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Fisioterapia e atuação em fraturas






 


É importante ter em mente que o tratamento de uma fratura dependerá do tipo dela. A classificação mais conhecida são as fraturas: fechada (não há comunicação entre a superfície externa do corpo e a fratura) e aberta (há comunicação entre a fratura e a pele) e várias subdivisões que são denominadas de acordo com a posição das partes fraturadas do osso.

Dentro dessa classificação, existem alguns tipos delas: a mais simples é aquela onde existe uma única linha e as partes quebradas não se separam, como se formasse uma rachadura, mas sem alterar os contornos do osso. Um tipo um pouco mais sério é bem parecido, porém, existe um pequeno afastamento entre as partes. As mais graves são aquelas onde além de afastar uma parte da outra, ocorre um desvio entre elas criando desalinhamentos no osso. Além disso, existe a possibilidade de um mesmo osso ser quebrado em duas, três ou mais partes, aumentando a gravidade do problema quanto maior for o número destas partes. Ossos mais finos e compridos são mais fáceis de serem quebrados em duas partes, com desvios. Já ossos mais curtos e largos necessitando de traumas muito maiores para fraturarem-se.

A maioria das fraturas é devida a algum tipo de trauma. Pode ser um choque direto com força considerável, como pode ser um acidente de automóvel, queda de uma certa altura ou um peso que cai sobre a mão ou o pé. Outras fraturas podem ser causadas por violência indireta como uma queda sobre a mão super estirada, que pode fraturar a extremidade distal do rádio, ou por um dos pés preso em um buraco quando se está correndo, que pode gerar uma força de torção, a qual resulta em fratura da tíbia e da fíbula. As fraturas por estresse ou fadiga são provocadas por trauma pequeno repetido, que pode ocorrer após marcha por longas distâncias e em geral afetam um ou mais metatársicos. Essas fraturas em geral são confinadas aos membros inferiores e podem afetar a fíbula ou a tíbia, assim como os metatársicos, dependendo do tipo de atividade.

As fraturas patológicas ocorrem como resultado de uma doença que afeta a composição do osso, tornando-o propenso à fratura, com frequência, como resultado de uma lesão relativamente simples. Existem várias desse tipo, porém as mais comuns são o carcinoma metastático, o sarcoma osteogênico, a osteogênese imperfeita (fragilidade óssea), a doença de Paget e infecção óssea.

O tratamento depende de cada tipo de fratura, onde, nos casos mais graves e na exposta, é necessária a realização de uma cirurgia para colocar tudo no lugar. Casos mais leves, onde não acontece o desvio ou a separação considerável, o método de tratamento é mais conservador, usando somente a imobilização da região lesionada (gesso ou órteses).

O fisioterapia começa após os procedimentos iniciais, quando o paciente for liberado pelo médico. Depois de uma cirurgia de fraturas graves, ela vai atuar no controle do inchaço (edema) e das dores, com manobras de drenagem linfática e equipamentos de analgesia. Por conta da cirurgia e da fixação dos ossos, alguns movimentos poderão ser realizados pelo fisioterapeuta, como maneira de melhorar a circulação do sangue na região operada, facilitando a cicatrização, preservando os movimentos e dando maior conforto ao paciente. Já nos casos mais simples, onde é liberado o uso do gesso ou da órtese, a fisioterapia tem como objetivo recuperar todas as funções da região afetada.

O tempo de tratamento depende de como o corpo do paciente responde às atividades proporcionadas pelo fisioterapeuta. Em casos mais graves podem ser necessários vários meses e nos casos mais simples, algumas semanas, mas com orientações para o paciente fazer em casa, no intervalo entre as sessões.

É importante ressaltar que o paciente e o profissional devem ser claros quanto á recuperação, pois o indivíduo deve explicar a situação completa do seu caso, para que o profissional consiga obter sucesso em sua reabilitação. Por isso, procure sempre profissionais de sua confiança, e que sejam especializados no assunto.

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