
Esse FisioImagens é especial. Tem apenas imagens do atendimento da Fisioterapia nos Esportes.
Vamos das Imagens:



















Atualmente questões relacionadas ao processo saúde doença dos trabalhadores têm sido amplamente discutidas por diversos setores da sociedade. As mudanças no processo e organização do trabalho, o mercado altamente competitivo e a busca por maior produtividade têm levado trabalhadores a vivenciarem, cada vez mais, situações de adoecimento no trabalho, modificando substancialmente o perfil do trabalhador e seus determinantes de morbidade (VIANA e cols., 2003).
Segundo Coury e cols., (1999) distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (D.O.R.T) são nomes de caráter genérico que procuram caracterizar um conjunto de disfunções e de lesões que possuem fatores comuns em suas origens. Desse modo, têm sido extensamente discutidos os fatores que podem participar da promoção e do agravamento dessas disfunções e lesões. Persiste a controvérsia sobre esses fatores, os quais têm sido agrupados em quatro grandes grupos: fatores individuais que incluem a idade, gênero, hereditariedade, disfunções da tireóide, dos rins, alcoolismo, gravidez, fatores hormonais, disfunções ginecológicas, doenças crônicas como artrite, diabetes e práticas de esportes; fatores psicossociais, incluindo satisfação no trabalho, relação com chefia, relacionamento com colegas de trabalho, personalidade, clima da empresa, autonomia, expectativas individuais, dentre outros; fatores físicos e biomecânicos, incluindo postura, uso de força, repetição de ferramentas e equipamentos, layout do ambiente etc; e fatores organizacionais envolvendo pausa, ritmo, sazonalidade da produção, dentre outros.
Como relatado por Rodrigo e cols., (2003), as posturas extremas somadas ao trabalho pesado e ao manuseio de peso representam situações de sobrecarga músculo-esquelético e têm sido associadas às lesões sobretudo na coluna vertebral.
Dentre os profissionais da área da saúde que apresentam sintomas osteomusculares estão os fisioterapeutas, cuja atividade implica em exigências dos sistemas musculoesqueléticos, como os movimentos repetitivos, manutenção de posturas estáticas, levantamento de peso por tempo prolongado, e movimentos e posturas inadequados para a coluna vertebral.
Segundo Peres (2002) citam como atividades relacionadas aos comprometimentos da coluna lombar em fisioterapeutas atos mobilizar, curvar-se, segurar, transportar, empurrar e puxar os pacientes. Assim, o fato dos fisioterapeutas trabalharem em centros de reabilitação com pacientes altamente dependentes e de sobrecarga física, induz uma efetiva participação dessa classe profissional em um grupo de alto risco de comprometimento músculo-esquelético desde o início da sua carreira profissional.
Apesar de a fisioterapia ser uma profissão cujo objetivo maior é promover a saúde do indivíduo, na grande maioria dos ambientes de trabalho, as condições ergonômicas são precárias o que proporciona execução de tarefas de trabalho que induzem danos a sua própria condição física no atendimento dos seus pacientes (PERES, 2002).
O objetivo desse estudo foi verificar a presença de sintomas osteomusculares nos fisioterapeutas de um Núcleo de Reabilitação do Sistema Único de Saúde, e assim, propor alternativas para ajudar na melhoria das condições profissionais e conseqüentemente contribuir para uma melhora da qualidade de vida no trabalho.
Materiais e métodos
O objetivo primário desse trabalho foi verificar a presença de sintomas musculoesqueléticos em fisioterapeutas de uma clínica do Sistema Único de Saúde. O Objetivo secundário consistiu em identificar possíveis fatores de risco através de uma avaliação ergonômica e correlacionar com a potencial ocorrência dos sintomas nestes profissionais.
A amostra do estudo consistiu de quatro fisioterapeutas (n=4) que trabalhavam em um Núcleo de Reabilitação em Fisioterapia na cidade de Diamantina (MG). Foi entregue um consentimento livre e esclarecido, e após a coleta dos mesmos deu-se início o registro dos dados. A coleta de dados constou de uma entrevista semi-estrutura, que questionava aspectos como idade, gênero, prática de atividade física regular, carteira assinada tempo de trabalho, carga horária, férias, lazer, área de atuação dentro da fisioterapia, e os principais eventos posturais dentro da rotina de trabalho; e aplicação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO), validado para a língua portuguesa por Pinheiro e cols., (2002). É um questionário que avalia problemas como dor, desconforto ou dormência nos últimos 12 meses, algum problema nos últimos 7 dias e se durante os últimos 12 meses o indivíduo teve que evitar suas atividades normais por causa de problemas osteomusculares, sendo que para cada quesito o fisioterapeuta deveria assinalar a região corporal envolvida,
Os dados coletados foram registrados em porcentagem e analisados através de gráficos.
