Procedimentos fisioterapêuticos em pacientes queimados: revisão bibliográfica






   

As queimaduras constituem um problema de saúde pública significativo, atingindo pessoas de todas as idades e ambos os sexos1. O grande queimado, com muita freqüência, perde sua identidade física de forma radical e definitiva2.

    Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 37 cidades brasileiras mostra que dos 1.040 atendimentos de emergência por queimaduras, a maioria, 285 (27,4%) foi em crianças de zero a nove anos, sendo que 91,6% destas ocorreram dentro da residência das vítimas. Entre as principais causas de queimaduras em crianças estão as provocadas por contato com substâncias quentes como líquidos e alimentos (58,9%) seguido por fogo (16,8%) e objetos quentes (13,7%). Nesse mesmo estudo, a segunda faixa etária mais atingida pelas queimaduras foi entre 20 e 29 anos com 226 ocorrências (21,7%), seguida pelas pessoas entre 30 e 39 anos com 164 casos (15,8%)3.

    No Brasil, apenas 41 centros de referência (dos 68 previstos) atendem de modo especializado vítimas de queimaduras. Ainda assim, as taxas de mortalidade por acidentes desse tipo são semelhantes à de países desenvolvidos, segundo dados do DATASUS, publicados no Jornal do Senado, em junho de 2008. Ao todo, foram 24.505 casos registrados, que custaram R$ 39,3 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS)4.

    A recuperação física da pessoa queimada é desafiadora. Requer cuidados agudos e procedimentos cirúrgicos, o que a torna susceptível às infecções e outras complicações, além de causar dores intensas que não melhoram com a administração de medicamentos, segundo depoimentos de pacientes5. Até pouco tempo a fisioterapia só poderia iniciar sua abordagem terapêutica em queimados após a alta hospitalar. Hoje, inicia já na fase aguda, exercendo um papel preventivo, caso seja iniciada precocemente6. Do contrário, o paciente poderá desenvolver sequelas, principalmente, causadas pela imobilização ou pela posição antálgica que exerce. Quanto mais precoce for iniciada a fisioterapia, melhores serão os resultados futuros (Ferreira 2003 apud Coelho et, al 2010)7.

    A presente revisão bibliográfica propõe-se analisar estudos que utilizaram diferentes modalidades terapêuticas em queimaduras, e justifica-se por coletar dados que dêem subsídios à prática do fisioterapeuta na atenção em diferentes níveis de atendimento.

Materiais e método

    Trata-se de uma Revisão de Literatura com análise descritiva. Utilizaram-se unitermos em português e inglês respectivamente como fisioterapia, queimadura, reabilitação, burns, thermal injury, physiotherapy, physical therapy and rehabilitation nos portais Science Direct, Medline, Highwire, Periódicos Capes e Google Acadêmico publicados entre 2001 e 2010. Os artigos foram submetidos a uma leitura analítica composta de leitura integral do texto, identificação das idéias-chaves, hierarquização e sintetização das idéias. Após a análise, realizou-se a leitura interpretativa. Os dados coletados foram organizados em fichas de leitura eletrônicas contendo: o título do artigo, a área queimada ou o tamanho da superfície corporal queimada, os objetivos do estudo, a intervenção fisioterapêutica e os resultados obtidos.

Resultados

    Foram encontrados doze trabalhos que abordaram tratamento fisioterapêutico nas bases de dados Science Direct, Medline, Highwire, Periódicos Capes e Google Acadêmico publicados entre 2001 e 2010. Dos doze trabalhos encontrados, três especificaram as áreas queimadas8,9,10, sete citaram a porcentagem da superfície corporal queimada11,12,13,14,15,16,17, um abordou aspectos de tamanho e área de queimadura18 e um não usou na amostra pacientes queimados19. Em relação aos três trabalhos que especificaram as áreas queimadas, um analisou queimadura de fossa poplítea8, outro estudou queimadura de tórax e cervical9 e o outro trabalhou em três locais: face, tronco e extremidades10. Nos sete trabalhos que citaram o tamanho da queimadura, seis incluíram na amostra pessoas com mais de 30% da Superfície Corporal Queimada (SCQ)11,12,13,14,15,18 e um incluiu pessoas com mais de 10% de SCQ16. O trabalho que abordou aspectos de tamanho da queimadura e área queimada analisou pacientes com SCQ>40% envolvendo as articulações do cotovelo e joelho19.

