Dor crônica: parece doce, mas não é.






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Uma dor é classificada crônica após persistir por três meses com ou sem presença necessária da mesma. Ela afeta de 20 a 30% da população mundial segundo a IASP (Associação Internacional para o Estudo da Dor) e, no Brasil, pelo menos 40 milhões de pessoas. Lombalgia (dor na lombar), cefaleia (dor de cabeça) e enxaqueca estão na lista das mais comuns com importante impacto na qualidade de vida. Se você se lembrou da sua vizinha que sempre se queixa de dor e, aparentemente, não faz nada para tê-la, já sabe: possivelmente, ela tem dor crônica.

A dor crônica muitas vezes relaciona-se ao estresse, à má alimentação e ao sedentarismo. Se pudermos fazer um paralelo, é como se comêssemos "jujubas" de fatores que levam à dor crônica diariamente. E algumas dessas "cores" estão relacionadas a ansiedade e depressão.

Conceitualmente, a dor é naturalmente complexa e tem variantes relacionadas à sua manifestação, como: aspectos biofisiológicos, bioquímicos, biopsicossociais, comportamentais e morais. As causas, as qualidades e quantidade (intensidade) são mais variáveis do que a quantidade de cores dentro de um saco de jujubas.

Sobre a dor crônica, entende-se que a preferência relacionada à manifestação depende de alguns fatores. São eles:

Experiência – estresse ("qual sabor novo devo experimentar?"), trauma ("não gostei desse sabor") e abuso ("gostei tanto dessa que estou viciada; como uma jujuba atrás da outra"), tanto físico como emocional podem aumentar o risco;

Personalidade – certas características pessoais nos tornam mais suscetíveis aos estímulos dolorosos ("Será que esse jujuba é boa?", "Como vou escolher?", "A de ontem era horrorosa!", "Já disse que não gosto, não vou provar de jeito algum!");

Genética – o DNA influencia na determinação da sensibilidade e tolerância à dor (Jujuba, apesar de ser jujuba, não é sempre igual);

Gênero – um dos fatores mais importantes que determinam a vulnerabilidade à dor: mulheres são muito mais propensas que homens (em maioria, elas têm sempre uma jujubinha na bolsa para a alegria da nação).

Assim como na escolha de um doce, quem sente ou quem cuida de quem sente, deve estar atento às crenças que favorecem ou pioram a escolha mediante uma sensação ou percepção (no caso, a dor). Acreditar que a dor não tem solução e que certamente irá piorar não a fará diminuir, se isolar socialmente ou parar todas as atividades de uma só vez, também não.

Identificar fatores que aumentam a dor e saber lidar com eles é um grande passo. Buscar uma atividade física, ter metas pessoais e profissionais, ajustar hábitos (evitar álcool, drogas e automedicação) e ter uma boa noite de sono são essenciais. Desacreditar? Jamais! Contar com uma equipe multidisciplinar – psicoterapeuta, fisioterapeuta e médicos? Sempre!

Curta o doce e seja feliz! Cuidado com o açúcar e mexa-se! Você já sabe que o corpo não foi feito para ficar parado.

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