Resultados
Da amostra prevista, quatro fisioterapeutas (100%) foram incluídas no estudo. Todos os participantes eram do sexo feminino (100%), sendo a média de idade de 31 anos (DP=9,29). O índice de massa corporal (IMC) teve média de 23,14 Kg/m2 (DP=3,72), sendo que 25% estavam na categoria de maior risco à saúde (> 25 Kg/m2). Dentre os indivíduos 100% relataram praticar alguma atividade de lazer, sendo que 100% relataram não praticar atividade física regular.
O tempo de trabalho na profissão variou de 1 a 21 anos. Em relação às áreas de atuação dentro da fisioterapia encontrou-se: ortopedia (100%), neurologia (75%) e outras (25%). A carga horária total teve média de 11,5 horas diárias, variando de 10 a 13 horas, sendo que a carga horária real no núcleo é de 5 horas e a prescrita de 4 horas. No que se refere ao vínculo empregatício 100% era informal.
Encontrou-se também que tais profissionais não realizavam pausa regular, e que 25% delas faziam uso de medicamentos analgésicos. 25 % já haviam se afastado do trabalho (INSS) por problemas osteomusculares, sendo que 100% das fisioterapeutas relataram que os sintomas vêm se exacerbando com a prática clínica, contudo, 100% informaram não realizar auto-prevenção quanto às lesões. Foram citados também outros distúrbios decorridos por causa do trabalho, são eles: fadiga física, nervosismo, varizes, irritabilidade, ansiedade e perda de interesse pelo trabalho.
De acordo com a ocorrência de eventos posturais durante a rotina de trabalho (Tabela 1) 100% dos fisioterapeutas relataram: flexão parcial ou total de troco em pé, rotação do tronco em pé, postura dinâmica por tempo prolongado em pé, transferência de pacientes (leito, maca, cadeira de rodas, etc), utilização de técnicas manuais, sustentação de peso na postura em pé, deambulação assistida ao paciente e atividades com elevação dos membros superiores.
Tabela 1. Freqüência de eventos realizados durante a rotina de trabalho pelos fisioterapeutas (n=4)

Os resultados do QNSO se encontram nos gráficos abaixo. As principais áreas de ocorrência foram: pescoço, ombros, coluna dorsal e lombar, e quadril. Sendo que cotovelos, antebraços, punhos, mãos, dedos, joelhos, tornozelos e pés não foram citados como regiões de distúrbios pelos fisioterapeutas.
O Gráfico 1 mostra a porcentagem dos sintomas osteomusculares nos fisioterapeutas (n=4) em diferentes partes do corpo nos últimos 12 meses. Observou-se que 100% dos indivíduos citaram sintomas osteomusculares nas regiões de pescoço, coluna dorsal e lombar nos últimos 12 meses, diferente das outras partes do corpo que não atingiram 100% dos valores.

No gráfico 2 pode-se perceber a presença de sintomas osteomusculares em relação aos últimos 7 dias. Pôde-se notar que a presença desses sintomas não chegou a 100% em nenhuma parte do corpo. Observou-se ainda que esses valores diminuíram em relação aos últimos 12 meses, sendo que os valores que permaneceram maiores em relação às outras partes corporais foram na coluna dorsal (50%) e lombar (50%).

No gráfico 3 observa-se a porcentagem de abandono das atividades diárias dos fisioterapeutas (n=4) decorrentes de sintomas osteomusculares em diferentes partes do corpo nos últimos 12 meses. Notou-se que as regiões corporais que levaram ao abandono foram pescoço (50%), ombros (50%), e coluna lombar (25%).

Discussão
Os resultados obtidos nesta pesquisa revelaram alta incidência de distúrbios posturais nos fisioterapeutas. Observou-se que a carga horária de trabalho diária teve significativa representação pela jornada de trabalho que variou de 10 a 13 horas. Como relataram D'Ávila e cols., (2005) fisioterapeutas que trabalham mais de 8 horas diárias em contato direto com o paciente apresentam maior probabilidade de desenvolver desordens musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho (DMRT). Segundo Peres (2002) isso refletiria como uma sobrecarga física e expõe o profissional a riscos de saúde, pois muitas vezes o paciente depende única e exclusivamente da presença e atenção direta desse profissional.
