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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Coletes geram alívio da dor e riscos






Nem tanto, nem tão pouco. O que vai dar a medida certa é atenção e carinho com seu corpo. Isso porque as fraturas vertebrais passíveis de acometer pacientes com osteoporose podem ter comportamentos distintos. Algumas não chegam a ser percebidas porque a dor que provocam é pequena e passa rapidamente, sendo confundida com mais uma de tantas "dores nas costas" que temos. Outras, ao contrário, podem provocar dor intensa e prolongada e, nesse caso, são necessárias algumas medidas analgésicas até que a fratura tenha consolidado. Uma dessas medidas é a utilização de coletes ortopédicos e o curioso é que exatamente na busca de alívio para a dor pode surgir outro perigo.

O uso do colete tem de ter tempo limitado

Quem adverte é o ortopedista Sérgio Ragi Eis, pesquisador do Centro de Diagnóstico e Pesquisa de Osteoporose do Espírito Santo (Cedoes). Como essa órtese tem efeito analgésico, o paciente tende a se acomodar e pode tornar-se dependente. Ele aconselha o uso em média por 45 dias e não ultrapassando os três meses, para evitar que a musculatura das costas se atrofie e aumentem as chances de uma nova fratura por falta de sustentação.

Segundo Ragi, o colete é mais indicado nas fraturas agudas, ou seja, aquelas que são recentes. "A grande maioria das fraturas vertebrais (três em cada quatro) só é detectada tardiamente, em sua fase crônica, por exame radiológico, porque o paciente não percebe sua ocorrência", afirma o ortopedista.

Apesar de seu efeito analgésico, o colete nem sempre é bem aceito pelo paciente. Como ele é usado durante o dia – podendo ser dispensado à noite se não houver dor – alguns sofrem com o calor e desconforto, podendo até ter feridas na pele.

"Para lidar com esse incômodo, recomendamos medidas como o uso de camisetas de algodão por baixo do colete e hidratação da pele, mas mesmo assim nem sempre se consegue eliminar o incômodo", relata o especialista.

O desconforto é grande principalmente para pacientes com sobrepeso que têm dificuldade de adaptar-se a coletes rígidos. Nesses casos, podem ser tentadas cintas de material elástico, com ou sem estrutura metálica interna.

Fonte


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