segunda-feira, 14 de maio de 2007

Fisioterapia e Medicina Alternativa: um bom complemento






Dos xamãs e antigos médicos filósofos aos naturopatas contemporâneos, vários tipos de terapeutas em medicina alternativa oferecem miríades de curas para todo o tipo de enfermidade. Em muitas partes do mundo estas práticas são aceitas sem reservas e permanecem como o principal veículo de tratamento médico. Contudo, apesar de algumas destas práticas - acupuntura, por exemplo - terem recebido certa aceitação das autoridades médicas ocidentais, a maioria permanece à margem da medicina ocidental.
Geralmente chamada de "medicina complementar/alternativa" (MCA) na Europa, América do Norte e Austrália e como "medicina de tradição" (MT) na maior parte da Ásia, África e América Latina (veja no box abaixo a definição de CAM e TRM), estes sistemas incluem medicina popular (i.e., medicina tradicional chinesa, Medicina Indiana Védica e a Medicina Unani do Oriente Médio), medicina fitoterápica, quiropraxia, acupuntura, naturopatia, homeopatia, iridologia e terapia de massagem, para citar algumas.

As definições segundo a Organização Mundial da Saúde:
Medicina Complementar/Alternativa (MCA)
Os termos "medicina complementar" ou "medicina alternativa" são intercaláveis com a medicina de tradição em alguns países. Referem-se a um vasto grupo de tratamentos médicos que não são parte das tradições daquele país e não são integrados ao sistema de saúde predominante.

Medicina de Tradição (MT)
Medicina de tradição é a soma total do conhecimento, habilidades e práticas com base nas teorias, credos e experiências indígenas a diferentes culturas, sendo explicáveis ou não, usadas na manutenção da saúde bem como em sua prevenção, diagnóstico, melhora ou tratamento de doenças mentais ou físicas.



Claro, vale notar que o que é chamado de "complementar" ou "alternativo" em um país, pode ser "tradicional" ou "convencional" em outro. Na África, Ásia e América Latina em especial, a medicina de tradição é parte integrante do sistema de saúde predominante. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, "em alguns países africanos, até 80%, e na Índia 65%, da população depende da medicina de tradição para ajudar a suprir suas necessidades de tratamento de saúde." Na verdade, mesmo em alguns países desenvolvidos, muito da medicina alternativa ou complementar de hoje em dia era a prática predominante há não muito tempo atrás.

Além do mais, a medicina popular teve um papel significativo no desenvolvimento da farmacologia moderna. Compostos derivados de plantas medicinais serviram de modelos moleculares para drogas proprietárias que hoje são usadas mundialmente. Mais de 120 produtos farmacêuticos sendo usados atualmente se originam de plantas e muitos foram descobertos através das curas de tradição. Um destes derivados mais conhecidos é a droga antimalárica artemisinina, o apelido biotécnico para a doce planta erva-dos-vermes, espécie de absinto que os chineses têm usado por gerações para controlar a febre. "Redescobertas" de remédios populares como este tem inspirado cientistas do mundo todo a trabalhar em outros remédios cujo poder de cura é conhecido pelos humanos por milênios.

Nos últimos anos, um ressurgimento de interesse fez com que governos, indústrias e instituições acelerassem seus esforços na pesquisa e desenvolvimento da MCA. Nos Estados Unidos, o National Institutes Of Health está investindo coisa de US$ 220 milhões na pesquisa e no treinamento da MCA. Nas estufas asiáticas da medicina de tradição - Hong Kong, China, Japão, Taiwan, Coréia, Cingapura e Malásia - o entusiasmo e o compromisso não é menor. Hong Kong, que ocupa o lugar de centro internacional de desenvolvimento comercial da medicina chinesa, fundou o Institute of Chinese Medicine (Instituto de Medicina Chinesa) para dirigir e fortalecer sua modernização e futuro desenvolvimento. Taiwan se empenhou com um plano de US$ 100 milhões para se transformar em uma "ilha de tecnologia em medicina de tradição chinesa" até 2006.

O que significa todos estes investimentos e esforços? Estará a ciência moderna em posição de desvendar os segredos de antigos remédios armazenados nas várias arcas de tesouros das diferentes civilizações? Está a MCA finalmente ganhando a respeitabilidade da medicina ortodoxa, ou toda esta pilha é um simples produto do marketing e exagero para criar uma nova geração de remédios alternativos? Isso ainda não está totalmente claro, mas uma coisa é certa: a MCA veio para ficar.

Então, o que aguardam os jovens cientistas e entusiastas da MCA de hoje em dia? Como podem transferir as habilidades adquiridas durante seu treinamento numa carreira na indústria da MCA? Onde podem receber treinamento específico em pesquisa e desenvolvimento da MCA? E onde estão as verbas?

No artigo global principal deste mês, o Next Wave tenta responder estas perguntas. E dá uma olhada no que está acontecendo no novo mundo da MCA. Durante o mês, traremos para você testemunhos em primeira mão de cientistas que se transferiram ou estão no processo de transferência para a pesquisa, desenvolvimento ou prática da MCA, bem como histórias de médicos treinados no ocidente que integraram a MCA à sua prática e de praticantes da MCA que sempre a usaram. No mais, também traremos para você notícias sobre financiamento para a pesquisa e o desenvolvimento da MCA, e opiniões de peritos nas próximas áreas de crescimento da MCA que tendem a criar novas oportunidades de carreiras para os cientistas nos próximos anos.

Então, vai lendo...

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