quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Complicações da Fraturas da Diáfise Femoral

O choque e a embolia gordurosa são complicações precoces das diáfises femorais fraturadas. A complicação tardia mais inconveniente é a rigidez persistente do joelho (que é em larga escala evitável pelos exercícios ativos precoces e continuados); o músculo quadríceps ou a patela podem-se tornar aderentes à extremidade distal do fêmur e necessitar de liberação cirúrgica. A pseudo-artrose na ausência de infecção é rara, mas o retardo de consolidação é uma indicação para enxertia de osso esponjoso autógeno.Forças de rotação e atrito em fraturas do colo do fêmur

A fratura por adução nunca consolidada a não ser que se tome cuidado especial assegurando assim a imobilização rígida. Já a fratura por abdução, quase sempre se consolida sem o auxílio de pino ou qualquer outro dispositivo, freqüentemente ela se consolida sem qualquer tratamento.

A diferença entre essas fraturas, é que quando há desvio em adução, a linha de apoio e de contração muscular é tal que há movimento de atrito entre os fragmentos; enquanto que na fratura por abdução, a força de apoio e de contração muscular impacta um fragmento de encontro ao outro.

Na fratura por abdução, a consolidação se dá cirurgicamente, pois essa fratura não se consolida sozinha, além de não ter mobilidade inerente. A mobilização é feita cirurgicamente.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fisiolinks 69



No jogo contra o Flamengo, o técnico do Vasco sofreu um AVC hemorrágico, que deixará sequelas que fará da fisioterapia essencial na sua pronta recuperação. Vamos fazer pensamento positivo pela recuperação do Ricardo Gomes.

No UFC Rio, depois da vitória, o Minotauro falou da importância da fisioterapia em sua recuperação de uma cirurgia de quadril. Mais um ponto positivo para a nossa profissão.

Mas vamos aos Fisiolinks da semana...

Testes ortopédicos para ombro

Pneumonia Aspirativa

O edema

Sindrome da Fadiga Crônica

Aplicações do Ultrasom

Tratamento de Bursite Trocantérica

Ventilação mecânica não invasiva

Profissionais x Sites de compras coletivas

Vitória da ética e da responsabilidade social

Fisioterapia em dores de cintura escapular

Fraturas de Fêmur

Sindrome do desfiladeiro toracico

Artrite x Acupuntura


Próxima semana tem mais.

Acupuntura ajuda no tratamento de problemas respiratórios

Com a chegada do inverno, o clima passa por mudanças, o que faz com que o surgimento de problemas respiratórios apareça com grande incidência, acometendo adultos e crianças com a mesma intensidade. Geralmente estes problemas levam as pessoas a procurarem os pronto-atendimentos ou os médicos especializados para seus tratamentos. Dependendo do caso podemos ter sintomas de uma simples gripe como também de doenças crônicas que, muitas vezes, impedem que seu portador tenha uma vida normal.

Mediante este quadro, atualmente existe um grande número de pessoas que recorrem aos tratamentos alternativos para prevenção, controle e tratamento destas doenças. A acupuntura aparece neste contexto como um eficiente tratamento complementar para afecções que comprometem as vias respiratórias. 

Nestes casos ela pode ter como efeito a redução de secreções, diminuição de irritação nasal, desobstrução das vias aéreas, diminuição da falta de ar e melhora do sistema imunológico minimizando reações alérgicas, agindo tanto nas fases agudas como no controle dos problemas crônicos.

Cada vez mais indicada como técnica terapêutica, a acupuntura vem ganhando espaço na Medicina Ocidental frente à constatação real de sua eficácia: um número cada vez maior de pessoas recorre à acupuntura como alternativa de tratamento. Sabe-se que muitos dos problemas respiratórios podem estar relacionados à parte emocional e é aí também que a acupuntura é um diferencial nestes tratamentos, agindo positivamente nas doenças que apresentam estas características. 

Partindo do conceito de que a saúde depende da harmonia entre o perfeito estado físico e emocional, a acupuntura através de suas técnicas tem como objetivo o reequilíbrio energético do paciente conseguido em geral pela inserção das agulhas nos pontos específicos do corpo situados em canais chamados de meridianos.

O resultado final é que a acupuntura estimula a cura natural do organismo, promovendo o bem-estar físico e emocional, fazendo com que o corpo funcione melhor e de forma mais saudável. Desta forma, a acupuntura pode ser usada no tratamento da tuberculose, sendo uma grande aliada para ajudar no combate a essa doença infecciosa.

Fonte: Minha vida

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

FisioImagens #6




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Fotos de imagens de Fisioterapia. Seja em tratamento, espaços espalhados pelo mundo, as imagens da Fisioterapia muitas vezes emocionam.

Mande fotos da sua atuação como Fisioterapeuta em tratamentos! Socialize o seu trabalho!

Email para envio de imagens: facafisioterapia@gmail.com












quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O edema

O edema é um acúmulo anormal de líquidos no espaço intersticial (localizado entre os vasos e as células dos tecidos).Os principais mecanismos causadores do edema são o aumento da pressão dentro dos vasos (pressão hidrostática) e a diminuição da concentração de proteínas no sangue (pressão oncótica).Ambos facilitam a passagem de líquidos dos vasos para o espaço intersticial.

Causas

- Insuficiência cardíaca (coração fraco).

- Erisipela (infecção do tecido localizado abaixo da pele, principalmente das pernas).

- Insuficiência venosa crônica (varizes ou veias dilatadas) , trombose venosa profunda aguda (coágulos nas veias profundas das pernas) e linfedema (doença do sistema linfático).

- Doenças dos rins.

- Hipoproteinemia (diminuição da concentração das proteínas no sangue; exemplos: desnutrição e perda de proteínas pelos rins como ocorre na síndrome nefrótica).

- Cirrose hepática (doença do fígado).

- Hipotireoidismo (doença da glândula tireoide).

- Medicamentos.

- Alergias.

- Edema cíclico idiopático (causado por alterações hormonais nas mulheres).

Características clínicas nos diversos quadros de edema

-A insuficiência cardíaca, a doença renal, a doença hepática e a hipoproteinemia, podem causar edema, e para maior dificuldade no diagnóstico, podem inclusive coexistir dentro do mesmo quadro clínico (exemplo: caquexia cardíaca é uma insuficiência cardíaca grave e terminal, associada a desnutrição e diminuição dos níveis de proteínas no sangue).

