quinta-feira, 30 de junho de 2011

Propriocepção: tratamento terapêutico para corrigir e evitar lesões

A propriocepção é um conceito muito difundido e utilizado na fisioterapia. Nada mais é do que a percepção que você tem de si e do mundo a sua volta. Quando você abraça uma pessoa, por exemplo, precisa saber onde ela está no espaço, com que velocidade, aceleração e intensidade vai se mover em direção a ela. Esse cálculo é realizado por receptores presentes em nosso corpo que entendem o ambiente e a ação, enviam as informações ao cérebro, que devolve uma resposta eficiente (no caso, o abraço).

É com base nesse conceito que fisioterapeutas trabalham para recuperar lesões ou mesmo evitá-las. "Desde pequeno, armazenamos informações sobre nossos movimentos no cérebro. À medida que crescemos, vamos refinando-as. Mas, quando temos uma lesão, essas informações são perdidas. A fisioterapia usa os elementos da propriocepção para treinar o cérebro, a fim de que ele volte a criar planos motores, informações", afirma Gil Lucio Almeida, presidente do Conselho de Fisioterapia do Estado de São Paulo.

Em cirurgias de hérnia de disco, exemplifica o médico, a forma de andar e a postura acabam mudando. Com a propriocepção, o paciente usa as informações vindas dos músculos e articulações para reprogramar a postura. Quando uma pessoa engessa alguma parte do corpo por 30 ou 40 dias, terá que ensinar novamente o movimento a aquele membro. Dessa forma, lesões graves vão, aos poucos, sendo curadas até que o corpo volte a ser tão eficiente quanto antes.

A propriocepção é inerente ao ser humano, mas pode ser aperfeiçoada e treinada. "A ideia é gerar instabilidade para ganhar mais estabilidade", afirma Marcelo Luiz de Souza, fisioterapeuta e professor de educação física. Os exercícios funcionais são, em sua maioria, baseados nesse conceito.

Para quem corre ao ar livre, por exemplo, o treino é feito para fortalecer as articulações e músculos. Pular com um pé só em uma cama elástica, mudar a direção com que sempre se faz um movimento ou subir em uma bola oferecem bons resultados. "Tudo o que envolva equilíbrio, ritmo e agilidade está trabalhando os proprioceptores. É uma propriocepção cosciente", afirma Souza.

Exercícios como esses também podem levar atletas à alta performance. "Os esportistas usam bastante as informações arquivadas no cérebro e de forma bem precisa. O treino ajuda a refinar essas informações e os movimentos passam a ser realizados mais eficientemente", diz Almeida.

"Treinar na areia fofa, na grama ou em algum terreno instável manda novos sinais para o cérebro, que tem de criar novas respostas a esse estímulo, o que leva a um aprimoramento", aconselha Marcelo Luiz de Souza.

Segundo Gil Almeida, o conceito pode ser utilizado ainda para corrigir posturas durante a realização de exercícios. O médico sugere a realização de movimentos em frente a um espelho para que a pessoa possa ver seu erro, tomar consciência dele e mudá-lo.

Fonte: IG Saúde

Contribuição Sindical x Fisioterapia



Há sempre uma discussão, as vezes sadia, as vezesão, sobre contribuição sindical dentro da Fisioterapia.

Quem já não recebeu, além do boleto da anuidade do CREFITO para pagamento, um boleto para pagar a anuidade de algum sindicato e ficou na dúvida se devia pagar ou não.

Embora em algumas profissões haja uma disputa acirrada dos conselhos regionais contra os sindicatos, por entenderem que a contribuição tem que ser pro conselho que é reconhecido por lei e etc, o profissional, que está no meio desse fogo cruzado não sabe o que fazer.

Por isso, selecionei essa explicação, de cunho jurídico, para que suas dúvidas sejam encerradas e que você possa decidir, com segurança, se deve ou não contribuir para um sindicato.

