1c1b0.jpg


http://4.bp.blogspot.com/_i-9jqU3cvoo/TGQ-oyO-GgI/AAAAAAAAAJI/S_RvtVKRHMA/s1600/Design+do+Corpo_logo.jpg

http://www.galeriadeblogs.com/wp-content/uploads/2009/07/logo-clinica.jpg

http://3.bp.blogspot.com/_p93bzk4F9Ow/RqpQp2Wf3eI/AAAAAAAAAHQ/D7uoFmzrMKA/s400/fisiolife.GIF

http://2.bp.blogspot.com/_95eHP9KcWdM/SsK0psBvslI/AAAAAAAAAN4/2ZO-ENYq3BA/s320/Equilibrio04.jpg

http://tiagobressan.zip.net/images/Fisiovida.jpg


Qual foi a logo que você mais gostou?  Eu gostei muito das duas primeiras. Dê a sua opinião!!











sábado, 21 de maio de 2011

Curta o Faça Fisioterapia no Facebook e participe da Promoção!


Para comemorar a estréia de mais 3 blogs no Faça Fisioterapia, resolvemos presentear nossos "curtidores" no Facebook.  E para você concorrer, basta ir na nossa página no Facebook, curtir a página e participar da promoção. O link da promoção está a esquerda da página no Facebook.

O sorteio vai ser feito pelo site Sorteie.me no dia 27 de maio de 2011. E o resultado será divulgado aqui, claro. 

Se você ainda não curte, aproveite! Acesse a nossa página, curta e concorra.

Se você já curte, basta participar da promoção se inscrevendo!!!

Estamos esperando sua "curtição".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Imagens de séries de alongamento

Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento.

O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação.

Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade.

Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.

Abaixo separamos algumas imagens de séries de alongamento para que sirva de exemplo para o seu dia a dia de profissional:

http://1.bp.blogspot.com/_Ww278crPWpE/SvFVJdlk6tI/AAAAAAAAAXs/ZNNDi1vSrhI/s400/Estiraments%2520BTT%2520copia.jpg

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http://www.dicafeminina.net/wp-content/uploads/2010/12/exercicios-de-alongamento.jpg

Vários desses "mapas" podem ser utilizados. Aproveitem!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fisiolinks 58

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão ser feitas a partir das 10h desta segunda-feira (23), exclusivamente pela internet. O prazo termina às 23h59 do dia 10 de junho. Clique aqui e veja maiores informações.

Em semana de estréia de blog no Faça Fisioterapia, impossível não colocá-los em desLinktaque no Fisiolinks:

Fisioterapia na Reumatologia

Fisioterapia na ATM

Fisioterapia na DermatoFuncional
Link
Visitem e acessem não só esses acima, como esses abaixo:

Datas importantes na Fisioterapia Brasileira

Lesão no menisco do joelho

Lesões dos tecidos moles

Atividade Física evita derrame
Link
Alongamento é a chave para a Flexibilidade

Fisioterapia na fibrose cística

Vacinas em crianças

Dor Miofascial

Manobras em UTI
Link
Artrite x Acupuntura

Inscreva-se no canal do Youtube do Faça Fisioterapia

Teste do Pezinho


Até a próxima semana...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Três blogs estreiando no Faça Fisioterapia



De uma só voz inauguramos mais três blogs de especialidades no Faça Fisioterapia. E tem mais um a caminho.

Procurando diversificar os assuntos dentro da Fisioterapia que é enorme, a criação desses 3 blogs reforça o nosso compromisso com o que a Fisioterapia pode atuar.

Os novos blogs são:

Fisioterapia na Reumatologia

Fisioterapia na ATM

Fisioterapia na DermatoFuncional

Dentro desses blogs serão abordados assuntos como as patologias, características das especialidades, tratamentos.

Se você tiver algum assunto para colocar nesses blogs e quiser compartilhar é só nos avisar e mandar por email - facafisioterapia@gmail.com.

Além dessas estréias, observe abaixo do blog um menu de navegação de todos os blogs de especialidades, com os três últimos posts de cada um. Sempre que você quiser saber o que foi publicado, venha aqui e navegue por esse Menu.

É isso! Espero que tenham gostado.

domingo, 15 de maio de 2011

Lesões no esporte


Nenhuma atividade é tão necessária e, ao mesmo tempo, tão prazerosa como a atividade física esportiva. Difícil mesmo é ter de interrompê-la por lesão produzida em situação comum nessa prática. Na maioria das vezes, no entanto, é fácil evitá-la ou mesmo tratá-la de forma correta.