Antes de ser notado, o edema é precedido por um ganho de peso de 3 até 5 Kg. Por isso , é fundamental que os pacientes com insuficiência cardíaca se pesem diariamente pela manhã , visando monitorar a retenção de líquidos.O edema cardíaco costuma iniciar nos tornozelos, aparecendo no final da tarde (edema maleolar vespertino). Com a evolução do quadro, torna-se ascendente em direção às pernas, coxas e região genital. Em pacientes acamados pode ser mais pronunciado na região sacral. Costuma ser bilateral (inchar as duas pernas). Pode ainda ocorrer a ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal).

Antecedentes de doença cardíaca e a presença de dispneia (falta de ar), costumam estar presentes. O  edema de origem cardíaca é normalmente simétrico, ou seja, afeta as duas pernas e progride desde os tornozelos até as pernas e coxas, podendo atingir a região genital e a parede do abdômen. A dispneia geralmente precede o edema e a ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal).

- A erisipela é uma infecção bacteriana do tecido localizado imediatamente abaixo da pele (tecido subcutâneo), principalmente das penas e em pacientes com varizes crônicas.O edema da erisipela costuma ser unilateral, sendo acompanhado por calor, vermelhidão local, febre e outros sintomas de uma infecção como mal estar e dores no corpo.

- A insuficiência venosa (varizes nas pernas) costuma causar edema mais intenso em uma perna (predomínio unilateral), acumulando o líquido ao longo do dia, e melhorando com a elevação das pernas. É comum a presença de varizes visíveis nas pernas, varicosidades (varizes minúsculas) e outros sinais de insuficiência venosa como úlceras varicosas e o escurecimento da pele das pernas. A trombose venosa profunda aguda (formação de um coágulo de sangue nas veias profundas das pernas) costuma acometer mais uma perna (predomínio unilateral) e ser acompanhada por calor e vermelhidão local. Pode haver um endurecimento das panturrilhas ("batata da perna").

Geralmente há um fator predisponente para a trombose venosa como um trauma, imobilização prolongada (exemplo: pós-operatório de cirurgia ortopédica), insuficiência cardíaca, obesidade, uso de anticoncepcional oral, doença maligna (câncer), doenças do sangue, entre outras. É uma situação potencialmente grave, pois poderá ocasionar um tromboembolismio pulmonar (deslocamento de um êmbolo em direção aos pulmões, obstruindo a sua circulação). O linfedema costuma causar edema, muitas vezes bilateral , cuja característica principal é ser endurecido, tendo pouca ou nenhuma melhora com à elevação dos membros inferiores . Antecedentes de erisipela de repetição são comuns.

- O edema pode ser generalizado (anasarca), podendo ocorrer desta forma na síndrome nefrótica (perda de proteínas através dos rins) ,  cirrose hepática e  insuficiência cardíaca severa . No edema hepático a ascite precede o edema de membro inferior (ao contrário do quadro de insuficiência cardíaca) e geralmente não há dispneia (falta de ar), a não ser que haja restrição respiratória pela ascite volumosa. O edema renal pode acometer a face, sendo acompanhado de disfunção renal e suas alterações laboratoriais (aumento dos níveis de creatinina), além dos sintomas de uremia (fraqueza, náuseas, emagrecimento, coceira e anemia). A principal causa de insuficiência renal no Brasil é a associação de hipertensão arterial e diabete melito.

O edema que acomete a face e envolta dos olhos sugere síndrome nefrótica, gromerulonefrites (inflamação dos rins), hipoproteinemia (falta de proteínas no sangue por perda urinária , desnutrição ou menor produção de proteínas pelo fígado como ocorre na cirrose hepática). O edema angioneurótico (alérgico) e o mixedema (hipotireoidismo severo) , também podem edemaciar a face.

- Diversos medicamentos cardiovasculares podem causar edema (geralmente no tornozelo e nas pernas), devendo ser pesquisados na história clínica.

- O edema cíclico idiopático nas mulheres apresenta um influência hormonal  (varia de acordo com a fase do ciclo menstrual). Não há outras causas que possam justificar esse edema, que afeta mais os tornozelos , pernas e mãos.

Investigação do edema

A base para o diagnóstico correto da causa do edema  é o exame clínico (história clínica e exame físico). Vários exames complementares podem ser solicitados para a investigação como exames de sangue (exemplo: dosagem de proteínas no sangue , dosagem de creatinina para avaliar a função renal, dosagem de sódio , provas de função hepática e da tireoide, etc.) , eletrocardiograma , ecocardiograma (fundamental para o diagnóstico de insuficiência cardíaca), ecografia do abdômen (confirma o diagnóstico de ascite e avalia o estado do fígado e dos rins) , ecodoppler  (ultrassom) do sistema venoso dos membros inferiores (útil para o diagnóstico de insuficiência venosa , trombose venosa profunda aguda e linfedema), entre outros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Equoterapia acelera em 30% a recuperação de pacientes

O Projeto Equoterapia, desenvolvido pelo Departamento de Zootecnia da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), em Piracicaba, completa 10 anos neste mês de agosto com uma marca: o tratamento acelera em 30% a recuperação dos pacientes.

Um tratamento terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação de pessoas portadoras de deficiência física ou mental, a equoterapia tem o objetivo de melhorar o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social de quem possui algum desses problemas.

O coordenador geral do projeto, Cláudio Maluf Haddad, explica que o cavalo, ao andar, exige que o cavaleiro faça movimentos determinantes para se manter em cima do animal, o que fortalece e desenvolve seus músculos. Em uma comparação simplificada, a atividade funciona como uma fisioterapia realizada com a ajuda do cavalo.

"Entretanto, a recuperação dos pacientes se mostra mais rápida com a equoterapia. Além deles se envolverem com o animal, o ambiente ao ar livre é gostoso e a troca é muito proveitosa", explica Haddad. Pessoas com vários tipos de problemas, como síndrome de down, paralisia cerebral e esquizofrenia são atendidas semanalmente.

Seis profissionais estão envolvidos nas atividades, que acontecem de terça à sexta-feira, durante todo o dia para atender, atualmente, 72 pessoas. Fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, professor de educação física e o profissional de equitação fazem as sessões com os pacientes.

História

A equoterapia, utilizada como prática terapêutica há várias décadas na Europa e EUA, foi formalizada no Brasil em 1989 com a constituição da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil), que regulamentou o método em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação.

Em junho de 1997, o Conselho Federal de Medicina reconheceu a Equoterapia como método terapêutico com indicações para portadores de paralisia cerebral, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumas craneoencefálico, Síndrome de Down, Síndrome de West, dependência química, incoordenação motora, distúrbios visuais, auditivos e da fala, autismo, estresse e outros.

