Paralisia Braquial Obstétrica







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A Paralisia Braquial de Origem Obstétrica (PBO) é uma complicação associada a um parto laborioso onde o recém-nato pode precisar de uma tração cervical e/ou braquial durante o nascimento, causando um estiramento excessivo sobre o plexo braquial ocasionando uma lesão nervosa. Como conseqüência, teremos paresia ou paralisia dos músculos do membro superior inervado pelas raízes nervosas que suprem o plexo braquial, ou seja, C5 a T.

A lesão neural é variável, leve, com possibilidade de recuperação espontânea (em caso de neuropraxia) até a mais grave, com destruição das estruturas neurais e conseqüente seqüela permanente (neurotmese). Quando há movimentação ativa, a mesma é realizada em bloco, e o padrão postural do membro superior é em rotação interna, pelo comprometimento do movimento de rotação externa.

A PBO é classificada em:

Paralisia de Erb-Duchenne

A paralisia de Erb-Duchenne refere-se à lesão do tronco superior do plexo braquial (raízes de C5 e C6), e é o tipo mais comum de lesão, correspondendo a 75% dos casos. Estes pacientes mantêm postura em "gorjeta de garçom", ou seja, adução e rotação interna do braço, extensão e pronação do antebraço e flexão do punho, sem alterações da sensibilidade tátil e dolorosa no antebraço e mão. Na paralisia de Erb-Duchenne os movimentos do punho e mão não estão afetados ou seja, o reflexo da preensão está preservado.

Paralisia de Klumpke

A Paralisia de Klumpke, forma clínica muito rara, resulta da lesão do tronco inferior (C8 e T1). Estes pacientes mantêm postura em semiflexão das interfalangeanas e extensão das metacarpofalangeanas, flexão do cotovelo, supinação do antebraço e extensão do punho. Há um comprometimento da musculatura intrínseca da mão, flexora do punho e músculo flexor longo dos dedos ou seja, o reflexo de preensão está alterado.

Paralisia Braquial Total

A lesão de Erb-Klumpke é resultado de uma lesão total (C5, C6, C7, C8 e T1), uma forma mais grave de lesão, pois além de alterações motoras, são observadas alterações sensitivas. Inicialmente, observa-se total plegia do membro, sem postura fixa (braço de "boneca de pano").

Os fatores de risco para PBO são: recém nascidos grandes para a idade gestacional (acima de 4 quilos) ou pequeno para a idade gestacional, mas com apresentação pélvica ao nascimento, bebê hipotônico, asfixia neonatal, apresentações fetais anormais, parto prolongado, líquido amniótico diminuído e crânio volumoso.

Para determinar o prognóstico, considera-se a gravidade, o tipo de paralisia ou nível da lesão, a intervenção fisioterapêutica precoce e os estímulos recebidos pela criança.

Tratamento

O tratamento da PBO é conservador na maioria das vezes. O membro superior pode ser mantido imobilizado de encontro ao tórax com enfaixamento apenas nos primeiros sete a dez dias para colocar em repouso a região traumatizada.

O tratamento da paralisia braquial deve ser iniciado o mais precocemente possível. Mesmo com dias de vida já é possível iniciar movimentos suaves e orientações quanto ao posicionamento da criança. A intervenção precoce do fisioterapeuta no processo de reabilitação é fator fundamental para prevenir deformidades, promover ganho de força muscular, coordenação motora, preensão, funcionalidade e independência, objetivando uma melhor qualidade de vida para esses pacientes.

O paciente normalmente não consegue movimentar o ombro, e o fisioterapeuta através de técnicas manuais (em situações sem indicação cirúrgica) pode auxiliar na prevenção de deformidades, que são inevitáveis durante o crescimento caso o paciente não seja submetido ao tratamento adequado.

São realizados os exercícios de mobilização de todas as articulações o mais precocemente possível e executados movimentos que correspondem aos músculos acometidos pela paralisia, em especial a articulação do ombro deve ser mobilizada até a amplitude articular de 90º durante os primeiros três meses de vida. Os pais também são orientados a realizar esta conduta em domicílio. Os principais objetivos do tratamento fisioterapêutico são criar melhores condições para a recuperação da capacidade funcional, proporcionar melhores condições para os músculos poderem reassumir sua função logo após a regeneração das estruturas nervosas e treinar o controle motor mediante exercícios.



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