Dentre os movimentos realizados durante a rotina de trabalho dos fisioterapeutas, os mais freqüentes foram: flexão parcial ou total do tronco em pé; rotação do tronco em pé; postura dinâmica por tempo prolongado em pé; transferência de pacientes (leito, maca, cadeira de rodas, etc.); utilização de técnicas manuais; sustentação de peso na postura em pé e deambulação assistida ao paciente. Trabalhar em uma mesma posição durante muito tempo; trabalhar em posições curvadas e levantar ou transferir pacientes são fatores de risco comumente relacionados à dor lombar entre os fisioterapeutas (D'Ávila e cols., 2005). Segundo Peres (2002) distúrbios nos membros superiores estariam relacionados aos esforços no manuseio de pacientes pesados e dependentes físicos, e, além disso, a fisioterapia utiliza-se de recursos terapêuticos como a eletroterapia, cinesioterapia, mecanoterapia, hidroterapia, termoterapia, e principalmente recursos terapêuticos manuais com movimentos repetitivos dos membros superiores (Peres, 2002). Salienta-se que tais técnicas fisioterapêuticas em si não representariam riscos à saúde do fisioterapeuta, mas sim quando associadas às más posturas poderiam representar fatores de risco relevantes.
Os resultados obtidos no QNSO relataram uma alta incidência de sintomas osteomusculares nos fisioterapeutas do estudo. A porcentagem desses sintomas nesses profissionais em diferentes partes do corpo nos últimos 12 meses demonstrou a presença de distúrbios na coluna vertebral cervical (75%), dorsal (75%) e lombar (75%), já em relação ao relato desses sintomas nos últimos 7 dias, as regiões mais citadas foram a coluna lombar (50%) e dorsal (50%). Estes achados são reforçados por Peres (2002) de que há um consenso na literatura onde um número cada vez maior de fisioterapeutas vêm sendo acometidos por dores nas costas. Porém, a dor na região da coluna vertebral varia de localização conforme o tipo de atividade desenvolvida, sendo as lesões na coluna vertebral associadas às dores nas costas, tanto em região cervical, lombar como dorsal.
A porcentagem de abandono das atividades diárias dos fisioterapeutas decorrente de sintomas osteomusculares nos últimos 12 meses esteve relacionada às dores nos ombros (50%), pescoço (50%) e lombar (25%). Sugerimos duas hipóteses para tentar elucidar o fato de que o abandono das atividades diárias se deu pela dor no ombro e pescoço, e não pelas dores nas costas, que foram citadas anteriormente como sintomas prevalentes nos últimos 12 meses e 7 dias. Primeiro, os fisioterapeutas estariam trabalhando mesmo com as dores nas costas e segundo que a intensidade da dor no pescoço e ombros poderia ser superiores às dores nas costas, levando assim ao abandono das atividades.
Segundo D'Ávila e cols. (2005), a prática de atividade física regular mostrou estar relacionada à diminuição dos casos de DMRT, afirmando que alguns autores sugerem que exercícios físicos ajustam o nível de condicionamento e força muscular às demandas das atividades ocupacionais dos fisioterapeutas. A partir dessa premissa, poder-se-ia influir que o aparecimento dos distúrbios osteomusculares em nosso estudo poderia estar correlacionado à inatividade física, que correspondeu a 100%.
Conclusão
As atividades nessa clínica são de alto risco para o surgimento de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Desse modo, algumas recomendações relativas aos fatores de risco para os fisioterapeutas como praticar atividade física regularmente, evitar jornadas de trabalho prolongado, prever pausas durante os atendimentos, dar orientações posturais, realizar alongamentos durantes as pausas e promover a melhor adequação da organização da forma de trabalho poderiam minimizar e/ou prevenir novos sintomas osteomusculares nos fisioterapeutas.
Referências bibliográficas
Coury, H. J. G e cols. Indivíduos portadores de L.E.R acometidos há 5 anos ou mais: um estudo da evolução da lesão. Rev Bras Fisiot, v. 3, n. 2, 1999.
D'Ávila, S e cols. Prevalência de desordens musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho em fisioterapeutas da rede hospital SUS-BH, Rev Bras Fisiot, v. 9, n. 2, 2005.
Rodrigues, F. L e cols. Comparação entre o duplo flexímetro e o eletrogoniômetro durante o movimento de flexão anterior da coluna lombar. Rev Bras Fisiot, v. 7, n. 3, 2003.
