Sabendo mais sobre a Síndrome da Fadiga Crônica







A fadiga é universal e é, para o ser humano, uma reação normal, como são a fome e o sono. Além disso, forma parte de uma sensação imediata que cada um de nós é capaz de perceber e verbalizar. Todo esforço constitui um gasto que tem de ser reposto, e desde o momento em que experimentamos a sensação de cansaço, nossas reservas metabólicas manifestam a necessidade de recuperar-se. O cansaço faz parte da inteligência do corpo na medida em que desenvolve seu papel, dando sinal vermelho como um alerta para que não deixemos que nossa reserva se esgote.Cabe a nós saber interpretá-la como tal. 

Porém, neste exato momento, milhões de pessoas podem estar sentindo cansaço excessivo, sem causa aparente e irreversível ao repouso, associados à outros tipos de sintomas que podem se manifestar em todos os níveis, desde os psicoemocionais aos fisiológicos biomecânicos e não são identificados diretamente em nenhum exame clínico ou ambulatorial. Esses indivíduos podem estar com a Síndrome da Fadiga Crônica (SFC), considerada em 1994 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como condição estressante, debilitante e de sintomatologia complexa a ponto de confundir os médicos de várias especialidades. 
 
A SFC foi referida inicialmente em 1750, quando Sir Richard Manning observou uma doença pós-infecção, que denominou febrícula, sendo posteriormente classificada nos Estados Unidos como neuromiastenia endêmica. Atualmente, foi rebatizada como encefalomielite miálgica. A causa não é conhecida, embora muitos acreditem que ela é devida à infecção crônica pela família do grupo dos herpes-vírus, que inclui Herpes simplex, Herpes zoster, Citomegalovírus e Epstein Baar vírus. Esta infecção viral "mal-curada" é decorrente de um aspecto comum a essas viroses: sua capacidade de estabelecer uma infecção latente durante toda a vida, podendo persistir por meses a anos, e sua ocorrência parece ser crescente.

Sinais e Sintomas da SFC

O primeiro sinal da SFC é uma fadiga que chega de forma inesperada e sem razão aparente: pode aparecer depois de doença na família, morte, insegurança, solidão, estresse, e apresenta evolução lenta e que atinge um nível de cansaço e exaustão profunda. Geralmente, o problema é acompanhado de alterações do sistema imune (dores de garganta, diarréias ou constipação, alergias, resfriados, herpes); psicológicas (ansiedade, depressão, alterações do sono, irritabilidade, letargia mental, impossibilidade de concentração); além de fadiga, que não tem alívio com o repouso (dores e fraquezas musculares, dores de cabeça recorrentes, tonturas e/ou náuseas, dores articulares migratórias, alterações do apetite).

A Nutrologia, como especialidade clínica, comumente recebe muitos pacientes em busca de respostas para esses sintomas, que após perambularem por vários consultórios, ouvem dos profissionais que não têm doença alguma e sentem-se desvalorizados ao serem tratados como quadros psiquiátricos.

Sinais e Sintomas da Síndrome de Fadiga Crônica


· Comportamentais
Fadiga é a principal queixa, variando a intensidade
porém sempre freqüente e persistente
Letargia e/ou Depressão associados
Dificuldade de concentrar-se
Ansiedade, Irritabilidade, estresse
Necessidade recorrente de descansar
· Gastrointestinais
Diarréia e/ou Constipação
Dor de estômago, às vezes náuseas
Alterações no apetite e do peso
· Gerais
Cefaléias e/ou enxaquecas recorrentes
Dores musculares e /ou articulares migratórias, mialgias
Dor de garganta e/ou faringites associadas
Febres baixas podem ou não estar presentes
Inchaços, retenção hídrica
História de alergias
Resfriados, infecções e/ou herpes recorrentes

Diagnóstico

A SFC, estando relacionada diretamente ao sistema imunológico, que por sua vez tem relação com o sistema endócrino e com o cérebro, forma um ciclo vicioso que afeta glândulas endócrinas, como as supra-renais e a tireóide - hoje alvo de pesquisas na área de psiconeuroendocrinoimunologia. Para facilitar o diagnóstico, foi estabelecido critério que prevê quatro ou mais desses sintomas por período superior a seis meses. Uma boa anamnese (história clínica) aliada às sorologias (exames de sangue) que detectam anticorpos para as viroses da família do grupo herpes-vírus podem auxiliar na confirmação do diagnóstico, além de avaliar os possíveis diagnósticos diferenciais para exclusão de outras doenças.

Tratamento

O tratamento da SFC baseia-se principalmente na estimulação da saúde e imunidade em geral. A hipótese de que a Fadiga Crônica é indicativa de um sistema imune perturbado ou deprimido cronicamente, faz com que a Nutrologia tenha uma abordagem que se apóia na ampliação da função do sistema imune (defesa), aumentando a resistência do organismo. O nutrólogo focaliza três processos básicos:
 
1. Reeducação alimentar incluindo dieta para desintoxicação e revitalização do organismo.
2. Exercícios físicos visando à redução do estresse e condicionamento físico.
3. Suplementos nutricionais específicos compostos por fitoterápicos, vitaminas, minerais e aminoácidos que objetivam estimular as defesas naturais, promovendo melhor resistência e vitalidade do organismo
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