Sensibilização Periférica







Estudos clínicos e experimentais têm demonstrado que estímulos nocivos provocam alterações no sistema nervoso central, modificando os mecanismos desencadeados pelos estímulos aferentes. A estimulação persistente de nociceptores provoca dor espontânea, redução do limiar de sensibilidade e hiperalgesia. Esta pode ser classificada como hiperalgesia primária e secundária. A hiperalgesia primária é conceituada como sendo o aumento da resposta ao estímulo doloroso no local da lesão, enquanto a hiperalgesia secundária é aquela que se estende para áreas adjacentes. A presença de todos esses elementos sugere que a sensibilização periférica não é o único fenômeno responsável por todas essas mudanças e que deve haver envolvimento do sistema nervoso central neste processo.


A transmissão dos sinais de dor desde a periferia até córtex inclui o processamento da atividade neural na medula espinhal, o tronco encefálico e o prosencéfalo.

O fenômeno de sensibilização, um componente da dor crônica, pode desenvolver-se através de mecanismos periféricos ou em conseqüência de alterações das vias nociceptivas da medula espinhal ou do tronco encefálico. A sensibilização periférica pode ocorrer nos terminais nervosos dos nociceptores quando é produzida uma diminuição do limiar de despolarização como conseqüência da estimulação repetida. O modelo de sensibilização periférica da dor propõe que, após uma lesão, uma ativação de fibras aferentes periféricas silenciosas é produzida devido à liberação de mediadores nociceptivos nos tecidos periféricos.  É provável que a sensibilização periférica e central tenha lugar de forma simultânea nos distúrbios de dor crônica.

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