    Os objetivos dos estudos variaram conforme a abordagem fisioterapêutica realizada e o tipo de complicação ou função estudada nos indivíduos com queimaduras. Em relação à função ou complicações, três artigos abordaram a fisioterapia nas cicatrizes10,11,12; três analisaram o impacto da fisioterapia na massa corporal magra (MCM) e força muscular13,14,15; dois analisaram o efeito da fisioterapia na função articular8,18, dois verificaram o efeito da fisioterapia em variáveis respiratórias9,16, um analisou o impacto do curativo compressivo de tórax utilizado em queimaduras da região torácica nas variáveis respiratórias19 e um analisou os benefícios da fisioterapia em variáveis respiratórias, amplitude de movimento de membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII), deambulação, força muscular e capacidade funcional de exercício17.

    Em se tratando dos tipos de abordagem fisioterapêutica, cinco realizaram exercícios físicos aeróbicos e de resistência estruturados e individualizados12,13,14,15,16, dois usaram um protocolo de exercícios8,11, um utilizou mais de uma modalidade fisioterapêutica, as quais foram cinesioterapia, massoterapia e hidroterapia9, um usou laserterapia10, um associou exercícios físicos com música16, um analisou o atendimento padrão17 e um não realizou tratamento19.

    Dos três artigos que estudaram a fisioterapia nas cicatrizes, cada um usou um tipo de modalidade diferente na sua intervenção, além de abordarem diferentes aspectos relacionados à cicatriz de queimadura. Um verificou a diferença entre dois grupos no número de pacientes que apresentaram cicatrizes com contraturas, após um grupo receber um protocolo de reabilitação e o outro grupo receber a fisioterapia de rotina. Este estudo verificou que 6% do grupo que recebeu o protocolo apresentou contratura contra 73% do grupo reabilitação de rotina11. Outro trabalho estudou o efeito do Softlaser 400mW 670nm nas cicatrizes de queimadura em um grupo de pacientes que tiveram a área de queimadura dividida em duas regiões, uma que recebeu a radiação e a outra que não recebeu e serviu de controle. Esta pesquisa obteve resultados significativos através da melhora no aspecto de 89,4% das lesões10. O artigo que estudou a fisioterapia nas cicatrizes de queimaduras comparou a necessidade de cirurgia de liberação funcional nas principais articulações do corpo de pacientes divididos em dois grupos, sendo que um recebeu a reabilitação de rotina e o outro recebeu um programa de exercícios estruturados e individualizados. A necessidade de cirurgia foi significativamente menor no grupo que recebeu o programa de exercício12.

    Em relação aos três estudos que analisaram o impacto da fisioterapia na massa corporal magra e força muscular, todos utilizaram como modalidade de fisioterapia um programa de exercícios. Um analisou dois grupos, sendo que um recebeu um programa de exercícios individualizado e estruturado e outro que recebeu a reabilitação de rotina, obtendo como resultado aumento significativo na média da MCM e na força muscular do grupo que recebeu o programa de exercícios13. Outro estudo comparou quatro grupos, dos quais dois grupos receberam um programa de exercícios estruturado e individualizado, sendo que um destes fez uso do hormônio de crescimento recombinante (rhGH) durante o período do programa, o qual pode atenuar o catabolismo muscular conseqüente de queimaduras, além de melhorar a cicatrização da ferida20, e outros dois grupos receberam um programa de reabilitação não estruturado e não individualizado, sendo que um associou a reabilitação com a administração de uma solução salina. Todos apresentaram melhoras semelhantes na MCM, entretanto a força muscular aumentou apenas nos grupos que realizaram o programa de exercícios estruturado e individualizado14. Outro trabalho também comparou quatro grupos, dos quais dois receberam um programa de exercícios estruturado e individualizado, sendo que um destes dois fez uso de oxandrolona durante o período do programa, um esteróide androgênico sintético que pode restaurar efetivamente a perda de peso corporal e da MCM induzidos pela queimadura21, e dois grupos receberam um programa de reabilitação não estruturado e não individualizado, sendo que um associou a reabilitação à administração de placebo. A MCM aumentou significativamente nos grupos que receberam oxandrolona, e a força muscular aumentou nos grupos que receberam o programa de exercícios estruturado e individualizado15.

