sábado, 30 de julho de 2011

Terapia assistida por animais


A Atividade Assistida por Animais, é um método lúdico em que se utiliza o animal na visita em diversos locais, (instituições, asilos, hospitais, lares...) onde através da relação entre homem e animal, é possível proporcionar momentos agradáveis, sensação de bem estar, melhorando o dia a dia dessas pessoas, pois o contato com o animal promove benefícios de ordem psíquica, física e social.

Neste caso o histórico ou perfil do paciente não é exigido, e a sessão pode ser conduzida apenas pelo proprietário do animal.

A Terapia Assistida por Animais, trata- se de um método terapêutico, onde o animal é parte principal da terapia. O objetivo dessa interação homem e animal terapeuta é oferecer aos pacientes diversos estímulos (táteis, visuais, olfativos, auditivos...) e principalmente atuar como agente facilitador das modalidades terapêuticas tradicionais, o que acelera a recuperação dos pacientes, e para aqueles que possuem um animal de estimação, desenvolve-se a questão de responsabilidade como a rotina e os cuidados do dia a dia, como hábitos de higiene, alimentação, lazer entre outros. Podemos ainda dizer que com a TAA, a proximidade com o animal nos possibilita que a pessoa com determinada deficiência, possa melhorar/manter a amplitude de movimento, trabalhar alongamento, força, coordenação motora, proporcionando maior qualidade de vida, reduzindo o “stress”, ansiedade, depressão, estimulando o equilíbrio, a movimentação bem como a percepção espacial e favorecendo a autoconfiança e a auto- estima.

Nos casos de TAA é necessário ter acesso ao histórico do paciente, para que se possa desenvolver um trabalho específico para cada indivíduo, e a terapia deve ser conduzida por um terapeuta e/ ou condutor do animal.

Em 1792 foi criado, intuitivamente por William Tuke, a York Retreat, um centro de tratamento para pacientes com alterações mentais, no qual utilizavam jardinagem, exercícios, e vários animais domésticos para encorajar os pacientes a vestir-se, movimentar-se e comunicar-se, e essa interação trouxe resultados positivos.

Os animais podem agir como poderosos catalisadores sociais, facilitando o contato social. Este efeito é igual em diversas localidades e com animais e donos diferentes na aparência (McNICHOLAS; COLLIS, 2000).

Um psicólogo infantil envolveu em um dos seus estudos seu próprio cachorro com a finalidade de estabelecer uma ponte com as crianças que eram muito introvertidas. Ele comprovou que a criança, ao se importar com seu bichinho de estimação, adquiriu confiança, auto-estima, responsabilidade e autonomia, além de diminuir o estresse, ou seja, a companhia animal pode assistir a criança no seu desenvolvimento continuo (HAVENER et al., 2001).
O simples fato de tocar uma pessoa pode ajudá-la a superar a dor, não apenas fisiológica, mas também a dor emocional. Tal fato pode ser comprovado com uma paciente em estado terminal de câncer. Debilitada e fraca permanecia todo o tempo deitado na cama, recebendo doses de morfina para aliviar a dor. No dia da visita dos animais sentou-se lentamente na cama e acariciou uma cadela, sem queixas de dor ou desconforto. Havia sido o dia mais ativo da paciente (MENCH, 2001).

Qualquer pessoa pode fazer uso da terapia animal: os idosos, adultos ou crianças com problemas psiquiátricos, portadores de deficiência física ou mental, com câncer ou soropositivos e pacientes domiciliares ou hospitalizados. Apesar de a teoria sugerir que pacientes imunossuprimidos, susceptíveis a infecções oportunistas com histórico severo de alergias e problemas respiratórios ou internados nas unidades de terapia intensiva não façam uso da terapia, alguns projetos descrevem visitas a esses pacientes, pois pesquisas revelaram que visitantes humanos transmitem mais infecções aos pacientes do que os animais, quando devidamente limpos e imunizados. A restrição real compete ao paciente que possui medo ou aversão a animais (ANIMAIS ajudam na recuperação, 2001).