Leia aqui

Mas uma parte desse texto me chamou atenção. Portanto encerro esse texto com ele:

"Os profissionais liberais, em suas antíteses, ponderam que estão dispensados da contribuição Sindical, porque se encontram devidamente registrados e inscritos nos seus Conselhos de Classe, órgãos estes, que, tendo em vista seu munus público, laboram na defesa da sociedade, na observância das leis e da Constituição, valorizando os princípios da ética, da cidadania e da pessoa humana."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Perguntas e respostas sobre ULTRASOM

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O que é Ultra-som (U.S.)?
Seu mecanismo baseia-se na produção de ondas sonoras de alta freqüência (não audíveis pelo ouvido humano) utilizando-se uma máquina de Ultra-som. As ondas sonoras atravessam a pele até o interior do organismo, utilizando um gel aplicado sobre a pele como condutor.

Para que serve o Ultra-som no tratamento da dor?
O Ultra-som é extensivamente utilizado e combinado com outras modalidades de tratamento de lesões de tecidos moles. É creditado ao Ultra-som possuir um efeito benéfico na redução da dor e estados inflamatórios aumentando a mobilidade funcional e reduzindo o tempo de recuperação.

Existe evidência implicando um papel fundamental dos mecanismos atérmicos na produção de um efeito terapeuticamente significativo: estimulação da regeneração dos tecidos, reparo do tecido mole, aumento do fluxo sangüíneo em tecidos cronicamente isquêmicos, síntese de proteínas e reparo ósseo1.

Além disso, a potência de 0,5 W/cm2 em pulsos à freqüência de 3 MHz é empregada para tratamento de tecidos superficiais, pois a energia é rapidamente absorvida; com efeitos não-térmicos conseguidos através da forma em pulsos e uma intensidade baixa. Ainda, o principal componente necessário para a remodelação adequada e um dos aminoácidos essenciais do colágeno aumentam depois de doses baixas de Ultra-som em pulso. Esses eventos fazem com que o tecido conjuntivo cicatrizado seja mais forte e deformável, capaz, portanto, de suportar cargas elevadas2.

Quais são os tipos de Ultra-som e quais são seus benefícios?
São dois tipos de Ultra-som:

a. Ultra-som Pulsado. Benefícios: massagem mecânica, dispersa os fluidos do edema, dispersa toxinas, provoca a quebra de calcificações.

b. Ultra-som Contínuo. Benefícios: produz calor profundo na interface muscular, aumenta o fluxo de sangue para circular os nutrientes, reduz o espasmo muscular, elimina a formação fibrótica.

Para que devem ser usados os aparelhos de Ultra-som do tipo pulsado ou contínuo?

Depende do tipo de resposta que é buscada. O modo contínuo eleva mais efetivamente a temperatura do tecido. Os modos pulsados, que possuem ciclo de trabalho de 20%, 10% ou 5%, diminuem os efeitos térmicos.

Ambos, contínuo e pulsado, podem produzir efeitos não térmicos.

Para que servem os efeitos não térmicos do Ultra-som?
Os efeitos não térmicos do Ultra Som incluem a estimulação da regeneração dos tecidos moles e restauração óssea, aumento do fluxo sanguíneo e mudanças no metabolismo das células e promovem o alívio da dor. Observa-se que o modo contínuo aumenta a extensibilidade de estruturas ricas em colágeno, produz aumento na mobilidade articular, diminuição do espasmo e da dor, aumento do fluxo sangüíneo e da velocidade de condução nervosa produzindo ainda reações inflamatórias medianas (liberações histamínicas).

Qual a diferença entre as freqüências 1.0 e 3.0 MHz?
O U.S. de 1.0 MHz é usado em estruturas mais profundas (músculos, tendões, bursas), pois ele é pouco absorvido em estruturas superficiais e em tecido adiposo.

Ao contrário, 3.0 MHz deve ser usado em estruturas superficiais pois a energia é absorvida nos tecidos que estiverem entre 1 e 2 cm abaixo da superfície da pele evitando o rebote do periósteo.