Lesões

As lesões traumáticas na prática da atividade física esportiva podem ser divididas em dois tipos: as crônicas, que são aquelas decorrente da constante repetição do gesto característico de um determinado esporte, e as agudas, que advêm em conseqüência de trauma instantâneo, direto ou indireto.

Contusões

Das lesões agudas, as contusões são as mais freqüentes. Podem ser definidas como sendo originárias de um trauma direto, sem que este provoque ferimento na pele, como nas quedas, nos chutes e nas "pancadas". Muitas vezes, o termo "contusão" é utilizado como sinônimo de luxação e lesão grave, considerado como situação de emergência por colocar em risco uma articulação.

Freqüentes no futebol, esporte coletivo mais praticado no mundo, as contusões são a expressão científica para a "paulistinha" ou o "tostão", lesão bastante dolorosa causada por chute na coxa e que, dependendo da intensidade, pode representar o fim da participação no esporte naquele momento.

Estas sim merecem atenção maior no atendimento médico rápido e especializado.

Independentemente do tipo de trauma e no instante de sua ocorrência, o movimento deve ser interrompido, o segmento afetado imobilizado, o membro elevado e a aplicação de gelo feita no local do trauma, de modo a diminuir o sangramento e a formação de hematoma.

 As contusões expressam-se em diferentes graus de gravidade, todos relacionados à violência do trauma:

 

 leves – quando não tiram do segmento afetado a capacidade de movimentação e provocam pouca dor, dispensando maiores cuidados e resolvendo-se em poucos dias;

 graves – estão associadas ao maior comprometimento dos diversos tecidos atingidos, provocando incapacidade funcional, mesmo que temporária, e conseqüente interrupção do movimento.

Entorses

Pouco menos freqüentes que as contusões, as entorses ocorrem principalmente nas articulações dos membros inferiores.

São definidas como lesão de um ou mais ligamentos quando a articulação é movimentada em amplitude maior que a normal, porém, sem causar luxação ou fratura.

A articulação mais acometida por essa lesão traumática aguda é o tornozelo, seguido pelo joelho. As entorses acontecem em variados esportes, como futebol, basquete, tênis e voleibol, todos populares e muito praticados em nosso meio.

Sua ocorrência está relacionada ao tipo de superfície em que o esporte é praticado a à capacidade de gerar atrito com a interface entre ela e o praticante, ou seja, o calçado esportivo utilizado. Quanto mais irregular o piso e maior o atrito gerado, maior a solicitação dos ligamentos e a probabilidade de ocorrer uma entorse nas articulações dos membros inferiores. As superfícies recobertas por materiais sintéticos produzem maior atrito, havendo também naturais irregularidades pela má conservação geralmente dispensada.

Como as contusões, as torções também são classificadas e tratadas de acordo com o grau de gravidade identificado. No entanto, por serem uma lesão exclusiva de estrutura delicada como as articulações, inspiram cuidados maiores, mesmo nos graus mais leves: interromper o movimento e procurar ajuda médica para aplicação do correto tratamento pode ser a atitude certa para evitar que um tornozelo sadio torne-se instável e dolorido.

Um bom condicionamento físico, precedido de avaliação e prescrição de treinamento direcionadas ao esporte de escolha, pode representar a diferença entra a saúde e a doença para aqueles que praticam atividades física regular, esportiva ou não.

Sabemos que os acidentes acontecem. Nessa eventualidade, interrompa a atividade, imobilize, proteja a região atingida, retire a carga sobre a articulação afetada e procure seu médico de confiança. O uso de gelo no local traumatizado, de analgésicos e antiinflamatórios pode minimizar os efeitos e produzir conforto até que seja instituído o atendimento e o tratamento definitivo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fisiolinks 57