Fisioterapia no NASF

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Há um tempo atrás o governo federal incluiu o Fisioterapeuta no programa do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), que ja tinha como profissionais dentro da equipe básica, formada pelo médico, enfermeira, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde e posteriormente, o odontólogo.

O NASF é constituído por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, incluindo o fisioterapeuta, os quais trabalham em parceria com os profissionais das equipes de Saúde da Família, atuando diretamente no apoio as equipes e na unidade na qual o NASF está cadastrado. Essa relação prevê uma revisão da prática do encaminhamento com base nos processos de referência e contra-referência, ampliando-a para um processo de acompanhamento longitudinal de responsabilidade da equipe de Atenção Básica/Saúde da Família, atuando no fortalecimento dos seus atributos e papel de coordenação do cuidado no SUS.

A equipe é composta por no mínimo cinco profissionais, definidos pelos gestores municipais, dentre as seguintes ocupações: Médico Acupunturista, Assistente Social, Professor de Educação Física, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico Ginecologista, Médico Homeopata, Nutricionista, Médico Pediatra, Psicólogo, Médico Psiquiatra e Terapeuta Ocupacional. O seu funcionamento também ocorre paralelamente ao do PSF do município, com carga horária de 40 hs semanais, podendo envolver dois profissionais com 20hs semanais cada. É importante destacar que a composição será definida pelos gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações, por isso, é necessário um estudo do perfil de cada cidade a ser implantada.

Tendo em vista, a magnitude epidemiológica dos transtornos mentais, recomenda-se que cada NASF conte com pelo menos 1 (um) profissional da área de saúde mental. Um NASF poderá prestar apoio a equipes de Saúde da Família de mais de um município, o que chamamos de consórcios entre os municípios menores em habitantes. Sendo assim, o profissional fisioterapeuta habilitado a atuar na promoção e proteção da saúde, prevenindo e reabilitando em níveis individual e coletivo, é de suma importância a sua inserção dentro deste programa. Associado ao PSF, suas práticas se traduzem em um novo modelo de atenção que abrange e privilegia toda a comunidade, ganhando resolutividade e efetividade, valorizando a nossa profissão por todos que são assistidos e os assistem.

Tornando-nos agentes ativos transformadores do processo saúde-doença da nossa população, o que implica numa melhoria da qualidade de vida de todos. Afinal, somos profissionais que buscamos uma harmonia que vai além do corpo (físico), mas de todo um convívio social.

É uma oportunidade brilhante de mostrarmos o nosso papel, com estratégias e ações sólidas, que no futuro não muito distante, darão doces e bons frutos.

Com a ajuda daqui

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Saúde do sistema circulatório reflete na longevidade

As doenças cardiovasculares como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (derrame) são a principal causa de morte em adultos em nossa sociedade. Sabendo disso, falar que "O homem tem a idade das suas artérias" não é nem de longe um conceito errado. A frase entre aspas, de autoria incerta, reflete algo já sabido há muitos anos: A saúde do sistema circulatório reflete diretamente na longevidade do indivíduo, bem como em sua qualidade de vida.

Todos nós já ouvimos que o corpo humano é como "uma máquina das mais belas e complexas que existem". Essa comparação, um tanto quanto poética, tem algumas verdades embutidas. A maioria de nós tem a felicidade de nascer com plena saúde, sem doenças congênitas. Nosso corpo, quando jovem, é marcado pelo vigor e pela manifestação da saúde de todos os órgãos e sistemas e pelo bem-estar que isto gera. Porém, da mesma forma que máquinas, nosso corpo também é sujeito aos desgastes do tempo, e também requer zelo e cuidados para que sua duração seja prolongada e a qualidade de seu funcionamento preservada. 

Sistema Circulatório

O sistema circulatório está presente em todos os pontos de nosso organismo. É formado por vasos de calibres que vão de 2,5 centímetros de diâmetro até capilares de milésimos de milímetro. Se todos os vasos sanguíneos de um único corpo humano fossem posicionados de ponta a ponta, teriam dezenas de milhares de quilômetros de comprimento. Nesses vasos correm aproximadamente 5,8 litros de sangue (para uma pessoa de 75 kg). Os vasos podem ser divididos em artérias e veias. As artérias, objeto desta matéria, são responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio em nutrientes até cada célula de nosso corpo.

Uma vez explicado o papel das artérias em nosso organismo, é bastante fácil deduzir que quando estas estão doentes, seu impacto pode atingir todo o organismo. 

Nosso corpo também é sujeito aos desgastes do tempo, e também requer zelo e cuidados para que sua duração seja prolongada
Aterosclerose

A aterosclerose é um processo degenerativo da parede das artérias, semelhante a uma "placa de gordura" que provoca um estreitamento ou fechamento completo do vaso. Com isto, a circulação sofre uma interrupção, que em situações extremas pode levar a morte das células naquele ponto. Por exemplo, a interrupção severa da circulação nas artérias da perna pode levar a gangrena. As causas da aterosclerose já são bastante conhecidas pela população em geral:

- Hipertensão arterial: Pode ser chamada também de pressão alta. Ela leva a um estresse físico sobre a parede arterial, provocando lesões nas suas camadas internas que predispõe à formação das placas de ateroma

- Diabetes: Uma doença bastante agressiva também para o sistema circulatório. Provoca tanto a calcificação dos vasos maiores quanto a obstrução dos microvasos sanguíneos (chamado de microangiopatia). Um paciente diabético tem 50 vezes mais chance de vir a sofrer uma amputação das pernas que indivíduos sem a doença.

- Tabagismo: O hábito de fumar já e frequentemente associado ao câncer de pulmão. Mas as artérias também são alvos principais, e são atingidas nos mais diversos territórios, como no coração, pernas e artérias que irrigam o cérebro.

- Dislipidemias: O chamado colesterol alto também é um elemento conhecido por provocar o aparecimento de placas de ateroma. 

Mantendo suas artérias jovens

Os cuidados básicos para a saúde do sistema circulatório são os já conhecidos dentro do conceito de vida saudável

- Dieta Equilibrada: Em essência, são dietas ricas em fibras, verduras, frutas, cereais integrais, carnes magras e com conteúdos reduzidos de gorduras saturadas, sal e açúcares. Existem milhares (para não dizer milhões) de artigos na internet sobre o assunto. Mas o ideal é buscar orientação individualizada com um profissional nutricionista.

- Não fumar: O ideal é nem começar. Para quem já fuma, existe ajuda para abandonar o vício, como medicamentos, goma de mascar e adesivos. Um clínico geral pode te ajudar. 