Quantas aplicações seguidas de Ultra-som podem ser realizadas durante o tratamento?
Após cerca de 10 a 12 aplicações seguidas, uma por dia, em uma única área do corpo, é recomendado que o uso do aparelho passe a ser descontínuo, para evitar possíveis efeitos fisiológicos degenerativos.

Quais são os efeitos fisiológicos do Ultra-som?
O Ultra-som aumenta a taxa de metabolismo no tecido; aumenta a extensibilidade do colágeno; aumenta o fluxo sangüíneo e a cicatrização tecidual; diminui a sensibilidade de elementos neurais; alivia a dor e espasmos musculares.

Quais são as indicações do Ultra-som?
O Ultra-som possui indicação para tratamento de lesões teciduais não agudas, tratamento de inflamação sub-aguda ou crônica, regeneração tecidual, bursites não agudas, capsulites adesivas, para suavização do tecido cicatricial, miosite e estados de irritação da raiz nervosa.

Quais são as contraindicações do Ultra-som?
A sua contra-indicação é específica para neoplasmas (câncer ativo), desordens circulatórias, útero gravídico ou sobre os órgãos reprodutores, áreas de inflamação aguda, feridas abertas, epífises de ossos em crescimento, acima ou sobre aparelho de Marcapasso.

Deve ser evitado seu uso (contra-indicação relativa) sobre áreas insensíveis, sobre fraturas não consolidadas, tratamentos em áreas sobre o cérebro, o coração, os olhos e os ouvidos.

É contra indicado o uso de Ultra-som no músculo peitoral maior devido a este músculo estar próximo ao coração?
Assumindo-se que o coração esteja a 4 cm da superfície da pele, uma dosagem de 0.5W/cm2 poderá seguramente ser aplicada.

A espessura de meio-valor (D/2), ou seja, a distância percorrida pelo feixe antes que ele seja decrescido pela metade do seu valor original, também é uma forma de calcular a atenuação. Se o tecido a ser atingido está a 5cm de profundidade e estiver usando 2.0W/cm2 a 1 Mhz de freqüência, o tecido em questão receberá 1 W/cm2 o qual é a metade do seu valor.

É seguro aplicar o Ultra-som no ligamento colateral lateral dos joelhos em uma pessoa de 15 anos de idade?
O Ultra-som é usado na cura de danos a ligamentos, entretanto, devido a proximidade do ligamento colateral lateral do joelho à epífise de crescimento do fêmur, tíbia e fíbula; o US não deverá ser usado até que o crescimento tenha sido completado. Este centro de crescimento do osso longo em particular encerra-se entre 18 e 20 anos de idade.

O que significa E.R.A?
Área de Radiação Efetiva do cabeçote. Ou seja, a área dentro do cabeçote capaz de produzir efeitos terapêuticos.

Por que os movimentos do U.S. devem ser lentos e contínuos?
Devido a não uniformidade do feixe de Ultra-som, o cabeçote não deve ficar parado sobre um mesmo local. Também não deve ser movimentado muito rápido, pois não haveria tempo do tecido entrar em ressonância. O melhor procedimento é o movimento circular-deslocado, numa velocidade de 1 a 2cm/segundo.

Fisiolinks 62


http://images04.olx.com.br/ui/13/79/57/1299499922_174397257_1-Drenagem-Linfatica-Fisioterapeuta-Vitoria-Serra-e-Vila-velha.jpg

A atuação do fisioterapeuta deve ser pautada na seriedade e no conhecimento científico para suas ações. A importância da leitura de artigos que falem sobre assuntos variados trazem para nós exemplos do que dá certo além de conhecimento teórico sobre uma determinada patologia.

Portanto, sempre que puder, leia artigos cientificos e estudos de casos. O que um colega fez e descreve como tratamento em um artigo pode servir no seu dia a dia.

Vamos aos FISIOLINKS da semana?

Sindrome da perna inquieta

Higiene Brônquica

Therasuit

Como surge o esporão de calcâneo

O que é um Neurônio?