Os Benefícios da Terapia e a Atividade Assistida por Animais

Existem muitos estudos que indicam os efeitos fisiológicos positivos gerados nas pessoas que interagem com os animais, e através do trabalho desenvolvido por dois médicos sul africanos, Prof. Johannes Odendaal e a Dra Susan Lehmann obtiveram boas respostas sobre esses mecanismos. Tanto nos humanos com em cães há uma mudança hormonal benéfica que ocorre nas endorfinas beta, phenylethylamina,prolactina,dopamina e oxitocina (interação positiva). Além do bem estar, a liberação dessas substâncias químicas também reduz o cortisol (hormônio do estresse). Num estudo piloto foram caracterizados os efeitos normalizantes, do animal associado à terapia, exercem sobre os aminoácidos dos neurotransmissores em pessoas deprimidas. A realidade é que a relação terapêutica entre animais e humanos foi cientificamente medida e daqui a alguns anos poderá gerar uma mudança nas bases de algumas áreas da medicina. (CÃES, 2006).

Estudos dos benefícios do contato humano com animais mostram que o simples ato de acariciar um cão relaxa o corpo, diminui a freqüência cardíaca e a pressão arterial e estabiliza a respiração.
· Fazer o paciente acariciar, pentear e jogar bola para o cão é um ótimo exercício de coordenação de movimentos, além de ajudar a controlar o estresse, diminuir a pressão arterial e reduzir os riscos de problemas cardíacos, como comprovado pelo estudo onde sugere que a criação dos animais pode causar efeitos relaxantes, evidenciado pela redução da pressão sanguínea e aumento da temperatura corporal (BAUN et al., 1991);
· Constatou-se que os pacientes que cuidavam de animais gastavam 16% a menos de medicamentos e saíam dois dias antes dos hospitais do que os doentes que não mantinham contato com os bichos (BENEFÍCIO animal, 2000);
· O contato com animais aumenta as células de defesa e deixa o organismo mais tolerante a bactérias e ácaros, diminuindo a probabilidade das pessoas desenvolverem alergias e problemas respiratórios (BENEFÍCIO animal, 2000);
· O estímulo do animal faz com que aumente o nível de endorfina, ajudando a minimizar os efeitos da depressão;
· Amor incondicional e atenção, espontaneidade das emoções, redução da solidão, diminuição da ansiedade, relaxamento, alegria, reconhecimento de valor, troca de afeto;
· Dar nomes aos filhotes ou chamar os animais pelo nome são excelentes exercícios fonoaudiológicos a pacientes que possuem dificuldade de falar. Aqueles que não falam são estimulados a produzir expressões vocais;
· Diminui a percepção da dor;
· Aumenta o desejo de lutar pela vida;
· Melhora as relações interpessoais;
· O animal facilita e nutri a comunicação entre o profissional e o paciente;
· Oportunidade de comunicação e sentido de convivência;
· Recreação, diversão e alívio do tédio do cotidiano. Redução da sensação de isolamento;
· Possibilidade de troca de informações e de ser ouvido;
· Sentimento de segurança, socialização e motivação;
· Vínculo e aumento de confiança com o ser humano, com o foco nos participantes da terapia;
· Os benefícios continuam mesmo depois das visitas, através das lembranças e experiências positivas.

Na Obesidade Infanto Juvenil, sabemos que não é só mais um problema estético, motivo de gozação dos colegas, o excesso de peso pode provocar o surgimento de vários problemas de saúde: ortopédicos, pulmonar, endócrinos, doenças cardiovasculares. As crianças em geral ganham peso com facilidade devido a fatores como: hábitos alimentares errados, estilo de vida sedentário, problemas de convívio familiar, distúrbios psicológicos, endócrinos e metabólicos, inclinação genética, entre outros, e tende a se manter a obesidade na vida adulta.