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Patologias no ombro


a. Tendinite do manguito rotador

Também denominada síndrome do impacto é a mais comum causa de dor no ombro. Tendinite é a causa primária de dor, porém o envolvimento secundário da bursa subacromial ocorre em alguns casos. Pode ser aguda ou crônica e pode estar ou não associada com depósito cálcico tendíneo. O achado clínico característico é dor à abdução ativa especialmente entre 60° e 120°. Em casos severos, entretanto, a dor pode ocorrer desde o início da abdução. A tendinite aguda tende a ocorrer em indivíduos mais jovens e mais freqüentemente evoluem com calcificação na inserção do tendão supra-espinhoso. Os depósitos são melhor visualizados nos exames radiográficos planos em rotação externa. Estes depósitos podem resolver espontaneamente. A bursite subacromial pode também resultar de ruptura do material cálcico no interior da bursa. A tendinite crônica do manguito rotador se apresenta como dor no ombro geralmente sobre o deltóide lateral e ocorre com vários movimentos, especialmente na abdução e rotação interna. Os pacientes referem dificuldades para se vestir e dor noturna. O movimento inicial para detecção da tendinite do manguito rotador é determinar se a dor está presente na abdução ativa do braço na posição horizontal. O sinal do impacto (Neer) é geralmente positivo. Esta manobra é realizada pelo examinador usando uma mão para flexão passiva do ombro do paciente, enquanto a outra mão fixa a escápula, provocando dor nos casos de síndrome do impacto, devido à compressão das estruturas subacromiais situadas entre a tuberosidade maior do úmero e o acrômio. Outro teste que confirma a tendinite do manguito rotador é o teste de Neer, que consiste na infiltração de 2-4 ml de xilocaína no espaço subacromial que, uma vez positivo, aliviará a dor provocada pelo sinal de Neer.

As causas da tendinite do manguito rotador são multifatoriais, porém a sobrecarga sobre a articulação geralmente é implicada. Fatores relacionados à idade incluem degeneração e diminuição na vascularização dos tendões do manguito, bem como redução da força muscular. Osteófitos na porção inferior da articulação acrômio-clavicular ou trauma agudo da região do ombro contribuem para o desenvolvimento da tendinite e processos inflamatórios, tais como a artrite reumatóide, podem causar tendinite do manguito rotador. O tratamento consiste em repouso articular, aplicação de calor local ou de gelo ou de ultra-som, com exercícios específicos tolerados pelo paciente. Os AINH são benéficos, porém o tratamento mais comumente utilizado é a infiltração de CE na bursa subacromial, pela contiguidade com o manguito rotador.

b. Ruptura do manguito rotador

Rupturas do manguito rotador são facilmente identificadas após lesões traumáticas. Fratura da cabeça umeral e luxação do ombro devem ser sempre consideradas. Porém, aproximadamente metade dos pacientes não apresentam antecedente de trauma. Nestes casos, degeneração do manguito rotador ocorre gradualmente, resultando em ruptura incompleta e eventualmente em ruptura completa. As rupturas são classificadas como pequena (< 1 cm), média (1-3 cm), grande (3-5 cm), acentuada (> 5 cm)(8). Dor no ombro, fraqueza à abdução e perda da mobilidade ocorre em vários graus, variando de dor importante e discreta fraqueza à ausência de dor e fraqueza severa. Sinal de queda do braço com incapacidade para manter 90° de abdução passiva do ombro pode estar presente em grandes ou severas rupturas. O tratamento cirúrgico é indicado nestas situações, em especial em pacientes mais jovens.

O diagnóstico de ruptura do manguito é estabelecido por artrografia que mostra comunicação entre a cavidade gleno-umeral e a bursa subacromial. A ultra-sonografia e a ressonância nuclear magnética (MRI) também podem identificar rupturas do manguito(9). Pequenas rupturas, completas ou incompletas, são tratadas conservadoramente com repouso, terapia física e uso de antiinflamatórios não hormonais.

c. Tendinite bicipital

A tendinite bicipital se manifesta geralmente por dor na região anterior do ombro. A dor pode ser aguda, porém usualmente é crônica e é relacionada ao pinçamento do bíceps pelo acrômio. A palpação sobre o sulco bicipital se mostra dolorosa. É importante fazer a palpação bilateral para efeito de comparação. A dor pode ser reproduzida sobre o tendão bicipital pela supinação do antebraço contra resistência (sinal de Yergason), pela flexão do ombro contra resistência (teste de Speed) ou pela extensão do ombro. Tendinite bicipital e tendinite do manguito rotador podem ocorrer simultaneamente. O tratamento da tendinite bicipital consiste de repouso, calor local, ultra-som e com a melhora do quadro álgico se iniciam os exercícios passivos e posteriormente ativos. Os AINH também são utilizados, além de infiltração local com CE.