Viana, S. O e cols. Caracterização e análise da satisfação da clientela atendida pela fisioterapia do serviço de atenção à saúde do trabalhador/UFMG. . Rev Bras Fisiot, v. 7, n. 3, 2003.
Peres, C. P. A. Estudo das sobrecargas posturais em fisioterapeutas: uma abordagem biomecânica ocupacional. Programa de Pós Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina. Santa Catarina, 2002.
Pinheiro, F. A e cols. Validação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares como medida de morbidade. Rev Saúde Pública, v. 36, n. 3, 2002.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é descrita pelos processos patológicos do transporte mucociliar prejudicado, com estreitamento do lúmem brônquico e destruição do parênquima pulmonar.Tais alterações farão com que haja colabamento das vias aéreas periféricas durante a expiração, prendendo e retendo volume inspiratório, aumentando assim a CRF.1
É atualmente a quarta ou quinta principal causa de morte no mundo, entre aqueles com mais ou menos idade de 45 anos.2
A prevalência da DPOC no Brasil aponta em 5% da população geral e 15% dos tabagistas (aproximadamente 7.500.000 doentes); sendo também apontada como a terceira causa de internação e a primeira como causa de óbitos dentre as doenças respiratórias.3
Em pacientes DPOC o condicionamento físico vem sendo parte obrigatória em seu tratamento. Apresentam intolerância ao exercício de intensidade variável relacionada à disfunção muscular esquelética. Neste sentido a EENM (Eletroestimulação Neuromuscular) tem sido estudada como uma nova forma de tratamento em programas de reabilitação pulmonar. Os benefícios deste tipo de terapia podem ser evidentes em pacientes com dispnéia importante, incapazes de submeter em mesmo a atividades extremamente leves, podendo assim aliviar os efeitos da disfunção muscular.4
Pacientes com DPOC apresentam a função pulmonar alterada, disfunção da musculatura esquelética periférica e respiratória representando um fator adicional na dispnéia.5 Esses fatores acarretam intolerância ao exercício, progressiva limitação das AVDs, isolamento social, ansiedade, depressão dentre outros fatores. É significante o planejamento do tratamento de minimizar ou corrigir as disfunções causadas por limitações progressiva. 6
A eletroestimulação é muito utilizada na fisioterapia, e a corrente russa se mostra eficaz para o ganho crescente de força muscular.Isto se deve ao fato de que a estimulação elétrica neuromuscular poderia produzir ganhos de força de 30 a 40% maiores do que aqueles produzidos pela contração voluntária máxima do músculo, tanto em sujeitos sadios quanto naqueles que sofrem vários tipos de distúrbio onde estejam presentes fraqueza e atrofia muscular.7
As medidas de PImáx e PEmáx são utilizadas para mensurar a força muscular respiratória, através da manuvacuometria8 .Estes valores auxiliam na avaliação da capacidade de o indivíduo respirar espontaneamente, no treinamento da musculatura respiratória, e portanto na reabilitação da função ventilatória, sendo esta uma medida quantitativa, não invasiva e simples de ser realizada.9,10 O valor normal da força muscular inspiratória em um adulto jovem está compreendida na faixa de -90 a -120 cmH2O, enquanto a força muscular expiratória está compreendida na faixa de +100 a +150 cmH2O.11
Em ambos os sexos, a partir dos 20 anos de idade ocorre um decréscimo anual de 0,5 cmH2O. Os conceitos de fraqueza, fadiga e falência muscular respiratória podem ser correlacionados e diagnosticados com a mensuração criteriosa e sistemática das pressões inspiratórias e expiratórias máximas desde que esses valores sejam observados continuamente na clínica do paciente.11
O presente estudo tem por objetivo relatar a eficácia da Corrente Russa (Corrente de kotz) no fortalecimento da musculatura respiratória em paciente pneumopata crônico
MATERIAIS E MÉTODOS
Foi avaliado a força muscular respiratória de um paciente do sexo masculino, 66 anos, 1,66 m de altura, 65 kg, IMC = 23.5,com diagnóstico de DPOC leve ( grau I),comprovado através de espirometria, ex-tabagista, taquipnéico, sem antecedentes familiares de doença pulmonar e/ou cardíaca, não apresentando doenças associadas. Foi encaminhado ao Setor de Fisioterapia Respiratória do Núcleo de Estudos e Atendimento Fisioterápico (NEAF) do Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP).