- Controle de fatores de risco: Quem já é portador de hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto deve compreender que o controle destas doenças é essencial para evitar suas complicações. Orientação médica regular e continuada é a melhor estratégia para controlá-las.

- Exercícios físicos: Além dos benefícios orgânicos, promovem uma agradável sensação de bem-estar e melhoram o humor. Dependendo de sua idade, convém procurar orientação médica antes de iniciar sua vida de atleta. Como existem milhares de opções, um educador físico pode te ajudar a escolher a melhor atividade para você.

Cuide de suas artérias e elas lhe retribuirão com uma vida longa e saudável.

Fonte: Minha Vida

Fisiolinks 68




O COFFITO, através de seu site, alertou a população brasileira que não existe a profissão de Quiropraxia, para aqueles formdos por faculdade de quiropraxia.

A quiropraxia é área de atuação da Fisioterapia, só podendo ser executada por um fisioterapeuta.

Mas vamos aos Fisiolinks e que a semana de vocês seja espetacular!

Coxa vara congênita

Diferença entre inalador e respirador

Reumatologia na Pediatria

Dor muscular de inicio tardio

Distensão na panturrila

Incentivadores Respiratórios

Ética, moral e bioética na Fisioterapia

Exercícios Pliométricos e Reabilitação

Exercicios respiratórios ajudam a controlar Asma

Entenda o que é vias aferentes

Tratamento de Sindrome do Pânico

O ângulo de Cobb

Neuroma de Morton

Uso do infravermelho


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fisioterapia na tendinite de aquiles em atletas


A tendinite no calcâneo é a inflamação  do tendão de Aquiles ou , mais comumente, do seu paratendão. Pode acontecer a qualquer pessoa, sendo mais comum em atletas de fim de semana de meia idade. Entre atletas profissionais, a maioria dos casos parece ocorrer em esportes  como corrida de longa distância,  futebol, tênis, basquete e ciclismo.  

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O indivíduo geralmente se queixa de uma dor na região posterior do tornozelo, que piora com o início da atividade, melhora com o decorrer da mesma, e piora após a parada do exercício. Com a evolução, a dor se torna constante e permanece mesmo em repouso.

Para fazer uma recuperação decente em um atleta com essa lesão, o aspecto mais desafiador da reabilitação é preparar o complexo músculotendíneo para suportar as forças repetitivas de até 10 vezes o peso corporal, sem traumatizar o tendão.  

Os objetivos principais com este paciente são:

Mobilização Articular

Treino Proprioceptivo

Manutenção da força muscular

Treino correto do gesto esportivo.


No estágio subagudo, deve ser aplicada tensão ao tendão de Aquiles para estimular a produção de colágeno e para direcionar apropriadamente as fibras ao longo das linhas de estresse.  Alongamentos com bandagens estabilizando a região se fazem necessárias.  As bandagens funcionais, ferramenta essencial na reabilitação, promovem uma rápida recuperação e evita a perda da função do atleta, pois promove um retorno precoce a atividade ou competição esportiva dentro de uma amplitude cuidadosa, com a área lesada protegidas por eventual lesões futuras e lesões compensatórias.

O tratamento pode começar com mobilização de calcâneo, mobilização ativa de tornozelo, exercícios de fortalecimento da musculatura flexora, extensora, inversora e eversora de tornozelo e treino do gesto esportivo.

Orientação quanto ao movimento correto, tipo de calçado usado, alongamentos da panturrilha e tendão, dever ser repassado ao paciente.

Já visitou a área de Fisioterapia na Ortopedia hoje?

E a área de Fisioterapia Desportiva?

Fisioterapia na osteonecrose do joelho


A osteonecrose é a designação da uma patologia histologicamente caracterizada pela necrose ( morte do tecido ósseo ) de determinada área óssea intra-articular no joelho. Na sua origem estão por certo alterações da irrigação sanguínea da massa óssea. A sua manifestação a nível do joelho, está presente em 10% dos casos totais da doença.

A osteonecrose do joelho deve ser separada em duas categorias: osteonecrose primária, também conhecida como osteonecrose idiopática, que não é identificada causa e osteonecrose secundária, onde é possível identificar alguns dos fatores promotores da doença. A osteonecrose idiopática do joelho manifesta-se como dor aguda no joelho de pacientes idosos. Ela é três vezes mais comum em mulheres que em homens.

Recentemente, há algumas indicações que apontam como causa da osteonecrose idiopática, os microtraumatismos impostos a um joelho osteoporótico.

Na osteonecrose secundária, apesar de não se comprovar uma causa, são identificados os factores de risco como, a corticoterapia ( factor mais significativo ), o alcoolismo crónico, as doenças auto-imunes ( lúpus eritematoso sistémico ), a doença de Gaucher, a  drepanocitose.

No caso da osteonecrose espontânea do joelho, esta atinge maioritariamente mulheres com mais de 60 anos, com patologia osteoporótica associada. Geralmente manifesta-se apenas numa superfície articular do joelho ( frequentemente o condilo ou o prato tibial internos ) e unilateralmente.

A sintomatologia é dominada pela dor difusa no joelho, que geralmente surge subitamente durante o esforço em carga ( caminhada, subir ou descer escadas ), ou por vezes, durante o repouso nocturno.

Quanto à sintomatologia na osteonecrose secundária, a dor no joelho surge insidiosamente, com agravamento progressivo, simulando muitas vezes processo degenerativo – artrose.

Assim, é uma patologia que obriga a uma rigorosa avaliação clínica, analítica e imagiológica, para afastar outro tipo de patologias com manifestação no joelho, nomeadamente a artrose, a osteocondrite dissecante, a rotura meniscal, a doença da cartilagem, a contusão óssea pós-traumática, a osteopenia transitória do joelho.

A avaliação imagiológica faz-se inicialmente com a radiografia dos dois joelhos e eventualmente com a Tomografia Computorizada, a Ressonância Magnética ou mesmo com a cintigrafia óssea.

O tratamento, numa fase inicial, poderá ser apenas de carácter conservador, mas nos casos de extensa necrose óssea, há a necessidade muito frequente de se ter que levar a efeito, um tratamento cirúrgico artroscópico.

O tratamento fisioterapêutico de um quadro de osteonecrose traumática da cabeça femoral associada com osteoartrose da articulação coxo-femoral é bastante limitado. O objetivo principal é manter a função do membro acometido, diminuir a crepitação e os estalidos através da mobilização articular, promover a conscientização corporal evitando as compensações posturais, treinar a marcha com órteses e preparar o paciente para uma possível intervenção cirúrgica. 
Pode ser aplicado cinesioterapia através de alongamentos ativos dos principais grupamentos musculares de membros inferiores com auxílio de faixas elásticas, Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (inibição autogênica), mobilizações ativas do quadril em todas as amplitudes usando a bola bigeminada, a bola suíça e exercícios na bicicleta estacionária.