A subluxação do tendão bicipital se manifesta por dor e sensibilidade sobre o tendão bicipital. Um estalido sobre o tendão pode ser observado quando o braço é passivamente abduzido à 90° e, em seguida, realizada rotação interna e externa. Ruptura completa da cabeça longa do tendão bicipital produz abaulamento característico na metade do ventre muscular bicipital. Estas duas últimas condições são, geralmente, tratadas conservadoramente.

d. Capsulite adesiva

Também denominada de ombro congelado ou pericapsulite, se caracteriza por dor generalizada e impotência funcional de todos os movimentos ativos e passivos do ombro. Raramente ocorre antes dos 40 anos de idade e pode ser secundária à qualquer tipo de lesão do ombro. Mulheres são discretamente mais afetadas que os homens e o acometimento do ombro contralateral ocorre em 6%-17% dos pacientes nos subseqüentes cinco anos(10). Existem várias doenças que podem estar associadas a esta condição clínica, como, por exemplo, diabetes mellitus, tireoidopatia, tuberculose, neoplasia pulmonar e doença cardíaca. Outros fatores que também colaboram para o desenvolvimento de ombro congelado incluem, imobilidade, depressão, baixo limiar de dor, início de tratamento irregular. Em muitos casos, entretanto, a etiologia é idiopática. Na história natural dessa condição clínica existem três fases evolutivas denominadas dolorosa, adesiva e resolutiva, com duração aproximada de 3 a 8 meses para a fase dolorosa, 4 a 6 meses para a fase adesiva e 1 a 3 anos para a fase resolutiva. A recuperação é variável, com relatos de que 33%-61% dos pacientes mantiveram algum grau de limitação dos movimentos do ombro e que 7%-15% dos pacientes evoluíram com incapacidade funcional persistente.

A artrografia confirma o diagnóstico, mostrando limitação do volume articular e irregularidade da inserção capsular no colo anatômico do úmero. O tratamento mais efetivo do ombro congelado envolve uso de AINH, infiltração com CE na articulação glenoumeral e bursa subacromial e terapia física(15). A terapia física inicial consiste de gelo local, ultra-som, teens e exercícios passivos. Posteriormente inicia-se movimentação ativa e fortalecimento muscular. A manipulação sob anestesia pode ser necessária em raros casos refratários.

Assistência ventilatória


Assistência ventilatória pode ser entendida como a manutenção da oxigenação e/ou ventilação dos pacientes portadores de insuficiência respiratória aguda, de maneira artificial, até que eles estejam capacitados a reassumi-las. O moderno uso clínico dos respiradores mecânicos iniciou-se com os ventiladores à pressão negativa, em pacientes com paralisia dos músculos respiratórios, por poliomielite, através dos pulmões e aço. Muito embora a idéia de insuflar os pulmões mediante a utilização de uma pressão positiva da boca até a traquéia fosse antiga, essa prática somente começou a ser aplicada a partir da década de 1920, com o advento da anestesia geral e a entubação endotraqueal.
Posteriormente, as dificuldades em se ventilar pacientes com lesões parenquimatosas, graves levaram ao desenvolvimento de aparelhos que aplicassem uma pressão positiva diretamente nas vias aéreas, os ventiladores à pressão positiva, que tiveram seu uso difundido e acabaram por ganhar uma posição de destaque no tratamento da insuficiência respiratória. Os objetivos principais do uso de suporte ventilatório, mecânico, em pacientes, são:

· Melhorar as trocas gasosas - Reverter a hipoxemia. Atenuar a acidose respiratória aguda.

· Atenuar a dificuldade respiratória - Diminuir o consumo de oxigênio relacionado à respiração. Reverter a fadiga muscular respiratória.

· Alterar as relações pressão-volume - Evitar ou reverter atelectasias, melhorar a complacência pulmonar e evitar a progressão da lesão pulmonar.

· Permitir a reparação dos pulmões e vias aéreas

· Evitar complicações

Temos por finalidade transmitir uma visão geral sobre ventilação mecânica e as diversas técnicas ventilatórias, empregadas para a manutenção das trocas gasosas e a preservação da microestrutura pulmonar, visando promover uma recuperação mais precoce dos quadros de insuficiência respiratória aguda.  Veja o artigo completo


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cânula de traqueostomia

Seleção da Cânula de traqueostomia

 Os doentes necessitam de uma traqueostomia por diversos motivos. O tamanho, a forma e a composição da cânula será serão determinados pelos problemas de saúde que o doente tem. A selecção da primeira cânula é feita pelo cirurgião no momento que a traqueostomia é criada.
As cânulas devem estar ao serviço do ar nas vias aéreas e às necessidades funcionais do doente.

Tamanho e curvatura da Cânula

Na selecção do tamanho ideal e da curvatura da cânula o cirurgião tem em conta evitar danos nas vias aéreas; problemas com a ventilação e no ajuste da cânula ao doente.