Previamente à avaliação e tratamento, o paciente foi informado sobre os detalhes da pesquisa, ausência de riscos e possíveis benefícios, e após os esclarecimentos, assinou o termo de conscentimento de acordo com a resolução 196/96 do CNS/MS autorizando sua participação no presente estudo. O paciente foi orientado a suspender a reabilitação pulmonar convencional durante o período do tratamento que realizou-se entre os meses de maio e agosto de 2005.
Após a avaliação o paciente foi submetido a mensuração da força muscular respiratória através das medidas da Pressão Inspiratória Máxima (Pimáx) e Pressão Expiratória Máxima (Pemáx) utilizando o manuvacuômetro da marca GERAR.Utilizou-se um dispositivo de plástico rígido, que serviu de adaptador de bocais, no qual havia um pequeno orifício de 2 mm de diâmetro como válvula de alívio de pressão da cavidade oral, gerada exclusivamente por contração da musculatura da parede bucal.Um circuito flexível serviu de intermediário entre o manuvacuômetro e o dispositivo de plástico rígido e um clipe nasal foi uitlizado para evitar escape de ar durante a realização das medidas de Pimáx e Pemáx. Foram mensuradas ao início do tratamento, após a 10 ª, 20ª e 30ª sessão. Foi realizada com o paciente na posição sentada (90º), na qual foram coletadas 5 amostras da Pimax verificadas a partir do VRE e 5 amostras da Pemax verificadas a partir da CPT com uma pausa de 5 minutos entre elas onde foi considerada a maior medida.
O tratamento consistiu em 30 sessões de eletroestimulação com Corrente Russa (ENDOPHASYS – R) , constituída por 4 canais com 2 eletrodos cada, que foram posicionados sobre os pontos motores dos músculos transverso do abdomem e reto abdominal, com a utilização de gel hidrossolúvel (para uma melhor condutibilidade elétrica) e fixadas com fita adesiva, como descrito por Agne, Gaetan e Machado.12


Fig 1 a)- Posicionamento dos eletrodos Fig.1 b)- Posicionamento dos eletrodo
sobre os pontos motores em vista anterior sobre os pontos motores em vista lateral
As sessões foram realizadas com o paciente em decúbito dorsal (DD), iniciadas com verificação da FC e FR no membro superior esquerdo, e após o término de cada sessão de eletroestimulação eram verificadas novamente, não havendo alterações relevantes no decorrer do tratamento.
Os parâmetros utilizados foram 2500 Hz, com frequência de 50 Hz e ciclo ativo de 50 % com 15 minutos de eletroestimulação.
Tabela I – Valores dos ciclos on e off correspondentes ao nº de sessões.
| Nº de Sessões | Ciclo on | Ciclo off |
1º - 10º | 9 " | 27 " |
11º - 20º | 9 " | 18 " |
21º - 30º | 9 " | 9 " |
Como mostrado na tabela acima (Tabela I),nas primeiras 10 sessões foi realizada uma preparação da musculatura do paciente para o treino de resistência, a partir da 11ª a 20ª sessão, foi realizada a transição do trabalho de força para resistência, da 20ª a 30ª , trabalho de força e resistência.
Ao término do tratamento, realizado semanalmente em um período de dez semanas, o paciente foi reavaliado.
Os dados foram analisados quantitativamente, demonstrando os resultados do caso relatado.
RESULTADOS
A análise dos resultados demonstra que houve incremento da PImáx variando de -45cmH2O para -60 cmH2O, o que corresponde a um aumento de 33% da força muscular inspiratória. Em relação a PEmáx, demonstra que houve um incremento da força muscular expiratória de 39% com uma PEmáx variando de 90 cmH2O para 125 cm H2O. (Grafico 1)
39%
Gráfico 1 – Valores da PImáx e PEmáx .
A manuvacuometria foi aplicada no início do tratamento tendo como resultado o valor de – 45 cmH2O para a PImáx e 90 cmH2O para a PEmáx; após a 10º sessão houve um aumento de PImáx para – 55cmH2O, porém não houve alteração de PEmáx; após a 20º sessão, não houve alteração da PImáx, porém houve incremento da PEmáx para 105 cmH2O; ao término do tratamento obteve-se como resultados um incremento de ambas, a PImáx para – 60 cmH2O e PEmáx para 125 cmH2O. A evolução da PImáx (Gráfico 2) e da PEmáx (Gráfico 3) podem ser visualizadas no gráficos a seguir.
