Sindrome do impacto do ombro e seu tratamento






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A Síndrome do Impacto, popularmente conhecida por bursite do ombro, pode ser definida como o choque entre dois ossos comprimindo um dos tendões do ombro e  ocorre durante o movimento de elevação do braço. Ela é mais comum após os 40 anos de idade e está associada a profissionais que utilizam, durante um período longo, o membro superior acima da linha do ombro, como os professores e os eletricistas.
Na sua fase inicial o paciente refere dor no ombro durante as atividades físicas. Se não for tratada, essa dor começa a aumentar podendo irradiar para o meio do braço, inclusive durante o período de repouso. Muitos pacientes queixam-se da piora da dor à noite e referem dificuldade para dormir.
Se não for tratado, o choque contínuo destes dois ossos vai levar a rotura dos tendões, principalmente do chamado supra-espinhal. Nesse caso teremos então o que chamamos de "Lesão do Manguito Rotador", pois o conjunto de tendões que fecham a articulação do ombro chama-se manguito rotador.
Nesta síndrome ocorre uma perda do espaço úmero-acromial, provocando micro traumas nas estruturas adjacentes como: tendão do supra espinhoso, tendão do bíceps cabeça longa, bursa subacromial e a articulação acrômioclavicular.
A causa esta ligada a movimentos repetitivos, alteração anatômica, trauma direto e desequilíbrios musculares.
No quadro clinico paciente apresenta dor na região anterior do braço, apresenta um arco doloroso, especialmente próximo a 90 graus, piora a dor com esforços e dificuldade nas atividades de vida diária.
O tratamento clinico consiste em anti-inflamatorios, analgésicos, imobilização da articulaçaosob uma tipóia e indicação a fisioterapia.
Os objetivos do tratamento fisioterapeutico são em geral a eliminação do processo inflamatório, ganho de ADM, estabilização da articulação do ombro, reeducação postural e respiratória e reeducação sensório motora.
Na conduta do tratamento, recursos como ultra- som, ondas curtas e o laser podem ser utilizados no combate a inflamação. No caso de grande fibrose talvez o ultra-som possa ser mais ultil em função do efeito fibrolitico.
Na cinesioterapia os fortalecimento dos músculos infraespinhoso e redondo menor é necessário para diminuir o impacto entre o acrômio e o tubérculo maior do úmero. Os músculos estabilizadores da escapula como o serrátil anterior, os rombóides, trapézio médio e inferior também devem ser fortalecidos. No inicio do tratamento não seria aconselhável o fortalecimento do deltóide , visto que o aumeto de sua força provoca um deslocamento superior da cabeça umeral, permitindo um aumento do impacto entre o tubérculo maior do úmero e o arco ccoracoacromial. Em um período mais adiantado do tratamento, onde a inflamação esta sob controle e há relativa eficiência dos rotadores externos, o deltóide pode ser fortalecido. O fortalecimento deve ser de forma excêntrica para diminuir a tendência ao impacto.
O alongamento dos músculos peitoral menor, peitoral maior, grande dorsal, subescapular, redondo menor, trapesio superior e levantador da escapula também são necessários para favorecer o posicionamento escapular e o funcionamento adequado da glenoumeral.
A reeducação postural depende da avaliação do paciente. Deformidades de membros inferiores, alterações do posicionamento do quadril podem provocar um aumento da cifose e protusao de ombros, neste caso é fundamental a reeducação postural.


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