Na maioria dos casos a cânula deverá prolongar pelo menos 2 centímetros além do estoma e não se encontrar a menos de 1-2 centímetros da carina. Para a maioria dos doentes toleram melhor cânulas mais curtas às mais longas. O comprimento da cânula não deve ser demasiado curto, pois pode causar lesão da parede posterior da traqueia com consequente ulceração e obstrução, nem muito longo, o que pode levar a erosão da parede anterior da traqueia e acometimento do tronco braquiocefálico.
O diâmetro da cânula de traqueostomia deve ser seleccionado de forma a evitar danos na parede traqueal, a minimizar o trabalho respiratório e promover o fluxo aéreo laríngeo quando possível, a cânula deve ter aproximadamente 75% do diâmetro da traqueia.

O raio da curvatura do eixo da cânula deve deixar o eixo da porção distal da cânula em uma posição colinear com o eixo da traqueia do doente.
O posicionamento adequado da cânula de traqueostomia no interior da traqueia pode ser determinado quer radiograficamente ou por visão direta através da broncoscopia flexível.

As cânulas de traqueostomia variam no diâmetro interno, comprimento, ângulo da curvatura, presença ou não de cânula interna, presença ou não de cuff, presença ou não de fenestras e de mandril.

Composição da cânula de traqueotomia

Ao longo dos anos muitos têm sido os diferentes materiais e modelos utilizados. Os materiais das cânulas estão continuamente a ser sujeitos a avaliação para se encontrar uma substância flexível, que não produza irritação nem permita que as secreções adiram e sejam estáveis dentro do organismo. As cânulas de metal foram usadas durante muitos anos e são feitos de prata ou possuem banho de prata. Devido à sua rigidez e desconforto provocado no doente, elevado risco de necrose por pressão, estimulação da produção de muco pelo metal e irritação tecidular que produzem, estas cânulas já não são utilizadas e quando são utilizadas, geralmente destinam-se a doentes com uma traqueostomia permanente após laringectomia.

As cânulas de PVC (cloreto de polivinilo) são as mais frequentemente utilizadas, devido à sua baixa toxicidade ecidular e maleabilidade à temperatura do corpo e também por serem mais baratas que as de silicone (silastic).
As cânulas de traqueostomia podem ter um único lúmen ou duplo lúmen uma cânula interna e outra externa.
 As cânulas de lúmen simples  podem necessitar de ser mudadas mais frequentemente que as cânulas de duplo lúmen, isto, porque são mais difíceis de limpar e mais susceptíveis de ficarem obstruídas. Em contrapartida as cânulas de lúmen simples proporcionam um maior diâmetro para o fluxo de ar que as de duplo lúmen, reduzindo, assim a resistência ao ar e permitindo que o doente ventile através dela com maior facilidade.

As cânulas de duplo lúmen têm a possibilidade de se retirar a interna para ser limpa ou até ser substituída Está deve ser limpa diariamente e em S.O.S. com Soro Fisiológico. As mudanças da cânula externa devem acontecer semanal ou quinzenalmente garantindo a sua mobilidade, limpeza e bom funcionamento.

A 1ª mudança da cânula externa é feita com o apoio do médico que realizou o estoma e só deve acontecer ao 3º ou 4º dia após a sua realização.
Aquando da mudança da cânula externa corre-se o risco de o estoma fechar pelo que se deve ter sempre à mão um dilatador traqueal  ou pinça hemostática  curva, esta deve ser usada também no caso de a cânula ser expulsa pela tosse. A função desta pinça ou dilatador é conservar a abertura permeável.

Cânulas de traqueostomia com cuff

As cânulas com cuff podem ser usadas para minimizar o risco de aspiração ou para doentes que requerem ventilação mecânica. Quando uma cânula com cuff é utilizada deve ser feita a distinção se este é de alta pressão/baixo volume ou se é de baixa pressão/alto volume. Quando uma cânula é de baixa pressão/alto volume a ser usado para que a pressão do cuff seja a mínima possível, geralmente abaixo de 20 cmH2O. A perfusão do epitélio diminui quando a pressão ultrapassa esse valor. Quando o doente esta sob ventilação mecânica com pressão positiva a técnica de mínima fuga aérea pode ser usada. Cânulas com cuff de alta pressão e baixo volume devem ter o máximo diâmetro insuflado menor que o diâmetro traqueal. Estas cânulas têm potencial lesivo maior com risco de traqueomegalia. Pode ser necessário controlo endoscópico ou radiológico para ajuste do cuff destas cânulas.