Gráfico 2 – Evolução de PImáx

Gráfico 3 – Evolução de PEmáx
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DISCUSSÃO
Pacientes DPOC possuem maior susceptibilidade à fadiga muscular, pois a musculatura abdominal se encontra debilitada. Sabendo-se que sua expiração é ativa e os músculos abdominais participam da mesma, essa musculatura foi escolhida para o fortalecimento com o intuito de melhorar a força e resistência da parede abdominal.11
Os músculos respiratórios são músculos esqueléticos, e como tal são morfo e funcionalmente semelhantes a outros músculos esqueléticos do corpo, portanto podem sofrer alterações e deficiências semelhantes. O enfraquecimento pode ocorrer devido a má nutrição, fadiga de treinamento ou mediante certas patologias, como no paciente DPOC onde a função desses músculos é afetada em decorrência do aumento do trabalho respiratório e da redução da capacidade em suportar a carga ventilatória aumentada.13
Pacientes com DPOC apresentam a função pulmonar alterada, disfunção da musculatura esquelética periférica e dispnéia. Esses fatores acarretam intolerância ao exercício, progressiva limitação das AVDs, isolamento social, ansiedade, depressão dentre outros fatores. É significante o planejamento do tratamento de minimizar ou corrigir as disfunções causadas por limitações progressiva.6
O treinamento muscular respiratório em indivíduos sedentários, atletas e pneumopatas tem sido objeto de interesse de vários pesquisadores preocupados com diversas alterações ocorridas no organismo desses pacientes, sobretudo com o enfraquecimento da força muscular respiratória. 14
A EENM é normalmente utilizada na reabilitação de pacientes com doenças neuromusculares e ortopédicas e, mais recentemente, tem sido utilizada na disfunção muscular esquelética. 4
De acordo com os nossos resultados, houve um incremento na força muscular respiratória através da EE com corrente de média freqüência, tanto na musculatura inspiratória com aumento de 33 % de PImáx, como na musculatura expiratória com aumento de 39 % de Pemáx.
A opção pela escolha da corrente de média freqüência foi baseada em pesquisa realizada com 17 voluntários do sexo feminino com média de idade de 21,5 anos, divididos em 3 grupos distintos, onde o grupo 1 foi estimulado com corrente de baixa freqüência (65 Hz), grupo 2, corrente de média frequência (2000 Hz modulada em 50 Hz) e um grupo 3, como controle.Todos os grupos foram tratados com 10 sessões com duração de 20 minutos cada, 3 vezes por semana. Em seus resultados foi comprovado que o protocolo de estimulação com a corrente de média freqüência, foi mais eficiente no aumento de força muscular. 15
Em relação a fadiga e a agradabilidade, a corrente de média freqüência é a mais adequada para ser utilizada, pois além de não promover fadiga muscular, é mais agradável quando comparada a corrente de baixa frequência. Ainda, em relação ao tempo de aplicação, se ultrapassassem o tempo de 20 minutos, a desagradabilidade e a fadiga ocorreriam tanto em média como em baixa freqüência, portanto em nosso estudo foi preconizado o tempo de aplicação de 15 minutos. 16
Nosso estudo utilizou somente a EE para o aumento da força muscular,pois pôde-se observar em estudos que tanto a EE quanto o tratamento convencional promoveram melhora significativa da performance dos atletas avaliados, porém a EE mostrou-se superior ao tratamento convencional.17 Achados semelhantes foram observados em outros estudos, nos quais a EE é capaz de produzir resultados mais eficazes que apenas exercícios isolados. 18, 19 Contudo, outros resultados demonstraram em que grupos estimulados associados ou não ao exercício, não há diferença significativa entre eles.E ainda reforçam essa idéia, ressaltando que a contração muscular por corrente elétrica não substitui satisfatoriamente a atividade voluntária. 20, 21
Realizaram um estudo com 3 pacientes DPOC na faixa etária de 21 a 70 anos onde estes eram submetidos a EE diafragmática transcutânea durante 45 dias de tratamento, sendo realizado 3 vezes por semana durante 30 minutos. Em seus resultados, os pacientes apresentaram uma evolução quanto a sua capacidade expiratória máxima, bem como alterações significativas em sua qualidade de vida. 22 Contudo, em outra pesquisa encontraram como resultados um aumento significativo nos valores da PImáx, no entanto não houve significância nos valores da PEmáx . 23
Enquanto que em nosso estudo foram encontrados um incremento tanto de Pimax como de Pemax.
CONCLUSÃO
Nestas condições experimentais aplicadas a um portador de DPOC, o protocolo de EENM proposto mostrou-se eficaz no incremento da PImáx e PEmáx. Embora tenha havido resultados satisfatórios neste estudo, outros mais necessitam ser desenvolvidos.