Devido ao quadro patológico avançado do paciente, a algia e as restrições de mobilidade, bem como, as restritas sessões fisioterapêuticas, não pode ser visualizada evolução clínica. Foi percebida apenas uma melhora na conscientização corporal e a diminuição das crepitações após as mobilizações do quadril.


O prognóstico é tanto melhor quanto menor for a extensão da área de doença, já que a necrose da massa óssea, arrasta consigo a cartilagem que lhe está adjacente.

Com a ajuda daqui

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

1000 postagens e a história desse blog \o/


Esse blog foi criado em Março de 2007. E nasceu de uma necessidade de ter um espaço da Fisioterapia que fosse só dela. Como eu sou professora de Educação Física, além de Fisioterapeuta, sentia essa falta. A Educação Física tinha esses espaços. Havia páginas falando da Educação Fisica, de atividade física. As páginas que tinham de Fisioterapia tinham como principal objetivo a venda de cursos específicas ou a navegação do próprio site era muito ruim. E era dividida com outros assuntos.  Assim, resolvi criar o Faça Fisioterapia, um blog que seria a reunião de matérias interessantes de sites que falavam de saúde, mas não de Fisioterapia especificamente.

http://2.bp.blogspot.com/_iI5_H4FdxBs/SrkkxcjZHOI/AAAAAAAAAy0/Gv04AYcNpNI/s320/fa%C3%A7a+fisioterapia.png

Em Janeiro de 2009, o blog atingiu 100 mil visitas e foram criados, ao longo desse ano, áreas de especialidades, falando de Ortopedia, Neurologia e Pneumologia para o Fisioterapeuta. 

Atingimos a marca de 500 mil visitas um ano depois, com dominio próprio e um blog reformulado para que atendesse as necessidades de quem precisava e navegava por ele. Vieram as redes sociais e crescemos, MUITO, com a interação e a opinião de quem visita e lê o que é postado.

http://br.seoguardian.com/thumbs_mini/br/small/f/facafisioterapia.net.jpg

Com a inserção de novas especialidades, veio o grande salto do Faça Fisioterapia, a partir da metade de 2010. Um blog que tinha 1500, 2000 visitas por dia, passou a ter 6000.

http://img.bitpixels.com/getthumbnail?code=78793&size=200&url=http://www.facafisioterapia.net

E hoje em dia... Bem, hoje em dia  é só agradecimento:

Há 2 meses atrás chegamos a 2 milhões de visitantes em todo o blog.

A visitação diária do blog completo já chegou a ter 10 mil visitas.

São quase 900 pessoas que curtem a página do blog no Facebook.

São mais de 1100 leitores do Feed do blog.

São mais de 1650 pessoas adicionadas no Facebook do blog.

Já fomos eleitos um dos 5 perfis de twitter mais influentes dentro da Fisioterapia e somos o perfil com mais seguidores que fala de Fisioterapia.


Esses são alguns de nossos números. São números de um trabalho que é feito com carinho e que se preocupa com o que o Fisioterapeuta pensa.  A missão do Faça Fisioterapia é facilitar a vida de estudantes e profissionais, além de aproximar o paciente da profissão.

Obrigada, mesmo, a cada mensagem de apoio, a cada crítica feita pra melhorar o trabalho, a cada indicação de post, a cada "curtida" no Facebook, a cada retweet no twitter, a cada observação, a cada inscrição no nosso canal no Youtube, a cada visita em post do blog.

E vamos aos próximos 1000 posts. E principalmente, a valorização da nossa profissão! \o/


FisioImagens #5

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Enviadas por Marcio Popo


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FisioImagens é uma seção dentro do Faça Fisioterapia que retrata imagens da nossa profissõa, seja de espaços, atuação ou tratamento.

Se você tem imagens de você atuando ou do lugar que vc trabalha, nos envie para entrar nessa seção!

O email para envio é facafisioterapia@gmail.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Fisioterapia na endocrinologia feminina


Quando perguntei no twitter sugestão de temas para colocar aqui e a Ana Carolina me sugeriu Fisioterapia na Endocronologia, percebi não havia muita coisa aqui no blog falando sobre isso. Portanto, hoje falarei da Fisioterapia na Endocrinologia na mulher e em outra oportunidade falarei no homem.

A área de endocrinologia inclui todas as idades da mulher, desde a infância, com hormônios de crescimento, até a menopausa e a senescência, com as alterações naturais
do climatério. As fases de vida da mulher podem ser divididas em:

● infância: até 9 a 10 anos de idade;

● puberdade: até 16 a 18 anos de idade, quando ocorre:
○ telarca (crescimento das mamas), por volta dos 9 a 10 anos de idade;
○ pubarca (crescimento de pêlos pubianos), por volta dos 10 a 11 anos de idade;
○ menarca (primeira menstruação), por volta dos 12 a16 anos de idade, podendo
ser antecipada por estímulos visuais e culturais;

● idade adulta: até 40 a 50 anos de idade;

● climatério: até 60 a 65 anos de idade, quando ocorre:
○ pré-menopausa (período de início de alterações menstruais acompanhadas ou
não de sintomas);
○ peri-menopausa (período em torno da menopausa);
○ menopausa (evento da última menstruação em 1 ano, podendo haver
sangramentos após esse tempo);
○ pós-menopausa (período após a menopausa até a cessação completa de
menstruação e sintomas);

● senescência.

Estima-se que 75% das mulheres apresentarão sintomas variados no climatério. Na menopausa e no climatério ocorrem alterações hormonais naturais, mas que podem vir acompanhadas de sintomas desagradáveis. A principal alteração endócrina é a queda dos níveis de estrogênio e essa queda pode levar a diversos sintomas, mas os sintomas do
climatério não se limitam aos sintomas causados pela queda do estrogênio, incluindo também sintomas causados pela alteração metabólica e sintomas multifatoriais, todos
resultantes do processo de envelhecimento.