E como conseqüência da obesidade, podemos constatar uma redução significante da qualidade de vida dos indivíduos que não ocorre apenas em função de problemas médicos e fisiológicos, mas também por problemas psicológicos, onde apresentam baixa auto – estima, imagem corporal alterada e por esses motivos acabam se isolando e se excluindo do convívio social.
A Terapia e a Atividade Assistida por Animais têm por objetivo atuar nas conseqüências da obesidade infanto juvenil com base em todos os benefícios já citados.
Os objetivos específicos da TAA e AAA são:

· Proporcionar um bom equilíbrio emocional e corporal;
· Desenvolver e fortalecer funções psicomotoras e força muscular;
· Estimular capacidade de atenção e concentração;
· Desenvolver a autoconfiança e a auto-estima;
· Integrar as famílias, possibilitando a troca de experiências, inclusão social e fortalecimento dos vínculos familiares;
· Trabalhar socialização, interação e relações interpessoais;
· Expressão de sentimentos;
· Melhoria da conduta social;
· Promover a diminuição da sensação de solidão, de inutilidade;
· Melhorar e trabalhar a questão dos limites;
· Fomentar o interesse pela terapia, tratamento e/ou reabilitação;
· Contribuir para a diminuição do foco na dor;
· Evitar a depressão, ou até contribuir para o seu tratamento;
· Permitir a diminuição e o controle da pressão arterial;
· Favorecer a regulação dos batimentos cardíacos;
· Reforçar o contato físico;
· Diminuir os sintomas de estresse e ansiedade;
· Promover a reorganização do quotidiano do paciente;
· Promover e melhorar a percepção que tem de si e dos outros;
· Melhorar o sistema imunológico;
· Motivar para a prática de atividade física;

Todos esses objetivos serão alcançados na medida em que irá ocorrer a aproximação e aceitação geral dos animais pelas crianças, e familiares que estiverem presentes, estabelecendo assim empatia, confiança e carinho pelo animal. Elas poderão escovar, acariciar o pelo do animal, poderão correr com os cães, conduzi-los na guia, aprendendo e ensinando aos mesmos alguns comandos básicos, serão realizadas atividades com arcos, objetos coloridos, bola coleiras, presilhas, escova, etc., em sessões lúdicas de duração em torno de 50min.

O cão terapeuta leva à internalização de valores duradouros como o respeito e o comprometimento, aumenta a sua auto-estima, autocontrole e responsabilidade e a sua presença nas sessões de terapia faz as crianças se sentirem mais seguras em situações de estresse.

O mecanismo mais importante da interação homem-animal se baseia na afetividade e, quanto mais forte a ligação emocional existente, maiores os resultados benéficos obtidos. De acordo com opiniões recentes, a TAA age da mesma forma bioquímica que uma resposta de relaxamento do corpo uma vez que atua na adrenal (produção de epinefrina) e na produção de outros hormônios corticosteróides, o que induz uma redução de pressão arterial, freqüência cardíaca e respiratória, entre outros resultados benéficos. Estes são comparados àqueles observados na meditação e relaxamento, momento em que o cérebro humano entra numa freqüência mais baixa e gera respostas fisiológicas positivas.

Os animais oferecem às pessoas, um elo de ligação com a natureza, contribuem para o desenvolvimento de sentimentos positivos, aquisição de sentimentos de conforto e bem-estar,oferecem momentos de pura diversão e brincadeira com o animal, ao mesmo tempo que é terapêutico, permitem a estimulação mental, emocional e física, a promoção do contato e a troca de afetos (importante em terapia), permitem também a promoção de responsabilidade e oferecem acima de tudo amor e amizade incondicional sem quaisquer tipos de julgamentos.

Cães Terapeutas
· Cães selecionados pelo seu comportamento dócil e meigo;
· Cães adultos;
· Devidamente treinados e rigorosamente avaliados;
· Vacinados, vermifugados e com acompanhamento veterinário periódico;
· Banhos semanais e higienização antes de cada sessão;
· São dessensibilizados. Estes cães em ambientes hospitalares, casas de repouso, asilos, etc, são indiferentes a barulhos, odores, equipamentos e uniforme dos profissionais.

Os animais são sinceros em seus sentimentos, não nos julgam por aparência física, não fazem cobranças não precisam de riqueza e luxo, apenas esperam por alimento, carinho e amor e retribuem com um amor incondicional, podendo até falecer porque seu dono se foi.