Aspectos preventivos no esporte

Uso do tens na articulação temporo mandibular

Estenose aórtica em idosos

Atividade física atenua idosos

Exercícios de Ginástica Laboral

Fisioterapia respiratória na disfunção pulmonar

Disturbios Psicomotores

Tendinopatia no Esporte

Nervos cranianos

Importância da ergonomia na empresa

Sistema sensitivo e Fisioterapia

Como funciona a ressonância magnética

Ultrasom para estética


Próxima semana tem mais!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Incentivadores Respiratórios


Muitos são os incentivadores respiratórios sobretudo os inspiratórios.Esses incentivadores são exercitadores respiratórios que tem como objetivo reexpansão pulmonar, aumento da permeabilidade das vias aéreas e fortalecimento dos músculos respiratórios.

Esses exercitadores ou incentivadores respiratórios são recursos mecânicos da fisioterapia respiratória, normalmente destinados a auxiliar o desempenho muscular respiratório e a eficiência do trabalho mecânico da ventilação pulmonar, proporcionando aumento da oxigenação arterial.

Normalmente, esses incentivadores respiratórios caracterizam-se por serem equipamentos portáteis, em geral de plástico ou material semelhante, e de baixo custo.

São de fácil manuseio, descartáveis, e podem ser utilizados tanto em adultos como em crianças. Todos os incentivadores respiratórios fundamentam-se no oferecimento de uma resistência (carga) à respiração espontânea do paciente. Essa resistência pode ser exercida por carga pressórica alinear ou por carga pressórica linear.


Incentivadores Respiratórios de Carga Pressórica Alinear

Apresentam uma resistência desconhecida, durante o ciclo respiratório, pois não há conhecimento prévio da força a ser exercida pela musculatura do paciente, porém alguns aparelhos fornecem escalas de fluxo ou volume.


Incentivadores Respiratórios de Carga Pressórica Linear

São considerados fluxo-dependentes, pois o fluxo de ar só é gerado quando uma pressão inspiratória é realizada pelo paciente. Possuem uma mola (spring loaded) ou por sistema de peso.

Incentivadores Inspiratórios

Lançado em 1976 é uma modalidade de terapia respiratória profilática, segura e eficiente, porém não deve substituir qualquer técnica.

Tipos:
Fluxo: São mais baratos, porém durante a sua utilização a tendência é que ocorra um fluxo turbilhonar, o que pode gerar mais trabalho ventilatório para o paciente. Fluxo turbulento inicial, alteração no trabalho ventilatório, alterando o padrão de ventilação.

Volume: São mais caros, durante a sua utilização, o fluxo é menos turbilhonar, se comparado aos incentivadores a fluxo, o que gera menos trabalho ventilatório e altera menos a biomecânica ventilatória do paciente. Volume de treinamento constante até atingir a capacidade inspiratória máxima ou nível pré fixado pelo terapeuta.

Calculando o progresso:
Diretamente proporcional ao tempo que a esfera é mantida no topo da câmara.

Deve-se:
Pacte lúcido, orientado, cooperativo e motivado
Sentado em posição confortável
Suplementação de oxigênio
Inspiração a partir do VR até CPT progredindo lentamente (evitar hiperventilação)
Prescrição da carga pelo fisioterapeuta
Trabalho monitorizado
VC > 5ml por Kg e f<25 irm 3

Vantagens:
Diminui o aparecimento de atelectasias;
Diminui o shunt, hipóxia e hipercapnia;
Melhora a insuflação pulmonar;
Otimiza a mecânica da tosse.
Contra-Indicação:
PO imediato (dor, WR)
Sem hiperinsuflação ou quadros infecciosos


Tipos de incentivadores Respiratórios

Voldyne: (à volume)
5000– modelo adulto – coluna graduada, indicador de limitação do incentivo, traquéia e bucal.
2500 – modelo pediátrico – coluna graduada, indicador de limitação do incentivo, traquéia e bucal.
Indicado para pacientes em pós-operatório de cirurgia abdominal, torácica e cardíaca, pois sua utilização gera menos dor. Tempo da terapia é indefinido, o paciente deve realizar uma série de 5-10 incursões ventilatórias por hora.
Triflo II: (à fluxo) Composto de 3 esferas coloridas, e não obstruem as válvulas de entrada de ar, possui filtro, traquéia e bucal.