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Os principais sintomas do climatério são:

● na menstruação:
○ hipermenorréia (aumento de fluxo menstrual); *
○ polimenorréia (aumento de frequência menstrual); *
○ spotting (sangramentos pequenos e repetidos ao longo do ciclo menstrual); *
○ cólicas menstruais; *

● neurovegetativos:
○ ondas de calor ou "fogacho"; *
○ palpitação; *
○ nervosismo;
○ distúrbios de sono e insônia; *
○ problemas digestivos;
○ tontura; *

● nervosos:
○ memória fraca; *
○ cefaléia; *

● psíquicos:
○ ansiedade; *
○ falta de iniciativa;
○ depressão; *
○ irritabilidade; *
○ aparecimento ou agravamento  de tensão pré-menstrual; *
○ cansaço; *

● osteo-musculares:
○ osteopenia e osteoporose; *
○ diminuição de massa muscular;
○ diminuição de propriocepção;
○ dor articular; *

● cardio-vasculares:
○ arteriosclerose; *
○ aumento a tendência de doenças cardíacas e cardiovasculares;

● de pele:
○ manchas;
○ rugas;
○ secura de mucosas; *
○ diminuição de pêlos;
○ atrofia de pele e perda de elasticidade;

● no sistema urológico;
○ síndrome uretral com urgência miccional e cistite; *
○ incontinência urinária; *

● em órgãos sexuais femininos:
○ atrofia das mamas;
○ atrofia de ovários;
○ atrofia do útero;
○ atrofia da vulva;
○ dispareunia; *
○ prurido vulvar; *

* = sintomas de maior incidência.

A frequência e intensidade dos sintomas, assim como quais sintomas se apresentam e quais não se apresentam em cada caso, são amplamente variáveis, mostrando que
existem aspectos individuais no processo de aparecimento de sintomas. No exame fisioterapêutico da mulher na fase do climatério os principais itens a serem avaliados são:

● peso corporal (19≤IMC≤23,9);

● distribuição de gordura corporal (em pêra ou maçã, pode indicar tendência a problemas cardíacos e oferece interpretação psicossomática);

● aparelho cardiovascular, alguns itens influenciam a tendência a ter problemas cardio
vasculares:
○ disposição familiar a alterações cardio-vasculares;
○ tabagismo;
○ hipertensão arterial sistêmica;
○ diabete;
○ aumento de LDL-C;
○ aumento de triglicérides;
○ diminuição de HDL-C;
○ aumento de insulina plasmática;
○ idade;
○ maior acúmulo de gordura corporal em "maçã";
○ IMC>27;

● osteoporose, alguns itens influenciam a tendência a desenvolver osteoporose:

○ hábitos alimentares (falta de cálcio e vitamina D, abuso de cafeína, consumo de
álcool);
○ amenorréia por anorexia;
○ disposição familiar;
○ idade;
○ baixo peso;
○ menopausa precoce;
○ climatério;
○ baixa atividade física;
○ tabagismo;
○ nuliparidade (nenhuma gravidez e parto);
○ artrite reumatóide;
○ uso de glicocorticóides;

● presença de incontinências (incontinência urinária por esforço, hiperatividade vesical
ou mista e incontinência fecal).

Diversas abordagens podem ser usadas no tratamento Fisioterapêutico dessas alterações, sendo os principais objetivos a melhora da qualidade de vida, atuando na
prevenção e no tratamento de incontinências, osteoporose, doenças cardiovasculares, atenuação de sintomas vasomotores e transtornos emocionais. Algumas das abordagens
fisioterapêuticas estão citadas abaixo:

● problemas de peso: atividade física, dieta hipocalórica com baixa ingestão de gorduras e alto consumo de fibras e carboidratos, ingestão de cálcio suplementar (1grama por dia durante a pré-menopausa e 1,5gramas por dia durante a pósmenopausa e a senescência), a dieta pode ser orientada e estimulada pelo fisioterapeuta, mas o ideal é que haja acompanhamento de nutricionista;

● osteoporose: deve ser prevenida com medidas profiláticas como treino de força muscular, treino combinado de resistência muscular, ingestão de cálcio suplementar,
exercícios de impacto (salto, esportes não-aquáticos), treino de equilíbrio para evitar quedas e fraturas, a paciente deve ser orientada a parar de fumar, diminuir ingestão
de cafeína e álcool, anorexia e amenorréia devem ser tratados, assim como artrite reumatóide e doenças respiratórias com necessidade de uso de corticóides, deve haver controle de peso corporal;

● distribuição de gordura corporal: exercícios de ginástica localizada e orientações psicossomáticas;

● alterações do aparelho cardiovascular: parar de fumar, dieta com baixa ingestão de sal em casos de hipertensão, controle médico de diabetes, alimentação equilibrada com baixa ingestão de gorduras para diminuir LDL-C e triglicérides, exercícios aeróbicos para equilíbrio metabólico e controle de peso corporal;

● incontinências: podem ser tratadas com exercícios, eletroterapia, biofeedback e outras técnicas;

● alterações neurovegetativas: exercícios respiratórios, relaxamento e massoterapia;

A fisioterapia pode utilizar exercícios físicos como hidroginástica, natação, caminhadas, dança e outras atividades que a paciente sinta prazer em realizar. O bem-estar durante a atividade física é um grande incentivo para que a paciente continue cuidando de sua saúde e melhora sensivelmente a qualidade de vida e os aspectos psicológicos das pacientes.

As alterações menstruais ocorrem, em geral, por flutuação hormonal, psíquica ou física, elas podem ser:

● menorragia (menstruação por mais de 6 dias consecutivos);

● braquimenorréia (menstruação por menos de 3 dias);

● metrorragia (irregularidade e prolongamento do ciclo menstrual para mais de 28 dias, ou ovulação após o 14º dia);
● hipermenorragia (fluxo sanguíneo maior que 150ml);

● hipomenorréia (fluxo sanguíneo menor que 25ml);

● spotting (sangue mínimo, pingado);

● polimenorréia (ciclo menor que 25 dias);

● oligomenorréia (ciclo maior que 35 dias);

● amenorréia:
○ primária: menarca após os 18 anos de idade;
○ secundária: ausência de menstruação por pelo menos 3 meses;

● dismenorréia ou algomenorréia (menstruação dolorosa), que se dá por hipertonia da parede abdominal e do assoalho pélvico causada por:
○ abuso sexual;
○ inflamação de órgão genitais;
○ miomas;
○ mal formação ou má posição do útero;
○ DIU;
○ desequilíbrio endócrino;
○ endometriose;
○ retenção de fluxo por estenose do canal cervical;
○ fatores psicológicos;

● síndrome da tensão pré-menstrual (distúrbio disfórico pré-menstrual, DDPM).

