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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Equoterapia acelera em 30% a recuperação de pacientes






O Projeto Equoterapia, desenvolvido pelo Departamento de Zootecnia da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"), em Piracicaba, completa 10 anos neste mês de agosto com uma marca: o tratamento acelera em 30% a recuperação dos pacientes.

Um tratamento terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação de pessoas portadoras de deficiência física ou mental, a equoterapia tem o objetivo de melhorar o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social de quem possui algum desses problemas.

O coordenador geral do projeto, Cláudio Maluf Haddad, explica que o cavalo, ao andar, exige que o cavaleiro faça movimentos determinantes para se manter em cima do animal, o que fortalece e desenvolve seus músculos. Em uma comparação simplificada, a atividade funciona como uma fisioterapia realizada com a ajuda do cavalo.

"Entretanto, a recuperação dos pacientes se mostra mais rápida com a equoterapia. Além deles se envolverem com o animal, o ambiente ao ar livre é gostoso e a troca é muito proveitosa", explica Haddad. Pessoas com vários tipos de problemas, como síndrome de down, paralisia cerebral e esquizofrenia são atendidas semanalmente.

Seis profissionais estão envolvidos nas atividades, que acontecem de terça à sexta-feira, durante todo o dia para atender, atualmente, 72 pessoas. Fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, professor de educação física e o profissional de equitação fazem as sessões com os pacientes.

História

A equoterapia, utilizada como prática terapêutica há várias décadas na Europa e EUA, foi formalizada no Brasil em 1989 com a constituição da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil), que regulamentou o método em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação.

Em junho de 1997, o Conselho Federal de Medicina reconheceu a Equoterapia como método terapêutico com indicações para portadores de paralisia cerebral, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumas craneoencefálico, Síndrome de Down, Síndrome de West, dependência química, incoordenação motora, distúrbios visuais, auditivos e da fala, autismo, estresse e outros.


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