A epicondilite lateral de cotovelo e a artroscopia






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A epicondilite lateral do cotovelo, também conhecida como cotovelo do tenista (tennis elbow), é definida como uma lesão crônica de repetição que acomete os tendões que têm origem no epicôndilo lateral do cotovelo, podendo causar alterações internas de sua estrutura e degeneração de sua matriz, impedindo a sua regeneração e maturação em tendão normal.

Essa alteração da estrutura tendínea é definida como tendinose. A tendinose, quando estudada microscopicamente, caracteriza-se por processo degenerativo com aumento do número de fibroblastos, hiperplasia vascular e desorganização do colágeno. Na sua patogênese são definidos quatro estágios:

1) processo inflamatório, sem alterações patológicas;

2) alterações na estrutura tendínea (tendinose/hiperplasia angiofibroblástica);

3) tendinose com rotura tendínea;

4) tendinose com rotura associada com calcificação e/ou ossificação periarticular.

A epicondilite do cotovelo pode manifestar-se a partir da adolescência até idades avançadas, com pico de incidência nos grupos etários entre 35 e 50 anos e em indivíduos que executam movimentos crônicos de repetição no cotovelo, como torneiros mecânicos, carpinteiros, nos esporte de arremesso e jogadores de tênis.

Clinicamente, a epicondilite lateral manifesta-se por dor centrada no epicôndilo lateral do cotovelo, com irradiação pela região da musculatura extensora da mão e do punho. O teste de Cozen (cotovelo a 90° com antebraço pronado, pede-se que o paciente estenda o punho contra nossa resistência) e o teste de Mill (cotovelo e punho em extensão, mão fechada, pede-se que o paciente mantenha resistência contra força de flexão sobre o punho exercida pelo examinador) são procedimentos semiológicos que podem ajudar na avaliação clínica.

A epicondilite, na maioria dos casos, tem evolução satisfatória com o tratamento conservador: controle da dor e da inflamação por meio do repouso, crioterapia, analgésicos, antiinflamatórios não hormonais e reabilitação. Além do controle da dor, o tratamento conservador tem por objetivo a preservação da flexibilidade, da mobilidade e da força do cotovelo.

Existem casos em que, mesmo com adequado tratamento conservador, esses objetivos não são atingidos, restando a cirurgia como opção. O objetivo do tratamento cirúrgico é a ressecção do tecido angiofibroblástico, melhora das condições circulatórias da região epicondiliana, permitindo a produção de tecido colágeno normal e a reparação tendínea. Na cirurgia aberta e na artroscópica, os procedimentos são semelhantes: retiramos todo o tecido angiofibroblástico, aumentamos o aporte sanguíneo (decorticação ou perfurações ósseas no epicôndilo lateral) e, se houver necessidade, procedemos ao reparo tecidual anatômico.

Além de ocorrer em todas as categorias de jogadores de tênis, a epicondilite lateral do cotovelo pode estar presente em praticantes de outros esportes ou relacionada à ocupação do indivíduo.

O diagnóstico clínico é fácil pelo tipo de dor e irradiação referidos. A dor durante a atividade diária, esportiva e o repouso que não apresentava regressão com tratamento conservador realizado por período mínimo de seis meses foi o critério de indicação cirúrgica


Devemos estar atentos a diagnósticos diferenciais que com freqüência podem ser confundidos com a epicondilite lateral: a síndrome de compressão do nervo interósseo posterior, as instabilidades articulares crônicas nos atletas arremessadores e quadros de fibromialgia com manifestações de dor na região do cotovelo e antebraço.

O tratamento de escolha é o conservador. A cirurgia é exceção, ficando recomendada apenas para os raros casos com sintomatologia persistente sem resposta ao tratamento con-servado

Bons resultados têm sido relatados com técnicas abertas tradicionais, mas elas não localizam lesões intra-articulares associadas, que estão presentes em 11% a 69% dos casos.

As controvérsias sobre o tratamento cirúrgico da EL permanecem até os dias de hoje. A técnica artroscópica possibilita a excisão da origem dos tendões extensores envolvidos na doença, e a visualização e tratamento de lesões intra-articulares associadas, podendo promover um retorno precoce às atividades.

Com a ajuda daqui e daqui

Publicado em 03/07/13 e revisado em 03/05/17
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