Fisioterapia minimiza sintomas de incontinência fecal







A incontinência fecal ou a falta do controle do esfincter (orifício anal) é a perda involuntária de fezes sólidas e líquidas, enquanto o termo incontinência anal inclui a perda involuntária de gases, associada ou não a perda de fezes.

A incontinência fecal pode ser causa de grande desconforto, constrangimento e perda de autoconfiança, podendo interferir negativamente na qualidade de vida, com alterações emocionais que os levam a perda de seu potencial de desenvolvimento físico e mental, e ao isolamento familiar e social. Há muita dificuldade para o paciente expressar seus sintomas e, com frequência, afastam-se do convívio social, do relacionamento com o parceiro e, habitualmente, sofrem de depressão.

As mulheres apresentam maior risco para incontinência fecal por conta do relaxamento esfincteriano na ocasião do parto, gravidez, idade avançada, pois normalmente afeta pessoas acima de 40 anos.

Possíveis causas

O mecanismo complexo da continência anal depende da ação integrada da musculatura esfincteriana anal e dos músculos do assoalho pélvico. Em condições ou patologias que alterem qualquer um desses mecanismos, tais como, diarreias, diabetes, doenças autoimunes, síndrome do cólon irritável, doenças inflamatórias intestinais, etc., podem gerar incontinência.

A reabilitação do assoalho pélvico se dá por meio de exercícios e da utilização de aparelhos de alta tecnologia.

A fisioterapia é apontada como procedimento de primeira escolha no tratamento dessas disfunções, por ser eficaz e pode evitar ou retardar o processo cirúrgico. Através da reeducação dos músculos do pavimento pélvico de exercícios específicos e da eletroestimulação podem tratar pacientes com distúrbios uroginecológicos como a incontinência urinária, incontinência fecal, perda de força e tônus da musculatura pélvica, frouxidão ligamentar dos músculos do períneo.

No caso de incontinência fecal, a fisioterapia utiliza-se de técnicas preventivas *(estimulação elétrica, biofeedback, cinesioterapia), de conscientização corporal, treinamento vesical e esfincteriano e fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (períneo). A atenção fisioterapêutica melhora e diminui as disfunções da estática lombopélvica, facilitando a função uroesfincteriana e promovendo até a correção de outras disfunções. As técnicas atuais utilizadas são: Eletroterapia, Biofeedback, Técnicas globais (RPG, Pilates).

Consultar um fisioterapeuta é a forma mais eficaz de assegurar que os exercícios estejam sendo feitos corretamente para sucesso do tratamento.

* Estimulação elétrica - impulso com objetivo de aumentar e/ou ativar as funções de um órgão, através de correntes elétricas diversas que podem variar com relação ao tempo e tipo de estímulo.

Biofeedback - terapia comportamental que visa estabelecer um autocontrole sobre um certo número de funções fisiológicas dependentes do sistema nervoso vegetativo.

Cinesioterapia - tratamento baseado nos movimentos do ponto de vista fisiológico. (Ex: RPG/Pilates/Exercícios aeróbios/entre outros)

por Juliana Prestes Mancuso

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