“ Bem Estar é: Sentir o pelo macio, o focinho gelado, as lambidas molhadas... é ser recebido com a alegria de um abanar de rabo... É sentir-se amado!”
Adriana Paravati Futema

Dra Adriana Paravati Futema - Fisioterapeuta - dricapf@ig.com.br
Elisângella Grillo – Adestradora

FisioImagens #4

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Enviadas por Fisiocasa Betim e-mail fisiocasabetim@gmail.com. Fisioterapeuta Thamara



Enviadas por Marcio Popo

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Fisio Imagens é uma seção dentro do blog para mostrar imagens da fisioterapia, seja de atendimentos ou lugares que são feitos esses atendimentos.

Acreditamos que uma imagem vale mais que mil palavras. E temos imagens tão lindas, que demonstram o quanto a Fisioterapia é linda... Por que não mostrá-las?

Dois leitores do blog mandaram suas fotos para essa seção. Mande a sua também. Basta enviar para o email facafisioterapia@gmail.com

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Anti inflamatório pode elevar risco de AVC


Como lidamos com dor e muitos de nossos pacientes podem tomar anti-inflamatórios, é importante sabermos que anti inflamatõrios como ibuprofeno, comumente usado em tratamentos de artrite, podem elevar os riscos de acidente vascular cerebral (AVC), segundo estudo publicado no British Medical Journal e no jornal Daily Mail.

Segundo esses cientistas dinamarqueses que acompanharam mais de 30 mil voluntários, pacientes que tomam o medicamento diariamente têm 40% mais chances de desenvolver arritmias cardíacas e outras complicações. Outros analgésicos conhecidos como inibidores de Cox-2, usados em tratamentos de artrite, aumentam os riscos cardíacos em até 70%.

Esta é a primeira vez que pesquisadores descobrem que anti-inflamatórios não esteroidais podem alterar o ritmo cardíaco, podendo levar a derrames. Pacientes idosos, com artrite reumatoide ou problemas renais crônicos são os que mais apresentam riscos de desenvolver complicações pelo uso dos medicamentos.

O interessante é que a pesquisa sugeriu que os maiores riscos estão nos dois primeiros meses de tratamento, diminuindo em seguida. Alguns medicamentos já são prescritos pelos médicos com cautela, em especial naqueles que têm problemas cardíacos ou circulatórios e o uso dos remédios é sempre avaliado tendo em vista o custo-benefício do tratamento.

Com ajuda daqui


quarta-feira, 27 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

FisioImagens #3

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Mais imagens da Fisioterapia com várias situações de pacientes e fisioterapeutas no dia a dia.

Tem alguma imagem bacana?

Mande pra gente no facafisioterapia@gmail.com




domingo, 24 de julho de 2011

A importância do estágio na Fisioterapia




Como a fisioterapia foi a minha segunda faculdade (eu comecei fazendo Educação Física e no 4º período de educação física eu iniciei a de fisioterapia e durante um período fiz as duas juntas), quando chegou a hora do estágio na fisioterapia eu já era uma profissional de Educação Física. Então, escolher estágios foi uma tarefa facilitada pela "experiência" anterior.

Fiz estágio em hospital, em clínica de ortopedia, em clínica de neurologia e em clínica de estética. E, pelos estágios que eu fiz,  soube as áreas que não poderia trabalhar como profissional, simplesmente porque não combinava com a minha personalidade. A área de fisioterapia intensiva é uma dessas áreas. Como sou uma pessoa que tem a voz alta, expansiva e me sensibiliza, facilmente, com patologias e problemas humanos, o estágio no hospital (embora atuação do fisioterapeuta no hospital não seja só UTI) foi o estágio mais "penoso".  Quantas vezes não me perguntei o que estava fazendo na profissão depois de um atendimento dificil ou de "apertos" na UTI.

No estágio na clínica para pacientes neurológicos eu me apaixonei pela Fisioterapia na Neurologia. Entender as reações de todos os sistemas e fazer disso uma "arma" pra ajudar os outros me fez entender que, embora o tratamento de patologias neurológicas sejam demorados e isso possa desmotivar o profissional, cada ganho obtido é uma vitória. E uma vitória, em pacientes neurológicos, é uma lição de vida.

O estágio na clínica de estética me encaminhou para a especialidade que deu maior retorno financeiro dentro da Fisioterapia. E no estágio na clínica de ortopedia me deu a melhor orientadora de estágio que eu tive na fisioterapia. A paciência que ela tinha de explicar a fisiologia das lesões e como os movimentos executados recuperavam as regiões é de se elogiar. Inesquecíveis as tardes de explicações e o esforço dela de se fazer entender. Além disso, foi nesse estágio que eu conheci pessoas que estão na minha vida até hoje. Excelentes profissionais.