Respiron: (à fluxo)

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O fluxo é variável em função do tempo de incentivo. Serve para trabalhar uma respiração sustentada máxima. O paciente deve inspirar de forma que as três bolinhas do aparelho subam aproximadamente 5-10 segundos.
Muito utilizado em PO.

Treshould: (treino de força muscular) incentivador de carga pressórica linear
A duração da inspiração deve ser de 40 a 50% do tempo respiratório total. Tempo de uso 30 minutos diários.

Indicação:
Diminuição da força e endurance dos músculos respiratórios.
Características: Tubo com orifício na extremidade, o qual é obstruído por um diafragma e uma válvula com mola regulável. Esta válvula permite a passagem do ar inspirado através do orifício, durante o treinamento da musculatura respiratória, somente após ter sido alcançada a pressão inpiratória pré determinada.

Treinamento:
Posição: Sentado
30 a 50% da Pimax
Duração da inspiração entre 40 a 50% do tempo respiratório total (T.TOT). 30 minutos por dia para pactes não críticos
Resposta ao treinamento – aumento do tempo que o paciente pode respirar com a mesma carga.
Inspirix: (à fluxo)
O fluxo é variável, em função do tempo de incentivo. Auxilia no PO.


Flutter:

http://www.activemobility.co.uk/shop/images/clement_clarke_flutter.jpg

Sua função é promover a desobstrução brônquica, auxiliando pacientes hipersecretivos e com fibrose pulmonar, auxilia nas trocas gasosas e na reexpansão pulmonar.

O aparelho é semelhante a um cachimbo que no seu interior possui uma bilha de metal acima de um cone. Durante o ato expiratório, a combinação da bilha com o ângulo do cone oferece uma resistência oscilatória ao fluxo. A resistência varia em função da bilha estar impedindo mais ou menos o fluxo expiratório, podendo criar uma pressão positiva expiratória de 10-25 cm H2O, enquanto o ângulo do cachimbo faz com que a válvula vibre para frente e para trás a, aproximadamente, 15 HZ. Esta variação no fluxo expiratório favorece o deslocamento de secreções brônquicas e estimula o reflexo da tosse.

Durante a realização da técnica, o paciente deve estar, de preferência, sentado numa posição mais confortável possível, com seu tórax ereto. Deve-se pedir ao paciente para realizar uma inspiração profunda e, em seqüência, acoplar o Flutter à boca e expirar de forma mais forte e rápida que puder, mantendo esta expiração ao final por, aproximadamente, 3 a 5 segundos. A técnica deve ser repetida em seqüências de 4 a 8 repetições, sem se esquecer de deixar o paciente descansar após ter tossido.
Indicações:
Tosse produtiva, Bronquite Crônica, bronquiectasia, instabilidade traqueobrônquica, mucoviscosidade,
fisioterapia pré e pós-operatória


Peak Flow:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f7/Peak_flow_meter_horiz.jpg

Mensuração do fluxo expiratório máximo instantâneo, surgiu em 1959 com a finalidade de avaliar o grau de obstrução brônquica em várias patologias pulmonares (DPOC). Avalia também o grau de reversibilidade ou não do BE após uso de broncodilatadores por via sistêmicas e por via inalatória.
Vantagens:
Permite ao fisioterapeuta avaliar com segurança a gravidade da obstrução brônquica;
Avaliação rápida e segura em casos específicos de reversibilidade da obstrução brônquica, frente ao procedimento terapêutico realizado.
Aireze:
Inspirômetro de incentivo à fluxo de baixa resistência, com facilidade de uso, tanto para crianças como para adultos. Trabalha a inspiração profunda (reexpansão).
PO – dor – a tendência da respiração é ser superficial.
Este aparelho serve para prevenir complicações respiratórias no pré e pós-operatório.
Como usar:
Colocar o aparelho na posição certa e expirar normalmente, com os lábios comprimidos ao redor do bucal;
Inspire profundamente fazendo subir a bolinha, até o valor desejado;
Sustente a inspiração e continue a inspirar e detenha o valor indicado;
Deixe a bolinha cair na base;
Expire e relaxe, retire o bucal e respire normalmente. Repita o exercício como descrito pelo fisioterapeuta.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Atribuições de um Fisioterapeuta