O tratamento fisioterapêutico das alterações menstruais consiste em:

● Massagem de tecido conjuntivo para distúrbios neurovegetativos, edema, distúrbio digestivo, distúrbios cardíacos, cefaléia, ondas de calor, distúrbios do sono, parestesia, depressão, dismenorréia, hipomenorréia, amenorréia secundária;

● Hidroterapia, balneoterapia, banhos de assento em água quente, escalda-pés e bolsa de água quente para dismenorréia;

● Movimento e percepção corporal, técnicas feldenkrais, ioga e dança do ventre para tensão e dores musculares, dores no corpo e cefaléia;

● Massagem clássica para tensão e dor muscular, cefaléia, contipação;

● Pompagem para cefaléia e dores musculo-articulares;

● Exercícios aeróbicos para regular o ciclo menstrual.

Com a ajuda daqui

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tratamento de Bursite Trocantérica

1. Fase aguda

Para Petit (2001) compreende os cinco a sete primeiros dias, durante os quais o tratamento será basicamente antiinflamatório. Estará indicado o repouso relativo, pelo que se pedirá ao paciente que reduza sua atividade e permaneça mais tempo no leito. Somente em casos mais agudos se aconselhará que utilize uma bengala para reduzir o peso sobre a articulação.

Será utilizada a eletroterapia de alta freqüência (microondas e ondas curtas) por ser de maior penetração, já que certas bursites se localizam profundamente. Além de ultra-som pulsátil em baixas doses. Sudek (1993) sugere no caso da bursite trocanteriana a utilização de crioterapia.

 

2. Fase crônica

Esta fase se inicia quando diminui a dor aguda (geralmente após uma semana) e termina com a total remissão do processo agudo. Serão mantidas as mesmas condutas antiinflamatórias da fase aguda até se completarem duas semanas de tratamento. Em caso de haver limitação articular (o que nem sempre ocorre) deve-se iniciar as mobilizações passivas.

Nos casos de bursite trocanteriana Petit (2001) sugere o alongamento dos tecidos, que por ventura apresentam contratura, como o músculo extensor da grande fáscia e iliotibial, assim como exercícios para aumentar a força dos abdutores do quadril massagem profunda para aumentar a flexibilidade da banda iliotibial. A correção do mau alinhamento com órtese para corrigir diferenças de comprimento dos membros inferiores ou falhas do mecanismo da marcha e dos erros de treinamento (superfície da corrida) costumam dar bons resultados.

Nos demais casos se houver uma diminuição da força muscular, o que ocorre sempre nos processos crônicos, deve-se iniciar a tonificação com exercícios resistidos e de facilitação neuroproprioceptiva.

Thompson (1994) refere que a aspiração onde a bursa constitui um problema pode ser uma boa solução, sendo que uma injeção de cortisona pode ser aplicada para reduzir a inflamação.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Watsu: alivia a dor e melhora a qualidade do sono


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O que é Watsu?

É uma técnica de massagem ou relaxamento que não é necessariamente destinada a pacientes, ou seja, qualquer pessoa pode receber uma sessão de Watsu.

Como surgiu?

A técnica foi criada em 1980, por Harold Dull, quando este começou a fazer com que pessoas flutuassem em uma piscina morna, aplicando os alongamentos e os movimentos do zen shiatsu que ele havia estudado em solo, no Japão.

Qual é a relação entre o Watsu e o Shiatsu?

O Watsu foi criado a partir de movimentos aplicados pela técnica do Shiatsu. Tanto uma quanto a outra técnica utilizam termos e conceitos da filosofia oriental e abrangem uma relação mente—corpo que nem sempre é aceita na medicina ocidental. Cada sessão é uma meditação.

Como ela funciona?

O paciente permanece completamente passivo e muitas vezes experimenta um relaxamento profundo a partir da sustentação pela água e o contínuo movimento rítmico feito pelo terapeuta. O terapeuta estabiliza ou move um segmento do corpo através da água, resultando no alongamento de outro segmento em razão do efeito de arrasto da água. A temperatura da água deve estar de 34º a 35º, deve-se ter um som ambiente com músicas relaxantes e o ambiente deve estar com pouca iluminação.

Quem pode receber o Watsu?

Qualquer pessoa que não esteja com feridas abertas ou quadros agudos de infecção. O Watsu é uma técnica que não apresenta nenhuma contraindicação absoluta.

Qual a diferença do Watsu para as outras técnicas hidroterápicas?

A hidroterapia é um recurso utilizado pelos profissionais da fisioterapia, que utiliza a piscina aquecida para a realização de exercícios com fins terapêuticos (tratamento). O fisioterapeuta pode associar os exercícios terapêuticos a técnicas como Bad Hagaz, Halliwick, Pilates na água ou o Watsu para um melhor tratamento de determinado paciente. O Watsu se diferencia das outras técnicas por ser a única técnica em que a pessoa que está recebendo não participa ativamente do tratamento, ou seja, ela é conduzida pelo terapeuta. Isso leva a um relaxamento profundo e o cliente pode chegar até a dormir durante uma sessão.

Que benefícios o Watsu pode trazer?

Os maiores benefícios são o relaxamento e o alongamento muscular e como consequência o paciente irá sentir alívio da dor e ter uma melhor qualidade de sono.

Fonte

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Prótese não é sinônimo de dor e sofrimento

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Os amputados e seus familiares geralmente não apresentam conhecimentos sobre as próteses e todo o processo que deveria acontecer durante o período de reabilitação, principalmente quando se trata de um caso novo na familia. Antes mesmo de se iniciar uma protetização, é importante orientar ao portador de amputação quais cuidados devem ser tomados com a ferida cirúrgica, qual o melhor posicionamento que o membro amputado deve permanecer, qual a técnica correta do enfaixamento elástico compressivo e seu tempo de uso, como estimular a contração da musculatura remanescente do coto de amputação, como utilizar os auxiliares de marcha e também como decidir pelo tipo de prótese a ser utilizada.

A escolha de uma prótese não deve ser realizada como a escolha de um automóvel, ou seja, optar pelo mais bonito ou pelo mais barato. Vale a pena lembrá-los que a prótese deve atender aos objetivos individuais de cada amputado, portanto, uma avaliação deve ser realizada tanto para análise clínica do paciente quanto para se determinar quais são os objetivos pessoais com a protetização, assim como quais tipos de atividades pretendem ser realizadas. Como por exemplo, se haverá a utilização de escadas e rampas com frequência, se a prótese será utilizada em ambientes úmidos ou em práticas desportivas, entre muitas outras perguntas pertinentes a este assunto. 