Os estágios que fiz serviram para:

- Conhecer as áreas de atuação da Fisioterapia.

- Determinar no que eu trabalharia dentro da fisioterapia e o que eu procuraria evitar. Experimente as áreas e determine se tem áreas que você não deve trabalhar. Trabalhar em uma área que não combina com você só irá fazer faltar motivação para a sua vida profissional.  E afundá-la porque não estará trabalhando na área que gosta.

- Conhecer pessoas que tenham o mesmo entusiasmo dentro da Fisioterapia que eu tinha;

- Conhecer ótimos profissionais;

- Me apaixonar por áreas que eu não imaginava que podia me apaixonar, como a Fisioterapia Neurológica;

- Conhecer diferentes métodos de trabalho e definir o que era o melhor pra aplicação na minha vida profissional;

- Aprofundar conhecimentos adquiridos na faculdade;

- Conhecer terapias que não me especializei;

E nos estágios de vocês?  O que interferiu na sua vida profissional? Qual a importância do estágio na sua vida?

Até a próxima!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Trabalhando com fisioterapia respiratória em crianças

Manter uma criança em tratamento de Fisioterapia Respiratória pode exigir paciência e criatividade do profissional que está atendendo.

Por, muitas vezes, ter que executar gestos repetitivos, não deixar a criança entendiada para que o tratamento possa fluir normalmente pode ser a chave para o sucesso da conduta.

Esse vídeo abaixo mostra alguns exercícios que podem ser realizados.



Esse vídeo está no canal do Faça Fisioterapia no Youtube. Inscreva-se para saber sempre quando há atualizações.

terça-feira, 19 de julho de 2011

FisioImagens #2

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mergulho pode ajudar paralíticos a recuperar sensações perdidas

Durante uma aula de educação física na sexta série, em 1999, Cody Unser foi admitida no hospital e diagnosticada com uma doença da coluna vertebral chamada mielite transversa (MT).

No dia seguinte, ela não conseguia mais andar. Paralisada e numa cadeira de rodas, mas energizada na sua missão de entender a MT e encontrar uma cura para a paralisia, Cody fundou a "Cody Unser First Step Foundation", uma organização que ajuda pessoas com a mesma condição.

Dois anos mais tarde, por insistência de sua família, ela viajou para Cozumel, no México, para se tornar certificada em PADI (Professional Association of Diving Instructors, associação de instrutores de mergulho reconhecida internacionalmente).

A sensação perdida de sua perna reapareceu; o esporte tomou seu espírito de uma forma que nada mais havia conseguido. Desde essa viagem, Cody se dedica a compartilhar os benefícios físicos e mentais da atividade de mergulho. Através de sua organização, ela é responsável por certificar mais de 100 veteranos de guerra.

E todos esses benefícios, tem algum fundo cientifico? Cody também está ajudando a patrocinar uma pesquisa sobre os efeitos curativos do mergulho em pessoas paralisadas.

De 5 a 12 de maio de 2011, a Fundação de Cody, em parceria com pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e o Centro Internacional de Lesão Medular (ICSCI) do Instituto Kennedy Krieger ensinaram mergulho a veteranos paralisados usando instrutores de mergulho do PADI.

Um grupo de 30 pessoas – nove veteranos paralisados, instrutores de mergulho adaptativo, voluntários e funcionários da Fundação reuniram-se nas águas belas das ilhas Caiman. A ideia era não só certificar os veteranos, mas também estudar os efeitos do mergulho no corpo paralisado.

Cody já adianta que a sensação de mergulhar é maravilhosa para um paralítico. Ela repete uma citação de Jacques Cousteau: "Do nascimento, o homem carrega o peso da gravidade em seus ombros. É aparafusado a terra. Mas homem só tem que afundar embaixo da superfície e estará livre".

Segundo ela, para o corpo paralisado, a sensação de liberdade é multiplicada por um milhão, já que não só desbloqueia os parafusos com a terra, mas também os parafusos que travam o corpo à cadeira de rodas.