1 - FISIOTERAPIA CLÍNICA

1.1 - Atribuições Gerais

1.1.1 - Prestar assistência fisioterapêutica (Hospitalar, Ambulatorial e em Consultórios
1.1.2 - Prescrever, planejar, ordenar, analisar, supervisionar e avaliar atividades fisioterapêuticas dos clientes, sua eficácia, resolutividade e condições de alta.

1.2 - Atribuições específicas
1.2.1- Hospitais, Clínicas e Ambulatórios.
a) Definir, planejar, organizar, supervisionar, prescrever e avaliar as atividades da assistência fisioterapêutica aos clientes.
b) Avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e exame de cinesia, funcionalidade e sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
c) Estabelecer rotinas para a assistência fisioterapêutica, fazendo sempre as adequações necessárias.
d) Solicitar exames complementares para acompanhamento da evolução do quadro funcional do cliente, sempre que necessário.
e) Recorrer a outros profissionais de saúde e/ou solicitar pareceres técnicos especializados, quando necessário.
f) Reformular o programa terapêutico sempre que necessário.
g) Registrar no prontuário do cliente, as prescrições fisioterapêuticas, sua evolução, as intercorrências e a alta em Fisioterapia.
h) Integrar a equipe multidisciplinar de saúde, com participação plena na atenção prestada ao cliente.
i) Desenvolver estudos e pesquisas relacionados a sua área de atuação.
j) Colaborar na formação e no aprimoramento de outros profissionais de saúde, orientando estágios e participando de programas de treinamento em serviço.
k) Efetuar controle periódico da qualidade e resolufividade do seu trabalho.
1) Elaborar pareceres técnicos especializados.

1.2.2- Em Consultórios
a) Avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exámes laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e exame de cinesia, da funcionalidade e do sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
b) Estabelecer o programa terapêutico do cliente, fazendo as adequações necessárias.
c) Solicitar exames complementares e/ou requerer pareceres técnicos especializados de outros profissionais de saúde, quando necessários.
d) Registrar em prontuário ou ficha de evolução do cliente, a prescrição fisioterapêutica, a sua evolução, as intercorrências e as condições de alta em fisioterapia.
e) Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária.
f) Efetuar controle periódico da qualidade e eficácia dos equipamentos, das condições sanitárias e da resolutividade dos trabalhos desenvolvidos.

1.2.3- Centros de Reabilitação
a) Avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da patologia clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da amnese funcional e do exame da cinesia, da funcionalidade e do sinergismo das estruturas anatômicas envolvidas.
b) Desenvolver atividades, de forma harmônica na equipe multidisciplinar de saúde.
c) Zelar pela autonomia científica de cada um dos membros da equipe, não abdicando da isonomia nas relações profissionais.
d) Integrar a equipe multidisciplinar, com participação plena na atenção de saúde prestada a cada cliente, na integração das ações multiprofissionalizadas, na sua resolutividade e na deliberação da alta do cliente.
e) Participar das reuniões de estudos e discussões de casos, de forma ativa e contributiva aos objetivos pretendidos.
f) Registrar no prontuário do cliente, todas as prescrições e ações nele desenvolvidas.


2 - SAÚDE COLETIVA

2.1 - Atribuição Principal
Educação, prevenção e assistência fisioterapêutica coletiva, na atenção primária em saúde.