 Cânulas de traqueotomia fenestradas

Uma cânula de traqueostomia fenestrada, tem uma abertura na parte superior da cânula externa, que permite que o ar inspirado através do nariz, passe pelo seu interior. Quando a abertura externa é tapada, o ar pode passar pelas cordas vocais, permitindo que o doente fale. Se for necessário, assistência ventilatória, a cânula interna poderá ser inserida, de modo que o doente possa ser ligado a um ventilador

Advertências quanto ao uso de cânulas fenestrada

Manter as fenestras permeáveis, especialmente em doentes com secreções espessas que causam a oclusão das fenestras.
Deve-se ter uma atenção especial na escolha e colocação das cânulas de traqueostomia fenestrada para minimizar as complicações que possam apresentar-se como consequência do tecido de granulação.
Deve-se ter cuidado ao passar a cânula interna pela fenestra, não se deve forçar se encontrar resistência, avisar o médico de imediato.
Nunca usar as cânulas de traqueostomia fenestradas para a ventilação mecânica, prevenindo assim fugas de ar através das fenestras.
Sempre que se realize a aspiração de secreções em doentes que usem cânula fenestrada, deve-se utilizar a cânula interna não fenestrada, impedindo assim que a sonda de aspiração atravesse as fenestras da cânula. 

Outros acessórios 

Mandril – tem uma extremidade romba e é ligeiramente maior que a cânula externa, introduz-se nesta e serve como um condutor e evita a lesão da traqueia.

Tubo de inflação – tubo estreito que conduz o ar directamente para o cuff

Balão piloto – localiza-se no final do tubo de inflação que serve par indicar se o cuff está insuflado e/ou desinsuflado

Válvula de escape – localiza-se no final do balão piloto e serve para conectar uma seringa e insuflar e /ou desinsuflar o cuff

Conector – parte da cânula externa que fica para fora da pele e serve para conexão ao ventilador, ao ressuscitador manual e / ou à válvula fonatória.

Válvula fonatória – serve para eliminar a necessidade de utilizar o dedo para ocluir a entrada da cânula para o doente poder falar. É encaixada no conector e direcciona o ar para as cordas vocais. Está contra-indicada para pacientes com estenose de laringe, paralisia das cordas vocais, estenose traqueal severa, obstruções aéreas, infecções respiratórias ou pacientes que expelem muco em excesso

Bibliografia consultada

  • MOREIRA, Lúcia; Gomes, Débora – Assistência de Enfermagem ao Portador de Traqueostomia [Em linha]. 2008. [Consult. 20 Julho 2008]. Disponível em WWW: <URL: http:// www.enf.ufmg.br/disciplinas/traq2006.pdf
Fonte

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Avaliação de protocolo de fisioterapia aplicado a pacientes mastectomizadas a Madden

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O câncer de mama vem ocupando lugar de destaque, por apresentar incidência crescente e elevado índice de mortalidade. Não é apenas o mais comum entre as mulheres, mas também é o que mais mata. Nos Estados Unidos são diagnosticados 180 mil novos casos por ano e cerca de 44 mil mulheres morrem de câncer de mama todos os anos.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Em 1999, foram registradas 8.104 mortes decorrentes deste tipo de câncer. Dos 337.535 novos casos de câncer com previsão de serem diagnosticados em 2002, o câncer de mama foi o principal a atingir a população feminina, sendo responsável por 36.090 novos casos.

O carcinoma ductal é o tumor mamário mais comum e torna-se invasivo em cerca de 70% dos casos, dando origem a metástases ganglionares em 1% a 13% dos casos.6-8 O tratamento é planejado de acordo com o estadiamento da doença e a cirurgia é parte importante para o tratamento câncer localizado.

A mastectomia radical modificada de Madden consiste na remoção da glândula mamária, aponeurose anterior e posterior do músculo grande peitoral, esvaziamento axilar, com preservação dos músculos grande e pequeno peitoral; e indicada para tumores de
2 cm a 3 cm ou inferiores a 2 cm, desde que o carcinoma seja invasivo, e pode ter como complicações a limitação de amplitude de movimento (ADM), limitação de
função, linfedema e dor no membro homolateral.

Leia o artigo completo clicando aqui!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Técnica de traqueostomia

Descrição da técnica de traqueostomia em doente não intubado e sob anestesia local.

  • Colocação do doente em decúbito dorsal, com a cabeça e pescoço em hiperextensão (rolo colocado sob os ombros).

Nota: Um doente em dispneia alta intensa poderá não tolerar esta posição. Iniciar o procedimento com menos extensão ajustando o posicionamento ao longo da intervenção.

  •  Desinfecção da pele de toda a região cervical estendendo-se inferiormente ao segundo espaço intercostal.
  • Colocação de campo operatório.

Deve ser usado pano único com orificio, colocado em tenda (permitindo o contacto visual e físico entre o anestesista ou enfermeiro circulante e o doente).