Uma importante questão permanece, isto é, como prolongar e conservar esta melhora na qualidade de vida desses pacientes. Portanto, abrem-se novas perspectivas em relação às estratégias para o recondicionamento muscular em pacientes com DPOC.
REFERÊNCIAS
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Autores:
Danathielle Atique Rei de Oliveira 1
Juliana Pinheiro Storti 1
Messias Moysés da Silva 1
Vanderley Brandão 1
René Mariano Raduam 2
Rui Vicente Lucato Junior 3
Késia Ferrari de Souza 4
1 Graduados em Fisioterapia no Centro Universitário do Norte Paulista
2 Docente especialista em Ortopedia e Traumatologia
3 Docente responsável pela disciplina de Metodologia Científica do Curso de Fisioterapia no Centro Universitário do Norte Paulista
4 Docente especialista em Cardiologia e Pneumologia










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O australiano Frederick Matthias Alexander era um ator bem- -sucedido no fi nal do século XIX. Conhecido por seu exímio talento como declamador das obras de Shakespeare, Alexander viu sua carreira ruir quando uma rouquidão crônica praticamente lhe roubou toda a voz. Desacreditado por seus médicos — que não conseguiam descobrir o porquê de o problema se manifestar quase sempre durante suas declamações —, ele passou a observar minuciosamente seu corpo. Por fi m, concluiu que sua postura e seus pensamentos estavam infl uenciando negativamente o desempenho de sua voz e seu processo de respiração. Nascia, assim, a Técnica de Alexander, abordagem que visa reconhecer, entender e impedir a repetição de atitudes que afetam a coordenação neuromuscular. "Trata-se de um processo educacional no qual aprendemos a evitar aqueles hábitos que, sem nos darmos conta, criam tensões, enrijecimentos e dores. Eles afetam não só os movimentos, mas também o modo de pensar, sentir e agir", resume Ana Thomas, professora e membro da Associação Brasileira da Técnica Alexander (ABTA).
Um dos carros-chefes da Técnica de Alexander é o procedimento batizado de Controle Primário. Ele busca harmonizar a relação da cabeça com o pescoço e as costas, provocando menos tensão na musculatura. Seus benefícios, entretanto, são extensos e vão muito além do aprimoramento do aporte vocal.
Um estudo feito em parceria pelas universidades inglesas de Southampton e Bristol, por exemplo, elegeu a Técnica de Alexander como a melhor alternativa para reduzir dores nas costas. A pesquisa dividiu 579 voluntários que sofriam com o problema em quatro grupos, de acordo com o tipo de tratamento: atendimento normal, massagem, massagem com aulas de Técnica de Alexander e apenas aulas específi cas de Técnica de Alexander.
A surpresa foi que os pacientes submetidos à prática australiana apresentaram uma média de 3 dias de dores, contra 21 dias das demais abordagens. "São infi nitas as possibilidades de alcance da técnica, sendo o controle da tendinite e da bronquite asmática algumas dessas possibilidades. Entretanto, esses benefícios são simplesmente efeitos de um trabalho sobre nossos próprios hábitos. É como um novo 'uso de si mesmo'", esclarece Ana, fazendo uso e destacando a frase que dá nome a um dos livros de Alexander publicados no Brasil.
Outro importante diferencial da técnica é uma avaliação personalizada do aluno. São justamente as necessidades vivenciadas em seu dia a dia que pautarão as atividades desenvolvidas em cada sessão. "Trazemos o cotidiano para a aula. Por ser um trabalho voltado para a vida real e prática, trabalhamos as necessidades de um músico com seu instrumento, de alguém que trabalha muitas horas digitando diante do computador, do esportista, do ator, da dona de casa, entre outros exemplos", completa a terapeuta.
A rigidez muscular e a má postura prejudicam o funcionamento geral do corpo, provocando desde dor nas costas a perda de produtividade profissional. A Técnica de Alexander promove a harmonia dos movimentos para melhorar a qualidade de vida
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Como funcionam as sessões?
As aulas de Técnica de Alexander geralmente são individuais e duram aproximadamente 45 minutos. Elas envolvem uma avaliação musculoesquelética do aluno quando parado e em movimento. Presta-se, ainda, uma atenção especial na liberação indesejada da cabeça, no pescoço e na tensão muscular ao longo da coluna vertebral. Para completar, a abordagem não visa movimentos mecânicos e repetitivos: o professor guia o aluno com toques sutis e orientações verbais para que ele vivencie uma nova experiência de se mover, respirar, ouvir e sentir. "O corpo não é sustentado por uma postura, mas por um conjunto de estruturas corporais e mentais. Com a T.A., o que chamamos de postura é efeito de um corpo harmonioso, coordenado e ativo. Brinco que ela condena à liberdade", decreta a professora Ana Thomas.