    Dois estudos verificaram o efeito da fisioterapia na função articular: um comparou dois grupos em relação à amplitude de movimento de joelho e cotovelo, sendo que um grupo recebeu um programa de exercícios suplementado com música e o outro recebeu a reabilitação de rotina. Os dois grupos tiveram melhoras significativas na funcionalidade das articulações analisadas, sendo que o grupo com a suplementação de música se mostrou mais colaborativo, proporcionando maior amplitude de movimento, mas não, estatisticamente, significativo em relação ao outro grupo18; outro estudo comparou dois grupos em relação à funcionalidade da articulação do joelho, avaliando amplitude de movimento, subida e descida de degraus e teste de caminhada em terreno plano por 45 metros, sendo que um grupo recebeu um protocolo de exercícios e o outro recebeu a reabilitação de rotina. Amplitude de movimento (ADM) ativa e passiva da articulação do joelho e subida e descida de degraus foram melhores no grupo que recebeu o protocolo de exercícios de forma significativa. Não houve diferença expressiva no teste de caminhada em terreno plano por 45 metros entre os dois grupos8.

    Dois estudos verificaram o efeito da fisioterapia em variáveis respiratórias: um realizou estudo de caso através de alongamentos gerais para MMSS e coluna cervical, recursos terapêuticos manuais e hidroterapia associada à cinesioterapia respiratória. Os resultados indicaram melhora dos volumes, fluxos e capacidades respiratórias9; outro utilizou três grupos, um grupo controle composto por pacientes saudáveis e sem queimaduras, e dois que envolveram pacientes com lesões de queimaduras: um grupo que recebeu um programa de exercícios individualizado e estruturado e um grupo que recebeu um programa de reabilitação não estruturado e não individualizado. A função pulmonar do grupo controle foi normal e não houve diferença entre os dois grupos de pacientes queimados. No entanto, a função pulmonar estava diminuída quando comparado o grupo controle com os grupos de pacientes queimados. Houve um melhora significativa no volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), na capacidade vital forçada (CVF) e na ventilação voluntária máxima (MVV) no grupo que recebeu o programa de exercícios estruturado e individualizado. Esse aumento na MVV sugere melhora na resistência dos músculos respiratórios e como um indicador de resistência muscular é sustentado por um aumento da tolerância ao exercício: o aumento significativo do tempo do teste de esteira e do pico de VO2 após o programa de exercícios indica maior capacidade cardiovascular16.

    O estudo que analisou o impacto do curativo compressivo de tórax nas variáveis respiratórias utilizou um grupo de pessoas saudáveis e sem restrições respiratórias e avaliou medidas de pressão inspiratória e expiratória máxima (Pimax e Pemax), capacidade vital (CV), volume minuto (VM) e peak flow. Houve diminuição da força muscular respiratória, do volume corrente, capacidade vital e aumento da freqüência respiratória após a colocação do curativo oclusivo em tórax19.

    O trabalho que verificou os benefícios da fisioterapia em variáveis respiratórias, amplitude de movimento de membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII), deambulação, força muscular e capacidade funcional de exercício, não alterou em nenhum aspecto o tratamento de reabilitação feito no local da pesquisa. Tal trabalho concluiu que a fisioterapia foi capaz de proporcionar aos pacientes um retorno perto de níveis basais das variáveis analisadas num período de seis meses após a queimadura, com exceção da função dos MMII e capacidade funcional de exercícios17.