 

1. Palpação do pescoço com identificação das cartilagens tiróide e cricóide e da fúrcula esternal.

O cirurgião deverá, durante as diferentes fases da intervenção, palpar a traqueia para se assegurar do seu posicionamento na linha média.

2. Anestesia Local

Infiltração subcutânea e dos planos musculares com lidocaína a 1% com epinefrina 1:100000.
A infiltração deverá abranger uma área em forma de losango em que o grande eixo, horizontal, é definido por uma linha que passa entre a cricóide e o manúbrio limitada pelos bordos dos músculos esternocleidomastoideus. O eixo vertical, perpendicular ao primeiro, estende-se ao nível da cricóide ao bordo superior do manúbrio.

3. Incisão Cutânea (Fig.1)

Fonte : Circulo Médico
Fig.1 - Incisão Cutânea Arciforme
Horizontal, arciforme, com três a quatro centímetros de comprimento, interessando a pele, tecido celular subcutâneo e platisma, a cerca de dois centímetros da fúrcula esternal. Devem preservar-se as veias jugulares anteriores, que se encontram em posição paramediana envolvidas pela aponevrose cervical superficial. Se existirem anastomoses horizontais entre as veias jugulares anteriores deverão ser laqueadas.

4. Abertura da loca visceral do pescoço (abertura da aponevrose média) (Fig.2)

Fonte : Circulo Médico
Fig.2 - Exposição do Plano Muscular
Identificação do bordo interno dos músculos infra-hioideus e da linha branca.
Suspensão dos tecidos da linha branca e sua abertura por movimentos de dissecção (abertura) da tesoura, no sentido vertical. Devem evitar-se movimentos de corte/secção (Fig.3).

Afastamento lateral dos músculos infra-hioideus após ligeira dissecção da sua face inferior.

Fonte : Circulo Médico
Fig.3 - Dissecção Romba da Linha Média


Nota: O papel do ajudante revela-se primordial neste passo. A força de tracção deverá ser exercida para fora e para cima de modo a não afundar a traqueia permitindo uma boa exposição.

5. Identificação do istmo da glândula tiroideia e dissecção dos tecidos moles abaixo do seu bordo inferior. (Fig.4 e Fig.5)

Fonte : Circulo Médico
Fig.4 - Afastamento dos Músculos Pré-Laringeos e Identificação do Istmo da Tiroideia
A dissecção deverá ser efectuada com tesoura, sempre no sentido vertical (de modo a não lesar as veias tiroideias inferiores) até se atingir a face anterior da traqueia.
Fonte : Circulo Médico
Fig.5 - Dissecção do Bordo Inferior do Istmo Tiroideu


Nota: O ajudante deve alterar a direcção da tracção de um dos afastadores de modo a afastar o istmo da glândula tiroideia para cima.

6. Identificação da traqueia cervical

Após palpação da traqueia procede-se à palpação com seringa contendo lidocaína.

A saída de ar na aspiração e o acesso de tosse induzido pela injecção de cerca de 2 mililitros de anestésico, certificarão que se trata da traqueia. 

7. Abertura da Traqueia (Fig.6)

Fonte : Circulo Médico
Fig.6 - Incisão Horizontal entre Anéis
Palpação da cricóide para identificação do nível traqueal.

Incisão horizontal com lâmina 15 entre dois anéis cartilagíneos (habitualmente entre o segundo e o terceiro ou terceiro e quartoanéis traqueais). O nível dependerá da patologia e de condicionalismos anatómicos.

Aspiração de secreções/sangue.

Abertura da incisão traqueal com pinça de três ramos.

8. Colocação de Cânula (Fig.7)

Fonte : Circulo Médico
Fig.7 - Colocação do Tubo Endotraqueal
O calibre da cânula é proporcional ao da traqueia.

O tipo de cânula depende da situação patológica:

  • com cuff, se necessária ventilação assistida;
  • fenestrada, se for possível a passagem do ar pela laringe para fonação.

9. Aproximação dos bordos da incisão cutânea e fixação da cânula

Não encerrar hermeticamente a ferida cutânea afim de evitar o risco de enfisema subcutâneo. 

 

Nota: A abertura da traqueia pode ser feita em mais de um anel,  em H deitado criando dois retalhos horizontais, ou em U invertido com a criação de um retalho de charneira inferior.

Os retalhos são fixos à pele realizando um verdadeiro estoma.

 

Traqueotomia na Criança (Fig.8)

Fonte : Circulo Médico
Fig.8 - Traqueotomia na Criança
Deverá, sempre que possível, ser efectuada sob anestesia geral com intubação traquela prévia.