5 RAZÕES PARA CONHECER O MÉTODO
1. Um dos focos da abordagem é a tensão muscular, que interfere negativamente nos reflexos, na coordenação motora, e pode acarretar em perda de produtividade no ambiente profissional.
2. As aulas estimulam o alinhamento correto da coluna, dos ombros e também da cabeça. O objetivo buscado é evitar ou diminuir as dores nas costas, nos ombros, assim como torcicolos.
3. A T.A. melhora a qualidade da expressão vocal. "Para nos expressarmos por meio da fala e do canto, usamos inúmeros movimentos corpóreos. Quanto mais organizado e livre eles estiverem, tanto melhor serão suas respostas", explica Ana.
4. A técnica proporciona a consciência de que cada pessoa é responsável pelas condições de funcionamento de seu corpo, sendo igualmente apta a corrigir hábitos prejudiciais à saúde.
5. A T.A. também melhora a respiração de forma significante.
Matéria
É tudo aquilo que tem massa e ocupa lugar no espaço.
Estados Físicos da Matéria
Líquido
Gasoso
Sólido
Energia
Propriedade de um sistema que lhe permite realizar trabalho. A energia pode ter várias formas (calorífica, cinética, elétrica, eletromagnética, mecânica, potencial, química, radiante), transformáveis umas nas outras, e cada uma capaz de provocar fenômenos bem determinados e característicos nos sistemas físicos. Em todas as transformações de energia há completa conservação dela, a energia não pode ser criada, mas apenas transformada (primeiro princípio da termodinâmica).
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| B = bateria I = interruptor L = lâmpada |
Átomo
Sistema energeticamente estável, formado por um núcleo positivo que contém nêutrons e prótons, e cercado de elétrons; a menor quantidade de uma substância elementar que tem as propriedades químicas de um elemento. Todas as substâncias são formadas por átomos, que se podem agrupar formando moléculas ou íons.
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| Elétron = partícula negativa que gira na eletrosfera Próton = partícula positiva Nêutron = partícula neutra |
Íon
É uma estrutura carregada eletricamente como resultado de um átomo que perdeu ou ganhou elétrons.
Se o átomo ganhou elétrons, torna-se uma partícula negativa denominada íon negativo ou ânion.
Se o átomo perdeu elétrons, torna-se uma partícula posítiva denominada íon positivo ou cátion.
Exemplos: Mg++ (cátion magnésio), Cl- (ânion cloro), Na+ (cátion sódio)
Molécula
É um conjunto de átomos unidos por ligações químicas.
| Molécula de Água (H20) | |
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| Molécula de Cloreto de Sódio (sal de cozinha) (NaCl) | |
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| H = hidrogênio Na = sódio | O = oxigênio Cl = cloro |
Corrente Elétrica
É um fluxo de elétrons que se forma entre dois pontos de um condutor quando entre eles existe uma diferença de potencial.
A corrente elétrica circula do ponto de potencial mais alto (mais elétrons) até o de menor potencial (menos elétrons).
Condutor
O condutor pode ser metálico quando as cargas livres que se deslocam são elétrons ou pode ser eletrolítico quando as cargas livres são íons. O corpo humano é um condutor eletrolítico.
Tensão
Tensão de uma corrente elétrica é a diferença de potencial existente entrte os extremos de um condutor.
A unidade de tensão é o Volt (V).
Intensidade
É o número de elétrons que circula por um condutor em uma unidade de tempo.
É medida em Ampère, sendo que na Estética é utilizado o mA, a milésima parte desta unidade. (1 A = 1000 mA)
Resistência
A resistência elétrica de um corpo é entendida como a menor ou maior dificuldade que as cargas elétricas encontram em atravessar um condutor.
| Fatores que interferem na resistência | ||
| Fator | Tamanho/Tipo | Resistência |
| comprimento | maior (>) | maior (>) |
| calibre | maior (>) | menor (<) |
| temperatura | maior (>) | maior (>) |
| tipo de matéria | metais (cobre, ouro) plásticos, cristais pele hidratada | menor (<) maior (>) menor (<) |
Fonte: www.ck.com.br

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