A equipe de pesquisa quer explorar a ciência e a teoria técnica de mergulho para entender as redes psicológicas e neurológicas nos órgãos que estão paralisados quando as pessoas mergulham.

Cody fica muito feliz em poder colocar o mergulho como uma opção terapêutica para pessoas com deficiência. Ela acha que a atividade pode mudar a vida de muitos; só resta esperar para ver que tipo de resultado o estudo vai trazer.

sábado, 16 de julho de 2011

Dificuldades de atendimento domiciliar



Trabalhar com atendimento domiciliar é uma das coisas mais difíceis dentro da Fisioterapia. Eu já tive consultório, já trabalhei em clínicas, já trabalhei em consultórios de amigos, mas nada me desafia mais do que o atendimento domiciliar.  Dois fatos me chamam atenção que são as principais dificuldades que eu encontro: o primeiro é a adaptação do espaço para eu fazer as ativdades, sempre com o olho no relógio para não perder tempo demais e o outro é a intimidade da casa do paciente.

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Sempre quando eu chego na primeira vez na casa de um paciente avalio o espaço que farei o atendimento. E tenho que confessar que quando eu encontro um ambiente limpo, que simplesmente possa estender um tatame ou pacientes que já tenham a maca para atendimento, fico aliviada.  Ambientes que tenham que ser arrumados para que se faça um atendimento correto de fisioterapia demanda tempo para arrumar e para desarrumar. Afinal de contas, quando estamos na casa de um paciente, devemos colocar no lugar tudo o que tiramos para o nosso atendimentos.

A outra coisa que me incomoda é a intimidade que o profissional acaba tendo com cotidiano da casa dos pacientes. A pessoa, depois de ter ver ali vários dias, acaba achando que você está inserido naquele dia a dia. Outro dia eu estava fazendo atendimento de uma pessoa que começou a discutir com o marido coisas que eu não discutiria na frente de uma pessoa estranha, diga lá de um prestador de serviço. Eu fiquei constrangida.

Não inclui o deslocamento até o local e o tempo que se perde em grandes centros com engarrafamentos porque está inserido no contexto quando se opta por esse tipo de atendimento.

Qual é a sua principal dificuldade em atendimento domiciliar?


terça-feira, 12 de julho de 2011

Cadeira giratória é usada para diagnóstico de labirintite


O Serviço de Otoneurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo está usando uma cadeira computadorizada e giratória para fazer diagnósticos de transtornos do equilíbrio - popularmente chamados de labirintite.

Trata-se de um equipamento de ponta, que custa cerca de US$ 100 mil, que foi doado ao Hospital das Clínicas para ser usado em estudos e pesquisas. O ambulatório de otoneurologia atende cerca de 300 pacientes por mês.

Segundo o médico Marco Aurélio Buttino, diretor do serviço, ao sentar na cadeira o paciente veste óculos especiais que possuem câmeras e espelhos. Essas câmeras registram o movimento involuntário dos olhos enquanto imagens são projetadas em um telão e a cadeira é girada. Assim, ela provoca um estímulo no labirinto do paciente, simulando a sensação de tontura.

?O movimento nos olhos é captado, digitalizado e convertido automaticamente em gráficos. Isso vai nos ajudar a fazer um diagnóstico muito mais preciso do transtorno do equilíbrio. É como comparar os resultados de uma radiografia com os de uma tomografia?, diz o médico.

Buttino explica que, ao descobrir exatamente qual é a causa do transtorno, fica mais fácil indicar o tratamento adequado para o paciente. Estima-se que pelo menos 10% da população sofra com tonturas ou algum outro transtorno do equilíbrio - o problema piora com o avanço da idade. O tratamento depende da causa do transtorno, mas, basicamente, envolve três possibilidades: medicamentos, cirurgia ou exercícios para reabilitação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FisioImagens #1

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Estamos iniciando mais uma nova seção aqui no Faça Fisioterapia...  Imagens espalhadas ela Internet e que retratam a Fisioterapia. Preparados?

Vamos viajar no mundo da Fisioterapia

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Se você tem alguma imagem que retrate a sua profissão e quer colocar aqui, é só mandar email para facafisioterapia@gmail.com

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