Terapia Cranio Sacral






Introdução

Terapia corporal holística que visa o diagnóstico e tratamento do Sistema Craniosacral através de toques suaves e precisos nos ossos da cabeça, coluna vertebral e sacro, melhorando o funcionamento do sistema nervoso central e conseqüentemente ativando a capacidade de auto cura do corpo, promovendo um profundo relaxamento e sensação de bem-estar em todos os níveis: físico, emocional e mental.

A terapia crânio-sacral é um entre muitos termos usados para descrever uma variedade de métodos baseados em alegações fantásticas de que:

. O cérebro humano faz movimentos rítmicos em uma taxa de 10 a 14 ciclos por minuto, uma periodicidade não relacionada com a respiração ou batimentos cardíacos. 

. Pequenas pulsações cranianas podem ser sentidas através das pontas dos dedos. 

. A restrição de movimento das suturas do crânio (região aonde os ossos do crânio se unem) interfere com o fluxo normal do fluido cerebrospinal (o fluido que envolve o cérebro e a medula espinhal) e causa doenças. 

. Doenças podem ser diagnosticadas detectando aberrações neste ritmo. 

. Dor (especialmente da articulação da mandíbula) e muitas outras doenças podem ser curadas pressionando-se os ossos do crânio. 

*A maioria dos praticantes é formada por osteopatas, massoterapêutas, quiropráticos, dentistas ou fisioterapeutas. Os outros termos usados para descrever o que fazem incluem osteopatia cranial, terapia cranial, terapia bio cranial e duas variantes quiropráticas chamadas craniopatia e técnica sacro occipital.


Equilíbrio Craniosacral 

Equilíbrio Craniosacral é um dos mais gentis e, porém profundos sistemas de cura que existem para o ser humano. Na sua profundidade, ele trabalha com as suaves correntes de energia vital, que se manifestam por si próprias dentro de nós, como fluidos e também nos tecidos do corpo. Com o cliente deitado numa mesa de massagem, o praticante utiliza-se de toques delicados para perceber o fluxo da força vital dentro do sistema craniosacral, que carrega o sutil fluxo do líquido que envolve o cérebro e a coluna vertebral. Com o treinamento e a prática, os diferentes níveis de manifestações do sistema craniosacral podem ser percebidos como a flutuação das ondas e marés do oceano. 

Este líquido, o fluido cérebro-espinhal, possui uma qualidade quase mágica de cura. Ele protege e alimenta o sistema nervoso central. O movimento sutil desse líquido pode ser percebido em todos os tecidos do corpo. Isto é similar a uma suave inalação e exalação; que é chamado de Respiração da Vida, porque é o sistema primário da respiração do corpo, mais sutil e mais profundo do que a nossa respiração. Ele carrega o brilho da força vital dentro dele. 


Quando aplicar a técnica?

Respostas positivas no tratamento de disfunções corporais, stress, dores crônicas e outras desordens ligadas ao Sistema Nervoso Central. É um excelente recurso adicional às terapias convencionais.

O Crâniosacro é baseado em um sistema existente nos seres humanos, envolvendo as estruturas localizadas a partir do crânio, seguindo pela coluna vertebral até a região sacral. Contém um sistema de meninges (membranas), por onde flui o líquor ou líquido cérebro-espinhal. Uma membrana rígida e impermeável, chamada Dura Máter, impede a dispersão deste líquido indiscriminadamente pelo corpo.

Tradicionalmente, o líquido cérebroespinhal - LCE - tem como papéis principais absorver choques e promover proteção biológica, distribuindo elementos de defesa ao longo das estruturas que são banhadas por ele. O Sistema Nervoso Central contém uma média de 125 ml de LCE que é composto, quimicamente, por proteínas, glicose, uréia e sais.

A produção de LCE pelo organismo se dá a partir da filtragem do sangue através do plexo coróide, fluindo através dos ventrículos, até sua distribuição pelo sistema. Esta produção provoca um aumento da pressão interna no Sistema crâniosacro. Em contrapartida, sua absorção faz com que esta mesma pressão diminua. Este esvaziamento se processa através de determinadas estruturas, localizadas no seio sagital superior, retornando então ao sangue. Todo este movimento, de produção e absorção de líquido, se configura como um pulsar rítmico.