Quadro 1. Síntese dos artigos analisados

Considerações finais

    O desenvolvimento de um estudo que verifique diferentes pesquisas, cujo objetivo baseie-se em tratamento e/ou avaliação fisioterapêutica nas complicações por queimaduras, torna-se interessante a partir do momento em que se percebem as diferentes possibilidades de recursos fisioterápicos que podem ser utilizados e sua importante contribuição na recuperação deste tipo de paciente.

    A maioria dos estudos abordou a utilização de exercícios físicos aeróbicos e de resistência, comprovando que tais abordagens reduzem significativamente a perda de massa corporal magra, bem como a força muscular tão comum em pacientes vítimas de queimaduras13,14,15. Também, esses recursos contribuem na diminuição de contraturas de cicatrizes, evitando ou, pelo menos, minimizando a restrição na amplitude de movimento18, diminuem a necessidade de cirurgias de liberação funcional12, além de melhorarem a capacidade cardiovascular e variáveis respiratórias ao proporcionarem aumento da resistência dos músculos respiratórios16.

    Os protocolos de tratamento utilizados em alguns trabalhos são fundamentados por cada pesquisador, pois foram elaborados baseando-se em outros protocolos e adaptados para os objetivos, comprovando serem efetivos a partir de ganhos significativos nas variáveis analisadas8,11,17.

    Podemos destacar a utilização da música como parte da estratégia de tratamento, baseando-se em técnicas neurológicas de musicoterapia e no movimento facilitado pela música, mostrando-se inovadora e eficaz ao proporcionar motivação e maior sustentação do programa18.

    Identificamos, nessa revisão, com surpresa, pequena quantidade de pesquisas em queimaduras relacionadas à fisioterapia, o que denota a necessidade de mais estudos que abordem tal tema e que possam contribuir com o conhecimento, proporcionando novas abordagens terapêuticas aos pacientes queimados, os quais representam um dos maiores desafios dos cuidados de saúde, em virtude das dramáticas alterações fisiológicas que apresentam além de gerarem um oneroso impacto financeiro ao sistema de saúde.

Referências

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  2. Fracanoli TS, Magalhães FL, Guimarães LM, et al. Estudo transversal de 1273 pacientes internados no centro de tratamento de queimados do Hospital do Andaraí de 1997 a 2006. Rev Soc Bras Queimaduras. 2007; 7(1): 33-7.

  3. Portal Ministério da Saúde. 91% das queimaduras em crianças ocorrem em casa. Brasília. Ministério da Saúde 2009. [citado em: 09 março 2009]. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/reportagensEspeciais/default.cfm?pg=dspDetalhes&id_area=124&CO_NOTICIA=10009. Acesso em: 22/05/2010.

  4. Portal Senado Federal. Brasil tem 1 milhão de atingidos por queimaduras. Brasília. Jornal do Senado 2009. [citado em; 15 junho 2009]. Disponível em: http://www.senado.gov.br/jornal/noticia.asp?codEditoria=1467&dataEdicaoVer=20090615&dataEdicaoAtual=20090820&nomeEditoria=Sa%C3%BAde&codNoticia=84907. Acesso em: 22/05/2010.

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  7. Coelho M, Moura F, Karilma F. Atuação Fisioterapêutica na Reabilitação de Paciente Queimado: um estudo de caso. Disponível em: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/queimado_bianca/queimado_bianca.htm. Acesso em: 26/05/2010.

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  10. Gaida k, Koller R, Isler C, et al. Low Level Laser Therapy - a conservative approach to the burn scar? Burns 2004; 30(4): 362–7.

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  21. Demling RH, DeSanti L. Oxandrolone induced lean mass gain during recovery from severe burns is maintained after discontinuation of the anabolic steroid. Burns 2003; 29(8):793-7.

Autore:

Jones Eduardo Agne*

eletroterapia@gmail.com

Dayane Bicalho Antunes**

dayantunes@gmail.com


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