Entenda as complicações na Lipoaspiração






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Algumas complicações podem ocorrer na lipoaspiração e profissionais tem que estar atentos (as) para que possam ser resolvidos da melhor forma possível .

Vamos a eles:

Contornos Irregulares
GARGAN e COURTISS (1984) definem os contornos irregulares do pós-operatório como seqüelas indesejáveis da lipoaspiração,pouco menores do que uma complicação verdadeira. Para NING CHANG (1994), os contornos irregulares pós-lipoaspiração são efeitos indesejáveis de superfície, incluindo depressões, ondulações, chanfros, excesso de pele e protuberâncias no contorno que podem distinguir-se visualmente e que não se misturam facilmente à superfície próxima.

A lipoaspiração por se constituir em uma técnica invasiva, representa uma agressão que provoca uma reação em cadeia em todo o sistema de defesa do corpo. O organismo entra em ação, enviando para o local agredido, células especializadas para combater a infecção, como leucócitos, linfócitos, macrófagos, entre outros. Vão para o local também as plaquetas, cuja função é vedar os locais que foram invadidos pela cânula. O organismo libera fibrina, que é uma proteína polimerizada insolúvel, que forma uma rede de fibras ao redor das plaquetas que se fixaram nas bordas do ferimento umas as outras. A rede envolve-se nas células sangüíneas e se contrai, expulsando o soro e deixando o coágulo mais ou menos sólido (nódulos). Desta forma, quanto maior a quantidade de gordura retirada, maior será a agressão e, conseqüentemente, maior será a reação do organismo. Neste caso, tem início um processo de cicatrização irregular, que tende a formar uma fibrose subcutânea, fazendo aderências que prendem a pele ao músculo. As depressões, ondulações e assimetrias, em alguns pacientes, ficam visíveis logo na primeira semana, em outros, após duas ou três semanas devido ao edema. À medida que este vai sendo eliminado, as irregularidades da cicatrização começam a aparecer. Poucos são os casos de cicatrização irregular, e para estes podem ser empregadas técnicas corretivas que vão desde a correção cirúrgica até a utilização de recursos estéticos como a drenagem linfática, entre outros.

Contorno Irregular - Depressão
A retirada em excesso de gordura no procedimento cirúrgico ocasiona a depressão. Para esta complicação, GINGRASS (1999) explica que o tratamento consiste em enxertar um pouco de gordura na área deprimida, no mesmo momento em que se realiza a cirurgia ou uma lipoaspiração na área em volta da depressão para camuflá-la. Em depressões pequenas pode ser feita a subcisão para soltar a área de retração subcutânea.

Contorno Irregular - Saliência
A saliência é a sobra de gordura detectada após o ato cirúrgico, ou seja, acúmulos adiposos não removidos na cirurgia inicial. GINGRASS (1999) explica que a revisão da lipoaspiração nas áreas com resíduos de gordura deve ser realizada, de preferência, após o inchaço ter desaparecido completamente, em torno de seis meses.

Hiperpigmentação Cutânea Causada Pela Lipoaspiração
Segundo MATEU e HERNANDEZ (1997) as complicações causadas pela lipoaspiração, chamadas equimoses cutâneas, mesmo após desaparecerem, deixam seqüelas que podem piorar com os efeitos do sol sobre a pele na falta de proteção. Os autores enfatizam ainda que a pigmentação anormal pode ser causada por lesões pigmentares; lesões pigmentares adquiridas; dermatoses com hiperpigmentação; administração de drogas enterais ou distúrbios sistêmicos. Afirmam também que a hiperpigmentação pode resultar da longa exposição ao calor, fricção, arranhões, atritos e pressões sobre a pele, ou pela administração intramuscular de ferro cuja conseqüência é um depósito nos tecidos e que eventualmente se estendem através do sistema linfático, mas parece não haver possibilidade de ser causada por ferroterapia oral. Enfim, as causas de hiperpigmentação que decorrem da lipoaspiração são multifatoriais. A mais comum é por depósito de hemossiderina, um pigmento encontrado nas células sangüíneas. O tratamento consiste em peelings com produtos despigmentantes e clareadores.

Discussão
Podem ocorrer inúmeras complicações durante uma lipoaspiração, tais como problemas decorrentes de atos anestésicos tanto nas anestesias geral, peridural, raquidiana ou local com sedação; infecção local ou sistêmica; hemorragia sem hematoma de grande volume; perfuração de tecidos adjacentes como músculos ou tendões; perfuração de órgãos intraabdominais, intratoráxicos, dentre outras. No entanto, como resultado deste estudo, dentre os casos investigados no período de 1993-2002, foram encontradas as seguintes complicações decorrentes da lipoaspiração: contornos irregulares depressão e saliência, hiperpigmentação cutânea, quelóide, flacidez e embolia pulmonar.

Considerações Finais
A partir do advento da lipoaspiração, o contorno do corpo tornou-se um dos procedimentos cirúrgicos estéticos mais comuns. Entende-se por complicação, resultados não satisfatórios obtidos a partir de cirurgia, tanto no plano estético como no funcional. As complicações em lipoaspiração identificadas neste estudo foram os contornos irregulares do tipo saliência e depressão, hiperpigmentação, flacidez e quelóide. Pelas queixas dos pacientes, notou-se que em sua maioria, correspondem a problemas de assimetria.
O contorno irregular – saliência pode ser explicado em razão de que ao proceder a sucção o cirurgião opta pela retirada de uma quantidade menor de gordura, uma vez que é mais fácil realizar a correção, ou retoque através da adoção de um procedimento secundário.

Por meio dos resultados da investigação é possível afirmar que o sucesso da maioria das cirurgias de lipoaspiração se deve à habilidade técnica do cirurgião, ao uso do instrumental adequado e aos cuidados pré e pós-operatórios. Sendo que a relação médico-cirurgião paciente é uma das variáveis que contribuem para o êxito da lipoaspiração.
Detectou-se também, por meio da investigação que os cuidados pré-operatórios, tais como uma criteriosa anamnese seguida de exames físicos e laboratoriais mostraram-se eficientes evitando o risco de complicações no pós-operatório. Com relação à técnica cirúrgica os passos atendidos corresponderam a: demarcação das áreas alvo, sedação endovenosa; antisepsia; infiltração de solução anestésica; posição na mesa cirúrgica, sutura; drenagem linfática e curativo.

De outra forma, a clínica, ofereceu as condições adequadas para realizar cirurgias de lipoaspiração uma vez que adota as normas técnicas de controle de infecção hospitalar as quais reduzem sobremaneira os riscos de infecção. Destaca-se que a cirurgia de lipoaspiração é eficiente para a gordura localizada, portanto, não é um tratamento de obesidade. Assim sendo, a lipoaspiração deve ser evitada em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30%; nestes casos recomenda-se um regime ou dieta calórica até alcançar o peso ideal. A lipoaspiração é um ato cirúrgico e deve ser vista na sua forma mais complexa para resultar em êxito. Os aspectos importantes a serem considerados são: avaliação do contorno corporal como um todo; planejamento rigoroso da cirurgia, informando o paciente sobre as possibilidades e limitações da lipoaspiração; cuidados que permitam eficiência ao aspirar a gordura, evitando causar depressões (lipoenxertar quando for o caso); tratar a pele como uma estrutura viva que pode ser remodelada, atentando para a sua vascularização; usar de rigor absoluto nos curativos; recomendar e exigir a utilização de cinta com função remodeladora por três meses no pós-operatório; incentivar a paciente a praticar exercícios e promover uma mudança de hábitos Alimentares.

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