2.2 - Atribuições específicas
2.2.1 - Programas Institucionais
a) Participar de equipes multidisciplinares destinadas a planejar, implementar, controlar e executar políticas, programas, cursos, pesquisas ou eventos em Saúde Pública.
b) Contribuir no planejamento, investigação e estudos epidemiológicos.
c) Promover e participar de estudos e pesquisas relacionados a sua área de atuação.
d) Integrar os órgãos colegiados de controle social.
e) Participar de câmaras técnicas de padronização de procedimentos em saúde coletiva.
f) Avaliar a qualidade, a eficácia e os riscos à saúde decorrentes de equipamentos eletro-eletrônicos de uso em Fisioterapia.

2.2.2- Ações Básicas de Saúde
a) Participar de equipes multidisciplinares destinadas ao planejamento, a implementação, ao controle e a execução de projetos e programas de ações básicas de saúde.
b) Promover e participar de estudos e pesquisas voltados a inserção de protocolos da sua área de atuação, nas ações básicas de saúde.
c) Participar do planejamento e execução de treinamentos e reciclagens de recursos humanos em saúde.
d) Participar de órgãos colegiados de controle social.

2.2.3- Fisioterapia do Trabalho
a) Promover ações terapêuticas preventivas à instalações de processos que levam a incapacidade funcional laborativa.
b) Analisar os fatores ambientais, contributivos ao conhecimento de distúrbios funcionais laborativos.
e) Desenvolver programas coletivos, contributivos à diminuição dos riscos de acidente de trabalho.

2.2.4- Vigilância. Sanitária
a) Integrar a equipe de Vigilância Sanitária. b) Cumprir e fazer cumprir a legislação de Vigilância Sanitária. c) Encaminhar às autoridades de fiscalização profissional, relatórios sobre condições e práticas inadequadas à saúde coletiva e/ou impeditivas da boa prática profissional.
d) Integrar Comissões Técnicas de regulamentação e procedimentos relativos a qualidade, a eficiência e aos riscos sanitários dos equipamentos do uso em Fisioterapia.
e) Verificar as condições técnico-sanitárias das empresas que ofereçam assistência fisioterapêutica à coletividade.


3- EDUCAÇÃO

3.1. Atribuição Principal
a) Dirigir, coordenar e supervisionar cursos de graduação em Fisioterapia/Saúde;
b) Lecionar disciplinas básicas e profissionalizantes dos Cursos de Graduação em Fisioterapia e outros cursos na área da saúde;
c) Elaborar planejamento de ensino, ministrar e administrar aulas, indicar bibliografia especializada e atualizada, equipamento e material auxiliar necessários para o melhor cumprimento do programa;
d) Coordenar e/ou participar de trabalhos interdisciplinares;
e) Realizar e/ou participar de atividades complementares à formação profissional;
f) Participar de estudos e pesquisas em Fisioterapia e Saúde;
g) Supervisionar programas de treinamento e estágios;
h) Executar atividades administrativas inerentes à docência.
i) Planejar implementar e controlar as atividades técnicas e administrativas do ano letivo, quando do exercício de Direção e/ou Coordenação de cursos de graduação e pós-graduação;
j) Orientar o corpo docente e discente quanto a formação do Fisioterapeuta, abordando visão crítica da realidade política, social e econômica do país;
k) Promover a atualização didática pedagógica em relação à formação profissional do Fisioterapeuta.

4 - OUTRAS

4.1 - Equipamentos e produtos para Fisioterapia (Industrialização e Comercialização)
a) Desenvolver/Projetar protótipos de produtos de interesse do Fisioterapeuta e da Fisioterapia;
b) Desenvolver e avaliar uso/aplicação destes produtos;
c) Elaborar manual de especificações;
d) Promover a qualidade e desempenho dos produtos;
e) Coordenar e supervisionar demonstrações. do produto junto a profissionais Fisioterapeutas;
f) Assessorar tecnicamente a produção;
g) Supervisionar e coordenar a apresentação do produto em feiras e eventos;
h) Desenvolver material de apoio para treinamento;
i) Participar de equipes multidisciplinares responsáveis pelo desenvolvimento dos produtos, pelo seu controle de qualidade e análise de seu desenvolvimento e risco sanitário.