Quando o fluido se move, as membranas que contém o fluido também se movem, normalmente, a uma média de 6 a 12 ciclos por minuto. Este ritmo está acontecendo neste momento em cada um de nós e persiste, desde o início, até o fim da vida. O próprio corpo determina, em intervalos irregulares, um momento de parada neste pulsar rítmico, chamado de StillPoint.

No StillPoint, o movimento rítmico cessa, pelo tempo correspondente a alguns ciclos. Esta parada é uma necessidade própria e marca o momento onde as forças auto corretivas do corpo são ativadas: "O corpo cura a si mesmo". Após este momento de parada, há uma nítida melhora no movimento, restrições superficiais são relaxadas e o espaço para a movimentação do fluido é ampliado. O Stillpoint pode ser induzido pelo praticante e os seus efeitos vão desde aumento de vitalidade e energia, até relaxamento, entrada em espaço meditativo e maior silêncio interior.

O equilíbrio do sistema crâniosacro é de fundamental importância para o organismo. O seu desequilíbrio pode, de várias formas, afetar o desenvolvimento e as funções do cérebro e da medula espinhal, podendo resultar em mau funcionamento motor, sensorial e intelectual. Isto ocorre devido à sua íntima ligação com o Sistema Nervoso.

As determinações de equilíbrio devem observar variáveis como, por exemplo, freqüência, amplitude e qualidade do ritmo de pulsação. 


Ajudando o corpo a curar-se

O praticante no seu espaço interno de silêncio, e com suas mãos ouvindo as manifestações do sistema, dá suporte para encontrar o seu equilíbrio natural.

Isto é muito relaxante e ao mesmo tempo estimula a força da cura do corpo que está sempre presente. Esta equipe apóia o sistema craniosacral para que o indivíduo encontre um novo equilíbrio entre seus recursos de saúde e qualquer restrição que exista nos tecidos do corpo. Dessa maneira, o corpo pode curar a si mesmo e a potência dos fluidos penetra em todas as células e órgãos novamente. 

O praticante aprende a suportar o sistema do corpo através das mãos assim como verbalmente direciona o cliente para criar mais espaço e novos estados de equilíbrio. 


Quais condições são mais beneficiadas pelo Sistema Craniosacral?

Equilíbrio Craniosacral, trabalhando no mais profundo centro do corpo, trata com sucesso uma ampla variedade de condições e sintomas, como dores de cabeça, enxaqueca, dores crônicas das costas e do pescoço, desequilíbrios hormonais, stress, desordens do sono, traumas de nascimento, PMS e desordens do stress pós-traumáticos. E também é percebido como particularmente eficaz nas condições de cura em doenças crônicas. Numa grande abrangência trata-se de uma técnica completamente segura e útil.


Terapia Crânio-Sacral: Pediatria Flexível 

A Administração da terapia craniosacral pode ajudar crianças com vários tipos de problemas...

O trauma experienciado pelo recém nascido durante seu nascimento costuma não ser notado devido à duração e à dor do parto experienciados pela mãe.Considere as mudanças extremas de ambiente - do útero quente, escuro e confortável para uma sala de operações fria, ofuscante e cheia de gente. Sem falar da nova sensação do toque humano e de ser manipulado por várias pessoas.

Alguns profissionais médicos acreditam que estas experiências traumáticas ficam guardadas nos tecidos do recém nascido durante anos e podem gerar uma enorme quantidade de problemas que vêm à tona com o tempo. Algumas destas recordações "ruins" podem converter-se em síndromes e sintomas emocionais e /ou físicos.Para evitar algumas das condições que podem ocorrer como resultado do processo de nascimento, uma técnica denominada terapia craniosacral (TCS).

Estabelecida no início do século pelo Dr. William Sutherland, a TCS é uma técnica feita com as mãos que avalia e melhora a função do sistema craniosacral. Este sistema consiste de membranas e fluido cérebro-espinhal que envolve e protege o cérebro e a medula espinhal. Estende-se desde os ossos do crânio, face, e boca descendo até ao sacro. Sutherland explorou o conceito de que os ossos do crânio foram estruturados para movimento e a partir daí desenvolveu a osteopatia craniana.Em meados de 1970, o médico osteopata John Upledger partiu para confirmação científica da existência do sistema craniosacral. O que eventualmente levou ao desenvolvimento da terapia craniosacral.

