Artigo: Ultrassom terapêutico associado ao princípio ativo cafeína






Os profissionais da saúde têm trabalhado em busca de alternativas à terapia convencional, com o intuito de acelerar o processo de reabilitação dos pacientes e consequentemente minimizar o período de afastamento de suas atividades de vida diária.

Dentre as mais diferentes técnicas inseridas nos recursos eletrotermofototerápicos, destaca-se a terapia por ultrassom (US).

Esse recurso é normalmente eleito pelos fisioterapeutas que buscam a aceleração do reparo tecidual de lesões musculares, bem como a diminuição de edema e de dor.

Atualmente, a aceleração transdérmica de fármacos vem sendo utilizada pelos fisioterapeutas por meio de uma técnica denominada fonoforese, que consiste na utilização de ultrassom terapêutico para facilitar a migração de moléculas de ativos tópicos, sendo que os mesmos podem ser de origem sintética ou natural.

Contudo, são escassos os estudos que revelam e quantificam o quanto a onda sônica pode realmente incentivar a liberação e a permeação dos ativos pelo estrato córneo.

É importante ressaltar ainda, que o ultrassom apresenta propriedades oxidativas sendo utilizado, por exemplo, na aceleração de reações químicas, bem como, em processos que envolvem limpeza de sistemas contaminados com compostos orgânicos.

Sendo assim, o presente trabalho tem o objetivo de avaliar o uso de produtos cosméticos à base de cafeína e erva-mate no tratamento fisioterapêutico, realizar avaliações eletroquímicas das soluções a base de cafeína quando submetida a aplicações de US terapêutico, bem como verificar os potenciais de liberação e permeação dos ativos quando associados à onda sônica.

Foram utilizadas técnicas tais como, voltametria cíclica, medidas de pH, potencial de circuito aberto, bem como a espectrofotometria UV/Vis para avaliação do sistema, além de um questionário para a obtenção de dados acerca da utilização do ultrassom por fisioterapeutas.

A partir dos resultados verificou-se uma possível degradação das moléculas de cafeína, quando submetidas ao ultrassom terapêutico no modo contínuo, com intensidade de 1,0Wcm-2 e frequência de 1 MHz, sendo este um aspecto negativo em termos fisioterapêuticos, pela possibilidade de perda das propriedades dos fármaco, além disso observa-se uma maior liberação e permeação do ativo quando associado à onda sônica terapêutica, sendo este um aspecto positivo.

Quanto à utilização do US, os resultados inferem uma larga utilização da técnica nas condutas regenerativas, contrapondo com o baixo índice de profissionais que utilizam a fonoforese.

Veja o trabalho completo


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