4.2 - Esporte
a) Planejar, implantar, coordenar e supervisionar programas destinados a recuperação funcional de atletas;
b) Realizar avaliações e acompanhamento da recuperação funcional do cliente;
c) Elaborar programas de assistência fisioterapêutica ao atleta de competição;
d) Integrar a equipe multidisciplinar de saúde do esporte com participação plena na atenção prestada ao atleta.

4.3 - Acupuntura
a) Utilizar a prática da acupuntura desde que, supridas as exigências contidas nas Resoluções do COFFITO que disciplinam a matéria.

O uso do respirador manual e mecânico

Separei essa reportagem que fala tanto do respirador manual quanto do mecânico.

O uso do Respirador Manual, o Embú, pode salvar muitas vidas, principalmente em situações de emergência porque ajuda a quem está com dificuldade de respiração.

Essa reportagem abaixo fala também do uso do respirador mecânico em hospitais e sua aplicação.

Vamos assitir?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jalecos de Fisioterapia bordados


Jaleco é um ítem para ser usado para diariamente pelos fisioterapeutas. Devem ser mantidos sempre em bom estado, limpo e sem estar amarrotado. Causa uma boa impressão. E depois da moda dos jalecos bordados, criatividade é o que não falta para os jalecos serem difefrenciados.

Então vamos a alguns exemplos para serem, quem sabe, copiados!


http://2.bp.blogspot.com/_SlyDjT-uLnk/Sclw9x1n_CI/AAAAAAAAABQ/pBMS5egYkEs/s320/jaleco+masc2.jpg

http://jalecos.files.wordpress.com/2010/06/fisio-m.jpg

http://1.bp.blogspot.com/_t7kUmO2297I/TDTfRyGTJgI/AAAAAAAAATY/eR3C5hmgdw8/s1600/Jalecos-detalhe.jpg
http://img2.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&f=159226757_3719.jpg&v=O
http://images.quebarato.com.br/T440x/jalecos+bordados+belem+pa+brasil__320E8A_2.jpg

http://images02.olx.com.br/ui/3/35/47/49522847_3.jpg

http://www.scambo.com.br/prod/imgs/9f816e4b4ea3165180fd813cc8cfc309a1ac977f.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_DBpUWKuWX7E/TSh8U88_2yI/AAAAAAAAAdA/l3cDrcrflfk/s1600/jaleco1.jpg

http://images04.olx.com.br/ui/13/53/64/1298936791_171674964_1-Fotos-de--JALECO-BORDADO-FEMININO-FRETE-GRATIS-PERSONALIZADO.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_SlyDjT-uLnk/ScxlxK99kTI/AAAAAAAAAEw/Con-FVe0Nzg/s320/Imag006.jpg


E aí? Gostou  de algum??? Use e abuse!



Equipamentos de laser

A origem do vocábulo “laser” advém da sigla inglesa “LASER” - “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”, ou seja, Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação.

A Fisioterapia, assim como várias especialidades médicas, vem mostrando nos últimos anos grandes resultados na utilização do laser como recurso terapêutico. Quando nos referimos à Fisioterapia, o Laser utilizado é o LBP (Laser de Baixa Potência).

Veja alguns equipamentos:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fisiolinks 61

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Nessa semana que passou tivemos acontecimentos importantes, como a queda do Palocci e o encerramento da carreira do Ronaldo, um cara que valorizou a Fisioterapia como ninguém. Quantos Fisioterapeutas não se formaram tomando o Filé, fisioterapeuta que recuperou o Ronaldo (e outros tantos) em contusões, como exemplo máximo da carreira?

Boa sorte ao Ronaldo, que tão bem valorizou a Fisioterapia!

Vamos aos Fisiolinks da semana?


Avaliação Músculo Esquelética

Serviços de sude terão que notificar violência contra idosos

Sindrome do Túnel do Carpo

Liberação Miofascial

Higine Brônquica

Fisioterapia Geriátrica

Plexos da coluna vertebral

O que é Osteomalacia?

Efeitos fisiológicos do Ondas curtas

Sensibiliação Periférica

Fisioterapia na fase crônica da insuficiência cardíaca

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

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