Hidroterapia na recuperação de fratura ou entorse







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A hidroterapia é um dos recursos mais utilizados dentro da fisioterapia para tratamento e reabilitação dos mais diversos acometimentos, pois é um tratamento altamente eficaz e clinicamente comprovado que traz inúmeros benefícios a todos os pacientes, sejam eles ortopédicos, neurológicos ou respiratórios.

Geralmente, a hidroterapia é feita por um fisioterapeuta e é muito utilizada por gestantes e idosos porque ajuda no tratamento de:
  • Artrite, artrose ou reumatismo;
  • Problemas ortopédicos, como fraturas ou hérnias discais;
  • Lesões musculares;
  • Dores articulares;
  • Inchaço nas pernas;
  • Dificuldade respiratória;
  • Problemas neurológicos.
Mas esse post aqui vai falar sobre a Hidroterapia na recuperação de fratura ou entorse.

Ao caminhar na rua, você tropeça num desnível, pode sofrer uma entorse do tornozelo, capaz de gerar uma ruptura ou esgarçamento de tendão ou até uma fratura de algum osso da articulação. Em alguns casos, pode acontecer uma fratura cominutiva. Cominutiva? É a fratura onde o osso se estilhaça, fragmenta-se.

Dependendo da gravidade do caso e do paciente, o médico pode optar pelo tratamento conservador. Existem as fatalidades, mas podemos prevenir ou diminuir a ocorrência destas lesões através do fortalecimento e alongamento da musculatura envolvida e a flexibilidade articular da mesma, através de exercícios diários.
  
Vantagens e Benefícios da Hidroterapia

Os exercícios realizados na água são excelentes para o processo de reabilitação, pois oferecem tantos benefícios quanto a fisioterapia no solo com o diferencial de trazer junto outros benefícios como analgesia, melhora da circulação sanguínea e linfática e melhora da capacidade respiratória.
A hidroterapia promove ao paciente aumento da força muscular, melhora do equilíbrio e melhora do condicionamento cardiorrespiratório, reduzindo o impacto nos membros inferiores e oferecendo formas de realizar exercícios que até então podem ser impossíveis de serem realizados em solo em um primeiro momento.

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Como a Hidroterapia Pode ser utilizada

Todo e qualquer tipo de terapia que se utilize água pode ser considerada como hidroterapia. As mais comuns e amplamente utilizadas na fisioterapia são:

Compressas:
As compressas de água fria e quente são utilizadas há milhares de anos e são muito eficazes no tratamento das mais diversas doenças.
As compressas de água quente podem ser feitas através de toalhas molhadas em água quente e colocadas no local da lesão, ou com o uso de bolsas específicas para o uso de água quente.
As compressas frias podem ser também realizadas com o uso de toalhas molhadas com água fria, bolsas de água fria ou sacos de gelo.

Turbilhão
O turbilhão é um aparelho de fisioterapia que consiste em um tanque de água com uma máquina onde há um turbilhonamento intenso de água. O turbilhão traz como efeitos a analgesia, relaxamento muscular, adequação de tônus (dependendo da temperatura da água utilizada) e pode ser utilizada em diversas patologias ortopédicas e neurológicas.

Banhos de imersão
Consiste em imergir o membro acometido na água fria ou quente para se obter os benefícios da hidroterapia. Pode ser realizado na água fria, quente ou intercalando as duas, nos chamados banhos de contraste.

– Água Fria
Á água fria traz inúmeros benefícios e pode ser um grande aliado para o processo de reabilitação dos pacientes das mais diversas patologias.
A água gelada ajuda a reduzir o edema, a dor e as contraturas musculares de lesões ortopédicas, proporcionando o paciente uma reabilitação mais rápida.
Para pacientes neurológicos, a água gelada ajuda a diminuir a espasticidade favorecendo todo o processo de reabilitação.
A água fria pode ser usada através de compressas (água fria ou gelo), imersão ou turbilhão. 3

– Água Quente
A água quente também traz muitos benefícios que podem auxiliar o paciente durante a reabilitação.
A água quente causa vasodilatação, melhora o metabolismo e a circulação local, promove relaxamento muscular, diminui a dor, reduz a rigidez articular e alivia o espasmo muscular.
Ela pode ser usada nas patologias ortopédicas crônicas para a diminuição da dor e melhora da rigidez articular, para que os exercícios de alongamento e fortalecimento sejam feitos de forma mais eficaz e confortável para o paciente.
Em pacientes neurológicos, a água quente também pode ajudar a diminuir a relaxar a musculatura e diminuir o tônus.
A água quente pode ser realizada através de compressas, bolsas e turbilhão.

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O tratamento em fratura ou entrose
 
A propriocepção (termo utilizado para nomear a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo) neste caso é do pé e como reagir aos desequilíbrios, ou seja, pisos irregulares, degraus, situações inesperadas. A hidroterapia permite trabalhar força, flexibilidade, e equilíbrio, tirando partido da flutuação e do desequilíbrio causado pela turbulência sem risco de cair no solo.

Por exemplo, estou cuidando de um paciente com entorse de tornozelo, seguido de queda com torção sobre o pé esquerdo num degrau de 10cm (causou fratura do terço distal da tíbia da fíbula e fratura cominutiva do calcâneo). O médico optou pelo tratamento conservador, imobilizando a articulação com o uso de gesso, sem cirurgia, placas ou parafusos.

Após a retirada do gesso, a indicação foi hidroterapia, sendo o trabalho inicial sem carga, em "deep water" (profundidade superior à altura da pessoa), portanto sem força da ação da gravidade, utilizando a resistência da água. Na medida em que o paciente evolua e passe de duas para uma só muleta, ou seja, aumentando a descarga do peso corporal, podemos acompanhar tal evolução na hidroterapia. A partir daí, passamos a trabalhar na região da piscina com menor profundidade, submetendo o paciente a uma maior atuação da força da gravidade.

O objetivo do trabalho hidroterápico neste caso é ganhar mobilidade articular em primeiro lugar, seguindo-se o fortalecimento e finalmente a propriocepção. No trabalho que está sendo realizado na foto, na prancha amarela que está sobre o step, o fisioterapeuta faz turbulência aumentando o desequilíbrio e ocasionando uma resposta mais intensa do paciente. Este exercício já é o final do tratamento.

O tratamento é progressivo, onde a intensidade é regulada de acordo com a capacidade de cada indivíduo. No atleta, podemos exigir mais, pois este, por hipótese, está acostumado a exercitar-se e os resultados são mais rápidos. Em pacientes sedentários, o ritmo é mais lento. Devemos obedecer e respeitar as diferenças individuais sempre.

Publicado em 13/12/12 e revisado em 27/05/19

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