Os terapeutas de craniosacral usam um toque leve para ajudar no fluxo natural de fluido cérebro-espinhal dentro do sistema. A força necessária é muito pequena - semelhante à força usada para levantar uma moeda com um dedo (5 gramas) - para testar se há restrições nas várias partes do sistema craniosacral. Em essência o terapeuta facilita a autocorreção do corpo.

Artigo Importante

"Um menino de 15 anos, cego e autista, tinha as articulações muito presas. Dificuldade com mobilidade; de abaixar e levantar do chão e de usar o andador, tinha uma extensão de movimento muito limitada nas extremidades superior e inferior. Passava por sessões de fisioterapia com alongamentos. Com o passar dos anos ele ficava cada vez mais rígido.
Então ficou provado que a terapia tradicional não estava ajudando tanto. Aplicar no rapaz uma sessão de terapia craniosacral seria uma das possibilidades de cura. Após um ano e com a ajuda de outro terapeuta de TCS, este jovem caminhava com uma bengala. Eventualmente, sua mobilidade e extensão de movimentos também aumentaram.

A técnica pode ser adaptada aos diferentes tipos de paciente, principalmente ao trabalho pediátrico. "O trabalho craniano harmoniza-se facilmente com outras técnicas".


Quem são os pacientes que devem ou podem receber este tratamento?

Profissionais médicos têm trabalhado com terapia craniosacral desde 1950.

As técnicas de TCS utilizadas em pediatria não são as mesmas utilizadas com adultos. Principalmente o toque é diferente e é essencial que o terapeuta perceba bem os ossos do crânio da criança, os quais ainda estão em desenvolvimento e formação. "Alguns ossos só acabam de formar-se com 7 a 8 anos de idade." Estes ossos muitas vezes estão mais para membrana do que ossificados. "Um terapeuta precisa ter as técnicas manuais para poder usar a medida certa de força e ser capaz de perceber o que o corpo da criança precisa".

Além disso, as crianças não dão as mesmas respostas verbais (feedback) que os adultos. Devido a isto, os terapeutas pediátricos precisam tomar mais decisões durante o tratamento. As crianças emitem mensagens mais sutis e se mexem muito mais que os adultos. Os terapeutas precisam adaptar-se a isto.

Ficou comprovado que cada recém nascido recebendo o tratamento de TCS antes de ir para casa, diminui a incidência de doenças que precisam de hospitalização.Testes feitos em crianças com apenas 45 minutos de nascidas e bebês com poucas semanas de idade regularmente, também têm muito bom êxito.

A TCS pediátrica pode ser utilizada para tratar várias condições, inclusive deficiências de aprendizagem, dificuldade de concentração, hiperatividade, atraso geral de desenvolvimento, e autismos. Todas as crianças "normais" deveriam fazer "uma avaliação do equilíbrio do seu sistema craniosacral".



Desenvolvimento da Técnica


Conclusão


Quanto à relutância de alguns terapeutas ao abordar a TCS, a equipe que desenvolve este trabalho tem em comum a opinião que esta relutância deve-se à falta de compreensão dos profissionais. Experiências profissionais anteriores convencem ao leitor de que quando os terapeutas testemunham os resultados e compreendem a técnica (assim como a Elisa presenciou) ficam mais interessados.A técnica pode ser mal compreendida por ser tão adaptável a inúmeras situações, que acreditamos ser esta própria adaptabilidade o que torna a TCS tão eficaz.

A TCS permite que os profissionais olhem o sistema craniosacral e a fascia mais profunda do corpo. "Há a fascia em torno dos músculos, fascia em torno dos órgãos, e há fascia em torno do sistema nervoso. Com pacientes que sofrem de dor crônica ou crianças, a TCS permite que o profissional trabalhe com as restrições profundas no corpo. Embora o paciente esteja recebendo tipos de movimento e exercícios, o profissional precisa ir lá dentro" e liberar aquele sistema ". Uma vez que o sistema é"descongestionado", o movimento do paciente aumenta e ele poderá melhor executar os exercícios e progredir mais nas diferentes modalidades de tratamento tradicional. Ficou provado também que não funciona com todo mundo, pois a TCS é uma ferramenta eficaz que permite chegar a um sistema considerado por poucos profissionais.


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