Cefaléia tensional






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"Ela é genética, causada por um desequilíbrio bioquímico no cérebro que atrapalha a ação dos neurotransmissores e dispara o incômodo", explica o neurologista Carlos Bordini, presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe). Em cada pessoa, essa perturbação cerebral é estimulada por um ou mais fatores, que vamos ver a seguir – sabendo o que lhe faz mal, dá para evitar as crises. Embora não tenha cura, há tratamento com remédios específicos para a doença (não só analgésicos!), afim de espaçar as crises e amenizar a dor. Se você tem enxaqueca sempre, vá ao neurologista: ele vai prescrever o melhor alívio para o seu caso.

STRESS: preocupação e trabalho demais, assim como situações de muita felicidade, promovem uma descarga hormonal que altera a atividade cerebral e de agra a dor em quem tem predisposição à doença.

HORMÔNIOS: a oscilação nos níveis de estrogênio explica a prevalência da doença nas mulheres – é por isso também que muitas têm enxaqueca no período menstrual e que tantas melhoram na gravidez e na menopausa, quando a produção de estrogênio cai.

ALIMENTOS: "Cerca de 15% das crises são deflagradas pela presença de tiramina no organismo, um produto do metabolismo de proteínas de queijos (principalmente os curados) e iogurtes, amendoim, lentilha e chocolate", fala Durval Ribas Filho, nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Ela dilata os vasos sanguíneos do cérebro e provoca a dor. Outras substâncias com efeito parecido são o açúcar, os nitritos (na salsicha e outros embutidos), o glutamato monossódico (nos molhos e sopas prontos) e o aspartame.

ÁLCOOL: a ação vasodilatadora é o que faz a cabeça pesar quando você exagera na dose. Quem possui o gene da doença sofre mais ainda, mesmo com pequenas doses de vinho ou cerveja: é que, além do álcool,essas bebidas têm tiramina. Mas não confunda com a dor de cabeça de ressaca, que acontece pela desidratação causada pelo álcool. A pouca ingestão de líquidos, aliás, altera o metabolismo cerebral e também pode desencadear a enxaqueca.

CAFÉ: para algumas pessoas, uma xícara da bebida piora a dor; para outras, melhora. Os especialistas dizem que o perigo mesmo é a mudança de hábito: ficar muito tempo sem café se você costuma tomar várias doses por dia ou passar da quantidade a que seu corpo está habituado.

SONO: para quem tem tendência à enxaqueca, as horas a mais na cama no fim de semana podem fazer um estrago. "Não é só a privação do sono que dispara a crise, mas o excesso e os cochilos fora de hora também", avisa Paulo Monzillo. A receita é fazer o máximo para não quebrar sua rotina de sono, por maior que seja o cansaço ou o tempo para dormir.

Fonte: Boa Forma


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