Em um mundo tão globalizado e com inúmeras opções de componentes para se confeccionar uma prótese, cabe ao especialista determinar o que é mais indicado para cada indivíduo e ao paciente questioná-lo sobre tal escolha. Por que deve ser utilizado determinado tipo de soquete, joelho ou pé mecânico? Os objetivos funcionais serão alcançados, possibilitando segurança e normalidade aos movimentos com a prótese? Haverá um acompanhamento inicial com reabilitadores?

Infelizmente em um mundo capitalista, a necessidade de muitos profissionais em vender uma prótese extrapola a ética profissional e amputa novamente toda a esperança de uma plena reabilitação de um paciente já fragilizado. Uma boa prótese deverá ser composta por componentes específicos para cada tipo de paciente e não por aqueles componentes estocados nas prateleiras das ortopedias.

Profissionais especializados

O conhecimento técnico para ajustes e regulagens dos pés e joelhos deve ser feito com propriedade, pois interfere diretamente na estabilidade e controle da prótese durante sua utilização. Agora pergunto aos senhores: Os profissionais do mercado estão preparados para toda esta nova tecnologia que surge com frequência?

Já não é mais surpresa, recebermos pacientes protetizados com boas próteses, porém com componentes mal regulados para o peso e para as atividades exercidas. Também se tornou rotineiro avaliarmos soquetes (componente que envolve o coto de amputação) mal adaptados, trazendo dor, desconforto, instabilidade e dificuldade para uso contínuo de uma prótese. Com absoluta certeza, continuaremos encontrando muitos pacientes descontentes com suas próteses e com a qualidade da marcha.

Considerando as importantes informações descritas acima, sugiro aos amputados e seus familiares que não escolham suas prótese por preço. Analise a proposta de trabalho, a procedência dos materiais, a qualificação dos profissionais e conheça o local onde será iniciado sua reabilitação.  

Informe-se previamente sobre a qualificação dos profissionais, pois alem da confecção da prótese será necessário um acompanhamento de fisioterapeutas para treinamento de marcha e ajustes dinâmicos.

Visite as empresas indicadas, conheça à oficina ortopédica e o local destinado a reabilitação, que deve no mínimo ter barras paralelas longas, rampas, escadas e espaço amplo para treinos de equilíbrio, propriocepção e treinamento de marcha.

Não confunda lojas ortopédicas com centros especializados em reabilitação de amputados e principalmente, não acredite que dores, desconfortos e calosidades são necessários para maturação do coto de amputação dentro do soquete protético.

Realmente espero cada vez mais encontrar amputados reabilitados e não reconhecê-los como usuários de próteses.

Dor no cotovelo pode vir com a prática de movimentos repetitivos

A epicondilite lateral é um processo inflamatório na região lateral (de fora) do cotovelo, mais especificamente nos tendões desta região que se inserem em uma saliência óssea chamada de epicôndilo lateral (epicondilite lateral) e, apesar do nome popular "cotovelo de tenista", esta síndrome não é exclusividade dos praticantes deste esporte. Ela acomete também quem realiza qualquer outra atividade que exija movimentos repetitivos da mão e do punho, ou seja, a pessoa pode apresentar sinais e sintomas de cotovelo de tenista sem nunca ter praticado tênis.

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Até mesmo um fotógrafo que trabalha diariamente com uma máquina profissional geralmente pesada pode desenvolver a doença. Porém nesses casos o tratamento é mais difícil ainda visto que eles geralmente não podem parar de usar aquela mão para que o processo possa se cicatrizar (o mesmo ocorre nos atletas tenistas profissionais que não podem parar de jogar, o que retarda e torna o tratamento praticamente impossível pela teimosia em continuar forçando uma região doente, ou seja, a pessoa continua forçando a inserção do tendão extensor comum dos dedos no epicondilo lateral.

A epicondilite lateral ou cotovelo de tenista, talvez, seja a lesão de cotovelo mais comum nas clínicas de fisioterapia. Existe uma gama de atividades que envolvem movimentos repetitivos, e, portanto, podem desencadear o cotovelo de tenista, entre as quais estão esgrima, golfe, tênis (entre atividades esportivas) e digitação, uso do mouse do computador, tricô, jardinagem, tocar instrumentos musicais, pintura e marcenaria (entre as atividades profissionais e hobbies). 

"Atividades que envolvem tênis, digitação, tricô, pintura e instrumentos musicais podem desencadear o cotovelo de tenista, devido aos movimentos repetitivos."
Sintomas

Os sintomas mais comuns são dor ou aumento da sensibilidade na região lateral (parte de fora) do cotovelo com dificuldade para realizar movimentos, como o de virar uma maçaneta, apertar algum objeto, fechar a mão ou pressionar a parte de fora do cotovelo (no caso de acometer a mão direita, a pessoa sente dor até no ato de apertar a mão ao cumprimentar alguém). Na maioria das vezes a dor começa moderada e piora com o tempo e, embora o problema seja no cotovelo, muitas vezes ocorre irradiação da dor e o paciente fica com sensação de queimação no braço, antebraço e até no punho.

O tratamento do cotovelo de tenista em 90% dos casos é conservador, ou seja, não cirúrgico e consiste em tratamento medicamentoso (anti-inflamatório não esteróide e analgésico), repouso do seguimento afetado (raramente necessitando de imobilização), fisioterapia e orientação em relação a maneiras de realizar as atividades de modo a evitar sobrecargas e movimentos inadequados.  

Eventualmente pode-se realizar a infiltração de corticóide no local da dor para desinflamar mais rápido devendo-se evitar mais que uma infiltração. O tratamento com ondas pulsáteis é muito eficaz sendo utilizado nos casos mais graves ou nos atletas profissionais, visto que o custo elevado deste tratamento impossibilita a realização deste em todos os casos não havendo necessidade de tomar nenhum medicamento. Mesmo assim o paciente deverá seguir com orientações para evitar recidivas. o tratamento cirúrgico é excepcional e de custo muito superior ao tratamento com ondas pulsáteis mas, felizmente, com poucas complicações e alta eficácia também. 

Prevenção

 Algumas atitudes são importantes para a prevenção da epicondilite lateral-cotovelo de tenista, tais como, aquecer e alongar membros superiores antes de realizar atividades nas quais esses seguimentos (o antebraço, punho, mão e dedos) serão utilizados, alternar o uso das mãos para evitar o super uso (overuse), fortaler os músculos dos membros superiores e costas, executar corretamente as técnicas de esportes e de execução de atividades profissionais e, finalmente, caso ocorra dor após realizar alguma atividade, fazer aplicação de gelo.

Fonte: Minha Vida UOL

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