RSS Feed Siga no Twitter! Entre na comunidade no Orkut Curta no Facebook! Inscreva-se no Youtube Adicione o Google+

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Biofeedback: um recurso inteligente no ganho motor.







O Biofeedback é uma técnica de tratamento onde as pessoas são treinadas para melhorar a sua saúde usando sinais de dentro de seu próprio corpo. É uma técnica que vem sendo utilizada com grande sucesso tanto por fisioterapeutas quanto por profissionais de outras areas da saúde como a psicologia. A idéia do Biofeedback não é nova. As chances de você já ter usado estes preceitos no seu dia a dia são grandes, por exemplo, se você está fazendo ginástica e verifica a sua frequência cardíaca para ajustar a intensidade do exercício, isto é uma forma de estar usando o Biofeedback.

Para Bernard A Brucker, do Biofeedback Laboratory da Universidade de Miami, o Biofeedback é um aprendizado, comumente conhecido como método de tentativas e erros – Operant conditioning, que é uma técnica usada para criar o aprendizado de comportamentos simples e complexos. O mecanismo acontece através de uma série de reforços ou realimentação (feedback) desde o estado inicial até a meta.

 Para Elmer Green, o Biofeedback é geralmente apresentado como a informação biológica do que está acontecendo com o organismo tal como frequencia cardíaca, através de metragem, luz ou sinal auditivo, para que este indivíduo fique ciente dos seus comportamentos internos. O treinamento do Biofeedback usa informações para que haja o aprendizado de como controlar os processos biológicos.

Para Bette Runck, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, a palavra biofeedback foi cunhada pelos idos de 1960 para descrever procedimentos laboratoriais que usavam o treinamento experimental em pesquisas com indivíduos para alterar a atividade cerebral, a pressão arterial e a frequencia cardíaca.. Mesmo no início da pesquisa, os cientistas tinham a idéia de que um dia o ser humano seria capaz de controlar as suas próprias ondas cerebrais.

Parece que as idéias iniciais saíram do psicólogo Neal Miller que foi o primeiro a demonstrar que o Sistema Nervoso era capaz de ser treinado para alterar processos corporais. A descoberta de Miller abriu caminho para a idéia de que o sistema nervoso autonômico era "burro" e dependente do controle voluntário.

A Biofeedback Society of America foi fundada em 1969 e organizou a terminologia utilizada nesta área de atuação. Porém, as idéias do biofeedback, como já dissemos anteriormente, vem de muito antes. Para a medicina oriental e os preceitos de Yoga, por exemplo, já era o padrão a tentativa de controlar certos processos autonômicos do corpo, sendo que, para eles, através da cor e da temperatura do corpo se é capaz de controlar o fluxo sanguineo dos membros.

Atualmente, a maior parte dos pesquisadores concordam que o biofeedback é capaz de auxiliar em tratamentos de muitas patologias dolorosas e naquelas que alteram o controle motor. Agora só falta determinar quanto controle motor pode ser obtido através de máquinas.

O Biofeedback tem várias áreas de atuação. Podemos vê-lo como processo terapeutico em quadros de cefáleia crônica, enxaqueca, outros processos álgicos corporais, desordens do aparelho digestivo, alterações da pressão arterial, arritmias cardíacas, epilepsia, doenças angiológicas e/ou reumáticas como a síndrome de Raynaud e, principalmente para nós fisioterapeutas, em paralisias e desordens musculares, podendo até ser utilizado em pacientes tetraplégicos para o desmame da prótese ventilatória.

O trabalho com o biofeedback depende quase que exclusivamente do envolvimento do paciente com a terapia. Dependendo da forma com que ele relata suas sensações é que o grau de dificuldade é modificado.

A instrumentação do biofeedback neuromuscular é simples: eletrodos de superfície são colocados ao longo da parte do corpo a ser tratada e percebem sinais que são enviados para um computador que, por sua vez, emite gráficos (estímulo visual) com sons para reforço positivo (estímulo auditivo). A precisão da medição é fundamental pois o grau de aprendizado depende da precisão da realimentação. Se por um descuido do terapeuta, não houver um ajuste da sensibilidade para captar o menor estímulo daquele segmento, o paciente pensará que não haverá possibilidade de movimento. O insucesso do tratamento pode estar envolvido com estas circunstâncias. A retroalimentação ou realimentação deve ser imediata. O ser humano tem dificuldade de associar estímulos com o reforço tardio.

 

Para Bernard Brucker, o uso desta terapia é variada e de garande valia. No caso das sequelas de Acidente Vascular Encefálico, o Biofeedback pode ser usado para se conseguir o controle voluntário de neurônios motores com a finalidade de restabelecer o funcionamento de músculos espásticos além da coordenação do movimento. Os paciente que cursaram com Traumatismo craniano também são capazes de grande recrutamento de neurônios motores resultando na redução dos espamos e na melhoria da função. Finalmente, no caso de lesões parciais da coluna vertebral, os pacientes aprendem a estabelecer maior controle neuro-motor sobre os músculos situados abaixo do nível traumatizado.

O trabalho com o Biofeedback dentro da fisioterapia respiratória já era utilizado a um certo tempo. A idéia de retroalimentação para melhoria da função ventilatória já era preconizada com o uso dos incentivadores inspiratórios de fluxo e volume. Hoje, o uso dos gráficos do computador serve como retroalimentação para o paciente. Além do mais, existem aparelhos como o VentrackR que capta os volumes e capacidades e transforma em estímulos gráficos.

Podemos concluir que o biofeedback é uma terapia complementar, utilizada com grande sucesso em todo mundo e que ainda está em desenvolvimento para que além dos trabalhos realizados com pacientes de AVE, TCE e secção parcial da medula possa acontecer melhoras na perspectiva terapeutica de patologias como Guillain-Barré, Paralisia de Bell, Esclerose Lateral Amiotrófica, Encefalite e Esclerose Multipla. Para a Fisioterapia, este trabalho é de grande valia pois complementa o trabalho realizado pela cinesioterapia neuro-motora e pela ciensioterapia pneumo-funcional.

Autora: Bianca Laufer Bass


RECOMENDE ESSE POST

Share on Tumblr


ADICIONE EM REDES SOCIAIS

RSS Feed Siga no Twitter! Entre na comunidade no Orkut Curta no Facebook! Seja fã! Adicione nosso perfil no Facebook Inscreva-se no Youtube

Receba outras notícias no seu email:



POSTS ALEATÓRIOS

2leep.com

Compartilhe

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More