Em crianças pequenas deve-se retirar sonda nasogástrica ou outros tubos intraesofágicos que possam dificultar a identificação da traqueia.

 

Nota: na criança não deve ser removida cartilagem traqueal (está contraindicada a realização de estoma).

 

A complicação mais grave e frequente no pós-operatório da traqueotomia em criança é a deslocação da cânula, o que justifica uma variante da técnica:

  1. Após exposição da traqueia cervical procede-se à colocação de suturas de fixação (Neurolen 4-0) bilateralmente, a cerca de dois milímetros da linha média, envolvendo pelo menos dois anéis traqueais;
  2. Abertura vertical da traqueia envolvendo pelo menos dois anéis (evitar abertura do primeiro anel traqueal).
As suturas são fixadas à parede anterior do tórax atarvés de fita adesiva. Na eventualidade de deslocação de cânula a sua re-introdução será facilitada pela tracção lateral das suturas que asseguram a abertura da incisão traqueal.

 

Bibliografia

  • Olias, João [et al.] - Cirurgia da Laringe: Atlas de técnicas cirúrgicas. Guia de Dissecção. 1ª Edição. Massamá. Circulo Médico. Maio de 2004. 204p. ISBN 972-9071-97-7.

Fibrilação atrial pode causar formação de coágulos e AVC

http://www.medicinageriatrica.com.br/wp-content/uploads/2008/10/fibrilacao.jpg

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia que nasce nos átrios (a parte do coração que recebe o sangue do corpo e dos pulmões). Ela atinge mais os pacientes idosos, mas pode aparecer em qualquer idade. O diagnóstico é feito com certa dificuldade, já que ela pode surgir e desaparecer em momentos que o paciente não está monitorado por médico ou holter 24h (dispositivo portátil que monitora a atividade elétrica cardíaca de pacientes continuamente).

A pessoa pode não apresentar nenhum sintoma diferente ou sentir palpitações, tonturas, cansaço ou desmaio. Os exames que permitem diagnosticar a FA com mais facilidade são os que envolvem a parte elétrica do coração (eletrocardiograma, Holter 24h, Holter de sete dias, Loop Recorder - monitor de eventos capaz de gravar um traçado eletrocardiográfico relacionado a um sintoma, segundo o InCor). Cada um atende um tipo especifico de paciente. 

Depois de diagnosticada, seu tratamento pode ser com remédios para evitar que a arritmia apareça (controle de ritmo) ou para manter a arritmia com frequência cardíaca estável (controle de frequência). O objetivo do tratamento da arritmia é manter a pessoa assintomática, e isso deve ser alcançado em quase todos os pacientes sem muita dificuldade.

Mas apesar de não sentirem nada, as pessoas com FA possuem risco aumentado de formação de coágulos no coração, que seguem para o cérebro, causando AVC, ou para as pernas e outras partes do corpo, causando isquemia, e podem levar a amputação. Para isso existem as terapias antiagregantes com aspirina e clopidogrel e anticoagulantes, com varfarina, femprocumona e, mais recentemente, dabigatran. As pessoas que usam anticoagulantes devem respeitar uma dieta regular, em especial no uso de verduras, e cuidado com o uso concomitante de outros remédios.

Um tratamento que surgiu há cerca de 10 anos e é muito utilizado hoje é a ablação de FA. Esta técnica é realizada sob sedação profunda ou anestesia geral e médicos experientes introduzem cateteres através de veias nas pernas e pescoço até o coração para localizar focos da arritmia e cauterizá-los. Em pacientes jovens, com coração de tamanho e função normais, sem outras doenças, atinge sucesso de até 80% no final de um ano. O beneficio é menor em idosos, com átrio esquerdo aumentado e com apneia do sono não tratada. O maior benefício deste procedimento é dos pacientes que tem frequência cardíaca em arritmia muito alta e daqueles que tem sintomas importantes (cansaço, palpitações, dores no peito e desmaios). A ablação da FA não permite que o paciente deixe de usar anticoagulantes (porque a arritmia pode voltar assintomática), mas pode reduzir a dose dos outros remédios e permitir melhor qualidade de vida.  

Outra opção cada vez menos utilizada nos dias de hoje, reservada para pacientes refratários às técnicas anteriores, ou nos quais a chance de sucesso daquelas técnicas é mínima, é o implante de marcapasso e cauterização do nó atrioventricular. Outras ainda envolvem uso de cirurgia (cardíaca aberta ou minimamente invasiva).

Os exercícios podem e devem ser realizados, mas com cuidados especiais nos pacientes em uso de anticoagulantes (maior chance de sangramento). 

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